Psicologia Hospitalar - Teoria, Aplicações e Casos Clínicos, 2ª edição

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Psicologia na saúde é fundamental!O campo da Psicologia da Saúde cresceu muito nos últimos 20 anos. Há muitas contribuições na área de promoção da qualidade de vida, prevenção de doenças, educação e tratamentos. Assim, profissionais se envolvem a cada dia no crescimento dessa área. E esse livro trata exatamente disso: do ambiente da saúde. Psicologia Hospitalar - Teoria, Aplicações e Casos Clínicos aborda a aplicação da Psicologia, em especial da ciência do comportamento, na interface saúde/doença no contexto de um hospital geral. Esta edição, atualizada e revisada, mantém a fácil leitura e compreensão e analisa com a intensidade necessária as situações apresentadas. Além disso, os autores divulgam propostas e conceitos pouco debatidos.

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Capítulo 1- Avaliação Psicológica da Saúde: Um Campo em Construção

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CAPÍTULO

1

Avaliação Psicológica da Saúde:

Um Campo em Construção

Cláudio Garcia Capitão

Makilim Nunes Baptista

A partir de 1948, a Organização Mundial da Saúde (Sampaio, 1998) passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de doença. Essa definição, se, por um lado, amplia a concepção de saúde, por outro coloca todos no campo da doença, ora visto a impossibilidade de ter um completo estado de bem-estar nas três esferas abrangidas pela definição. No entanto, é possível conceber doença como uma interrupção do curso do bem-estar

(Borsoi, 2005).

Atualmente, com o fenômeno da globalização, é oferecida ao homem a possibilidade de conhecer o planeta extensiva e aprofundadamente. Ou seja, com a globalização, e por meio da empirização da universalidade que ela possibilitou, estamos cada vez mais perto de construir uma filosofia das técnicas e das ações correlatas, que também seja uma forma de conhecimento concreto do mundo tomado como um todo e das particularidades dos lugares, que incluem condições físicas, naturais ou artificiais, e condições políticas. A cognoscibilidade de todas as formas de vida, de comportamentos e manifestações culturais constitui um passo essencial para um conhecimento científico universal, que contemple a individualidade e a especificidade de cada região, entendendo crenças, costumes e noções das mais variadas que hoje coexistem com a vida (Santos, 2001).

 

Capítulo 2- A Psicologia da Saúde no Mundo e a Pesquisa no Contexto Hospitalar

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CAPÍTULO

2

A Psicologia da Saúde no Mundo e a Pesquisa no Contexto Hospitalar

Makilim Nunes Baptista

Adriana Said Daher Baptista

Rosana Righetto Dias

MAS O QUE É A PSICOLOGIA DA SAÚDE?

Em primeiro lugar, é interessante apontar que a Psicologia da Saúde não se restringe somente aos ambientes hospitalares, mas também aos centros de saúde ou quaisquer programas que venham a enfocar a saúde coletiva, como, por exemplo, programas preventivos, cartilhas explicativas, treinamentos comunitários em diagnosticar ou prevenir doenças específicas, políticas de saúde, etiologia, manutenção da saúde, além de outras áreas. É importante salientar que a Psicologia da Saúde abarca tanto a saúde física quanto a saúde mental, podendo se estender do Hospital Geral ao Hospital

Psiquiátrico. No entanto, este livro se direcionará especificamente ao Hospital Geral.

Antes mesmo de especificar melhor a definição e os objetivos da Psicologia da

Saúde, é fundamental uma abordagem superficial sobre os níveis de atendimento em saúde pública, a saber: primário, secundário e terciário. Esses níveis de assistência estão relacionados com a complexidade da doença e seus níveis epidemiológicos para diagnóstico e tratamento.

 

Capítulo 3- Assistência Domiciliar e Atuação do Psicólogo

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CAPÍTULO

3

Assistência Domiciliar e

Atuação do Psicólogo

Adriana Said Daher Baptista

Mônica Ferreira da Silva Rodrigues

Makilim Nunes Baptista

HISTÓRICO E CARACTERIZAÇÃO

Quando se pensa em um tema de interesse, é importante localizar temporalmente o desenvolvimento desse conhecimento, uma vez que é necessária sua contextualização. Essa contextualização faz com que entendamos a sua evolução e aplicabilidade. Sendo assim, este capítulo iniciará com os aspectos históricos da assistência domiciliar. Ressalta-se que essa nomenclatura é contemporânea.

