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Medium 9788521629436

Parte III. 15 - A Gestão Desportiva na Europa e em Portugal

Patricia de Salles Vance, Vânia Maria Jorge Nassif, Lisa Pike Masteralexis Grupo Gen PDF Criptografado

Vance — Prova 5 — 12/5/2015 — Maluhy&Co. — página 291

15

A Gestão Desportiva na

Europa e em Portugal

José Pedro Sarmento2 | Maria José Carvalho3

Os objetivos deste capítulo são:

. Introduzir a perspectiva europeia da Gestão do Esporte.

. Contextualizar a área no contexto português.

. Perspectivas de formação e intervenção profissional na visão portuguesa.

Dirigentes e formação de recursos humanos

(Livro de Estatísticas do Instituto Português de Desporto)

Dirigentes

A partir de  foi incluído nos quadros de caracterização das federações desportivas um indicador relativo ao número de dirigentes desportivos, sendo pos-

1

O termo utilizado em Portugal para designar Gestão do Esporte é Gestão Desportiva. (N.T.)

Professor-Associado da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Coordenador do Gabinete de Gestão Desportiva. Presidente da Federação de Hóquei em Campo.

3 Professora Auxiliar da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Diretora do Mestrado em Gestão Desportiva. Membro do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol.

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Medium 9788582604786

Capítulo 8 - Comunicação Máquina-Máquina

Simon Monk Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO 8

Comunicação

Máquina–Máquina

A maioria dos projetos deste livro baseia-se no Photon. Ele que pode atuar de forma completamente autônoma (depois de programado) ou ser controlado a partir de um navegador de web ou de algum tipo de interface de usuário através da Internet. Neste capítulo, você aprenderá a fazer um Photon “falar” com outros Photons.

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

Conhecer os recursos de Publish e Subscribe do serviço de nuvem

IoT da Particle.

Analisar um exemplo de monitoramento de temperatura com

Publish e Subscribe.

Desenvolver applets para o serviço IFTTT usando Publish e Subscribe.

Conhecer os recursos avançados de Publish e Subscribe.

Realizar um projeto utilizando Publish e Subscribe que envolve pessoas geograficamente distantes.

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INTERNET DAS COISAS: UMA INTRODUÇÃO COM O PHOTON

Comandos Publish e Subscribe

No capítulo anterior, quando você usou o serviço IFTTT para monitorar a temperatura, o serviço IFTTT verificava a Variável de temperatura no Photon a cada 15 minutos. A razão dessa limitação é que, se os gatilhos de todos os usuários estivessem sendo monitorados continuamente, poderiam ocorrer altas taxas de mensagens ou e-mails circulando na web.

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Medium 9788527732291

6 - Canais Iônicos e Eletrogênese nas Células Excitáveis

Rui Curi, Joaquim Procópio Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo

6

Canais Iônicos e Eletrogênese nas Células Excitáveis

Paulo Sergio Lacerda Beirão

Potencial de ação, 69

Mecanismo iônico do potencial de ação, 69

Influxo de Ca2+, 75

Condução do potencial de ação, 75

Canais iônicos, 76

Patch clamp, 79

Fisiologia molecular dos canais iônicos, 80

Potencial de ação

A capacidade dos nervos de conduzirem com grande rapidez os sinais elétricos é de crucial importância para a sobrevivên‑ cia das espécies. Este sinal elétrico é chamado de potencial de ação (PA).

Se medirmos o potencial de uma célula excitável, veremos, como já relatado no Capítulo 5, que elas exibem um potencial de repouso negativo (da ordem de –70 mV para neurônios e

–95 mV para fibras musculares esqueléticas). Se injetarmos cargas negativas no seu interior, a célula se hiperpolarizará, de acordo com as suas propriedades passivas, e analogamente se despolarizará com a injeção de cargas positivas. No entanto, na Figura 6.1 está mostrado também um fenômeno diferente, que só ocorre em células excitáveis: quando a despolarização é mais intensa, ocorre uma despolarização muito maior e tran‑ sitória, com duração de 1 a 2 ms. Este fenômeno é o PA. Para que o PA ocorra é necessário que a despolarização alcance um certo valor (que depende da célula em questão), o que é chamado de limiar de excitabilidade. Uma vez alcançado esse limiar, o PA resultante terá uma amplitude que não dependerá do estímulo inicial, ou seja, ele tem a característica de ser tudo ou nada.

