Interação Odontopediátrica - Uma Visão Multidisciplinar

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O livro apresenta uma interação da Odontopediatria com outras especialidades da Odontologia, mostrando procedimentos clínicos voltados para a criança interagindo com a prevenção, ortodontia preventiva, psicologia aplicada à criança, radiologia, endodontia, prótese, cirurgia e dentística, assim como aspectos relacionados à pacientes portadores de necessidades especiais. Está dirigido para cirurgiões dentistas clínicos e especialistas em Odontopediatria, assim como alunos de graduação e principalmente pós-graduação a nível de Especialização.

 

20 capítulos

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1 - Alterações no Desenvolvimento Dentário

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Alterações no

Desenvolvimento Dentário

Capítulo

1

Maristela Honório Cayetano | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

Introdução

Distúrbios ocorridos durante as fases do desenvolvimento do germe dentário, seja ele de um dente decíduo ou permanente, podem resultar em alterações genericamente denominadas anomalias dentárias, detectadas, em sua maioria, no momento da avaliação clínica e/ou radiográfica. Os agentes etiológicos determinantes de tais anomalias podem ser agrupados em hereditários e adquiridos, sendo estes

últimos de origem sistêmica ou local. O tipo de anomalia, grau de acometimento e germes dentários envolvidos dependem do agente etiológico, de sua intensidade, do momento em que se fez presente e da duração de sua ação. Assim, um mesmo agente etiológico, agindo em fases diferentes do desenvolvimento dentário, pode resultar em anomalias diferentes.

Todos os dentes humanos, 20 dentes decíduos e 32 dentes permanentes, desenvolvem-se como unidades anatomicamente distintas, embora o processo de desenvolvimento básico seja semelhante (Avery, 2000). No quadro 1, estão apresentadas as fases deste desenvolvimento. Em cada uma delas ocorrem inúmeros e importantes eventos histológicos, resultando, ao final, na formação do dente. Além de eventos celulares, atualmente já foram identificados vários eventos moleculares, essenciais ao desenvolvimento dos tecidos dentários.

 

2 - Características e Avaliação da Dentadura Decídua

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Características e Avaliação da Dentadura Decídua

Capítulo

2

Elina Mara da Silva Marcomini | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

A observação das características da dentadura decídua pelo odontopediatra é um fator primordial na avaliação dos tipos esperados da futura arcada dentária.

Assim sendo, deve-se dar ênfase especial aos tratamentos preventivos, tratando os problemas em seus estágios mais iniciais. A preservação da dentadura decídua em condições normais é importante para a oclusão dos dentes permanentes.

A Odontopediatria e a Ortodontia muito têm feito para prevenir os problemas futuros, evitando assim manobras terapêuticas mais difíceis.

Toda alteração nas estruturas dentárias, tais como lesão cariosa com perda de substância dentária nas faces superfícies proximais e/ou oclusais resultam em encurtamento da arcada e do espaço, assim como a perda da dimensão vertical. A perda precoce dos dentes decíduos é responsável pelos problemas de maloclusões na futura dentadura. É necessário, então, que o cirurgião-dentista tenha conhecimento da arcada dentária decídua normal.

 

3 - Características da Dentadura Mista

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Características da

Dentadura Mista

Capítulo

3

Elina Mara da Silva Marcomini | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

A dentadura mista inicia-se aproximadamente aos 6 anos de idade e se estende até aos 12 anos, sendo um intenso período de crescimento dos maxilares e desenvolvimento da dentadura.

Segundo Moyers (1960), durante a fase de dentadura mista, os processos alveo‑ lares da maxila e mandíbula suportam o maior número de dentes, são 48 dentes ao todo, 20 decíduos e 28 permanentes em formação. Durante essa fase, está ocorrendo uma série de processos complicados, dentre eles a reabsorção de raízes dos decíduos e a formação de coroas e raízes dos permanentes e, consequentemente, o aumento em altura do processo alveolar e o movimento de erupção dos dentes permanentes através do osso alveolar.

Aos 6 anos de idade, aproximadamente, irrompem os primeiros molares permanentes, dando início à dentadura mista, curva de Spee e de Wilson, proporcionando o aumento da dimensão vertical, aumentando considerável e sucessivamente a dimensão anteroposterior com a erupção dos primeiros e segundos molares permanentes, que se mantinha estável na dentadura decídua.

