Semiologia da Criança e do Adolescente

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O livro está organizado em cinco seções:
Na primeira seção é abordada a história da criança e do adolescente, as mudanças de concepção e de seu papel na sociedade, bem como o processo de organização da assistência pediátrica, considerando o contexto dos serviços de saúde no país de forma mais ampla. Busca situar o profissional para uma atenção pediátrica contextualizada, reconhecendo as principais questões da atualidade e seu caráter dinâmico, respeitando a criança e o adolescente, sua família e seus valores.
A segunda seção aborda a relação médico-paciente e as especificidades da atenção pediátrica, sobretudo por se tratar quase sempre de uma relação mediada pelo adulto, pela sua família. Essa questão é particularmente importante nos dias de hoje, quando os avanços da tecnologia e das possibilidades de intervenção tendem a ocupar o espaço da consulta pediátrica e reduzir equivocadamente o papel do profissional.
Na terceira seção - Semiologia Geral -, seguem-se os cinco capítulos relacionados à abordagem de temas gerais - a anamnese, o exame físico, o crescimento e o desenvolvimento e as características de suas principais fases, incluindo o recém-nascido e o adolescente.
Na quarta seção estão nove capítulos que abordam a Semiologia dos Sistemas - dados importantes da anamnese, do exame físico e da semiotécnica correspondente.
Na quinta e última seção - Semiologia em Situações Específicas -, são abordados temas relacionados a sinais e sintomas freqüentes em pediatria, como febre e dor, e semiologia em situações especiais, como na criança gravemente enferma, nos acidentes e na violência, em oncologia, em infectologia, nas síndromes genéticas.
Em todos os capítulos, alguns princípios da assistência pediátrica estarão sempre presentes - a importância da escuta, do diálogo e do reconhecimento da criança e sua família como sujeitos, com nome, com uma história de vida, como seres humanos.

23 capítulos

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I - A Criança e o Adolescente na Sociedade e a Assistência Pediátrica

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I

A Criança e o Adolescente na

Sociedade e a

Assistência Pediátrica

Rosana Fiorini Puccini

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A Criança e o Adolescente na Sociedade e a Assistência Pediátrica

A

assistência pediátrica apresenta algumas particularidades em relação à prática médica – o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento, as mudanças e especificidades observadas do recém-nascido à adolescência, a relação médico–paciente mediada pelo adulto (em geral a mãe), as diferentes linguagens que compõem a comunicação. O reconhecimento dessa especificidade e a organização da assistência voltada à saúde da criança e do adolescente constituem processos articulados que guardam forte relação com a história, cultura e políticas de diferentes sociedades. Assim, o estudo da semiologia pediátrica, hoje, requer uma compreensão do papel e do lugar da criança e do adolescente na família, nessas diferentes sociedades, nos seus diferentes momentos históricos. Neste capítulo, serão abordados aspectos relacionados à história da criança no mundo ocidental e no Brasil, destacando alguns marcos da assistência à criança e suas relações com as políticas públicas da área da saúde em nosso país, com o objetivo de subsidiar o profissional frente às principais questões relacionadas à atenção pediátrica.

 

II - Relação Pediatra–Criança/Adolescente– Família

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II

Relação Pediatra–Criança/

Adolescente–Família

Rudolf Wechsler

Mario Alfredo de Marco

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Relação Pediatra–Criança/Adolescente–Família

INTRODUÇÃO

A relação médico–paciente (RMP) baseia-se na interação entre dois ou mais seres humanos, na qual estão envolvidas personalidades distintas, num contexto específico, de modo que tudo o que acontece nesse processo de relacionamento pode e deve ser objeto de estudo científico médico.