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Medium 9788582715291

Dotiepina

Stephen M. Stahl Grupo A PDF Criptografado

DOTIEPINA

TERAPÊUTICA

Marcas • Prothiaden

Genérico? 

No Reino Unido

Classe

• Nomenclatura baseada na neurociência: multimodal de serotonina e norepinefrina (MM-SN)

• Antidepressivo tricíclico (ADT)

• Inibidor da recaptação de serotonina e norepinefrina

Comumente prescrita para

(em negrito, as aprovações da FDA)

• Transtorno depressivo maior

• Ansiedade

• Insônia

• Dor neuropática/dor crônica

• Depressão resistente ao tratamento

Como a substância atua

• Estimula os neurotransmissores serotonina e norepinefrina

• Bloqueia a bomba de recaptação de serotonina

(transportador de serotonina), possivelmente aumentando a neurotransmissão serotonérgica

• Bloqueia a bomba de recaptação de serotonina

(transportador de norepinefrina), possivelmente aumentando a neurotransmissão noradrenérgica

• Possivelmente dessensibiliza receptores de serotonina 1A e receptores beta-adrenérgicos

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Medium 9788597006520

CAPÍTULO 9 – DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Emerson Penha Malheiro Grupo Gen PDF Criptografado

Capítulo 9

DECLARAÇÃO UNIVERSAL

DOS DIREITOS HUMANOS

SUMÁRIO: 9.1 Precedentes históricos e natureza jurídica – 9.2 Estrutura e objetivos – 9.3 A presença da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) no Brasil

– 9.4 Quadro sinótico – 9.5 Questões para fixação: 9.5.1 Questões dissertativas; 9.5.2

Questões objetivas: 9.5.2.1 Gabaritos.

9.1 PRECEDENTES HISTÓRICOS E NATUREZA JURÍDICA

Em 10 de dezembro de 1948, no âmbito do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, elaborou-se a Declaração Universal dos

Direitos Humanos, que foi aprovada solenemente pela Resolução 217-A, na

Terceira Sessão Ordinária da Assembleia Geral da ONU, em Paris, França, e consiste na maior vitória na órbita internacional da defesa dos direitos humanos.

Também é utilizada a denominação “Declaração Universal dos Direitos do Homem”. Nesse aspecto, é importante não confundir o presente diploma com a “Declaração de Direitos do Homem e do Cidadão”, de 1789.

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Medium 9788547223304

12.5. Direitos decorrentes do registro

NEGRÃO, Ricardo Editora Saraiva PDF Criptografado

Deve-se atentar para o correto uso da palavra “firma”, que em Direito é uma das espécies de nome empresarial. Por influência do Direito estrangeiro, principalmente o alemão, utiliza-se vulgarmente “firma” como sinônimo da atividade empresarial, da pessoa do empresário ou da sociedade empresária.

Esse grave erro terminológico ganhou força popular e alcança, hoje, infelizmente, editais públicos, documentos emitidos por repartições oficiais, petições e documentos exarados no exercício das atividades de advocacia, pareceres ministeriais, decisões de tribunais administrativos e sentenças judiciais.

12.5. Direitos decorrentes do registro

O nome não pode ser objeto de registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, órgão incumbido de conceder privilégios industriais e registros de marcas e desenhos industriais. Contudo, mesmo no âmbito da

Lei da Propriedade Industrial, é protegido contra usos indevidos ou imitações, dentro de sua perspectiva concorrencial. Limongi França (1994:1048), ao comentar a tutela do nome civil, aplicável aos nomes empresariais, divide as ações protetivas em três categorias: (a) a de reclamação, que assiste ao titular quando este “é recusado por parte de outrem”; (b) a de contestação, quando “é, de modo ilícito, usado pessoalmente por parte de outrem”; e (c) a de proibição, na ocorrência de seu uso ilícito “de maneira não pessoal”.

