Odontologia Restauradora Estética e Funcional

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Odontologia Restauradora - Estética e Funcional: Princípios para a Prática Clínica aborda o que há de mais atual e relevante para a prática da Odontologia Restauradora. A obra apresenta uma visão inovadora acerca dos temas clássicos relativos à cariologia, ao diagnóstico, à prevenção, aos instrumentos e equipamentos e às técnicas restauradoras com diferentes materiais. Além disso, a obra reúne, de modo prático e objetivo, a literatura já publicada em compêndios e artigos científicos e a experiência dos docentes, que mediante pesquisas e atividades práticas, estabeleceram com esta obra, parâmetros que auxiliarão no ensino e aprendizado da disciplina de Dentística. Os capítulos são ilustrados com desenhos esquemáticos e fotografias sequenciais de casos clínicos, permitindo aos leitores melhor compreensão das técnicas e procedimentos descritos nos textos.

 

18 capítulos

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Capítulo 1 - Diagnóstico e Plano de Tratamento

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Capítulo

1

Diagnóstico e Plano de

Tratamento

Introdução

A palavra diagnóstico significa a determinação e julgamento de variações do normal.1 Situações anormais podem gerar desconforto, dor, perda de função e comprometimento estético. Sendo assim, o diagnóstico das diversas alterações da normalidade que acometem o sistema estomatognático é fundamental para a execução de um tratamento odontológico eficaz, visando o restabelecimento da saúde do paciente. Baseado no diagnóstico correto, um plano de tratamento racional deve ser pensado, tendo como base os conhecimentos que o profissional deve possuir acerca das diversas especialidades odontológicas, realizando assim um plano de tratamento integrado.2 O planejamento das etapas clínicas a serem seguidas é muito importante, uma vez que um plano de tratamento correto, quando mal executado, bem como um tratamento adequado, quando mal planejado, concorrerão para um resultado aquém do ideal.2,3 Na atualidade, o planejamento do tratamento deve seguir um modelo orientado pelos problemas que o paciente apresenta. Após os exames necessários, uma lista de problemas é formulada. Um a um os problemas são analisados em termos de opções de tratamento, cada uma com vantagens e desvantagens. A melhor solução para cada problema é escolhida e colocada em sequência, sendo que essa lista de soluções torna-se o plano de tratamento.2

 

Capítulo 2 - Princípios de Ergonomia Aplicados ao Atendimento Odontológico

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Capítulo

2

Princípios de Ergonomia

Aplicados ao Atendimento

Odontológico

Karen Cristina Kazue Yui

Cristiani Siqueira Barbosa Lencioni

Eliel Soares Orenha

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Nós, seres humanos, somos dotados de uma força que nos impulsiona para uma busca constante de nosso autoconhecimento e para uma melhor adaptação ao meio em que vivemos, visando melhorar e facilitar o desenvolvimento de nossas atividades para que possamos atingir um nível superior de interação, de satisfação e de bem-estar interno e externo, tanto em sociedade como individualmente. Esta força que, ao mesmo tempo induz e é induzida por esta busca, potencializa nossa capacidade de transcendência e desenvolvimento, e atualmente tem atingido proporções antes inimagináveis.1

Nos últimos anos temos verificado transformações rápidas em nossa sociedade devido à imensa quantidade, disponibilidade e transferência de informação. Da mesma forma, os hábitos e as exigências das pessoas modificam-se em uma velocidade muito maior. Isto tem possibilitado melhorias significativas nas condições de trabalho e de vida. Estratégias multi e transdisciplinares têm sido cada vez mais utilizadas para o rompimento de barreiras que antes impediam a obtenção, a transferência e a disponibilização do conhecimento.

