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26 Lesões da Coluna Relacionadas ao Esporte e sua Prevenção

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Capítulo 26

Lesões da Coluna Relacionadas ao

Esporte e sua Prevenção

G.-P. BRÜGGEMANN

Introdução

A associação entre a carga física e a incidência de problemas na coluna tem sido demonstrada por diversos estudos. O exercício físico pesado tem sido correlacionado com as lesões de coluna e com as alterações degenerativas da coluna (por exemplo, Andersson,

1991). A maioria dos relatos tem-se focalizado na carga ocupacional, e relativamente pouco trabalho tem sido publicado sobre as atividades atléticas que podem acelerar a degeneração da coluna

(Granhed & Morelli, 1988). Os efeitos a longo prazo da carga física devido ao exercício nos sintomas relacionados com a coluna, incapacidade e patologia da coluna em 937 ex-atletas do sexo masculino e 620 sujeitos controles foram analisados por Videman et al.

(1995). Descobriu-se que o levantamento de peso que utiliza cargas máximas estava associado com uma degeneração maior na coluna inteira, e o futebol, com uma degeneração na região lombar inferior. Nenhum sinal de degeneração acelerada do disco ou lesão foi identificado em ex-corredores de competição. De forma interessante, a dor de coluna foi menos comum nos atletas do que nos sujeitos controles. Resultados muito similares com relação à dor de coluna em antigos atletas de elite foram relatados por Tsai e Wredemark

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19 O Vôo de Projéteis no Esporte

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Capítulo 19

O Vôo de Projéteis no Esporte

M. HUBBARD

A teoria sem o experimento é vã; o experimento sem a teoria

é cego.

Introdução

Muitos esportes envolvem o vôo de objetos, em geral bolas ou outros implementos e, às vezes, até mesmo os próprios atletas.

Este capítulo define e descreve os princípios e as características mais importantes de tal vôo a partir de um ponto de vista geral, freqüentemente ilustrando esses princípios gerais com exemplos específicos. Freqüentemente também, em esportes, a natureza competitiva da atividade implica que alguma característica da trajetória, por exemplo extensão ou tempo no ar, deve ser maximizada. Desta maneira, abordamos muito do capítulo a partir deste ponto de vista, questionando e respondendo a perguntas tais como qual a extensão máxima ou outras condições ótimas que podem ser alcançadas.

Desta forma, estamos interessados principalmente no vôo em si e nos seus determinantes, praticamente não importando como o objeto é lançado no ar pelas ações musculares de lançamento, batida, chute ou salto do atleta. Estaremos assim focalizando a sensitividade do vôo para condições de liberação que podem ser afetadas pelo atleta, porém não especificamente como elas podem ser realizadas. Mais adiante, consideraremos somente efeitos periféricos ou outros de segunda ordem sobre os quais o atleta tem pouco ou nenhum controle, incluindo parâmetros atmosféricos tais como o vento, umidade, temperatura ou pressão. A justificativa é que um entendimento amplo do vôo do projétil é mais claramente obtido pela limitação do sujeito à sua essência, e mesmo se os efeitos de segunda ordem forem considerados, eles têm pouco efeito prático, visto que o atleta pode fazer pouco ou nada para assegurar a existência de tais efeitos.

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4 Ação Muscular Excêntrica no Esporte e no Exercício

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Capítulo 4

Ação Muscular Excêntrica no

Esporte e no Exercício

B.I. PRILUTSKY

Definições de ação muscular excêntrica, trabalho negativo e potência

No esporte e no exercício, bem como na vida diária, as pessoas realizam movimentos por intermédio da ativação de músculos esqueléticos. Dependendo de o músculo ativo encurtar-se, alongar-se ou manter-se em comprimento constante, três tipos principais de ação muscular podem ser distinguidos: concêntrico, excêntrico e isométrico. Estes três tipos de ação muscular são freqüentemente chamados de contração concêntrica, contração excêntrica e contração isométrica. Esta última terminologia pode ser confusa porque o termo “contração” tem o significado de encurtamento. Portanto, neste capítulo, a terminologia inicial proposta por Cavanagh (1988) — ações musculares concêntrica, excêntrica e isométrica — é a adotada.