 

4 - Atendimento Longitudinal e Continuado na Clínica

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Atendimento Longitudinal e

Continuado na Clínica

Capítulo

4

Maria Cristina Ferreira de Camargo | Adriana Ferreira de Camargo Miori | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

O campo de ação da Odontopediatria é vasto, dinâmico e muito abrangente.

Diz respeito à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento integral da criança, em todos os aspectos relacionados ao sistema estomatognático, suas estruturas estáticas e dinâmicas, nas diferentes idades e fases do desenvolvimento.

A Odontopediatria é uma filosofia de tratamento concentrada em estudar, conhecer e interpretar crescimento e desenvolvimento, objetivando o diagnóstico seguro para acompanhar e, se necessário, alterar o padrão de crescimento, conferir mais resistência às enfermidades e alcançar um sistema perfeito no sentido funcional e estético. Nesta linha de pensamento, educação e prevenção têm um papel fundamental.

Desde o nascimento até a definição da dentadura permanente, a criança passa por momentos, situações e problemas diferentes, e as condutas profissionais nesses períodos de transformação são diversas, tanto para o bebê quanto para as crianças com 3, 6, 9 ou 11 anos de idade. São igualmente distintas as condutas quando se pensa no dente isoladamente, preocupando-se em prevenir, diagnosticar e tratar lesões de cáries ou traumatismos. A atuação nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças periodontais e da maloclusão durante o desenvolvimento é a mesma.

 

5 - Psicologia - Motivação - Desenvolvimento Psicológico da Criança

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Psicologia – Motivação –

Desenvolvimento Psicológico da Criança

Capítulo

5

Parte I – Psicologia Aplicada

A Especialidade Odontopediátrica

João Bausells | Rosa Anita Rocca | Katiane Ruiz Mazzini | Martha Suemi Sakashita | Sosígenes Victor Benfatti

A evolução cultural e científica pela qual passa a sociedade traz consigo a necessidade de novas especialidades. Entre elas está a Odontopediatria, destinada ao atendimento da criança, que é um ser em crescimento e desenvolvimento, diferenciado do adulto, quer seja física ou psicologicamente, e que exige atendimento especializado. O cirurgião-dentista tem que ter conhecimento do desenvolvimento infantil, das etapas e dos comportamentos esperados em cada faixa etária, mas esses conhecimentos sobre comportamento não devem ser levados como regras, e sim como forma de auxílio, pois uma criança em determinada faixa etária pode ter comportamento diferente do correspondente à sua faixa etária. Por esse motivo, para exercer a Odontopediatria, são necessários conhecimentos que devem abranger não só o campo técnico, mas também o psicológico.

 

6 - Medidas Preventivas

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Medidas Preventivas

Capítulo

6

Parte I – Selantes de Fossas e Fissuras

João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti | Maristela Honório Cayetano

A alta suscetibilidade de superfícies contendo fossas e fissuras, em especial as oclusais, ao desenvolvimento da doença cárie já é bem reconhecida clínica e cientificamente. Embora as superfícies oclusais constituam apenas 12,5% de todas as superfícies dentárias encontradas na dentadura permanente, a maioria das novas lesões de cárie diagnosticadas estão presentes nestas superfícies. Além da complexidade morfológica que podem apresentar, as superfícies oclusais apresentam composição química rica em íons secundários, principalmente magnésio e carbonato, que lhes conferem menos resistência à dissolução ácida. Ainda, deve-se considerar que o esmalte de dentes recém-erupcionados contém 10% menos quantidade mineral quando comparado com o esmalte de dentes que já sofreram sua completa maturação pós-eruptiva.

A alta prevalência de cárie nas superfícies oclusais motivou a busca de alternativas para sua redução. A odontotomia profilática foi proposta por Hyatt (1923), onde sulcos hígidos eram preparados e restaurados com uma liga de prata. Bodecker

 

7 - Atuação Preventiva na Clínica Odontopediátrica Particular

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Atuação Preventiva na Clínica

Odontopediátrica Particular

Capítulo

7

Jaqueline Braga Barbosa | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

Introdução

A conscientização do profissional e da população a respeito da importância da prevenção tem despertado a valorização da promoção de saúde bucal na clínica odontológica atual.

Como consequência disso, observamos uma queda marcante da hegemonia da Odontologia curativa do topo da escala de valores nos tratamentos odontológicos, que, quando necessária, encaixa-se em um dos momentos do próprio processo preventivo, podendo-se dizer num segundo plano quando comparado à parte do processo que procura, mais do que tratar as consequências das doenças bucais, identificar e eliminar as causas, promovendo equilíbrio e orientação para a condição de saúde bucal.

