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53 - Doença de Lyme

CLOHERTY, John P.; EICHENWALD, Eric C.; STARK, Ann R. Grupo Gen PDF Criptografado

53

Doença de Lyme

Muhammad Aslam

I. A doença de Lyme (borreliose de Lyme) é a enfermidade transmitida por vetor mais comum nos EUA.

O microrganismo causal é o espiroqueta Borrelia burgdorferi, transmissível aos seres humanos por picada de carrapato, incluindo Ixodes scapularis. Os roedores Peromyscus leucopus e os cervos são importantes no ciclo evolutivo do carrapato. A distribuição da doença de Lyme correlaciona-se à distribuição desses hospedeiros.

Nos EUA, a maioria dos casos surge no nordeste, de Massachusetts a Maryland, no centro-oeste, em Wisconsin e Minnesota, ou na Califórnia. Já foram notificados casos em todos os estados nos EUA e também no Canadá, na Europa, na China, no Japão e na Rússia. É mais provável que os seres humanos sejam infectados nos meses de junho, julho e agosto. O período de incubação desde a picada de carrapato até o aparecimento de lesão(ões) cutânea(s) varia de 1 a 32 dias, com período mediano de 11 dias.

As manifestações clínicas da doença de Lyme dividem-se em três estágios. No estágio precoce localizado, uma erupção cutânea eritematosa, anular e não pruriginosa conhecida como eritema migratório crônico, aparece no local de uma picada de carrapato, em geral no decorrer de 1 a 2 semanas. O estágio precoce localizado também pode manifestar-se como múltiplas lesões de eritema migratório, febre, mialgia e artralgia.

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33 - Síndrome de Desconforto Respiratório

CLOHERTY, John P.; EICHENWALD, Eric C.; STARK, Ann R. Grupo Gen PDF Criptografado

33

Síndrome de Desconforto

Respiratório

Kushal Y. Bhakta

A principal causa da síndrome de desconforto respiratório (SDR), também conhecida como doença da membrana hialina, é uma quantidade inadequada de surfactante pulmonar. O nascimento pré-termo é o fator etiológico mais comum. As apresentações da doença são causadas por atelectasia alveolar difusa, edema e lesão celular resultantes. Subsequentemente, proteínas séricas que inibem a função do surfactante extravasam para dentro dos alvéolos. O aumento do conteúdo de água, os mecanismos imaturos de remoção do líquido pulmonar, a ausência de aposição alveolocapilar e a baixa área de superfície para troca gasosa típica do pulmão imaturo também contribuem para a doença. O diagnóstico pré-natal para identificar os neonatos sob risco, a prevenção da doença por administração antenatal de glicocorticoides, as melhoras no tratamento peri e neonatal, os avanços no suporte respiratório e terapia de reposição de surfactante têm reduzido a mortalidade da SDR. Contudo, a SDR permanece uma causa importante de morbidade e mortalidade neonatais, especialmente entre a maioria dos neonatos imaturos.

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13 - Cuidados com Prematuros de Extremo Baixo Peso ao Nascer

CLOHERTY, John P.; EICHENWALD, Eric C.; STARK, Ann R. Grupo Gen PDF Criptografado

13

Cuidados com Prematuros de Extremo Baixo Peso ao Nascer

Steven A. Ringer

I. Introdução. Os prematuros de extremo baixo peso ao nascer (EBPN, peso ao nascimento < 1.000 g) representam um grupo singular de pacientes na unidade de tratamento intensivo neonatal (UTIN). Como esses recém-nascidos são muito imaturos fisiologicamente, eles são extremamente sensíveis a pequenas alterações no manejo respiratório, na pressão arterial, na infusão de líquido, na nutrição e em praticamente todos os outros aspectos da assistência. O cuidado ideal desses prematuros será estabelecido por meio de pesquisa constante. Não obstante, a assistência mais efetiva com base nas evidências disponíveis atualmente é mais bem assegurada pela implementação de protocolos padronizados de atendimentos aos prematuros de

EBPN nas UTIN. Nossa abordagem é apresentada no Quadro 13.1. A uniformidade da abordagem em uma instituição e o compromisso de prover e avaliar o atendimento de modo colaborativo são os aspectos mais importantes desses protocolos.

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16 - Acompanhamento de Recém-nascidos de Muito Baixo Peso ao Nascer e Prematuros Extremos

CLOHERTY, John P.; EICHENWALD, Eric C.; STARK, Ann R. Grupo Gen PDF Criptografado

16

Acompanhamento de

Recém-nascidos de Muito

Baixo Peso ao Nascer e

Prematuros Extremos

Jane E. Stewart e Marsha R. Joselow

I. Introdução. Dos mais de 4 milhões de nascimentos por ano nos EUA, 2% (ou 88.000) são prematuros extremos, ou seja, com menos de 32 semanas de idade gestacional (IG). Felizmente, a média de prematuros extremos parece ter se estabilizado após uma alta persistente no período de 1990 a 2005; associada à média de aumento de gêmeos e trigêmeos, que, presume-se, tem relação com a grande procura por tratamentos de fertilidade. Graças aos avanços do cuidado neonatal, o número de prematuros extremos em estado grave que sobreviveu ao período neonatal e recebeu alta da UTI cresceu. Tais crianças, com risco alto de sequelas clínicas e de desenvolvimento, têm necessidades únicas de acompanhamento que incluem a utilização de recursos médicos e educacionais especializados.

II. Questões da assistência médica

A. Questões respiratórias (ver Capítulo 34). Cerca de 23% dos neonatos de muito baixo peso ao nascer

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7 - Recém-nascido de Alto Risco | Antecipação, Avaliação, Tratamento e Desfechos

CLOHERTY, John P.; EICHENWALD, Eric C.; STARK, Ann R. Grupo Gen PDF Criptografado

7

Recém-nascido de Alto

Risco | Antecipação,

Avaliação, Tratamento e

Desfechos

Vincent C. Smith

I. Recém-nascidos de alto risco estão frequentemente associados a determinadas condições maternas, placentárias ou fetais; quando existe um ou mais fatores, a equipe de enfermagem deve estar atenta e preparada para possíveis dificuldades. A placenta deve ser guardada depois do parto em todos os casos de parto de alto risco, incluindo os casos de transferência para outro hospital, visto que um diagnóstico difícil – como a toxoplasmose – pode ser feito com base no exame histopatológico da placenta. Os fatores a seguir estão associados a recém-nascidos de alto risco.

A. Características maternas e risco associado ao feto ou ao recém-nascido

1. Idade materna por ocasião do parto a. Acima de 40 anos. Anormalidades cromossômicas, macrossomia, retardo do crescimento intrauterino (RCIU), perda de sangue (descolamento de placenta ou placenta previa). b. Abaixo de 16 anos. RCIU, prematuridade, maus-tratos/negligência (a própria mãe pode ser a agressora).

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