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Introdução

JULIÃO, José Nicolao Manole PDF Criptografado

introdução

Obra-prima da literatura alemã, Za 1 se inscreve numa dupla tradição, tanto filosófica quanto poética.

É bem verdade que Nietzsche recusou a atribuição de poesia ao Za tal como fez em EH ,2 para reivindicar à obra um estatuto ainda mais elevado do que as poesias

1 Para a citação da obra de Nietzsche, utilizamo-nos, sobretudo, da edição Kritische Studienausgabe, 1988. De agora em diante,

KSA, volume (V) seguido da numeração da passagem, somente para os póstumos. Para os textos editados como obra, citamos a seção ou aforismo conforme o caso. Utilizamo-nos da tradução de Rubens Torres Filho, em Obras incompletas, col. Os Pensadores,

1983. Por vezes fazemos uso da edição Werke Grossoktaveusgabe,

1920, sobretudo quando se trata de uma passagem consagrada e bastante referida. Foi de extrema importância para o trabalho a edição KGW – VI, 4 Nachberichts-Band zu also sprach Zarathustra,

1991, pois trata-se do material alternativo ao texto definitivo do

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1. A gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de Nietzsche

JULIÃO, José Nicolao Manole PDF Criptografado

capítulo 1

a gênese e o lugar do Za no conjunto da obra de

Nietzsche

A gênese do Za

Apresentação

Este capítulo tem por objetivo explicitar a gênese da obra Za, assim como suas influências e estilo, e também apontar a direção que seguia Nietzsche na época de sua composição, ou seja, sua preocupação com o sentido histórico da humanidade. A ideia de sentido histórico (historische Sinn) aparece em Nietzsche desde a segunda das UB;1 porém, é posteriormente abandonada e retomada em MA

I2 e FW. A nossa hipótese interpretativa é a de que Za nasce das reflexões de Nietzsche enquanto escrevia FW, com uma preocupação acerca da história e da sua falta de sentido. Por

1 Sobre essa questão, cf. Lacoue-Labarthe, P., Historie et Mimèsis,

1986.

2 MA I, §2.

filosofia em pílulas

isso, Zaratustra deve ser visto como o vislumbrador e indicador de um novo futuro para a história humana.

O nascimento do Za

Segundo Montinari,3 a primeira vez que Nietzsche falou sobre o Zoroastro, em sua obra, foi em um reduzido fragmento póstumo do período de setembro de 1870 a janeiro de 1871. Nele foi dito, sem a mínima conexão com

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2. O mundo sem fundo de Zaratustra

JULIÃO, José Nicolao Manole PDF Criptografado

capítulo 2

o mundo sem fundo de

Zaratustra

Apresentação

O objetivo deste capítulo é demonstrar a importância que desempenha o antagonismo, ou seja, a contradição

(der Gegensatz ou der Widerspruch)1 no ensinamento da

1 Nietzsche não estabelece nenhuma distinção entre Gegensatz, em geral traduzida para o português como oposição, contraste, antagonismo, antítese, e Widerspruch, correntemente traduzido como contradição. Porém, em alemão as duas palavras estão em compasso com a origem etimológica da palavra, tanto em grego quanto em latim. Em grego, a palavra ’antíphasis é composta do radical do verbo phemí (falar, dizer) e da preposição ’anti (contra), usada como prefixo. A formação da palavra latina contradictio é idêntica, contra-dicere. Nas línguas modernas o termo é uma simples transposição; em português, contradição é quase uma repetição da palavra latina contradictio; em alemão Widerspruch (wider preposição acusativa contra + o radical do verbo sprechen – dizer, falar, sentenciar) e Gegensatz (gegen preposição acusativa contra

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3. Proposta de leitura do Za como ensinamento da superação

JULIÃO, José Nicolao Manole PDF Criptografado

capítulo 3

proposta de leitura do

Za como ensinamento da superação

Apresentação

A hipótese interpretativa que desenvolvemos neste estudo é a de que o ensinamento da superação (die

Überwindung) se constitui como o principal tema abordado por Nietzsche em sua obra Za. O conceito de superação, segundo a nossa interpretação, é seu leitmotiv, ou seja, a dinâmica que impulsiona tanto a sua “ação dramática”1 do “tornar-se o que se é”,2 como a elaboração

1 Utilizamo-nos aqui da expressão de Lampert, L., Nietzsche’s

Teaching, 1986.

