Odontopediatria - Uma Visão Contemporânea

Autor(es): DUQUE, Cristiane
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Odontopediatria - Uma Visão Contemporânea tem por objetivo auxiliar acadêmicos e dentistas já formados no estudo do que há de mais relevante na especialidade. Nos 43 capítulos que compõem a obra, os autores e colaboradores buscaram reunir os assuntos de modo lógico e sequencial, considerando o nível de complexidade na abordagem integral do paciente infantil. A obra tem por objetivo possibilitar que o estudante obtenha o conhecimento necessário para um bom aprendizado da Odontopediatria, baseada em uma visão contemporânea, e o cirurgião-dentista, o acesso à literatura atualizada para a sua reciclagem profissional. Ao longo do texto, o leitor é apresentado, de maneira objetiva, aos prós e contras do uso dos materiais, às técnicas mais eficazes e às melhores abordagens clínicas, a fim de que possa desenvolver o senso crítico e optar pela melhor conduta durante a sua prática clínica. Além disso, entrará em contato com o que há de mais moderno, no assunto, por meio da experiência de renomados professores que atuam em diferentes universidades, no Brasil e no exterior.

 

43 capítulos

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Capítulo 1 - Qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças e adolescentes

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Parte 1 - Capítulo 1

Meire Coelho Ferreira | Lívia Azeredo Alves Antunes | Isabela Almeida Pordeus | Saul Martins Paiva

Qualidade de vida relacionada à saúde bucal de crianças e adolescentes

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Uma das primeiras definições que reconhece a natureza multidimensional da saúde foi formulada pela

Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1948.1

Saúde é conceituada como um “estado completo de bem-estar físico, mental e social e não meramente a ausência de doença”. Este conceito indica que saúde engloba questões objetivas e subjetivas e envolve uma abordagem biopsicossocial.2 Isto significa dizer que a avaliação de saúde meramente por indicadores clínicos é limitada e não enlaça o universo amplo de maneiras em que o paciente pode ser afetado por uma doença ou por seu tratamento.3 Desta forma, indicadores que medem os aspectos sociais e emocionais da saúde devem complementar a caracterização normativa das condições de saúde. Isto tem permitido o desenvolvimento do construto qualidade de vida na área da saúde. Qualidade de vida é um conceito amplo que inclui a percepção subjetiva do indivíduo sobre bem-estar através de todos os domínios da vida, incluindo aqueles relacionados à saúde física e emocional, assim como o contexto social.4

 

Capítulo 2 - Promoção da saúde: Uma estratégia no cuidado da criança

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Parte 1 - Capítulo 2

Andréa Neiva da Silva | Andréa Videira Assaf | Maria Isabel Bastos Valente | Rafael Gomes Ditterich

Promoção da saúde: Uma estratégia no cuidado da criança

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A saúde de cada indivíduo, dos vários grupos sociais e de cada comunidade depende das ações humanas, das interações sociais, das políticas públicas e sociais implantadas, dos modelos de atenção à saúde, das intervenções sobre o meio ambiente, entre vários outros fatores.1

O movimento da Promoção da Saúde iniciou-se a partir da década de 1980, com a I Conferência

Internacional de Promoção de Saúde, em Ottawa, no Canadá.2 A carta de Ottawa define promoção de saúde como um “processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua saúde e qualidade de vida, incluindo uma maior participação no controle deste processo”. Esse documento redefine o conceito de saúde em uma dimensão ampla, não meramente relacionada à ausência de doenças, mas dependente do desenvolvimento social, econômico e pessoal de indivíduos/populações.

 

Capítulo 3 - Odontologia para gestantes

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Parte 1 - Capítulo 3

Michelle Mikhael Ammari | Flávia Konishi | Beatriz Bravo Damian

Odontologia para gestantes

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A proposta deste capítulo é compartilhar informações sobre a abordagem médico-odontológica durante a gestação a partir de uma visão multidisciplinar, associando Odontologia, Medicina e Psicologia. Procurou-se com isso, estudar os aspectos relevantes dessa fase da vida da mulher, enfatizando a importância do olhar multiprofissional para a saúde geral e bucal da gestante, desmistificando alguns conceitos da nossa sociedade.

A saúde geral tem uma forte relação com o processo educativo e está intimamente ligada a fatores locais e condições socioambientais. A saúde bucal

é parte importante e indissociável da saúde geral.

