Fundamentos de Psicologia - Temas Clássicos de Psicologia Sob a Ótica da Análise do Comportamento

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Ao fazer a transição dos temas clássicos da Psicologia – muitos deles já empregados na linguagem cotidiana – para seus campos de estudo em Análise do Comportamento, o livro possibilita ao aluno navegar com mais facilidade pelos domínios desta disciplina, sem que a linguagem técnica e específica da área lhe cause, de início, tanta estranheza.Profa. Dra. Deisy das Graças de Souza – Professora Titular da UFSCAR e Coordenadora do INCT, Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino.

A essência do livro está em seu propósito original: levar temas clássicos da psicologia, tais como memória, atenção, linguagem, liberdade e pensamento,  para a Análise do Comportamento – uma abordagem científica, moderna e de sucesso no mundo atual. Essa ideia se originou do grupo de colaboradores da obra, todos pesquisadores, que foram  geniais e didáticos na execução da proposta! Penso que estamos diante de um moderno Manual da Psicologia Comportamental.Profa. Dra. Maria Martha Costa Hübner – Docente da USP e Pesquisadora do INCT, Estudos sobre Comportamento, Cognição e Ensino.

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CAPÍTULO I - BASES FILOSÓFICAS E NOÇÃO DE CIÊNCIA EM ANÁLISE DO COMPORTAMENTO

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I

CAPÍTULO

BASES FILOSÓFICAS E NOÇÃO DE CIÊNCIA

EM ANÁLISE DO COMPORTAMENTO

Márcio Borges Moreira •Elenice Seixas Hanna

INTRODUÇÃO

Este capítulo tem o objetivo de apresentar, em linhas gerais, uma filosofia chamada Behaviorismo Radical e uma abordagem psicológica (ou ciência do comportamento) denominada Análise do Comportamento, bem como estabelecer relações entre ambas. Faremos uma distinção importante entre o Behaviorismo Radical (corrente atual) e o Behaviorismo Metodológico. É importante que o leitor atente para esta distinção, pois a falta dela é, em parte, a razão de muitas críticas incorretas feitas ao moderno Behaviorismo Radical.

O pensamento de B. F. Skinner e alguns dos principais pressupostos filosóficos de sua obra serão apresentados brevemente e terão a função de fornecer ao leitor um referencial teórico básico para a melhor apreciação dos demais capítulos deste livro. Além dos aspectos concernentes ao

Behaviorismo Radical, apresentaremos também a noção de ciência em Análise do Comportamento e algumas de suas características principais: seu objeto de estudo, sua unidade de análise e seu método.

 

CAPÍTULO II - APRENDIZAGEM

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II

CAPÍTULO

APRENDIZAGEM

Paulo Roney Kilpp Goulart •Paulo Elias Gotardelo Audebert Delage • Viviane Verdu Rico • Ana Leda de Faria Brino

INTRODUÇÃO

O QUE É APRENDIZAGEM?

A aprendizagem é um tema recorrente entre as disciplinas preocupadas com algum aspecto do comportamento humano, sejam as diversas abordagens da psicologia, as neurociências ou a pedagogia, para citar algumas. Todavia, embora possamos encontrar com facilidade material de qualidade sobre uma variedade de tópicos dentro do tema

– processos de aprendizagem, mecanismos neurais da aprendizagem, aprendizagem associativa, aprendizagem por tentativa e erro, déficits de aprendizagem etc. –, raramente encontramos uma definição formal de aprendizagem. Aparentemente, trata-se de um daqueles conceitos que todos parecem compreender, mas ninguém é capaz de definir. O fato é que os episódios reconhecidos como casos de aprendizagem são tão variados e as explicações que cada disciplina privilegia são tão diversas (e, por vezes, até incompatíveis entre si) que se torna realmente difícil arriscar uma definição suficientemente abrangente e coerente o bastante para agradar a leitores de todas as predileções teóricas.

 

CAPÍTULO III - PERCEPÇÃO E ATENÇÃO

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III

CAPÍTULO

PERCEPÇÃO E ATENÇÃO

Viviane Verdu Rico • Paulo Roney Kilpp Goulart • Eliana Isabel de Moraes Hamasaki • Gerson Yukio Tomanari

INTRODUÇÃO

Conforme apresentado nos Capítulos 1 e 2, comportamento é uma relação que se estabelece entre o organismo e seu ambiente, cabendo ao analista do comportamento identificar e estudar os determinantes dessa relação. Um processo analítico como esse se dá tanto de modo geral, identificando princípios comportamentais comuns a todos os organismos vivos, como mais especificamente, levando em conta o contato peculiar que um determinado organismo estabelece com o ambiente na construção de sua história de vida. Na busca por relações entre os organismos e o ambiente, citamos frequentemente “respostas”, entendidas como sendo o que o organismo faz (suas ações).

