Biomateriais - Fundamentos & Aplicações

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A necessidade evidente de congraçamento e sinergia entre as áreas distintas do saber, com o objetivo de prover os alicerces para o desenvolvimento de uma nova geração de Biomateriais, motivou a publicação da obra Biomateriais - Fundamentos e Aplicações.
O livro tem por objetivo prover a um grupo grande de profissionais, estudantes e pesquisadores, envolvidos no desenvolvimento ou aplicação de biomateriais, o estado-da-arte juntamente com os fundamentos básicos necessários ao conhecimento mais aprofundado dos fenômenos que ocorrem quando da utilização de materiais na área biomédica.

 

18 capítulos

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BIOMATERIAIS: UMA INTRODUÇÃO

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BIOMATERIAIS: UMA INTRODUÇÃO

Larry L. Hench

À medida que os seres vivos envelhecem, eles começam a se desgastar. Embora muitos fatores responsáveis pelo envelhecimento não sejam compreendidos, as consequências estão bastante claras. Nossos dentes causam dor, nossas articulações tornam-se artríticas, ossos ficam frágeis e quebram, os poderes de visão e audição diminuem e podem ser perdidos, o sistema circulatório mostra sinais de bloqueio, e o coração perde controle de seu ritmo vital de bombeando ou suas válvulas perdem a capacidade de vedação. Tumores aparecem quase aleatoriamente em ossos, seios, pele e órgãos vitais. E, como se estes processos naturais não acontecessem rapidamente o bastante, nós alcançamos uma capacidade enorme para mutilar, esmagar, quebrar, e desfigurar o corpo humano com veículos motores, armas e ferramentas ou como resultado de nossa participação em práticas esportivas. Uma consequência destas causas naturais e antinaturais de deterioração do corpo humano é que cerca de 2 milhões a 3 milhões de partes artificiais ou protéticas são implantadas em indivíduos nos Estados Unidos a cada ano. Uma lista de alguns dos dispositivos e suas funções é apresentada na Tabela I. Mais de 50 dispositivos feitos de mais de

 

Capítulo 1. CONCEITOS BÁSICOS DE CIÊNCIA DOS MATERIAIS

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Capítulo

1

CONCEITOS BÁSICOS

DE CIÊNCIA DOS MATERIAIS

Marivalda de Magalhães Pereira

1.1 – Introdução

Todos nós lidamos ou entramos em contato com materiais no nosso dia a dia. Em particular os engenheiros são responsáveis pela fabricação ou processamento de materiais, por projetar estruturas e componentes usando materiais, por selecionar, analisar ou desenvolver novos materiais. De uma forma geral estamos interessados em que um material cumpra uma função, apresentando um desempenho adequado em serviço. Quer o produto seja uma ponte, um computador, uma prótese ortopédica ou uma nave aeroespacial, os materiais usados em sua confecção deverão apresentar propriedades adequadas para desempenhar a função deles esperada. Por exemplo, materiais para confecção de uma lente intraocular devem apresentar flexibilidade adequada, características superficiais e ópticas específicas para esta aplicação. Os materiais usados na construção de pontes devem ter elevada resistência mecânica e à corrosão. Componentes elétricos de circuitos integrados devem apresentar propriedades elétricas apropriadas. Em função da aplicação específica é requerido um determinado conjunto de propriedades para que o material tenha o desempenho desejado.

 

Capítulo 2. MATERIAIS METÁLICOS – CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO BIOMATERIAIS

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Capítulo

2

MATERIAIS METÁLICOS –

CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO

BIOMATERIAIS

Marivalda de Magalhães Pereira

Vicente Tadeu Lopes Buono

Cecília Amélia de Carvalho Zavaglia

2.1 – Introdução

A utilização de implantes para substituir ou reparar partes do corpo humano tem crescido muito nos últimos anos, principalmente devido ao aumento da expectativa de vida da população, e também ao aumento de acidentes relacionados com os meios de transporte e a proliferação dos chamados esportes radicais. A demanda de biomateriais cresce de 5 a 15% a cada ano. O uso de pinos, placas e parafusos de fixação de fraturas chega a 1,5 milhão de procedimentos anuais só nos Estados Unidos, onde se estima que sejam realizadas mais de quinhentas mil cirurgias anuais de substituição da articulações de quadril e de joelho.

