Radiologia Odontológica e Imaginologia - Série Fundamentos de Odontologia

Visualizações: 1070
Classificação: (0)

Fundamentos de Odontologia – Radiologia Odontológica e Imaginologia tem como objetivo abordar os temas que fornecem o embasamento teórico-científico no estudo da aplicação dos exames de diagnóstico por imagem que alicerçam o aprendizado do aluno de um curso de graduação, bem como sedimentam o conhecimento dos que já atuam profissionalmente, não só como especialistas, mas na rotina de seus consultórios.

Nesta segunda edição, revisada e ampliada, acrescentou-se capítulos importantes no acompanhamento evolutivo da tecnologia e pesquisa na área. Seus autores, altamente qualificados em suas atividades de ensino e pesquisa, se esmeraram no propósito de expor suas ideias num linguajar simples e atual, transmitindo em seu contexto a filosofia da disciplina de Radiologia.

FORMATOS DISPONíVEIS

27 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

Capítulo 1 - Histórico, Física das Radiações, Tubos, Ampolas e Aparelhos de Raios X

PDF Criptografado

Capítulo

1

Histórico, Física das

Radiações, Tubos, Ampolas e Aparelhos de Raios X

Jefferson Xavier de Oliveira, Cibelle Gil, Marcelo Eduardo Pereira Dutra e Adriana Soares de Oliveira

Histórico

Durante o século XIX, a física avançou bastante, e assuntos distintos começaram a convergir.

O final deste século assistiu a grandes desenvolvimentos em todas as áreas científicas. A ciência começou a apresentar um aspecto mais público à medida que suas consequências práticas tornavam-se mais evidentes na vida diária.

As nações europeias muito contribuíram nesses desenvolvimentos, destacando-se como líderes a Alemanha, França e Inglaterra.

O período de 1895 a 1897 foi marcado por grandes descobertas, como os raios X (Röntgen –1895 – Alemanha), a radioatividade (Becquerel – 1896 – França) e o elétron (J. J.

Thomson – 1897 – Inglaterra).

Precedendo à descoberta dos raios X ocorreu uma importante sucessão de conquistas, as quais tornaram possível o seu achado e seu papel como agente precursor e promotor de desenvolvimentos, não só na Física e na Química, mas também na Cristalografia, Medicina e indústria.

 

Capítulo 2 - Efeitos Biológicos e Radioproteção

PDF Criptografado

Capítulo

2

Efeitos Biológicos e

Radioproteção

Marlene Fenyo-Pereira e Roberto Heitzmann Rodrigues Pinto

Todo tipo de radiação possui determinada dose de energia, que varia conforme sua frequência. A energia contida nas ondas de rádio, por exemplo, é pequena, mas os raios gama são os mais energéticos.

Os efeitos biológicos dependem sempre da transferência de energia aos tecidos. Essa energia, incidindo no organismo humano, provocará um efeito em maior ou menor grau, segundo a quantidade de energia contida. Assim, os efeitos serão tão mais danosos quanto maior a frequência da radiação, ou seja, quanto mais energia houver.

Os raios X são altamente energéticos, tendo a capacidade de atravessar as estruturas que compõem o corpo humano. São denominados radiações ionizantes; radiação devido

à energia contida, e ionizante relacionado à característica de remover elétrons orbitais de átomos quando atravessam substâncias, transformando esses átomos em átomos instáveis, portadores de carga positiva, daí vão buscar estabilidade combinando-se com outros radicais e formando elementos que provocarão efeitos nocivos ao organismo.

 

Capítulo 3 - Filmes e Processamento Radiográficos

PDF Criptografado

Capítulo

3

Filmes e Processamento

Radiográficos

César Ângelo Lascala e Rodrigo Crespo Mosca

A Odontologia em todas as suas especialidades baseia-se na radiografia com a finalidade de avaliação inicial, controle e avaliação final do tratamento. Portanto, conhecimento adequado sobre filmes e as etapas subsequentes envolvidas na produção da imagem radiográfica se faz necessário para diminuir a possibilidade de erros e, assim, obter-se uma alta qualidade diagnóstica.