O músculo estará atuando excentricamente se ele estiver ativo (isto é, produz força ativa enquanto se opõe a uma força passiva, ver Cap. 2) e o seu comprimento estiver aumentando em resposta a forças externas (por exemplo, peso do corpo, força produzida por outros músculos, etc.). Do mesmo modo, o músculo estará atuando concentricamente se ele estiver ativo e se encurtando. Quando o comprimento do músculo ativo não se pode encurtar devido a forças externas e se mantém constante, o músculo realiza uma ação isométrica.

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11 Fatores Determinantes do Desempenho na Patinação de Velocidade

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Capítulo 11

Fatores Determinantes do Desempenho na

Patinação de Velocidade

J.J. DE KONING E G.J. VAN INGEN SCHENAU*

Introdução

A patinação de velocidade pode ser descrita por um modelo de fluxo de energia. Tal modelo inclui expressões que descrevem tanto a geração de energia mecânica a partir dos substratos químicos como o destino do fluxo de energia. Estes modelos são

úteis para a avaliação quantitativa da influência de variáveis técnicas, fisiológicas e ambientais no desempenho da patinação de velocidade. O objetivo deste capítulo é explicar a natureza peculiar da técnica de patinação de velocidade e demonstrar os efeitos de vários fatores determinantes no desempenho da patinação de velocidade, através de um modelo baseado no fluxo de energia.

Técnica de patinação de velocidade

Na maioria dos padrões de locomoção, os humanos geram forças propulsoras, agindo no meio ambiente em uma direção oposta

àquela do movimento. Um corredor, por exemplo, pressiona posteriormente contra um local fixo na superfície para propulsionar a si mesmo em uma direção para frente (Fig. 11.1a). Mesmo no ciclismo, onde parece não haver contato rígido com o solo, forças são direcionadas através do pneu para locais fixos na estrada. Na patinação de velocidade, entretanto, ocorre algo essencialmente diferente. Em razão das qualidades peculiares do gelo, os patinadores são capazes de deslizar em velocidades relativamente altas na desejada direção anterior. Os patinadores fazem uso da chamada “técnica de deslizamento”, que significa que os movimentos propulsores contra o gelo são feitos enquanto os patins continuam a deslizar anteriormente (van Ingen Schenau et al. 1987; de Koning et al. 1995). Entretanto, quando um patim está deslizando para a frente, é impossível gerar forças propulsoras, impulsionando para uma direção contrária. A única direção possível para uma propulsão efetiva é em ângulos retos relativos ao movimento de deslizamento dos patins (Fig. 11.1b). A dificuldade da técnica de patinação está na transformação dos impulsos laterais em uma velocidade anterior. Esta transformação pode ser mais bem explicada por meio das Fig. 11.1b e Fig. 11.2.

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3 Arquitetura Músculo-Tendão e Desempenho do Atleta

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Capítulo 3

Arquitetura Músculo-tendão e

Desempenho do Atleta

J.H. CHALLIS

Introdução

As atividades atléticas impõem uma ampla variedade de demandas no sistema muscular humano. Algumas atividades requerem pequenas quantidades de força muscular ajustadas em aumentos finos, algumas requerem produção rápida de forças altas, enquanto ainda outras demandam a produção lenta de forças muito altas. O propósito deste capítulo é identificar as propriedades essenciais do músculo e explicar como os músculos influem na função muscular durante as atividades atléticas. O enfoque será no músculo esquelético que, contrariamente às duas outras formas de músculos, o liso e o cardíaco, pode ser controlado voluntariamente. Como o sistema do músculo esquelético precisa realizar uma variedade de funções, a sua organização é geralmente um compromisso; o músculo esquelético é especializado somente no sentido de que ele pode realizar uma variedade de tarefas.

A primeira Lei de Newton estabelece, basicamente, que nós necessitamos de forças para parar, começar ou alterar um movimento, portanto, como as fibras dos músculos são as fontes de produção de força no corpo humano, são responsáveis pelo nosso movimento voluntário ou pela falta dele. As fibras musculares produzem forças que são transmitidas, via tendão, para o esqueleto; estas forças geram momentos na articulação, seja promovendo, seja limitando um movimento causado por outras forças (por exemplo, a manutenção da postura ereta, quando em bipedestação exposto a uma ventania). Portanto, é útil não apenas considerar as forças que o músculo produz, mas também analisar como estas forças operam através das articulações. Quando nos referimos à arquitetura músculo-tendão, estamos nos referindo à estrutura e ao arranjo dos componentes do sistema músculo-tendão. Este capítulo examinará como o sistema músculo-tendão é arranjado para produzir movimento e as estruturas que possibilitam tal movimento.

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