2 “Wie man wird, was man ist”. Essa famosa máxima de Píndaro

(Pítias, II, 72), que tanto inspirou os poetas Goethe e Hölderlin, serviu a Nietzsche como subtítulo para a sua autobiografia EH; ela aparece, também, de forma variada no aforismo 270 de FW – “Du sollst der werden, der du bist” (Deves tornar-te aquilo que és); no aforismo 335 de FW – “Wir aber wollen Die werden, die wir sind”

(Mas nós queremos nos tornar aquilo que somos). No Za, nas seções “O convalescente” – “wer du bist und werden musst” (quem

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1. A ALCA como desafio para o próximo governo

HARBERFED, Sérgio Manole PDF Criptografado

1

A ALCA COMO DESAFIO

PARA O PRÓXIMO GOVERNO

SÉRGIO HABERFELD

Ao todo, temos 34 países na Alca. Como diria Martin

Luther King, “eu tenho um sonho”, e esse sonho seria que

Cuba, um dia, se incluísse entre esses países, e nós teríamos o 35o país. São 800 milhões de habitantes, PIB de 11,5 trilhões de dólares. O PIB americano é de 9 trilhões de dólares e o brasileiro, 501 bilhões de dólares. A média tarifária americana é de 5,6%; a média brasileira, de 14,3%.

O peso do comércio exterior no PIB dos Estados Unidos

é de 15,2%; no Brasil, o que considero um grande ponto negativo, só 0,9%. Um pequeno exemplo: como presidente da Organização Mundial de Embalagem, tenho viajado quatro, cinco meses ao ano por países como Ucrânia e Turquia.

Em todos, a primeira coisa de que se fala é comércio mundial. O Brasil tem grande potencial para crescer, e eu espero que agora comecemos a deslanchar nesse sentido.

01 Cap. 01

19

15.01.03, 3:43 PM

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5. A visão do setor privado e das associações de classe

HARBERFED, Sérgio Manole PDF Criptografado

5

A VISÃO DO SETOR

PRIVADO E DAS

ASSOCIAÇÕES DE CLASSE

CARLOS MARQUES

Este painel tentará mostrar as oportunidades e as ameaças que o setor privado da economia brasileira vai enfrentar com a implementação da Alca. Pesquisa do Iedi sobre o impacto da Alca no setor industrial, realizada recentemente, avaliou cerca de 23 áreas industriais do país e concluiu que pelo menos 11 delas são vulneráveis ao livre comércio, e devem enfrentar dificuldades com a Alca. Entre esses setores estariam alimentos, metalurgia, química, bens de capital e componentes eletrônicos, considerados pouco ou nada competitivos. É bom ressaltar que o estudo constatou que, embora esses setores apresentem produtividade igual ou superior à de seus concorrentes estrangeiros, o custo final de seu produto, com os vários encargos, mina sua competitividade.

Pela pesquisa, 72% dos empresários ouvidos pelo Iedi acham que o Brasil ainda não tem condições de concorrer em igualdade com as importações dos países da Alca, especial-

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3. As visões oficiais dos Estados Unidos e do Brasil

HARBERFED, Sérgio Manole PDF Criptografado

3

AS VISÕES OFICIAIS

DOS ESTADOS UNIDOS

E DO BRASIL

DONNA HRINAK

Quando saiu a primeira informação sobre minha possível nomeação como embaixadora aqui no Brasil, um jornalista brasileiro se comunicou com meu ex-colega em La

Paz, o embaixador brasileiro Stélio Amarante, procurando fofocas sobre mim. E o embaixador Amarante lhe disse: “Ela adora o Brasil e não deixa de falar sobre isso”. O embaixador Amarante tem razão. Eu amo este país. Em parte, tenho de admitir, é um amor que uma mãe sente pelo país onde nasceu seu único filho.

