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Medium 9788521618843

7 - PROTEÇÃO DE SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO

MAMEDE FILHO, João; MAMEDE, Daniel Ribeiro Grupo Gen PDF Criptografado

394 

Capítulo 7

7

PROTEÇÃO DE SISTEMA

DE DISTRIBUIÇÃO

7.1 INTRODUÇÃO

Os sistemas de distribuição de energia elétrica são constituídos por alimentadores que suprem cargas de áreas urbanas e/ou rurais. Os alimentadores que suprem cargas apenas de cidades são denominados alimentadores urbanos. Aqueles que atendem ao meio rural são alimentadores rurais.

Cada tipo de alimentador apresenta particularidades quanto aos defeitos a que são submetidos. Os alimentadores urbanos são vulneráveis a batidas de carro, roubos de cabo, principalmente quando os condutores são de cobre, galhos de árvores tocando os cabos, queda de árvores, objetos jogados ou caídos das edificações em construção, pipas etc. Já os alimentadores rurais apresentam outra variedade de defeitos, notadamente galhos de árvores sobre a rede elétrica, queda de árvores, queda de postes por rompimento do estai etc.

Para que se elabore um bom projeto de proteção de um sistema de distribuição é necessário seguir alguns critérios básicos para a instalação dos equipamentos de proteção, como descrito a seguir. a) No primário dos transformadores de distribuição: utilizar chaves fusíveis. b) No início de ramais:

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Medium 9788521606178

Capítulo 10 - Introdução aos MicroPLCs

PRUDENTE, Francesco Grupo Gen PDF Criptografado

Introdução aos

MicroPLCs

10.0

10

Generalidades

Nos últimos anos, muitas tarefas de automação nos prédios são resolvidas com o uso de microcontroladores programáveis (microPLC).

Os microPLCs podem ser ligados em uma rede BUS de automação predial com o uso de módulos especiais de interfaceamento construídos por vários fabricantes. A esses micro� controladores é possível ligar sensores do tipo industrial, o que aumenta notavelmente a performance da automação.

Muitas soluções de automação predial podem ser realizadas usando o sistema BUS aberto tipo EIB/Konnex com a conexão de microPLCs. Essa possibilidade serve para distribuir notavelmente a “inteligência” da instalação.

De fato, cada microPLC pode ser considerado um ponto de conexão, chamado de “nó inteligente”, de uma rede BUS.

Os microPLCs podem ser programados com uma linguagem de programação gráfica de simples entendimento para técnicos com proveniência do setor elétrico ou eletrônico.

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Medium 9788582712160

Capítulo 28 - Protistas

Jane B. Reece; Steven A. Wasserman; Lisa A. Urry; Michael L. Cain; Peter V. Minorsky; Robert B. Jackson Grupo A PDF Criptografado

28

Protistas

1 mm

CONCEITOS-CHAVE

28.1

Os eucariotos, em sua maioria, são organismos unicelulares

28.2

Os Excavatae incluem protistas com mitocôndrias modificadas e protistas com flagelos exclusivos

28.3

O clado “SAR” é um grupo de protistas altamente diverso definido por similaridades do DNA

28.4

As algas vermelhas e as algas verdes são os parentes mais próximos das plantas terrestres

28.5

Os Unikontae incluem protistas que são estreitamente relacionados aos fungos e aos animais

28.6

Protistas desempenham papéis essenciais em comunidades ecológicas

Figura 28.1 Quais destes organismos são procariotos e quais são eucariotos?

Vida minúscula

S

abendo que os procariotos, em sua maioria, são organismos extremamente pequenos, você poderia presumir que a Figura 28.1 ilustra seis procariotos e um eucarioto muito maior. Mas, na verdade, o único procarioto é o organismo imediatamente acima da barra de escala. Os outros seis organismos são membros de grupos diversos, em sua maioria unicelular, de eucariotos informalmente conhecidos como protistas. Esses eucariotos muito pequenos intrigaram biólogos por mais de 300 anos, desde que o cientista holandês Antoni van Leeuwenhoek pela primeira vez colocou seus olhos sobre eles sob um microscópio óptico. Alguns protistas mudam suas formas quando se arrastam usando apêndices amorfos, enquanto outros se assemelham a pequenos trompetes ou joias em miniatura. Relembrando suas observações, van Leeuwenhoek escreveu: “Jamais meus olhos se depararam com visão mais agradável do que esta: a de tantos milhares de criaturas vivendo em uma gotícula de água”.

