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Medium 9788582713303

Capítulo 1 - Coleta e distensão de sangue para exame

Barbara J. Bain Grupo A PDF Criptografado

Capítulo 1

Coleta e distensão de sangue para exame

Coleta de sangue

Para uma exata contagem de glóbulos e uma correta interpretação da microscopia, é necessário que o sangue seja coletado com a quantidade correta de anticoagulante adequado e entregue sem demora ao laboratório, a fim de que não ocorram alterações artefatuais.

A identidade do paciente deve ser cuidadosamente conferida antes da coleta. Isso é feito pedindo-lhe que repita nome, sobrenome e data de nascimento; em pacientes de hospital, deve ser conferida a pulseira de identificação, que, além desses dados, possui um número de registro. Para diminuir a chance de erro humano, os tubos recipientes devem ser rotulados no ato da coleta, não previamente. O técnico que fará a flebotomia deve conhecer e seguir as recomendações para essa tarefa, incluindo as de identificação. Embora a identificação de pacientes costume ser mais rigorosa no setor de transfusões de sangue, note-se que já foram feitos tratamentos equivocados devido a trocas de resultados de hemogramas, por isso a necessidade de igual rigor na identificação em todos os setores. Identificação mais segura dos pacientes internados pode ser obtida por meio de dispositivos eletrônicos, em que um código de barras na pulseira de identificação é lido com um scan­ ner manual.

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Medium 9788527728256

3 Diagnóstico Laboratorial

McVEY, Scott; KENNEDY, Melissa; CHENGAPPA, M.M. Grupo Gen PDF Criptografado

3

Diagnóstico Laboratorial

D. Scott McVey

Bactérias e fungos

Uma decisão-chave que deve nortear a elaboração do perfil diagnóstico microbiológico é avaliar se os sinais clínicos do paciente indicam uma possível etiologia infecciosa. Isso é importante porque os medicamentos utilizados no tratamento de doenças de etiologia não infecciosa (p. ex., corticosteroides) frequentemente são contraindicados em enfermidades de etiologia infecciosa, para as quais os antibióticos são apropriados.

Um dos principais objetivos do laboratório de microbiologia é isolar ou identificar os microrganismos clinicamente relevantes de um local infectado, e, se houver mais de um tipo de microrganismo, isolá-los, aproximadamente, na mesma proporção que ocorrem in vivo. O fato de um isolado ser “clinicamente relevante” ou não dependerá das condições de isolamento. Por exemplo, o isolamento de grande quantidade de um microrganismo em particular de um local normalmente estéril, na presença de células inflamatórias, seria interpretado como relevante.

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Medium 9788597019476

3 - Influências da Percepção nas Organizações e no Gerenciamento de Pessoas

BANOV, Márcia Regina Grupo Gen PDF Criptografado

3

CAPÍTULO

Influências da Percepção nas Organizações e no

Gerenciamento de Pessoas

Objetivos do Capítulo

Descrever a importância das sensações no processo perceptivo.

Apontar como a percepção afeta as comunicações, desencadeia os conflitos existentes nas relações humanas e interfere na tomada de decisão.

Descrever os conceitos básicos da psicologia da Gestalt e sua contribuição nas organizações.

Contextualização

Ângelo trabalhava como assistente administrativo no setor de cobranças da indústria farmacêutica Remédio Espetacular. Foi até a sala do seu gerente e se surpreendeu com a presença do Sr. Antônio, gerente de recursos humanos. Ao vê-lo, imediatamente o seu gerente disse ao Sr. Antônio, que dobrava um papel com uma relação de nomes,

“conversaremos mais tarde”. Parecia que eles estavam conversando sobre um problema sério e que Ângelo não deveria tomar conhecimento. Dois dias depois, ao entrar na sala do seu gerente se surpreende novamente com a presença do Sr. Antônio e ouve o final da conversa “Infelizmente alguns do seu setor...” que foi interrompida com a sua presença. Imediatamente, associou o que viu e ouviu nas duas vezes com demissão de pessoal.

