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Medium 9788571440920

c a p í t u l o 8 Paradigmas atuais da gestão de desempenho

Maria Célia Bastos Pereira Editora Saraiva PDF Criptografado

c a p í t u l o

8

Paradigmas atuais da gestão de desempenho

Nosso desafio com este capítulo é:

π Apresentar o feedback 360° como uma abordagem contemporânea de avaliação de desempenho.

π Conhecer a utilidade e aplicabilidade dos processos de gestão de desempenho e do feedback 360°.

π Saber aplicar os conceitos de competência à realidade organizacional.

π Compreender a importância da gestão por competências e suas aplicações.

π Identificar os processos e etapas na implantação de um programa de gestão por competências.

Como as abordagens feedback 360° e gestão por competências contribuem para a melhoria dos resultados das empresas?

No rastro da administração participativa e da importância vital do capital intelectual para os negócios, surgem novos modelos de avaliação e análise do desempenho.

No passado, as pessoas eram avaliadas na base de recompensas e punições, mas esse modelo foi se mostrando inadequado para a gestão empresarial. Houve a valorização cada vez maior das pessoas.

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Medium 9788553131785

7 - Avaliação de desempenho

Antônio de Lima Ribeiro Editora Saraiva PDF Criptografado

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Avaliação de desempenho

7.1  Políticas recomendadas

Estabelecer objetivos ambiciosos para todos, mas realistas e alcançáveis.

Periodicamente dar feedback ao empregado a respeito de seu desempenho na empresa.

Agir preventivamente, indicando pontos a corrigir ou melhorar.

Obter compromisso dos funcionários a respeito do desempenho esperado pela empresa.

Avaliar o desempenho com isenção e imparcialidade.

7.2  Avaliadores e avaliados

Os avaliadores, às vezes, julgam as tarefas realizadas de uma maneira que nem sempre coincide com a opinião do avaliado, que efetivamente executou o trabalho. É clássico o exemplo de um fato bíblico descrito por Luiz de Camões no século XVI em seu livro Os Lusíadas, em que Jacob se dispõe a trabalhar para Labão como pastor, com a intenção de obter permissão para casar-se com

Raquel, sua filha mais jovem e bela. Porém, o desempenho de Jacob não foi de grande apreciação de seu avaliador, o qual achou que, pelo trabalho de pastor realizado, o funcionário merecia casar-se, não com Raquel, mas com sua filha mais velha e não tão bela, Lia:

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Medium 9788571440920

c a p í t u l o 7 Avaliação de desempenho

Maria Célia Bastos Pereira Editora Saraiva PDF Criptografado

Da próxima vez que a rádio corredor direcionar seus microfones em sua direção, não entre em pânico ou balance a cabeça em resignação. Trate de entrar nela e dominá-la, para evitar a proliferação de falsidades e tranquilizar o ambiente de trabalho.

Você pode descobrir, entre outras coisas, quais são as fraquezas e as necessidades da empresa e das pessoas com as quais você trabalha. E, mais uma vez, tenha sempre em mente: a rádio corredor existe e, não importa o que você fizer, sempre irá existir.

O segredo é usar essa poderosa força de comunicação a seu favor, transformando-a numa importante ferramenta de gestão.

questões

1. Estabeleça a diferença entre informação e comunicação.

2. Quais são as barreiras mais nocivas à comunicação organizacional?

3. Explique por que nossos sentimentos e atitudes podem influir em nossa

comunicação.

4. Explique por que o feedback é considerado por alguns autores um elemento da

comunicação e descreva os aspectos mais importantes de um feedback para restabelecer uma boa comunicação.

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Medium 9788527733151

9. Enfermaria de Obstetrícia

BAPTISTA, Makilim Nunes; BAPTISTA, Rosana Righetto Dias; BAPTISTA, Adriana Said Daher Grupo Gen PDF Criptografado

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Enfermaria de Obstetrícia

Valéria Batista Menezes Agostinho dos Santos   

Luana Maria de Oliveira

Introdução

Para iniciar a exposição sobre a atuação da Psicologia em uma enfermaria de obstetrícia vale pontuar o caminho dessa profissão na ­área da saú­de. A Psicologia da Saú­de pode ser definida como

[…] um conjunto de contribuições educacionais, científicas e profissionais, específicas da Psicologia à promoção e à manutenção da saú­de, à prevenção e ao tratamento das doen­ças, à identificação da etiologia e ao diagnóstico relacionado à saú­de, à doen­ça e às disfunções relacionadas, e a análise do desenvolvimento do sistema de atenção à saú­de e formação de políticas de saú­de (Matarazzo, 1980).

