Violência Doméstica e a Cultura da Paz

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Violência Doméstica e a Cultura da Paz tem por objetivo discutir o problema da violência doméstica em suas múltiplas facetas. A obra é resultado de discussões e trabalhos apresentados durante a V Jornada Paulista de Terapia Familiar, APTF pela Paz, promovida pela Associação Paulista de Terapia Familiar (APTF). 

A obra inicia com o testemunho de Maria da Penha, nacionalmente conhecida por sua luta em tornar público esse tipo de violência, o que resultou na lei brasileira contra a violência da mulher, batizada com o seu nome. 

Dentre os assuntos abordados estão: Conceitos básicos sobre a violência familiar, contextualização social e escolar das ocorrências de violência familiar, diversos artigos que abordam a violência em várias fases do ciclo vital familiar, técnicas de intervenção e apresentação de um curso sobre terapia de casais violentos.

Violência Doméstica e a Cultura da Paz certamente será de interesse do profissional que já atua na terapia familiar ou aquele profissional que tem interesse em trabalhar com pacientes que tenham sofrido algum tipo de violência doméstica. 

 

 

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CAPÍTULO 1 - História da criação da Lei Federal no 11.340/2006 batizada Lei Maria da Penha

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CAPÍTULO

1

História da criação da

Lei Federal no 11.340/2006 batizada Lei Maria da Penha

Maria da Penha Maia Fernandes

Sou farmacêutica bioquímica pela Universidade Federal do

Ceará com Mestrado em Parasitologia pela Faculdade de

Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Foi na USP que conheci o colombiano Marco Antonio Heredia

Viveros, que na época estudava na Faculdade de Economia e Administração da mesma Universidade, como bolsista. O nosso conhecimento se deu por intermédio de grupo de amigos e como tal convivemos alguns meses.

Quando resolvemos nos casar eu tinha a certeza de ter feito a escolha certa e como toda mulher pensei que o meu casamento fosse durar para sempre.

Com o meu mestrado já concluído, voltei para Fortaleza onde reassumi a minha função no Laboratório de Análises

Clínicas do Instituto de Previdência do Estado do Ceará

(IPEC).

A conclusão dos estudos dele ocorreu acho que três meses após a minha chegada em Fortaleza.

 

CAPÍTULO 2 - A cultura de paz e o papel do cuidador familiar

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CAPÍTULO

2

A cultura de paz e o papel do cuidador familiar

Maria Rita D’Angelo Seixas

Palavras são janelas ou são paredes.

Elas nos condenam ou nos libertam.

Quando eu falar ou quando eu ouvir,

Que a luz do amor brilhe através de mim.

Ruth Bebermeyer

Este capítulo pretende divulgar o alto índice de violência doméstica na sociedade brasileira e suas conse­quências psicossociais. Atribui esta deturpação das funções familiares a um processo sistêmico que é gerado e ao mesmo tempo gera uma Cultura da Violência. Discute o novo conceito de

Paz e afirma que a única forma de superar a violência é construir-se uma Cultura da Paz, processo lento e apaixonante. Finalmente, fala sobre alguns recursos que o Terapeuta

Familiar pode utilizar, para colaborar com essa construção, para que a terapia familiar seja mais eficaz no trabalho contra a violência: trabalhar nos três níveis de prevenção; desenvolver conhecimentos sobre Comunicação não Violenta; desenvolver a paz interior e trabalhar em rede.

 

CAPÍTULO 3 - Sistemas intolerantes: relações violentas?

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CAPÍTULO

3

Sistemas intolerantes: relações violentas?

Elizabeth Polity

São muitas as pessoas que hoje se preocupam com a busca por um sistema de convivência que preze a harmonia e o bom entendimento entre as pessoas. Este tema acaba sendo alvo de pais e educadores preocupados com o desenvolvimento de crianças e adultos na construção de um mundo onde se possa viver melhor.