Entre os materiais usados na confecção de implantes destacam-se os materiais metálicos, principalmente usados devido a sua boa resistência mecânica e elevada tenacidade, facilidade de fabricação e baixo custo. A maioria dos elementos metálicos como Fe, Cr, Co, Ni, Ti, Ta, Mo, usados na confecção de implantes pode ser tolerada pelo corpo em quantidades limitadas, sendo alguns até essenciais para funções celulares ou metabólicas. Entretanto, elementos metálicos não são aceitos pelo corpo em quantidades elevadas, o que torna a corrosão metálica passível de ocorrer no ambiente fisiológico altamente agressivo, um dos tópicos essenciais no estudo de biomateriais metálicos. O potencial de corrosão e os produtos de corrosão são, portanto, os principais fatores que limitam o

 

Capítulo 3. MATERIAIS CERÂMICOS – CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO BIOMATERIAIS

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Capítulo

3

MATERIAIS CERÂMICOS –

CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO

BIOMATERIAIS

Marivalda de Magalhães Pereira

Wander Luiz Vasconcelos

Cecília Amélia de Carvalho Zavaglia

3.1 – Introdução

Materiais cerâmicos constituem uma extensa classe de materiais, incluindo vidros e vitrocerâmicas. São compostos inorgânicos, não metálicos, tipicamente duros, frágeis, com altas temperaturas de fusão, baixa condutividade elétrica e térmica, e boa estabilidade química. As cerâmicas têm uma ampla faixa de aplicações, como tijolos, utensílios domésticos, revestimentos, refratários, abrasivos, vidros em geral, componentes elétricos e magnéticos etc. Na área médica o uso de cerâmicas é também abrangente, sendo largamente usado como lentes para óculos, fibras ópticas para endoscopia, vidros porosos carreadores de anticorporpos e enzimas, e mais recentemente como material de implante e regeneração de tecidos. Cerâmicas são também muito usadas na odontologia restauradora, como porcelanas odontológicas e reforço para ionômero de vidro.

 

Capítulo 4. MATERIAIS POLIMÉRICOS – CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO BIOMATERIAIS

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Capítulo

4

MATERIAIS POLIMÉRICOS –

CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO

BIOMATERIAIS

Rodrigo Lambert Oréfice

4.1 – Polímeros

4.2 – Classificação de Polímeros

4.2.1– Classificação quanto ao Comportamento Frente à Temperatura

4.2.2 – Classificação quanto ao Tipo de Reação Química de Síntese

Policondensação

Poliadição

4.2.3 – Classificação quanto ao Tipo Estrutura de Cadeia

Cadeias Lineares

Polímeros com Ramificações ou Braços

Copolímeros

Blendas

Polímeros em Rede (Reticulado Polimérico)

4.3 – Estrutura de Polímeros

4.3.1 – Estrutura Eletrônica de Polímeros

4.3.2 – Estrutura Macromolecular

Estereoquímica de Polímeros

Relação entre a Arquitetura Macromolecular e Propriedades

4.3.3 – Subestrutura em Polímeros

4.3.4 – Microestrutura de Polímeros

4.4 – Estado Amorfo e Transições em Polímeros

4.4.1 – Comportamento Mecânico de Polímeros

4.4.2 – Efeito da Temperatura no Comportamento Mecânico

 

