Endocrinologia Geriátrica - Abordagens Específicas para o Paciente acima de 65 anos

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A Endocrinologia Geriátrica é hoje uma realidade cada vez mais presente em nossos consultórios. Graças aos avanços da medicina, vem ocorrendo um envelhecimento da população mundial. Com isso, é cada vez maior a necessidade de se compreender as particularidades de algumas doenças nessa população. A ideia deste livro é, pela primeira vez, reunir especialistas em Endocrinologia, Nutrição, Cardiologia e Geriatria e tentar rever as condutas frente a algumas das principais doenças da endocrinologia nos indivíduos acima de 65 anos.

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CAPÍTULO 1 - Fisiologia do Envelhecimento

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C APÍTULO

1

Fisiologia do Envelhecimento

Cynthia Salgado �

Nara N.C. Carvalho � Patrícia N. Mesquita

INTRODUÇÃO

O envelhecimento biológico é caracterizado por uma perda progressiva e previsível de células e função dos tecidos, tornando o organismo menos apto para se reproduzir e sobreviver. A deterioração da função é heterogênea entre os sistemas e indivíduos e é detectável, inicialmente, como uma perda das capacidades de reserva de restaurar a homeostase sob estresse e, posteriormente, pela função alterada em repouso.

Os mecanismos básicos da senilidade são desconhecidos. A melhor evidência disponível se refere à acumulação de uma série de mudanças bioquímicas que comprometem a função dos ácidos nucleicos, proteínas e membranas lipídicas. Essas alterações, provavelmente, incluem oxidação por radicais livres, mas também glicosilação não enzimática, e as mudanças epigenéticas, como a metilação do DNA e a acetilação das histonas.

Embora o envelhecimento seja uma condição complexa, os geneticistas, estudando organismos inferiores, têm provado o conceito de que uma

 

CAPÍTULO 2 - Diabetes Mellitus

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C APÍTULO

2

Diabetes Mellitus

Danilo Romano

Renata F. N. Salles �

João Eduardo N. Salles

INTRODUÇÃO

20

O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica degenerativa, com aumento considerável na prevalência mundial nos últimos anos, sendo um grande fator de risco de morte e de numerosas complicações não fatais.

Estudos epidemiológicos demonstram um aumento consistente da incidência e prevalência de diabetes mellitus (DM) no idoso. A prevalência de DM2 na população dos EUA com mais de 75 anos é de 20%, já na população brasileira, é de 7,4%, entretanto, na faixa etária entre 60 e 69 anos,

é de 17,4%, cerca de seis vezes mais do que a prevalência na população entre 30 e 39 anos.

No processo de envelhecimento normal, contribuem para um prejuízo no metabolismo da glicose a menor secreção de insulina mediada pela glicose, déficit na supressão da produção hepática de glicose e menor captação da glicose pelo músculo esquelético e tecido adiposo, mediado pela insulina.

 

CAPÍTULO 3 - Dislipoproteinemias

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C APÍTULO

3

Dislipoproteinemias

Roberto Luís Zagury �

Rodrigo O. Moreira

INTRODUÇÃO

34

Dislipoproteinemias, ou simplesmente dislipidemias, é um termo genérico que engloba uma ampla gama de transtornos envolvendo o metabolismo das lipoproteínas (LPs). Inclui desordens quantitativas, que cursam com redução ou elevação das concentrações dessas partículas, e patologias qualitativas, que alteram a sua composição. Neste capítulo, abordaremos apenas as hiperlipidemias (HIP), ou seja, as condições caracterizadas por aumento das LPs.