Falar em medicina ou em serviços de saúde nos remete a pensar nas mais antigas descrições sobre o tema que se refere aos atendimentos realizados em domicílios e hospitais, considerando que Imhotep, médico da terceira dinastia do Egito (século XVIII a.C.), realizava atendimentos com seus pacientes tanto na casa destes como em consultórios ou hospitais. Imhotep era quem atendia o Faraó no próprio palácio. Na Grécia antiga, um médico conhecido como Asklépios também costumava atender seus pacientes nas residências, e seus seguidores realizavam os atendimentos em locais denominados Templos, que, apesar de serem considerados na época locais de estrutura primitiva, transformaram-se em hospitais, ou seja, o espaço onde se tinha acesso aos medicamentos e materiais necessários para o tratamento. Já no século V a.C, foi escrito por Hipócrates um tratado sobre os ares, as águas e os lugares, abordando a importância do atendimento realizado em domicílio, isso porque, segundo Hipócrates e suas observações, tal cuidado apresentava bons resultados (Amaral e cols., 2001).

 

Capítulo 4- Atuação do Psicólogo em uma Unidade de Transplante de Fígado: Características do Trabalho e Relato de Caso

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CAPÍTULO

4

Atuação do Psicólogo em uma

Unidade de Transplante de Fígado:

Características do Trabalho e

Relato de Caso

M. Cristina O.S. Miyazaki

Randolfo Santos Junior

Neide A.M. Domingos

Nelson I.Valerio

Transplante de fígado é a opção terapêutica para prolongar e melhorar a qualidade de vida de pacientes portadores de doenças hepáticas crônicas (Santos Jr. e cols., 2008).

Com diferentes etiologias (ex.: viral, alcoólica), a hepatopatia crônica é progressiva e irreversível. O transplante representa, portanto, para muitos pacientes, a possibilidade de sobreviver com qualidade de vida, retornar ao trabalho e reintegrar-se socialmente (Felicio, 2007).

Muitos pacientes sobrevivem mais de 20 anos após a realização de um transplante de fígado. Com o avanço do conhecimento e modificações constantes nos estilos de tratamento, além da sobrevida, a qualidade de vida (QV) desses pacientes pode melhorar cada vez mais (Kroon, Drent, van den Berg e Haagsma, 2007; Cetingok,

 

Capítulo 5- AIDS no Contexto Hospitalar: Manejo Psicológico

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CAPÍTULO

5

AIDS no Contexto Hospitalar:

Manejo Psicológico

Karina Magalhães Brasio

ORIGEM E EVOLUÇÃO DO VÍRUS DE IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA

(HIV) E DA SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (AIDS)

A síndrome de imunodeficiência adquirida — AIDS — foi descrita inicialmente em 1981, nos EUA. Em 1983 foi descoberto o agente etiológico, denominado mais tarde vírus de imunodeficiência humana — HIV (Amato e cols., 1996).

O vírus HIV está presente em fluidos do organismo humano como sangue, sêmen, secreção vaginal, saliva etc. Este vírus ataca o sistema imunológico, em especial os linfócitos T4 (CD4ϩ), e desencadeia 26 enfermidades diferentes, de acordo com o critério dos Centers for Diseases Control (CDC) dos Estados Unidos.

Deste modo, a infecção por HIV é uma doença transmissível produzida por um retrovírus que afeta diretamente o sistema imunológico, produzindo sua destruição.

Apresenta um amplo espectro de manifestações clínicas, que vão desde a infecção aguda inicial. Neste momento, esta infecção é sintomática e passa por um longo período assintomático, podendo levar anos de duração, até desembocar em uma série de infecções oportunistas e/ou neoplasias, como, por exemplo, o sarcoma de

 

Capítulo 6- Psiquiatria de Ligação e Interconsulta Psiquiátrica na Infância e Adolescência

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CAPÍTULO

6

Psiquiatria de Ligação e

Interconsulta Psiquiátrica na Infância e Adolescência

Francisco B. Assumpção Jr.

