Procedimentos de Enfermagem Pediátrica, 3ª edição

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Procedimentos de Enfermagem Pediátrica, terceira edição, é uma obra baseada em evidências, que servirá como um recurso clínico a enfermeiros e outros profissionais da área da saúde que tratam de crianças no contexto hospitalar de internação e ambulatorial. Uma das principais características da obra é proporcionar ao profissional de saúde uma referência rápida dos procedimentos de enfermagem essenciais e das diretrizes para a prática do cuidado ao paciente pediátrico. Além disso, é um livro singular, uma vez que demonstra como, em cada contato com a criança, um procedimento em particular deve ser realizado a fim de garantir que a intervenção seja apropriada às necessidades individuais daquela criança.

 

130 capítulos

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1 - Princípios do Cuidado Centrado na Família

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CapÍTULO

1

Princípios do Cuidado

Centrado na Família

Cuidado centrado na família

O cuidado centrado na família (CCF) reconhece a importância da unidade familiar como foco fundamental de todas as intervenções de saúde (Quadro 1.1). Esse modelo de cuidado reconhece a relação colaborativa entre a família e o profissional de saú­de que tenta responder às prioridades e necessidades das famílias que buscam assistência (Mac­Kean, Thurston e Scott, 2005). Ele também reconhece que a família advoga o cuidado para seus filhos e que a voz da criança é um componente essencial no processo de tomada de decisões. O CCF capacita as famílias e as encoraja a serem ativas no cuidado à criança (Nelson e Polst,

2008).

Elementos do cuidado centrado na família

O CCF é mais bem compreendido se forem extraí­dos e explicados os elementos ou componentes dessa filosofia de cuidados que se combinam para orientar um in­di­ví­duo ou uma instituição na promoção da abordagem centrada na família (Quadro 1.2). Cada um dos oito elementos citados no Quadro 1.2 reforça, facilita

 

2 - Etapas do Crescimento e Desenvolvimento

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CapÍTULO

2

Etapas do Crescimento e Desenvolvimento

Marcos do crescimento e desenvolvimento do lactente

Recém-nascido até 11 meses

Físicos

Recém-nascido

• Perda de 10% do peso ao nascimento nos primeiros 3 a 4 dias de vida

• 73% do peso corporal consistem em líquido

• Circunferência cefálica corresponde a 70% do tamanho adulto

• Precisa consumir 120 cal/kg de peso corporal/dia

• Dorme 20 a 22 h/dia, com breves perío­dos de vigília de 2 a

3 h

• Alimenta-se a cada 2½ a 5 h.

De 2 a 5 meses

• Fechamento da fontanela posterior

• Respiração nasal preferencial até cerca de 5 meses

• Começa a babar.

De 5 a 6 meses

• Duplica o peso corporal

• Inicia a erupção dos dentes

• Movimenta o alimento para a parte posterior da boca e deglute quando é alimentado com colher

• Dorme até 8 h seguidas durante a noite

• O intervalo entre as refeições é de 4 a 5 h

 

3 - Princípios do Manejo Hídrico e Nutricional

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CapÍTULO

3

Princípios do Manejo

Hídrico e Nutricional

Líquidos

Água corporal total

A água é um importante solvente do corpo e representa uma grande porcentagem do peso corporal de recém-nascidos a termo

(75%) e uma porcentagem ainda maior do peso dos prematuros.

No primeiro ano de vida, a água corporal total diminui para cerca de 60%. A porcentagem de água corporal total (ACT) em relação ao peso corporal permanece em 60% para os homens, mas cai para 50% nas mulheres na puberdade. A ACT é constituí­da de dois componentes: líquido intracelular (LIC) e líquido extracelular (LEC). O feto e o recém-nascido têm um volume de LEC maior do que o volume de LIC. Isto se modifica com o aumento do volume de LIC e a relação de volume LIC-LEC, e alcança níveis adultos até 1 ano de idade (i. e., o LEC representa 20 a 25% do peso corporal comparado ao LIC, que representa 30 a 40% do peso corporal).