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Medium 9788541204415

18 Adenite Sebácea Granulomatosa

RHODES, Karen Helton; WERNER, Alexander H. Grupo Gen PDF Criptografado

Adenite Sebácea

Granulomatosa

Capítulo

18

Karen Helton Rhodes

Panorama

��

��

Processo de doen­ça inflamatória direcionado contra as glândulas sebáceas (estruturas anexas cutâ­neas holócrinas).

Etiologia e fisiopatologia

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��

Pode ser geneticamente hereditária ou congênita, imunomediada ou metabólica (o defeito inicial pode ser um distúrbio da queratinização ou anormalidade no metabolismo de lipídios, que leva ao acúmu­lo de metabólitos in­ter­me­diá­rios)

Desconhecidas

Herança autossômica recessiva proposta em

Poodle Padrão e Akita.

Identificação e histórico

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��

��

��

��

Cães adultos jovens a de meia-idade

Não se notou predileção racial

Duas formas: uma em raças de pelagem longa e outra nas de pelagem curta

Raças predispostas: Poodle Padrão, Akita,

Samoieda, Vizsla, Pastor-Alemão, Hovawart

(Figuras 18.1 e 18.2)

Relatada ocorrência em gatos e coelhos.

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Medium 9788582710906

Capítulo 86 - Transplante

Rafael Barberena Moraes; Márcio Manozzo Boniatti; Paulo Ricardo C. Cardoso; Thiago Lisboa; Elvino Barros Grupo A PDF Criptografado

TRANSPLANTE

TATIANA HELENA RECH

Desde a década de 1980, com a introdução da ciclosporina como agente imunossupressor, os transplantes têm-se consolidado como uma terapia viável para o tratamento de doenças terminais de órgãos. Mais recentemente, novos agentes imunossupressores foram incorporados ao arsenal terapêutico. Somado a isso, o melhor entendimento dos cuidados com o doador de múltiplos órgãos, o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas, o uso de soluções de preservação de melhor qualidade, o avanço no manejo de doenças infecciosas e o grande desenvolvimento da terapia intensiva têm contribuído de forma muito importante para o sucesso dos transplantes.

A expectativa de aumento cada vez maior de pacientes transplantados em UTIs tem exigido do médico intensivista conhecimentos mínimos necessários ao atendimento desse grupo de pacientes. Dessa forma, este capítulo tem por objetivo desenvolver questões referentes ao pós-operatório imediato (POI) das cirurgias dos transplantes dos grandes órgãos sólidos.

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Medium 9788597016154

20 - Imposto sobre a Renda e Contribuição Social a Pagar

GELBCKE, Ernesto Rubens; SANTOS, Ariovaldo dos; IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARTINS, Eliseu Grupo Gen PDF Criptografado

20

Imposto sobre a Renda e Contribuição

Social a Pagar

20.1 Imposto sobre a Renda das Pessoas

Jurídicas (IRPJ) e Contribuição

Social sobre o Lucro (CSL)

Entende-se que o tratamento dedicado ao Imposto de Renda das pessoas jurídicas seja igualmente aplicável à

Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, por ambos se enquadrarem no conceito de tributos sobre o lucro.

20.1.1 Aspectos contábeis gerais

Os encargos com o Imposto sobre a Renda da Pessoa

Jurídica (IRPJ) e com a Contribuição Social sobre o Lucro

(CSL) devem ser reconhecidos e contabilizados no próprio período da ocorrência do lucro a que se referem, embora sejam pagos parcial ou integralmente, em período seguinte ao da apuração. A declaração que formaliza os valores devidos

é a ECF – Escrituração Contábil Fiscal, que substituiu a DIPJ

– Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa

Jurídica a partir do ano-calendário de 2014, e é entregue no exercício fiscal seguinte.

