128 capítulos
Medium 9788597007473

5. Terminando o projeto de pesquisa

VERGARA, Sylvia Constant Grupo Gen PDF Criptografado

5 terminando o projeto de pesquisa

Conceitos relativos à coleta e ao tratamento dos dados, assim como os lembretes sobre as limitações que qualquer método possui são aqui apresentados.

O capítulo inclui regras de indicação da bibliografia consultada e dos anexos.

Sugestões adicionais são também oferecidas.

5.1  Coleta de dados no campo

Na coleta de dados, o leitor deve ser informado como você pretende obter os dados de que precisa para responder ao problema. Não se esqueça, portanto, de correlacionar os objetivos aos meios para alcançá-los, bem como de justificar a adequação de um a outro. Se você optar pela formulação de questões, em vez da definição de objetivos intermediários, a correlação deverá ser feita entre questões e meios para respondê-las. Em se tratando de pesquisa de campo, por exemplo, esses meios podem ser a observação, o questionário, o formulário e a entrevista (veja Vergara, 2015). Os dados também podem ser coletados por meio de técnicas interativas diversas, como os workshops, por exemplo, ou por meio de desenhos feitos pelos sujeitos da pesquisa ou por outros meios que sua criatividade permita visualizar (veja exemplos em Vergara, 2012b).

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2. Começo do projeto de pesquisa

VERGARA, Sylvia Constant Grupo Gen PDF Criptografado

2 começo do projeto de pesquisa

Como elaborar um projeto de pesquisa? Não há um modelo único para tal.

A escolha entre as várias opções possíveis depende da natureza do problema, do método pelo qual se desenvolverá o trabalho, do tipo de pesquisa, da visão de mundo do pesquisador e de tantos outros fatores. No entanto, há certos itens que não podem deixar de ser contemplados em qualquer projeto, a despeito das diferenças entre eles. O que vai variar é o conteúdo desses itens. Por ser assim, este capítulo dedica-se à sugestão de um projeto. É estruturado a partir de um modelo que, em seguida, é discriminado neste e nos capítulos seguintes.

2.1 Modelo

O modelo proposto está assim definido:

(FOLHA DE ROSTO)

SUMÁRIO

1

ISBN_970-0675-9.indb 9

O PROBLEMA

1.1 Introdução

1.2 Objetivos (final e intermediários)

1.3 Questões a serem respondidas (se for o caso)

5/3/16 11:51 AM

10 

Projetos e relatórios de pesquisa em administração  • Vergara

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Medium 9788522499052

18 Pesquisa-ação

vERGARA, Sylvia Constant Grupo Gen PDF Criptografado

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Pesquisa-ação

A pesquisa-ação é um método de pesquisa que visa à resolução de problemas por meio de ações definidas por pesquisadores e sujeitos envolvidos com a situação sob investigação. Objetiva, simultaneamente, a intervenção, a elaboração e o desenvolvimento de teoria. Na definição de Thiollent (1988, p. 14), trata-se de

“um tipo de pesquisa social com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo e no qual os pesquisadores e os participantes representativos da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo”.

Este método de pesquisa é, muitas vezes, tratado como sinônimo de pesquisa participante. Como esclarece Thiollent (1987, 1988), a pesquisa-ação é uma forma de pesquisa participante. Entretanto, nem todas as pesquisas participantes são consideradas pesquisa-ação, uma vez que este método é centrado na intervenção planejada em uma dada realidade, por parte dos sujeitos. A participação dos pesquisadores não é suficiente para que a investigação seja considerada pesquisa-ação.

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6. O relatório da pesquisa

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6 o relatório da pesquisa

Relatório é o relato do que desencadeou a pesquisa, da forma pela qual ela foi realizada, dos resultados obtidos, das conclusões a que se chegou e das recomendações e sugestões que o pesquisador faz a outros.

Neste capítulo, serão abordadas as questões não privilegiadas no projeto, como, por exemplo, as folhas que antecedem o relatório propriamente dito e aquelas próprias do relatório. São consideradas folhas precedentes: a capa, a folha de rosto, a página de agradecimentos, a apresentação, o resumo, a lista de símbolos e abreviaturas, a lista de ilustrações e o sumário, nesta ordem.

Questões próprias do relatório incluem a introdução, a definição do problema objeto da investigação, a metodologia empregada, o referencial teórico, os resultados, as conclusões e as sugestões para uma nova agenda de pesquisa.

Seguem-se-lhe as referências, os apêndices e os anexos.

A capa, a folha de rosto, o sumário, o problema, a metodologia, o referencial teórico foram objeto de exame no capítulo referente ao projeto da pesquisa.

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14 Mapas de Associação de Ideias

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14

Mapas de Associação de Ideias

Mapas de associação de ideias são instrumentos de visualização cujo objetivo

é subsidiar o processo de análise e interpretação dos dados da pesquisa, a fim de facilitar a comunicação de seus resultados.

O método de análise dos dados por meio da utilização de mapas de associação de ideias foi desenvolvido por Spink e Lima (2000),1 com base em seus estudos sobre produção de sentidos por meio de práticas discursivas, entendendo sentido como uma construção dialógica (SPINK e FREZZA, 2000). Tais estudos têm suporte na perspectiva construcionista, na esfera da Psicologia Social.

A proposta de construção de mapas de associação de ideias está alinhada ao conceito de rigor adotado no âmbito do construcionismo: “possibilidade de explicitar os passos da análise e da interpretação de modo a propiciar o diálogo”

(SPINK e LIMA, 2000, p. 102). O rigor, portanto, deixa de se ater aos critérios do monismo metodológico, ou seja, validade, fidedignidade, generalização dos resultados, passando a ser associado à visibilidade. Para Spink e Menegon

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