Mas eu também amo o meu país. Tenho a firme convicção de que essas duas nações aprendem muito uma com a outra. Esta é a minha missão: reunir estes dois países que amo. Um amor compartilhado por muitos de vocês, e é sobre isso que quero falar hoje. Aprendi uma coisa alguns anos atrás, quando vim para São Paulo pela primeira vez. É difícil enrolar o brasileiro. Impossível enrolar um paulistano.

03 Cap. 03

75

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2. A importância do agronegócio brasileiro no processo negociador da ALCA

HARBERFED, Sérgio Manole PDF Criptografado

2

A IMPORTÂNCIA

DO AGRONEGÓCIO

BRASILEIRO NO PROCESSO

NEGOCIADOR DA ALCA

PEDRO DE CAMARGO NETO

Fui convidado pelo ministro Pratini de Moraes para assumir a Secretaria de Produção do Ministério da Agricultura há um ano e meio, justamente para tratar do nó agrícola na Alca, na relação Mercosul–União Européia, na OMC ou em qualquer acordo bilateral que o Brasil vier a negociar.

Agricultura é sempre um problema, porque o Brasil talvez não tenha percebido o tamanho que ganhou. O Brasil está se tornando a maior potência agrícola mundial. Não é ainda, embora já tenha em 2001 apresentado o maior saldo de balanço comercial agrícola do mundo. Exportamos 23 bilhões de dólares, importamos quatro bilhões. Há 19 bilhões de dólares de saldo, maior do que o saldo da balança comercial agrícola americana, embora eles exportem e importem muito mais.

Nesse aumento de competitividade da agricultura brasileira, com ganhos de produtividade astronômicos (de 70%

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4. A ALCA e a opinião pública no Brasil

HARBERFED, Sérgio Manole PDF Criptografado

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A ALCA E A OPINIÃO

PÚBLICA NO BRASIL

CARLOS MARQUES

Para além das animosidades que se criaram recentemente no contexto da Alca, estamos, no mercado regional, enfrentando uma crise do Mercosul e das potencialidades dos mercados regionais do nosso bloco comercial. Acho que esse bloco, de alguma forma, está empurrando o Brasil para tentar buscar mais potencial em outros mercados, da fronteira norte em especial. Recentemente, um empresário disse o seguinte: na verdade, o Brasil está diante não da opção entre a Alca e o paraíso, mas entre a Alca e o quase nada, porque a situação está muito difícil em nossa região. Não sei se é tanto assim, mas de qualquer forma seria muito importante a gente olhar esse bloco com mais atenção.

É bom lembrar que no Mercosul, este ano, teremos, do ponto de vista de balança comercial, um movimento de negócios inferior a 10 bilhões de dólares. Um número menor do que no marco zero do Mercosul. Várias empresas brasi-

04 Cap. 04

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Volume II - Capítulo 35. Paramagnetismo e Ressonância Magnética

