Série Gestão Estratégica - Faces da Decisão - Abordagem Sistêmica do Processo Decisório

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O tema central deste livro é o impacto da tomada de decisões sobre o ser humano, com tudo o que esse processo tem de paradoxal - o medo, a perda, o risco - mas ao mesmo tempo com a possibilidade de mudar, de aprender, de construir um futuro melhor. Centrando-se na vida cotidiana (e ao contrário da literatura tradicional) Faces da decisão aborda o processo decisório como um fluxo permanente e sistêmico que deve ser estudado de maneira integrada, não apenas sob aspectos conceituais ou constitutivos, mas com toda a gama de percepções, sentimentos, emoções, valores, necessidades e desafios do decisor no contexto em que as escolhas são efetuadas.

9 capítulos

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Capítulo 1. Aspectos Conceituais da Decisão

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CAPÍTULO

1

Aspectos Conceituais da Decisão

Etimologicamente, a palavra decisão

é formada pelo prefixo latino de (com o significado de parar, extrair, interromper) e pela palavra caedere (que significa cindir, cortar).

Tomada ao pé da letra, a palavra decisão significa “parar de cortar” ou “deixar fluir”.

DE (parar de) + CAEDERE (cortar)

DECIDIR = parar de cortar, deixar fluir

Esse sentido de “deixar fluir” explica por que a dificuldade ou a lentidão em decidir é sentida como um gargalo, que obstrui o fluxo das ações.

A indecisão, essa sim, implica estagnação.

A história nos mostra uma preocupação constante do homem com o seu destino, com as possibilidades de moldá-lo ou de exercer controle sobre ele. Desde os primórdios da civilização, o ser humano procurou, em seu contexto sociocultural, referências balizadoras para as suas decisões.

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Capítulo Um

Nas culturas mágicas originárias, o homem procurou estabelecer formas de comunicação com o sobrenatural para imaginar o futuro antes de tomar decisões importantes.

 

Capítulo 2. Estrutura do Processo Decisório

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CAPÍTULO

2

Estrutura do Processo Decisório

A vida humana foi comparada simbolicamente por Platão a uma carruagem, cujo condutor é representado pela percepção; as rédeas, pelos pensamentos; e os cavalos, pelas emoções. Essa bela imagem é extremamente feliz para a representação da integralidade do ser humano. A cultura ocidental pós-renascentista (pós-cartesiana) se habituou a encarar a pessoa por suas partes e a privilegiar uma ou outra dessas partes, na dependência do contexto da observação. Nosso ponto de partida no estudo da decisão é o de que, se estudamos o processo decisório com uma abordagem fragmentada, ainda que necessária sob o ponto de vista didático, nunca deve perder de vista a integralidade do processo. O processo decisório deve sempre ser encarado como um fenômeno global, mesmo que seja estudado separadamente, em seus aspectos mágicos, fisiológicos, psicológicos, emocionais, racionais, lógicos e outros eventuais.

Neste capítulo, o processo decisório é estudado sob três ângulos:

 

Capítulo 3. Dimensões Sistêmicas da Decisão

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CAPÍTULO

3

Dimensões Sistêmicas da Decisão

3.1 A CRISE DE PERCEPÇÃO NO MUNDO

CONTEMPORÂNEO

As decisões contemporâneas estão correlacionadas com as macromudanças que estão acontecendo no cenário mundial. Esse não é um tema novo; ao contrário, poucos assuntos têm sido tão debatidos nos últimos tempos, seja nos salões acadêmicos, seja nos meios empresariais ou do governo. Isso acontece porque estamos vivendo um momento muito especial na história humana, um daqueles momentos de síntese que permitem uma mudança de patamar, uma transformação de grande amplitude e profundidade. A transformação é uma mudança definitiva, radical e revolucionária. A sensação de perda de referências que acontece nesses momentos cria um estado de perplexidade em todas as pessoas.

É isso que Fritjof Capra identifica como a grande crise do nosso tempo

– a crise de percepção.

“Encontramo-nos no meio de uma mudança tão radical que nos obriga a rever todos os nossos parâmetros decisórios, porque os novos paradigmas são sistêmicos, afetam-nos de maneira geral e absoluta, o que implica uma transformação total do nosso modo de ser e de agir... O mais grave é que políticos, empresários, acadêmicos e

 

Capítulo 4. Paradoxos e Decisões

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CAPÍTULO

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Paradoxos e Decisões

4.1 DECIDINDO ATRAVÉS DOS PARADOXOS

Observadas à luz da história, as decisões revelam a essência do comportamento humano no mundo, com suas tradições, seus feitos, suas práticas, suas crenças, sua cultura e seus paradoxos.

Paradoxo é uma situação com alternativas múltiplas e conseqüências opostas. Todo paradoxo envolve uma contradição e, muitas vezes, confunde o decisor e o induz a resultados errôneos, a conseqüências indesejáveis ou arriscadas, a partir de alternativas corretas ou premissas coerentes.

Em uma sociedade paradoxal como a nossa, não existem decisões simples e receitas infalíveis, porque:

“Há um paradoxo no âmago de todas as coisas, e o desafio do futuro é achar um caminho através dos paradoxos, já que eles não podem ser resolvidos, mas apenas controlados (...) Quanto mais turbulenta a época, mais complexos são o mundo e os seus paradoxos.