Assim, a abordagem e compreensão das causas das doenças bucais também se aplicam a muitas outras condições clínicas gerais, sendo a base para a integração de atividades multidisciplinares.

 

Capítulo 4 - Odontologia para bebês

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Parte 1 - Capítulo 4

Michelle Mikhael Ammari | Lívia Azeredo Alves Antunes | Cynthia Amaral Moura Sá |

Fernanda Volpe de Abreu

Odontologia para bebês

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Abordar precocemente a saúde bucal da criança

é de grande importância na prevenção das doenças bucais, visto o impacto que essa conduta poderá ter no desenvolvimento de adequados hábitos que perdurarão durante toda a sua vida. Devido à origem multifatorial da cárie dentária e à imaturidade da criança em controlar todos os fatores que influenciam o seu aparecimento, a cooperação dos pais e a abordagem educativa durante as consultas ao odontopediatra são fundamentais para sua prevenção.

Muitos pais ou responsáveis não levam suas crianças ao cirurgião-dentista antes de 3 anos de idade, porém procuram o serviço médico de saúde várias vezes ao ano, seja para consultas com o pediatra ou outro especialista. Por isso, a participação do pediatra não é importante apenas na orientação quanto aos hábitos alimentares saudáveis e de higiene bucal, mas também na identificação dos pacientes que apresentam fatores de risco que possam interferir no desenvolvimento orofacial e na saúde bucal. Desta forma, este capítulo pretende abordar, considerando uma visão médico-odontológica, os aspectos importantes do desenvolvimento e crescimento nos primeiros anos de vida, alterações e patologias comuns dessa fase que podem influenciar na manutenção da saúde bucal da criança, bem como a conduta do odontopediatra frente à criança durante as consultas clínicas.

 

Capítulo 5 - Psicologia em Odontopediatria

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Parte 1 - Capítulo 5

Luciana Pomarico | Angela Scarparo Caldo-Teixeira | Michelle Mikhael Ammari |

Cristiane Duque | Thassia Souza Emídio

Psicologia em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A Psicologia e a Odontologia são duas ciências que atuam no corpo humano, porém de forma diferente, uma é caracterizada pelo estudo da mente, já a outra, se ocupa de uma parte específica e concreta, o aparelho mastigatório. Por muito tempo não se pensava na relação entre esses dois universos, uma vez que, um se localizava no cuidado do corpo, da saúde bucal e o outro no psíquico, da saúde mental.

Porém, nas últimas décadas, tem-se discutido a ligação do corpo e da mente, do orgânico com o psíquico, valorizando o olhar para o homem, para o sujeito, como uma totalidade em que operam afetos, desejos e sofrimentos. Desta forma, torna-se importante pensar nas relações entre a Psicologia e a Odontologia e o que esta inter-relação pode trazer de contribuições para o trabalho de seus profissionais. O olhar para o homem como uma totalidade, que além dos problemas bucais também traz ao consultório questões de natureza psicológica e social, nos faz refletir a importância desta relação entre

 

Capítulo 6 - Exame clínico, diagnóstico e plano de tratamento em Odontopediatria

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Parte 2 - Capítulo 6

Marlus Roberto Rodrigues Cajazeira | Luciana Pomarico | Roberta Barcelos

Exame clínico, diagnóstico e plano de tratamento em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A inserção de conceitos de promoção da saúde, prevenção e intervenção precoce como rotina nos consultórios odontológicos requer detalhamento e organização cada vez maior das informações obtidas a partir de relatos e da inspeção direta do paciente. A valorização desse conjunto de procedimentos pode ser considerada um dos marcos de transição de uma prática odontológica, antes restrita principalmente ao talento do profissional em esculpir restaurações, para uma Odontologia que trabalhe de forma mais integral, que procure, sobretudo, oferecer condições para que a saúde bucal do paciente seja mantida.