Evelyn Kuczinsky

Luciana Gomes Tarelho

HISTÓRICO

A maior viabilidade de identificar pacientes com problemas psicossociais e psicossomáticos e a crescente utilização de serviços de saúde mental por crianças têm incrementado o interesse pela colaboração entre o pediatra e o psiquiatra infantil

(Schowalter e Solnit, 1998; Dulcan e cols., 1990; Bergman e Fritz, 1985). No entanto, estudos comprovam que, apesar de até 20% das crianças e adolescentes apresentarem transtornos psiquiátricos (Cassidy e Jellinek, 1998), apenas uma pequena porcentagem desta população é identificada por seus pediatras, com cifras que vão de um quarto dos acometidos (Cadman e cols., 1987) até em torno de 1 a 2% (Jellinek e Murphy, 1988).

A história da interconsulta psiquiátrica infantil difere da voltada ao adulto (Friedman e Molay, 1994). Adolf Meyer foi pioneiro, em 1930, ao nomear Leo Kanner (que mais tarde descreveria o autismo infantil) como psiquiatra interconsultor em tempo integral na Harriet Lane Home for Invalid Children e na Phipps Psychiatric Clinic, atendendo à solicitação do Dr. Edward Parks, Professor de Pediatria na Johns Hopkins.

 

Capítulo 7- Ambulatório Especializado no Atendimento de Crianças Autistas

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CAPÍTULO

7

Ambulatório Especializado no Atendimento de

Crianças Autistas

César de Moraes

Lídia Straus

O diagnóstico de autismo infantil é difícil de ser realizado com precisão, visto que se baseia, unicamente, nos aspectos descritivos da síndrome. A inexistência de marcadores biológicos dificulta seu diagnóstico. Portanto, basear-se apenas nos comportamentos apresentados pela criança favorece erros constantes de avaliação clínica.

São frequentes as queixas de pais, cujos filhos foram avaliados por vários profissionais, que estes realizaram diagnósticos diferentes e deram orientações contraditórias.

Frases do tipo “uns dizem que meu filho não tem nada, outros dizem que ele tem autismo” são comuns durante a entrevista com pais de crianças autistas. As diferenças de avaliação e interpretação dos diferentes comportamentos, a falta de conhecimento por parte dos profissionais dos atuais critérios diagnósticos estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde — OMS, somadas à ausência de serviços que mantenham protocolos estruturados de avaliação, são causas comuns de atraso no diagnóstico e tratamento dessas crianças.

 

Capítulo 8- Serviço de Psicologia Ambulatorial em Hospital Geral

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CAPÍTULO

8

Serviço de Psicologia

Ambulatorial em Hospital Geral

Diana Tosello Laloni

Queila Pierre Fernandes

INTRODUÇÃO

Na década de 1960, quando a Psicologia Clínica entrou nos hospitais, o psicólogo fazia o papel de avaliador como provedor de serviços de psicometria tanto a nível clínico como de pesquisa, e sua atenção era exclusivamente às doenças mentais. A maioria dos esforços era dirigida às questões da psicopatologia e da intervenção com pacientes psiquiátricos.

O modelo biomédico sustentava que as doenças tinham causas exclusivamente biológicas, o que representou a visão dominante da Medicina durante a maior parte do século XX, justificando dessa forma o âmbito da Psicologia Clínica exclusivamente voltada para a saúde mental. A situação mudou gradativamente; alguns serviços de psicologia independentes foram criados em hospitais e os psicólogos começaram a ser indicados para compor equipes de atendimento familiar, neurologia, ginecologia e obstetrícia. Algumas escolas médicas criaram departamentos de psicologia, e essa situação favoreceu a entrada dos psicólogos em equipes hospitalares.

 

Capítulo 9- Atuação Psicológica em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal – Uti-Neo

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CAPÍTULO

9

Atuação Psicológica em Unidade de Terapia Intensiva

Neonatal – UTI-Neo

Adriana Said Daher Baptista

Valéria Batista Menezes Agostinho

Makilim Nunes Baptista

Rosana Righetto Dias

HISTÓRICO E CARACTERIZAÇÃO DA UTI-NEONATAL

Para uma melhor compreensão dos estudos da interação da díade mãe-bebê é de grande importância rever os fatos históricos que influenciaram a presença das mães junto aos seus bebês (Klaus e Kennell, 1993). Pode-se observar que a importância dada à mãe junto ao recém-nascido (RN), dentro das instituições de saúde, passou por várias modificações no último século.

