Ensino técnico, formação profissional e cidadania a revolução da educação profissional e tecnológica no brasil

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1. Institutos federais de educação, ciência e tecnologia: limites e possibilidades

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Institutos federais de educação, ciência e tecnologia: limites e possibilidades1

Eliezer Moreira Pacheco, Luiz Caldas e Moisés Domingos Sobrinho

Introdução

O ano de 2009 começou produzindo um evento de grande impacto para a Educação Profissional e Tecnológica (EPT), que foi a transformação dos

Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), Escolas Técnicas e Agrotécnicas Federais (ETFs e EAFs) e Escolas Técnicas Vinculadas às Uni­versidades Federais em Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia. Para muitos profissionais e gestores dessa modalidade da educação, já se convencionou nomear as novas instituições apenas como Institutos Federais. No ano em que se iniciaram as comemorações relativas ao centenário da Rede Federal de EPT

(as quais prosseguiram até setembro de 2010), a criação dos institutos, dado o seu caráter inovador e ousado, tem tudo para marcar a história da EPT no país.

Neste capítulo, serão analisados os aspectos considerados pelos au­tores como de maior relevância para a consolidação dessas instituições e, qui­çá, para a construção de um modelo de EPT a ser seguido por outros paí­ses com realidades e problemas de desenvolvimento semelhantes aos do Brasil, após, certamente, feitas as adaptações necessárias. Devido às limita­ções de espaço, deixamos de abordar outros aspectos igualmente impor­tantes para a consolidação dos InstiArtigo publicado anteriormente em Linhas Críticas, Brasília, DF, v. 16, n. 30, p. 71-88, jan./jun.

 

2. Pesquisando em EJA/Educação profissional em tempos difíceis

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Pesquisando em EJA/Educação profissional em tempos difíceis

Valter Morigi

Educação na contemporaneidade

As relações sociais são históricas e estão em constante processo, movimento, e não acontecem de forma isolada. Os fenômenos históricos sociais possuem, dialeticamente, relações e ligações com outros fenômenos, tendo como condicionante o modo de produção social vigente da sociedade, atualmente sob a dominação neoliberal do capitalismo em sua forma mais selvagem.

Fala-se muito em educação de qualidade, na mídia, nos livros, nas promessas políticas, e assim por diante. Mas o que representa o termo educação de qualidade hoje, em uma sociedade capitalista, onde a ciência e a educação servem aos interesses do mercado?

A partir de determinado momento histórico, exigiu-se da educação que ela deveria formar o cidadão. A ginástica, a música, a gramática deixaram de ser suficientes. A educação moral resultava do contato direto da criança com um pedagogo, do jovem com o ancião. Os mestres se uniam para dar à criança exemplos de dignidade, de respeito pelas leis das cidades e pelos mais velhos. Até mesmo a ginástica e a música tinham fins morais. Eram trabalhadas qualidades como paciência, tolerância, força, coragem, lealdade e consideração pelo direito dos outros.

 

3. A educação, o discurso e outras questões

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é totalitário, pois nega o caráter racional a todas as formas de conhecimento que não se pautam por seus princípios epistemológicos e pelas regras metodológicas.

Faremos também uma pequena abordagem das questões que dizem respeito ao currículo e às relações entre a teoria e a prática educativa, se os conteúdos nele inseridos abrangem apenas formação profissional ou a for­ mação como um todo.

Será um estudo delineado através de pesquisa bibliográfica pautado pelo método dialético.

PARADIGMA DOMINANTE E PARADIGMA EMERGENTE

Os paradigmas não caem do céu. Os paradigmas são instituídos por sujeitos social, histórica e geograficamente situados e, deste modo, a crise deste paradigma é, também, a crise da sociedade dos sujeitos que os ins­ truíram. Não nos surpreendamos, portanto, quando vemos emergir novos paradigmas e junto com eles novos sujeitos que reivindicam um lugar no mundo... (Gonçalves, 2001 p 220)

Paradigma dominante

Todos nós educadores, em nossas falas, defendemos a ideia de que nossa missão é formar cidadãos críticos e conscientes de seu papel na sociedade. Temos como tarefa principal desenvolver nos cidadãos a capacidade de pensar. Mas será que estamos valorizando os diversos saberes já adquiridos ao longo de sua vida? Ou tomamos como válido somente a cientificidade, a ciência propriamente dita que não deixa o mero e o simples fluir?

 

4. Reconstrução habermasiana do projeto emancipatório moderno: educação técnico-científica e mundo da vida

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54 Eliezer Moreira Pacheco e Valter Morigi (orgs.)

Habermas, valendo-se desses impulsos, estabeleceu uma filosofia que ao mesmo tempo se distanciou da metafísica moderna ao desenvolver uma concepção de razão destranscendentalizada e distanciou-se dos filósofos da desconstrução, ao reconstruir o potencial de emancipação humana.