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Medium 9788527724982

2 - O que é Ocupação?

WILLARD, Helen S.; SPACKMAN, Clare S.; CREPEAU, Elizabeth Blesedell; COHN, Ellen S.; SCHELL, Barbara Grupo Gen PDF Criptografado

O Que É

Ocupação?

2

VIRGINIA DICKIE

Sr. Jourdain. Você quer dizer que quando digo ‘Nicole, pegue minhas sandálias’ ou ‘Me dê minha touca de dormir’ isto é prosa? Filósofo. Certamente, senhor. Sr.

Jourdain. Bem, meu Deus! Venho fazendo prosa há quarenta anos e nunca soube disto...

⎯ MOLIERE (1670)

Objetivos de Aprendizagem

Após a leitura deste capítulo, você será capaz de:

1. Identificar e avaliar as maneiras de conhecer a ocupação.

2. Organizar as diferentes maneiras de definir e classificar a ocupação.

3. Descrever a relação entre ocupação e contexto.

CONHECER E APRENDER SOBRE OCUPAÇÃO

Sumário

Conhecer e Aprender sobre

Ocupação

A Necessidade de Compreender a

Ocupação

Introjetar para Conhecer a

Ocupação

Observar para Conhecer a

Ocupação

Buscar a Pesquisa e o Estudo para Compreender a

Ocupação

Definindo Ocupação

Contexto e Ocupação

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Medium 9788581141138

Caso clínico 21: Câncer de endométrio

CARVALHO, Luiz Fernando Pina de; KORKES, Henri Augusto; SASS, Nelson; ABRÃO, Maurício Simões Grupo Gen PDF Criptografado

Caso clínico

21

HISTÓRICO

H

Ver figura em cores no Encarte Colorido

P i

Paciente de 63 anos, branca, solteira, advogada, procura atendimento médico com história de sangramento vaginal em pequena quantidade há um mês, sem outros sintomas associados.

Trazia resultado de colpocitologia oncótica coletada há 20 dias: AGC (atipias glandulares de significado indeterminado). AGO: menarca aos 9 anos (ciclos irregulares), coitarca aos 20 anos, fez uso de ACO durante 5 anos, menopausa aos 55 anos (em uso de TH), nuligesta. Refere passado de SOP. AP: HAC (em uso atenolol + enalapril), DM tipo II (em uso de metformina + glibenclamida). Negou uso de bebidas alcoólicas e tabagismo. AF: mãe e tia materna passado de Ca cólon. Exame físico: PA: 140 × 90 mmHg; peso: 90 kg; alt: 1,55 m. Mamas: volumosas, normoimplantadas, sem nódulos palpáveis ou retrações visíveis. Abd: globoso, flácido, indolor

à palpação, sem massas palpáveis. Especular: paredes vaginais tróficas sem lesões, colo epitelizado sem lesões macroscópicas aparentes, secreção fisiológica. TV: colo fibroelástico, indolor

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Medium 9788553608294

7. Reaparecimento dos autos originais

ALVIM, Eduardo Arruda Editora Saraiva PDF Criptografado

RESTAURAÇÃO DOS AUTOS   1327

Nesse caso, remetidos os autos ao tribunal, a restauração se aperfeiçoará no tribunal, procedendo-se ao julgamento (art. 717, § 2º, do CPC/2015).

6. Decisão

Após o julgamento da restauração, o processo principal prosseguirá nos seus termos

(art. 716 do CPC/2015). A decisão que julga a restauração tem caráter de sentença, na medida em que põe fim a uma relação processual. Isso porque julgar a restauração significa a declaração de que houve a restauração dos autos perdidos. Dessa forma, o processo principal poderá prosseguir em seus termos.

6.1 Sucumbência

O art. 718 do CPC/2015 determina que aquele que tiver dado causa ao desaparecimento dos autos responderá pelas custas da restauração e honorários advocatícios9, sem prejuízo de eventual responsabilidade civil ou penal. No entanto, eventual indenização de responsabilidade civil deve ser reclamada por ação própria.