Entretanto, para que se possa caminhar rumo à construção de uma maior tolerância entre as pessoas é também preciso que se conheça o que se passa inter-relacionalmente nos sistemas sociais, como a Família, a Escola, a Empresa.

Começamos por indagar: o que favorece um contexto mais harmônico? O que contribui para o entendimento entre as pessoas? Ou ainda, o que gera situações de violência e agressividade e como essas situações são tratadas em diferentes contextos?

Ao se tentar compreender e descrever o funcionamento de sistemas que funcionam com base na intolerância e sua relação com a violência, pode-se propor algum tipo de intervenção que preserve a harmonia juntamente com princípios morais e sociais basilares.

 

CAPÍTULO 4 - Família e escola na ação educativa para a paz

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CAPÍTULO

4

Família e escola na ação educativa para a paz

Maria Luiza Puglisi Munhoz

Maria Letícia Puglisi Munhoz

O indivíduo encontra na cultura o estímulo e o aprendizado para desenvolver-se a partir da reflexão, dos conflitos e das diferenças, ou, ao contrário, o estímulo e o aprendizado para desenvolver comportamentos que perpetuam a violência

(Crochik, 1995). A educação para a Cultura de Paz proporcio­ na ao indivíduo a possibilidade de alterar seus com­portamentos ainda que a cultura da sociedade em que vive o induza a reproduzir comportamentos violentos; para tanto, precisa gerar as oportunidades de reflexão diante das experiências com o diferente e com os conflitos daí decorrentes. A partir da educação para o futuro de Edgar Morin, que ressalta a necessidade de aprender a conviver com a constante incerteza da realidade na existência humana, avalia os problemas humanos numa perspectiva complexa e sistêmica, valorizando a postura democrática nas condutas cotidianas.

 

CAPÍTULO 5 - Rede – um modelo de organização social, eficaz e sustentável, para se efetivar Políticas Públicas no enfrentamento à violência doméstica e sexual

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CAPÍTULO

5

Rede – um modelo de organização social, eficaz e sustentável, para se efetivar Políticas Públicas no enfrentamento à violência doméstica e sexual

Maria José Lopes Souza

É insano defender os Direitos Humanos, fora da aplicabilidade legal e da prática solidária.

“Solidariedade vem de solidez, daquilo que consolida e dá firmeza à vida coletiva, enquanto a palavra solidão está atada à ideia de ser e ou estar por si mesmo.”

Mário Sérgio Cortella/filósofo

Introdução

A construção de redes, no enfrentamento à violência doméstica e sexual, representa, ao lado da Lei Maria da Penha, mecanismos eficazes e sustentáveis para se efetivar políticas públicas.

A essência desta reflexão consiste em compreender que eficácia e sustentabilidade são resultados da mudança de atitude – pessoal e institucional –, no “velho jeito de funcionar”. Implica aprender a fazer a passagem dos modelos mentais, que inviabilizam a construção da cultura de rede, como competição, omissão, culpabilização, vitimização e vaidade, entre outros, para valores éticos cooperativos, como confiança, interdependência, complementaridade e corresponsabilidade.

 

CAPÍTULO 6 - Violência: o impacto na família, no casal e nos filhos

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CAPÍTULO

6

Violência: o impacto na família, no casal e nos filhos

Cynthia Ladvocat

Resumo

O terapeuta de família encontra um grande desafio no tra­ balho com famílias em situação de risco. E se vê muitas vezes sem recursos, técnicos e pessoais, para lidar com as situações difíceis provocadas pela violência intrafamiliar. O genograma

é um excelente recurso perante a tarefa de identificar os primeiros sinais de estresse facilitadores da violência. O con­ ceito de resiliência deve ser levado em consideração, tanto na família como no terapeuta e sua equipe. Para que tera­ peuta possa se fortalecer enquanto profissional, alguns fatores são apresentados para facilitar o trabalho com a família, algumas onde seus membros vivem o ciclo da violên­ cia, e outras que sofrem por um membro com com­portamento violento.