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Medium 9788547227890

4. CONCEITO DE IGUALDADE ECONÔMICA

MALUF, Sahid Editora Saraiva PDF Criptografado

DEMOCRACIA E IGUALDADE

323

utópicas as três outras categorias de igualdade. Não basta haver direitos políticos iguais; é preciso que haja condições materiais favoráveis para que o homem exerça as franquias democráticas. Como bem afirmou Luiz Blanc, a liberdade como direito não tem significação quando o homem não tem o poder de ser livre.

Igualdade jurídica, igualdade de sufrágio e igualdade de oportunidade, como todos os direitos políticos, são miragens para o homem economicamente miserável, empenhado de corpo e alma em salvar o maior de todos os direitos humanos, que é o direito à sobrevivência. Nem ao Estado nem à própria sociedade aproveitam os enunciados constitucionais de ideias místicas, sem conteúdo prático. Como salientou o eminente sociólogo cearense Abelardo F. Montenegro, de nada serve dizer que o povo é soberano na democracia, se nela o povo não passa de um soberano descalço, de um soberano analfabeto, de um soberano doente e miserável.

Sem embargo do nosso repúdio à igualização materialista e anti-humana criada pelo bolchevismo russo, não há como deixar de reconhecer um considerável teor de verdade existente na doutrina do materialismo históri­ co de Marx, quando sustenta que a estrutura social, jurídica, política e religiosa das sociedades decorre do fator econômico. Até mesmo a estrutura religiosa admite-se porque a história tem comprovado que, debatendo-se na miséria econômica, o homem não se revolta apenas contra as instituições sociais mas se desespera do próprio Deus. Diante dessa realidade cabe ao

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Medium 9788553613786

9.10. Crime consumado

Victor Eduardo Rios Gonçalves Editora Saraiva PDF Criptografado

não se pode confundir o dolo geral com o erro sobre o nexo causal [...]. No erro sobre o nexo causal realiza-se uma só conduta pretendendo o resultado, o qual é alcançado em virtude de processo causal diverso daquele imaginado.

No dolo geral, todavia, o sujeito realiza duas condutas.

9.10. Crime consumado

Nos termos do art. 14, I, do Código Penal, diz-se consumado o crime quando nele se reúnem todos os elementos exigidos para tanto pelo tipo incriminador. No homicídio, o tipo penal é matar alguém, e, assim, o crime se consuma no momento em que a vítima morre; no estupro, o delito se consuma no instante em que o agente pratica o ato sexual com a vítima, após ter contra ela empregado violência ou grave ameaça.

São pelo menos dois os aspectos de grande relevância que decorrem da conclusão de que determinado delito se consumou no caso concreto.

Em primeiro lugar, define que será aplicada a pena integral ao infrator, ou seja, sem o redutor que a lei prevê para os crimes tentados. Em segundo lugar, indica o foro competente para a apuração do delito, já que este

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Medium 9788520429501

9. Turismo rural e sustentabilidade: dimensões de avaliação e perspectivas

Eurico de Oliveira Santos Editora Manole PDF Criptografado

9

Turismo

rural e sustentabilidade:

dimensões de avaliação e perspectivas

Marcia de Fatima Inacio

Introdução

A maior complexidade imposta pelo crescimento das sociedades aliada a um modelo convencional de desenvolvimento rural originou um grave problema ambiental que se traduziu na superutilização dos recursos disponíveis. Em função da maior demanda por alimentos, grandes áreas de vegetação natural foram desmatadas e, no seu lugar, surgiu uma paisagem completamente diferente, dominada por fazendas de criação de gado ou por cultivo intensivo de culturas agrícolas, como café e cana-de-acúcar, principalmente. Nessas áreas, implantou-se um sistema de agricultura com enorme capacidade de produção, que, entretanto, para garantir preço ao consumidor e renda ao produtor, exigia grandes intervenções públicas, além de um grande aporte de energia sob a forma de insumos (adubo) e máquinas pesadas, sem qualquer preocupação com o meio ambiente.