 

Capítulo 3 - Cariologia

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Capítulo

3

Cariologia

Taciana Marco Ferraz Caneppele

Alessandra Bühler Borges

Carlos Rocha Gomes Torres

José Roberto Rodrigues

Introdução

Desde o início da história da Odontologia, o tratamento da cárie dentária tem sido focado na restauração das cavidades por meio de diversas técnicas e materiais, os quais apresentaram uma grande evolução com o passar do tempo. No entanto, a profissão ainda presenciava o desenvolvimento de lesões de cárie nas margens das restaurações, denominadas cáries secundárias, assim como novas lesões em outras superf ícies dentais. Isso ocorria porque a cárie secundária vinha sendo considerada uma entidade distinta, relacionada principalmente

à qualidade do material e à sensibilidade da técnica restauradora. Considera-se, atualmente, a cárie secundária apenas um reflexo da doença cárie, que não havia sido tratada, confirmando a importância do conhecimento de sua etiopatogenia para que se possa estabelecer adequadamente sua prevenção, evitando o surgimento de novas lesões.1 Dessa forma, a incorporação dos conhecimentos advindos da cariologia deve ser considerada como base para o sucesso do tratamento restaurador.1 O tratamento da cárie dentária, que historicamente baseava-se apenas na reparação do dano, é atualmente considerado inadmissível. A visão moderna é que a cárie dentária é uma doença infectocontagiosa que resulta na destruição do órgão dental, formando as lesões, que nada mais são que sinais clínicos de

 

Capítulo 4 - Instrumental e Equipamentos

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Capítulo

4

Instrumental e Equipamentos

Sérgio Eduardo de Paiva Gonçalves

Cesar Rogério Pucci

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

A história da Odontologia seguiu paralela e concomitante à história da Medicina, onde o Homem buscou a solução para o grande mal da humanidade: a DOR. A partir dos achados arqueológicos e representações artísticas, percebe-se o desenvolvimento de instrumentos que possibilitaram a realização de intervenções que visavam o restabelecimento da saúde do indivíduo acometido de algum mal (Fig. 4.1A). Evidências arqueológicas de tratamentos dentários datam de 5.000 anos a.C., porém pouco se conhece dos métodos e equipamentos por eles utilizados.1 No entanto, antes do desenvolvimento da anestesia, os procedimentos representavam verdadeiros rituais de tortura, executados por práticos barbeiros-cirurgiões e que faziam parte da rotina das cidades. Essas cenas pitorescas foram ilustradas por grandes mestres da pintura que, sensivelmente, retrataram as expressões de pânico dos que eram submetidos às intervenções, bem como os acessórios cirúrgicos, as técnicas aplicadas e as condições de trabalho (Fig. 4.1B, C e D).1

 

Capítulo 5 - Nomenclatura e Classificação das Cavidades e Preparos Dentais

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Capítulo

5

Nomenclatura e Classificação das

Cavidades e Preparos Dentais

Carlos Rocha Gomes Torres

Nomenclatura das Partes

Constituintes das Cavidades e Preparos Dentais

A palavra nomenclatura significa um conjunto de palavras, termos, sons ou sinais peculiares a uma Arte ou Ciência, pelos quais os indivíduos de uma mesma profissão são capazes de se entender.

Portanto, para que os profissionais da Odontologia possam se comunicar com seus colegas e pessoal auxiliar, assim como compreender os assuntos que serão apresentados mais adiante, neste livro, como os preparos dentais, é fundamental que seja dominado com perfeição o vocabulário específico e frequentemente usado.

Uma série de processos patológicos que podem ocorrer na cavidade bucal são capazes de originar lesões na estrutura dental. Dentre eles temos a doença cárie, fraturas decorrentes de traumatismos, lesões de abfração resultantes de sobrecarga oclusal associada a uma oclusão desbalanceada, erosão do esmalte dental em decorrência do contato com substâncias ácidas provenientes da dieta ou refluxo gastroesofágico, além de abrasões ocasionadas pelo atrito constante de objetos duros sobre os dentes. Independentemente da causa, para que a estrutura dental possa ser restaurada e os dados referentes ao procedimento sejam registrados e co-

 

Capítulo 6 - Princípios Gerais do Preparo Dental

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Capítulo

6

Princípios Gerais do

Preparo Dental

Carlos Rocha Gomes Torres

Aspectos Gerais

No passado, a maioria dos tratamentos restauradores eram devidos à doença cárie, e o termo cavidade era usado para descrever uma lesão cariosa que progrediu até o ponto em que parte da estrutura dental foi destruída. O dente foi cavitado, ocorrendo quebra na sua integridade estrutural, sendo referida como uma cavidade. De forma semelhante, quando um dente afetado foi reparado, o corte ou preparo da estrutura dental remanescente, para receber o material restaurador, foi referido como preparo cavitário.