O corpo tenta manter a regulação da água corporal em estado constante. A água corporal é provida por intermédio da ingestão de líquidos e pela oxidação de carboidratos, gorduras e proteí­ nas. A sede estimula a ingestão de água. Os rins, os pulmões, a pele e o trato gastrintestinal eliminam água corporal. O hormônio antidiurético (ADH) e a resposta das células tubulares renais ao ADH são os dois principais mecanismos que afetam a perda de água renal (Greenbaum, 2007).

 

4 - Princípios do Monitoramento Farmacológico

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CapÍTULO

4

Princípios do Monitoramento

Farmacológico

A administração de medicamentos é um dos aspectos mais desafiadores e críticos da enfermagem pediá­trica. Diferentemente da medicação do adulto, na qual a mesma dose é adequada para qualquer idade, a dosagem pediá­trica deve ser in­di­vi­dualizada.

A administração de medicação pediá­trica tem de estar centrada em considerações relacionadas com a idade e o desenvolvimento da criança, porque os efeitos da farmacocinética e da farmacodinâmica das substâncias são menos previsíveis em crianças, especialmente nos recém-nascidos pré-termo e nos lactentes muito novos, devido ao seu tamanho muito menor e à imaturidade de seu sistema orgânico. Assim, é importante um monitoramento cuidadoso. Portanto, a administração segura da dose certa, ao cliente certo, na hora certa e pela via certa é uma questão fundamental, porque as crianças apresentam um risco maior para erros de medicação e são um grupo mais vulnerável a possíveis efeitos colaterais e superdosagem. Garantir a administração segura da medicação é uma responsabilidade multidisciplinar que envolve o médico, o farmacêutico e a enfermagem, que devem acompanhar e discutir o tratamento em equipe. A orientação da enfermeira é um elemento-chave para garantir a administração confiá­vel de medicamentos. Isto é par­ticular­mente verdade no caso da administração pela enfermagem de medicamentos que apresentem risco elevado de dano significativo ao cliente quando usados de modo incorreto.

 

5 - Princípios do Manejo da Dor

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CapÍTULO

5

Princípios do Manejo da Dor

A dor foi definida pela International Association for the Study of

Pain (IASP) como uma experiência desagradável, tanto sensorial quanto emocional, potencialmente associada a dano te­ci­dual ou descrita como tal (IASP, 1979). A dor aguda (nociceptiva) é um estímulo adverso comum decorrente de lesão, cirurgia ou enfermidade. A gravidade do dano físico e da resposta fisiológica pode desempenhar um papel na percepção geral da criança sobre a dor. A experiência de dor aguda, em geral, se resolve quando o corpo se recupe­ra.

A dor aguda pode evoluir para dor crônica, se o evento se estender para além da trajetória normal de cicatrização, conforme a quantidade de tecido lesado. A estimulação nociceptiva crônica pode alterar a excitabilidade do sistema nervoso central e periférico, o que resulta na manutenção ou recorrência de dor com qualidade neuropática. As definições clínicas das características da dor neuropática são disestesia (alteração na sensibilidade ao toque, como, por exemplo, parestesia e hiperestesia cutâ­nea), hiperalgia (sensação excessiva de dor) e alodinia

 

6 - Circunferência Abdominal

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6

Circunferência Abdominal

Diretrizes clínicas

• A medida da circunferência abdominal pode ser executada por qualquer profissional de saú­de com treinamento para rea­ li­zar a técnica

• A circunferência abdominal deve ser medida a cada 8 a 12 h ou com maior fre­quência em crianças com fatores de risco para desenvolver distensão abdominal ou que já a apresentem.

Equipamento

• Fita métrica de papel graduada em centímetros

• Esferográfica ou marcador

• Estetoscópio.

Avaliação e preparação da família e da criança

• Verifique se a criança tem se queixado recentemente de dor abdominal ou lesões, ou se apresenta risco de desenvolver distensão abdominal. Os fatores de risco incluem gavagem ou alimentação enteral, pós-operatório de cirurgia abdominal, presença de tubo enteral para descompressão gástrica ou intestinal, diá­lise peritoneal e prematuridade (risco aumentado para enterocolite necrosante). São poucas as evidências de que a medição rotineira da circunferência abdominal após suspeita de trauma seja um previsor confiá­vel de hemorragia intraperitoneal

 

7 - Admissão da Criança

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CapÍTULO

7

Admissão da Criança

Diretrizes clínicas

• A enfermeira é a responsável pela admissão de todas as crianças encaminhadas à unidade. Os técnicos de enfermagem podem completar parte da admissão, de acordo com as atividades delegadas pela enfermeira