Em contrapartida, o processo de incorporação da filosofia preventiva na

Odontologia ainda não está completo, mediante a ideia anterior que prevalece em boa parte dos pais e profissionais, que tiveram um primeiro contato com a realidade curativa em seus estudos ou em suas próprias experiências de vida.

 

8 - Laser em Odontopediatria

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Laser em Odontopediatria

Capítulo

8

Juçaira Stella Giusti | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

O grande avanço da ciência médica nos últimos tempos proporcionou o desenvolvimento dos mais variados aparelhos que contribuíram para melhorar a qualidade de diagnóstico, precisão de procedimentos e redução de intervenções traumáticas. Também os profissionais da área odontológica buscam alternativas mais eficazes e menos traumáticas para o tratamento odontológico, principalmente os odontopediatras focados no atendimento precoce.

Embora o laser seja há muito tempo empregado no campo da Física e na

área biológica, é uma terapêutica pouco utilizada junto à classe odontológica.

Mas esse quadro vem se alterando a cada dia, e hoje ele possui várias aplicações em Odontopediatria.

• Aceleração no processo de cicatrização.

• Diminuição da dor e do edema pós-operatório.

• Analgésico e auxiliar na redução do tempo de resolução de casos de estomatites aftosas, lesões herpéticas e pré-anestesia.

 

9 - Diagnóstico por Imagens - Radiologia Aplicada à Odontopediatria

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Diagnóstico por Imagens –

Radiologia Aplicada a`

Odontopediatria

Capítulo

9

Maristela Honório Cayetano | João Bausells | Ângela Cristina Cilense Zuanon | Sosígenes Victor Benfatti

Os raios X foram descobertos por Wilhelm Conrad Röntgen em 8 de novembro de 1895 e a primeira radiografia dentária foi realizada pouco tempo depois por

Otto Walkhoff, em 22 de novembro do mesmo ano (Fig. 9.1).

Nos dias atuais, não imaginamos a Odontologia sem o auxílio do exame radio­ gráfico como um meio auxiliar de diagnóstico, sendo indispensável a realização de exame clínico e anamnese adequados, principalmente em situações de emergência.

Em crianças, o exame radiográfico é fácil de utilizar e auxilia no condiciona­ mento, ajudando a “ganhar a confiança” da criança, por ser um procedimento rela­ tivamente simples e de fácil aceitação.

Fig. 9.1 – Wilhelm Conrad

Röntgen.

Importância do Exame Radiográfico em Odontopediatria

 

10 - Procedimentos Ortodônticos Preventivos

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Procedimentos Ortodônticos

Preventivos

Capítulo

10

Elina Mara da Silva Marcomini | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

Prevenção da Maloclusão

A Ortodontia Preventiva ocupa uma posição de destaque na Odontologia, pois tem o papel de prevenir, interceptar e mesmo orientar atuando em fase bem precoce do desenvolvimento da criança.

Nós acreditamos que lnterlandi (1968) foi bastante feliz em sua colocação quanto ao conceito e abrangência da Ortodontia Preventiva, baseado nos níveis de saúde de Leavelll e Clarck (1958), classificando-os como descrito a seguir.

Ortodontia Preventiva Primária: o procedimento preventivo será o de manter a melhor condição de saúde, visto que a maloclusão não se manifestou ainda. Os procedimentos baseiam-se em qualquer medida que evite a instalação da maloclusão.

• Nível 1- Geral: está intimamente ligada às orientações de manutenção e higienização dentária, hábitos alimentares, interferências emocionais que possam produzir compulsão e, como consequência, hábitos nocivos.

 

11 - Hábitos Bucais

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Hábitos Bucais

Capítulo

11

João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti | Elina Mara da Silva Marcomini | Ângela Cristina Cilense Zuanon

Os hábitos bucais indesejáveis constituem fatores extrínsecos causadores de maloclusões e podem ser vistos como causas prováveis de determinação direta ou indireta de desvios na morfologia dentoalveolar. Se o cirurgião-dentista estiver preparado para atender problemas oclusais determinados por pressões anormais sobre as arcadas dentárias, poderá intervir precocemente, evitando problemas futuros.

Durante a infância, a boca é o elemento mais importante do corpo, sendo o

órgão de contato, através do qual a criança obtém o ar e o alimento e, ao mesmo tempo, explora seu corpo e faz contato com o meio ambiente que a rodeia.