Capítulo 5. COMPÓSITOS – CIÊNCIA E APLICAÇÃO COMO BIOMATERIAIS

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Capítulo

5

COMPÓSITOS – CIÊNCIA E

APLICAÇÃO COMO BIOMATERIAIS

Rodrigo Lambert Oréfice

5.1 – Definições

5.2 – Compósitos para Aplicações Biomédicas

5.3 – Parâmetros Estruturais de Compósitos

5.3.1 – Forma do Agente de Reforço

5.3.2 – Fração Volumétrica

5.3.3 – Orientação

5.3.4 – Tamanho de Fibras

5.4 – Componentes de Compósitos

5.4.1 – Fibras

Fibras de Vidro

Fibras de Carbono

Fibras de Kevlar

Fibras de Polietileno

5.4.2 – Matrizes Poliméricas

Resinas Epoxídicas

Poliésteres Insaturados

Termoplásticos

5.4.3 – Interfaces

Modificações Interfaciais em Compósitos

5.5 – Processamento de Compósitos

157

Capítulo

5

COMPÓSITOS – CIÊNCIA E

APLICAÇÃO COMO BIOMATERIAIS

Rodrigo Lambert Oréfice

5.1 – Definições

Materiais compósitos podem ser definidos como materiais formados por dois ou mais componentes com distintas composições, estruturas e propriedades e que estão separados por uma interface. Este conceito é sem dúvida muito amplo e pode incluir um grande número de materiais não usualmente chamados de compósitos, como ligas metálicas e outros. Embora uma definição rígida de compósitos não seja comumente aplicada, muitas vezes se considera um sistema constituído de materiais, que mantêm suas características iniciais durante o processamento. O objetivo principal em se produzir compósitos é de combinar diferentes materiais para produzir um único dispositivo com propriedades superiores às dos componentes unitários. Dessa forma, compósitos com finalidades biomédicas, estruturais, elétricas, optoeletrônicas, químicas e outras são facilmente encontrados em modernos dispositivos e sistemas.

 

Capítulo 6. POLÍMEROS BIODEGRADÁVEIS

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Capítulo

6

POLÍMEROS BIODEGRADÁVEIS

Lúcia H. Innocentini Mei

6.1 – Introdução

Polímeros biodegradáveis são uma nova classe de um campo emergente. Um vasto número de polímeros biodegradáveis tem sido sintetizado recentemente e alguns micro-organismos e enzimas capazes de degradá-los têm sido identificados. Nos países em desenvolvimento, a poluição ambiental pelos polímeros sintéticos tem assumido proporções perigosas. Como resultado, têm sido feitas tentativas para resolver estes problemas incluindo a biodegradabilidade em polímeros por meio de ligeiras modificações de suas estruturas.

Biodegradação é um processo natural pelo qual produtos químicos orgânicos no ambiente são convertidos a compostos mais simples, mineralizados e redistribuídos através de ciclos elementares, tais como o do carbono, do nitrogênio e do enxofre.

Algumas distinções também devem ser mencionadas:

• Biodegradação: agente biológico determina a degradação.

• Bioerosão: inclui processos físicos (dissolução) e químicos.

 

Capítulo 7. TÉCNICAS DE CARACTERIZAÇÃO DE MATERIAIS

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Capítulo

7

TÉCNICAS DE CARACTERIZAÇÃO

DE MATERIAIS

Herman Sander Mansur

7.1 – Introdução

É crescente o interesse pela área de análise e caracterização de materiais devido à necessidade de seleção adequada do material baseado no desempenho do sistema em estudo. Dependendo das solicitações a que este material ou sistema será submetido, a caracterização poderá abranger a avaliação de propriedades mecânicas, elétricas, bioatividade, imunogenicidade, eletrônicas, magnéticas, ópticas, químicas, térmicas e até mesmo à combinação de dois ou mais destas propriedades. Esta caracterização de propriedades visa principalmente estimar o desempenho no período de “vida útil” do material, minimizando a possibilidade de degradação e falhas indesejáveis durante a utilização do produto.

Existem várias definições para caracterização na literatura, dependendo basicamente do enfoque adotado pelo autor. Sob a óptica da Engenharia e Ciências de Materiais podemos conceituar A caracterização descreve os aspectos de composição e estrutura (incluindo defeitos) dos materiais, dentro de um contexto de relevância para um processo, produto ou propriedade em particular (Materials Advisory Board of National Research Council – USA).

 

Capítulo 8. MODIFICAÇÃO DE SUPERFÍCIES EM BIOMATERIAIS

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Capítulo

8

MODIFICAÇÃO DE SUPERFÍCIES

EM BIOMATERIAIS

Herman Sander Mansur

8.1 – Introdução

As superfícies desempenham papel fundamental em biologia e medicina devido ao fato de a maioria das reações ocorrer nas superfícies e interfaces. No século XIX, foram realizadas as primeiras observações relativas ao controle das reações biológicas na superfície dos materiais. Na primeira metade do século XX, as ciências básicas, notadamente física e química, dominaram o cenário intelectual e científico no mundo. A partir de 1953, este cenário foi alterado significativamente, com a publicação da estrutura da molécula de DNA (“molécula da vida”) por Watson e Crick.