Estrutura do Filme

O filme é constituído de uma base de poliéster, recoberta por uma emulsão em ambos os lados, com uma lâmina de chumbo em um dos lados, envolto por uma fina camada de papelão preto e embalado em um material plástico, colorido, conforme a especificação do produto (Fig. 3.2).

O Filme Intrabucal

A radiografia pode nos fornecer detalhes importantes para o sucesso de um tratamento, desde que sua indicação e execução sejam precisas. Para isso, é importante saber o tipo de filme a ser usado, sua característica técnica para assim diferenciar os detalhes dos artefatos inerentes da aquisição da imagem.

 

Capítulo 4 - Fatores que Influenciam na Formação da Imagem Radiográfica

PDF Criptografado

Fatores que Influenciam na Formação da Imagem

Radiográfica

Capítulo

4

Marlene Fenyo-Pereira, Roberto Heitzmann Rodrigues Pinto e Cláudia Romano

Uma radiografia tecnicamente correta, ou seja, com condições adequadas para nos auxiliar no processo de diagnóstico, deve apresentar os seguintes quesitos:

–– máximo de nitidez;

–– mínimo de distorção;

–– grau médio de densidade e contraste.

Detalhe ou Nitidez

A radiografia realizada deve apresentar o máximo de detalhes e nitidez do objeto radiografado, dos mais sutis aos mais evidentes. O detalhe ou nitidez está diretamente associado ao tamanho da área focal do aparelho radiográfico, ao movimento do aparelho e/ou do paciente e/ou do filme durante a execução da técnica, do tipo de filme empregado e do processamento químico utilizado.

Densidade e Contraste

Densidade

Podemos definir a densidade como o grau de escurecimento da radiografia e, em função dessa propriedade, a quantidade de luz que passa por ela. Em radiografias com alta densidade (escura), a passagem de luz é reduzida, ao passo que, em radiografias com baixa densidade (clara), essa passagem de luz é aumentada (Fig. 4.1).

 

Capítulo 5 - Técnicas Radiográficas Intraorais

PDF Criptografado

Capítulo

5

Técnicas Radiográficas

Intraorais

Emiko Saito Arita e Felipe Paes Varoli

A denominação técnica intraoral é empregada para a técnica radiográfica na qual o filme é mantido dentro da cavidade bucal do paciente no momento da obtenção das radiografias.

As técnicas intrabucais podem ser divididas, conforme descrito a seguir:

–– Técnica radiográfica intrabucal periapical

• da bissetriz;

• do paralelismo.

–– Técnica radiográfica intrabucal interproximal.

–– Técnica radiográfica intrabucal oclusal.

Plano sagital mediano: divide a cabeça verticalmente em lados direito e esquerdo. Externamente (na face do paciente), equivale à linha de orientação mediana. Este plano deve estar perpendicular ao plano horizontal, tanto em exames da maxila como da mandíbula (Fig. 5.1).

A prática de qualquer técnica radiográfica exige uma série de requisitos para a sua execução. Por essa razão, é muito importante o conhecimento das características e funcionamento correto dos aparelhos de raios X, do posicionamento da cabeça do paciente e do filme radiográfico para cada técnica específica, das áreas e ângulos de incidência do feixe de raios X para cada região, além das especificações dos filmes utilizados.

 

Capítulo 6 - Técnicas Radiográficas Extrabucais

PDF Criptografado

Capítulo

6

Técnicas Radiográficas

Extrabucais

Marcelo de Gusmão Paraíso Cavalcanti, Evângelo T. Terra Ferreira,

Luciana Cardoso Fonseca e Roberto Saade

Introdução

As técnicas radiográficas denominadas extrabucais são todas aquelas nas quais o filme é posicionado fora da boca do paciente, possibilitando a realização de radiografias que favoreçam uma avaliação mais ampla das regiões craniofaciais.