7.

Reaparecimento dos autos originais

É possível, no entanto, que durante o trâmite da restauração dos autos os autos originais apareçam. Nesse caso, o processo prosseguirá neles, que deverão ser apensados aos autos da restauração.

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Medium 9788597010480

4 - ANCORAGEM E AJUSTES

BAZERMAN, Max H.; NEALE, Margaret A. Grupo Gen PDF Criptografado

Diversos fatores influenciam as posições iniciais tomadas pelas pessoas quando se está entrando em uma negociação. Para dar continuidade ao processo, ambos os lados devem ajustar suas posições durante todas as negociações até ser alcançado um acordo ou um impasse. As posições iniciais funcionam como âncoras e afetam a percepção de cada um dos dois lados relativamente aos possíveis resultados.

No capítulo anterior, descrevemos como a tendência da torta fixa resultou na compra, por Frank Lorenzo, da Eastern Airlines. As tendências de ancoragem e ajuste por fim levaram o próprio Lorenzo também a retirar-se da

Eastern.

Quando Lorenzo assumiu a Eastern em 1985, acreditava que a maneira mais rápida pela qual seria possível dar uma reviravolta na empresa seria reduzir os custos trabalhistas. Contudo, os sindicatos dos mecânicos, dos pilotos e dos comissários de bordo recusaram-se a submeter os contratos a uma renegociação. Enquanto isso, o objetivo de Lorenzo parecia ter passado de reduzir os custos trabalhistas da empresa (para que a Eastern pudesse ter saúde econômica) a uma cruzada para livrar a Eastern dos sindicatos, independentemente dos custos envolvidos nisso.

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Medium 9788582711484

Capítulo 15. Insight e elaboração

Cláudio Laks Eizirik; Rogério Wolf de Aguiar; Sidnei S. Schestatsky Grupo A PDF Criptografado

15

INSIGHT E ELABORAÇÃO

Ruggero Levy

Na sua singeleza poética, Mário, o carteiro do filme O carteiro e o poeta,1 ao ouvir uma poesia recitada por Neruda, comenta: “é engraçado, senti-me como um barco sendo sacudido pelas palavras da poesia...”. Curioso, senti-me até um pouco nauseado... Neruda diz-lhe que ele acabou de fazer uma poesia, pois expressou sua emoção por meio de uma metáfora. Mário surpreen­de-se e diz, com sua pureza ingênua, que não, não vale, pois foi sem querer. Além de ter feito uma poesia, o personagem define algo que me pareceu importante destacar para a finalidade deste capítulo: ele descobriu o poder da palavra para não só expressar os estados emocionais que vivenciamos como também para nos provocar intensas emoções e até sensações somáticas. Ele evi­ dencia o enlace entre o simbólico e o somático. Aliás, em todo o filme, a palavra é enaltecida como aquilo que é capaz de arrebatar, modificar e transformar o sujeito. A relação de Mário, o carteiro, e Neruda, o poeta, pode ser entendida – entre vários outros enfoques possíveis – como uma relação de natureza psicoterápica: Mário, aplastado em um ambiente que não sente como motivador, vislumbra em Neruda a possibilidade de transformar sua vida, conquistar mulheres, ter uma identidade, curiosamente pela

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Medium 9788565852647

Capítulo 20. Equivalência farmacêutica e bioequivalência de sprays e aerossóis nasais

Fernanda Pires Vieira; Camila Fracalossi Rediguieri; Carolina Fracalossi Rediguieri Grupo A PDF Criptografado

20

EQUIVALÊNCIA FARMACÊUTICA E

BIOEQUIVALÊNCIA DE SPRAYS E

AEROSSÓIS NASAIS

Denise Carvalho Gonçalves

Gustavo Mendes Lima Santos

INTRODUÇÃO

Há algumas décadas, alguns medicamentos começaram a ser administrados por via nasal com o intuito de se obter uma ação local ou sistêmica. Corticosteroides, anti-histamínicos, anticolinérgicos e vasoconstritores são exemplos de medicamentos nasais de ação local para tratamento de congestão nasal, rinite, sinusite e condições alérgicas ou crônicas.1 Já a via nasal, para ação sistêmica, é utilizada no tratamento de pacientes com enxaquecas, osteoporose, cinetose; nas situações de crise (convulsão e ataques cardíacos); na anestesia geral; em substituição à administração de medicamentos injetáveis e na administração de psicotrópicos.2