Os hábitos resultam da repetição de um ato que inicialmente tem finalidade determinada. Assim, quando a sucção é realizada sem fins nutritivos pela prática repetitiva, pode condicionar a instalação de um hábito indesejável. Nós devemos lembrar que o hábito não deve ser confundido com o vício, pois este tem fundo farmacológico. A realização do ato no início é consciente, até que se automatiza e torna-se inconsciente, desenvolvendo tanto os hábitos corretos desejáveis quanto os incorretos indesejáveis.

 

12 - Cirurgia

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Cirurgia

Capítulo

12

João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti | Celso Kanemitsu Nakassima | Alberto Carlos Botazzo Delbem

A Cirurgia Oral aplicada à criança obedece aos mesmos princípios técnicos usados para os adultos com algumas modificações determinadas pela própria natureza do paciente que se encontra em estágio de desenvolvimento e crescimento. A cavidade bucal é pequena e, em algumas vezes, dificulta o acesso, os maxilares estão em processo de crescimento e desenvolvimento e a dentadura está num contínuo estado de modificação com erupções dentárias e reabsorções radiculares.

A estrutura óssea de uma criança possui uma quantidade maior de substâncias orgânicas, tornando o osso mais maleável e flexível e menos propenso à fratura.

Algumas vezes, podem ocorrer traumatismos hemorrágicos intraósseos durante um ato cirúrgico, podendo levar à evolução de cistos hemorrágicos, pois o osso jovem contém espaços medulares maiores, o que podem ser responsáveis pela difusão mais rápida das infeções como a osteomielite.

 

13 - Traumatismo em Odontopediatria

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Traumatismo em

Odontopediatria

Capítulo

13

João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti | Maristela Honório Cayetano

Os acidentes traumáticos que incluem dentes anteriores decíduos e permanentes, além de representarem um traumatismo físico, constituem um grande trauma psicológico, muitas vezes maior para os pais que para a própria criança

As lesões traumáticas nos dentes anteriores são ocorrência constante no tratamento odontopediátrico, exigindo que o profissional esteja capacitado para solucionar problemas físicos e emocionais da criança e de seus familiares.

No traumatismo dentário, a hiperemia pulpar está sempre presente e é de difícil diagnóstico e previsão. Pode sobrevir um processo degenerativo irreversível, por congestão e alteração do fluxo sanguíneo, levando à necrose pulpar e intervascular.

Junto com as lesões dentárias podem ocorrer lesões dos tecidos ósseos e moles.

Para Ellis e MacEwen (1952), existe predisposição maior ao traumatismo em indivíduos de Classe II divisão I de Angle e Classe I com protusão, sendo os dentes mais afetados os incisivos centrais superiores, seguidos dos laterais superiores, centrais inferiores e laterais inferiores. Camargo (1979) e Guedes-Pinto (1988) verificaram ainda nos casos examinados que as porções mais atingidas das estruturas dentárias foram o esmalte e a dentina.

 

14 - Tratamento Endodôntico na Dentadura Decídua

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Tratamento Endodôntico na

Dentadura Decídua

Capítulo

14

Maristela Honório Cayetano | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

A dentina é um tecido conjuntivo diferenciado secretado pela polpa. Os odontoblastos, no entanto, modificam a dentina no decorrer de toda a vida do dente.

A dentina é um tecido conjuntivo calcificado que possui milhares de canalículos por milímetro quadrado. A dentina entre os canalículos é chamada de dentina intracanalicular, a qual é rica em matriz orgânica e menos calcificada que a dentina pericanalicular.

Os canalículos dentinários convergem para a polpa, portanto, quando a dentina é removida, a dentina remanescente apresenta canalículos com maior diâmetro

(tornando-se mais permeável).

Quando a dentina sofre ataque ácido, a permeabilidade dentinária também é afetada.

A polpa desenvolve cinco funções: indução, formação, nutrição, defesa e inervação do complexo dentinopulpar.

As principais células presentes na polpa dental são odontoblastos, fibroblastos, células indiferenciadas e as de defesa.

 

15 - Tratamento Endodôntico em Dentes Permanentes Jovens com Rizogênese Incompleta, Apicigênese e Apicificação

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Tratamento Endodôntico em

Dentes Permanentes Jovens com Rizogênese Incompleta,

Apicigênese e Apicificação

Capítulo

15

Maristela Honório Cayetano | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

O tratamento endodôntico de dentes permanentes jovens com ápice aberto apresenta várias dificuldades e peculiaridades quando comparado com o tratamento endodôntico de dentes completamente formados.