• A enfermeira é responsável pela avaliação da enfermagem e deve validar todos os dados obtidos pelos membros da equipe de enfermagem

• Os dados de avaliação reunidos tornam-se parte permanente do prontuário da criança

• Devem ser fornecidos para a criança: leito, incubadora ou berço apropriado para sua idade cronológica, estágio de desenvolvimento e/ou condição clínica

• As crianças devem ser encaminhadas para enfermarias de acordo com o sexo, estágio de desenvolvimento, diagnóstico e gravidade da condição, modo de transmissão da doen­ça e tempo de internação previsto

• A criança deve usar uma pulseira de identificação durante todo o perío­do de permanência hospitalar. Caso não seja possível colocar a pulseira em qualquer uma das extremidades da criança, deve ser providenciado outro modo de identificação

 

8 - Diretrizes Avançadas

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CapÍTULO

8

Diretrizes Avançadas

*

Diretrizes clínicas

• Ao serem admitidos na unidade de saú­de, todos os pacientes devem receber:

° Manuais que contenham os direitos do paciente, as diretrizes avançadas, a tomada de decisão do seu representante e a abdicação dos procedimentos de suporte de vida

° As políticas da unidade de saú­de relacionadas com os direitos do paciente, as diretrizes avançadas, a tomada de decisão do seu representante e a abdicação dos procedimentos de suporte de vida

• O protocolo da instituição é que determina quem é responsável por distribuir essas informações (p. ex., enfermeiras ou profissionais que atuem na admissão). Durante o processo de admissão ou tão logo seja possível, pergunte à família se o termo de responsabilidade sobre os procedimentos avançados de vida para a criança já foi preenchido

• Se a criança apresenta uma indicação para procedimentos avan­çados, coloque uma cópia no prontuá­rio. Se o médico responsável acredita que as condições da criança se alteraram e que isso deveria constar nas diretrizes avançadas, é responsabilidade do médico iniciar a conversa com os pais ou a criança

 

9 - Terapia com Aerossol

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CapÍTULO

9

Terapia com Aerossol

Diretrizes clínicas

• O médico prescreve tratamento com aerossol

• A terapia com aerossol deve ser administrada pela própria criança, se tiver idade apropriada, ou por fisioterapeuta, enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem, pais ou cuidadores

• A escolha do tipo de dispositivo para liberação do aerossol deve levar em consideração a capacidade da criança/dos pais de utilizar(em) corretamente o equipamento, a preferência da criança, a compatibilidade entre a medicação e o dispositivo, o tempo ou o grau de habilidade necessário para orientar apropriadamente a criança/os pais no uso do dispositivo ou para monitorar o uso adequado, o custo da terapia e a possibilidade de reembolso (Dolovich, Ahrens, Hess et al., 2005)

• Os profissionais de saú­de responsáveis pelo tratamento com aerossol devem demonstrar conhecimento e apresentar habilidades sobre:

° Dispositivos liberadores de aerossol e suas limitações

 

10 - Monitores de Apneia

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CapÍTULO

10

Monitores de Apneia

Diretrizes clínicas

• Em uma instituição de saú­de, o enfermeiro, o técnico ou auxiliar de enfermagem ou o fisioterapeuta são os responsáveis por garantir que o monitor de apneia seja utilizado de acordo com as instruções do fabricante

• A apneia da infância é definida como um episódio inexplicável de interrupção da respiração por 20 segundos ou mais; ou como uma pausa respiratória curta associada a bradicardia, cianose, palidez e/ou hipotonia marcante. A apneia da infância, em geral, se refere a lactentes com idade gestacional de

37 semanas ou mais no momento do primeiro episódio (AAP,

2003, p. 914)

• A apneia do prematuro é definida como a interrupção da respiração por pelo menos 20 segundos ou acompanhada de bradicardia, ou redução da saturação de oxigênio, em lactentes com idade gestacional inferior a 37 semanas (AAP, 2003, pp. 914–915)

• O monitoramento da apneia é clinicamente indicado para lactentes e crianças portadores de uma grande diversidade de condições agudas e crônicas, inclusive as seguintes:

 