Sendo assim, a biologia e suas áreas correlatas logo assumiram o papel de liderança na formação e no crescimento do conhecimento humano. Mais recentemente, nas últimas três décadas do século XX, o avanço das técnicas de caracterização de materiais e superfícies, relacionadas tanto à estrutura quanto à composição e cristalografia, impulsionou e permitiu o enorme avanço na área de ciências e engenharia de materiais, principalmente os biomateriais.

 

Capítulo 9. CONCEITOS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA APLICADOS A BIOMATERIAIS

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Capítulo

9

CONCEITOS DE CITOLOGIA E

HISTOLOGIA APLICADOS A

BIOMATERIAIS

Anilton César Vasconcelos

9.1 – Conceitos de Citologia

Aplicados a Biomateriais

9.1.1 – Composição e Estrutura

Celular

A unidade estrutural e morfofuncional dos seres vivos

é a célula. Ela se compõe de uma membrana citoplasmática, externa, que delimita o citoplasma onde estão as organelas e inclusões, e a carioteca ou membrana nuclear, interna, onde estão alojados o nucleoplasma e a cromatina

(DNA mais nucleoproteínas).

Como numa fábrica, os componentes da célula também são setorizados conforme sua função. Assim, os receptores, as estruturas juncionais, os poros e canais da membrana celular funcionam como os portões, sendo responsáveis por funções importantes e variadas como absorção, secreção, transporte de fluidos, aderência mecânica, comunicação intercelular, manutenção do gradiente eletrolítico e osmótico. A membrana citoplasmática funciona como os muros de uma fábrica, delimitando o que é ambiente interno do externo. Da mesma forma, o retículo endoplasmático liso e os ribossomos seriam a maquinaria da célula, responsáveis pela produção dos diversos compostos necessários. Já o complexo de Golgi seria a seção de empacotamento, preparando os diversos compostos produzidos para a exportação. Os chamados grânulos de secreção representariam o produto da seção de empacotamento (compostos produzidos já empacotados para a exportação). As mitocôndrias funcionariam na célula, assim como a central energética ou o gerador de energia de uma fábrica, produzindo a energia a ser consumida por todos os demais setores. No núcleo da célula fica o escritório central, de onde são administradas basi-

 

Capítulo 10. PROCESSO INFLAMATÓRIO RELACIONADO COM A PRESENÇA DE BIOMATERIAIS

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Capítulo 10

PROCESSO INFLAMATÓRIO

RELACIONADO COM A

PRESENÇA DE BIOMATERIAIS

Anilton César Vasconcelos

10.1 – Introdução

O fundamento básico da engenharia de biomateriais é o desenvolvimento e tratamento de polímeros, metais e cerâmicas com materiais biológicos de maneira a otimizar a implantação de próteses, tornando-as bioinertes, bioativas ou ainda biodegradáveis, dependendo de cada caso.

A procura do biomaterial ideal para cada situação requer também a procura de técnicas de implantação cada vez menos traumáticas e o desenvolvimento de estudos que procurem avaliar de maneira criteriosa a interação entre tecido e implantes.

De nada adiantaria dispor de um biomaterial bem eficiente, se as técnicas de implantação e o acompanhamento resultarem-se ineficientes... Assim, é evidente que esta

área do conhecimento é obrigatoriamente multidisciplinar e envolve o trabalho combinado e harmônico de diversas especialidades como o engenheiro, o cirurgião e o patologista.

 

Capítulo 11. TESTES IN VITRO COMBIOMATERIAIS E CITOTECNIA

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Capítulo 11

TESTES IN VITRO COM

BIOMATERIAIS E CITOTECNIA

Alfredo Miranda de Góes

Miriam Teresa Paz Lopes

Regina Maria De Marco Turchetti Mara

Carlos Edmundo Salas

A ciência dos biomateriais tem a necessidade de conhecer, acompanhar e apreciar certas considerações biológicas com o uso e a seleção de novos materiais a serem empregados nos tecidos humanos. Suas propriedades mecânicas deixam de ser prioridade se o material causa danos a estes tecidos. Certos parâmetros devem ser seguidos para manter a homeostasia dos tecidos adjacentes ao implante.

