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Parte I - Capítulo 2 - Acumulação de Capacidades Tecnológicas e Aprendizagem em Empresas de Economias Emergentes: Conceitos e Métricas

Paulo N. Figueiredo Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

2

Acumulação de Capacidades Tecnológicas e

Aprendizagem em Empresas de Economias

Emergentes: Conceitos e Métricas

2.1

Introdução

Enquanto o Capítulo 1 apresentou as ideias básicas relativas aos conceitos e perspectivas sobre capacidade tecnológica e inovação, este capítulo focaliza as trajetórias de acumulação de capacidades tecnológicas em empresas de economias emergentes e os processos (ou mecanismos) de aprendizagem subjacentes a essas trajetórias tecnológicas. Ou seja, os processos ou mecanismos de aprendizagem são entendidos aqui como insumos à acumulação tecnológica em empresas. Considerando que a acumulação de capacidades tecnológicas gera impactos na performance competitiva de empresas, a aprendizagem tecnológica influencia, indiretamente, a capacidade competitiva de empresas.

Os estudos sobre competitividade empresarial tendem a ser associados ao campo da estratégia empresarial. Cabe lembrar, no entanto, que a preocupação aqui é com o papel da capacidade tecnológica e dos processos de aprendizagem na estratégia competitiva de empresas. Por isso, inicialmente, serão examinadas algumas abordagens para explicar a competitividade empresarial a partir da perspectiva de estratégia empresarial. A ideia é mostrar até que ponto certas abordagens existentes para estratégia empresarial respondem a essa questão.

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Parte II - Capítulo 10 - Acumulação de Capacidades Inovadoras em Empresas de software no Brasil

Paulo N. Figueiredo Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

10

Acumulação de Capacidades Inovadoras em Empresas de Software no Brasil1

10.1

Introdução

Este capítulo objetiva mostrar, com adequado grau de detalhe e cobertura de longo prazo, como as estratégias de aprendizagem tecnológica implementadas em nível de empresas podem impactar a maneira e a velocidade com que acumulam suas capacidades tecnológicas. A associação entre essas questões é o foco desde capítulo e está representada na Figura 10.1.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de

Software (ABES) e a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), o mercado brasileiro de software e serviços atingiu em 2012 um faturamento de US$ 27,1 bilhões. O segmento de software foi responsável por uma receita de US$ 9,668 bilhões enquanto os serviços responderam por US$ 17,5 bilhões. O Brasil se posiciona como o sétimo maior mercado de software do mundo. Estima-se que em 2015 o Brasil poderá abrigar mais de 500 mil desenvol-

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Parte II - Capítulo 4 - A Relação entre Aprendizagem, Capacidade Tecnológica e Performance: Experiências de Empresas de Aço

Paulo N. Figueiredo Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

4

A Relação entre Aprendizagem, Capacidade

Tecnológica e Performance: Experiências de Empresas de Aço¹

4.1

Introdução

O propósito deste capítulo é o de mostrar os impactos dos vários mecanismos de aprendizagem sobre a maneira e a velocidade de acumulação de capacidades tecnológicas e, por sua vez, o aprimoramento de indicadores de performance operacional em nível de empresas. Especificamente, o capítulo objetiva mostrar como os processos de aprendizagem podem influenciar nas diferenças entre empresas que operam no mesmo setor industrial, em termos de acumulação tecnológica e performance operacional, como representado na Figura 4.1.

O relacionamento entre essas questões — acumulação de capacidade tecnológica, mecanismos subjacentes de aprendizagem (ou fontes para acumulação de capacidades tecnológicas) e aprimoramento de performance operacional (efeitos da acumulação de capacidades tecnológicas) — será examinado ao longo de 35 e 50 anos em duas grandes empresas de aço no Brasil, respectivamente: a Companhia Siderúrgica

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Parte II - Capítulo 12 - A Experiência de Empresas de Eletrônica de Consumo, Motocicletas e Bicicletas

Paulo N. Figueiredo Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

12

A Experiência de Empresas de Eletrônica de Consumo, Motocicletas e Bicicletas1

12.1

Introdução

O propósito deste capítulo é o de examinar o processo de acumulação de capacidades tecnológicas (com ênfase na maneira e velocidade dessa acumulação) ao longo de diferentes modelos de industrialização no Brasil: do modelo à base de substituição de importações ao modelo à base de economia aberta. Diferentemente do capítulo anterior, neste capítulo a ênfase recai sobre um conjunto de empresas baseadas em produtos (eletrônica de consumo, motocicletas e seus fornecedores). Além de examinar a trajetória de acumulação tecnológica dessas empresas, este capítulo escrutina as principais estratégias de aprendizagem tecnológica usadas pelas empresas para construir e acumular suas capacidades tecnológicas para atividades de produção e de inovação ao longo do período de 1970 a 2006, como representado de maneira simplificada na Figura 12.1.

FIGURA 12.1

Ademais, as empresas aqui examinadas localizam-se no

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Parte I - Capítulo 1 - Capacidade Tecnológica e Inovação

Paulo N. Figueiredo Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

1

Capacidade Tecnológica e Inovação

1.1

Introdução

A fim de entendermos o papel da capacidade tecnológica e da inovação como fontes para a performance competitiva de empresas, especialmente no contexto de economias emergentes, como é o caso do Brasil, é necessário esclarecer o real significado desses temas. Isto pode parecer por demais “acadêmico”. Porém, é preciso considerar que, ao longo dos últimos anos, tem havido uso indiscriminado de certos termos

— tanto no discurso como em documentos acadêmicos, governamentais e de consultoria, relacionados com estratégias de inovação — sem uma adequada fundamentação analítica e empírica. Tal prática pode deturpar e interferir negativamente no processo de desenho e implementação de estratégias de inovação industrial, tanto em nível empresarial como governamental.

Neste livro, capacidade tecnológica consiste em um conjunto ou estoque de recursos à base de conhecimento tecnológico. É também denominada ativo cognitivo ou base de conhecimento da empresa. É com base em sua capacidade tecnológica que as empresas podem realizar atividades de produção (de bens e serviços) e de inovação. As capacidades tecnológicas, por sua vez, derivam de mecanismos de aprendizagem tecnológica. Ou seja, enquanto capacidade tecnológica é um estoque de recursos (à base de conhecimento tecnológico), a aprendizagem tecnológica é um processo que envolve vários mecanismos que captam diversos tipos de conhecimento tecnológico a partir de fontes externas e internas

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