Richard Feynman; Robert Leighton; Matthew Sands Grupo A PDF Criptografado

35

Paramagnetismo e Ressonância Magnética

35–1  Estados magnéticos quantizados

No capítulo anterior, vimos por que, em mecânica quântica, o momento angular de um objeto não pode ter uma direção arbitrária, mas suas componentes, ao longo de um dado eixo, podem apenas assumir valores igualmente espaçados, discretos. É algo de peculiar e espantoso. Você pode pensar que, talvez, não devêssemos enveredar por tais caminhos até que sua mente estivesse mais avançada e pronta para aceitar esse tipo de ideia. De fato, sua mente nunca estará mais avançada – no sentido de ser capaz de aceitar tal ideia facilmente. Não há outra maneira de descrevê-la a não ser de forma avançada e sutil, o que seria muito complicado. O comportamento da matéria em pequena escala é diferente de qualquer coisa com a qual você esteja acostumado, sendo, de fato, muito estranho – conforme dissemos várias vezes. Conforme prosseguimos com a física clássica, é uma boa ideia tentar conhecer cada vez mais o comportamento das coisas em pequena escala, primeiramente, como um tipo de experiência sem qualquer compreensão profunda. A compreensão de tais questões é muito vagarosa, se é que a teremos. É claro que teremos uma ideia melhor do que acontecerá em situações quânticas – se é que isso constitui uma compreensão – mas jamais nos sentiremos confortáveis para dizer que estas regras quânticas são “naturais”. É claro que elas são, mas não para as nossas experiências rotineiras. Deveríamos explicar que a atitude que tomaremos com respeito a essa regra sobre o momento angular é muito diferente das outras coisas sobre as quais temos falado. Não vamos “explicá-las”, mas devemos, pelo menos, dizer-lhes o que ocorre; seria desonesto descrever as propriedades magnéticas dos materiais sem mencionar o fato de a descrição clássica do magnetismo – do momento angular e dos momentos magnéticos – ser incorreta.

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Volume II - Capítulo 15. O Potencial Vetor

Richard Feynman; Robert Leighton; Matthew Sands Grupo A PDF Criptografado

15

O Potencial Vetor

15–1  Forças em uma espira; energia de um dipolo

No capítulo anterior, estudamos o campo magnético produzido por uma espira retangular pequena. Verificamos que este é um campo de dipolo, com o momento de dipolo dado por

�(15.1)

onde I é a corrente e A é a área da espira. A direção do momento é normal ao plano da espira, de modo que também podemos escrever

onde n é a normal de módulo unitário à área A.

Uma espira – ou dipolo magnético – não apenas produz campos magnéticos, mas também sofre a ação de forças quando colocada no campo magnético de outras correntes.

Vamos estudar primeiramente as forças em uma espira retangular em um campo magnético uniforme. Tomemos o eixo z na direção do campo, e o plano da espira cruzando o eixo y, fazendo um ângulo θ com o plano xy como na Figura 15–1. Desse modo, o momento magnético da espira – que é normal a este plano – fará um ângulo θ com o campo magnético.

Como as correntes são opostas em lados opostos da espira, as forças também são opostas, logo não há força resultante na espira (quando o campo é uniforme). No entanto, devido às forças nos dois lados marcados como 1 e 2 na figura, existe um torque que tende a girar a espira ao redor do eixo y. A magnitude destas forças, F1 e F2, é

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Volume II - Capítulo 20. Soluções das Equações de Maxwell no Vácuo

Richard Feynman; Robert Leighton; Matthew Sands Grupo A PDF Criptografado

20

Soluções das Equações de Maxwell no Vácuo

20–1  Ondas no vácuo; ondas planas

No Capítulo 18, atingimos o ponto no qual tínhamos as equações de Maxwell na forma completa. Tudo o que existe na teoria clássica dos campos elétricos e magnéticos pode ser encontrado nas quatro equações:

20–1 Ondas no vácuo; ondas planas

20–2 Ondas tridimensionais

20–3 Imaginação científica

(20.1)

Quando reunimos todas essas equações, ocorre um novo fenômeno extraordinário: os campos gerados pelas cargas em movimento podem deixar as fontes e viajar sozinhos pelo espaço.

Consideramos o caso especial em que uma folha de corrente infinita é ligada subitamente.

Decorrido um tempo t do instante em que a corrente foi ligada, existem campos elétricos e magnéticos uniformes até uma distância ct da fonte. Suponha que a folha de corrente esteja sobre o plano yz com uma densidade superficial de corrente J na direção de y positivo. O campo elétrico terá apenas a componente y, e o campo magnético, a componente z. As componentes dos campos são dadas por

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Volume II - Capítulo 21. Soluções das Equações de Maxwell com Cargas e Correntes

Richard Feynman; Robert Leighton; Matthew Sands Grupo A PDF Criptografado

21

Soluções das Equações de Maxwell com

Cargas e Correntes

21–1  Luz e ondas eletromagnéticas

Vimos no capítulo anterior que as ondas de eletricidade e magnetismo fazem parte das soluções das equações de Maxwell. Estas ondas correspondem aos fenômenos de rádio, luz, raios X e assim por diante, dependendo do comprimento de onda. Já estudamos a luz em detalhe no Vol. I. Neste capítulo, queremos ligar os dois assuntos – queremos mostrar que as equações de Maxwell podem realmente formar a base do nosso tratamento anterior dos fenômenos luminosos.

