Economia Agrícola e Desenvolvimento Rural

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Conforme sugere o título, este livro trata de um ramo da ciência econômica que se convencionou denominar Economia Agrícola. A conjunção “e” no nome da obra indica a focalização na temática de desenvolvimento rural. Então se configura uma abordagem não restrita a tópicos tradicionais da Economia Agrícola, como financiamento, produção e mercados agropecuários, mas que se apresenta enquanto um estudo do papel das atividades rurais no desenvolvimento econômico. A exposição pretende alcançar uma ampla gama de leitores, não apenas estudantes do curso superior de economia e áreas afins, mas toda e qualquer mente diletante e estudiosa; curiosa e interessada em situar a atividade rural no desenvolvimento da economia, hoje e no passado. Sem abdicar do conteúdo propriamente técnico, o livro também se distingue pela abordagem histórica e pela exposição dos problemas atuais no que tange à Economia Agrícola. Nos dois casos, a narrativa vem sempre sustentada por extensa base de dados. A quantificação e a interpretação de dados numéricos são a tônica do livro.

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Capítulo 1 - Economia Espacial

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CAPÍTULO

1

Economia Espacial

Introdução

Este capítulo começa explorando o padrão de ocupação territorial das atividades econômicas. Investiga os conceitos de rural e urbano. Discute a problemática do crescimento exagerado das cidades e do

êxodo rural. Mostra então as vantagens de um novo padrão de ocupação que possa distribuir melhor a população pelo território. Por fim, avaliam-se, de modo preliminar, as melhores estratégias a fim de se dinamizar os espaços rurais e fixar adequadamente o homem no campo.

No Brasil, não viceja propriamente um conjunto de ações políticas que esteja efetivamente integrado quando se pensa em quais medidas tomar no sentido de impulsionar o desenvolvimento das suas

áreas rurais. A política voltada para o campo é, de fato, fragmentada em diversos aspectos. há uma política especificamente agrícola, há uma política agrária, outra de meio ambiente, outra de exploração dos recursos minerais ou de extrativismo, ou ainda de desenvolvimento de outras atividades tidas como rurais, quais sejam: turismo rural, esportes rurais, clínicas e moradias de retiro rurais, indústria e artesanatos rurais e algumas outras. Cada política específica persegue seu propósito e não raras vezes elas colidem entre si. Institucionalmente esparramam-se em diversos ministérios, secretarias e diferentes órgãos públicos. Variados grupos de interesse e de pressão disputam pela primazia de seus próprios objetivos setoriais, em detrimento de uma estratégia global e integrada de desenvolvimento dos espaços rurais. No passado, chegou a ser criada uma secretaria de desenvolvimento rural que procurou integrar as diversas iniciativas e coordenar as políticas específicas. Contudo, ainda hoje o país se ressente de uma ação política mais articulada.

 

Capítulo 2 - História da Agropecuária

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2

CAPÍTULO

História da Agropecuária

Evolução da Agropecuária no Mundo

Posta a atividade agropecuária como uma das mais desenvolvidas no meio rural, mas não a única, abordaremos no início deste segundo capítulo a evolução da agropecuária no mundo, concentrando-se nos dois principais paradigmas ocidentais: Europa e Estados Unidos.

O desenvolvimento da agricultura proporcionou o surgimento das grandes civilizações da Antiguidade. Tanto os povos do Velho Mundo quanto os povos nômades, que há cerca de 11 mil anos atravessaram o estreito de Bering e se firmaram nas Américas, em algum momento na sua evolução passaram gradualmente a se fixar em determinadas regiões, mantidos pela prática da agricultura e da criação de animais. Trata-se de um fenômeno universal na história humana e que se verificou simultaneamente nas duas partes do mundo, sem que houvesse nenhum contato entre eles. Os egípcios, babilônios, fenícios e gregos desenvolveram algum nível de sofisticação técnica em suas agriculturas. As civilizações pré-colombianas mais antigas, como os Maias, já dominavam técnicas de construção de terraços e de irrigação agrícola. Em todas as Américas, antes da chegada do elemento europeu, suas diferentes civilizações dominavam o cultivo do milho e da batata em bases relativamente avançadas, casos dos povos da Mesoamérica e dos Andes que tinham, respectivamente, nesses alimentos sua dieta fundamental.

 

Capítulo 3 - Duas Formas de Organização da Agricultura: Familiar e Patronal

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3

CAPÍTULO

Duas Formas de

Organização da Agricultura:

Familiar e Patronal

Transformações e Perfil da Agricultura Familiar no Brasil

No capítulo anterior, discorremos a respeito da consolidação histórica da forma organizacional familiar nas agriculturas dos países desenvolvidos. Analisamos a razão de esta modalidade de agricultura ter-se firmado como variante hegemônica nesses contextos. Agora, voltamo-nos para o estudo da agricultura familiar no Brasil. Começamos por defini-la e, depois, descrevemos sua evolução recente e condição atual.