A turbulência está associada à Teoria do Caos. Segundo essa teoria, a turbulência é um prelúdio necessário à criatividade e a alguma nova ordem. Portanto, podemos e devemos reduzir a severidade de algumas contradições, minimizar as inconsistências e entender os

 

Capítulo 5. Decisão e Mudança

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CAPÍTULO

5

Decisão e Mudança

Diz um antigo provérbio chinês que “Não há nada mais permanente do que a mudança”. A mudança faz parte da nossa vida. Não apenas, nós, os seres humanos, mas tudo o que nos rodeia está em permanente transformação. O próprio Universo encontra-se, há bilhões de anos, em processo de expansão, ou seja, de mudança. Materiais, objetos, minerais, vegetais, por mais que pareçam estáveis, estão em processo de mudança. O que varia é apenas a velocidade. Nos sistemas vivos, os ciclos da mudança são mais rápidos, portanto mais visíveis.

Quanto mais rápidas as mudanças, maior o seu impacto nas pessoas, porque elas têm que tomar decisões para se adaptar à nova situação.

É esse processo de adaptação contínua que garante a sobrevivência e o desenvolvimento humanos. De certa forma, todos os sistemas adaptamse às novas circunstâncias, mas apenas o ser humano o faz de maneira consciente e criativa. Ele é o único capaz de intervir no curso das mudanças, de influir sobre elas e de optar entre alternativas múltiplas.

 

Capítulo 6. Decisões nas Empresas

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CAPÍTULO

6

Decisões nas Empresas

6.1 CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA ADMINISTRATIVA

AO ESTUDO DO PROCESSO DECISÓRIO

A teoria administrativa é uma ciência nova, que surgiu no início do século XX, em decorrência das dramáticas mudanças na estrutura social do trabalho causadas pela Revolução Industrial. Sua primeira abordagem foi chamada de Escola Clássica ou Racional (1910 a 1950), e, nela, poucos temas foram tratados de maneira tão fragmentada e unilateral como o processo decisório.

Embora o século XX tenha despontado sob o influxo de transformações sociais muito profundas, o impacto que elas causaram no ambiente foi relativamente pequeno, já que não havia uma rede de comunicações tão generalizada como agora. O ambiente era estável, as coisas demoravam a acontecer. A valorização da racionalidade conferia à metodologia científica um tom de respeito nunca visto antes. A ciência em geral e a teoria administrativa em particular eram consideradas isentas e neutras, e ostentavam uma indiferença sistemática ao que ocorria no ambiente externo.

 

Capítulo 7. Decisões no Setor Público

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CAPÍTULO

7

1

Decisões no Setor Público

7.1 DESAFIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NUM

MOMENTO DE MUDANÇA DE PARADIGMAS

Uma reflexão sobre o processo decisório na administração pública brasileira, em um momento de mudança de paradigmas, merece uma breve resenha histórica, no sentido de tornar claras as características do modelo atual.

A primeira tentativa sistemática de modernização da administração pública brasileira aconteceu na década de 1930, através do conhecido esforço do DASP – Departamento de Administração do Serviço Público de promover uma reforma administrativa de abrangência e magnitude significativas. Os fundamentos teóricos e operacionais do modelo apregoavam o fortalecimento do poder central como estratégia para a melhoria dos padrões então vigentes no país e no mundo.

Nas décadas de 1950 a 1970, principalmente durante os governos de

Juscelino Kubitschek e Castelo Branco, pôde-se observar um novo enfoque centrado no direcionamento das estruturas públicas como insumos ao

 

Capítulo 8. Decisões nas Instituições

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CAPÍTULO

8

Decisões nas Instituições1

8.1 A DIFERENÇA ENTRE ORGANIZAÇÃO E

INSTITUIÇÃO

Há uma diferença fundamental entre as organizações criadas com o fim específico de otimizar os meios para cumprir uma tarefa ou realizar objetivos, chamadas organizações instrumentais, e os sistemas organizacionais que encarnam padrões sociais relevantes para a sociedade, chamadas de organizações institucionalizadas, ou simplesmente instituições. A maioria das empresas enquadra-se no primeiro grupo, enquanto as grandes corporações, os órgãos públicos, hospitais e universidades geralmente fazem parte do segundo.

As decisões nas organizações instrumentais são consideradas bemsucedidas quando contribuem para o alcance dos objetivos. São voltadas para a divisão racional e econômica do trabalho e a fluência das estruturas, como forma de incremento à produtividade e ao controle.

As organizações instrumentais são instrumentos perecíveis e descartáveis, válidas enquanto úteis. Nelas, os relacionamentos são impessoais

 

Capítulo 9. Decisões na Família

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CAPÍTULO

9

Decisões na Família

9.1 A FAMÍLIA: REDE DE RELAÇÕES

A família é o núcleo básico da sociedade, e um estudo das decisões nos sistemas sociais não poderia excluí-la.

A família nasce de uma decisão bilateral de duas pessoas que resolvem compartilhar a vida e perpetuar a espécie. Essa decisão se multiplica em milhares de outras escolhas, muitas delas de alto impacto na vida dos indivíduos que a compõem, da própria família e da sociedade em geral.

A família é um sistema socioafetivo estruturado, ou seja, é um conjunto de pessoas com papéis diferenciados, interligados por laços afetivos. É causa e conseqüência de amor, de afeto, do desejo do par de viver junto, de compartilhar a vida, de procriar e projetar-se no mundo. A partir da vida em comum, têm uma história e constroem uma identidade familiar.

Nesse sentido, cada família é única, tem suas características próprias, seu modo de ser e de perceber as coisas. A identidade se manifesta no nome, no sangue, no convívio, no “ jeito de ser, lá de casa”. A identidade encerra os valores, as normas, as regras de comportamento, os ritos, os mitos, os tabus e os símbolos, e, por isso, atua como condicionadora dos comportamentos e decisões. Esse conjunto de valores guarda caracte-

 

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