No século passado, o primeiro perinatologista moderno, Pierre Budin, considerava bem-vindas as mães ao berçário de prematuros, liberando-as para os cuidados básicos.

Budin defendia a ideia de que as mães que se mantinham separadas dos filhos ainda pequenos perdiam o interesse por estes, já que não podiam cuidar deles nem afagá-los.

Um aluno de Budin, Couney, em 1896, lançou uma “chocadeira de crianças”, a qual teve um grande sucesso clínico e comercial. As crianças prematuras eram colocadas e criadas nessas chocadeiras e, por quatro décadas, obtiveram-se mais de 5.000 êxitos, isto é, mais crianças conseguiram manter-se vivas. Porém, durante esse período, as mães não participavam dos cuidados dos filhos e, consequentemente, resistiam mais em levar seus filhos para casa (Klaus e Kennell, 1993).

 

Capítulo 10- O Psicólogo na Unidade de Terapia Intensiva – Adulto

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CAPÍTULO

10

O Psicólogo na Unidade de

Terapia Intensiva – Adulto

Ana Paula Ferrari Pregnolatto

Valéria Batista Menezes Agostinho

CONSIDERAÇÕES SOBRE A UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

O estar doente e o processo de hospitalização são variáveis que influenciam as transformações no ser humano, deixando-o emocionalmente vulnerável (Takahashi,

1986).

A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é a área do hospital que se diferencia de outras unidades de um hospital geral, pois oferece tratamento específico e intensivo para o paciente em estado crítico (Souza, Possari e Mugaiar, 1985). A UTI Adulto

(UTI-A) possui ainda equipamentos específicos, recursos materiais e tecnológicos para um melhor atendimento ao paciente, característica esta específica deste local. Esta unidade é destinada a receber pacientes clínicos, pós-cirúrgicos, terminais e em estado grave com a possibilidade de recuperação.

A procedência do paciente internado na UTI-A pode ser do centro cirúrgico, enfermarias de especialidades, como, por exemplo, a clínica médica, ortopedia, ginecologia e obstetrícia, coloproctologia, vascular, plástica, neurocirurgia, neurologia, cardiologia, infectologia, clínica cirúrgica, dentre outras, e pronto-socorro, além de encaminhamentos de outros hospitais que não dispõem de recursos necessários para cuidar do paciente.

 

Capítulo 11- Enfermaria de Obstetrícia

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CAPÍTULO

11

Enfermaria de Obstetrícia

Adriana Said Daher Baptista

Patrícia Maria Furquim

INTRODUÇÃO

Inicialmente, seria interessante refletir sobre três questões:

• “qual é o conhecimento que um psicólogo deve ter para atuar junto às mulheres que estão nos períodos de gestação e puerpério?

• os obstetras devem compreender a gestante e a puérpera somente nos aspectos orgânicos? e

• qual é o conhecimento que os outros profissionais devem ter?”

São vários os profissionais, obstetras, pediatras, psicólogos, enfermeiras, assistentes sociais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos que têm a possibilidade de lidar com a mulher nesses períodos. Portanto, todos os profissionais que atuam no sistema de saúde devem ter conhecimentos aprofundados em sua especialidade, porém não podem ter somente esse conhecimento, já que a mulher deve ser vista biopsicossocialmente e sofre influências multivariadas.

Se o psicólogo, por exemplo, compreender e explicar todos os sintomas aparentes de uma gestante ou puérpera somente pelo olhar psicológico, estará cometendo um grande erro, já que a grávida apresenta outras alterações importantes, como hormonais, corporais, sociais e profissionais. Assim sendo, podem existir outras variáveis interferindo nesses períodos que não sejam apenas psicológicas.

 

Capítulo 12- Enfermaria de Pediatria: Avaliação e Intervenção Psicológica

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CAPÍTULO

12

Enfermaria de Pediatria:

Avaliação e Intervenção Psicológica

Rosana Righetto Dias

Makilim Nunes Baptista

Adriana Said Daher Baptista

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Este capítulo tem o objetivo de apresentar considerações e aspectos teóricos e práticos sobre a Psicologia Hospitalar Pediátrica. É de fundamental importância a discussão da avaliação e da intervenção psicológica neste contexto e dos procedimentos que identifiquem esta realidade, devido aos comprometimentos emocionais/comportamentais consequentes da hospitalização para a criança e seus familiares.