Famílias em situação de risco

Diante da escalada da violência e dos problemas sociais como as famílias suportam a violência e o caos? Como ela­ boram a perda e a morte? Como se recuperam? Como olhar as famílias como capazes de reparação? Trabalhar com fa­ mília no contexto da violência doméstica é um desafio. O terapeuta se defronta com os conflitos familiares graves, du­ radouros e não resolvidos, e sintomas latentes ou manifestos que ameaçam a vida. Como buscar recursos e como identi­ ficar a competência profissional pelo impacto da violência?

 

CAPÍTULO 7 - Abuso sexual intrafamiliar e transmissão psíquica

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CAPÍTULO

7

Abuso sexual intrafamiliar e transmissão psíquica

Gisela M. Pires Castanho

Vou relatar o caso de uma família na qual o abuso sexual intra­ familiar aparece em quatro gerações, ilustrando um padrão inconsciente de complacência que se transmite de pais para filhos. Procuro fazer uma reflexão sobre o papel do terapeu­ ta, sobre a transmissão transgeracional do abuso sexual e sobre os perigos da desqualificação da vítima, no momento da tentativa de revelação.

Cláudia (todos os nomes são fictícios) procurou-me, para pedir ajuda. Contou que seu filho se casou com uma moça que já era mãe, e que a filha da nora, Susan, de 10 anos, tem dores de estômago e faz xixi na cama (Figura 7.1). Cláudia perguntou-me o que fazer, porque isso poderia ser um pro­ blema psicológico. Perguntei como era a menina. Disse que, intelectualmente, era muito madura, porque lia muito e se expressava bem, mas, quando eu quis saber sobre o lado emocional, a avó “postiça” contou sobre uma trajetória de vida conturbada.

 

CAPÍTULO 8 - Transmissão psíquica transgeracional e violência intrafamiliar

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CAPÍTULO

8

Transmissão psíquica transgeracional e violência intrafamiliar

Maria Luiza Dias

A violência encontrada em unidades familiares, presente nas relações conjugais, que por decorrência irradia para outros vínculos na família, é fenômeno de consideração de terapeutas, que se sensibilizam para a análise ou a psicoterapia de casais violentos e famílias envolvidas nesta qualidade de experiência.

Neste capítulo, a violência é concebida incluindo a ideia de abuso físico, sexual, psicológico, moral e pode assumir muitas outras feições. A violência psicológica pode ser mais perceptível ou mais velada; o que se busca, neste momento,

é dar visibilidade a esses processos de agressão partilhados e abordar o comportamento violento, como padrão de interação transmitido por meio de aprendizagem social, via socialização na família, engendrado por processos identificatórios. Uma vez que o grupo familiar é o cenário da transmissão psíquica geracional, a construção da subjetividade aí toma seu lugar central, tratando-se, muitas vezes, de processos inconscientes, que pedem pelo seu desnudamento, sobretudo em famílias envolvidas com segredos geracionais. Nestes casos, torna-se necessário gerenciar e transformar o legado familiar.

 

CAPÍTULO 9 - Idosos em contextos de violência

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CAPÍTULO

9

Idosos em contextos de violência

Eliete Belfort Mattos

O objetivo deste capítulo apresentado na V Jornada Paulista de Terapia Familiar da APTF foi levar aos colegas da área experiências decorrentes do atendimento de famílias com idosos como proposta de troca entre os presentes explorando novas perspectivas para situações de dor e sofrimento. O destaque foi para os sinais de violência que nem sempre são aparentes e que se repetem no dia a dia transformando-se num padrão de relação do sistema familiar.

O tema foi apresentado por meio de narrativas dos membros do sistema familiar sobre suas formas de interação. Os idosos e os familiares narraram suas experiências relacionais apontando para situações de violência. A partir da troca dessas experiências foi possível construir narrativas integradoras. As famílias foram atendidas em instituição formadora e em consultório particular.

