1552 capítulos
Medium 9788582713785

Capítulo 35: Psiquiatria pública

Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock, Pedro Ruiz Grupo A PDF Criptografado

35

Psiquiatria pública

O tema da psiquiatria pública abarca o cerne da experiência e da tradição. No contexto do reexame da assistência à saúde norte-americana iniciado pelo efeito da reforma na gestão de cuidados de saúde e assistência à saúde, a experiência da psiquiatria pública está preparada para servir como base para uma transformação na assistência à saúde comportamental.

O termo público pode se referir a programas, tratamentos ou instituições psiquiátricas pagas por financiamento público ou como objetos de política pública, sejam pagos ou não. O conceito tradicional de psiquiatria pública foi ampliado para incluir iniciativas médicas e psicossociais direcionadas para o bem público, financiadas por fundos públicos ou privados e direcionadas, em particular, para aqueles economicamente desfavorecidos.

Os cuidados e tratamentos oferecidos em psiquiatria pública são realizados em uma ampla variedade de serviços hospitalares e baseados na comunidade que são mais ou menos integrados a uma rede coesa patrocinada por agências públicas. O financiamento para serviços psiquiátricos públicos tende a ser fornecido por verbas de legislação federal que são repassadas por meio de agências governamentais do Estado, condado e municipais (tais como departamentos de saúde mental; serviços para tratamento de uso de substâncias; serviços para crianças, jovens e família; e agências de saúde pública, serviço social, educação, casas de correção para adultos e justiça juvenil). Em última análise, a maioria dos serviços de psiquiatria pública e comunitários é oferecida por organizações de saúde mental comunitária, de tratamento do uso de substâncias, orientação infantil ou assistência à saúde sem fins lucrativos. Assim, a própria existência de serviços psiquiátricos públicos e comunitários e as políticas e recursos que determinam como eles são oferecidos são extremamente dependentes das exigências legais e de verbas fiscais provenientes de todos os níveis do governo público.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713785

Capítulo 36: Psiquiatria forense e ética em psiquiatria

Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock, Pedro Ruiz Grupo A PDF Criptografado

36

Psiquiatria forense e ética em psiquiatria

� 36.1 Psiquiatria forense

A palavra forense significa pertencente aos tribunais de justiça, sendo que, em várias situações, psiquiatria e direito convergem. A psiquiatria forense abrange uma ampla gama de tópicos que envolvem as atribuições profissionais, éticas e legais dos psiquiatras de prestar assistência competente aos pacientes; os direitos do paciente de autodeterminação para receber ou recusar tratamento; decisões judiciais, diretivas legislativas, agências reguladoras governamentais e comitês de licenciamento; e a avaliação de indivíduos acusados de crimes a fim de determinar sua culpabilidade e capacidade de serem julgados. Por fim, os códigos éticos e as diretrizes práticas das organizações profissionais e sua adesão também fazem parte do âmbito da psiquiatria forense.

IMPERÍCIA MÉDICA

Imperícia médica é um delito, ou ilícito civil. É um erro resultante da negligência de um médico. Em termos mais simples, negligência significa fazer alguma coisa que um médico com o dever de cuidar do paciente não deveria ter feito, ou não fazer alguma coisa que deveria ter feito conforme definido pela prática médica corrente.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713785

Capítulo 37: Aspectos da psiquiatria mundial

Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock, Pedro Ruiz Grupo A PDF Criptografado

37

Aspectos da psiquiatria mundial

Os transtornos mentais são altamente prevalentes em todas as regiões do mundo, representando uma fonte importante de incapacidade e encargos sociais. Há tratamentos eficazes para esses transtornos disponíveis tanto em países desenvolvidos como em países em desenvolvimento. Mesmo assim, os transtornos mentais são notadamente subtratados em todo o mundo, sobretudo em países subdesenvolvidos, onde faltam políticas nacionais de saúde mental e os recursos a ela destinados são escassos e distribuídos de forma desigual. A psiquiatria mundial se concentra nessas e em outras questões, como o estigma associado aos transtornos mentais, as relações entre doenças mentais e físicas e a ética no cuidado com a saúde mental.

PREVALÊNCIA E ÔNUS DOS TRANSTORNOS

MENTAIS NO MUNDO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 25% dos indivíduos em todo o mundo desenvolverão um ou mais transtornos mentais durante a vida. Entre as pessoas atendidas pelos profissionais de cuidados de saúde primários, mais de 20% têm um ou mais transtornos mentais atuais. Em um estudo realizado pela

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713785

Capítulo 27: Psiquiatria e medicina reprodutiva

Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock, Pedro Ruiz Grupo A PDF Criptografado

27

Psiquiatria e medicina reprodutiva

Eventos e processos reprodutivos têm situações simultâneas tanto fisiológicas quanto psicológicas. Da mesma forma, estados psicológicos afetam a fisiologia reprodutiva e modulam os eventos reprodutivos. Este capítulo examina essas relações bidirecionais com o objetivo de introduzir conceitos fundamentais relacionados aos eventos reprodutivos clássicos, como menarca, gestação, parto, pós-parto e menopausa. Os campos da psiquiatria e da medicina reprodutiva continuam a definir os diversos mecanismos pelos quais psique e corpo interagem para determinar a saúde ginecológica e psicológica da mulher. Por exemplo, o transtorno disfórico pré-menstrual – os sintomas incapacitantes e as mudanças graves no humor, na cognição e no comportamento que ocorrem associados ao ciclo menstrual

– exemplifica um transtorno somatopsíquico no qual as mudanças biológicas corporais desencadeiam alterações no estado psicológico. Em contrapartida, formas funcionais de ovulação hipotalâmica representam doença psicossomática que se origina no cérebro, mas que altera o funcionamento somático.

Ver todos os capítulos
Medium 9788582713785

Capítulo 33: Psiquiatria geriátrica

Benjamin J. Sadock, Virginia A. Sadock, Pedro Ruiz Grupo A PDF Criptografado

33

Psiquiatria geriátrica

Para muitos indivíduos, a passagem da juventude para a velhice reflete a mudança de uma busca pela riqueza para a manutenção da saúde. Na idade adulta tardia, o corpo em envelhecimento se torna cada vez mais uma questão central, substituindo as preocupações da meia-idade com a carreira e os relacionamentos. Isso ocorre devido a diminuição normal na função, aparência física alterada e crescente incidência de doença física. Apesar dessas ocorrências, o corpo na idade adulta tardia ainda pode ser uma fonte de prazer considerável e pode comunicar um senso de competência, particularmente se for dada atenção a exercícios regulares, dieta saudável, repouso adequado e cuidados médicos de manutenção preventiva. O estado normal no idoso é saúde mental e física, não doença e debilitação. As tarefas desenvolvimentais da idade adulta tardia que levam à saúde mental estão listadas na

Tabela 33-1.

A velhice, ou idade adulta tardia, costuma se referir ao estágio do ciclo vital que começa aos 65 anos. Os gerontologistas

Ver todos os capítulos

Visualizar todos os capítulos