Enfermagem em Geriatria e Gerontologia

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Este livro foi elaborado com o objetivo de fornecer a estudantes, docentes e outros profissionais da área de Enfermagem os recursos necessários para o cuidado geriátrico e gerontológico resolutivo, pautado em princípios bioéticos, humanistas e científicos.
A obra contempla a vasta experiência das autoras como professoras e profissionais, bem como as melhores e mais atualizadas práticas que norteiam desde a prevenção e a promoção de saúde dos idosos até a assistência de enfermagem nas fases finais da vida desses pacientes, por meio do processo de enfermagem.
Trata-se de um livro único, escrito por brasileiras e adequado à realidade da Enfermagem brasileira, com foco nos princípios fundamentais do cuidar - e bem cuidar.

21 capítulos

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1 - Epidemiologia do Envelhecimento

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1

Epidemiologia do

Envelhecimento

Mariza dos Santos

Introdução, 4

CCEnvelhecimento populacional brasileiro, 4

CCImpacto do envelhecimento na sociedade, 6

CCConsiderações finais, 8

CCBibliografia, 8

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4

Enfermagem em Geriatria e Gerontologia

Introdução

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Aumento da população idosa: problemas sociais, políticos e econômicos

Epidemiologia: fundamental no planejamento gerontológico

Há alguns anos, existe uma tendência mundial à diminuição da mortalidade e ao prolongamento da esperança de vida, o que tem levado ao envelhecimento populacional. O aumento do número de idosos também se deve à queda da fecundidade, ou seja, à diminuição da natalidade

(embora haja diferenças entre os paí­ses desenvolvidos e os subdesenvolvidos). Outros fatores importantes são a melhoria das condições básicas de sobrevivência (nutricionais, ambientais, sanitárias, higiene pessoal) e o desenvolvimento da medicina e de seus avanços tecnológicos (vacinas, anti­bió­ticos, exames complementares de diagnóstico etc.), os quais possibilitaram curar ou evitar doen­ças que, antigamente, eram fatais.

 

2 - Fisiologia do Envelhecimento

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Fisiologia do

Envelhecimento

Simone F. Duarte Oliveira

Introdução, 10

CCAlterações celulares e te­ci­duais, 10

CCAlterações anatômicas, 11

CCAlterações funcionais, 13

CCBibliografia, 18

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10

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

O processo de envelhecimento ocorre de maneira gradual, ativa e irreversível

Há desequilíbrio da homeostasia quando os fatores intrínsecos agem com os extrínsecos desfavoráveis, como inatividade, tabagismo e má alimentação

É de vital importância compreender as mudanças ocasionadas pelo envelhecimento, como surgimento de cabelos brancos e doenças

Introdução

��

O processo de envelhecimento é implacável, e todos os seres humanos passarão por essa experiência, exceto os que morrerem jovens, evidentemente.

Ele acontece de maneira gra­dual, ativa e irreversível, com uma série de mudanças genético-biológicas, psicossociais e fisiopatológicas.

 

3 - Aspectos Psicossociais do Envelhecimento

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3

Aspectos Psicossociais do

Envelhecimento

Tânia Gonçalves Lima

Introdução, 22

CCA identidade na velhice | O estigma social do idoso, 23

CCIdoso e sociedade, 24

CCRede social de apoio ao idoso, 27

CCPolíticas públicas e movimentos sociais, 29

CCBibliografia, 30

CC

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22

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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A velhice reflete sua visão de vida e ainda na velhice sua atitude em relação à vida será moldada pelo fato de você ter entendido a vida como uma montanha íngreme que tem que ser escalada ou como uma vasta correnteza, na qual você mergulha para nadar lentamente para a foz, ou ainda como uma floresta impenetrável, na qual você erra sem nunca saber ao certo que caminho a seguir para conseguir sair dela novamente.