O conceito de agricultura familiar tornou-se de uso frequente na literatura de economia agrícola brasileira a partir dos anos 1990. Em oposição a essa forma organizacional da agricultura, passou-se a utilizar também a expressão agricultura patronal, ou grande agricultura comercial, ou ainda agricultura empresarial. Sendo assim, consolidou-se o enfoque dicotômico na caracterização do padrão agrícola no Brasil. Define-se usualmente a agricultura familiar como um estabelecimento rural no qual a gerência da propriedade é feita pela própria família que a ocupa. Nesse estabelecimento, o trabalho, em sua maior parte, é desempenhado pela família. Empregam-se terceiros apenas esporadicamente, e esta cota de trabalhadores temporários não deve ultrapassar 25% do total de trabalhadores familiares. Ademais, os fatores de produção pertencem à família (a terra pode ser exceção) e são passíveis de sucessão em caso de falecimento ou aposentadoria. Trata-se de propriedade agrícola na situação em que a agricultura é responsável por mais de 80% da renda gerada na unidade. Esta definição aparece nos documentos da

 

Capítulo 4 - O Papel da Agropecuária Nacional na Geração de Divisas

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4

CAPÍTULO

O Papel da Agropecuária

Nacional na Geração de

Divisas

Protecionismo Agrícola e Globalização

O Brasil exporta para muitos países e, cada vez mais, passa a ser visto como um celeiro mundial.

Em que pese seu potencial exportador, o agronegócio nacional tem-se deparado, e procurado enfrentar, com expressivas barreiras protecionistas dos países potencialmente compradores. Então podemos iniciar esta abordagem das exportações do setor agropecuário examinando a questão do protecionismo e especificamente das barreiras comerciais. Em seguida, iremos detalhar a evolução recente do mercado mundial de alimentos. Mais adiante, apresentaremos, o conceito de globalização e o impacto desta nova realidade na relação comercial agrícola.

As tarifas e as cotas de importação constituem a base de uma política comercial protecionista. Tratase de mecanismos tradicionais mediante os quais os governos dos países importadores têm procurado intervir nos mercados com o propósito de proteger os produtores domésticos da concorrência externa.

 

Capítulo 5 - Cooperativismo Rural

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5

CAPÍTULO

Cooperativismo Rural

Modelos de Cooperativismo Rural

O economista britânico Robert Owen (1771-1858) é considerado o pioneiro do cooperativismo.

Horrorizado com a exploração dos trabalhadores, lançou mão de medidas para lidar com esse problema.

Proprietário e administrador de moinhos de algodão, ele abriu lojas onde produtos têxteis de boa qualidade eram vendidos a preços pouco acima do custo e a economia obtida com as compras de algodão no atacado era repassada aos seus empregados.1 A iniciativa de Owen inspirou, anos depois, 27 tecelões e uma tecelã do bairro de Rochdale, em Manchester, a fundarem a Sociedade dos Probos Pioneiros. As duas experiências constituem a origem do movimento cooperativo.2

As cooperativas de Owen baseavam-se no conceito de criar empresas que pertencessem aos empregados e que fossem administradas com o objetivo de beneficiá-los. As cooperativas começaram como uma iniciativa social, entretanto, esse conceito passou a ser empregado para estruturar empresas visando ao benefício de pessoas de diferentes estratos de renda e com objetivos variados, a depender das metas e dos interesses das pessoas que se unem para compartilhar a propriedade da cooperativa.

 

Capítulo 6 - Financiamento à Agricultura

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6

CAPÍTULO

Financiamento à Agricultura

A Função do Crédito no Desenvolvimento Rural

O mercado de crédito rural apresenta características bastante peculiares. Primeiramente, ele não é perfeitamente competitivo e não funciona de modo, digamos, suave.

Não se consegue explicar o volume de financiamento concedido e as taxas de juros relacionadas simplesmente construindo-se um gráfico e observando a interseção das curvas de oferta e demanda de crédito. Um aspecto fundamental do mercado de crédito recai no fato de ele operar num ambiente com restrições informacionais. Esta é a principal razão de o mecanismo de concessão de crédito atuar, quase sempre, em volume abaixo do que poderia ser emprestado.

Duas lacunas de informação são especialmente sentidas neste mercado: não se conhece ao certo a destinação que o tomador dará ao recurso emprestado; e desconhecem-se as características de quem contrai a dívida. Não se sabe bem quais são suas necessidades e como ele desenvolve suas atividades.

 

Capítulo 7 - Mercado de Terras Rurais e a Questão Agrária

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CAPÍTULO

7

Mercado de Terras Rurais e a Questão Agrária

A Teoria Microeconômica dos Direitos de Propriedade

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�es�l�a�� ec�nômic�. A fim �e analisa� a �azã� �iss�, ca�e ex�an�i� a fe��amen�a anal��ica �a mic��� ec�n�mia n� in��i�� �e ���na� en�ógena a� m��el� a va�iável �� �i�ei�� �e �����ie�a�e ag�á�ia, �e m��� a �e�e�mina� � efei�� ec�nômic� �esses �i�ei��s c�m� �es�l�a��s �e �e��emas lógic�s. A mic��e� c�n�mia ne�clássica ��a�ici�nal nã� � faz. N� en�an��, a ciência ec�nômica, �á �á alg�m �em��, vem ex�an�in�� � esc��� �a s�a análise, �e f��ma q�e �em�s ���e ���a �ma li�e�a���a q�e ��a�a ��s �i�ei��s

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