No atendimento do paciente infantil, a importância do exame clínico deverá ultrapassar o exercício de diagnosticar simplesmente lesões provocadas pela cárie dentária. Através dele devem ser diagnosticadas condições patológicas capazes de interferir na dinâmica do tratamento, ou até mesmo que coloquem a vida do paciente em risco.1,2

 

Capítulo 7 - Radiologia em Odontopediatria

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Parte 2 - Capítulo 7

Paula Midori Castelo | Cristiane Duque | Angela Scarparo Caldo-Teixeira | Vania Regina Camargo Fontanella

Radiologia em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Diagnóstico é a arte ou o ato identificar a doença por meio de seus sinais e sintomas. É a base para a decisão do tratamento, permite ao profissional informar e aconselhar seus pacientes e responsáveis e, em nível populacional, fornece dados importantes para o planejamento de serviços de saúde.1 Para determinar, precisamente, o diagnóstico e definir o plano de tratamento, é necessário avaliar os dados da anamnese e do exame clínico do paciente.

Na anamnese, obtêm-se dados da história médica e odontológica, verificando uso de medicamentos, alergias e doenças sistêmicas. No exame clínico, são avaliados os aspectos extrabucais e intrabucais.

Quando o diagnóstico não pode ser concluído com este conjunto de informações, outros exames adicionais são requeridos.

 

Capítulo 8 - Terapêutica medicamentosa em Odontopediatria

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Parte 2 - Capítulo 8

Gilson Cesar Nobre Franco | Karina Cogo | Pedro Luiz Rosalen

Terapêutica medicamentosa em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Este capítulo tem como objetivo fornecer ao cirurgião-dentista (CD), mais especificamente, ao odontopediatra, bases farmacológicas para uma correta utilização dos principais fármacos empregados na prática clínica, incluindo: (1) analgésicos e anti‑inflamatórios; (2) antibióticos e (3) ansiolíticos. Também pretende abordar aspectos importantes do receituário odontológico.

Analgésicos e anti-inflamatórios

Mecanismos biológicos da dor e inflamação

Na atualidade, a sintomatologia dolorosa é uma das principais razões que levam os pacientes a procurar o tratamento odontológico. Portanto, o cirurgião-dentista (CD) deve ser capaz de diagnosticar a fonte da dor e desta forma, estabelecer estratégias apropriadas. Neste contexto, Hargreaves e Abbott

 

Capítulo 9 - Sedação em Odontopediatria

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Parte 2 - Capítulo 9

Isabelita Duarte Azevedo | Lêda Bezerra Quinderé

Sedação em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Por maior que seja a instituição de medidas preventivas na Odontologia, sempre haverá crianças com necessidade de tratamento invasivo, pela presença de doenças instaladas, por traumas ou fruto de malformações dentárias. Porém, um fator que dificulta o êxito dos tratamentos odontológicos em crianças de tenra idade, está relacionado com o controle do comportamento infantil.

O fato é que a aversão ao tratamento odontológico por parte dos pacientes odontopediátricos é uma realidade da qual não se pode fugir.1 Métodos preventivos, bem como o condicionamento gradativo e técnicas de controle do comportamento no consultório odontológico vêm possibilitando a reversibilidade de grande parte desse medo, embora não se possa deixar de observar que uma parcela da população infantil ainda permaneça à margem dos cuidados odontológicos, devido exatamente à não capacitação dos profissionais em lidar com esse fator de resistência ao tratamento.

 

Capítulo 10 - Anestesiologia em Odontopediatria

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Parte 2 - Capítulo 10

Cristiane Duque | Fernanda Volpe de Abreu | Gilson Cesar Nobre Franco |

Karina Cogo | Pedro Luiz Rosalen

Anestesiologia em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A dor é um fenômeno multidimensional e tratamentos em crianças refletem tanto a natureza da dor quanto os valores e as atitudes frente a ela.1 Crianças pequenas, de até 2 anos de idade, são mais sensíveis

à dor e até os 11 ou 12 anos, têm dificuldade de distinguir entre a dor e o desconforto à manipulação.2

A dor também pode ser desencadeada por estímulos táteis (toque sutil da agulha na mucosa), visuais (visão da agulha ou seringa) ou ainda sonoros (som do aparelho de alta rotação ou outros instrumentos se chocando durante a sua manipulação).3 Além disso, o medo de situações novas (subjetivo) ou por experiências negativas anteriores (objetivo) também pode influenciar no desenvolvimento da dor e manejo do paciente.2

 

Capítulo 11 - Cirurgia em Odontopediatria

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Parte 2 - Capítulo 11

Fernanda Volpe de Abreu |Cristiane Duque | Roselis Soares

Cirurgia em Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A cirurgia em Odontopediatria segue os mesmos princípios técnicos usados para adultos, com algumas modificações determinadas pela própria natureza do paciente que está em fase de crescimento e constante desenvolvimento físico e mental.