Norberto Bobbio

Estigma e preconceito social: desastrosos para o idoso

Nossa proposta é refletir as mudanças psicossociais próprias da velhice

 

4 - Envelhecimento Bem-sucedido

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4

Envelhecimento

Bem-sucedido

Maria Inês Nunes

Tânia Gonçalves Lima

Introdução, 34

CCEnvelhecimento bem-sucedido, 34

CCEnvelhecimento ativo e curso de vida, 38

CCFatores determinantes para o envelhecimento ativo, 40

CCPromoção e prevenção em saú­de, 41

CCA enfermagem na educação, promoção e prevenção na saú­de do idoso, 42

CCConsiderações finais, 44

CCBibliografia, 44

CC

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34

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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Envelhecimento saudável: grande desafio do século XXI

A velocidade da mudança do perfil demográfico brasileiro nos faz um alerta. É necessário revermos os conceitos e valores da nossa sociedade no que diz respeito ao envelhecimento, em busca de superarmos preconceitos e mitos que roubam a dignidade do idoso, bem como encaminharmos ações que possam atender, com dignidade e reserva de direitos, às necessidades específicas dessa chamada “terceira idade”. Muito embora essa população idosa esteja presente em todos os espaços da nossa sociedade, tal presença não tem significado necessariamente de participação. Os idosos, em diversos momentos, ocupam um espaço secundário na comunidade e no ambiente familiar. Enfatizamos, portanto, a importância da implantação e sustentabilidade da participação social ampla e plena do idoso na realidade brasileira socioeconômica, cultural e política, com acesso equitativo aos serviços de saú­de, justiça, habitação, transporte, entre outras ações que são naturais e cotidianas.

 

5 - Bioética e Envelhecimento Humano

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5

Bioé­tica e

Envelhecimento Humano

Zally P. V. Queiroz

Cristiane Regina Ruiz

Introdução, 48

CCO idoso e o respeito à sua dignidade, 49

CCO idoso e a qualidade de vida, 50

CCA formação e capacitação de profissionais para a gerontologia, 52

CCConsiderações finais, 53

CCBibliografia, 53

CC

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48

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

��

Falta de conhecimento da legislação voltada para o idoso é problema

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Atualmente, o envelhecimento é um tema de grande impacto em todo o mundo. A porcentagem de idosos no mundo cresceu de 8,2% em 1950 para 10% em 2000 e, segundo pesquisas recentes, há a possibilidade de chegar a 21,1% em 2050. No Brasil, essa porcentagem passou de 4,9% em 1950 para 7,8% em 2000, podendo chegar a 23,6% em 2050.

Nesse intenso ritmo de crescimento, em 2020 o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, com, aproximadamente, 32 milhões de in­di­ví­duos acima de 60 anos. É fato que o envelhecimento populacional e a expectativa de vida elevada acarretam um aumento significativo do número de idosos com doen­ças de caráter crônico-degenerativo, muitas vezes, levando ao comprometimento físico e cognitivo. Outro aspecto importante a ser considerado nessa discussão é o custo relacionado com a manutenção da saú­de do idoso, visto que, nos dias de hoje, os gastos frequentemente são elevados. Existe, então, a necessidade crescente de se implementarem e regulamentarem cada vez mais os direitos dos idosos, oferecer suporte às entidades que os assistem, investir em programas e projetos que contemplem todos os aspectos da saú­de do idoso, bem como a qualidade de serviços prestados.

 

6 - Negligência e Maus-tratos

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6

Negligência e

Maus-tratos

Zally P. V. Queiroz

Introdução, 56

CCViolência como problema de saú­de pública, 57

CCO Brasil e a violência contra idosos, 58

CCNegligência doméstica, 59

CCFatores de risco de negligência contra idosos, 60

CCPerfil da vítima e do agressor, 60

CCViolência institucional, 60

CCO papel do profissional de saú­de, 61

CCReconhecendo e prevenindo a negligência doméstica, 61

CCPrevenção, 63

CCConsiderações finais, 64

CCBibliografia, 65

CC

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56

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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A violência se converteu em problema de saú­de pública

Abusos em idosos causam danos e sofrimentos

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Desde os primeiros registros da história da civilização, a violência interpessoal e entre grupos sociais sempre esteve presente. No entanto, somente a partir da crescente onda de comportamentos violentos registrados nas últimas décadas, tornou-se um desafio para a sociedade contemporânea. Inicialmente, ela foi objeto de preocupação e estudo das ­áreas da segurança pública, justiça e serviços sociais, assim como para alguns movimentos populares. A começar da década de 1960, nos paí­ses do chamado Primeiro Mundo, o setor de saú­de também começou a se interessar pela violência, que passou a ser percebida desde então como problema de saú­de pública (Minayo e Souza, 1999). Direcionados em um primeiro momento à questão da violência contra as crianças, os estudos voltaram-se em seguida às mulheres, e finalmente nos anos

 