Essa especialidade, que trabalha com as in­fluên­cias psicológicas no processo de saúde/doen­ça, passou a ser estudada de maneira mais estruturada a partir da década de 1940, com a Medicina

Psicossomática, considerando a multifatorialidade do adoecimento. Já na década de 1970, com as reformulações do modelo biomédico e a visão biopsicossocial do paciente, a Psicologia da Saú­de ganhou maior visibilidade. Têm-se como marcos o grupo de trabalho na ­área da saú­de criado pela

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Medium 9788547220877

Capítulo 8 - A análise de balanços como importante ferramenta de gestão

José Carlos Marion, Osni Moura Ribeiro Editora Saraiva PDF Criptografado

8

A análise de balanços como importante ferramenta de gestão

Objetivos1||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Após ler este capítulo, você estará apto a:

1. E

� ntender a Análise de Balanços como importante ferramenta de gestão.

2. �Discutir o papel das análises Interna e Externa no gerenciamento da organização.

3. Conhecer as etapas do processo de análise.

4. �Discutir a importância da Análise por Quocientes nas Tomadas de Decisões.

5. �Interpretar individualmente e em conjunto os quocientes de endividamento ou estrutura de capitais, de liquidez ou solvência e de rentabilidade, além de outros quocientes de interesse.

6. �Entender os mecanismos e a função da Análise

Vertical e da Análise Horizontal.

7. �Discutir a validade da aplicação dos quocientes padrão para fins gerenciais.

8. �Discutir as informações contidas nos relatórios de análise.

1

Livro 1.indb 157

� ste capítulo foi baseado no Capítulo 10 do livro de IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos.

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Medium 9788597023329

13 Conclusões e Horizontes da Contabilidade Gerencial

IUDICIBUS Grupo Gen ePub Criptografado

Os capítulos vistos representam apenas uma pequena amostra do que é possível fazer aplicando conscientemente a Contabilidade Gerencial. Bem como os métodos quantitativos (ver Apêndice Especial).

Ao mesmo tempo que nos deslumbramos, todavia, com esta nova abordagem, devemos claramente estabelecer suas limitações, no sentido de que nada substitui, na empresa, o conhecimento íntimo das informações por parte do contador gerencial e o feeling do gerente ou diretor financeiro que vai utilizar as informações. Entretanto, essas qualidades inatas e profissionais podem, sem dúvida, ser potencializadas através do fornecimento de melhores informações, através da aplicação de métodos quantitativos a dados contábeis primários.

É preciso, todavia, tomar cuidado com soluções matemáticas de certos problemas que não têm aplicabilidade prática (são impossíveis) na Contabilidade. Assim, somente o contador e o gerente saberão discernir o matematicamente correto do praticamente factível. Outra solução matemática deverá ser encontrada, ou um atalho que seja possível na realidade empresarial.

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Medium 9788547220877

Capítulo 2 - A estrutura organizacional

José Carlos Marion, Osni Moura Ribeiro Editora Saraiva PDF Criptografado

2

A estrutura organizacional

Objetivos |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

Após ler este capítulo, você estará apto a:

1. C

� onhecer as organizações e saber diferenciar organizações econômicas de não econômicas.

2. �Entender a organização como sistema de atividades.

3. �Discutir o relacionamento entre as organizações e seus clientes.

4. �Entender a organização como sequência de atividades ou cadeia de valor.

5. Entender os objetivos das organizações.

6. �Discutir o papel da contabilidade gerencial no Sistema de Planejamento e Controle das organizações.

7. �Avaliar o desempenho das organizações com aplicação de medidas apropriadas.

8. �Discutir sobre a importância dos sinais de advertência e de diagnóstico na análise do comportamento da organização.

9. �Avaliar a relação “custo/benefício” nas tomadas de decisões.

Livro 1.indb 19

05/07/2017 12:50:12

Introdução à contabilidade gerencial 

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Medium 9788580555868

Parte 2. Principais manifestações e apresentações das doenças

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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James P. Rathmell, Howard L. Fields

A medicina tem por objetivo preservar e restaurar a saúde, bem como aliviar o sofrimento. O conhecimento sobre a dor é essencial a esses dois propósitos. Por ser universalmente considerada como um sinal de doença, a dor é o sintoma que mais comumente leva um paciente a procurar auxílio médico. O sistema sensitivo relacionado com a dor tem a função de proteger o corpo e manter a homeostase. Essa tarefa consiste em detectar, localizar e identificar os processos que estejam causando ou possam vir a causar lesão tecidual. Como diferentes doenças produzem padrões típicos de lesão tecidual, o caráter, a evolução cronológica e a localização da dor do paciente fornecem indícios diagnósticos importantes. É responsabilidade do médico avaliar cada paciente imediatamente para todas as causas remediáveis subjacentes à dor, fornecendo analgesia rápida e efetiva sempre que possível.