Na história da medicina, a RMP sempre foi destacada como um dos princípios básicos e fundamentais para se chegar ao diagnóstico, conduta e aderência ao tratamento. No entanto, transformações na prática médica, especialmente a partir de importantes descobertas científicas no início do século passado, e, mais recentemente, os avanços da Bioquímica, Farmacologia, Imunologia e

Genética, e o crescimento de especialidades contribuíram para o desenvolvimento de um modelo biomédico centrado na doença. Houve, nesse período, um destaque

 

III - Semiologia Geral | 1 - Anamnese e Exame Físico em Pediatria

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1

Anamnese e Exame Físico em Pediatria

Maria Elisabeth Benfatti Arruda Kobinger

Antonio Vladir Iazzetti

A

consulta pediátrica apresenta algumas especificidades, com ênfase àquelas relacionadas ao processo de crescimento e desenvolvimento, que deve sempre ser considerado na avaliação do paciente, a relação médico–paciente mediada pelo adulto na maioria das consultas e os diferentes padrões de normalidade de dados obtidos no exame físico nas diferentes faixas etárias. Há, também, a necessidade de orientações voltadas

à promoção da saúde e prevenção de doenças de forma mais marcante quando comparada à clínica de adultos, sendo a consulta de supervisão à saúde muito freqüente em pediatria. Assim, neste capítulo, essas questões serão tratadas de forma articulada e, didaticamente, estão estruturadas nos seguintes tópicos – anamnese, exame físico, processo diagnóstico e supervisão de saúde em pediatria.

ANAMNESE EM PEDIATRIA

A anamnese é o componente essencial no processo de definição do diagnóstico médico, pois permite ao médico estabelecer o diagnóstico mais provável, bem como os diagnósticos diferenciais cabíveis ao caso. Por meio da anamnese são identificados fatos relevantes junto à pessoa que se sente adoecida, constituindo um dos mais importantes momentos da prática clínica porque possibilita o estabelecimento da relação médico–paciente e, complementada pelo exame físico, define a maioria dos diagnósticos e condutas. Portanto, deve ser realizada com o máximo cuidado e sem pressa, sempre buscando o que nos interessa para a elucidação diagnóstica.

 

III - Semiologia Geral | 2 - O Recém-nascido

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O Recém-nascido

Amélia Miyashiro Nunes dos Santos

Ana Lucia Goulart

Maria Fernanda Branco de Almeida

Milton Harumi Miyoshi

A

Semiologia é a parte da Medicina relacionada ao estudo dos sinais e sintomas das doenças humanas, sendo muito importante para o diagnóstico da maioria das enfermidades. Devido às peculiaridades do recémnascido, só é possível diagnosticar as doenças por meio da história pregressa, primordialmente da mãe, e da presença de sinais clínicos no neonato.

Inicialmente é necessário conhecer os conceitos inerentes a essa faixa etária, com base nas definições adotadas pela Organização Mundial da Saúde que levam em conta o período de vida após o nascimento e a idade gestacional ao nascer. O período neonatal é definido como aquele que começa ao nascimento e termina após

28 dias completos de vida; o período neonatal precoce vai do nascimento até o 7o dia, e o período neonatal tardio, do 8o ao 28o dia de vida. Quanto à idade gestacional ao nascimento, o recém-nascido é classificado como: pré-termo, ao nascer com menos de 37 semanas; a termo, se o nascimento ocorre de 37 semanas a menos de 42 semanas; e pós-termo, quando nasce com 42 semanas ou mais de gestação. Ressalta-se que o grupo de prematuros é bastante heterogêneo, incluindo desde pacientes no limite da viabilidade (22 semanas) até 37 semanas incompletas. Assim, a partir de 2006, o conceito de prematuridade tardia foi instituído como a faixa de

 

III - Semiologia Geral | 3 - Crescimento – Avaliação e Critérios de Normalidade

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3

Crescimento –

Avaliação e Critérios de Normalidade

Luiz Anderson Lopes

Maria Wany Louzada Strufaldi

Anne Lise Dias Brasil

Domingos Palma

Rosana Fiorini Puccini

INTRODUÇÃO

A forma de compreensão e de valorização do crescimento humano tem se transformado de forma significativa ao longo dos séculos. O mais antigo relatório remanescente sobre o crescimento humano data do século VI a.C., na Grécia. Posteriormente, há um período de poucos avanços, e entre os séculos II e XVIII, o crescimento raramente foi investigado.

No início da Renascença, a recuperação e a disseminação dos originais gregos de Hipócrates, Aristóteles,

Galeno e outros pensadores fizeram com que fossem retomadas as idéias daquele período. Entretanto, não foram as artes ou a medicina que fizeram crescer a prática da antropometria e sim os requerimentos militares.