A terceira idade, fase importante do ciclo vital, está deixando de ser considerada como o tempo que se espera até morrer. Com o desenvolvimento da ciência, a perspectiva de sobrevida aumentou e isto exige novas organizações.

 

CAPÍTULO 10 - Os estilos parentais de educação nas famílias das crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade – relato de casos

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CAPÍTULO

10

Os estilos parentais de educação nas famílias das crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade – relato de casos

Rita de Cássia Rossini Rahme

Introdução

Embora muito se fale sobre os comportamentos infantis e sua possível ligação com os diversos estilos parentais, encontramos poucas publicações no campo da terapia familiar sobre as famílias de crianças e adolescentes diagnosticados com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), mesmo que essa seja estatisticamente a alteração comportamental diagnosticada, com mais frequência, na infância.

Isso é compreensível se considerarmos que para a abordagem familiar sistêmica, os diagnósticos clínicos muitas vezes não assumem importância relevante se comparados aos aspectos relacionais mais amplos, com exceção, talvez, dos terapeutas que propõem a terapia familiar médica como modelo ideal de trabalho para situações clínicas específicas.

Também na literatura médica convencional se encontram poucas publicações sobre essas famílias, já que nesse caso, o foco recai prioritariamente sobre o paciente sintomático tanto no que tange ao diagnóstico como nas propostas de tratamento e reabilitação. A exceção fica por conta das abordagens comportamentais, que têm protocolos preestabelecidos para as famílias dos pacientes em tratamento; porém, esses têm seu foco nas questões práticas relativas ao transtorno e não abordam as dinâmicas familiares mais profundas. É necessário um paradigma capaz de abarcar toda a complexidade desse fenômeno para que as equipes, que pesquisam os comportamentos infantis, possam lidar simultaneamente com aspectos psicoemocionais e biológicos com menos riscos de fragmentar o seu olhar e cair novamente na parcialidade.

 

CAPÍTULO 11 - Violência: família e intervenção

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CAPÍTULO

11

Violência: família e intervenção

Dalka Chaves de Almeida Ferrari

Todo profissional pode encontrar, no seu dia a dia de traba­ lho, famílias que vivenciam situações de violência e que buscam o apoio necessário para superar: o medo, o silêncio, a dor e o sofrimento que os afetam.

Tanto os profissionais quanto esses familiares empreendem uma solidária tentativa de romper o ciclo de violência nos la­res e na sociedade. Esse trabalho exige pesquisa, estudo, re­flexão e intervenção – a partir de ações e serviços articula­ dos de forma interdisciplinar, interinstitucional numa con­­jugação de esforços da sociedade civil e das políticas públicas.

Tanto a assistência social, a saúde, a educação, a segu­ rança e a justiça defendem que: crianças, adolescentes, mulheres e idosos em situação de violência recebam um olhar especial por estarem em situação em que alguns direitos, como proteção, desenvolvimento acompanhado, integridade física, sexual e psicológica, foram violados ou estão ameaçados. Defendem, ainda, que todo atendimen­ to deva ter, se possível, centralidade na família, procurando o restabelecimento e/ou o fortalecimento dos vínculos fami­ liares e comunitários.

 

CAPÍTULO 12 - Tratamento para violência doméstica focalizado em casais

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CAPÍTULO

12

Tratamento para violência doméstica focalizado em casais

Sandra M. Stith

Eric E. McCollum

A Violência Doméstica é um problema que tem sido identificado no mundo todo. Por exemplo, um estudo conduzido nos Estados Unidos concluiu que perto de 25% de mulheres e 7,6% de homens tinham sido estuprados e/ou fisicamente abusados pelo cônjuge atual ou anterior, companheiro ou namorado/conhecido em algum momento da vida (com base em uma pesquisa com 16.000 participantes; Tjaden e

Thoennes, 2000). Além disso, Straus (2004) conduziu um estudo internacional sobre violência no namoro que incluiu estudantes universitários em 16 países (cinco na Ásia e Oriente Médio, dois na Austrália-Nova Zelândia, seis na Europa, dois na América Latina, 16 na América do Norte). Embora ele tenha encontrado grandes diferenças entre os universitários, a porcentagem de agressores variou de 17 a 45%. Ele também informou que tanto rapazes quanto moças relataram violência em níveis similares (25% de rapazes e 28% de moças).