A dor é uma sensação desagradável restrita a alguma parte do corpo. Com frequência, é descrita em termos relacionados com processos penetrantes ou destrutivos dos tecidos (p. ex., em punhalada, em queimação, em torção, dilacerante, compressiva) e/ou como uma reação corporal ou emocional (p. ex., pavorosa, nauseante, debilitante). Além disso, qualquer dor de intensidade moderada ou alta é acompanhada de ansiedade e do desejo de escapar da sensação ou de interrompê-la. Essas propriedades ilustram a dualidade da dor: é tanto uma sensação quanto uma emoção. Quando aguda, a dor está associada a uma reatividade comportamental e a uma resposta de estresse que consiste em elevação da pressão arterial, da frequência cardíaca, do diâmetro da pupila e dos níveis plasmáticos de cortisol. Além disso, muitas vezes há contração de músculos locais (p. ex., flexão dos membros, rigidez da parede abdominal).

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Medium 9788580555868

Parte 5. Doenças infecciosas

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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Neeraj K. Surana, Dennis L. Kasper

PERSPECTIVA HISTÓRICA

As origens do campo das doenças infecciosas são humildes. A noção de que doenças transmissíveis eram devidas a um miasma (“ar ruim”) pode ser remetida pelo menos à metade do século XVI. Mas foi o trabalho de Louis Pasteur e Robert Koch, no final do século XIX, que trouxe evidências confiáveis sustentando a teoria dos germes em relação às doenças – isto é, que os microrganismos são a causa direta das infecções. Em contraponto a esse início relativamente lento, o século XX testemunhou marcantes avanços no campo das doenças infecciosas, e os agentes etiológicos responsáveis por várias dessas doenças foram logo identificados. Além disso, a descoberta dos antibióticos e o advento das vacinas contra algumas das infecções mais letais e debilitantes alteraram amplamente o cenário da saúde humana. Na verdade, o século XX testemunhou a eliminação da varíola, um dos principais flagelos na história da humanidade. Esses sucessos impressionantes levaram Sir Frank MacFarlane Burnet, um eminente imunologista e ganhador do prêmio Nobel, a escrever em uma publicação de 1962, intitulada Natural History of Infectious Diseases: “De muitas maneiras, pode-se pensar na metade do século XX como o final de uma das mais importantes revoluções sociais na história, a virtual eliminação das doenças infecciosas”. O professor Burnet não era o único a pensar assim. Robert Petersdorf, um célebre especialista em doenças infecciosas e organizador anterior deste livro, escreveu, em 1978, que “mesmo considerando minha maior lealdade pessoal ao campo das doenças infecciosas, não posso conceber uma necessidade de mais 309 [estudantes de graduação em doenças infecciosas], ao menos que eles passem seu tempo cultivando-se uns aos outros”. Considerando-se o grande aumento de interesse no microbioma nos últimos 10 anos, a afirmação do Dr. Petersdorf poderia ser considerada ironicamente clarividente, embora ele possa não ter tido ideia do que estava reservado para a humanidade, com uma investida de novas doenças infecciosas, emergentes e reemergentes.

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Parte 9. Distúrbios dos rins e do trato urinário

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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Alfred L. George, Jr., Eric G. Neilson

O rim é um dos órgãos mais altamente diferenciados do corpo. Ao final do período de desenvolvimento embrionário, cerca de 30 tipos diferentes de células formam uma profusão de capilares filtrantes e néfrons segmentados circundados por um interstício dinâmico. Essa diversidade celular modula diversos processos fisiológicos complexos. Funções endócrinas, regulação da pressão arterial e da hemodinâmica intraglomerular, transporte de solutos e água, equilíbrio acidobásico e eliminação dos metabólitos dos fármacos são processos realizados por mecanismos complexos da função renal. Essa amplitude fisiológica depende da simplicidade engenhosa da arquitetura dos néfrons, que evoluíram à medida que os organismos complexos emergiram da água para viver na terra.

