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10 - Pesquisa de opinião

Jorge Duarte, Antônio Barros Grupo Gen PDF Criptografado

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Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação

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Pesquisa de opinião

Ana Lucia Romero Novelli

�Conhecimento e poder são um.� F. BACON

(Aforisma iii)

(GRANGER, 1967, p. 21)

A

pesquisa de opinião tem se mostrado instrumento tão valioso para a sociedade contemporânea, que, muitas vezes, deixa de ser compreendida como técnica de medição da opinião pública para tornar-se a própria expressão desta.

Sua aplicação extrapolou os limites do campo político, no qual despontou com maior intensidade, e, hoje, tornou-se reconhecido método de investigação científica para a maioria dos campos de conhecimento, inclusive para a Comunicação Social.

Como método quantitativo, a pesquisa de opinião ou survey, como também é conhecida, possibilita a coleta de vasta quantidade de dados originados de grande número de entrevistados. Dentre seus aspectos positivos, podem-se destacar a possibilidade de que a investigação do problema ocorra em ambientes reais, sem a necessidade de se lançar mão de recursos de laboratório; a viabilidade de realização de análises estatísticas de variáveis como dados sociodemográficos, de atitude, dentre outras; a quase inexistência de barreiras geográficas para a realização das entrevistas e o baixo custo de aplicação ao se considerar a quantidade de informações recolhidas.

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07. Isolamento social

Alberto dos Santos de Lemos Editora Manole ePub Criptografado

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Introdução

Até o momento, não existem evidências científicas que apoiem o uso de opções medicamentosas específicas como tratamento ou profilaxia de ­COVID-19. Da mesma forma, ainda não há vacinação disponível. Sendo assim, dois dos pilares para o controle da epidemia são as práticas de isolamento e distanciamento social e o uso de medidas preventivas pela população. O Quadro 1 sintetiza e compara as principais medidas que serão descritas aqui mais detalhadamente a seguir1.

Isolamento social

Isolamento é a separação de pessoas doentes de pessoas não doentes, podendo ser realizado em regime hospitalar ou domiciliar. Para ser bem-sucedido, ele deve ser iniciado o mais precocemente possível2. Dessa forma, casos suspeitos de COVID-19 devem ser isolados assim que identificados.

Atualmente, a orientação do Ministério da Saúde, que segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), é que os casos suspeitos de COVID-19 que tenham apenas sintomas leves, sem sinais de gravidade, mantenham isolamento social, preferencialmente em domicílio. A medida poderá ser determinada por prescrição médica por um prazo máximo de 14 dias, podendo se estender por igual período, de acordo com resultado laboratorial que comprove o risco de transmissão. Agentes de vigilância epidemiológica também podem recomendar isolamento em domicílio para contactantes próximos a pessoas sintomáticas ou portadoras assintomáticas enquanto a investigação epidemiológica estiver em curso3.

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05. Tratamento e cuidados intensivos

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Abordagem inicial e manejo de casos leves

É importante compreender que a abordagem clínica dos pacientes pode ser diferenciada a depender da fase da epidemia, de novas descobertas científicas, dos recursos disponíveis, de particularidades institucionais e das orientações das autoridades. Este capítulo apresenta uma proposta que pretende auxiliar o clínico em sua prática, não uma diretriz rígida aplicável em qualquer contexto. Reforça-se, contudo, que o manejo inicial de sintomáticos respiratórios deve sempre seguir as normas de biossegurança preconizadas para proteção dos profissionais. O capítulo 6 traz mais detalhes a respeito.

Diante de um paciente com suspeita clínica de COVID-19, é fundamental determinar a presença de critérios de gravidade que justifiquem a internação. A correta identificação dos casos de menor risco permite que parte dos pacientes seja tratada em sua própria casa, o que é fundamental em um momento de sobrecarga da rede hospitalar. Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar que todos os casos confirmados sejam avaliados em unidades de saúde, o órgão reconhece que essa conduta é impraticável na maioria dos países e faz recomendações específicas sobre o tema, nas quais as propostas são baseadas.

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08. Perspectivas futuras

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Introdução

As predições em relação às respostas nacional, regional e global à pandemia gerada pelo SARS-CoV-2 baseiam-se, sumariamente, na elaboração de perguntas científicas assertivas, que preencham lacunas do conhecimento. Não são alicerçadas em raciocínios circulares, nos quais as respostas são o conteúdo, e sim em ferramentas operacionais, prezando-se por objetividade.