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Medium 9788553603480

8.12. QUESTÕES

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352 Direito Processual Penal Esquematizado®

Alexandre Cebrian e Victor Gonçalves

JJ 8.12. QUESTÕES

1. (Ministério Público/SP — 2011) Analise as seguintes assertivas com relação ao interroga‑ tório judicial do acusado preso:

I. determinado o interrogatório por videoconferência, é defeso ao réu acompanhar, pelo mesmo sistema, os atos anteriores da audiência de instrução e julgamento prevista no procedimento comum;

II. o Juiz garantirá ao réu o direito de entrevista prévia e reservada com seu defensor, ainda que o interrogatório seja realizado por videoconferência;

III. a fiscalização da sala reservada no estabelecimento prisional para a realização de atos processuais por sistema de videoconferência é atribuição exclusiva do Ministério Público;

IV. no caso de enfermidade do réu, que dificulte seu comparecimento em juízo, o Juiz poderá determinar a realização do interrogatório por videoconferência;

V. se o interrogado não souber escrever, não puder ou não quiser assinar, o termo será assinado a rogo, subscrevendo­‑ o duas testemunhas.

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Medium 9788597014358

14 - Modelagem de Problemas de Programação Inteira

COLIN, Emerson C. Grupo Gen PDF Criptografado

14

Modelagem de Problemas de

Programação Inteira

A

modelagem de problemas de PI é parecida com a modelagem de problemas de PL. A diferença fica por conta de que pelo menos parte das variáveis é de números inteiros. Em termos de programação matemática, há duas classes importantes de números inteiros: os inteiros genéricos (1, 2, 3, ...) e os inteiros 0 e 1. Os números 0-1 representam fenômenos do tipo sim e não, presença e ausência, verdadeiro e falso, aberto e fechado etc.

Em programação inteira, problemas são classificados da seguinte forma:

●●

●●

●●

Problema de programação inteira pura: Todas as variáveis são inteiros genéricos;

Problema de programação inteira mista (ou programação linear inteira): Parte das variáveis é de inteiros e parte é de variáveis contínuas (como na PL);

Problemas de programação inteira com variáveis 0-1: Todas as variáveis assumem valores 0 ou 1.

Em tese, um problema de PI pode ser visto como um problema de PL mais uma restrição de que as variáveis devem ser inteiras. A ideia associada a esse conceito nos leva à definição de uma relaxação de PL. A relaxação de PL de um problema de PI é o problema de PI com a omissão das restrições de que as variáveis devem ser inteiras. Como vimos anteriormente no desenvolvimento histórico da PI, esse conceito é extremamente importante, pois define limitantes da solução do problema de PI. Em outras palavras, para um problema de maximização

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Medium 9788582712757

Capítulo 55. Que bebê nós queremos?

Celso Gutfreind Artmed PDF Criptografado

55

QUE BEBÊ NÓS QUEREMOS?

Que bebê nós queremos? é o título da crônica. É como o nosso nome: não o inventamos. Quando damos por nós, somos chamados por ele. Queremos o bebê saudável de um mundo autossustentável, etc., mas isso é invariante.

Os bebês são pura intersubjetividade, cada bebê é único, mas ali estava o título, sólido, inconsútil. Que bebê nós queremos?

Acho que gostei porque pensei em coisas boas, como na questão do desejo, talvez a fundamental. A grande pergunta, talvez a única: O que queremos? Pensei em Derrida e na importância de desconstruir. Em

Winnicott e na construção das mães e, então, passei a destruir o título.

Pensando em nascimento, decidi matá-lo.

Só um título suficientemente bom o permitiria, e uma turma me dava a permissão do assassinato: Freud, Derrida, Winnicott novamente e, sobretudo, a mãe suficientemente boa que olha, toca, manipula, deseja e se deixa atacar pelo bebê. Então, destruí o título, pensando outra vez no

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Medium 9788584930432

13.Princípio da independência do juiz

Souza, Artur César de Grupo Almedina PDF Criptografado

13.