Dessa forma, o planejamento e a execução do ato cirúrgico compreenderão os princípios básicos de assepsia, radiologia e anestesia, entretanto, deverá considerar tanto os aspectos anatomofisiológicos da criança quanto os aspectos psicológicos que envolvem o paciente e os pais, além de patologias específicas. O preparo prévio da criança e o da família determinará o grau de colaboração destes frente às intervenções odontológicas.

Princípios cirúrgicos gerais

Os três princípios gerais que regem a cirurgia são: a assepsia, radiologia e anestesia. A assepsia é fundamental em qualquer procedimento odontológico. Consiste no controle dos microrganismos bucais e da possibilidade de infecção pós-operatória, obtido por meio da esterilidade dos materiais cirúrgicos, incluindo instrumentais e materiais de consumo, e antissepsia das mãos e campo operatório, além da paramentação da equipe com gorro, máscara, óculos e luvas estéreis. A antissepsia é realizada no equipamento, no dentista e no paciente. No equipamento, realiza-se a limpeza com álcool 70%, seguida da proteção dos instrumentos rotatórios, seringa tríplice, sugador, refletor e encosto da cadeira odontológica com filme plástico. No paciente, antissepsia da região peribucal com gazes embebidas em digluconato de clorexidina a 0,12% e bochechos com clorexidina na mesma concentração para reduzir a microbiota da cavidade bucal. E no dentista, lavagem criteriosa das mãos e antissepsia com detergentes antimicrobianos, seguida pela utilização de luvas estéreis.

 

Capítulo 12 - Traumatismo dentário

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Parte 2 - Capítulo 12

Andreza Maria Fábio Aranha | Jacques Eduardo Nör

Traumatismo dentário

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Os traumas dentários são injúrias frequentes em crianças e adolescentes, e sua prevenção tem sido um problema em função da etiologia e do grupo de idade em que ocorrem. Quando as lesões traumáticas afetam os dentes decíduos, o principal objetivo

é evitar maiores consequências ao dente afetado e, principalmente, sequelas nos germes dos dentes permanentes sucessores. Os traumas dentários na infância e adolescência são particularmente relevantes em termos de saúde pública, pelo custo do tratamento, pela necessidade de acompanhamento durante um tempo relativamente extenso visto as consequências das injúrias e pela possibilidade de prevenção.1

Aproximadamente 40% das crianças têm o seu primeiro contato com o odontopediatra em função de uma lesão traumática.2 Em vista disto, este capítulo visa fornecer informações importantes para a capacitação profissional no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de lesões traumáticas nas dentições decídua e permanente. Serão abordados estudos epidemiológicos, fatores etiológicos, diagnóstico, tratamento das injúrias traumáticas em dentes decíduos, avulsão e reimplante de dentes permanentes jovens, e uma seção especial sobre novas perspectivas surgidas com o avanço no conhecimento sobre os mecanismos moleculares na Biologia Pulpar e sobre os tecidos de sustentação do órgão dentário.

 

Capítulo 13 - Cárie dentária: Aspectos microbiológicos e imunológicos

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Parte 3 - Capítulo 13

Cristiane Duque | Thais de Cássia Negrini | Natalia Leal Vizoto

Cárie dentária:

Aspectos microbiológicos e imunológicos

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A cárie dentária é uma doença infecciosa causada por ácidos provenientes da fermentação microbiana dos carboidratos da dieta que, com o tempo, causam a desmineralização dos tecidos duros do dente. Apresenta etiologia multifatorial envolvendo fatores primários e secundários relacionados ao hospedeiro, ao substrato (dieta) e à microbiota em determinado período de tempo.1 Esses fatores interagem direta ou indiretamente na colonização e estabelecimento de microrganismos cariogênicos na comunidade microbiana, denominada de biofilme dental (anteriormente placa bacteriana).1

O grupo bacteriano considerado mais cariogênico é o dos estreptococos mutans, especialmente