Buscando o aconselhamento científico e o gerenciamento global da pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) concebeu a estratégia de gestão em Pesquisa e Desenvolvimento como um diagrama ativo, com mobilizações internacionais céleres em diversos âmbitos, incluindo setores técnico-científicos, políticos, econômicos e éticos. Tal programa é chamado de WHO R&D Blueprint1 e baseia-se em um mapeamento ativo de questões em saúde global. Com base nessa estratégia, ainda em fevereiro de 2020, foi estruturado o Fórum Global em Pesquisa e Inovação acerca dos enfrentamentos em relação à COVID-192. Partindo da consulta externa de especialistas e de instituições de pesquisa e desenvolvimento (P&D) de todo o mundo, foram desenhados os pontos cruciais de atuação cooperativa, que, apesar de reestruturados com a velocidade das publicações sobre a temática, ainda seguem como áreas-guia à pesquisa2:

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03. Manifestações clínicas

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Patogênese

O SARS-CoV-2 é transmitido de uma pessoa para outra primariamente por gotículas ou fômites em contato com a mucosa nasal, oral ou conjuntival. A transmissão por aerossóis também pode ocorrer, principalmente em ambiente hospitalar, quando são realizados determinados procedimentos. Sabe-se que nem todos os infectados pelo vírus desenvolverão a doença COVID-19. Entretanto, pelo fato de ser um fenômeno tão recente, a infecção ainda não foi totalmente descrita.

Já é sabido que o SARS-CoV-2 tem sua entrada nas células mediada pelo receptor da ECA2, presente em células do pulmão, do coração, dos intestinos, dos rins e do fígado além de neurônios e células do sistema imune1. Portanto, embora o órgão-alvo principal da doença seja o pulmão, a COVID-19 é uma doença essencialmente sistêmica.

Uma vez internalizado o vírus, inicia-se o período de incubação, assintomático, que dura uma mediana de 5 dias (entre 2 e 14 dias na maioria dos acometidos). O tempo médio entre o início dos sintomas e a morte foi estimado em 9 dias, com a maioria dos casos se concentrando entre 4 e 13 dias2,3. Após o período de incubação, alguns indivíduos evoluem para doença, enquanto outros permanecem assintomáticos. O mecanismo fisiopatológico determinante na definição de que indivíduos permanecerão sem sintomas ou evoluirão para quadros leves ou graves ainda não foi totalmente descrito.

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02. Epidemiologia

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Número de reprodução basal

Denomina-se número de reprodução basal ou taxa básica de reprodução (R0) um indicador epidemiológico que representa o risco de alastramento de uma doença infecciosa sobre uma população totalmente suscetível. Pode ser interpretado como o número de casos secundários que um indivíduo infectado é capaz de gerar em uma população totalmente vulnerável. É influenciado por fatores como o ciclo de vida dos microrganismos, a imunidade da população, o momento e a duração da infetividade dos casos, a aglomeração de indivíduos, os períodos de incubação e de latência pós-infecção e as taxas de letalidade e cura.

Para cada doença infecciosa, é possível estabelecer essa taxa em diferentes contextos nos quais acontece:

Com base nos dados obtidos na China no início da epidemia, considerando que 100% da população era suscetível uma vez que nunca havia sido exposta à infecção, o R0 do SARS-CoV-2 foi estimado entre 1,9 e 6,5. Este número já ultrapassa o da pandemia de influenza A (H1N1) de 20091. Contudo, é importante considerar que a taxa pode ser diferente dependendo do país e da fase da epidemia em que seja calculado.

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06. Cuidados de biossegurança

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Introdução

Os profissionais de saúde estão na linha de frente da batalha contra a ­COVID-19. Inúmeros se infectaram ao atender e tratar pacientes infectados e doentes, com alguns casos evoluindo a óbito. Profissionais de saúde também podem transmitir a doença para outros pacientes hospitalizados, outros profissionais de saúde dentro do ambiente hospitalar e servir como vetores para a comunidade. As medidas de biossegurança envolvendo a utilização de equipamentos de proteção individual (EPI), a aplicação de procedimentos administrativos e de trabalho específicos para controle da transmissão e a infraestrutura hospitalar adequada para lidar com infecções respiratórias são, portanto, fundamentais.

O papel da transmissão de gotículas, fômites e aerossóis para o SARS-CoV-2, a proteção oferecida pelos diferentes EPI e a transmissibilidade do vírus em diferentes estágios da doença permanecem incertos. Na presença de transmissão generalizada da comunidade e sobrecarga dos serviços de saúde, o uso racional dos EPI é crucial, e a higienização das mãos deve ser exaustivamente relembrada e praticada.

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Anexos – Aspectos radiológicos pulmonares da COVID-19

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01. Etiologia e origem

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Antecedentes

O potencial pandêmico de viroses respiratórias emergentes e reemergentes é objeto de estudo da comunidade científica há cerca de um século, desde a grande pandemia de gripe espanhola. Em 2007, os autores de uma relevante revisão sobre um coronavírus envolvido na epidemia ocorrida em 2003 de síndrome respiratória aguda grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) já apontavam os vírus dessa família como potenciais ameaças futuras, que poderiam ser ainda mais devastadoras1. Durante a epidemia em 2003, iniciada na província chinesa de Guangdong, foram reportados 8.096 casos e 774 mortes em mais de trinta países, nos cinco continentes1. A SARS era caracterizada por uma grave pneumonia viral difusa, que eventualmente evoluía para síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e morte. O coronavírus causador da SARS foi nomeado SARS-CoV.

