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INTRODUÇÃO - O Contexto do Desenho Urbano no Brasil

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INTRODUÇÃO

O Contexto do Desenho Urbano no Brasil

Vicente del Rio

O

objetivo desta introdução é prover um entendimento básico sobre a evolução do desenho urbano no Brasil como prática profissional sistemática, do surgimento do modernismo aos nossos dias, com a ampliação da noção de intervenção urbana, passando pelo período militar e pelos movimentos de redemocratização do país. Nesse sentido, deve ser vista apenas como um brevíssimo ensaio, uma visão particular que não pretende análise exaustiva ou muito menos conclusiva, tarefa por demais pretensiosa e que demandaria – com a imensidão e a história tão complexa do Brasil ‑ pelo menos uma obra própria com vários volumes! A ideia, portanto, é expor os fundamentos históricos das diferentes abordagens que lidam com a cidade brasileira contemporânea, auxiliando na compreensão dos conteúdos e das implica‑

ções dos casos discutidos nos capítulos posteriores.

Esta introdução foi particularmente importante na edição original deste livro nos EUA, pois praticamente não há publicações disponíveis em língua inglesa que discutam o mesmo período evolutivo do urbanismo e do desenho urbano brasileiro, embora várias – particularmente aquelas que tratam da arquitetura modernista brasileira – abordem projetos ou questões específicas. Na medida do possível, fizemos uma revisão dos principais trabalhos publicados, apresentados nas referências bibliográficas, de modo a pos‑ sibilitar aos leitores estudos mais aprofundados. Notamos que essa é uma tarefa cada vez mais difícil no

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CAPÍTULO 3 - A Paisagem Verticalizada de São Paulo: A Influência do Modernismo no Desenho Urbano Contemporâneo

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CAPÍTULO 3

A Paisagem Verticalizada de São Paulo:

A Influência do Modernismo no

Desenho Urbano Contemporâneo

Silvio Soares Macedo

A

verticalização tem se tornado um fator predominante e influente na morfologia de muitas cidades brasileiras. Este capítulo apresenta a torre isolada no lote e o conjunto de torres em uma quadra como modelos hegemônicos que resultaram do ideário modernista brasileiro, e discute como geraram a atual configuração da paisagem urbana residencial verticalizada de São Paulo. Tal processo de verticalização e os tipos de tratamento dos espaços livres privados em torno das torres – com equipamentos diversos e jardins elaborados – têm sido replicados em todas as cidades brasileiras. A verticalização introduz novas formas de habitar e novas relações com o espaço livre e a cidade.

São Paulo, a maior cidade brasileira, com mais de 10 milhões de habitantes em sua área municipal, define modelos e padrões urbanísticos que possuem grande impacto no restante do país. Em São Paulo, o processo de verticalização vigente na primeira década do século XXI teve por base a legislação urbanística e o código de zoneamento implementados na cidade a partir de 1971, e os modelos urbanísticos adotados pelo mercado imobiliário. Essa regulamentação passou a limitar radicalmente a construção de prédios de grande altura, que passaram a ser possíveis apenas através de remembramentos de lotes e em terreno de grandes dimensões. Recuos obrigatórios foram implantados, e limitou-se, em grande parte da cidade, a ocupação do lote a 50% de sua área, seja por casa ou torres. Assim, definiu-se um modelo de edifício alto, isolado no lote, bem diferente do até então vigente, uma vez que a legislação exigia pouco ou nenhum recuo e permitia altas taxas de ocupação e de coeficiente de aproveitamento.

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CAPÍTULO 4 - Shopping Centers e o Desenho Urbano no Brasil: Dois Estudos de Caso em São Paulo

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CAPÍTULO 4

Shopping Centers e o Desenho Urbano no

Brasil: Dois Estudos de Caso em São Paulo

Gilda Collet Bruna e Heliana Comin Vargas

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esde a inauguração do primeiro shopping center no Brasil, em 1966, esses empreendimentos tor‑ naram‑se elemento dominante da paisagem urbana brasileira. Em seu início, foram moldados como grandes centros de varejo – normalmente com lojas‑âncora – sob um teto único com estacionamento exclusivo. Atualmente, após mais de quatro décadas, já se pode fazer um balanço desse fenômeno e de seus impactos sobre o desenvolvimento e o desenho urbano. Neste capítulo, analisa‑se a versão brasi‑ leira de shopping center tomando‑se como exemplos significativos dois empreendimentos na cidade de

São Paulo, implantados com uma diferença temporal de mais de 30 anos. O Shopping Iguatemi (1966) e o Shopping Pátio Higienópolis (1999) são analisados sob a perspectiva de seu papel como vetores de expansão urbana e em relação à sua polarização, às mudanças de uso e ocupação do solo, à valorização do entorno, assim como aos impactos na forma e na vitalidade do espaço urbano.

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CAPÍTULO 9 - Desenho Urbano, Planejamento e Políticas de Desenvolvimento em Curitiba

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CAPÍTULO 9

Desenho Urbano, Planejamento e Políticas de Desenvolvimento em Curitiba

Clara Irazábal

D

urante as últimas décadas, Curitiba tem sido referenciada como uma “cidade modelo” ambientalmente sustentável e um notável exemplo tanto de um processo de planejamento urbano bemsucedido como de uma ampla coleção de projetos de desenho urbano atraentes, inovadores, funcionais, econômicos e replicáveis. Este capítulo examina projetos de desenvolvimento urbano em Curitiba desde os anos 1960 e apresenta várias razões pelas quais a cidade merece louvor: o competente e contínuo processo de planejamento garantiu a eficiência do transporte público, a preservação histórica e cultural, a revitalização do Centro e a prioridade à circulação de pedestres, programas ambientais eficazes e uma série de projetos catalisadores de desenho urbano e arquitetônicos.

Este capítulo também discute alguns fatores políticos e institucionais que vieram a facilitar o desenvolvimento do processo de planejamento de Curitiba e alguns problemas recentes de gestão e planejamento urbano que a cidade vem enfrentando.

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CAPÍTULO 2 - Palmas: Desenho Urbano da Capital do Tocantins

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CAPÍTULO 2

Palmas: Desenho Urbano da Capital do Tocantins

Dirceu Trindade

A

o longo de sua história, o Estado brasileiro tem se utilizado do desenvolvimento urbano em sua busca pelo progresso e pela modernidade. Desde os tempos coloniais, a expansão da urbanização sempre foi vista como necessária para a conquista de territórios vazios e de regiões consideradas “atra‑ sadas”: o sertão, o cerrado, as grandes florestas e os campos gerais.

Com a Independência e a instituição da República no Brasil, a urbanização, a interiorização e a construção de cidades passaram a ser vistas como projetos modernizadores do país e transformadores da sociedade brasileira. Esse empenho construtor gerou primeiro a construção de Belo Horizonte, como nova capital do estado de Minas Gerais em 1897. Na década de 1930, o governo modernizador de Getúlio Vargas cons‑ truiu Goiânia, nova capital do estado de Goiás, resultado de sua Marcha para o Oeste, que, retomada pelo governo desenvolvimentista de Juscelino Kubitschek (1956‑1960), teve sua expressão máxima na constru‑

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