A importância do estudo desse tema está ligada ao papel central das

HIP na patogênese das doenças cardiovasculares (DCV), dentre as quais se destacam o acidente vascular encefálico (AVE), o infarto agudo do miocárdio (IAM) e a doença vascular periférica (DVP), importantes causas de morbidade e mortalidade no idoso. Aproximadamente 85% dos indivíduos que morrem de doença arterial coronariana (DAC) têm 65 anos ou mais. O mesmo ocorre com o AVE. Além disso, cumpre ressaltar que tanto os países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento, como o

 

CAPÍTULO 4 - Hipotireoidismo

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C APÍTULO

4

Hipotireoidismo

Gustavo Caldas � Érico Carvalho

� Fábio Moura

CONCEITO

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Hipotireoidismo é definido como o estado clínico resultante da quantidade insuficiente de hormônios da tireoide circulantes para suprir uma função orgânica normal. Pode ser primário (falência da tireoide), secundário ou terciário (disfunção hipofisária ou hipotalâmica, respectivamente). É caracterizado laboratorialmente por TSH (hormônio tireoestimulante) elevado com hormônios tireoidianos (T4 e T3 baixos) quando primário, e TSH e hormônios tireoidianos baixos quando central. As manifestações clínicas são múltiplas e resultam da redução da atividade metabólica e depósito de glicosaminoglicanos e ácido hialurônico na região intersticial.

Nos estágios iniciais da doença, os sintomas podem ser inespecíficos, como: mialgia, artralgia, cãibras, pele seca, dores de cabeça, menorragia, unhas quebradiças, cabelos mais finos, palidez e síndrome do túnel do carpo. Quando o hipotireoidismo se torna mais acentuado, pode ser evidenciado edema periférico, constipação, dispneia e ganho de peso. Outras manifestações incluem edema pericárdico, ascite, audição diminuída, hipertensão diastólica e sintomas psiquiátricos, como depressão, demência, mudança de personalidade e, raramente, psicose. A anemia pode ocorrer por deficiência de ferro em razão da menorragia e, em alguns casos, pela concomitante deficiência de vitamina B12. A dislipidemia, com níveis elevados de triglicerídeos e lipoproteína de baixa densidade (LDL) e com baixos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL), tem sido descrita e pode contribuir para aterosclerose acelerada.

 

CAPÍTULO 5 - Hipertireoidismo

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C APÍTULO

5

Hipertireoidismo

Geisa Maria C. de Macedo

Isabel Oliveira

Fábio Moura

CONCEITO

O hipertireoidismo é definido como “a síndrome patológica onde o organismo é exposto a grandes quantidades de hormônios tireoidianos” e é uma das entidades mais frequentes no dia a dia do endocrinologista.

Pode ter várias causas (doença de Graves [DG], bócio multinodular tóxico [BMT], nódulo solitário hiperfuncionante, tireoidites, drogas), e o seu quadro clínico é variável, com múltiplas apresentações. A suspeita clínica

é confirmada laboratorialmente pela presença de hormônio tireoestimulante (TSH) suprimido com tri-iodotironina (T3) e tiroxina(T4) elevados

(diagnóstico sindrômico). O diagnóstico etiológico pode ser feito pela presença de alguns sinais (p. ex., oftalmopatia, na DG) ou por meio de cintilografia de tireoide. O tratamento dependerá da etiologia.

O hipertireoidismo subclínico, uma situação caracterizada por TSH suprimido e T4L (tiroxina livre) normal, suas possíveis repercussões e, por consequência, o posicionamento sobre quando e como tratá-lo também estão entre os temas mais palpitantes e serão discutidos adiante.

 

CAPÍTULO 6 - Osteoporose

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C APÍTULO

6

Osteoporose

Francisco Bandeira � Saul O. Costa

Taciana B. Cavalcanti

� Paula de A. Prazeres

INTRODUÇÃO E EPIDEMIOLOGIA

A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da massa

óssea e deterioração na microarquitetura do tecido ósseo, levando à fragilidade mecânica e, consequentemente, à predisposição a fraturas com trauma mínimo. É o distúrbio osteometabólico mais comum e representa importante problema de saúde pública mundial, com predomínio no sexo feminino (4 a 8:1). O homem tem cerca de 30% mais massa óssea do que a mulher, além de uma melhor geometria e maior força óssea. Uma projeção estima que haverá 14 milhões de adultos osteoporóticos com idade superior a 50 anos em 2020. Com o envelhecimento da população mundial e o aumento da expectativa de vida, a incidência e a prevalência da osteoporose bem como sua importância econômica aumentarão cada vez mais.

As fraturas osteoporóticas são importantes causas de morbidade e estão associadas a acentuado risco de fratura subsequente e de mortalidade, tanto em homens quanto em mulheres. Do ponto de vista epidemiológico e clínico, observamos que as fraturas osteoporóticas mais importantes são as de vértebras, colo do fêmur e rádio distal. Porém as fraturas não vertebrais, que englobam todas as que ocorrem espontaneamente ou com a queda da própria altura, que não estejam localizadas em vértebras, face e dedos e não sejam patológicas, têm sido, do ponto de vista epidemiológico, reconhecidamente importantes, pois limitam a qualidade de vida e, em geral, requerem tratamento cirúrgico. As fraturas de colo do fêmur estão associadas não apenas a uma maior morbimortalidade, mas também a

 

CAPÍTULO 7 - Deficiência de Vitamina D

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C APÍTULO

7

Deficiência de Vitamina D

Luiz Henrique M. Griz �

Narriane C. P. de Holanda �

Daniele B. Fontan

INTRODUÇÃO

A hipovitaminose D tem se tornado endêmica devido à inadequada ingestão oral de vitamina D combinada com o uso de cremes de proteção solar, sendo responsável por várias consequências deletérias à saúde, incluindo fragilidade esquelética, fraqueza muscular bem como múltiplas morbidades extraesqueléticas.

A vitamina D é fundamental para a absorção do cálcio e do fósforo no intestino, e somente 10% a 15% do cálcio da dieta e 60% do fósforo são absorvidos sem a vitamina D. A deficiência de vitamina D é comum em crianças e adultos. Em crianças, causa retardo de crescimento e deformidades esqueléticas. No adulto, causa osteomalacia, fraqueza muscular, aumento do risco de queda e fraturas. Além de exercer esse papel importante no desenvolvimento do esqueleto e homeostase do cálcio, estudos recentes sugerem uma associação entre a deficiência de vitamina D e diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e 2 (DM2), doença cardiovascular (DCV), depressão, alguns tipos de câncer (mama, cólon e próstata), doenças infecciosas, doenças autoimunes e aumento da mortalidade.

 

CAPÍTULO 8 - Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino

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C APÍTULO

8

Distúrbio Androgênico do

Envelhecimento Masculino

Alexandre Hohl �

Marcelo Fernando Ronsoni

INTRODUÇÃO

Estudos demográficos recentes têm demonstrado um envelhecimento progressivo da população mundial. No Brasil, também está ocorrendo uma mudança na pirâmide etária, com uma diminuição na prevalência de adultos jovens e com aumento gradual da taxa de indivíduos com mais de

60 anos. Dados recentes publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes ao CENSO 2010 evidenciam uma proporção populacional brasileira de homens e mulheres de 0,959, e a taxa de homens com idade entre 50 e 59 anos, 60 a 69 anos e maiores de 70 anos são respectivamente 4,582 %, 2,766 % e 2,045%.

Devido a essa modificação etária populacional, diversos autores têm estudado as alterações no indivíduo decorrentes de seu envelhecimento, seja do âmbito socioeconômico, nas inter-relações ou seja nas mudanças físico-comportamentais. A busca pela saúde, pelo bem-estar e pelo conhecimento das mudanças do corpo também têm ganhado ênfase nos últimos tempos, trazendo mais os homens ao consultório do endocrinologista em busca de esclarecimentos e melhora da qualidade de vida.

 

CAPÍTULO 9 - Reposição Hormonal Feminina

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C APÍTULO

9

Reposição Hormonal Feminina

Mônica de Oliveira

Daniel Lins

ASPECTOS GERAIS

Com o aumento da expectativa de vida das populações, há um crescente interesse pelo uso da reposição hormonal feminina (RHF) não apenas no período do climatério. Segundo dados do Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE) de 2009, a mulher brasileira vive aproximadamente 77,8 anos, fazendo com que, em média, de um terço à metade da sua vida seja após a menopausa.

Questões como até quando a RHF é segura, o que fazer com a mulher idosa que persiste com queixas climatéricas ou como utilizar os derivados androgênicos na senectude são perguntas ainda sem respostas que procuraremos abordar.

A REPOSIÇÃO HORMONAL FEMININA  CONTEXTO HISTÓRICO

132

O uso da RHF foi iniciado a partir da década de 1940, quando houve a aprovação do uso de estrógenos conjugados para o tratamento da síndrome climatérica pela Food and Drug Admnistration (FDA). A década de 1960 foi caracterizada por um entusiasmo no uso da reposição hormonal feminina, ratificado por publicações como Feminine Forever, de

 

CAPÍTULO 10 - Doenças da Adrenal

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C APÍTULO

10

Doenças da Adrenal

Leandro K. J. de Pinto � Maria Caroline A. C. do Amaral �

Thais P. L. Corrêa

INTRODUÇÃO

As glândulas adrenais, por meio da secreção de diferentes hormônios, apresentam papel fundamental na regulação da resposta adaptativa do organismo ao meio ambiente. Participam da manutenção do equilíbrio entre a água e o sal corporais, do controle pressórico e metabólico, além da produção de hormônios sexuais.

A adrenal é dividida em duas camadas: medular e cortical. Essa última corresponde à maior parte da glândula e é responsável pela produção e secreção de hormônios esteroides, a partir do colesterol (esteroidogênese), de acordo com estímulos do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HHA).

O córtex adrenal consiste em três camadas: glomerulosa, fasciculada e reticular. A camada glomerulosa é produtora de mineralocorticoides, responsáveis pelo equilíbrio hidroeletrolítico, sendo seu principal produto a aldosterona. Na zona fasciculada são sintetizados os glicocorticoides, cortisol e corticosterona. Os androgênios são produzidos na zona reticular e são representados pela deidroepiandrosterona (DHEA) e androstenediona. Além disso, há uma pequena produção de testosterona, que, perifericamente, pode ser transformada em estrogênio.

 

CAPÍTULO 11 - Uso do Hormônio do Crescimento

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C APÍTULO

11

Uso do Hormônio do Crescimento

Flávia Lúcia Conceição �

Eduardo Micmather

ASPECTOS GERAIS E DEFINIÇÃO DE SOMATOPAUSA

O processo de envelhecimento é acompanhado por um aumento na prevalência de sinais e sintomas de fragilidade física. Esses se constituem de sarcopenia, osteopenia, com aumento do risco de fraturas, redução da capacidade no exercício, aumento da adiposidade visceral e de suas consequências, além de proporcionar uma piora na qualidade de vida.

Adultos com deficiência de hormônio do crescimento (GH) apresentam sinais e sintomas comparáveis aos apresentados pelos idosos, sendo que, nos pacientes com deficiência de GH (DGH), são revertidos ou melhorados com a sua reposição. Além disso, sabemos que a secreção de GH declina gradualmente com a idade, sendo demonstrado em um estudo que, após os 21 anos, ocorre um declínio de 14% na taxa de secreção desse hormônio a cada década. A associação desses achados com as alterações fisiológicas do processo de envelhecimento levaram ao surgimento do conceito da somatopausa.

 

CAPÍTULO 12 - Obesidade

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12

Obesidade

Miguel Madeira

� Alexander K. Benchimol

INTRODUÇÃO

Os idosos (maiores de 65 anos) são um dos segmentos populacionais que mais cresce em todo o mundo. Representam aproximadamente 15% da população da Europa Ocidental e dos Estados Unidos, e estima-se que essa proporção deva aumentar para 19% a 26% em 2025. A prevalência da obesidade também se eleva rapidamente, sendo reconhecida como um importante problema de saúde pública global. Atualmente estima-se que 50% das populações norte-americana e europeia estejam na faixa de sobrepeso ou obesidade. Entretanto, de maneira surpreendente, pouca atenção vem sendo dada à associação entre essas duas condições, especialmente pelo fato de a obesidade apresentar diferentes efeitos na morbidade e na mortalidade em indivíduos mais velhos quando comparados aos mais jovens, sendo um reconhecido fator de risco para doenças prevalentes nessa faixa etária, como diabetes mellitus (DM), coronariopatia, osteoartrose e certos tipos de neoplasias.

 

CAPÍTULO 13 - Cuidados Nutricionais

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C APÍTULO

13

Cuidados Nutricionais

Celeste Elvira Viggiano

INTRODUÇÃO

Envelhecer faz parte do processo natural do ciclo da vida, porém alterações anatômicas e fisiológicas progressivas acarretam reduções na capacidade funcional de diversos sistemas, que afetam o estado nutricional e a saúde do idoso.

É sabido que os idosos adoecem mais que a população jovem, particularmente aqueles com mais de 75 anos que convivem, em média, com

3,5 doenças crônicas. Considerando as diversas mudanças fisiológicas, esses indivíduos apresentam menor reserva funcional e equilíbrio instável, o que os torna mais vulneráveis ao descontrole de doenças, que seriam facilmente transponíveis em outras fases da vida.

As metas de saúde para essa faixa etária são o envelhecimento ativo, o conforto e a funcionalidade, e o sistema de saúde deve estar preparado para atender a essa população, capacitando os profissionais de saúde para prevenir e assistir as doenças mais prevalentes.

 

CAPÍTULO 14 - Prescrição de Exercícios

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C APÍTULO

14

Prescrição de Exercícios

Artur H. Herdy � Rafaella Zulianello

INTRODUÇÃO

O crescente envelhecimento populacional deixou de ser notável apenas em países desenvolvidos para se tornar um fenômeno mundial. O censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE) mostra que o aumento da expectativa de vida ao nascer e a queda da fecundidade no Brasil têm feito subir o número de idosos, que passou, no período entre 1999 e 2009, de 6,4 para 9,7 milhões. Em termos de percentuais, a proporção de idosos na população subiu de 3,9% para

5,1%. Mesmo que o Brasil ainda seja considerado um país jovem, esse estreitamento no topo da pirâmide etária brasileira motiva estudiosos de diversas áreas a desenvolver estratégias que possam minimizar os efeitos negativos do avanço da idade cronológica no organismo. Nesse contexto, a prática regular de exercícios físicos surge como uma ferramenta voltada para manutenção da capacidade funcional, proporcionando qualidade de vida e autonomia no decorrer do processo de envelhecimento.

 

CAPÍTULO 15 - Resistência à Insulina e Demência

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C APÍTULO

15

Resistência à

Insulina e Demência

Renata Freitas Nogueira Salles �

João Eduardo Nunes Salles

INTRODUÇÃO

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A Doença de Alzheimer (DA) é a causa mais frequente de demência em pessoas idosas, sendo responsável por 50% a 60% dos casos. A segunda forma de demência mais comum é a vascular (DV), chegando de 12% a

20% dos casos.

Durante décadas, “arteriosclerose cerebral” esteve consagrado como o termo técnico para demência, inclusive tendo a designação “esclerosado” como referência ao paciente portador dessa síndrome. Isso persistiu até constatarem como causa primordial das demências os processos degenerativos primários do Sistema Nervoso Central (SNC) (principalmente a

DA), desbancando, assim, os processos mórbidos vasculares cerebrais, como causas titulares fisiopatológicas da síndrome demencial em geral.

A DV se refere às síndromes demenciais que são secundárias a diferentes agravos da circulação sanguínea cerebral – acidente vascular encefálico

 

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