Princípio da independência do juiz

A independência do Poder Judiciário constitui um valor essencial aos modernos regimes democráticos, razão pela qual está positivada em inúmeras Constituições liberais, e tem por finalidade garantir a plena liberdade dos órgãos jurisdicionais no exercício de sua atividade essencial.313

O art. 203º da Constituição da República Portuguesa expressamente estabelece que “os tribunais são independentes e apenas estão sujeitos à lei”.

Owen Fiss (The Democracy in Latin América: the Role of Judiciary), citado por Salete Maria Polita Maccalóz, estabelece três tipos diferentes de independência judicial: a) neutralidade de partido, que configura a independência da magistratura em relação aos interesses dos partidos políticos; b) independência individual, em relação à estrutura burocrática judicial, isto é, em relação aos outros juízes; c) isolamento político, que é a independência de outras instituições governamentais.314

Sofrendo o sistema judiciário certa influência do sistema político, o conceito de independência do Poder Judiciário será considerado à luz das estreitas relações que se entrelaçam entre o sistema judiciário e o sistema político propriamente dito.315

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Medium 9788522493067

3 Os Grandes Marcos Construtivos da Governança Corporativa

ROSSETTI, José Paschoal; ANDRADE, Adriana Grupo Gen PDF Criptografado

3

Os Grandes Marcos

Construtivos da

Governança

Corporativa

O século XIX foi a era dos empreendedores, do lançamento das bases de formação do novo mundo corporativo. O século XX foi a era do gerenciamento, do surgimento de uma nova classe – a direção executiva dos grandes conglomerados. O século XXI será a era da governança corporativa, da definição da forma pela qual a estratégia será definida e o poder será exercido em todas as corporações do mundo.

ROLF CARLSSON

Ownership and value creation: strategic corporate governance in the new economy

156

Governança Corporativa • Rossetti e Andrade

As questões que envolvem os 8 Ps da governança corporativa – propriedade, princípios, poder, propósitos, papéis, práticas, perenidade e pessoas –, embora já se manifestassem nas mais avançadas economias industriais do Ocidente desde as primeiras décadas do século XX, quando se desencadearam os processos de dispersão do capital e de separação da propriedade e da gestão, somente ganharam maior exposição pública nas duas últimas décadas, com movimentos praticamente simultâneos, definidos como os grandes marcos construtivos da governança corporativa.

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Medium 9788530984434

Capítulo 10 - Morfologia do Processo

ALVIM, J. E. Carreira Grupo Gen PDF Criptografado

10

MORFOLOGIA DO PROCESSO

Sumário: 1  Distinção entre processo e procedimento. 2  Princípios processuais.

3  Princípios informativos do processo. 4  Princípios fundamentais do processo.

5  Princípios procedimentais. 6  Tipologia do processo.

1 Distinção entre processo e procedimento

O vocábulo “morfologia” traduz a “estrutura” do processo ou o conjunto dos princípios que regem o processo, além do estudo desses princípios.

No sentido vulgar, a palavra “processo” tem o significado de continuação de uma série de operações vinculadas pela unidade do fim, quando se fala em processo cirúrgico, processo químico, e assim sucessivamente.

Pode haver procedimento sem processo, como acontece, por exemplo, na jurisdição voluntária, mas nunca processo sem procedimento, porque este

é a veste exterior daquele.

Os processos e os procedimentos se diferenciam uns dos outros, conforme se trate de resolver uma lide civil, penal ou trabalhista, atendendo ao interesse das partes e do ente que presta justiça a fim que seja resolvida de forma mais rápida e efetiva.

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Medium 9788530983390

Capítulo XIV – Sujeitos do Delito – Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica

PRADO, Luiz Regis Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo XIV

SUJEITOS DO DELITO –

RESPONSABILIDADE PENAL

DA PESSOA JURÍDICA

Bibliografia: Bajo Fernández, Miguel. La responsabilidad penal de las personas jurídicas en el Derecho Administrativo español. Responsabilidad penal de las empresas y sus órganos y responsabilidad por el producto. Barcelona: Bosch, 1996. Barbero Santos, Marino.