7 - Avaliação Gerontológica Global

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7

Avaliação

Gerontológica Global

Renata Eloah de Lucena Ferretti

Introdução, 70

CCComponentes da avaliação funcional, 71

CCAvaliação global do idoso e a sistematização da assistência de enfermagem, 72

CCConsiderações finais, 73

CCBibliografia, 74

CC

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70

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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A avaliação global objetiva auxiliar no reconhecimento de condições comuns, com vistas ao alcance de um melhor desempenho funcional e qualidade de vida do idoso

O processo deve abranger aspectos biológicos e psicossociais e ser realizado por uma equipe interdisciplinar

Capacidade funcional é a capacidade para o desempenho de atividades da vida diá­ria

O uso combinado de instrumentos

é essencial para a avaliação multidimensional

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A avaliação global do idoso tem como objetivo auxiliar no reconhecimento de condições comuns, na maioria das vezes atípicas, com vistas ao alcan­ ce do melhor desempenho funcional e qualidade de vida. A avaliação gerontológica do idoso permite determinar a existência, a intensidade e o impacto de determinada condição física, psicológica ou social na vida do idoso e, eventualmente, de seu cuidador.

 

8 - Exame Físico

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8

Exame Físico

Renata Eloah de Lucena Ferretti

Eduarda Ribeiro dos Santos

Introdução, 76

CCO exame físico do idoso, 76

CCConsiderações finais, 78

CCBibliografia, 78

CC

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76

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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O exame físico rea­li­zado pelo enfermeiro deve proporcionar informações básicas sobre as condições de saú­de do paciente. Esses dados são a base para a sistematização da assistência de enfermagem na elaboração dos diagnósticos de enfermagem, dos resultados a serem alcançados e da escolha das intervenções a serem feitas.

É necessário que os enfermeiros dominem as técnicas propedêuticas de inspeção, palpação, percussão e ausculta, além de fisiologia e fisiopatologia, o que permitirá que analisem criticamente os dados encontrados.

O enfermeiro deve ter habilidade e competência técnica na execução de todas as técnicas propedêuticas e atentar para a ordem de rea­li­zação de cada uma, de acordo com o órgão/sistema avaliado.

 

9 - Sistematização da Assistência de Enfermagem

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Sistematização da

Assistência de Enfermagem

Eduarda Ribeiro dos Santos

Patrícia Peres de Oliveira

Introdução, 80

CCDiagnósticos de enfermagem mais frequentes encontrados na população idosa, 82

CCAssistências de enfermagem mais frequentes para os idosos, 84

CCConsiderações finais, 86

CCBibliografia, 87

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80

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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Gerontologia é a ciência que estuda o envelhecimento humano, de modo interdisciplinar

Enfermagem é profissão comprometida com a saú­de das pessoas e o respeito a elas

SAE: cuidados individualizados com qualidade e organização, em toda vida

O diagnóstico de enfermagem contempla a aproximação clínica entre profissional e paciente

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O aumento da população idosa na sociedade brasileira trouxe mudanças significativas, sobretudo nos planos político, econômico, cultural, técnico-científico e social. Os reflexos dessas mudanças são percebidos no cotidiano e expressos nos modos de viver, pensar e agir dos idosos.

 

10 - Modalidades da Assistência no Cuidado ao Idoso

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10

Modalidades da

Assistência no Cuidado ao Idoso

Mariza dos Santos

Introdução, 90

CCServiços de saú­de, 90

CCServiços hospitalares, 91

CCHospital-dia, 92

CCCentros-dia, 92

CCAtendimento domiciliar, 93

CCServiços sociais, 94

CCGrupos comunitários, 94

CCInstituição de longa permanência, 94

CCConsiderações finais, 95

CCBibliografia, 95

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

��

O Brasil é um país com grandes limitações financeiras. Dessa forma, será um desafio encontrar alternativas à tendência universal de institucionalização a longo prazo dos idosos

O crescimento acen­tuado da população idosa, intrinsecamente ligado

à redução da taxa de fecundidade e à queda de mortalidade, ambas verificadas nas últimas duas décadas, tem impulsionado mudanças demográficas nos paí­ses em desenvolvimento (p. ex., o Brasil). Segundo projeções demográficas, em 2025 o número de idosos ultrapassará 32 milhões de pessoas, representando, portanto, quase 15% da população total.