Streptococcus mutans e Streptococcus sobrinus, devido à sua habilidade em formar biofilme na superfície dentária (por meio da aderência e produção de polissacarídeos extra e intracelulares), acidogenicidade (produção de ácidos a partir de uma variedade de açúcares fermentáveis) e aciduricidade (tolerância ao baixo pH do ambiente).2,3

 

Capítulo 14 - Diagnóstico clínico da cárie dentária

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Parte 3 - Capítulo 14

Vita Machiulskiene | Bente Nyvad | Apoena de Aguiar Ribeiro

Diagnóstico clínico da cárie dentária

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Diagnóstico em medicina é geralmente compreendido como uma síntese intelectual das informações disponíveis sobre a condição do paciente, com o objetivo de planejar o cuidado apropriado e encontrar a melhor resposta possível para determinada condição. Entretanto, na Odontologia, esse processo parece ser mais simplista, uma vez que ele é meramente baseado no reconhecimento de certos sinais e sintomas rotineiramente atribuídos à cárie dentária e associados às decisões de tratamento. Isto levou

à sugestão de que este processo repetitivo de busca seria melhor descrito como “detecção” de cárie.1

Entretanto, a detecção clínica de cárie dentária requer uma compreensão sólida dos processos biológicos envolvidos da doença. Devido à natureza dinâmica da doença, é impossível definir sinais e sintomas que indiquem o início da cárie dentária. A presença de dor ou a cavidade em um dente não é mais um sinal suficiente para decidir sobre a presença de cárie, pois dentistas aprenderam a reconhecer lesões de cárie em superfície dentária em estágios mais precoces, antes destas alcançarem o estágio de cavitação. Ainda mais, com modernas tecnologias, cientistas são capazes de identificar alterações na superfície dos tecidos duros dentais em níveis moleculares.2,3 Essas alterações ocorrem como o resultado de interações físico-químicas contínuas entre a superfície dentária e o biofilme que recobre o dente. São causadas por flutuações múltiplas de pH no biofilme, e serão refletidas como episódios de perda, ou de ganho mineral, no tecido duro dentário. Enquanto esses episódios forem balanceados ao longo do tempo, a desmine-

 

Capítulo 15 - Métodos para detecção de lesões de cárie

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Parte 3 - Capítulo 15

Apoena de Aguiar Ribeiro | Adrian Lussi | Michele Baffi Diniz | Jonas de Almeida Rodrigues

Métodos para detecção de lesões de cárie

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea res do paciente, sobretudo como a higiene bucal, mas também o fluxo salivar e a ingestão de açúcares.2,3 Dessa maneira, a atividade de cárie pode ser estimada pela avaliação desses fatores associada

à patogênese da doença e aos dados obtidos pelo exame clínico. Existem sinais clínicos indicativos da atividade da lesão de cárie, como apresentado no capítulo 14. Uma lesão incipiente ativa apresenta-se opaca e rugosa, o sangramento gengival

à sondagem pode ser observado em pacientes com condições periodontais não saudáveis, pode apresentar acúmulo de biofilme, e nas superfícies lisas, está localizada próxima à margem gengival (Fig.

15.2).

O diagnóstico clínico visual pode ser responsável pelo monitoramento longitudinal, apesar de a avaliação ser qualitativa. Seria muito mais fácil ter um aparelho que não somente detectasse a desmineralização, mas que também a quantificasse. Assim, o monitoramento da progressão ou paralisação seria mais simples; usando-se o aparelho novamente e observando-se em que direção os valores mudam. O conceito é enormemente atraente, por isso não se admira que pesquisadores tenham feito esforços em desenvolver, testar e aperfeiçoar tais aparelhos. Todos esses métodos para detecção de cárie são baseados na interpretação de um ou mais sinais físicos. Estes são causalmente relacionados a uma ou mais características da lesão de cárie. Primeiro, os sinais devem ser recebidos através de um aparelho receptor e classificados. A classificação do sinal é parte do processo de diagnóstico de decisão. Entretanto, nenhum dos métodos é capaz de processar todos esses sinais para uma situação que poderia ser chamada de diagnóstico. “A arte de identificar a doença a partir dos seus sinais e sintomas”4 é um processo que não pode ser substituído por uma máquina ou um aparelho.