“Estímulos” também foram citados, entendidos como sendo os aspectos do mundo com os quais o organismo interage. As interações entre o organismo (respostas) e o ambiente (estímulos) são regidas por contingências (relações funcionais), ou seja, modificações no ambiente são acompanhadas de alterações correspondentes no organismo, e vice-versa.

 

CAPÍTULO IV - MEMÓRIA

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IV

CAPÍTULO

MEMÓRIA

Ana Karina Leme Arantes • Érik Luca de Mello • Camila Domeniconi

“(…) Essas lembranças não eram simples; cada imagem visual estava ligada a sensações musculares, térmicas etc. Podia reconstruir todos os sonhos, todos os entressonhos. Duas ou três vezes havia reconstruído um dia inteiro, não havia jamais duvidado, mas cada reconstrução havia requerido um dia inteiro.

Disse-me: ‘Mais lembranças tenho eu do que todos os homens tiveram desde que o mundo é mundo’. E também: ‘Meus sonhos são como a vossa vigília’. E também, até a aurora: ‘Minha memória, senhor, é como um depósito de lixo’. Uma circunferência em um quadro-negro, um triângulo retângulo; um losango são formas que podemos intuir plenamente; o mesmo se passava a Ireneo com as tempestuosas crinas de um potro, com uma ponta de gado em uma coxilha, com o fogo mutante e com a cinza inumerável, com as muitas faces de um morto em um grande velório. Não sei quantas estrelas via no céu.

 

CAPÍTULO V - MOTIVAÇÃO

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V

CAPÍTULO

MOTIVAÇÃO

Luciana Verneque • Márcio Borges Moreira • Elenice S. Hanna

Um tema clássico, recorrente e importante no estudo do comportamento é a motivação. Livros-textos, como Introdução à Psicologia (Atkinson et al., 2002) e Psicologia do

Desenvolvimento (Biaggio, 1983), dentre outros, dedicam pelo menos um capítulo para a apresentação do assunto. A leitura desse material e o uso cotidiano do termo mostram a diversidade de significados que o termo “motivação” possui. O trabalho do psicólogo depende, em grande parte, da compreensão desse conceito, dado que, para entender, analisar, planejar intervenções e promover mudanças, é necessário identificar os “motivos” que levam uma pessoa a se comportar de determinada maneira.

A utilização técnica do termo “motivação” na Psicologia é diversificada e ampla. No livro clássico Motivation,

Mook (1996) afirma que “o estudo da motivação é a busca de princípios que nos ajudem a entender por que pessoas e animais iniciam, escolhem ou persistem em ações específicas em circunstâncias específicas” (p. 4). De acordo com o autor, o estudo da motivação envolve questões sobre causas de ações específicas. Falar em “causas”, no caso da Psicologia, não simplifica a dificuldade com o termo, e sim remete a complexidade de origens históricas, já mencionadas no

 

CAPÍTULO VI - SENTIMENTOS

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VI

CAPÍTULO

SENTIMENTOS

Viviane Verdu Rico • Raquel Melo Golfeto • Eliana Isabel de Moraes Hamasaki

O relato dos sentimentos em nossa cultura é algo de grande relevância. Por sermos uma espécie social, é importante que saibamos como o outro se sente em relação ao que dizemos e fazemos. A demonstração dos sentimentos possibilita saber qual é a melhor maneira de agir perante o outro, de modo que obtenhamos a reação desejada. Se um rapaz quer, por exemplo, conquistar o afeto de determinada moça, deve agir com a intenção de causar sentimentos de alegria e bem-estar. Se, por outro lado, esse mesmo rapaz não gostou de determinado comportamento de um colega de trabalho, ele deve expressar esse descontentamento dizendo que ficou triste ou com raiva, para evitar que essa mesma situação volte a se repetir. No entanto, há algumas situações nas quais só conseguimos obter o que desejamos se o outro não souber o que sentimos realmente. Um bom exemplo seria o de um jogo de cartas, no qual a expressão de sentimentos pode dar a dica ao adversário de quais cartas o jogador tem na mão.