Com o passar dos anos, o sistema passou a dar sinais de decadência, demonstrando que não era capaz de se manter. Os solos, que a princípio

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Medium 9788582712979

Capítulo 23 - Interações dos microrganismos com o homem

Michael T. Madigan, John M. Martinko, Kelly S. Bender, Daniel H. Buckley, David A. Stahl Grupo A PDF Criptografado

CAPÍTULO

23

Interações dos microrganismos com o homem

microbiologiahoje

O microbioma fúngico da pele

Um dos principais desafios para o desenvolvimento de um quadro preciso do microbioma humano é a sua incrível diversidade e as questões inerentes à captura de dados que refletem com precisão esta diversidade. Além das bactérias, outros microrganismos habitam o corpo humano, em particular os fungos, e é importante incluir esses organismos ao se criar um censo do microbioma humano. Um estudo recente sobre o assunto aplica

1 justamente isto.

Dez voluntários humanos saudáveis foram amostrados em

14 locais diferentes do corpo, e as amostras foram processadas tanto para a diversidade fúngica quanto para a bacteriana.

Utilizando métodos genômicos que analisaram um gene-chave na filogenética fúngica, os pesquisadores geraram mais de 5 milhões de sequências para comparação com sequências gênicas do

RNAr 16S, derivadas de bactérias obtidas a partir das mesmas amostras. Ao analisar e comparar a diversidade em suas amostras, os pesquisadores compilaram uma lista inclusiva do microbioma da pele humana, que inclui mais de 200 gêneros de fungos e bactérias.

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Medium 9788536532233

1.3 Flora e fauna

Rildo Pereira Barbosa, Paulo Roberto Barsano Editora Saraiva PDF Criptografado

É um país ideal para plantar, cultivar e colher os mais diversos produtos agrícolas, bem como para distribuí-los de forma igualitária, justa, com a natureza sendo valorizada e respeitada.

Organismos de proteção ambiental, como o Instituto Brasileiro do

Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), buscam incessantemente, por meio de conscientização, leis, regulamentações técnicas e pareceres normativos, preservar as belezas naturais brasileiras.

Veremos, ao longo desta obra, um pouco dessas belezas naturais, alguns problemas ambientais e soluções para uma vida igualitária.

1.2  Ecologia

O termo ecologia foi criado pelo biólogo alemão Ernest Heinric

Haeckel (1834-1919). Trata-se da união de palavras gregas oikos, que significa casa, e logos, que significa estudo. Logo, a ecologia é a ciência que estuda as casas naturais, ou seja, os diversos ambientes da natureza, incluindo as relações dos seres vivos entre si e com o ambiente.

Essa ciência ajuda a compreender a importância de cada espécie na natureza e a necessidade de preservar os vários ambientes naturais que a Terra abriga.

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Medium 9788520434628

Anemia por Defeitos de Maturação Nuclear (Anemia Megaloblástica)

Larry P. Tilley, Francis W. K. Smith Junior Editora Manole PDF Criptografado

89

Espécies Canina e Felina

Anemia por Defeitos de Maturação Nuclear (Anemia Megaloblástica)

CONSIDERAÇÕES

GERAIS

REVISÃO

• Anemia arregenerativa caracterizada por interrupção no desenvolvimento dos núcleos de precursores eritrocitários (como resultado da interferência na síntese do DNA), enquanto o citoplasma se desenvolve normalmente

(assincronia nucleocitoplasmática).

• Os precursores eritrocitários acometidos não conseguem se dividir normalmente e, dessa forma, ficam maiores do que os precursores normais correspondentes com o mesmo grau de maturidade citoplasmática (hemoglobinização); por serem deficientes em cromatina (DNA), seus núcleos têm uma aparência exposta e pontilhada distinta; esses precursores gigantes com núcleos imaturos e atípicos são conhecidos como megaloblastos.

• Embora essas alterações assincrônicas sejam mais proeminentes em precursores eritrocitários, também se observa um acometimento semelhante de precursores leucocitários e plaquetários.