 

Capítulo 16 - Nutrição e controle da dieta aplicada à Odontopediatria

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Parte 4 - Capítulo 16

Fernanda Volpe de Abreu | Cristiane Duque | Michelle Mikhael Ammari |Angela Scarparo Caldo-Teixeira

Nutrição e controle da dieta aplicada

à Odontopediatria

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A nutrição infantil tem apresentado destaque no cenário da saúde pública desde que a sociedade começou a notar a necessidade de uma alimentação adequada e seu impacto na saúde física e mental da criança. Assim, quanto mais precoce a aquisição de hábitos alimentares corretos, mais sadia tornar-se-á a população de adolescentes e adultos de uma sociedade.1 Embora o nutricionista seja o responsável pela orientação adequada sobre dieta, o odontopediatra apresenta papel importante como profissional da saúde por atuar diretamente com a criança e poder detectar desde hábitos inadequados de alimentação ou até distúrbios mais graves. Para isso, deve adquirir conhecimentos básicos sobre alimentação saudável e seu reflexo sobre a saúde geral, sabendo reconhecer as necessidades nutricionais de acordo com a faixa etária e encaminhar o paciente, sempre que necessário, ao nutricionista e ao médico.

 

Capítulo 17 - Métodos de controle mecânico e químico do biofilme dental

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Parte 4 - Capítulo 17

Livia Azeredo Alves Antunes | Cristiane Duque | Fernanda Volpe de Abreu | Rodrigo Alex Arthur

Métodos de controle mecânico e químico do biofilme dental

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

Naturalmente, após a higienização dentária, grupos de bactérias se aderem à superfície dentária, formando uma comunidade microbiana embebida em uma matriz de polímeros extracelulares. Essa comunidade recebe o nome de biofilme dental.1 Se esse acúmulo é impedido ou frequentemente desorganizado, o biofilme formado sobre os dentes apresenta-se com baixo potencial patogênico, havendo homeostasia em sua composição microbiológica. Nesse contexto, espécies patogênicas estão presentes na cavidade bucal, porém, em menores proporções em relação à microbiota bucal residente. Mas se esse acúmulo não for evitado, e aliado a uma dieta rica em açúcares, poderá ocorrer um desequilíbrio microbiológico nessa comunidade microbiana, predispondo as superfícies dentárias ao desenvolvimento de lesões de cárie. Dessa forma, do ponto de vista ecológico, a cárie dentária é o resultado de um desequilíbrio microbiológico, devido ao acúmulo de biofilme sobre a superfície dentárias, aliada a frequente ingestão de açúcares e ineficiente higienização bucal. Por isso, como o acúmulo de biofilme microbiano sobre os dentes é o fator etiológico primário para o desenvolvimento da cárie dentária, uma adequada limpeza dos dentes é a medida mais abrangente e efetiva para o controle e tratamento dessa doença.2

 

Capítulo 18 - Uso do flúor na prevenção e no tratamento da cárie dentária

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Parte 4 - Capítulo 18

Cristiane Duque | Rodrigo Alex Arthur | Apoena de Aguiar Ribeiro | Fábio Correia Sampaio

Franklin Delano Soares Forte

Uso do flúor na prevenção e no tratamento da cárie dentária

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Odontopediatria ♦ Uma visão contemporânea

Introdução

A cárie dentária é uma doença que afeta a saúde bucal e está presente em todas as populações ao redor do mundo, independentemente da faixa etária.

É causada por ácidos provenientes da fermentação microbiana dos carboidratos da dieta que, com o tempo, levam à desmineralização dos tecidos duros do dente. Sua etiologia envolve fatores relacionados ao hospedeiro, ao substrato e à microbiota em um determinado período de tempo.1 Embora muitos sejam os avanços tecnológicos, a cárie dentária continua sendo um problema de saúde pública, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil.

Com a introdução do flúor na água de abastecimento e o surgimento de produtos de uso oral, tais como dentifrícios, géis e vernizes, houve uma redução drástica na prevalência e severidade da cárie no século XX.1 Sabe-se que o flúor exerce importante papel no processo da cárie dentária, interferindo em sua dinâmica. Entretanto, seu uso isolado não impede o desenvolvimento da doença, mas controla sua progressão. Contudo, tem sido considerado um dos fatores responsáveis pelo declínio da incidência de cárie, como demonstrado por diversos estudos de âmbito nacional ou internacional.2,3,4

 

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