Habermas (1987a, p. 15) inicia a introdução da Teoria da ação comunicativa afirmando que a racionalidade é o tema fundamental da filosofia e, sem buscar estabelecer uma “metateoria” (idem, p. 9), vai desenvolver uma teoria da racionalidade. A elaboração de tal teoria está ligada ao seu propósito intelectual de reconstruir a ideia de uma razão universalista que se aplica à dimensão prático-moral e que pode superar a visão reducionista de racionalidade instrumental, restabelecendo seu poder emancipador. A concepção de racionalidade por ele desenvolvida se diferencia da concepção moderna por se distanciar da filosofia do sujeito. Segundo Siebeneichler (1989, p. 6163), a filosofia do sujeito, paradigma que preponderou de Descartes a Hegel, atribui ao sujeito a capacidade de assumir um duplo enfoque na relação com o mundo, o conhecimento e a dominação dos objetos. A razão centrada no sujeito estabelece seus critérios de relação com o mundo a partir da verdade do conhecimento e do domínio sobre os objetos e as coisas. Habermas propôs o paradigma da comunicação segundo o qual o sujeito cognoscente não

 

5. Implantação do campus Canoas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul

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72 Eliezer Moreira Pacheco e Valter Morigi (orgs.)

Introdução

A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica é composta pelas instituições classificadas como:

– Escolas Agrotécnicas Federais;

– Centros Federais de Educação Tecnológica;

– Escolas Técnicas Federais;

– Escolas Técnicas vinculadas às Universidades Federais.

A rede teve origem nas 19 Escolas de Aprendizes e Artífices criadas em

1909 pelo presidente Nilo Peçanha. Atualmente, passa por uma expansão sem precedentes. Desde aquela data até o ano de 2002 foram construídas

140 instituições. Nos últimos seis anos o Governo Federal iniciou a implantação de 214 novas unidades. Algumas já estão atendendo à comunidade; outras estão na fase de escolha dos terrenos, aprovação dos projetos arquitetônicos e licitação para o início das obras. Ou seja, até 2010 a rede contava com

354 unidades.

Relativo à Escola Técnica Federal de Canoas (ETFC), a autarquia foi criada pela Lei no 11.534, de 25 de outubro de 2007, publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 26 de outubro de 2007, passando a compor o Instituto

 

6. Inquietações sobre os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia que desafiam a educação profissional

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Inquietações sobre os institutos federais de educação, ciência e tecnologia que desafiam a educação profissional

Fábio Azambuja Marçal e Guilherme Brandt de Oliveira

Introdução

Neste momento, pretendemos problematizar questões atuais sobre a educação profissional, em especial aquelas que passam pelos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs). Apontamos para essas instituições como mais um passo, dentro da história da educação profissional no

Brasil, de extensa trajetória. Partimos do princípio de que tal modalidade de escolarização teve diversos momentos e propostas, configurando-se de acordo com o contexto histórico-social em que foi ofertada. Suas variações ocorreram em sintonia com as mudanças políticas, econômicas e sociais que se efetivaram na história brasileira.

Fundamentaremos nossas análises sobre os IFs a partir da tensão capital e trabalho. Sinalizando para uma análise de que a política dos Institutos Federais se configura como um espaço de disputas vivas e pulsantes, podendo se situar no campo de interesse do capital, bem como na perspectiva do trabalho.

 

7. Pronatec: consolidação do Direito à Educação Profissional e Tecnológica

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Pronatec: consolidação do direito à educação profissional e tecnológica

Andrei Soares, Luiz Edmundo Aguiar, Marcelo Camilo Pedra,

Orlando Magalhães da Cunha, Simone Valdete dos Santos e Eliezer Moreira Pacheco

A igualdade de oportunidades se manifesta pelo direito à educação e pela continuidade do sistema de educação organizado de forma que todos, em igualdade de condições, possam dele participar e nele continuar até os níveis mais altos.

(Anísio Teixeira, 2004, p. 55)

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico (Pronatec) constituise em oito ações que, de forma ousada, pretendem promover o direito à Educação Profissional a um número significativo de brasileiros, diante do propalado “apagão de mão de obra qualificada”, oportunizado pelo crescimento econômico do país que demanda profissionais capacitados para postos de trabalho mais complexos.

Conforme dados do último censo – o de 2010, vivenciamos um bônus populacional na ordem de 34 milhões de pessoas com idades de ingresso no mercado de trabalho (15 a 24 anos) contingente que tende a diminuir nos próximos anos, em um total de 190.755.799 habitantes. O aproveitamento dessa oportunidade (janela demográfica) proporcionaria o dinamismo e o crescimento econômico, se essas pessoas fossem preparadas em termos educacionais e, dessa forma, qualificadas para o trabalho.

 

8. Reflexões sobre a proposta de reconhecimento e validação dos saberes dos trabalhadores no âmbito de Rede Certific

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Reflexões sobre a proposta de reconhecimento e validação dos saberes dos trabalhadores no âmbito de rede Certific

Caetana Juracy

INTRODUÇÃO

A Rede Nacional de Certificação Profissional e Formação Inicial e Continuada (Rede Certific) nasce de ação conjunta, articulada durante o ano de

2009, entre os Ministérios da Educação – MEC e Trabalho e Emprego – MTE.

Precedem e conformam sua estruturação as discussões ocorridas, entre os anos de 2003 e 2008, com o objetivo de organizar um Sistema Nacional de

Certificação Profissional.1 Concorrem também para sua viabilização a ocorrência de uma série de ações governamentais e alterações na legislação afeta

à educação profissional e tecnológica.

A certificação profissional surge no Brasil, ainda na década de 1970, em projeto desenvolvido pela Organização Internacional do Trabalho – OIT, por intermédio do Centro Interamericano de Investigação e Documentação sobre Formação Profissional – Cinterfor. O principal objetivo era atestar conhecimentos adquiridos na experiência de trabalho e/ou em processos sistemáticos de qualificação profissional.

 

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