Elas são utilizadas, muitas vezes, associadas às técnicas intrabucais para a obtenção de uma imagem mais rica em detalhes.

Sua indicação, em algumas situações, é imprescindível como auxiliar para um diagnóstico mais conclusivo.

Assim como em todas as radiografias, o ideal da imagem

é que ela tenha uma melhor definição possível, densidade e contraste de grau médio. Para tal resultado, precisamos conhecer bem os fatores que interferem na formação da imagem, no processamento químico adequado das películas, no posicionamento do paciente e nas medidas de proteção às radiações ionizantes.

 

Capítulo 7 - Radiografias Panorâmicas

PDF Criptografado

Capítulo

7

Radiografias Panorâmicas

Israel Chilvarquer, Jorge Elie Hayek, Lilian Waitman

Chilvarquer e Marlene Fenyo-Pereira

Introdução

A radiografia panorâmica é uma técnica radiográfica que permite uma visão global de todas as estruturas que compõem o complexo maxilomandibular, ou seja, dentes, tecido ósseo de suporte e estruturas anatômicas adjacentes, tais como seios maxilares, articulações temporomandibulares (ATM) e cavidade nasal, com uma única exposição.

Denominamos pantomografia o processo de fazer o registro na película radiográfica de uma imagem nítida da superfície curva que inclui dentes, maxilares e algumas estruturas adjecentes.

Histórico

As primeiras tentativas de obtenção de uma imagem de toda a maxila e mandíbula em uma só radiografia foram feitas no início do século XX.

Em 1922, Zulauf descreveu um método que utilizava uma fonte de raios X de colimação linear estreita, que fazia a tomada radiográfica superior ou inferior. Esse aparelho foi por ele denominado aparelho de raios X panorâmico.

 

Capítulo 8 - Métodos Radiográficos de Localização

PDF Criptografado

Capítulo

8

Métodos Radiográficos de

Localização

Claudio Costa, Felipe Paes Varoli e Marcio Yara Buscatti

Apesar da existência de métodos de diagnóstico por imagem mais recentes e inovadores, como os sistemas digitais, tomografias computadorizadas (TC) e ressonância magnética nuclear (RMN), o exame radiográfico convencional ainda é o mais utilizado na prática odontológica.

Mas, infelizmente, a radiografia convencional, seja intra ou extrabucal, limita-se a fornecer uma imagem bidimensional (2D) de uma estrutura tridimensional (3D). Sempre haverá, portanto, o registro de duas dimensões (altura e largura), faltando a terceira dimensão (profundidade), essencial para verificar a extensão completa de uma entidade anatômica ou pa­tológica.

Outro fator inerente ao exame radiográfico é a sobreposição indesejável das imagens radiográficas de estruturas contíguas, prejudicando, muitas vezes, a nossa interpretação radiográfica.

Para solucionar esses inconvenientes, foram idealizadas técnicas especiais, de fácil execução, destinadas ao cirurgião­

 

Capítulo 9 - Técnicas Radiográficas para Articulação Temporomandibular

PDF Criptografado

Capítulo

9

Técnicas Radiográficas para Articulação

Temporomandibular

Israel Chilvarquer, Lilian Waitman Chilvarquer, Jorge Elie Hayek,

Marcia de Mello Provenzano e Marlene Fenyo-Pereira

Introdução

Um século após a descoberta dos raios X por W. C. Röent­ gen (1895), o exame radiográfico representa uma “ferramen­ ta” fundamental do exame clínico.

Thoma, em 1949, afirmou que a validade do exame é diretamente proporcional ao número de informações que este oferece.

Assim, podemos dizer que o exame radiográfico auxilia o diagnóstico, orienta e controla a terapêutica e a sua grande valia fundamenta-se em ter a aptidão de encontrar, confir­ mar, classificar e localizar as possíveis lesões.