Todo material a ser implantado deve permanecer, mesmo que por um curto espaço de tempo, como parte de um sistema com o objetivo de tratamento ou a reposição de qualquer tecido, órgão ou função do corpo humano. Alguns materiais especializados funcionam em contato íntimo com diferentes tecidos humanos, e são utilizados em ortopedia, na solução de comprometimentos cardiovasculares, na cirurgia plástica, na oftalmologia, na odontologia e outras áreas. Estes materiais devem se enquadrar na definição de biomateriais, e sua biocompatibilidade ou bioaceitação é um parâmetro que deve ser considerado para sua formulação e uso. Além disso, o material e o seu processo de fabricação ou uso não devem causar danos ao profissional ou ao pessoal auxiliar e de laboratório.

 

Capítulo 12. TESTE IN VIVO DE BIOMATERIAIS E HISTOTECNIA

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Capítulo 12

TESTE IN VIVO DE BIOMATERIAIS

E HISTOTECNIA

Cleuza Maria Faria de Rezende

12.1 – Introdução

crônica e a relação destas no período tardio, com sucesso ou insucesso do biomaterial.

Os biomateriais são feitos de diferentes materiais e para diversos empregos no ser vivo, variando do contato transitório na pele, contato com o sangue circulante até a implantação permanente. O teste in vivo de biomateriais é a implantação do produto em um modelo animal, visando acompanhar, por meio de avaliações clínicas, histológicas e mecânicas as reações orgânicas desencadeadas. Esta avaliação é uma tarefa complexa e envolve equipe multidisciplinar da medicina humana, medicina veterinária, biologia, patologia, engenharia e ciências de materiais. Nenhum estudo único responderá a todas as questões que precisam ser conhecidas no desenvolvimento de um biomaterial ou implante. Cada modelo é único e requer uma série de estudos apropriados para fornecer dados sobre a biocompatibilidade e toxicidade de todos os materiais que o compõem.

 

Capítulo 13. BIOMATERIAIS PARA APLICAÇÕES CARDIOVASCULARES

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Capítulo 13

BIOMATERIAIS PARA APLICAÇÕES

CARDIOVASCULARES

Gilberto Goissis

13.1 – Conceitos Gerais de

Hemocompatibilidade

O uso de biomateriais na área cardiovascular de uso permanente inclui as próteses vasculares de médio e grande calibre (aorta, coronárias e artérias cerebrais: arteriosclerose), pequenos vasos, próteses valvulares (mecânicas e biológicas) para correção de defeitos congênitos ou processos patológicos, tais como a calcificação natural, doenças reumáticas ou infecções bacterianas. Os implantes temporários incluem os oxigenadores, marcapassos etc. Tais próteses incluem materiais de natureza biológica como o pericárdio bovino ou sintéticos como os polímeros (poliésteres, teflon, silicone, poliuretanos), metais ou ligas metálicas, podendo ou não ser recobertos com materiais cerâmicos como o carbono pirolítico, alumina, nitreto de titânio ou carbono vítreo. A importância da introdução destes tipos de implante foi a redução significativa no índice de mortalidade provocado por doenças cardiovasculares que, em 1968, era de 54%, contra apenas 20% em 1990.

 

Capítulo 14. ANATOMIA E FISIOLOGIA DO BULBO OCULAR

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Capítulo 14 A

ANATOMIA E FISIOLOGIA DO

BULBO OCULAR

Fernando Oréfice

Juliana Lambert Oréfice

Raphael Stehling Fernandes

14A.1 – Introdução

O olho humano é um órgão complexo formado por estruturas diferentes que se interagem dinamicamente.

A utilização de biomateriais tornou-se uma constante na Oftalmologia, tanto na área cirúrgica quanto na clínica.