 

CAPÍTULO 13 - Proposta de intervenção com casais em situação de violência doméstica: é possível no Brasil?

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CAPÍTULO

13

Proposta de intervenção com casais em situação de violência doméstica: é possível no Brasil?

Patrícia Cristina Barros-Gomes

Eu, Patrícia Barros, aluna de doutorado no programa de Terapia de Família e de Casal, na Kansas State University, fui convidada pela Professora Dra. Sandra Stith a tecer um comentário sobre a proposta terapêutica acima apresentada, considerando a realidade brasileira.

Enquanto cidadã brasileira há muito tempo tenho conhecimento sobre e sou inquieta diante da problemática da violência doméstica, que pode ser compreendida considerando fatores históricos, sobretudo a noção de patriarcalismo.

Considerando que esses fatores não estão presentes unicamente no Brasil e que o índice de violência entre casais constitui um número alarmante no mundo inteiro, então se faz urgente pensar maneiras de como melhor intervir junto a casais, no sentido de haver melhor enfrentamento da violência.

Considero o trabalho apresentado por Dra. Stith e Dr.

 

CAPÍTULO 14 - Atendimento às família sem contexto de grande complexidade

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CAPÍTULO

14

Atendimento às famílias em contexto de grande complexidade*

Liana Fortunato Costa**

Maria Aparecida Penso

Eika Lôbo Junqueira

Fernanda Figueiredo Falcomer Meneses

Lucy Mary Cavalcanti Stroher

Cassio Setubal Bravin

Este capítulo tem por objetivo propor forma de atendimento a famílias que são atendidas em CREAS, instituição que viabiliza a política de governo de atendimento a famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, em função de abandono, maus-tratos físico/psíquicos, abuso sexual, uso de substâncias psicoativas, cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua e situação de trabalho infantil.

Nosso interesse em apresentar e discutir essa realidade se faz pelo grande número de psicólogos que está atuando nesse contexto, sendo, então, desafiados a adaptar seu conhecimento, às vezes adquirido de forma muito teórica, sobre a família e a terapia de família, em intervenções possíveis para serem oferecidas a essa população carente de recursos materiais.

 

CAPÍTULO 15 - Família e instituição: como articular sem violência

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CAPÍTULO

15

Família e instituição: como articular sem violência

Marcos Naime Pontes

Sílvia Aparecida Farah

Violência doméstica, violência cotidiana,

São gemidos de dor, todo mundo se engana...

Você não tem o que fazer, saia pra rua,

Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua.

Violência gera violência.

Titãs: Violência

(Composição: Sérgio Britto e Charles Gavin)

Sobre que violência falamos? De que “lugar” falamos? Contaremos da violência que sentimos ao atendermos as famílias que nos trazem histórias tão difíceis e até porque não dizer,

“assustadoras”? Vamos falar da violência que as famílias sofrem com agressão física? Social? Humilhações? Podemos falar também das violências que lembramos ter sofrido no decorrer da nossa vida ao ouvir os relatos dos nossos clientes?

Esta foi uma pequena parte da discussão iniciada no grupo da Clínica Social quando recebemos o convite para participar da jornada sobre violência.

 

CAPÍTULO 16 - Violência, uma comorbidade social da dependência química?

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CAPÍTULO

16

Violência, uma comorbidade social da dependência química?