Atualmente, muitas indicações para o tratamento dos dentes não são decorrentes de lesões de cárie, não devendo então o preparo dos dentes ser referido como preparo cavitário, mas como preparo dental.1

Será apresentada neste capítulo uma série de princípios que devem ser considerados no momento do preparo dos dentes afetados para que eles possam ser restaurados adequadamente. Para uma Odontologia

 

Capítulo 7 - Isolamento do Campo Operatório

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Capítulo

7

Isolamento do Campo

Operatório

Alessandra Bühler Borges

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Isolamento Absoluto

O trabalho realizado nos tecidos dentais é dificultado pela presença dos tecidos moles e da saliva, que banha a cavidade bucal constantemente. Para que se possam realizar adequadamente os procedimentos restauradores e preventivos, é necessário que se realize o isolamento dos dentes que receberão o tratamento restaurador. Pode-se definir o isolamento do campo operatório como o conjunto de procedimentos que visa eliminar ou minimizar a umidade, afastar e proteger os tecidos moles para facilitar o acesso e a visualização, reduzir o número de microrganismos na região do procedimento realizado, bem como proteger as vias respiratória e digestiva do paciente.

O isolamento pode ser realizado de duas formas, sendo uma delas relativa e a outra absoluta em relação à garantia do controle da umidade. O isolamento relativo envolve, entre outros materiais, o uso de absorventes salivares, fios de afastamento e sugadores de saliva. Contudo, em virtude de suas dificuldades inerentes, o controle total da umidade é trabalhoso e dif ícil. Já o isolamento absoluto, como o próprio nome traduz, implica no uso de um lençol de borracha visando eliminar completamente os fluidos do campo operatório. Quando adequadamente realizado, o controle da umidade com o isolamento absoluto é simples e eficaz.

 

Capítulo 8 - Sistema de Matrizes e Cunhas

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Capítulo

8

Sistema de Matrizes e Cunhas

Cesar Rogério Pucci

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Diversos são os motivos que podem levar à perda de parte da estrutura dental, tais como doença cárie, traumatismos, atrito, sobrecarga oclusal e acidez bucal de origem não bacteriana, dentre outros.

Independentemente da causa, a restauração dessa estrutura deve devolver a forma, função e estética perdidas, usando um material restaurador artificial.

Estes materiais apresentam consistência plástica para que possam ser inseridos na cavidade, e então passam por alguma reação de presa, mantendo a forma e restituindo a face ou faces perdidas. Em determinadas situações, como na superf ície oclusal de dentes posteriores (Classe I) ou nas faces vestibular e lingual dos dentes anteriores (Classe V), os preparos dentais apresentam paredes circundantes que irão confinar o material restaurador, facilitando o procedimento (Fig. 8.1A). Contudo, nos casos em que as cavidades envolvam as superf ícies proximais, na presença do dente adjacente, é praticamente impossível garantir a restituição perfeita das faces perdidas caso o material seja inserido diretamente na cavidade, pois ele escoará e invadirá o espaço interproximal e as ameias vestibular e lingual. Para solucionar esse problema técnico, é necessário que algo seja usado como suporte artificial temporário para o material restaurador até que ele tome presa, permitindo que o contorno e a lisura da superf ície

 

Capítulo 9 - Proteção do Complexo Dentina-Polpa

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Capítulo

9

Proteção do Complexo

Dentina-Polpa

Adriana Cristina de Mello Torres

Ana Paula Martins Gomes

Claudio Hideki Kubo

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Diversos fatores podem resultar na agressão ao