Eles estão presentes no tratamento de traumas oculares, doenças infecciosas, doenças senis e degenerativas ou na simples correção de erros refracionais.

clera) e prolonga-se envolvendo a bainha dos músculos extraoculares e posteriormente até a parte distal do nervo óptico. Os músculos extraoculares, vasos e nervos penetram a cápsula de Tenon, episclera e esclera, formando um complexo responsável pela sustentação, movimentação e proteção ocular contra traumas externos.

A Figura 1 mostra a estrutura anatômica geral do olho.

Para um melhor entendimento sobre este assunto, torna-se necessário o conhecimento sobre anatomia e fisiologia ocular.

 

Capítulo 15. BIOMATERIAIS EM ODONTOLOGIA

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Capítulo 15

BIOMATERIAIS EM ODONTOLOGIA

Wellington Corrêa Jansen

José Flávio Batista Gabrich Giovannini

Alisson Discacciatti Neves

María Esperanza Cortes Segura

A ciência dos materiais é de fundamental importância na Odontologia. O conhecimento das propriedades e características dos materiais odontológicos é preponderante no desempenho clínico de trabalhos que restauram a forma e a função dos componentes do sistema estomatognático. Partindo deste princípio, todo material utilizado em procedimentos odontológicos, tanto perenes como duradouros, deve ser considerado um biomaterial.

O elemento dental é um órgão que desempenha um papel coadjuvante em funções vitais do ser humano como mastigação, fonação e deglutição. Portanto, esmalte, dentina e cemento, os principais tecidos mineralizados que compõem o dente, devem ser considerados materiais dentários naturais. Estes tecidos apresentam uma estreita relação com a polpa dental, o órgão verdadeiramente vital do dente que, em função de seu aporte sanguíneo, é responsável por manter o metabolismo e funcionamento de todas estas estruturas.

 

Capítulo 16. BIOCOMPATIBILIDADE, BIO ATIVIDADE E ENGENHARIA DE TECIDOS

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Capítulo 16

BIOCOMPATIBILIDADE,

BIOATIVIDADE E ENGENHARIA DE

TECIDOS

Larry L. Hench

Marivalda de Magalhães Pereira

Rodrigo Lambert Oréfice

Julian R. Jones

16.1 – Introdução

Os avanços obtidos na medicina nas últimas décadas vêm sistematicamente ampliando a expectativa de vida da população mundial e estendendo por tempos cada vez mais prolongados os padrões de vida, antes restritos à parcela da população jovem, para grande parte da população senil. No entanto, concomitante com o prolongamento da vida e manutenção de altos padrões de vida, o envelhecimento da população é acompanhado por uma redução natural das propriedades e atividades dos tecidos e órgãos que constituem o corpo. Uma evidência de tal fato pode ser visualizada através dos números cada vez maiores de cirurgias envolvendo patologias e falhas em tecidos e órgãos, os quais chegaram a valores próximos de 8 milhões nos Estados Unidos no final da década passada. Dentre as alternativas disponíveis para os procedimentos cirúrgicos ligados à reconstrução de tecidos e

 

Capítulo 17. BIOÉTICA

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Capítulo 17

BIOÉTICA

Antônio Ribeiro de Oliveira Jr.

Lucas José de Campos Machado

17.1 – Introdução

O desenvolvimento científico-tecnológico produz continuamente modificações de complexidade e magnitude crescentes em praticamente todos os aspectos da vida humana. Este processo necessita, pelos riscos e imprevisibilidade inerentes aos seus fins, meios e resultados, de um ordenamento moral, ético e jurídico. Portanto, tornou-se indispensável o estabelecimento de normas e comportamentos moralmente aceitáveis sobre qualquer ação humana que tenha algum reflexo nas pessoas e em seu ambiente. É disto que trata a bioética ou “ética da vida”.

17.2 – Histórico

A primeira referência ao termo bioética foi feita em 1971 pelo cancerologista norte-americano Potter, atribuindo um sentido mais global, voltado para o equilíbrio e preservação das relações entre os seres humanos e o ecossistema e da própria vida no planeta. Esta “Bioética Global” foi mais um referencial histórico, sendo progressiva e rapidamente transformada em uma de suas vertentes: a ética da saúde ou, mais especificamente, a ética biomédica, cujo objetivo é regular a moralidade da conduta dos agentes das ciências da vida.

 

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