Devemos nos lembrar de que a imagem radiográfica convencional é uma projeção de sombras de uma estrutu­ ra tridimensional, projetada em dois planos, tendo assim a noção de altura e largura, faltando a terceira dimensão, a profundidade.

Recentemente, com o advento da chamada tecnologia digital aplicada à Radiologia, vislumbramos tecnologias que têm a capacidade de demonstrar todas as dimensões de um objeto que se pretende avaliar.

 

Capítulo 10 - Anatomia Radiográfica Dentomaxilomandibular

PDF Criptografado

Capítulo

10

Anatomia Radiográfica

Dentomaxilomandibular

Thásia Luiz Dias Ferreira, Claudio Fróes de Freitas e Áurea do Carmo

Pêpe Agulha de Freitas

Além de se conhecerem os acidentes anatômicos, por meio do estudo da anatomia topográfica descritiva, constituintes da arquitetura óssea craniofacial, é importante reconhecê-los na imagem radiográfica, em particular naquelas obtidas por meio das técnicas radiográficas intrabucais.

O estudo da anatomia radiográfica dentomaxilomandibular refere-se não só na observação dos reparos anatômicos, mas também das chamadas variações morfológicas. Cabe ressaltar que a ausência de profundidade, inerente à imagem radiográfica intrabucal é responsável pela dificuldade da identificação das estruturas anatômicas, pois estas se apresentam sobrepostas na imagem. Associados a esta característica, os diferentes acidentes anatômicos, situados na maxila e na mandíbula, são constituídos de maior ou menor conteúdo mineral, o que determinará a formação das denominadas imagens radiopacas, ou seja, referentes à ocorrência de maior densidade óssea e as imagens radiolúcidas (de menor densidade óssea).

 

Capítulo 11 - Anatomia Radiográfica Craniofacial

PDF Criptografado

Capítulo

11

Anatomia Radiográfica

Craniofacial

Marlene Fenyo-Pereira, Áurea do Carmo Pêpe

Agulha de Freitas e Alessandra Coutinho

Como parte do substrato básico de um cirurgião-dentista

(CD), para que proceda a uma interpretação radiográfica adequada, exige-se o domínio pleno das técnicas radiográficas intra e extrabucais e o conhecimento das anatomias topográfica e radiográfica da cabeça, para que possa diferenciar o anatômico das alterações patológicas que possam ocorrer.

O cirurgião-dentista deve conhecer não só as estruturas anatômicas diretamente relacionadas ao seu campo de ação, mas também às estruturas adjacentes à área de intervenção.

É importante ressaltar que a composição anatômica dos indivíduos é diferente de um para outro e, muitas vezes, até diferentes em um mesmo indivíduo, de um lado para o outro. Além disso, devem-se destacar-se, as eventuais variações anatômicas que podem ocorrer em grupos menores de indivíduos.

 

Capítulo 12 - Aspectos Radiográficos das Lesões do Periodonto e das Periapicopatias

PDF Criptografado

Capítulo

12

Aspectos Radiográficos das Lesões do Periodonto e das Periapicopatias

César Ângelo Lascala e Rodrigo Crespo Mosca

Definição

Técnicas Radiográficas

Exame radiográfico é a interpretação visual das estruturas biológicas calcificadas ou não, normais ou patológicas, obtidas através das imagens produzidas pelos raios X, em uma película sensível.

As técnicas radiográficas extrabucais como a panorâmica apresentam uma série de vantagens como, por exemplo, menos exposição do paciente aos efeitos deletérios dos raios X, visualização de ambos os maxilares e estruturas adjacentes em um único filme.

Apesar destas características, estas técnicas têm uso contraindicado em Periodontia devido à pobreza de detalhes e minúcias nas estruturas como crista óssea, lâmina dura, septo ósseo, relação margem óssea, junção amelodentinária, além de a distorção e ampliação da imagem obtida serem muito acentuada.