Soldados altos eram preferidos por serem mais fortes, cobrirem maiores distâncias nas marchas e também por manusearem armas com maior facilidade. Os recrutas que formavam os exércitos nacionais eram submetidos

 

III - Semiologia Geral | 4 - Desenvolvimento

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Desenvolvimento

Rosa Resegue Ferreira da Silva

Mary Lise Moyses Silveira

Alexandra Huebner Giorge

Rosana Fiorini Puccini

O

s estudos sobre desenvolvimento e o seu conceito estão fortemente associados ao momento histórico e às concepções dos investigadores sobre a identidade humana. Assim, o desenvolvimento foi considerado ora como processo decorrente da maturação das estruturas biológicas, ora como resultado apenas de influências externas do seu meio. O avanço das ciências e a contribuição do conhecimento de diferentes áreas, com destaque à Biologia, Antropologia, Psicologia, permitiram uma compreensão, hoje, mais completa desse processo.

Supera-se, assim, a dicotomia estabelecida nas antigas concepções. A Biologia, por meio da história da espécie

(filogênese) e do indivíduo (ontogênese) define as possibilidades, ou seja, somos seres bípedes, com habilidade para usar as mãos, andamos por volta dos 15 meses. O cérebro – estrutura que viabiliza esse processo – é um sistema aberto, caracterizado pela presença de uma estrutura inicial, dotado de plasticidade, cuja estrutura e modos de funcionamento são moldados ao longo da vida. Assim, o desenvolvimento pode ser definido como o processo de construção da identidade humana, que resulta da interação entre as influências biológicas, próprias da espécie e do indivíduo, e sua história de vida, contexto cultural e social.

 

III - Semiologia Geral | 5 - O Adolescente

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O Adolescente

Maria Sylvia de Souza Vitalle

Élide Helena Guidolin da Rocha Medeiros

INTRODUÇÃO

No final do século XIII surge a palavra “adolescência”, nominando os anos subseqüentes à infância. A partir do século XVIII, avanços da Pedagogia, Medicina e Filosofia permitiram que os conceitos de adolescência e juventude se consolidassem, e o pensador Jean-Jacques Rousseau foi um dos pioneiros a defi nir a crise de identidade sexual durante a puberdade. Dependendo da época e do grupo social em que está inserida, a juventude é percebida e vivenciada de forma específica, havendo rituais de passagem que marcam a saída da infância e a entrada no mundo adulto nas mais diversas comunidades. Nos meios indígenas, há rituais de exibição de força, habilidade e maturidade perante a comunidade em que o adolescente vive, garantindo assim a entrada no universo adulto. No nosso meio, podemos considerar como rituais de passagem simbólicos o trote dos calouros quando da admissão à faculdade, o serviço militar e rituais de cultos religiosos – na religião judaica, por exemplo, o bar mitzvah e o bat mitzvah; na igreja católica, a cerimônia de crisma. Podemos considerar também a maternidade e/ou a paternidade precoces como porta de entrada para o mundo adulto, principalmente se lembrarmos que muitas adolescentes vêem na maternidade uma mudança no status familiar e fator de reconhecimento social.

 

IV - Sistemas | 1 - Cárdio-circulatório

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Cárdio-circulatório

Célia Maria Camelo Silva

Antônio Carlos de Camargo Carvalho

INTRODUÇÃO

Como nos demais sistemas, uma história clínica completa e um exame físico bem feito são essenciais para a formulação apropriada dos diagnósticos diferenciais e para a requisição coerente dos exames complementares, propiciando ao paciente um tratamento eficiente. Devemos lembrar que a realização de qualquer exame traz preocupação tanto aos pais quanto às crianças, e que a capacidade de tratar pacientes sem expô-los a exames complementares em excesso, ou seja, desnecessários, que em nada contribuirão para o tratamento, é característica de bons médicos.