O fechamento apical ocorre de 2 a 3 anos após a erupção.

Histologicamente, são considerados dentes permanentes jovens com rizogênese incompleta aqueles que não apresentam dentina apical revestida por cemento.

Radiograficamente, consideramos dentes com rizogênese incompleta aqueles em que o extremo apical não atingiu o estágio 10 de Nolla (ver Cap. 10).

Assim como em todo tratamento endodôntico, o diagnóstico correto é importante para que possamos realizar um plano de tratamento adequado e consequentemente obtermos um prognóstico favorável.

Diagnóstico

 

16 - Dentística Restauradora Clássica e Moderna

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Dentística Restauradora

Clássica e Moderna

Capítulo

16

Luís Anselmo Mariotto | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

Embora com todo avanço tecnológico surgido com a evolução da Odontologia

Preventiva, nota-se que lesões de cárie estão presentes em uma grande parcela da população brasileira. Dessa forma, torna-se necessário permitir ao cirurgião-dentista, meios para restabelecer problemas como cáries, fraturas, malformações dentárias, entre outros.

A Odontologia atual ainda segue uma tendência clássica nos procedimentos restauradores; dessa forma, utilizam-se materiais que requerem preparos, com características que permitam a este obter forma de contorno, retenção, resistência, conveniência, para êxito nesses procedimentos restauradores. Com o surgimento de materiais com retenção micromecânica e adesão à estrutura dentária, parte dessa preocupação com os preparos cavitários deixou de ser tão importante e facilitou em muito a prática clínica diária do profissional e, ainda, com grande economia de estrutura dental para o paciente, sendo visto como um avanço na Odontologia.

 

17 - Reabilitação Bucal em Odontopediatria

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Reabilitação Bucal em

Odontopediatria

Capítulo

17

João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

Reabilitar é devolver ao paciente infantil as características dentárias, sua anatomia e função, sem interferir nos processos de crescimento e desenvolvimento

ósseos da cavidade bucal, devolvendo ao paciente o restabelecimento da oclusão, fonação e mastigação.

Os pacientes com perdas dentárias precoces e dentes com destruições coronárias extensas causadas por processo de cárie ou traumatismo não nos preocupam só do ponto de vista odontológico, uma vez que como consequência a criança pode desenvolver hábitos inadequados de deglutição, função e alimentação além de quadros infecciosos (Fig. 17.1).

O tratamento exige do profissional conhecimento de anatomia dentária, oclusão e das técnicas e materiais disponíveis no mercado, visando o restabelecimento da estética, função e equilíbrio emocional da criança.

Restaurações Unitárias Anteriores

Os dentes com alguma estrutura coronária remanescente, independentemente de serem ou não tratados endodonticamente, podem receber tratamentos de reabilitação menos extensos, sendo que essa estrutura pode auxiliar a retenção de materiais adesivos. Assim sendo, teremos como opções para tais dentes os seguintes tratamentos:

 

18 - Manifestações Patológicas da Mucosa Infantil

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Manifestações Patológicas da

Mucosa Infantil

Capítulo

18

Fernanda Campos Sousa de Almeida | Claudia Cazal | Maristela Honório Cayetano | João Bausells | Sosígenes Victor Benfatti

A cavidade bucal apresenta um desenvolvimento constante na fase infantil, de modo que se mantenha em equilíbrio com o sistema estomatognático, estando assim em relação dinâmica com os outros órgãos que também estão em desenvolvimento. Para os profissionais que tratam de crianças, torna-se importante desenvolver habilidades que o auxiliem a reconhecer os sintomas e os sinais que caracterizam as alterações patológicas que podem ocorrer na mucosa bucal durante esta fase.

Algumas das alterações possíveis nesta fase envolvem variações incomuns da normalidade, lesões harmartomatosas (p. ex., hemangiomas) ou mesmo aquelas que constituem “doenças” comuns (p. ex., cistos de Bonhs, cisto gengival do recém‑nascido) para a faixa etária. Outras alterações podem ser acompanhadas de dor aguda e sintomas de ordem geral (febre, mal-estar, linfadenopatia regional), ocasionando dificuldade para o paciente mastigar, deglutir e falar (p. ex., infecção primária por herpes simples, mononucleose infecciosa).

 

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