Manual Roca Técnicas de Laboratório - Fezes

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Existe uma lacuna na literatura especializada em patologia clínica referente a um texto conciso e didático, para consulta rápida. Por isso, a Editora Roca lança a série Manual Roca Técnicas de Laboratório, apresentando coleta, manuseio de amostras, métodos atuais e valores de referência. Os primeiros exemplares contemplam análise do sêmen, fezes e líquido cefalorraquidiano. Um manual excelente para estudantes de biomedicina, biologia e farmácia-bioquímica.

5 capítulos

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INTRODUÇÃO

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FEZES

INTRODUÇÃO

As fezes, produto final de excreção do bolo alimentar, são formadas após a passagem do mesmo pelos intestinos delgado e grosso. Durante 3 a 6h, o alimento é processado ao longo dos seis metros de intestino delgado, até o ceco, e durante mais 24h percorre todo o intestino grosso.

A digestão do bolo alimentar inicia-se na boca, através da trituração e mistura dos alimentos juntamente com a secreção salivar, e, após a deglutição, continua no estômago. As secreções gástricas, contendo enzimas, são adicionadas, e a seguir, o bolo atinge o duodeno, onde recebe as secreções pancreáticas e biliares, dando continuidade ao processo de absorção dos nutrientes.

Durante o trajeto no intestino delgado, são absorvidos monossacarídeos (carboidratos), aminoácidos (proteínas), ácidos graxos e glicerol (gorduras), além de sais inorgânicos, vitaminas e água. Ao atingir o ceco, a digestão e a absorção de nutrientes são máximas e o número de bactérias cresce progressivamente. A partir do ceco, restam produtos de excreção, neste ponto ainda bastante diluídos. Durante a passagem pelo cólon ascendente e transverso, a água é absorvida, a ponto de o conteúdo fecal atingir o cólon descendente em estado pastoso. Durante a passagem pelo sigmoide, por fim,

 

COLETA DAS FEZES

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completa-se a absorção de água e as fezes estão formadas, em consistência tal que permite a passagem com facilidade pelo esfíncter anal durante a evacuação.

O exame de rotina de fezes compreende as análises macroscópicas, microscópicas e bioquímicas para a detecção precoce de sangramento gastrintestinal, distúrbios hepáticos e dos ductos biliares e síndromes de má absorção, assim como para identificação de bactérias patogênicas e parasitas.

Ao se analisar as fezes, pode-se obter dados indiretos da eficiência dos processos de digestão, absorção e excreção de nutrientes, assim como a presença de agentes estranhos (como sangue, parasitas ou bactérias), refletindo patologias, como má absorção, parasitose, tumores, etc.

As principais finalidades do exame das fezes incluem:

Estudo das funções digestivas.

Dosagem da gordura fecal.

Pesquisa de sangue oculto.

Pesquisa de ovos e parasitas.

Coprocultura (cultura das fezes).

COLETA DAS FEZES

 

ANÁLISE MACROSCÓPICA

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sanitário. Caso se utilize um recipiente inicial para posteriormente transferir-se para o frasco final, utilizar uma pá estéril ou palito de madeira para auxiliar na coleta. Caso o transporte para o laboratório não ocorra imediatamente, o frasco contendo as fezes deve ser lacrado e mantido sob refrigeração até o envio ao laboratório, num período máximo de 12h. De preferência, não se deve utilizar laxantes ou supositórios para a coleta.

No caso de crianças e recém-nascidos que usam fralda, a coleta deve ser realizada em saquinho coletor de urina para evitar a diluição das fezes. Se necessário, o material pode ser encaminhado no próprio saquinho.

Podem ser utilizados frascos contendo conservantes, dependendo do exame a ser realizado (ver adiante).

ANÁLISE MACROSCÓPICA

FEZES NORMAIS

Peso por 24h: 150 a 200g.

Consistência sólida.

Forma cilíndrica.

Odor fecal (típico).

 

ANÁLISE MICROSCÓPICA

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de digestão, como insuficiência gástrica ou pancreática, aceleração do trânsito intestinal, ou síndromes de má absorção.

• Cálculos: raramente são observados nas fezes cálculos intestinais, biliares ou pancreáticos, concreções cálcicas ou de fosfato de magnésio e cálcio (areia intestinal); às vezes observa-se a presença de pequenos fragmentos de cor negra (falsa areia intestinal), compostos por linina, em geral oriundos da ingestão de banana, maçã e alguns vegetais.

• Corpos estranhos: da mais variada natureza, são facilmente identificáveis nas fezes diluídas.

• Fragmentos de neoplasias ou pólipos: devem ser confirmados por exame microscópico, já que podem ser confundidos com detritos alimentares.

ANÁLISE MICROSCÓPICA

Selecionam-se amostras de diferentes partes da massa fecal, em geral as mais suspeitas, e realiza-se o exame direto e após a coloração com lugol forte (solução comercial à base de iodo metálico e iodeto de potássio), que reforça e colore de modo particular os cistos de protozoários (ver exame parasitológico adiante).

 

EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES

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• Sublimado corrosivo:

– 33g de bicloreto de mercúrio em 500mL de água.

• Acrescentar 3 a 5mL de uma emulsão de fezes a um tubo de ensaio, e igual quantidade de sublimado corrosivo. Após 5min a 24h, o sedimento adquire uma coloração vermelho-tijolo na presença de estercobilina ou estercobilinogênio, ou verde, se o pigmento existente for a bilirrubina. O tubo pode ser incubado a 37ºC para acelerar a reação. A ausência de cor indica acolia, ou seja, ausência de bile no intestino.

EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES

Seu principal objetivo é o de identificar os parasitas intestinais que são eliminados pelas fezes. São utilizados inúmeros métodos qualitativos e quantitativos, com diferentes sensibilidades para a detecção de ovos e larvas de helmintos e cistos de protozoários. Durante a realização do exame macroscópico das fezes, é possível observar a presença de vermes adultos ou parte deles. No exame microscópico, é possível identificar-se ovos ou larvas de helmintos, cistos, trofozoítos ou oocistos de protozoários. O exame quantitativo permite inferir a intensidade do parasitismo. Entretanto, é pouco utilizado, pois tem interesse apenas científico e não para tratamento. Os métodos qualitativos são mais utilizados e podem incluir métodos de enriquecimento e coloração para facilitar a identificação dos parasitas.

 

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