HISTÓRIA

A história pediátrica nos primeiros anos de vida é obtida através de informantes, principalmente dos pais, enquanto na criança maior algumas informações também podem ser obtidas através da própria criança. O encaminhamento da criança para o cardiologista por si só, até mesmo para avaliação de um simples sopro inocente, gera, na grande maioria dos pais, muita ansiedade. A forma de conduzir a história depende da idade e da suspeita clínica, e, em qualquer que seja a situação, esta deve ser feita de modo tranqüilo, tentando amenizar a ansiedade dos pais e transmitir segurança. Desse modo, é comum obter maior colaboração tanto dos pais quanto da criança.

 

IV - Sistemas | 2 - Respiratório

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Respiratório

Gilberto Petty da Silva

Beatriz Neuhaus Barbisan

Clóvis Eduardo Tadeu Gomes

VIAS AÉREAS SUPERIORES

Anatomia e Fisiologia

As vias aéreas superiores (VAS) incluem: o nariz, os seios paranasais e a faringe. As vias aéreas inferiores (VAI) incluem a laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos e parênquima pulmonar. As vias aéreas inferiores são estéreis, enquanto as superiores são habitadas por uma flora bacteriana que pode, eventualmente, tornar-se patogênica. A fisiopatologia das infecções do trato respiratório superior inclui inflamação e edema de mucosa, congestão vascular, aumento da secreção de muco e alterações da estrutura e função ciliar.

O nariz tem como características importantes possuir uma superfície relativamente grande, vasculatura rica e epitélio ciliado. Além da função de via aérea, também

é responsável por aquecer, umidificar e filtrar as partículas maiores que 5 micra. As partículas maiores são filtradas pelos pêlos grossos da cavidade nasal, e as menores ficam impactadas na superfície nasal. Além disso, a narina e os seios paranasais também são responsáveis pelo senso de olfato e gustação.

 

IV - Sistemas | 3 - Urinário

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Urinário

João Tomás de Abreu Carvalhaes

Maria Cristina de Andrade

E

sta seção tem como finalidade mostrar os métodos de avaliação da criança com doença renal, enfatizando a história clínica e os achados do exame físico.

A avaliação clínica deve seguir a seqüência básica de história, exame físico e, eventualmente, exames laboratoriais e de imagem previamente realizados, levando à formulação de hipóteses diagnósticas, plano de investigação e propostas terapêuticas.

O modo de abordagem pode ser modificado de acordo com a idade da criança, do meio socioeconômico, da disponibilidade dos métodos diagnósticos, da epidemiologia e da forma de apresentação da doença renal.

As unidades funcionais dos rins são denominadas néfrons e se compõem de cerca de um milhão de unidades em cada um dos órgãos. Cada néfron é composto por um dispositivo filtrante globoso, denominado glomérulo de Malpighi. A ele se segue uma sucessão de formações tubulares complexas, encarregadas de atuar sobre o líquido filtrado no glomérulo e transformá-lo na urina que vai chegar às vias excretoras (cálices, pelve renal, ureteres, bexiga e uretra).

 

IV - Sistemas | 4 - Digestório

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Digestório

Vera Lucia Sdepanian

Regina Helena G. Motta Mattar

Soraia Tahan

NOÇÕES DE FISIOLOGIA

O esôfago tem como função transferir o alimento da cavidade oral ao estômago. A motilidade do esôfago é caracterizada por contrações peristálticas de alta amplitude. A peristalse primária é induzida pela deglutição, e a secundária é estimulada pela distensão da parede do esôfago. O esfíncter esofágico inferior se contrai para evitar o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago. Durante a deglutição ocorre relaxamento transitório desse esfíncter, mediado pelo nervo vago, que possibilita a passagem do alimento do esôfago para o estômago. Por outro lado, o refluxo gastroesofágico, tanto em crianças quanto em adultos, caracteriza-se por episódios de relaxamento transitório do esfíncter esofágico inferior, com diminuição abrupta da pressão desse esfíncter, que ocorre espontaneamente sem associação com o ato da deglutição.