Responsabilidad penal de las personas jurídicas. Doctrina Penal. Buenos Aires: Depalma, n. 35, 1986. Bouloc, Bernard. Généralités sur les sanctions applicables aux personnes morales. Revue des Sociétés, 1993. Bricola, Franco. Il costo del principio “societas delinquere non potest” nell’attuale dimensione del fenomeno societario. Rivista Italiana di

Diritto e Procedura Penale, Milano: Giuffrè, 1970. Costa Jr., Paulo José da. Direito Penal

Ecológico. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991. Couvrat, Pierre. La responsabilité pénale des personnes morales: un principe nouveau. Les Petites Affiches, n. 120, 1993.

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Medium 9788563308696

SEÇÃO 8 - COMPLICAÇÕES CLÍNICAS E CIRÚRGICAS

Frank Cunningham Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 41

SEÇÃO 8

Considerações gerais e avaliação maternal

FISIOLOGIA MATERNA E ALTERAÇÕES NOS VALORES

LABORATORIAIS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .912

MEDICAÇÕES DURANTE A GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .912

CIRURGIA DURANTE A GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .913

TÉCNICAS DE IMAGEM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .915

ULTRASSONOGRAFIA (US) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .921

RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (RM) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .921

DIRETRIZES PARA AS IMAGENS DIAGNÓSTICAS DURANTE

A GRAVIDEZ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .923

É difícil quantificar com exatidão a incidência e os tipos de enfermidades clínica e cirúrgica que complicam a gravidez. As estimativas foram obtidas de outros índices de hospitalização assim como de dados contidos nas certidões de nascimento

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Medium 9788553131242

14.1 PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO

VICECONTI, Paulo; NEVES, Silvério das Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 14

Concentração e extinção de sociedades

14.1 ` PROCESSOS DE REORGANIZAÇÃO

As sociedades podem se reorganizar mediante processos de incorporações, fusões ou cisões, ou de outras maneiras. Estes processos podem ser simples ou complexos e envolver valores e operações de pequena, média ou grande monta, e para tal fim devem ser considerados: a) os aspectos operacionais e financeiros da sociedade resultante, inclusive a necessidade de injeção de novos recursos por parte dos proprietários; b) os reflexos tributários das operações do ponto de vista da sociedade e dos seus proprietários; c) outros interesses por parte da sociedade e dos seus proprietários.

Na opção pelos processos de reorganização devem, ainda, ser levados em conta os seguintes fatores: a) a negociação entre as diversas partes envolvidas nos processos; b) a identificação das diversas dificuldades e alternativas envolvidas; c) as operações e desenvolvimento da nova organização, ou seja, posteriores às operações de fusão, cisão ou incorporação; d) a definição quanto à melhor ou mais adequada solução.

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Medium 9788530982584

Capítulo 1 – ARBITRAGEM E TUTELA JURISDICIONAL

FICHTNER, José Antonio; MANNHEIMER, Sergio Nelson; MONTEIRO, André Luís Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 1

ARBITRAGEM E TUTELA JURISDICIONAL

http://uqr.to/cq43

1.1. CONFLITO DE INTERESSES

A escolha pela vida em sociedade – na verdade, imposição, decorrente de sua própria natureza – exige do homem a capacidade de abjurar de alguns aspectos de sua individualidade para dividir os bens disponíveis, materiais e imateriais, com os seus iguais. Trata-se do ideal de convivência, corolário da destinação coexistencial dos seres humanos, cuja realização reivindica dos partícipes um regime de contenções. Em sociedade, não pode o homem exercer toda a natural liberdade que lhe seria possível testar na vida isolada. Esse sacrifício, evidentemente, tem suas compensações, pois, para além dos laços afetivos, a humanidade deve boa parte de seu avanço a esse convívio.