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Medium 9788536326474

3. Construção de medidas em TD&E

Gardênia da Silva Abbad, Luciana Mourão, Pedro P. M. Meneses, Thaís Zerbini, Jairo Eduardo Borges-Andrade, Raquel Vilas-Boas Grupo A PDF Criptografado

3

Construção de medidas em TD&E

Luciana Mourão

Pedro p. M. Meneses

A o final deste cap í t u lo, v o c ê dever á :

ü Discutir a importância da construção de medidas de TD&E.

ü Explicar o processo de construção de medidas em TD&E.

ü Relacionar as técnicas de coleta de dados que podem ser usadas para a construção de medidas em

TD&E.

Descrever as principais técnicas utilizadas: entrevistas em profundidade, grupo focal, Técnica Delphi e análise de objetivos instrucionais.

Justificar a pertinência do uso de técnicas qualitativas na construção de medidas de avaliação de

TD&E.

ü

ü

Introdução

A avaliação não tem a pretensão de ser a palavra final para as decisões sobre TD&E.

Entretanto, pode ser de grande valia para as organizações à medida que provoca reflexões acerca dos investimentos em ações dessa natureza e fornece subsídios capazes de elevar a probabilidade de que essas ações deem retorno tanto para as pessoas capacitadas, como para as próprias organizações. Embora estas reconheçam a importância desse processo, muitas acabam transformando­‑o em apenas mais um aspecto burocrático. Isto é, as avaliações muitas vezes não resultam em melhorias concretas para os subsistemas de análise de necessidades ou de planejamento e execução de ações de TD&E, tampouco para os atores envolvidos na avaliação.

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Medium 9788547229283

2. A legítima defesa, o exercício regular de um direito e o estrito cumprimento do dever legal

GONÇALVES, Carlos Roberto Editora Saraiva PDF Criptografado

“O estado de necessidade, como o do motorista que invade pista con­ trária para fugir de obstáculo em sua mão de direção e assim colide com veículo que transitava corretamente na outra pista, embora afaste o caráter ilícito da conduta do agente, não o exime, entretanto, do dever de reparar a lesão, desde que o dono do bem danificado não seja o culpado pela situ­ ação perigosa”5.

2. A legítima defesa, o exercício regular de um direito e o estrito cumprimento do dever legal

Embora quem pratique o ato danoso em estado de necessidade seja obrigado a reparar o dano causado, o mesmo não acontece com aquele que o pratica em legítima defesa, no exercício regular de um direito e no estrito cumprimento do dever legal.

Proclama o art. 188, I, do Código Civil:

“Não constituem atos ilícitos:

I – os praticados em legítima defesa ou no exercício regular de um direito reconhecido”.

Conforme acentua Frederico Marques, reportando-se ao art. 160, I, do Código Civil de 1916, de idêntica redação, “o próprio ‘cumprimento de dever legal’, não explícito no artigo 160, nele está contido, porquanto atua no exercício regular de um direito reconhecido aquele que pratica um ato

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Medium 9789724045054

15. Alimentos entre casais não unidos pelo casamento

Ana Leal Editora Almedina PDF Criptografado

15. Alimentos entre casais não unidos pelo casamento

Pese embora a crescente relevância social e jurídica das relações ditas parafamiliares, e mais concretamente da união de facto, o legislador português não consagrou qualquer direito a alimentos do convivente de facto, quer durante a vigência da união quer após a sua cessação, apenas estando previsto no art.

2020º do C.Civ. o direito de o membro sobrevivo da união de facto exigir alimentos da herança do falecido, direito esse que caduca caso não seja exercido nos dois anos subsequentes à data da morte do autor da sucessão,

Pese embora seja defensável, do ponto de vista moral, a possibilidade de qualquer dos conviventes exigir alimentos do outro em caso de rompimento da união de facto, o S.T.J., chamado a pronunciar-se sobre tal matéria, negou já esse direito atenta a falta de lei que expressamente o preveja (Vid. Ac. do STJ de 04/02/1992, CJ, T. V, p. 89).

No entanto, apesar da falta de previsão legal, as partes sempre poderão assumir tal obrigação, reciprocamente ou não, por meio de contrato celebrado entre ambos, ao abrigo do princípio da autonomia da vontade, desde que o seu clausulado não se revele contrário à moral ou a direitos de terceiros.

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