Quando estudamos a luz, começamos escrevendo uma equação para o campo elétrico produzido por uma carga movendo-se de maneira arbitrária. A equação era

e

�(21.1)

[Ver Eqs. (28.3) e (28.4), Vol. I. Conforme explicado a seguir, os sinais aqui são os opostos dos anteriores.]

Se uma carga se move de maneira arbitrária, o campo elétrico que medimos agora em um determinado ponto depende apenas da posição e do movimento da carga não agora, mas em um tempo anterior – em um instante anterior o suficiente para que a luz tenha tempo de viajar a distância r′ entre a carga e o ponto de teste, com velocidade c. Em outras palavras, se queremos o campo elétrico no ponto (1) no tempo t, precisamos calcular a localização (2′) da carga e o seu movimento no tempo (t – r′/c), onde r′ é a distância entre a posição (2′) da carga no instante (t – r′/c) e o ponto (1). A linha é para lembrá-lo de que r′ é a chamada “distância retardada” entre o ponto (2′) e o ponto (1), e não a distância real entre o ponto (2), a posição da carga no tempo t e o ponto de teste (1) (ver a Figura 21–1).

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Volume II - Capítulo 29. O Movimento de Cargas em Campos Elétricos e Magnéticos

Richard Feynman; Robert Leighton; Matthew Sands Grupo A PDF Criptografado

29

O Movimento de Cargas em Campos

Elétricos e Magnéticos

29–1  Movimento em um campo elétrico ou magnético uniforme

Queremos agora descrever – principalmente do ponto de vista qualitativo – os movimentos de cargas em diversas circunstâncias. A maioria dos fenômenos interessantes em que cargas movem-se em campos ocorre em situações bem complicadas com muitas, muitas cargas, todas interagindo entre si. Por exemplo, quando uma onda eletromagnética passa através de um bloco de material ou de um plasma, bilhões e bilhões de cargas estão interagindo com a onda e entre si. Voltaremos a esse problema mais tarde, mas agora queremos apenas discutir o problema mais simples de movimento de uma carga única em um dado campo. Podemos, então, desprezar todas as outras cargas com exceção,

é claro, das cargas e correntes que existem em algum lugar para produzir o campo do qual tratamos.

Devemos perguntar primeiro pelo movimento de uma partícula em um campo elétrico uniforme. A velocidades baixas, o movimento não é particularmente interessante – é apenas uma aceleração uniforme na direção do campo. Entretanto, se a partícula agregar suficiente energia para se tornar relativística, então o movimento torna-se mais complicado. Vamos deixar a solução desse caso para você se divertir com ela.

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Volume II - Capítulo 38. Elasticidade

Richard Feynman; Robert Leighton; Matthew Sands Grupo A PDF Criptografado

38

Elasticidade

38–1  Lei de Hooke

Elasticidade trata do comportamento daquelas substâncias que têm a propriedade de recuperar seu tamanho e forma originais assim que retiramos as forças que produzem deformação. Essa propriedade elástica é, de alguma maneira, comum a todos os corpos sólidos. Se tivéssemos tempo de tratar esse assunto em sua totalidade, seria desejável examinar várias questões: o comportamento dos materiais, as leis gerais da elasticidade, a teoria geral da elasticidade, as propriedades atômicas que determinam as propriedades elásticas e, finalmente, as limitações das leis elásticas quando as forças forem tão grandes a ponto de termos fraturas e deformações plásticas permanentes. Como precisaríamos de tempo demasiado para cobrir todos esses assuntos em detalhes, vamos abandonar certos aspectos. Por exemplo, não vamos discutir plasticidade ou limitações das leis elásticas.

Já tocamos previamente nesses assuntos quando falamos de deslocamentos em metais.

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