órgão dental, como as lesões por cárie, traumatismo, lesões não cariosas de erosão, abrasão, abfração, etc. Independentemente da causa, a restauração deve restituir a forma, função e a estética da estrutura dental, evitando-se ao máximo agredir o delicado equilíbrio biológico existente. Sendo assim, os procedimentos de preparo dental devem ser realizados com muito de cuidado, evitando sobreaquecer ou expor o tecido pulpar. Os materiais restauradores empregados não devem ser uma fonte de irritação à polpa, mas deve protegê-la das agressões externas. Dessa forma, o conhecimento da fisiologia do complexo dentina-polpa, assim como dos materiais e técnicas restauradoras, são essenciais para o exercício de uma Odontologia voltada à mínima intervenção e máxima preservação da estrutura dental.

 

Capítulo 10 - Preparos para Restaurações de Amálgama

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Capítulo

10

Preparos para Restaurações de Amálgama

Carlos Rocha Gomes Torres

Aspectos Gerais

O amálgama de prata é um material dentário utilizado há muito tempo para restaurar os dentes afetados pela doença cárie. Embora seja muito combatido na atualidade pelo uso do mercúrio e pela estética desfavorável, ainda é bastante utilizado para restaurar dentes posteriores, principalmente por sua versatilidade, seu baixo custo e por suas excelentes propriedades f ísicas, resultando em restaurações de alta qualidade e grande durabilidade. Como grande desvantagem, esse material não apresenta adesão à estrutura dental, tornando necessário que determinadas características específicas sejam observadas na forma do preparo, para que dente e restauração possam resistir ao estresse mastigatório.

Neste capítulo, abordarmos os passos necessários para a realização do preparo dental para a confecção de restaurações de amálgama, de modo a habilitar o leitor a realizar esse procedimento. Durante o treinamento inicial dos estudantes de Odontologia, todas as etapas devem ser realizadas em manequins com simulação das lesões cariosas. O uso de manequins sem as lesões simuladas, com os dentes

 

Capítulo 11 - Restaurações de Amálgama

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Capítulo

11

Restaurações de Amálgama

Carlos Rocha Gomes Torres

Considerações Gerais

Um amálgama significa qualquer material que contenha mercúrio como principal elemento em sua composição. Uma combinação específica baseada numa mistura de liga de prata-estanho com mercúrio é chamado de amálgama dental.

Ele é comprimido em uma cavidade preparada, tornando-se sólido após a cristalização.1 É um dos materiais restauradores mais antigos ainda em uso. Existem textos chineses antigos, datando de

659 d.c., que descrevem o uso da chamada pasta de prata para restaurar dentes. Existe um texto de

1505 que descreve a composição da referida pasta, que deveria ser preparada com 10 partes de mercúrio, 4,5 partes de prata e 9 partes de zinco. Por volta de 1833, esse material foi trazido da Europa para os

Estados Unidos da América, causando grande insatisfação por parte dos profissionais da época, que aceitavam que apenas o ouro coesivo deveria ser utilizado para restauração. Isso deu origem à chamada "guerra do amálgama", na qual a associação odontológica da época se opunha veementemente ao uso deste material, tentando obrigar todos os membros a nunca empregarem amálgama. Essa atitude levou ao seu fim prematuro pelo afastamen­to da maioria dos seus afiliados.2 A padronização da liga de amálgama e sua maior aceitação se deram com a padronização de sua composição pelo pro-

 

Capítulo 12 - Grandes Reconstruções de Amálgama

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Capítulo

12

Grandes Reconstruções de

Amálgama

Carlos Rocha Gomes Torres

João Cândido de Carvalho

Aspectos Gerais

Em virtude de suas propriedades mecânicas, as restaurações de amálgama devem ser sempre suportadas e protegidas pela estrutura dental remanescente. O amálgama tem alta resistência à compressão, embora apresente baixa resistência à tração. Dessa maneira, podemos dizer que o amálgama é plenamente capaz de suportar as cargas oclusais quando as forças de compressão são predominantes. Contudo, no caso de restaurações de cúspides, o material será submetido a diversas tensões de tração, o que pode favorecer sua fratura. Segundo Barrancos