A administração nasal de medicamentos apresenta as vantagens listadas a seguir:

• Conveniência de administração, devido à eliminação de agulhas e procedimentos invasivos, descartando a necessidade de pessoal treinado para o devido tratamento, aumentando,

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Medium 9788553602704

17.18. Prova de fora da terra

CAPEZ, Fernando Editora Saraiva PDF Criptografado

vedação absoluta ao seu valor probante colidiria com o sistema da livre apreciação das provas, consagrado no atual art. 155 do Código de

Processo Penal.

Importante consignar a limitação do art. 155 do CPP, segundo a qual o juiz somente formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.

17.18.  Prova de fora da terra

É a que deve ser produzida em território sob jurisdição diversa da do juiz da causa. A prova que se achar em território fora da jurisdição competente para o julgamento da demanda deverá ser produzida no local em que se encontrar.

São condições de existência da prova de fora da terra:

(i) que o sujeito da prova se encontre em território fora da jurisdição do juiz da causa;

(ii) que a prova seja admissível e não possua caráter protelatório.

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Medium 9788553604913

1. Identificação criminal

ANDREUCCI, Ricardo Antonio Editora Saraiva PDF Criptografado

24

Identificação Criminal

Lei n. 12.037/2009

1. Identificação criminal

Identificação criminal pode ser definida como o registro, guarda e recuperação de todos os dados e informações necessários para estabelecer a identidade do acusado.

Identidade, por seu turno, é o conjunto de características que distinguem uma pessoa da outra, tais como características físicas (digitais, cor dos cabelos e da pele, altura, cicatrizes etc.), características pessoais (endereço, profissão, estado civil etc.), características biológicas (tipo sanguíneo, DNA, morfologia de órgãos e partes do corpo etc.), dentre outras.

A Constituição Federal de 1988 impôs restrições à identificação criminal, estabelecendo, no art.

5º, LVIII, que “o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei”.

Essa vedação constitucional, embora admitindo exceções, desde que previstas em lei, foi aplicada de maneira absoluta desde a promulgação do texto magno até a edição da revogada Lei n. 10.054/2000, tempo suficiente para que sérios equívocos fossem cometidos, ensejando a responsabilização criminal e até condenações e prisões de pessoas inocentes que, tendo extraviados seus documentos de identificação civil, foram confundidas com criminosos que, de posse de tais documentos alheios, identificaram-se falsamente por ocasião de prisões em flagrante por crimes cometidos.

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Medium 9788547228156

1. INTRODUÇÃO

GAGLIANO, Pablo Stolze Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo XV

Compensação

Sumário: 1. Introdução. 2. Conceito e espécies. 3. Requisitos da compensação legal. 4. Hipóteses de impossibilidade de compensação. 5. Compensação de dívidas fiscais. 6. Aplicabilidade supletiva das regras da imputação do pagamento.

1. INTRODUÇÃO

No amplo campo das relações obrigacionais, as pessoas são livres para estabelecer diversos negócios jurídicos com quem quer que seja.

Nada impede, por isso, seja firmada uma ou mais obrigações entre dois sujeitos que adrede já mantinham relação jurídica, porém em polos inversos da recém-constituída.

Nessa situação de relação creditícia e debitória simultânea é que pode ser invocado o instituto da compensação, objeto do presente capítulo.

2. CONCEITO E ESPÉCIES

A compensação é uma forma de extinção de obrigações, em que seus titulares são, reciprocamente, credores e devedores.

Tal extinção se dará até o limite da existência do crédito recíproco, remanescendo, se houver, o saldo em favor do maior credor, conforme se depreende do art. 368 do CC/2002:

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