Maria Genoveva Armelin

Ideias disparadoras

Nossas vidas são histórias inscritas num grande livro de débitos e créditos, no qual somos personagens, autores dos nossos atos, porém sem permissão para descartar nossos rascunhos, para eliminar personagens que fizeram parte do nosso script e, tampouco, reescrever diálogos, uma vez que passado e presente coabitam nesse livro em que imprimimos nossos caminhos.

O indivíduo que se apresenta no contexto terapêutico nos oferece sua história, na esperança de que possamos ajudá-lo numa mudança que lhe proporcione caminhar, de outra forma, mais confortável.

Refletindo sobre as dores que se apresentam nesses contextos, não pude deixar de fazer uma viagem ontológica, para entender e expressar o porquê de a violência, ao longo da nossa história, perpetuar-se como herança.

Consideração ontológica

Hoje temos uma história de violência contada e mostrada dentro de nossa própria casa, pelo alarde da mídia. Isto nos remete aos mais horrendos cenários, nos quais se apresentam tais barbáries; porém, a nossa mais remota história nos pontua e nos faz refletir se o que vivemos nos dias atuais já não nos foi transmitido por meio de literaturas históricas e sanguinárias, iniciando no Gênesis, da Bíblia? Onde tudo começa? Retornemos a um remoto percurso e vamos nos deparar com Deus destacando dois personagens, Adão e Eva e colocando-os no Paraíso, fazendo-lhes uma séria observação: poderiam saborear de tudo, menos do fruto da “árvore do conhecimento do bem e do mal”, pois se o fizessem morreriam. Como imaginar que Eva e Adão, desconhecedores do bem e do

 

CAPÍTULO 17 - Arteterapia no contexto da violência doméstica

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CAPÍTULO

17

Arteterapia no contexto da violência doméstica

Eliana Cecilia Ciasca

Introdução

A violência doméstica é uma conduta que pode ocorrer em todos os níveis sociais e ser transmitida por gerações, causando sofrimento, dor e, muitas vezes, danos irreversíveis. A abor­da­ gem da Arteterapia se apresenta como uma contribuição efetiva na detecção de problemas, na tomada de consciên­ cia dos aspectos de personalidade de cada pessoa e na melhora da comunicação entre os membros da família.

Os recursos artísticos aplicados nas sessões de Terapia

Familiar auxiliam na diminuição da tensão, na colocação de temas complexos e na resolução de problemas de forma mais branda e criativa; além disso, a conversa terapêutica pode ser ampliada a partir da expressão artística quando existem bloqueios; em diversas ocasiões, questões dolorosas são abordadas após a realização de uma produção em Artete­ rapia, proporcionando, assim, a continuidade da sessão.

 

CAPÍTULO 18 - Construindo conversações libertadoras da dor e humilhação: uma resposta ao trauma do abuso sexual

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CAPÍTULO

18

Construindo conversações libertadoras da dor e humilhação: uma resposta ao trauma do abuso sexual

Maria Cecília Astete Salazar

O abuso sexual na família é um tema que tem sido objeto de vários estudos utilizando diferentes pontos de vista e enfoques.

Entretanto, meu objetivo neste capítulo é compreender a dinâmica do abuso sexual e a resposta ao trauma do abuso articulando a Biologia Cultural de Humberto Maturana e Ximena Dávila com a Terapia Narrativa de Michael White, destacando, do seu trabalho, o seu olhar a respeito do trauma, visão que amplia a compreensão tradicional deste.

Venho há alguns anos me interessando pela obra de

Humberto Maturana e acompanhando o caminhar de suas ideias, com as quais Ximena Dávila tem dialogado e contribuído para seu desenvolvimento, fato que o próprio Ma­turana

(2009) salienta.

Cabe destacar que da Biologia Cultural escolhi alguns conceitos, como: matriz biológica e cultural da existência humana, violência, amor, cultura patriarcal-matriarcal, conversações libertadoras. Com respeito à Terapia Narrativa, trabalharei com a noção de trauma e com a prática narrativa Árvore da Vida.

 

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