Os rins desenvolvem-se a partir do mesoderma intermediário, sob o controle temporal ou sequencial de um número crescente de genes, descritos na Figura 303-1. A transcrição desses genes é dirigida por sinais morfogênicos que estimulam dois brotos ureterais a penetrarem bilateralmente no blastema metanéfrico, onde induzem as células mesenquimais primárias a formar os primórdios dos néfrons. Os dois brotos ureterais originam-se dos ductos néfricos posteriores e maturam em sistemas coletores independentes que, por fim, formam a pelve renal e o ureter. O mesênquima induzido passa por transições epiteliais mesenquimais para formar os corpúsculos em forma de vírgula situados na extremidade proximal de cada broto ureteral, resultando na formação dos néfrons com forma de “S”, que se separam e se ligam às células endoteliais penetrantes derivadas dos angioblastos germinativos. Sob a influência do fator de crescimento do endotélio vascular A (VEGF-A), essas células penetrantes formam os capilares com células mesangiais circundantes, que se diferenciam em um filtro glomerular para os solutos e a água do plasma. Os brotos ureterais ramificam-se, e cada ramo produz um novo grupo de néfrons. O número de ramificações determina, por fim, a quantidade total de néfrons de cada rim. Existem cerca de 900.000 glomérulos em cada rim dos indivíduos que nasceram com peso normal e apenas 225.000 em adultos que nasceram com baixo peso; essa última condição é responsável por diversos riscos de doenças no decorrer da vida do indivíduo.

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Parte 20. Avanços da medicina

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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Kevin G. Volpp, George Loewenstein, David A. Asch

Estima-se que tabagismo, inatividade física, dieta pouco saudável, uso excessivo de álcool e outros comportamentos individuais estejam por trás de 40% das mortes prematuras nos Estados Unidos. Cerca de 75% dos 3 trilhões de dólares atualmente gastos em cuidados de saúde nos Estados Unidos são atribuíveis a câncer, doença cardíaca, diabetes tipo 2 e obesidade, e cada uma dessas condições é fortemente influenciada pelo comportamento. Quase a metade dos pacientes que recebem prescrição de medicamentos para reduzir seu colesterol dentro de 1 ano após um infarto do miocárdio para de tomá-los – mesmo quando eles são fornecidos gratuitamente. Apesar dos avanços significativos na ciência e tecnologia dos cuidados de saúde, há uma enorme distância entre os objetivos teoricamente alcançáveis em saúde e cuidados de saúde e o que as pessoas e populações realmente alcançam. O comportamento humano é um importante contribuidor para problemas de saúde e uma barreira para a implementação bem-sucedida de soluções para abordá-los.

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Parte 4. Oncologia e hematologia

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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Dan L. Longo

A aplicação das técnicas atuais de tratamento (cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia biológica) resulta na cura de aproximadamente 2 a cada 3 pacientes diagnosticados com câncer. Ainda assim, os pacientes recebem o diagnóstico de câncer como um dos acontecimentos mais traumáticos e revolucionários de suas vidas. Independentemente do prognóstico, o diagnóstico traz consigo uma alteração da autoimagem e do papel que o indivíduo exerce em casa e no trabalho. O prognóstico de alguém que acabou de descobrir que tem câncer de pâncreas é idêntico ao do indivíduo com estenose aórtica que desenvolve os primeiros sintomas de insuficiência cardíaca congestiva (sobrevida média de cerca de 8 meses). Todavia, o paciente com cardiopatia pode permanecer ativo e ver-se como uma pessoa totalmente normal, com apenas uma disfunção em parte do corpo, ou seja, com um órgão enfermo (“coração fraco”). Já o paciente com câncer de pâncreas sofre uma alteração total de sua autoimagem e passa a ser visto de modo diferente pela família e por qualquer pessoa que tenha conhecimento do diagnóstico. O indivíduo portador de câncer está sendo atacado e invadido por uma doença capaz de se localizar em qualquer parte do corpo. A ocorrência de qualquer dor ou desconforto passa a ter um significado terrível. O câncer é uma exceção à interação coordenada entre células e órgãos. Em geral, as células de um organismo multicelular são programadas para a colaboração. Muitas doenças ocorrem porque as células especializadas deixam de executar a tarefa que lhes é atribuída. O câncer exacerba essa disfunção. Não apenas a célula cancerosa é incapaz de manter sua função especializada, como também ataca a si mesma; a célula cancerosa compete para sobreviver, utilizando a mutabilidade natural e a seleção natural para ter vantagem sobre as células normais, em uma recapitulação da evolução. Uma consequência desse comportamento traiçoeiro das células cancerosas é que o indivíduo se sente traído pelo próprio corpo. O paciente com câncer sente que ele como um todo, e não apenas parte de seu corpo, está enfermo.