11 - Banho do Lactente

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CapÍTULO

11

Banho do Lactente

Diretrizes clínicas

• O banho deve ser dado por um familiar ou cuidador adulto, enfermeira, técnico ou auxiliar de enfermagem

• O primeiro banho de um recém-nascido saudável deve ser dado depois que sua temperatura corporal se estabilizar dentro da faixa de normalidade (36,8 a 37,2°C axilar) e quando forem tomadas as medidas apropriadas à manutenção da estabilidade térmica

• Lactentes mais velhos apresentam temperatura axilar ou oral entre 36,4 e 37°C antes do banho

• O lactente deve tomar um banho completo 2 ou 3 vezes/semana até que comece a engatinhar, ou de acordo com a fre­ quência ditada por sua cultura e costumes

• Deve ser feita a lavagem dos cabelos durante o primeiro banho do recém-nascido e, depois disso, conforme a necessidade

• Face, pescoço, mãos e ­área genital do lactente devem ser limpos, de acordo com a necessidade, entre os banhos completos

• A ­área da fralda deve ser muito bem lavada antes de cada troca

 

12 - Escolha do Berço e da Cama

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CapÍTULO

12

Escolha do Berço e da Cama

Diretrizes clínicas

• Às crianças são destinados incubadora, berço ou cama apropriada à sua idade cronológica, idade de desenvolvimento e/ou condição clínica

• Crianças que apresentem parâmetros de crescimento e desenvolvimento considerados normais para sua idade cronológica e que não apresentem alterações no estado mental ou no nível de consciên­cia podem ser colocadas nos seguintes tipos de acomodações:

° Prematuros e recém-nascidos: incubadora ou leito com aquecedor de luz radiante

° Lactentes: berço aberto

° Primeira infância (1 a 4 anos): berço com cúpula

° Média infância e adolescência: leito hospitalar

• As rodas são travadas quando a incubadora, o berço ou o leito estiverem ocupados

• As grades laterais são mantidas na posição mais alta possível quando a criança ocupa a incubadora, o berço ou o leito. As grades laterais do leito hospitalar podem ser abaixadas para uma criança mais velha com ambulação, para facilitar a subida e a descida da cama e para evitar que ela tenha que escalar por cima das grades

 

13 - Coleta de Sangue de Locais Periféricos: Lancetagem de Calcâneo e Dedo

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CapÍTULO

13

Coleta de Sangue de Locais Periféricos:

Lancetagem de Calcâneo e Dedo

Diretrizes clínicas

• A amostra de sangue será obtida a partir de um pedido médico, com a utilização de técnica asséptica e precauções padronizadas

• A amostra de sangue deve ser coletada por enfermeiro, técnico ou auxiliar de enfermagem, médico ou técnico de laboratório apropriadamente certificado

• Atendentes de enfermagem não licenciados podem rea­li­zar coleta de sangue por delegação de uma enfermeira, após concluir um programa de competência, e caso seja consistente com a descrição de sua função

• Considere uma punção venosa para obtenção de uma amostra de sangue, por ser um procedimento menos doloroso; senão, proceda da seguinte maneira:

° Lancetar o calcanhar do lactente de até 18 meses de idade

° Lancetar o dedo de crianças com mais de 18 meses de idade, cuja amostra de sangue necessária seja menor do que

2,5 m.

Equipamento

 

14 - Coleta de Sangue de Locais Periféricos: Punção Venosa

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CapÍTULO

14

Coleta de Sangue de Locais Periféricos:

Punção Venosa

Diretrizes clínicas

• A amostra de sangue será obtida a partir de um pedido médico, com a utilização de técnica asséptica e precauções padronizadas

• A punção venosa é rea­li­zada por enfermeira, técnico ou auxiliar de enfermagem, médico ou técnico de laboratório apropriadamente certificado

• Atendentes de enfermagem não licenciados podem rea­li­zar coleta de sangue por delegação de uma enfermeira, após concluir um programa de competência e caso seja consistente com a descrição de sua função.