 

11 - Uso de Medicamentos

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11

Uso de Medicamentos

Valter Luiz da Costa Júnior

Maria Inês Salati

Introdução, 98

CCO idoso e o uso de medicamentos, 98

CCAlterações de parâmetros farmacológicos na senescência, 101

CCProblemas comuns, 102

CCEnfermagem e o uso de medicamentos no idoso, 103

CCPrincipais diagnósticos de enfermagem em idosos que podem ser ocasionados ou agravados por uso de medicamentos, 103

CCConsiderações finais, 105

CCBibliografia, 106

CC

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

��

Os medicamentos são ferramentas terapêuticas utilizadas desde a antiguidade. Embora não sejam as únicas opções disponíveis, constituí­ ram-se nos meios de tratamento mais utilizados em nossos dias.

De maneira prática, pode-se dizer que a terapia medicamentosa deve ter dois pontos fundamentais: obter a máxima eficácia (resultado positivo) e o menor risco (resultado negativo). A eficácia terapêutica é dependente de inúmeros fatores, entre eles:

 

12 - Depressão

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12

Depressão

Carla Maria Maluf Ferrari

Luciane Vasconcelos

Introdução, 112

CCEtiologia, 112

CCDoenças orgânicas, 113

CCMedicamentos, 113

CCDiagnóstico, 113

CCTratamento, 113

CCAssistência de enfermagem, 115

CCConsiderações finais, 117

CCBibliografia, 117

CC

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

��

A população idosa cresce mundialmente, inclusive nos paí­ses em desenvolvimento, fazendo com que os aspectos fisiológicos do envelhecimento e as doen­ças que mais acometem essa parcela da população recebam maior atenção dos agentes governamentais e de saú­de. Entre os diversos transtornos que afetam os idosos, a depressão merece atenção especial, uma vez que apresenta alta fre­quência e conse­quências negativas para a qualidade de vida dos idosos que são acometidos por essa patologia.

A depressão é um distúrbio da ­área afetiva ou do humor. Trata-se de uma doen­ça, com repercussões sociais e in­di­vi­duais, que causa impactos na capacidade funcional, no convívio social e na rotina diá­ria. Ela pode acarretar, inclusive, morbidades, cronicidade e até fatalidade.

 

13 - Delirium

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13

Delirium

Renata Eloah de Lucena Ferretti

Introdução, 120

CCFatores predisponentes e precipitantes, 120

CCFisiopatologia, 121

CCDiagnóstico, 122

CCTratamento, 123

CCAssistência de enfermagem, 124

CCConsiderações finais, 125

CCBibliografia, 125

CC

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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O delirium é um transtorno agudo com perturbação na consciência e alteração cognitiva que se instala em curto período de tempo

O delirium é uma síndrome cerebral orgânica de etiologia específica.

Trata-se de um transtorno agudo, caracterizado por perturbação na consciên­cia e por alteração cognitiva, desenvolvida em curto perío­do de tempo. É também uma condição extremamente comum entre os idosos e de prevalência va­riá­vel de acordo com o local de inserção do idoso. À admissão no hospital, cerca de 10 a 40% deles apresentam delirium. Durante a internação, pode acometer de 25 a 50% dos idosos, especialmente em unidades de terapia intensiva, nas quais tem prevalência ainda maior (de 70 a 87%).

 

14 - Demências

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Demências

Renata Eloah de Lucena Ferretti

Introdução, 128

CCDemências potencialmente reversíveis, 128

CCDemências irreversíveis, 129

CCDoença de Alzheimer, 129

CCDiagnóstico da doen­ça de Alzheimer, 131

CCTratamento da doen­ça de Alzheimer, 132

CCAssistência de enfermagem, 133

CCConsiderações finais, 135

CCBibliografia, 135

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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Demência é uma síndrome caracterizada por declínio cognitivo e funcional que interfere na qualidade de vida

As demências dividem-se em dois grandes grupos: reversíveis e irreversíveis

Demências são doen­ças neurodegenerativas bastante limitantes e progressivamente incapacitantes. Trata-se de uma síndrome, caracterizada por declínio cognitivo, capaz de interferir no desempenho das atividades de vida diá­ria (AVD) e na qualidade de vida dos in­di­ví­duos que por ela são acometidos. Em síntese, as demências representam um declínio em relação a um funcionamento mental normal prévio (Villareal e Morris,

 