Em 2012, na Arábia Saudita, foi confirmado novo surto de uma doença respiratória que cursava inicialmente com sintomas leves, mas que frequentemente evoluía com pneumonia, SRAG e insuficiência renal. Foi identificado como agente etiológico da doença o coronavírus da síndrome respiratória do Oriente Médio, ou MERS-CoV2, que ainda está circulando. Até janeiro de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) contabilizava 2.519 casos confirmados da doença, com 866 mortes relacionadas, a maioria em países do Oriente Médio3.

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04. Diagnóstico da COVID-19

Alberto dos Santos de Lemos Editora Manole ePub Criptografado

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Introdução

O SARS-CoV-2, agente etiológico da COVID-19, é um novo vírus da família Coronaviridae que trouxe mudanças importantes no modo de vida das populações humanas em todo o planeta. A COVID-19 teve início na China continental, apresentando casos entre novembro e dezembro de 2019, e foi declarada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em março de 2020. O rápido acometimento de população não imune e a progressão para casos graves em grupos afetados por outras comorbidades mostraram a necessidade do diagnóstico acurado da infecção de modo a melhorar a tomada de decisões tanto no âmbito individual quanto no comunitário.

A infecção pelo SARS-CoV-2 caracteriza-se por amplo espectro de manifestações, incluindo quadros atípicos ou alterações pouco específicas. Febre, tosse com ou sem alterações respiratórias, como dispneia, e ausência ou presença de intensa fadiga são manifestações frequentes. Podem estar também presentes congestão nasal, anosmia, dor de garganta, mal-estar, mialgia e diarreia, associados ou não à síndrome respiratória1,2. Desfechos como hospitalização, internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e morte associam-se a alguns fatores de risco, por exemplo idade e comorbidades. Mas, a despeito da variabilidade do quadro clínico, a infecção é predominantemente assintomática ou oligossintomática na maior parte dos afetados não imunes ao SARS-CoV-2. Em razão das apresentações clínicas tão distintas e dos sintomas inespecíficos, o diagnóstico da COVID-19 é essencialmente laboratorial1.

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Capítulo 17 - ARRENDAMENTO. INTRODUÇÃO

Silvia C. B. Opitz, Oswaldo Opitz Editora Saraiva PDF Criptografado

Capítulo 17

ARRENDAMENTO. INTRODUÇÃO

“Função Social da Propriedade” foi a frase mágica que revolucionou o direito de propriedade no início do século XX, arrastando consigo a nova noção de contrato agrário, que saiu de uma autonomia absoluta, para uma relativa, com grande dose de dirigismo estatal, por meio de leis restritivas da liberdade convencional.

Foi assim que os Estados começaram a esmagar o direito de propriedade nos aspectos fiscal, econômico e político-econômico. Com essas medidas emerge o problema social do homem do campo, que há muito vinha pressionando o Estado, de tal modo que este foi coagido a tomar medidas restritivas no tocante aos contratos agrários. A guerra contra o latifúndio é a palavra de ordem dos políticos e demagogos, como consequência à disciplinação dos arrendamentos e parcerias, os mais típicos e usuais meios de explorar o homem que trabalhava a terra, de modo que assim ficou restringido o uso e gozo da propriedade rural. Culminou com a Lei n. 6.969/81.

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Capítulo 2 Contratos Agrários e Contratos Agroindustriais:Delineamentos Jurídicos

Francisco de Godoy Bueno Grupo Almedina PDF Criptografado

Capítulo 2Contratos Agrários e Contratos Agroindustriais:Delineamentos Jurídicos2.1. Os contratos agrários: uma categoria à luz da agrariedadeA doutrina tradicional agrarista limitava o objeto do direito agrárioà regulação dos direitos e obrigações concernentes aos bens imóveis rurais, para os fins de execução da reforma agrária e de promoção da política agrícola68. Dessa perspectiva, os contratos agrários também estariam limitados àqueles que têm por objeto a posse do fundo rústico para destinação agrária, como ocorre nos contratos de arrendamento e de parceria, os quais são regulados pela legislação agrária sob os princípios que regulam o uso da propriedade rural.Conforme esclarece De Mattia, os contratos agrários foram submetidos aos princípios da ordem social e econômica, uma vez que se transformam, sob o ponto de vista da legislação agrária, em instrumentos jurídicos a serviço do cumprimento da função social da propriedade. As noções de função social da propriedade rural e função social dos contratos agrários se interligam em caráter de complementariedade69.