Em vista destes fatos, preferimos as técnicas radiográficas intrabucais do tipo periapical pelo paralelismo, com o uso do suporte porta-filme, pois apresenta várias vantagens decorrentes da incidência perpendicular dos raios X ao filme, tais como detalhamento maior na região periapical e na crista óssea alveolar, mais fidelidade na relação da crista

 

Capítulo 13 - Anomalias Dentárias de Desenvolvimento

PDF Criptografado

Capítulo

13

Anomalias Dentárias de

Desenvolvimento

Paulo Sérgio Flores Campos, Jurandyr Panella, Nilson Pena,

Janaina Araújo Dantas e Patrícia de Medeiros Loureiro Lopes

A organogênese não se processa de maneira uniforme.

O desenvolvimento das diversas estruturas se dá, de forma característica, alternando períodos de crescimento lento e rápido – os chamados “períodos críticos”.

Fica claro que todo esse processo é estabelecido por um determinante genético, e que quaisquer que sejam as perturbações de ordem ambiental, em geral nos “períodos críticos”, podem levar a alterações irreversíveis no processo de formação das diversas estruturas orgânicas, possibilitando a manifestação de anomalias.

O desenvolvimento e a formação das estruturas bucais não foge à regra. Têm-se, assim, como fatores etiológicos no surgimento das anomalias dentárias de desenvolvimento os fatores ambientais (locais ou sistêmicos) e os genéticos (congênitos ou hereditários).

 

Capítulo 14 - Tecido Ósseo: Aspectos Histofisiológicos

PDF Criptografado

Capítulo

14

Tecido Ósseo: Aspectos

Histofisiológicos

Décio Santos Pinto Júnior

O sistema esquelético é composto por 206 ossos, com grande diversidade morfológica e volumétrica, exemplificando como a forma interfere nas funções corpóreas.

O osso, além de suas funções esqueléticas de suporte, proteção e locomoção, determina a forma e o tamanho corporal e possui um papel fundamental na homeostase mineral, funcionando como depósito de cálcio, fosfato e outros íons, sendo sistematicamente controlado por fatores hormonais. Localmente, é controlado por forças mecânicas (movimentação ortodôntica), fatores de crescimento e citocinas. É também um tecido importante para a hospedagem e a formação de elementos sanguíneos.

Os ossos são classificados como longos ou achatados, com base na sua aparência macroscópica. Os ossos longos incluem o esqueleto axial, como tíbia, fêmur, rádio, ulna e úmero. Os achatados incluem todos os ossos do crânio, mais o esterno, a escápula e a pelve.

 

Capítulo 15 - Estudo Radiográfico dos Cistos dos Maxilares

PDF Criptografado

Capítulo

15

Estudo Radiográfico dos

Cistos dos Maxilares

Claudio Fróes de Freitas, Jurandyr Panella e Thásia Luiz Dias Ferreira

Cistos dos Maxilares de

Origem Epitelial

Odontogênicos de Desenvolvimento

Cisto Dentígero (cisto folicular)

O cisto dentígero é o de maior expressão dentre os cistos odontogênicos de desenvolvimento. Acredita-se que sua etiologia esteja relacionada ao epitélio reduzido do órgão do esmalte, iniciando o seu desenvolvimento, logo após a formação da coroa. O seu crescimento está relacionado ao acúmulo de líquido entre o epitélio reduzido do órgão do esmalte e a coroa do dente não irrompido; ou entre as camadas externa e interna do epitélio reduzido do órgão do esmalte.

Esse cisto tem sua maior incidência até a terceira década de vida, apresentando discreta predileção pelo gênero masculino, assim como pela etnia branca. Está mais comumente associado aos terceiros molares inferiores, seguido pelos caninos superiores, o que não impede que esteja associado a outros dentes.