15 - Parkinsonismo

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15

Parkinsonismo

Carla Maria Maluf Ferrari

Luciane Vasconcelos Barreto de Carvalho

Introdução, 138

CCDoença de Parkinson, 138

CCDiagnóstico, 140

CCTratamento, 140

CCManejo não farmacológico, 141

CCAssistência de enfermagem, 141

CCConsiderações finais, 142

CCBibliografia, 143

CC

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

��

As disfunções dos gânglios de base são: parkinsonismo, coreia, balismo, distonia e atetose conhecidos como síndromes extrapiramidais

Os distúrbios do movimento são disfunções neurológicas relacionadas com patologias dos gânglios da base, com atividade motora involuntária e lentidão (hipocinecisa) ou aumento (hipercinecia) dos movimentos voluntários com ausência de paralisia ou paresia (Barbosa e Gonçalves,

2005; Pinheiro, 2006). Entre os distúrbios do movimento vinculados

às disfunções dos gânglios da base, destacam-se o parkinsonismo, a coreia, o balismo, a distonia e a atetose. Estes são agrupados como síndromes extrapiramidais.

 

16 - Incontinência Urinária

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Incontinência Urinária

Carla Maluf

Geraldo Mota de Carvalho

Junia Leonne Dourado de Almeida Lima

Regina Márcia Cardoso de Sousa

Introdução, 146

CCIncontinência urinária, 147

CCAlterações de armazenamento vesical mais frequentes no idoso, 148

CCTratamento da incontinência urinária, 149

CCAssistência de enfermagem em pacientes incontinentes, 152

CCConsiderações finais, 153

CCBibliografia, 154

CC

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

��

Uretra: composta por três camadas, liga a bexiga ao meato uretral externo, auxiliando na continência urinária

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O trato urinário inferior é composto por bexiga, uretra e colo vesical, que é o ponto de junção das duas estruturas. A bexiga é uma estrutura

­musculomembranosa que desempenha duas funções: armazenar urina e, em seguida, esvaziar todo o conteú­do. Em condições normais, a bexiga suporta grandes pressões sem que ocorra perda urinária, retendo de 350 a 500 ml. Sua parede é composta de três camadas: mucosa, muscular e adventícia. A camada ­muscular, a mais importante, é composta pelo músculo liso denominado detrusor. Ele se assemelha a uma rede, na qual suas fibras muscula­res se entrelaçam, formando uma camada mais espessa na sua base, o colo vesical, que consiste em feixes ­muscula­res que irão se arquear para baixo e con­ti­nuar a camada m

 

17 - Osteoartrose e Osteoporose

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17

Osteoartrose e

Osteo­porose

Beatriz Helena Ramos de Almeida Savonitti

Zélia Nunes Hupsel

Introdução | Osteoartrose, 156

CCIntrodução | Osteoporose, 159

CCConsiderações finais, 166

CCBibliografia, 166

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Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução | Osteoartrose

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A osteoartrose é uma artropatia comum em idosos responsável por limitação da mobilidade

A osteoartrose (OA), também conhecida como osteo­artrite, doen­ça ar­ticular degenerativa ou, simplesmente, artrose, é definida por Meirelles (2005) como uma artropatia não inflamatória, caracterizada por degeneração da cartilagem hialina ar­ticular e neoformação óssea reacional, sob a forma de osteó­citos nas re­giões subcondrais e nas margens ar­ticulares. Trata-se da enfermidade musculoesquelética mais comum entre os idosos. No processo de artrose, por exemplo, há degeneração da cartilagem que cobre as extremidades ­ósseas e há, inclusive, casos de perda total, causando limitação da mobilidade da ar­ticulação (Camanho,

 

18 - Infecções

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Infecções

Adriana da Silva Rodrigues

Introdução, 170

CCEnvelhecimento e suscetibilidade à infecção, 170

CCInfecções do trato urinário, 171

CCInfecções do trato respiratório, 174

CCConsiderações finais, 176

CCBibliografia, 177

CC

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170

Enfermagem Geriátrica e Gerontológica

Introdução

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A assistência ao idoso frente às infecções requer atenção redobrada quanto à abordagem e ao controle. A enfermagem, por meio de uma assistência planejada, colabora para a recupe­ração adequada e, em especial, para a prevenção e diminuição de possíveis complicações.

Deste modo, este capítulo cita as principais infecções comuns em idosos. Também apresenta as principais ações de enfermagem em seu tratamento.

Envelhecimento e suscetibilidade à infecção

��

Infecções são responsáveis pela mortalidade de 1/3 das pessoas acima de 65 anos

 

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