A intenção deste capítulo é expor o modelo assistencial psicológico apresentado pelos autores, de um trabalho em enfermaria de pediatria de um Hospital GeralEscola. A metodologia do trabalho demonstrada descreve o procedimento/instrumento, denominado Visita Psicológica (VP). Este procedimento tem por objetivo triar/avaliar os casos visando priorizar os atendimentos e intervenções psicológicas.

 

Capítulo 13- Neuropsicologia

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CAPÍTULO

13

Neuropsicologia

Marina Stahl Merlin

DEFINIÇÃO E HISTÓRIA

A Neuropsicologia é um campo de conhecimento interdisciplinar, pois envolve tanto conhecimentos psicológicos quanto noções de neuroanatomia, neuroquímica e neurologia clínica. Apesar disso, difere da Neurologia por esta ser exercida por médicos especialistas que focam no diagnóstico de lesões no sistema nervoso. Também difere das Neurociências, pois estas se interessam pela base molecular do funcionamento nervoso através de estudos experimentais, geralmente com animais. A diferença entre Neuropsicologia e Psicologia está no fato de que os psicólogos não especializados em neuropsicologia estudam o comportamento humano de forma mais geral, desconsiderando os achados neurológicos relacionados

(Kolb e Wishaw, 2003).

A avaliação neuropsicológica deve ser realizada por psicólogos especializados, por envolver a aplicação de testes e a análise do comportamento humano, que são habilidades desenvolvidas na formação psicológica, mas, apesar disso, os achados neuropsicológicos são funcionais para uma diversidade de profissionais que se relacionam com a neurociência, como neurologistas, psiquiatras, pedagogos, terapeutas ocupacionais, geriatras, fonoaudiologistas, fisioterapeutas, entre outros.

 

Capítulo 14- Sistema Familiar de Crianças com Transtorno Global do Desenvolvimento

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CAPÍTULO

14

Sistema Familiar de Crianças com Transtorno Global do Desenvolvimento

Fátima Iara Abad Sanchez

INTRODUÇÃO

De todos os bens que um ser humano possui, poucos lhes pertencem de modo tão

íntimo e especial como sua família. Esse bem, por si só, justificaria a decisão de fazer um estudo sobre ela. Mas, aparentemente, a curiosidade natural pelas funções e relações da família pode estender-se na história das atitudes, das expressões emocionais e concepções que já sofrem influências de fatores culturais, assim como as diferenças existentes dentro da própria família.

O estudo dessas interações contribui para que os valores existentes nessas famílias jamais fiquem esquecidos, pois, diante do enfrentamento para as soluções de problemas, pode-se encontrar famílias dotadas de expectativas para mudança.

Este capítulo descreve os determinantes psicológicos de famílias com crianças com transtorno global do desenvolvimento (TGD), especificamente autismo e esquizofrenia infantis. Entende-se por determinantes psicológicos os padrões comportamentais que as famílias estruturam e organizam na relação social e no desenvolvimento destas crianças.

 

Capítulo 15- Humanização em Ambientes Médicos

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CAPÍTULO

15

Humanização em Ambientes Médicos

Ana Paula Ferrari Pregnolatto

Valéria Batista Menezes Agostinho

Rosana Righetto Dias

Makilim Nunes Baptista

INTRODUÇÃO

A partir das definições de dicionários, humanização é ação ou efeito de humanizar, tornar mais sociável, mais tratável (Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa, 1980, p. 1886).

O movimento Renascentista, na Europa, teve início no século XIV, sendo uma época em que os escritores romperam com o pensamento religioso da Idade Média, concentrando seus interesses no homem, ao invés de Deus. Os homens tornaram-se fascinados com o mundo à sua volta e empreenderam viagens arriscadas para explorar as terras, fizeram estudos científicos sobre plantas e animais e, mais do que tudo, estudaram o próprio homem. Tudo que dizia respeito ao homem e à sua vida na Terra teve maior ênfase.

Dentro dessa concepção, o humanismo não é focalizado apenas em uma tendência literária, mas numa direção e visão de vida, caracterizado pelo interesse que se conferiu ao elemento humano como objeto de observação e como fundamento de ação (Enciclopédia Delta Universal, 1980, p. 4089).

 

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