 

Capítulo 16 - Lesões Ósseas Inflamatórias

PDF Criptografado

Capítulo

16

Lesões Ósseas

Inflamatórias

Ricardo Raitz e Andréa Mantesso

Introdução

Nem todas as lesões que ocorrem dentro do tecido ósseo são consideradas doenças de origem óssea. Neste e nos capítulos 17 e 18 são discutidas as lesões estritamente provenientes desse tecido, assim sendo, lesões de origem odontogênica e também algumas de origem não odontogênica encontram-se em capítulos à parte. O capítulo 19 é destinado a lesões não odontogências, mas que não se enquadram na subdivisão proposta nestes três capítulos.

O estudo das lesões de origem óssea será, então, didaticamente dividido em:

–– lesões ósseas inflamatórias;

–– lesões ósseas pseudotumorais;

–– lesões ósseas tumorais;

–– outras lesões intraósseas e não odontogênicas.

Essas lesões são abordadas com ênfase em aspectos clínico­

‑radiográficos, que são os objetivos deste livro.

Lesões ósseas inflamatórias

As lesões ósseas inflamatórias são divididas em agudas e crônicas, conforme o estado de equilíbrio entre agressor e resistência do indivíduo. Traumatismos intensos e microrganismos de alta virulência podem gerar lesões de curso agudo, o que na maioria das vezes ocorre na forma de uma lesão lítica difusa.

 

Capítulo 17 - Lesões Ósseas Pseudotumorais

PDF Criptografado

Capítulo

17

Lesões Ósseas

Pseudotumorais

Andréa Mantesso e Ricardo Raitz

Lesões Ósseas Pseudotumorais

Neste capítulo discutimos as lesões chamadas pseudotumorais. O termo pseudotumoral significa falso tumor, ou seja, essas lesões não são neoplasias verdadeiras, mas por vezes se parecem, pois exibem um crescimento expansivo até com conotações agressivas. Dentro desse grupo encontram-se as lesões que têm como componente histológico as células gigantes multinucleadas, as lesões de origem idiopática e as lesões fibro-ósseas benignas.

São apresentadas as lesões descritas em seguida:

––

––

––

––

––

Lesão central de células gigantes.

Tumor marrom do hiperparatireoidismo .

Querubismo.

Osteíte deformante (doença de Paget).

Lesões fibro-ósseas benignas.

– Displasia fibrosa:

 Monostótica;

 Poliostótica.

– Displasias cemento-ósseas.

Lesão Central de Células Gigantes

 

Capítulo 18 - Lesões Ósseas Tumorais

PDF Criptografado

Capítulo

18

Lesões Ósseas Tumorais

Ricardo Raitz e Andréa Mantesso

Dentro do universo das neoplasias, os tumores ósseos são pouco comuns. Dessa forma, em termos epidemiológicos, sua importância não é muito grande, mas apesar de pouco numerosos afetam comumente crianças ou adultos jovens, e podem apresentar um curso bastante agressivo.

O grupo de lesões ósseas é bastante divergente, apresentando desde lesões de comportamento indolente até lesões de cursos agressivos e fatais. Daí a importância de um diagnóstico rápido e preciso, além do conhecimento da extensão e do comprometimento das estruturas adjacentes.

Os tumores ósseos são classificados de acordo com um tipo celular predominante ou o tecido que eles mimetizam.

As lesões que não têm equivalente tecidual são agrupadas de acordo com as características clínico-patológicas. É difícil conhecer a incidência real dessas neoplasias, uma vez que muitos tumores benignos não são biopsiados, são assintomáticos e detectados apenas como achados radiográficos casuais. A maioria das lesões tumorais ósseas pode ocorrer em qualquer parte do corpo e em qualquer idade, porém algumas delas apresentam predileção por uma determinada faixa etária e osso.

 

Carregar mais


Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
BPP0000270344
ISBN
9788541202336
Tamanho do arquivo
42 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados