Tratado de Animais Selvagens - Medicina Veterinária, 2ª edição

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Revisada e ampliada, esta segunda edição do Tratado de Animais Selvagens | Medicina Veterinária é uma obra de consulta e apoio inigualáveis para todos aqueles que atuam no campo da medicina veterinária de animais selvagens, assim como para os colegas que praticam a clínica e o manejo de animais exóticos e ornamentais domiciliados.or sua abrangência e multidisciplinaridade, este livro também será valioso para os profissionais da área de conservação da biodiversidade, como ecólogos, epidemiologistas, educadores, analistas ambientais e pesquisadores científicos.

Informações e experiências de 184 renomados especialistas – 167 brasileiros e 17 de outras oito nacionalidades – são compartilhadas em 134 capítulos distribuídos em 11 seções. obra abrange diversos temas relevantes, como:

• Questões éticas, legais e conceituais aplicadas à fauna selvagem• Aspectos médico-veterinários de invertebrados e vertebrados, com especial destaque para a fauna sul-americana• Procedimentos diagnósticos, incluindo patologia clínica, patologia forense, técnicas necroscópicas, biologia molecular e sorologia, citologia, radiologia, ultrassonografi a, endoscopia e tomografia computadorizada• Protocolos anestésicos, analgésicos, cirúrgicos, terapêuticos e técnicas aplicadas à terapia intensiva• Avanços em oftalmologia, odontoestomatologia, fisioterapia e reabilitação• Métodos de vigilância epidemiológica em fauna selvagem, zoonoses, sanidade e profilaxia• Planejamento nutricional• Criobiologia e bancos de reserva genética, monitoramento hormonal não invasivo e aspectos reprodutivos• Temas contemporâneos relacionados com a medicina da conservação, como mudanças climáticas globais, emergências ambientais, implicações e riscos em movimentações de fauna, espécies exóticas invasoras, genética populacional, manejo de recursos pesqueiros em reservatórios, perspectivas e desafios para a fauna brasileira.

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Capítulo 1 - Conservação e Bem estar Animal

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Capítulo 1

Conservação e

Bem‑estar Animal

Paulo Anselmo Nunes Felippe

Cristina Harumi Adania

CC

Introdução

No contexto de um mundo globalizado, em que a inter‑ net e as redes sociais conectam pessoas de todas as re­giões do mundo, as semelhanças e as desigualdades acabam sendo dis‑ cutidas. Em um passado recente, a relação humano‑humano foi exaustivamente exposta, e vários aspectos, desde sua sexua­ lidade até seu papel social, desafiam uma apreciação coletiva, que se mobiliza no sentido de entender e abrir espaço para as minorias. Neste contexto, a relação homem‑animal, seja ele doméstico ou selvagem, não tem sido diferente. A humani‑ dade parece ter se debruçado sobre o tema nos últimos anos e, nos dias atuais, os animais estão representados politicamente em cidades e estados brasileiros, a comunidade científica tem revisto a experimentação animal, criando os chamados comi‑ tês de ética; a produção pecuá­ria vem sofrendo uma pressão social, no sentido de adotar práticas éticas e de bem‑estar ani‑ mal, o que indica uma expansão dos conceitos éticos humanos a todos os animais do planeta.

 

Capítulo 2 - Educação para a Conservação: Propostas para o Ensino de Pós Graduação

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Capítulo 2

Educação para a Conservação

– Propostas para o Ensino de

Pós‑graduação

Cristiana Saddy Martins

Suzana Machado Padua

Claudio B. Valladares‑Padua

CC

Uma pequena história

Fomos convidados a apresentar neste capítulo nossas expe‑ riências em educação para conservação, e no início foi difícil escolher qual abordagem iría­mos utilizar. A educação envolve pensamentos, métodos e ações distintas, e nossa experiência como uma organização socioambiental é rica em diferentes processos, que vão de atividades escolares formais no nível de ensino fundamental ou eventos educativos informais até a estruturação e rea­li­zação de cursos inovadores de pós‑gra‑ duação1–5. Esta diversidade envolve grupos focais, métodos e resultados muito específicos, e, por isso, optamos em relatar experiências que dizem respeito ao ensino formal de pós‑gra‑ duação.

A educação ambiental trabalhada no nível da escola funda‑ mental e média está ba­sea­da hoje no Brasil nos princípios da

 

Capítulo 3 - Procedimentos Legais para a Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Brasileira

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Capítulo 3

Procedimentos Legais para a Pesquisa e

Conservação da

Biodiversidade Brasileira

Marcia Chame

Norma Labarthe

CC

Introdução

Este capítulo objetiva contribuir com a observação dos preceitos legais brasileiros por parte dos pesquisadores e facilitar a navegação pelo processo de obtenção das licenças necessárias à execução de estudos que envolvam a biodiver­ sidade brasileira. Assim, as informações aqui contidas pode­ rão necessitar adequações à medida que a legislação brasi­ leira for alterada.

Há muitos anos, a colheita de material biológico, especialmente da fauna, é regulamentada por órgão do governo do federal.

Entretanto, a partir da Convenção da Diversidade Biológica

(CDB), assinada por diversos paí­ses, inclusive o Brasil, em

1992, no Rio de Janeiro, durante a Conferência das Nações

Unidas para o Desenvolvimento (UNCED), mais conhecida como RIO92 ou ECO92, as normas mundiais e nacionais sofreram modificações importantes. Assim, entre os diversos avanços obtidos com a CDB, os paí­ses dela signatários passa­ ram a reconhecer a soberania nacional sobre a biodiversidade.

 

Capítulo 4 - Gestão Ambiental em Zoológicos

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Capítulo 4

Gestão Ambiental em Zoológicos

João Batista da Cruz

CC

Introdução

A manutenção de espécies nativas e exóticas em cativeiro demanda ações que reproduzam a vida dos animais em seu habitat. Neste contexto, além das atividades vitais, como nutri‑

ção, manejo adequado, ambientação de recintos e programas de enriquecimento e condicionamento, surgem as demandas relacionadas com a gestão de recursos naturais, controle de poluição, disposição adequada de re­sí­duos, as quais tornam‑se elementos indispensáveis para a operação de um zoológico.

A implantação de ações de gestão ambiental em um zooló‑ gico indica o seu nível de envolvimento e compromisso com a causa da conservação. Ele é um grande reforço para a sanidade e o bem‑estar dos animais e dos colaboradores e visitantes, além de realçar a beleza e a harmonia do ambiente.

Cuidados com o meio ambiente estabelecem interligações que permeiam as ­áreas vitais à operação de um zoológico, consolidando programas de conservação, educação ambiental, pesquisas científicas e, por meio de um conjunto de procedi‑ mentos e práticas, minimizando seus impactos, aumentando a eficiên­cia da operação e organizando e otimizando o uso dos recursos naturais, humanos e financeiros.

 

Capítulo 5 - Fisiopatologia do Estresse

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Capítulo 5

Fisiopatologia do Estresse

Heloí­sa Orsini

Eduardo Fernandes Bondan

Introdução

CC

A manutenção de animais selvagens em cativeiro é uma prática bastante observada na atua­li­da­de, não apenas porque tais animais representam, para alguns in­di­ví­duos, uma alter‑ nativa aos animais de companhia mais tradicionais, mas tam‑ bém porque o cativeiro vem se tornando cada vez mais um recurso necessário para a conservação de espécies amea­çadas de extinção. Dadas às crescentes situações de perda e de frag‑ mentação de habitats, de caça predatória e de tráfico sofridas pelos animais, o cativeiro ­atua como centro de conservação e reserva genética de populações selvagens sujeitas à extinção. A manutenção em confinamento de animais de natureza selva‑ gem, entretanto, traz desafios que dizem respeito à capacidade de tais animais em se adaptar a esta condição. Geralmente, as condições restritivas e inadequadas de manejo e nutrição presentes fazem com que os animais estejam constantemente submetidos a uma situação de estresse, que afeta a sua higi‑ dez. Este capítulo visa descrever os mecanismos envolvidos na indução do estresse, bem como os aspectos fisiopatológicos deste processo, que traz agravos à saú­de e ao bem‑estar dos animais e que pode também ocasionar alterações comporta‑ mentais.

 

Capítulo 6 - Métodos de Marcação e Identificação

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Capítulo 6

Métodos de Marcação e Identificação

Lauro Leite Soares Neto

CC

Introdução

A identificação in­di­vi­dual de animais é essencial tanto para o manejo em cativeiro como no trabalho a campo e no manejo de populações de animais selvagens em vida livre, sobretudo em estudos de comportamento, distribuição, uso de habitat, população e parâmetros referentes à história de vida1. Esta iden‑ tificação pode ser rea­li­zada por meio da rea­li­zação de marcas naturais ou artificiais, sendo estas temporárias ou permanentes.

Um método de marcação ­ideal deve apresentar como caracte‑ rísticas: causar o mínimo de dor, sofrimento ou interferência no comportamento, longevidade e vida social; ser de fácil e rápida aplicação; tornar possível a identificação à distância, sem que haja necessidade de contenção; ser permanente ou permanecer durante todo o perío­do de pesquisa; ter custo acessível2,3.

A seguir, estão descritos os principais métodos de marca‑

 

Capítulo 7 - Enriquecimento Ambiental

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Capítulo 7

Enriquecimento

Ambiental

Ana Maria Beresca

CC

Introdução

Os animais selvagens dispendem tempo e energia consideráveis procurando alimentos1–3, construindo ninhos, defendendo territórios e procurando por parceiros para acasalamento. Em cativeiro, o manejo cuidadoso dos animais e o acesso fácil deles ao alimento, aos abrigos e aos parceiros reduzem significativamente as atividades ou o tempo destinado a elas. Por essa razão, o ambiente de cativeiro requer métodos alternativos para estimular comportamentos mais próximos dos naturais, que aten­ dam tanto às necessidades físicas como às mentais desses animais1. Reconhece‑se, portanto, a necessidade de ambientes complexos e imprevisíveis para os animais selvagens cativos.

Pela pouca informação disponível sobre o bem‑estar animal, os zoológicos mantinham até pouco tempo animais em ambientes precários. Felizmente, estas questões passaram a ser discutidas e estudadas na comunidade de zoológicos do

 

Capítulo 8 - Condicionamento Operante – Base Teórica e Aplicação no Treinamento de Animais Selvagens em Cativeiro

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Capítulo 8

Condicionamento

Operante – Base Teórica e Aplicação no Treinamento de

Animais Selvagens em Cativeiro

Cynthia Fernandes Cipreste

CC

Introdução

O treinamento de animais com o objetivo de lhes propor‑ cionar melhor qualidade de vida é uma alternativa cada vez mais utilizada por profissionais que trabalham em instituições que mantêm animais selvagens em cativeiro. Com a preocu‑ pação cada vez maior em oferecer condições que propiciem o bem‑estar animal, a utilização do treinamento, além de minimizar o estresse frente a procedimentos como manejo e exames veterinários, garante a segurança dos animais e dos técnicos envolvidos. Com a utilização do condicionamento operante, é possível treinar animais para que entrem em bre‑ tes, em caixas de transporte, em caixas de contenção e para que cooperem em exames e tratamentos, facilitando o traba‑ lho de médicos-veterinários, bió­logos e tratadores. O condi‑ cionamento clássico também pode ser usado em projetos de treinamento antipredação, com animais cativos, para a rein‑ trodução de espécies amea­çadas. Apesar de todos os benefí‑ cios que o treinamento pode oferecer, sua aplicação deve ser avaliada quanto à disponibilidade e aptidão dos profissionais que serão responsáveis por esta atividade, aos objetivos da ins‑ tituição e aos animais a serem treinados. É importante que o treinador conheça a teoria da aprendizagem animal e também a história natural da espécie com que irá trabalhar, bem como as par­ticularidades de cada in­di­ví­duo. Este conhecimento é de extrema importância, pois treinar implica modificar o com‑ portamento, e este processo deve ser rea­li­zado com consciên­ cia para que não ocorram acidentes e/ou danos ao comporta‑ mento do animal. Para que as atividades de treinamento sejam planejadas de acordo com as necessidades de cada animal, e também dos profissionais envolvidos, é interessante que haja um setor responsável por esta atividade. É importante ressal‑ tar que o treinamento deve ser feito com base nas necessida‑ des e nos objetivos da instituição, levando‑se em conta fatores como dificuldade de manejo, necessidade de rea­li­zação de um exame ou de um tratamento, transporte, entre outros. Um treinamento deve ser avaliado quanto a sua real necessidade e disponibilidade de tempo e de pessoal qualificado. Algumas

 

Capítulo 9 - Eutanásia

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Capítulo 9

Eutanásia

Hélia Maria Piedade

CC

Introdução

Uma das mais difíceis decisões a ser tomada pelo médicoveterinário é referente ao momento adequado e necessário para a rea­li­zação da eutanásia, procedimento ainda mais polêmico e discutível quando se trata de um animal selvagem1–10.

No atendimento a animais de estimação não convencionais, o clínico veterinário se depara com situações que exigem um conhecimento e preparo técnico intenso2,3,11–16. Tal fato leva a necessidade de profissionais especializados e familiarizados com as características biológicas de cada grupo, além da formação clínica específica para o atendimento adequado destes animais17–19.

Nos casos em que animais atendidos por médicos-veterinários pertençam à fauna brasileira, ocorre um agravante, pois há a necessidade do conhecimento da legislação vigente referente à posse, status de conservação da espécie, além das destinações possíveis e recomendadas para o in­di­ví­duo em casos específicos, como indicado pela Lei 9.606/98 e pelas Instruções

 

Capítulo 10 - Arthropoda (Aracnídeos, Insetos, Crustáceos e Miriápodes)

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Capítulo 10

Arthropoda

(Aracnídeos, Insetos,

Crustáceos e Miriápodes)

José Machado Neves Júnior

CC

Introdução

Dentre as diversas especialidades da medicina de animais selvagens e da medicina comparada, com a medicina de ani‑ mais selvagens sendo inserida em um contexto filogenético do qual não pode ser dicotomizada (Figura 10.1), a clínica de invertebrados é uma das menos exploradas. Diversos fatores contribuem para isso: o pequeno interesse por esses animais, que frequentemente provocam repulsa, mesmo em profissio‑ nais das ­áreas biológica e biomédica; a associação que é nor‑ malmente feita dos invertebrados com nocividade para seres humanos e para outros vertebrados; e o desconhecimento da fisiologia e da aplicabilidade de procedimentos terapêuticos em invertebrados.

Medicina comparada

Fisiologia

Homeostase

“O desenvolvimento de sintomas somente ocorrerá se houver falha homeostática, portanto as doenças somente podem ser assim chamadas quando provocarem essas falhas”.

 

Capítulo 11 - Peixes Elasmobrânquios

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Capítulo 11

Peixes

Elasmobrânquios

Andréa Maranho

Paula Baldassin

CC

Biologia

Os tubarões sempre despertaram um grande fascínio no ser humano, porém há poucos estudos com esse espetacular ani‑ mal na medicina veterinária.

Todos os peixes modernos – exceto os peixes que não apre‑ sentam nadadeiras em pares, mandíbula e esqueleto ósseo, como as lampreias e os peixes‑bruxa – pertencem ao grupo dos osteí­ctes (peixes ­ósseos) ou condrictes (peixes cartilagi‑ nosos). Os osteí­ctes representam a maioria dos peixes e são caracterizados por apresentar endoesqueleto ósseo e ve­sícula natatória. Os condrictes são caracterizados por apresentar ausência de ve­sícula natatória e esqueleto de tecido cartilagi‑ noso, menos denso e flexível.

Tubarões e raias integram o grupo dos elasmobrânquios

(peixes cartilaginosos – condrictes) e estão entre os vertebra‑ dos de maior sucesso evolutivo, com uma história de vida que se iniciou há cerca de 400 milhões de anos, ainda no perío­do

 

Capítulo 12 - Anfíbios (Rã, Sapo e Cobra-cega)

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Capítulo 12

Anfíbios (Rã, Sapo e

Cobra-cega)

Cátia Dejuste de Paula e Luís Felipe Toledo

CC

Biologia

Amphibia é a classe que reú­ne três ordens bastante distintas, que diferem, por exemplo, em comportamento, ecologia, biogeografia, fisiologia e evolução. São elas Anura (sapos, rãs, gias e pererecas), Gymnophiona (cecílias, cobras‑cegas e boicegas) e Caudata (salamandras, axolotles e tritões).

Os Caudata são muito bem estudados no hemisfério norte, principalmente nos EUA e na Europa, dado que são regiões onde se concentra sua maior diversidade. Atualmente são conhecidas pouco mais de 600 espécies, destas apenas duas estão no Brasil (Bolitoglossa altamazonica e B. paraensis), ambas na Amazônia1.

As Gymnophiona apresentam uma diversidade maior do que os Caudata na América do Sul, sendo conhecidas cerca de

200 espécies no mundo e pouco mais de 30 espécies no Brasil1.

No Brasil, apesar desses animais serem encontrados em todos os biomas, são também muito pouco conhecidos, especialmente em virtude de seu hábito de vida discreto e fossório

 

Capítulo 13 - Crocodylia (Jacarés e Crocodilos)

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Capítulo 13

Crocodylia (Jacarés e Crocodilos)

Luí­s Antonio B. Bassetti

Luciano M. Verdade

CC

Biologia e conservação

Os crocodilianos surgiram há cerca de 200  milhões de anos, sendo um grupo evolutivamente conservador, for‑ mando a atual ordem Crocodylia pertencente à subclasse

Archeosauria, a mesma dos dinossauros e das aves1. São pre‑ dadores de grande porte (de 1,5 a 7 m de comprimento total quando adultos), que se alimentam de uma vasta gama de presas, de pequenos insetos e outros invertebrados, até ver‑ tebrados de grande porte, incluindo eventualmente seres humanos, no caso de espécies de maior porte2,3. Sua reprodu‑

ção costuma ocorrer no verão; sua ­área de distribuição tende a ser mais concentrada quanto maior a distância do equador.

As fêmeas, em geral, exibem comportamento de proteção ao ninho, que pode ser construí­do com material vegetal ou ser um simples buraco cavado na areia, podendo conter de 20 a

70 ovos, dependendo da espécie. Há de se ter cuidado com posturas rea­li­zadas por mais de uma fêmea no mesmo ninho4.

 

Capítulo 14 - Squamata – Sauria (Iguana e Lagartos)

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Capítulo 14

Squamata – Sauria

(Iguana e Lagartos)

Adriano Bauer

Gustavo Bauer

CC

Introdução

Os répteis descendem dos anfíbios, porém se diferenciaram destes por apresentarem a pele seca e cornificada sob a forma de escamas ou escudos e pelo aparecimento do ovo adaptado para desenvolvimento em terra, com membranas e cascas para proteger o embrião dentro de uma pequena câmara úmida.

Estas duas características evolutivas, entre outras, possibilita‑ ram a conquista do meio terrestre.

A ordem Squamata é a mais diversificada da classe Reptilia e inclui a subordem Sauria (Lacertilia, lagartos), constituí­da de 19 famílias, por volta de 4.500 espécies de lagartos de hábi‑ tos e características peculiares e capazes de habitar os meios aquá­tico, terrestre e arborícola. Algumas espécies de lagartos habitam ­áreas de clima temperado e frio, porém a maior parte das espécies encontra‑se nas re­giões tropicais e desérticas do globo1–3.

Os lagartos não são capazes de manter constante a tem‑ peratura corpórea considerada ótima para a manutenção do metabolismo normal do organismo, ou seja, dependem de fontes externas de energia térmica para rea­li­zar termorregu‑ lação (ectotermia). É importante salientar que os mecanismos de termorregulação endógena também estão presentes nos répteis, assim como ocorre em mamíferos e aves, sendo que esta incapacidade em manter níveis ótimos de temperatura ocorre em razão da taxa metabólica dos répteis ser significati‑ vamente menor que nessas outras classes2,4.

 

Capítulo 15 - Squamata (Serpentes)

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Capítulo 15

Squamata (Serpentes)

Kathleen Fernandes Grego

Luciana Rameh de Albuquerque

Cristiane Kiyomi Miyaji Kolesnikovas

CC

Introdução

As serpentes estão incluí­das na Ordem Squamata e com‑ põem a Subordem Serpentes, atualmente com cerca de 2.900 espécies no mundo. As serpentes são encontradas em quase todas as partes do planeta, com exceção das calotas polares, e habitam principalmente as re­giões temperadas e tropicais, em razão da dependência do calor, pois são animais ectotérmi‑ cos. A ectotermia é uma das características mais importantes dos répteis, afetando quase todos os aspectos de sua fisiologia.

As serpentes ocupam praticamente todos os ambientes dispo‑ níveis, desde os terrestres, subterrâneos e arbóreos, até águas continentais e oceânicas. No Brasil, existem representantes de 10  famílias, 81  gêneros e 371 espécies1. Esta diversidade

é decorrente da enorme variedade de ecossistemas encon‑ trada no paí­s. As famílias de maior interesse em cativeiro no Brasil são: Boidae (cobra‑papagaio, sucuri, jiboia, sala‑ manta), Dipsadidae (falsas‑corais, muçuranas, cobras‑d’água, cobras‑verde), Colubridae (cobra‑cipó, caninana e as serpen‑ tes exóticas – milksnakes e cornsnakes), Viperidae (cascavel, surucucu‑pico‑de‑jaca e jararacas), Elapidae (corais‑verdadei‑ ras) e a família exótica Pitonidae (pítons) (Tabela 15.1).

 

Capítulo 16 - Testudines (Tigre d’água, Cágado e Jabuti)

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Capítulo 16

Testudines

(Tigre d’água,

Cágado e Jabuti)

Gustavo Henrique Pereira Dutra

CC

Aspectos biológicos e status de conservação

A classe dos répteis está organizada em duas subclasses: a Anapsida (que inclui as tartarugas, ordem Testudines) e a

Diapsida (que inclui outros répteis). Os répteis Anapsida são caracterizados por um crânio primitivo sem aberturas tem‑ porais. Animais da ordem Testudines diferem dos de outras ordens dos répteis por ter a coluna vertebral fixada à carapaça.

Além disso, são os únicos répteis cuja escápula está localizada ventralmente às costelas. As tartarugas são os únicos represen‑ tantes dos Anapsida vivos1. Tradicionalmente, tartarugas são chamadas de quelônios, porém o termo preferido atualmente

é testudíneos. Neste capítulo, os termos testudíneos e quelô‑ nios serão usados como sinônimos.

Há atualmente duas subordens (Cryptodira e Pleurodira), que compreendem 14  famílias, 90  gêneros, 319 espécies e

 

Capítulo 17 - Testudines Marinhos (Tartarugas Marinhas)

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Capítulo 17

Testudines Marinhos

(Tartarugas Marinhas)

Cecília Baptistotte

CC

Biologia

As tartarugas marinhas representam um componente primitivo e singular da diversidade biológica, sendo parte importante dos ecossistemas marinhos. Pertencem à mais antiga linhagem de répteis vivos, tendo aparecido pela pri‑ meira vez no período jurássico. O registro mais antigo de tar‑ taruga marinha no mundo, datado de aproximadamente 110 milhões de anos, é da espécie recém‑descrita Santanachelys gaffneyi (Protostegidae), encontrada no interior do Ceará, no município de Santana do Cariri, na Chapada do Araripe. A análise deste espécime permitiu constatar que as tartarugas marinhas atuais não sofreram muitas modificações desde os registros fósseis mais antigos desse grupo1. Sua origem é ter‑ restre, porém evoluíram e se adaptaram ao ambiente mari‑ nho, diferenciando‑se de outros répteis. Seus membros loco‑ motores evoluíram para nadadeiras com pequenas garras e sua carapaça tornou‑se achatada dorsoventralmente, ficando mais leve e hidrodinâmica. Outra importante evolução foi o surgimento de glândulas de sal, localizadas atrás dos glo‑ bos oculares, que possuem a função de filtrar o excesso de sódio do organismo do animal2. As tartarugas marinhas vêm a terra apenas para fazer oviposição. Na terra são lentas e vulneráveis a predadores, mas no mar deslocam‑se com rapi‑ dez e agilidade.

 

Capítulo 18 - Rheiformes (Ema) e Struthioniformes (Avestruz, Emu e Casuar)

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Capítulo 18

Rheiformes (Ema) e Struthioniformes

(Avestruz, Emu e Casuar)

Maristela Lovato

Elisandro Oliveira dos Santos

CC

Introdução

A criação de ratitas em zoológicos, criadouros, fazendas e centros de triagem é muito antiga. Algumas espécies foram extintas e outras chegaram a estar amea­çadas pela caça, uso de defensivos tóxicos para controle de pragas na agricultura ou abate para a comercialização de plumas, couro e carne.

Há consenso de que todas as aves da ordem Struthioniformes têm um antepassado comum, grupo monofilético, cujos des‑ cendentes propagaram‑se pela América do Sul, África e

Austrália, quando havia comunicação entre os continentes. O esqueleto tem uma diferença marcante em relação às outras aves, que é o esterno sem quilha, quase sem massa ­muscular, com formato achatado e comparado a uma jangada, do latim ratis (jangada), que deu origem ao nome popular ratitas.

No Brasil, a criação comercial de avestruzes (Struthio came­ lus) e emas (Rhea americana) é recente, já emus e casuares só são encontrados em zoológicos ou criadouros conservacio‑ nistas. Levantamento, não publicado, rea­li­zado pela equipe do

 

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