 

CAPÍTULO VII - LINGUAGEM

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VII

CAPÍTULO

LINGUAGEM

Maria Martha Costa Hübner • Elizeu Borloti • Paola Almeida • Adriana Cunha Cruvinel

“Nenhuma consideração sobre comportamento humano estará completa se não incluir a atividade verbal do homem. É a forma de comportamento mais elevada e valiosa; mais que nenhuma outra o distingue dos animais inferiores; e nela estão entesouradas a herança cultural da filosofia, da ciência, da arte e da tecnologia, e, a partir dela, efetua-se a transmissão desse conhecimento acumulado de geração a geração.

Na realidade foi o comportamento verbal que tornou esse conhecimento possível” (Keller, Schoenfeld,

1950, p. 393).

Qualquer teoria que se proponha a explicar o comportamento humano terá a linguagem como o seu principal desafio e interesse, tanto pela importância quanto pela complexidade deste fenômeno. A ciência proposta por

B. F. Skinner, conhecida como Análise do Comportamento, aceitou esse desafio produzindo uma importante obra, o livro Verbal Behavior (Skinner, 1957). Atualmente, estudos enfocando múltiplos aspectos desse tema, por exemplo, gramática e sintaxe (Palmer, 1998), significado e compreensão na escuta (Lowenkron, 2004), música

 

CAPÍTULO VIII - PENSAMENTO E CRIATIVIDADE

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VIII

CAPÍTULO

PENSAMENTO E CRIATIVIDADE

Carmen Silvia Motta Bandini • Paulo Elias Gotardelo Audebert Delage

Pensar é uma das principais características atribuídas aos seres humanos. Desde pequenos, aprendemos que somos seres pensantes e, assim, aprendemos que somos capazes de raciocinar, tomar decisões e resolver problemas. Essas características são alguns dos motivos pelos quais podemos ser considerados diferentes dos demais animais.

Tal modo de qualificar a espécie humana já se tornou corriqueira e é plenamente utilizada pelo senso comum.

A verdade é que você pode duvidar da correção de seu pensamento, desconfiando de que seu raciocínio possa não ter sido correto ou que você não tomou a decisão mais acertada; contudo, você provavelmente não duvida de que pensa.

O que é importante sabermos é que essa certeza de que somos seres pensantes, aparentemente inquestionável, faz parte de uma história de argumentos construída ao longo da história da Filosofia e também da Psicologia. Na Grécia

 

CAPÍTULO IX - DESENVOLVIMENTO HUMANO

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IX

CAPÍTULO

DESENVOLVIMENTO HUMANO

Maria Stella Coutinho de Alcantara Gil • Thais Porlan de Oliveira • Naiara Minto de Sousa

Os autores que propuseram uma análise comportamental ou uma abordagem comportamental do desenvolvimento convergem ao considerar que, ao longo do desenvolvimento humano, à medida que o bebê interage com seu ambiente físico e social, o repertório comportamental é estabelecido, mantido ou modificado pelas relações únicas entre a criança e o ambiente, incluindo neste último as variáveis contextuais e culturais (Bijou, 1961, 1995; Novak,

Peláez, 2004; Rosales-Ruiz, Baer, 1997; Schlinger, 1992;

Souza, Pontes, 2007). Os autores concordam também que, para uma análise comportamental do desenvolvimento humano, são pouco informativas as concepções tradicionais segundo as quais mudanças progressivas ao longo do tempo fixam características topográficas gerais, vinculadas à idade e, em geral, organizadas em fases ou estágios, como por exemplo que as crianças engatinham até os nove meses, andam em torno dos 12 meses e assim por diante.

 

CAPÍTULO X - PERSONALIDADE

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X

CAPÍTULO

PERSONALIDADE

Roberto Alves Banaco • Joana Singer Vermes • Denis Roberto Zamignani •

Ricardo Correa Martone • Roberta Kovac

Personalidade é um termo consagrado, que se encontra no eixo principal de interesses no campo da Psicologia.

Qualquer teoria que se proponha a abordar o comportamento humano deve, de algum modo, dar conta de explicar o que fazemos, especialmente aquilo que fazemos com certa regularidade. Mais ainda, essa teoria deve explicar as razões pelas quais, em alguns momentos da vida, nos desviamos dessa regularidade.

O conceito de personalidade tornou-se importante porque prometia essa explicação: destrinchar os processos responsáveis pela construção das características peculiares a cada indivíduo, padrões de comportamento que o tornam único e inconfundível em relação a todos os outros. Herdeira de uma cultura chamada de dualista, a

Psicologia considerava que os comportamentos (do corpo) deveriam ser explicados por uma instância imaterial (que já fora chamada de espírito, alma e, mais modernamente, por “mente”). A personalidade seria a maneira pela qual essas instâncias imateriais se relacionavam com o mundo, exigindo teorias descritivas de sua formação, e explicativas de seu funcionamento.

 

CAPÍTULO XI - PSICOPATOLOGIA

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XI

CAPÍTULO

PSICOPATOLOGIA

Roberto Alves Banaco • Denis Roberto Zamignani •

Ricardo Correa Martone • Joana Singer Vermes • Roberta Kovac

Ao se ler qualquer manual de psicopatologia, é possível que se sinta um grande desconforto. Quase a totalidade de descrições de comportamentos envolvidos nas psicopatologias será reconhecida como fazendo parte daquilo que você próprio faz. É comum alunos de Psicologia e

Psiquiatria entrarem em crise quando começam a estudar a psicopatologia e tentam identificar como separar o que

é normal do que é anormal.

E assim é... É bem capaz de você fazer virtualmente tudo o que está descrito ali no manual de psicopatologia. O que vai separar o seu comportamento do comportamento de um portador de um transtorno psicopatológico é somente alguma dimensão do comportamento tal qual a frequência, a intensidade, a duração etc. com a qual você o emite.

Cientificamente, a psicopatologia foi primeiramente abordada pela Medicina, que tem um modelo bastante peculiar para estudar os eventos que “saem de um curso normal”: conforme já visto no capítulo sobre personalidade, esse modelo procura fazer uma descrição detalhada do fenômeno em foco (denominada pelos médicos “fenomenologia”), tenta atribuir uma causa para o fenômeno

 

CAPÍTULO XII - CULTURA E LIBERDADE

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XII

CAPÍTULO

CULTURA E LIBERDADE

Camila Muchon de Melo • Lucas Tadeu Garcia • Júlio César Coelho de Rose • Pedro Faleiros

A Ciência do Comportamento proposta por B. F.

Skinner (1904-1990) procura explicar os fenômenos comportamentais dos organismos. Em 1938, Skinner

(1938/1966) estabeleceu como objeto de estudo de sua ciência o comportamento. Essa ciência tem o Behaviorismo Radical como sua base filosófica, ou seja, ele apresenta quais são os pressupostos que embasam a Ciência do Comportamento proposta por Skinner.

De acordo com o Behaviorismo Radical (Skinner,

1953/1965; 1974/1976), o comportamento é visto como um processo ordenado, sujeito a leis naturais, ou seja, o comportamento é um processo determinado. Nesse caso, a Ciência do Comportamento tem o papel de esclarecer suas uniformidades e torná-las explícitas. Entretanto, o comportamento não se refere apenas à resposta ou à ação de um organismo, ele se refere a um processo. É a relação entre o organismo e seu ambiente que o constitui. Para Skinner (1953/1965; 1974/1976), sobre o comportamento não vigoram leis de “causa e efeito”; o comportamento humano é explicado a partir de relações funcionais. As relações funcionais são descritas por meio da identificação das relações entre as variáveis independentes (todos os eventos “físicos ou sociais” que afetam o comportamento) e a variável dependente (a resposta do organismo). As variáveis independentes são os estímulos ambientais (estímulos discriminativos, eliciadores e reforçadores) e as variáveis motivacionais (saciação, privação e estimulação aversiva); a variável dependente é a resposta do organismo.

 

CAPÍTULO XIII - CONSCIÊNCIA E AUTOCONHECIMENTO

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XIII

CAPÍTULO

CONSCIÊNCIA E AUTOCONHECIMENTO

Júlio César Coelho de Rose • Marina Souto L. Bezerra • Tales Lazarin

“A ciência frequentemente fala sobre coisas que não pode ver ou medir” (Skinner, 1969).

“Uma ciên cia do comportamento não ignora, como se diz frequentemente, a consciência. Pelo contrário, ela vai muito além das psicologias mentalistas ao analisar o comportamento autodescritivo. Ela tem sugerido maneiras melhores para ensinar o autoconhecimento e também o autocontrole, que depende do autoconhecimento”

(Skinner, 1969).

de sua história;1 e, também, muitos autores que escrevem sobre o assunto questionam se a “consciência” que investigam é algo que existe de fato ou se não se trata de uma mera ficção ou especulação. Há uma impressionante quantidade de material sobre o assunto nas neurociências e nas ciências cognitivas desde a década de 1990 (a “década do cérebro”), e o chamado “problema da consciência” é um dos mais discutidos na filosofia da mente (um ramo da filosofia analítica que se tornou muito próximo das ciên1

 

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