Mooney, uma restauração definitiva será mais frágil quanto maior a superf ície dentária a reconstruir, considerando as grandes reconstruções de amálgama como restaurações semipermanentes.1 Outra dificuldade é que uma anatomia oclusal e contorno adequados algumas vezes são dif íceis de obter com as grandes restaurações.2 Sendo assim, de forma ideal, sempre que necessitássemos restaurar cúspides perdidas, deveríamos optar por restaurações indiretas ou semidiretas, quer sejam metálicas fundidas, de porcelana ou resina composta de uso laboratorial.2 Por outro lado, o fator econômico, muitas vezes, é determinante no momento de selecionar o material restaurador a ser empregado. Na impossibilidade de uma restauração indireta, a melhor opção é realmente o amálgama de prata.2 Quando bem

 

Capítulo 13 - Fotopolimerizadores

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Capítulo

13

Fotopolimerizadores

Claudio Hideki Kubo

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Há muito tempo a energia luminosa vem sendo utilizada em procedimentos odontológicos. Entretanto, na década de 1970, o uso da luz para promover a polimerização de materiais restauradores começou a ser realizado, impulsionando o desenvolvimento de diversos materiais fotoativados, assim como dos aparelhos de fotopolimerização. Estes passaram a ser empregados nas várias especialidades odontológicas, tornando o emprego da luz algo quase indispensável para muitos procedimentos clínicos. Sendo assim, o entendimento dos conceitos do processo de fotoativação, das propriedades f ísicas da luz e químicas da polimerização, assim como o funcionamento básico dos aparelhos fotopolimerizadores passou a ser um item fundamental na formação do profissional cirurgião-dentista.

Contudo, de acordo com Fanet al,1 mais de 37% das restaurações de resina composta são polimerizadas de forma insuficiente, demonstrando que os conhecimentos teóricos e a qualidade das atividades práticas dos profissionais quanto ao uso das fontes de luz ainda estão aquém do necessário.

 

Capítulo 14 - Restaurações de Resina Composta em Dentes Anteriores

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Capítulo

14

Restaurações de Resina

Composta em Dentes Anteriores

Carlos Rocha Gomes Torres

Alessandra Bühler Borges

Aspectos Gerais

A resina composta é o material restaurador direto mais popular entre os profissionais da atualidade e o mais requisitado pelos pacientes, tanto em dentes anteriores quanto em posteriores. Seu principal diferencial é a estética, por apresentar cor compatível com a estrutura dental remanescente.

Em dentes anteriores, é a melhor alternativa para restaurar a forma, função e estética perdidas. Outra grande vantagem é a sua adesão à estrutura dental, que é capaz, além de proporcionar retenção, também possibilitar o reforço do remanescente.1 O desenvolvimento dos adesivos dentais propiciou uma profunda mudança de paradigma em relação ao preparo dental, contribuindo para o surgimento da filosofia da Dentística minimamente invasiva.

Com o reconhecimento do fato de que a incidência de cárie dentária pode ser substancialmente reduzida ou totalmente evitada, além do fato de que algumas lesões de cárie podem ser contidas, permanecendo como uma cicatriz, ou até mesmo revertidas e virem a desaparecer, a necessitada restauradora tem diminuido consideravelmente. A abordagem cirúrgica de lesões cariosas cavitadas sem a conscientização por parte do paciente e do profissional em relação à cárie como doença multifatorial leva, em geral, ao fracasso em curto prazo, além da possibilidade de ocorrerem novas lesões

 

Capítulo 15 - Restaurações de Resina Composta em Dentes Posteriores

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Capítulo

15

Restaurações de Resina

Composta em Dentes Posteriores

Carlos Rocha Gomes Torres

Aspectos Gerais

Com a grande demanda por procedimentos estéticos que se constata na sociedade moderna, o uso da resina composta na restauração dos dentes posteriores tem crescido muito na última década.