Equipamento

• Solução de clorexidina a 2% ou outro agente antisséptico aprovado para uso hospitalar

• Gaze esterilizada

• Garrote

• Curativo adesivo pequeno

• Tubos de coleta apropriados aos exames solicitados

• Agulha de flebotomia conectada a um frasco a vácuo ou dispositivo de acesso venoso e diversas seringas esterilizadas

• Etiquetas com os dados do paciente para os tubos de coleta

 

15 - Gasometria Arterial e Monitoramento

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15

Gasometria Arterial e Monitoramento

Diretrizes clínicas

• Crianças com comprometimento fisiológico e/ou as que necessitam de oxigenoterapia adjuvante podem necessitar de análise e/ou monitoramento da gasometria arterial

• A análise da gasometria arterial é um método direto para avaliar a oxigenação, o equilíbrio acidobásico, a adequação da ventilação, os estados hipóxicos e a resposta da criança à terapia por meio da coleta de amostra de sangue

° As amostras de sangue para gasometria arterial são coletadas após solicitação do médico utilizando técnica asséptica e precauções padrão

° Médicos, fisioterapeutas e enfermeiros podem coletar amos­tras para gasometria arterial após mostrar competência na via escolhida

° Se uma criança necessitar de verificações frequentes de gasometria arterial, considerar canulação arterial para reduzir o desconforto, o vasoespasmo, a formação de hematoma ou o comprometimento neurovascular da criança

 

16 - Monitoramento da Glicemia

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CapÍTULO

16

Monitoramento da Glicemia

Diretrizes clínicas

• Os médicos treinados podem realizar o monitoramento da glicemia capilar utilizando o material e o equipamento regularmente mantido, de acordo com as normas da insti­ tuição

• Um membro treinado da equipe rea­li­zará a técnica nas situações de reanimação/emergência ou ao trabalhar com recémnascidos

• As crianças com diagnóstico de diabetes e aquelas que necessitem de monitoramento contínuo de glicemia podem fazer o procedimento sob supervisão de um membro da equipe treinado ou de outro adulto (p. ex., um dos pais que foi treinado para realizar o procedimento)

• O nível de sangue total capilar é determinado com um medidor glicêmico para obter rápido acesso ao metabolismo da criança. O monitoramento da glicemia ajuda a detectar a hipoglicemia e a hiperglicemia (Quadro 16.1). O monitoramen-

Quadro 16.1

Equipamento

 

17 - Administração de Hemoderivados

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CapÍTULO

17

Administração de Hemoderivados

Diretrizes clínicas

• O médico prescreve a administração de hemoderivados. Esta solicitação deve incluir:

° Tipo do hemoderivado

° Volume a ser administrado

° Tempo de administração do hemoderivado

° Instruções especiais (p. ex., lavado de células, citomegalovírus negativo, irradiado, sangue direto do doador)

• A enfermeira ou o médico é responsável pela administração do sangue. Isto inclui a revisão e a compreensão das normas e dos procedimentos da instituição para administração de hemoderivados

• Tipagem e reação cruzada são rea­li­zadas antes da administração do hemoderivado para garantir que o mesmo seja ABO compatível e livre de antígenos, que poderiam reagir com os anticorpos da criança

• Garanta uma via venosa adequada (≥ 22 G é preferível, nos recém-nascidos, devido ao tamanho da veia, 24 G é aceitável) antes de iniciar a administração

• Obtenha o consentimento dos pais/responsável legal para trans­ fusão, a menos que se trate de uma situação de emergência

 

18 - Aspiração da Medula Óssea

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CapÍTULO

18

Aspiração da Medula Óssea

Diretrizes clínicas

• A aspiração da medula óssea (mielograma) é rea­li­zada pelo médico, de acordo com o escopo da prática

• Um pediatra, uma enfermeira, um técnico ou auxiliar de enfermagem ajuda e participa do procedimento e da sedação, conforme necessário

• Se a criança estiver em uso de medicamento para sedação, a equipe de enfermagem permanece presente durante o procedimento para monitorar a criança, e são utilizados os parâmetros para sedação (veja o Capítulo 100)

• Durante a rea­li­zação de procedimentos invasivos é permitida a presença de membros da família.

Equipamento

• Bandeja para mielograma que inclui

° Três bolas de algodão ou gaze estéreis

° Fórceps estéril

° Bacia estéril

° Capote estéril

° Pacotes de gaze de vários tamanhos

° Duas seringas de 10 m

° Fita adesiva (esparadrapo) ou curativo compressivo

° Solução de clorexidina

 

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