Diagnóstico Laboratorial das Principais Doenças Infecciosas e Autoimunes, 3ª edição

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Nos últimos anos, a incorporação de laboratórios de pequeno e de médio porte a grandes redes tem possibilitado a execução de rotinas laboratoriais mais amplas somente com processos automatizados e totalmente informatizados. Entretanto, o excesso de informações fornecidas nos laudos dos laboratórios muitas vezes gera dúvidas de interpretação sobre o valor clínico dos resultados, confundindo os profissionais em sua suspeita clínica inicial.  Por isso, o conhecimento dos princípios dos testes e o valor da informação decorrente dos resultados devem ser cuidadosamente analisados pelos responsáveis pelo diagnóstico laboratorial, para que sejam capazes de esclarecer dúvidas e transmitir seus conhecimentos àqueles que necessitam.

Com o intuito de colaborar na construção desse conhecimento, apresentamos a terceira edição de Diagnóstico Laboratorial. Importantes alterações foram realizadas nesta edição, a começar pelo desenho gráfico, estendendo-se pelo texto, que foi cuidadosamente revisto e atualizado em função da rápida evolução dos testes utilizados em patologia clínica. Buscamos ainda responder aos questionamentos mais frequentes, bem como elucidar a utilização de produtos registrados no Ministério da Saúde, levando em consideração seus limites.

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Capítulo 1 - Sorologia / Importância e Parâmetros

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Capítulo 1

Sorologia | Importância e Parâmetros

Antonio Walter Ferreira e

Sandra do Lago Moraes

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Importância dos testes sorológicos na patologia clínica, 4

Importância da pesquisa de anticorpos no diagnóstico in­di­vi­dual, 4

Importância da pesquisa de anticorpos em inqué­ritos soroepidemiológicos, 5

Importância da pesquisa de antígenos, 6

Parâmetros para validação de um teste diagnóstico, 6

Aplicação de testes diagnósticos, 10

Bibliografia, 11

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4

CC

Diagnóstico Laboratorial

Importância dos testes sorológicos na patologia clínica

O diagnóstico de certeza de um processo infeccioso é a demonstração do patógeno ou de seus produtos nos tecidos ou fluidos biológicos dos hospedeiros; porém, nem sempre isso

é possível, seja pela ausência do agente infeccioso, pela falta de sensibilidade dos métodos utilizados, por falhas técnicas ou pelos longos perío­dos exigidos para uma resposta do labo­ ratório. Os métodos imunológicos diretos ou indiretos têm sido amplamente utilizados para suprirem as deficiên­cias dos métodos parasitológicos ou microbiológicos, na pesquisa de antígenos, anticorpos ou imunocomplexos, em função de sua rapidez, simplicidade de execução, possibilidade de automação e seu baixo custo operacional. O conhecimento da aplicação dos testes sorológicos e a interpretação correta dos resultados obtidos são fundamentais para clínicos, patologistas e labo­ ratoristas orientarem o seu trabalho, visando ao diagnóstico correto, associando sempre os resultados obtidos às investiga­

 

Capítulo 2 - Testes Sorológicos

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Capítulo 2

Testes Sorológicos

Maria Carmen Arroyo Sanchez

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Introdução, 13

Precipitação, 13

Aglutinação, 18

Ensaios líticos, 20

Teste de imunofluorescência, 21

Técnicas com marcadores radioativos, 24

Técnicas imunoenzimáticas, 27

Ensaios quimioluminescentes, 36

Microscopia imunoeletrônica, 37

Ensaios imunocromatográficos, 39

Técnicas empregadas na automação, 41

Bibliografia, 48

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13

Capítulo 2  |  Testes Sorológicos

Introdução

Os testes sorológicos ou imunoensaios são técnicas para detectar e quantificar antígenos e anticorpos, ou outras substâncias que desempenhem o papel de antígeno no ensaio, tais como fármacos, hormônios, ácidos nucleicos, citocinas, receptores de células etc. Podem utilizar reagentes marcados ou não marcados. Os ensaios clássicos com reagentes não marcados, como os que se baseiam no princípio da precipitação, têm sensibilidade de detecção menor, pois é necessária a formação de grandes complexos antígeno-anticorpo para que sejam detectados. Por outro lado, sistemas automatizados que utilizam o princípio da precipitação, como a nefelometria e a turbidimetria, apresentam sensibilidade bem maior. Nos ensaios com reagentes marcados, estes amplificam o sinal, aumentando a sensibilidade de detecção. Os marcadores comumente utilizados são os radioativos, enzimáticos, fluorescentes e quimioluminescentes. A amplificação do sinal também pode ser obtida com o emprego de partículas, como na aglutinação e nos métodos automatizados de precipitação, que são híbridos entre os métodos com reagentes marcados e não marcados.

 

Capítulo 3 - Diagnóstico Molecular

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Capítulo 3

Diagnóstico Molecular

José Eduardo Levi

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Referências bibliográficas, 57

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55

Capítulo 3  |  Diagnóstico Molecular

Adenina pareia com timina e citosina pareia com guanina.

Esse fato, elucidado experimentalmente por Watson e Crick na década de 1950, contém a explicação bioquí­mica de como o DNA é capaz de preservar a informação genética, em que parear significa estabelecer ligações fracas (pontes de hidro­ gênio) entre as bases nitrogenadas. Quando o DNA é sub­ metido a temperaturas altas (>  90°C) ele desnatura, ou seja, ocorre a quebra das pontes de hidrogênio e as fitas se sepa­ ram, e, quando há o resfriamento, as fitas voltam a se ligar.

Nas células, a separação das fitas, essencial ao processo de cópia e duplicação celular, é feito por enzimas como a helicase.

Esse fenômeno da desnaturação reversível forma a base teó­ rica de todos os testes moleculares, que se valem destes dois princípios: complementaridade e desnaturação, ilustrados na

 

Capítulo 4 - Citomegalia

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Capítulo 4

Citomegalia

Cláu­dio Sérgio Pannuti

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Introdução, 62

Características do vírus, 62

Aspectos clínicos e epidemiológicos, 62

Diagnóstico laboratorial, 63

Correlação clínico-laboratorial, 65

Referências bibliográficas, 67

21/6/2013 10:07:42

62

CC

Introdução

O citomegalovírus (CMV) tem sido considerado um dos principais causadores de doen­ças no homem. O risco de infecção por esse agente começa já na vida intrauterina e no perío­do perinatal, podendo ocorrer também como infecção adquirida na infância ou na idade adulta. Estudos soroepidemiológicos demonstram que até 85% da população adulta no estado de

São Paulo já foi infectada pelo CMV.1,2 Além disso, esse vírus tem a capacidade de ficar latente no organismo humano, reativando-se na vigência de doen­ças imunodepressoras.

CC

Características do vírus

O CMV está incluí­do na família Herpesviridae, subfamília b-herpesvirinae. É um DNA vírus, de simetria icosaé­drica, com 162 capsômeros, envolvidos por um envelope lipídico.

 

Capítulo 5 - Dengue

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Capítulo 5

Dengue

Antonio Walter Ferreira

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Diagnóstico laboratorial, 70

Bibliografia, 72

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70

A dengue (DEN) é uma doença infecciosa provocada por um vírus da família Flaviviridae, genoma de RNA, que apresenta quatro sorotipos (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) e está relacionada não apenas com as condições sociais da população, mas também com os descuidos e desmandos no armazenamento ou descarte de produtos que podem acumular água. Pequenos volumes de água são suficientes para a multiplicação de larvas de mosquitos, Aedes albopictus e

Aedes aegypti, principais responsáveis por sua transmissão.

A transmissão da doença pelo controle dos vetores é meta que está muito longe de ser atingida. Nenhuma iniciativa foi capaz, ainda, de estabelecer o controle da doença visando

à sua erradicação. Os objetivos não foram alcançados com a utilização de procedimentos simples, como a conscientização da população sobre águas paradas, nem por meio de pesquisas complexas, como o uso da engenharia genética na modificação dos vetores.

 

Capítulo 6 - Hepatites Virais

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Capítulo 6

Hepatites Virais

Angela Maria Egydio de Carvalho Barreto,

João Renato Rebello Pinho e

Ester Cerdeira Sabino

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Hepatite A, 74

Hepatite B, 76

Hepatite C, 82

Hepatite delta, 87

Vírus da hepatite E, 89

Hepatites não A, não B, não C, não D, não E

(não A-E), 91

Sumário do diagnóstico laboratorial das hepatites virais, 92

Referências bibliográficas, 94

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74

As hepatites virais constituem uma das principais preocupações de saú­de no mundo, com maior incidência nos paí­ses em desenvolvimento do que nos desenvolvidos. Embora seja uma doen­ça antiga, foi classificada apenas no ­século 20 como

“hepatite infecciosa” ou “hepatite sérica”,1 com base em vários estudos epidemiológicos. Essas duas formas de hepatite foram distinguidas de acordo com o seu modo de transmissão, ou seja, oro-fecal a tipo A e parenteral a tipo B, respectivamente.

 

Capítulo 7 - Infecção por HIV

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Capítulo 7

Infecção por HIV*

José Pascoal Simonetti e

Sandra Regina Rodrigues Simonetti

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Considerações gerais em virologia e biologia molecular, 98

Epidemiologia, 103

Fármacos antirretrovirais, 105

Diagnóstico laboratorial, 108

Bibliografia, 110

* Parte deste capítulo integra a tese de doutorado em Ciências Médicas de Sandra R. R. Simonetti, intitulada HIV-1: avaliação da resistência às drogas antirretrovirais em pacientes pediá­tricos, defendida e aprovada em 19 de fevereiro de 2009 no Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Clínica e

Experimental da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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98

CC

Diagnóstico Laboratorial

Considerações gerais em virologia e biologia molecular

Os vírus da imunodeficiên­cia humana (HIV), gênero

Lentivirus, família Retroviridae, foram classificados, de acordo com propriedades estruturais e genômicas, em dois tipos, HIV-1 e HIV-2 (Myers e Pavlakis, 1992). O HIV-1, originalmente descrito por pesquisadores liderados por Luc

 

Capítulo 8 - Infecção por HPV

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Capítulo 8

Infecção por HPV

José Eduardo Levi

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Introdução, 114

Diagnóstico laboratorial, 116

Referências bibliográficas, 119

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114

Diagnóstico Laboratorial

CC

Introdução

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Histórico

Nos últimos 20 anos muitas mudanças conceituais ocorreram na ­área de estudo dos papilomavírus humanos (HPV), bem como na sua relação com câncer de colo de útero e lesões precursoras do mesmo: da clonagem do primeiro HPV humano em 1980  por Lutz Gissman e Harald zur Hausen,1  passando pelos estudos na década de 1990, utilizando métodos de biologia molecular que revelaram de maneira incontestável o papel causal de alguns tipos de HPV no câncer cervical,2 sendo a partir de então denominados “oncogênicos”. Esses primeiros anos do novo milênio testemunharam a aplicação rotineira de testes moleculares para HPV no manejo de pacientes com lesões cervicais; o aparecimento de vacinas preventivas altamente eficazes e o merecido Prêmio Nobel de Medicina a Harald zur

 

Capítulo 9 - Infecção por HTLV-I e HTLV-II

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Capítulo 9

Infecção por HTLV-I e

HTLV-II

Trevisan

Beck

José Marcos Sandra

Pereira

Costa,

Emanuela Avelar Silva Costa e

Aluísio Augusto Cotrim Segurado

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Agente etiológico, 121

Resposta imunológica à infecção por HTLV, 122

Patogênese e manifestações clínicas, 122

Epidemiologia, 123

Diagnóstico, 125

Referências bibliográficas, 131

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121

Capítulo 9  |  Infecção por HTLV-I e HTLV-II

CC

Agente etiológico

O vírus linfotrópico de células T humanas do tipo I (HTLV-I, do inglês human T cell lymphotropic virus type I) foi o primeiro retrovírus humano descrito, ao ser isolado do sangue periférico de um paciente com linfoma de células T com manifestações cutâ­neas.1 Dois anos depois, outro retrovírus geneticamente relacionado foi identificado em linfócitos esplênicos de um paciente com tricoleucemia de células T, sendo denominado HTLV-II.2 Ambos os vírus foram integrados à família Retroviridae, à subfamília Orthoretrovirinae e ao gênero

 

Capítulo 10 - Mononucleose Infecciosa

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Capítulo 10

Mononucleose

Infecciosa

Thelma Suely Okay

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Introdução, 136

Epidemiologia e transmissão, 136

Características do vírus, 137

Diagnóstico laboratorial, 138

Referências bibliográficas, 140

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136

CC

Introdução

O vírus Epstein-Barr (EBV, do inglês Epstein-Barr virus) é o agente causal da síndrome de mononucleose infecciosa (MI) caracterizada por febre, faringite e linfadenopatia. Além dessa apresentação clássica, a infecção primária pelo EBV pode manifestar-se de modo atípico em lactentes, idosos e pacientes imunodeficientes, e, assim, ser confundida com outras infecções. O EBV, também chamado de herpes-vírus humano 4

(HHV-4), é muito antigo e, provavelmente, evoluiu com seus diferentes hospedeiros ao longo dos últimos 9/10 milhões de anos.1 Com habilidade de estabelecer latência e reativação intermitente ao longo da vida do hospedeiro após infecção primária, causando poucos sintomas na maioria dos in­di­ví­duos infectados, o EBV tornou-se ubiquitário. Há fortes indícios de que o vírus exerça papel fundamental na patogênese de várias doen­ças autoimunes, tais como dermatomiosite, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide, síndrome de Sjögren, esclerose múltipla e diabetes melito do tipo 1.2 Outra característica do EBV é estar associado a várias doen­ças linfoproliferativas e neo­pla­sias, par­ticular­mente o linfoma de Hodgkin, o linfoma de Burkitt, o carcinoma nasofaríngeo e linfomas do sistema nervoso em pacientes HIV-positivos.3,4 Por esses motivos, a confirmação laboratorial da infecção causada pelo EBV

 

Capítulo 11 - Rubéola

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Capítulo 11

Rubéola

Kioko Takei e Yoshimi Imoto Yamamoto

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Introdução, 143

Epidemiologia, 143

Aspectos clínicos, 145

Vírus da rubéo­la e seus antígenos, 146

Resposta imune à infecção e interpretação clínica dos resultados, 147

Diagnóstico laboratorial, 150

Referências bibliográficas, 152

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143

Capítulo 11  |  Rubéola

CC

Introdução

A primeira descrição da rubéo­la foi feita no início do ­século

18 por George Maton, na Inglaterra, como sendo uma doen­ça discreta caracterizada por exantema maculopapular, adenopatia, pouca ou nenhuma febre. O nome rubéo­la foi proposto em 1866 por Henry Veale, para designar a doen­ça até então conhecida por Rotelm ou German measles, que significava

“similar ao sarampo”.1

A doen­ça não despertou grande interesse, sendo considerada uma infecção da infância, sem conse­quências mais graves. A primeira descrição do efeito teratogênico do vírus da rubéo­la (VR) foi feita em 1941, por Norman McAlister

 

Capítulo 12 - Enterococcias

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Capítulo 12

Enterococcias

Ivani Lúcia Leme

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Introdução, 158

Microbiologia, 158

Significado clínico e epidemiologia, 162

Interpretação do diagnóstico laboratorial, 166

Considerações finais, 166

Bibliografia, 166

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158

CC

Diagnóstico Laboratorial

Introdução

Os enterococos são habitantes naturais do trato gastrintestinal e genital de humanos e animais de sangue quente. Em

1899, Thiercelin os descreveu pela primeira vez como bactérias gram-positivas de origem intestinal, com formato esférico em arranjos de diplococos (Figura 12.1). Foram considerados como simples indicadores de contaminação fecal da água e de alimentos, com alguns relatos de bacteriemia e endocardite infecciosa, síndromes diarreicas em recém-nascidos.

Referidos por longo tempo como estreptococos de origem fecal, mais tarde foram classificados como Streptococcus grupo D, com base na sorologia e na alta resistência a agentes quí­micos e físicos. A partir de 1984, com a introdução de técnicas moleculares no estudo do DNA, foram rea­li­zadas alterações taxonômicas no gênero Streptococcus (família

 

Capítulo 13 - Estafilococcias

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Capítulo 13

Estafilococcias

Ivani Lúcia Leme

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Introdução, 171

Infecções por estafilococos resistentes

à meticilina, 171

Taxonomia e descrição do gênero

Staphylococcus, 172

Resistência a antimicrobianos, 176

Tendências sobre métodos laboratoriais de isolamento e identificação, 180

Referências bibliográficas, 181

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171

Capítulo 13  |  Estafilococcias

CC

Introdução

As infecções por estafilococos constituem um dos diagnósticos mais frequentes na clínica médica aplicada a seres humanos e animais em todo o mundo.1

Os estafilococos são bactérias amplamente disseminadas na natureza, capazes de sobreviver a extremos de temperatura, altas concentrações de sal e em ambientes secos. Podem penetrar o organismo através de cortes ou feridas, invadir a corrente sanguí­nea, o trato urinário, os pulmões ou o coração, causando infecções graves em pacientes crônicos, imunocomprometidos ou hospitalizados. Os in­di­ví­duos saudáveis também podem manifestar doen­ças estafilocócicas tais como as que acometem a pele e a endocardite. Os sintomas da infecção são va­riá­veis e dependem da localização e da gravidade da doen­ça. A mastite estafilocócica em caprinos e bovinos é grave para o animal e também para o rebanho, com impacto econômico na produção animal, pois pode afetar a produção de leite. Estima-se que aproximadamente um terço dos seres humanos sejam portadores assintomáticos de estafilococos nas mucosas nasais ou na pele, podendo ocorrer transmissão para outras pessoas (portador são ou assintomático).

 

Capítulo 14 - Estreptococcias

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Capítulo 14

Estreptococcias

Sandra

Trevisan Beck

Sandra Trevisan

Beck

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Classificação geral e etiopatogenia, 184

Streptococcus pyogenes, 184

Streptococcus agalactiae, 187

Streptococcus pneumoniae, 189

Vacinas, 190

Referências bibliográficas, 191

12/6/2013 15:17:33

184

CC

Classificação geral e etiopatogenia

As bactérias do gênero Streptococcus pertencem à família

Streptococcaceae, sendo constituí­das por cocos gram-positivos, os quais são responsáveis por diversas infecções humanas. De modo geral, os estreptococos de importância humana podem lisar ou não hemácias produzindo, em meio de cultura contendo sangue de carneiro, hemólise total (b-hemólise), parcial (a-hemólise) ou não produzir hemólise (-hemólise).

Os estreptococos podem ser classificados por suas características antigênicas. Essa classificação, com base em reações sorológicas, foi rea­li­zada inicialmente por Rebecca Craighill

 

Capítulo 15 - Infecções por Clamídias e Clamidófilas

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Capítulo 15

Infecções por Clamídias e Clamidófilas

Paulo Jaconi Saraiva e

Edna Maria Vissoci Reiche

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Introdução, 195

Métodos laboratoriais de diagnóstico, 200

Interpretação e repercussão dos resultados, 204

Bibliografia, 204

24/6/2013 11:34:05

195

Capítulo 15  |  Infecções por Clamídias e Clamidófilas

CC

Introdução

As clamídias e as clamidófilas são bactérias intracelulares obrigatórias e se dividem por fissão binária em inclusões citoplasmáticas. Pertencem à ordem Chlamydiales, família

Chlamydiaceae e que, nos anos 1980, apresentava o gênero

Chlamydia, com duas espécies distintas, a trachomatis e a psittaci. No início dos anos 1990, a análise filogenética da se­quência do rRNA de 16S e 23S proporcionou informações genéticas e morfológicas que contribuí­ram para o reconhecimento de outros patógenos, classificados como Chlamydia pneumoniae e Chlamydia pecorum.

 

Capítulo 16 - Infecção por Micoplasmas

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Capítulo 16

Infecção por Micoplasmas

Regina Ayr Florio da Cunha, Kioko Takei e

Lilian Ferri Passadore

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Introdução, 207

Micoplasmas humanos de interesse clínico, 208

Referências bibliográficas, 216

12/6/2013 15:24:47

Capítulo 16  |  Infecção por Micoplasmas

CC

Introdução

À luz de uma breve perspectiva histórica, serão abordadas algumas considerações gerais sobre os micoplasmas. Quando o assunto parecia remontar dados relevantes do passado, o mundo científico se surpreendeu com o anúncio do pesquisador e empresário J. Craig Venter sobre a criação da primeira linhagem de células viá­veis de um ser vivo controlada por um genoma totalmente sintetizado em laboratório.

Pela primeira vez, a humanidade foi apresentada a uma criatura desprovida de ancestrais, que recebeu, dos quí­micos da Blue Heron que a produziram, a terminologia Mycoplasma mycoides JCVI-syn 1.0. De acordo com Venter: “É a primeira espécie criada por um computador que se autorreplica.” Quem poderia imaginar que o protagonista do início da era da biologia sintética seria um micoplasma?1

 

Capítulo 17 - Leptospirose Humana

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Capítulo 17

Leptospirose Humana

Marcos Vinícius da Silva,

Eide Dias Camargo e

Regina Célia Rodrigues de Moraes Abdulkader

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Introdução, 219

Diagnóstico laboratorial, 220

Bibliografia, 225

14/6/2013 09:15:47

Capítulo 17  |  Leptospirose Humana

CC

Introdução

A leptospirose é uma antropozoonose encontrada em pra­ ticamente todas as re­giões do planeta. Incide com maior fre­ quência nas re­giões tropicais e subtropicais, onde as condições ambientais são propícias para que ocorra a sua manutenção e a transmissão da cadeia epidemiológica. Acarreta sérios danos

à saú­de humana e veterinária, com repercussões econômicas e, consequentemente, sociais.

Recentemente, a leptospirose foi reconhecida como uma das doen­ças infecciosas reemergentes, tanto nos paí­ses desen­ volvidos, industrializados, como nos em desenvolvimento.

A doen­ça em humanos foi descrita pela primeira vez em

 

Capítulo 18 - Meningites Bacterianas Agudas

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Capítulo 18

Meningites Bacterianas

Agudas

Luí­s dos Ramos Machado

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Introdução, 228

Diagnóstico, 229

Tratamento, 230

Diagnóstico diferencial, 232

Evolução, 232

Bibliografia, 233

12/6/2013 15:43:16

228

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Introdução

Meningites bacterianas agudas (MBA) são infecções graves e, habitualmente, provocam mortalidade e morbidade elevadas. O diagnóstico deve ser feito com rapidez, e o tratamento, instituí­do precocemente. Disso depende, em grande parte, o prognóstico do paciente.

Por definição, meningites são processos infecciosos que acometem as meninges e o espaço contido entre essas membranas. Neste espaço (espaço subaracnói­deo) está contido o líquido cefalorraquidiano (LCR).

O LCR envolve o cérebro e a medula, preenche as cisternas da base do crânio e envolve nervos cranianos e quiasma óptico.

O espaço subaracnói­deo é, portanto, um compartimento contínuo; sobrepujadas as defesas naturais, um agente infeccioso espalha-se rapidamente por todo esse espaço. O processo inflamatório das meningites não costuma acometer o espaço subdural, a não ser ocasionalmente, sobretudo em crianças, dando origem às coleções subdurais. Consequentemente, as meningites podem causar cerebrites ou meningoencefalites, dependendo da agressividade do agente etiológico (principalmente pneumococos) e do grau de inflamação associado.

 

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