Com efeito, não obstante a existência desse regime de contenções, o homem compreende que a vida em sociedade é um valor fundamental. O fiel da balança entre o irrestrito exercício da liberdade individual e as diversas contenções necessárias ao bom convívio social é representado por um conjunto de preceitos desenvolvido a partir da evolução da humanidade, da mística da religião, do surgimento do Estado, que pode ser designado de Direito. Nessa linha de raciocínio, Miguel Reale leciona que “o Direito corresponde à exigência essencial e indeclinável de uma convivência ordenada, pois nenhuma sociedade poderia subsistir sem um mínimo de ordem, de direção e solidariedade”1.

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Medium 9788547232887

15.4. Doações inoficiosas

CARVALHO, Dimas Messias Editora Saraiva PDF Criptografado

Tratando-se de legado divisível, far-se-á a redução, dividindo-o proporcionalmente (art. 1.968, caput, do CC)25.

Instituído um legado indivisível, e o excesso da metade disponível a ser reduzida for superior a um quarto do valor, o legatário não receberá o imóvel, mas terá direito de reclamar o valor do bem que lhe couber. Se o excesso for inferior a um quarto, o legatário tem direito de ficar com o imóvel e pagar aos herdeiros a torna ou reposição do quantum correspondente ao excesso (art. 1.968, § 1o, do CC). Ou seja, se o direito dos herdeiros legítimos for superior a um quarto no prédio indivisível, o imóvel legado ficará por inteiro na herança, cabendo ao legatário o valor que lhe cabe nos limites da metade disponível; se o direito dos herdeiros no prédio indivisível for igual ou inferior a um quarto, caberá o imóvel, neste caso, ao legatário, repondo o valor aos herdeiros em dinheiro.

Não existindo meios de os herdeiros ou o legatário repor em dinheiro o excesso no imóvel, a solução será mantê-lo em condomínio ou proceder

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Medium 9788553603138

9. Forma qualificada

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6. Consumação e tentativa

Consuma-se o crime com o exercício habitual e reiterado da profissão de médico, dentista ou farmacêutico. Em outros termos, a prática eventual de uma ou outra conduta, ainda que repetida de tempos em tempos, não tipificará a infração descri­ ta neste tipo penal.

Em razão da habitualidade necessária, não se admite a figura da tentativa, sen­ do impossível comprovar o fracionamento da conduta. Com efeito, a habitualidade caracteriza-se pela prática reiterada de certos atos que, isoladamente, constituem um indiferente penal.

7. Classificação doutrinária

Trata-se de crime comum, na primeira parte do caput (que pode ser praticado por qualquer pessoa, não exigindo qualidade ou condição especial do sujeito ativo), e próprio na segunda parte, “ou excedendo-lhe os limites” (exige qualidade ou con­ dição especial do sujeito ativo, no caso, médico, dentista ou farmacêutico, pois so­ mente estes podem exceder-se, na hipótese); crime de mera conduta habitual (basta realizar uma das ações descritas no tipo, com habitualidade, para que o crime se consuma. A habitualidade caracteriza-se pela prática reiterada de certos atos que, isoladamente, constituem um indiferente penal. Não se confunde com crime permanente, por isso, é absolutamente inviável a prisão em flagrante. Eventual “prisão em flagrante”, como se tem noticiado na mídia, constitui verdadeiro crime de abuso de autoridade. Em outros termos, ou há reiteração e o crime consumou-se ou não há reiteração e não se pode falar em crime); crime de perigo abstrato e coletivo (coloca um número indeterminado de pessoas em perigo, e a idoneidade da conduta para afetar o bem jurídico saúde pública pode ser constatado na medida em que a con­ duta praticada seja apta para afligir, sob a perspectiva genérica, a saúde das pessoas); de forma livre (pode ser cometido por qualquer forma escolhida pelo agente); doloso (não há previsão de modalidade culposa); unissubjetivo (pode ser cometido por uma única pessoa, admitindo, contudo, concurso eventual de pessoas); plurissubsistente (a conduta pode ser desdobrada em vários atos).

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