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Parte 1. A profissão médica

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

1

Os organizadores

Não se pode conferir a um ser humano nenhuma oportunidade, nenhuma responsabilidade ou obrigação maior do que a de tornar-se médico. Ao cuidar de pessoas que sofrem, [o médico] precisa ter habilidade técnica, conhecimento científico e compreensão humana… Tato, solidariedade e compreensão são o que se espera de um médico, pois o paciente não é uma mera coletânea de sinais, sintomas, funções desordenadas, órgãos lesionados e emoções perturbadas. [O paciente] é humano, tem medos e esperanças, busca alívio, ajuda e tranquilização.

Harrison’s Principles of Internal Medicine, 1950

A prática da medicina mudou de maneira significativa desde que surgiu a primeira edição deste livro em 1950. O advento da genética molecular, novas técnicas sofisticadas de obtenção de imagem, robótica e avanços na bioinformática e na tecnologia da informação contribuíram para uma explosão de informações científicas que mudaram fundamentalmente a maneira como os médicos definem, diagnosticam, tratam e tentam prevenir uma doença. Esse crescimento do conhecimento científico é contínuo e está acelerando.

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Parte 3. Farmacologia

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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Dan M. Roden

Os fármacos são o fundamento da terapêutica moderna. Entretanto, os profissionais de saúde e a comunidade leiga sabem perfeitamente que o resultado da terapia farmacológica varia amplamente entre os indivíduos. Embora essa variabilidade tenha sido percebida como um aspecto imprevisível e, portanto, inevitável da farmacoterapia, este não é o caso. O objetivo deste capítulo é descrever os princípios da farmacologia clínica que podem ser aplicados no uso seguro e ideal dos fármacos já disponíveis e dos fármacos novos.

Os fármacos interagem com moléculas-alvo específicas, produzindo seus efeitos benéficos e adversos. A cadeia de eventos entre a administração de um fármaco e a produção desses efeitos no organismo pode ser dividida em dois componentes, ambos contribuindo para a variabilidade das ações do fármaco. O primeiro componente abrange os processos que determinam o transporte do fármaco até alvos moleculares e a sua remoção desses alvos. A descrição resultante da relação entre a concentração do fármaco e o tempo denomina-se farmacocinética. O segundo componente da variabilidade na ação dos fármacos compreende os processos que determinam a variabilidade das ações farmacológicas a despeito da liberação equivalente do fármaco nos locais efetores. Essa descrição da relação entre a concentração e o efeito do fármaco é denominada de farmacodinâmica. Conforme se discutirá adiante, a variabilidade farmacodinâmica pode resultar da variação na função da própria molécula-alvo ou do contexto biológico geral em que a interação fármaco-alvo ocorre, de modo a atingir os efeitos do fármaco.

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Parte 8. Medicina intensiva

Kasper, Dennis L. Grupo A ePub Criptografado

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John P. Kress, Jesse B. Hall

Os cuidados de pacientes graves requerem conhecimento abrangente sobre fisiopatologia e são centrados, inicialmente, na reanimação daqueles com graus extremos de deterioração fisiológica. Essa reanimação deve ser rápida e ocorrer nos estágios iniciais, sem um conhecimento detalhado dos problemas clínicos crônicos do paciente. Enquanto ocorre a estabilização fisiológica, os intensivistas tentam obter informações clínicas pregressas importantes a fim de complementar a avaliação, em tempo real, do estado fisiológico atual do paciente. Existem inúmeros recursos disponíveis para auxiliar os intensivistas na avaliação precisa da fisiopatologia e do manejo da falência orgânica incipiente, oferecendo, assim, diversas opções para o diagnóstico e o tratamento de doença(s) subjacente(s) no paciente estabilizado. Na realidade, o uso de procedimentos invasivos, como a ventilação mecânica e a terapia de substituição renal, são comuns na unidade de terapia intensiva (UTI). Uma avaliação dos riscos e benefícios de tais intervenções agressivas e geralmente invasivas é vital para assegurar o melhor resultado para o paciente. No entanto, os intensivistas precisam reconhecer quando as chances de recuperação do paciente são remotas ou inexistentes e devem aconselhar e confortar pacientes em estado terminal e seus entes queridos. Os médicos de cuidados intensivos com frequência precisam redirecionar as metas de assistência da reanimação e da cura para o conforto quando não é possível resolver uma doença subjacente.

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