Sempre que os pacientes são questionados sobre qual material restaurador preferem, um de coloração metálica ou outro da mesma cor dos dentes, praticamente todos optam pelas restaurações estéticas, mesmo que sejam informados de suas limitações. Embora resultem em uma estética bastante favorável, as restaurações de resinas compostas em dentes posteriores apresentam algumas desvantagens em relação às restaurações de amálgama. Contudo, quando corretamente indicadas, esse tipo de restauração pode ter um desempenho clínico satisfatório. As restaurações de resina composta são utilizadas atualmente em cerca de 50% ou mais de todas as restaurações diretas em dentes posteriores.1

 

Capítulo 16 - Procedimentos Preventivos e Restauradores Minimamente Invasivos

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Capítulo

16

Procedimentos Preventivos e

Restauradores Minimamente

Invasivos

Alessandra Bühler Borges

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Os objetivos da Odontologia Restauradora nos dias atuais são prevenir, preservar e conservar as estruturas dentais sadias, minimizando ao máximo o desgaste da estrutura dental necessária para a confecção de restaurações, nos casos em que as mesmas se fazem necessárias. A Odontologia minimamente invasiva faz parte de uma evolução natural, determinada pela informação acumulada pela Cariologia, que envolve o conhecimento da etiologia da doença cárie, bem como do desenvolvimento das técnicas e mecanismos voltados à sua prevenção ou paralisação. Reconhece-se, hoje, que a cárie dentária é uma doença reversível que se inicia com a desmineralização do dente e pode, eventualmente, progredir até uma cavitação se os fatores de risco não forem controlados.1

A Odontologia minimamente invasiva envolve procedimentos como remineralização, aplicação de selantes de fóssulas e fissuras, infiltração de cárie, uso do ozônio e restaurações conservadoras de resina composta. Esses procedimentos, com as medidas preventivas, como modificação da dieta, controle regular de placa bacteriana, administração de fluoretos em baixa concentração e alta frequência, bem como a melhora nos hábitos de higiene bucal, podem reduzir o aparecimento da doença cárie e preservar a estrutura dental sadia.2

 

Capítulo 17 - Facetas Estéticas Diretas

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Capítulo

17

Facetas Estéticas Diretas

Maria Filomena Rocha Lima Huhtala

Clovis Pagani

Carlos Rocha Gomes Torres

Aspectos Gerais

A estética facial tem um papel importante no bem-estar do ser humano, na sua autoestima, condição emocional, sucesso social e inserção profissional. O sorriso é fundamental na constituição de um ótimo padrão estético. Um sorriso estético depende da harmonia de formas e cores que os dentes anteriores apresentam. Além disso, o alinhamento destes dentes e a sua disposição harmoniosa na arcada são fundamentos básicos para a obtenção deste equilíbrio estético.1-3 Entretanto, nem sempre os dentes estão distribuídos de forma harmoniosa e equilibrada na arcada dentária.

As causas dessa desarmonia são as mais diversas, como as más formações de origem genética ou de desenvolvimento do dente, alterações estruturais causadas pela doença cárie, modificações cromáticas ou ainda perdas da estrutura dental por traumatismos advindos de acidentes.

 

Capítulo 18 - Sensibilidade Dental de Origem Não Cariosa

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Capítulo

18

Sensibilidade Dental de Origem

Não Cariosa

Eduardo Bresciani

Carlos Rocha Gomes Torres

Introdução

Os episódios de dor/sensibilidade pulpar não relacionados a lesões cariosas vêm apresentando maior prevalência devido ao aumento da expectativa de vida da população e da maior sobrevida dos dentes; este último fato resultante de medidas preventivas e do melhor entendimento do processo da doença cárie. Tais situações clínicas são frequentemente observadas, tornando-se oportuno este capítulo para a discussão da hipersensibilidade dentinária e a síndrome do dente trincado, considerando-se a etiologia, o mecanismo de ação e as opções de tratamento. Dessa maneira, pretende-se auxiliar o profissional no aprimoramento do diagnóstico, prevenção e plano de tratamento de seus pacientes frente a estas situações clínicas, e ainda propiciar a resolução dos anseios e necessidades dos pacientes de forma mais eficaz.

Hipersensibilidade Dentinária

 

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