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Medium 9788536702735

Capítulo 29 - Protocolos de estudo de materiais endodônticos: resposta tecidual, mineralização e reparo após obturação de canal radicular

Carlos Estrela Grupo A PDF Criptografado

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Protocolos de estudo de materiais endodônticos: resposta tecidual, mineralização e reparo após obturação de canal radicular

Roberto Holland

Valdir de Souza

João Eduardo Gomes Filho

Carlos Estrela

Introdução

Experimentos envolvendo animais têm possibilitado resultados cada vez mais próximos da realidade encontrada em humanos. É notório reconhecer importantes diferenças nos padrões de desenvolvimento e evolução das espécies animais.

Macacos, cães, gatos, ratos, coelhos e porcos, entre outras espécies, são utilizados em experimentos científicos. Deve-se tomar bastante cuidado com a seleção do animal em relação ao que se busca investigar.

Vários aspectos devem ser verificados quando da realização de uma pesquisa envolvendo animais, em especial a escala de evolução animal, o modelo de resposta orgânica

(seja inflamatória e/ou imunológica), o padrão de desenvolvimento e crescimento, a suscetibilidade às infecções e características dentárias, bem como o padrão oclusal e mastigatório. Em contrapartida, fatores como a obtenção e manutenção do animal e a facilidade de anestesia também devem ser levados em consideração.

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Medium 9788547230418

4.4. PARCERIA E ARRENDAMENTO RURAL

Renato Buranello Editora Saraiva PDF Criptografado

4.4. PARCERIA E ARRENDAMENTO RURAL

O desenvolvimento da produção agrícola muito se deve também aos chamados, pela doutrina tradicional, contratos agrários, que permitiram o uso da terra por pessoas não proprietárias, diminuindo eventual ineficiência no uso das terras de terceiros27. Assim, por meio da cessão de uso, dentre as regras de associação nos riscos e de partilha de resultados nos negócios com imóveis e com bens usados na exploração rural. De acordo com o Estatuto da Terra, Lei n. 4.504 de 1964, o contrato de parceria rural e o de arrendamento têm a finalidade de regular a posse ou o uso temporário da terra ou relacionado bem agroindustrial, entre o proprietário de um imóvel rural e aquele que nele exerça qualquer atividade agrícola, pecuária, agroindustrial, extrativa ou mista. O legislador, todavia, proibiu avenças que resultem em contrato híbrido de arrendamento e parceria; caso isso ocorra, deverão ser interpretados como contratos distintos.

Reforçando conceitos introdutórios, os contratos agrários regulam-se pelos princípios gerais que regem os contratos de Direito Privado, no que concerne ao acordo de vontade e ao objeto, observados os preceitos gerais quanto ao uso ou posse temporária da terra; a obrigatoriedade de cláusulas irrevogáveis, que visem à conservação de recursos naturais; a proibição de renúncia, por parte do arrendatário ou do parceiro não proprietário, de direitos ou vantagens estabelecidas em leis ou regulamentos e a proteção social e econômica aos arrendatários e parceiros-outorgantes. Assim, os contratos agrários têm características próprias que disciplinam a sua estrutura, não resultando tão somente do simples acordo de vontades, deverão ser regidos pelas normas gerais do Estatuto da Terra, art. 13 da Lei n. 4.947, de 1966, e de seu Regulamento, instituído pelo Decreto-lei n.

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CAPÍTULO XLI – PARCERIA E ARRENDAMENTO RURAL

Arnaldo Rizzardo Grupo Gen ePub Criptografado

Embora fosse o Brasil, ao tempo da aprovação do Código Civil de 1916 predominantemente rural, poucos eram os dispositivos reservados a questões rurais, sobressaindo o caráter de uma legislação eminentemente urbana.

Tratou de um único contrato agrícola, que foi a parceria.

Seus dispositivos tinham função apenas supletiva, pois tanto a parceria como o arrendamento vinham disciplinados por leis próprias, como a Lei nº 4.504, de 30.11.1964 (Estatuto da Terra) e o Decreto nº 59.566, de 14.11.1966.

O Código de 2002 não trouxe qualquer regulamentação da matéria, ficando sua disciplina reservada à lei especial.

Desde o início da segunda metade do século XIX, eram conhecidas essas formas de uso da terra. Contratava-se com famílias ou pessoas o uso da terra para determinada cultura, estabelecendo-se a obrigatoriedade da entrega ao proprietário do solo de metade, ou menos, do produto que seria colhido. Era a parceria que predominava, embora mal formulada, e representando mais um modo de dominação do proprietário sobre o trabalhador. Tanto que de múltiplas maneiras explorava-se este último, como através da exigência de sua participação em todas as despesas, as quais nem sempre se afiguravam reais; da interrupção violenta e repentina do contrato; e da retenção de uma quantidade superior do produto do que o convencionado.

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