Existem dois tipos de deglutição: a própria do lactente pequeno ou pré-eruptiva associada à sucção – a sucção de forma coordenada dá seguimento à deglutição –, que

 

IV - Sistemas | 5 - Neurológico

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Neurológico

Marcelo Masruha Rodrigues

Murilo Gimenes Rodrigues

Luiz Celso Pereira Vilanova

O

primeiro impulso de uma parcela importante dos estudantes de Medicina, especializandos em Pediatria e pediatras, ao se depararem com textos sobre a avaliação neurológica da criança em livros de semiologia, é o de pular o capítulo e prosseguir. Essa atitude, extremamente prejudicial para a formação do profissional, decorre de um pensamento equivocado, segundo o qual a avaliação clínica do sistema nervoso constitui-se em matéria difícil e que só deve ser realizada pelo especialista. É fundamental frisarmos aqui que essa avaliação pode e deve ser familiar, nos seus aspectos mais básicos, a qualquer médico.

Além disso, sobretudo estudantes e médicos jovens poderiam imaginar que o notável avanço tecnológico ocorrido na Medicina durante as últimas décadas teria feito com que o exame neurológico se tornasse um ato obsoleto e nostálgico, realizado por indivíduos treinados antes da imagem por ressonância magnética e da

 

IV - Sistemas | 6 - Endócrino

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Endócrino

Angela Maria Spinola e Castro

Adriana Aparecida Siviero-Miachon

Patrícia Débora Cavalcanti Tosta Hernandez

INTRODUÇÃO

Considerações Gerais

Define-se o Sistema Endócrino como uma rede integrada de múltiplos órgãos com origem embriológica diferenciada, que liberam hormônios, os quais, por sua vez, exercem seu efeito em células vizinhas ou órgãosalvo a distância. Os componentes básicos do sistema endócrino são:

• Glândulas endócrinas: classicamente definidas como

órgãos sem ductos, não-conectados anatomicamente, que secretam seus produtos químicos (hormônios), inicialmente no espaço intersticial e, a partir daí, na circulação.

• Hormônios: produtos químicos liberados pelas células, que exercem ação biológica em uma célula-alvo.

Podem ser liberados pelas glândulas endócrinas

(cortisol e tiroxina), cérebro (fator liberador das gonadotrofinas – GnRH, hormônio antidiurético – ADH) ou por outros órgãos, como o coração (peptídeo natriurético atrial), fígado (fator de crescimento insulina-like – IGF-1), estômago (grelina) e tecido adiposo

 

IV - Sistemas | 7 - Hematopoiético

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Hematopoiético

Josefina Aparecida Pellegrini Braga

Patrícia Belintani Blum Fonseca

Andrea Angel

Danilo Turcato Ivankovich

FISIOLOGIA DA HEMATOPOIESE

Introdução

Hematopoiese corresponde ao processo de formação, desenvolvimento e maturação das células sanguíneas

(hemácias, leucócitos e plaquetas) a partir de um precursor celular comum e indiferenciado conhecido como célula-tronco (stem cell – SC).

A hematopoiese ocorre dentro da medula óssea, onde estão as células-tronco, as células progenitoras, as células precursoras, as citocinas e fatores de crescimento, as células estromais e outras células que fazem parte do microambiente da medula óssea.

As principais linhagens de células da medula óssea são: granulocíticas e monocíticas, megacariocíticas e linfocíticas. Os fatores de crescimento hematopoiético são glicoproteínas hormonais que regulam a proliferação e diferenciação celular com a função de amadurecer células sanguíneas. Eles atuam sobre as células estromais e sobre as células do parênquima.

 

IV - Sistemas | 8 - Locomotor

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Locomotor

Maria Teresa R.A. Terreri

Claudio Arnaldo Len

Maria Odete E. Hilário

Akira Ishida

José Antonio Pinto

Sergio Satoshi Kuwajima

FISIOLOGIA DO APARELHO

LOCOMOTOR

O aparelho locomotor é formado por tecidos que interagem de maneira ordenada para garantir a movimentação adequada das articulações. Destacam-se os ligamentos, os tendões, as bursas, os meniscos, os ossos e os músculos. A função de cada articulação pode ser comprometida quando há dano em algum desses tecidos, que pode ser reversível ou irreversível.

Classificação e Composição das

Articulações

As articulações podem ser classificadas como fibrosas, cartilaginosas ou sinoviais. As fibrosas e as cartilaginosas apresentam pouco ou nenhum movimento, e os ossos são separados por tecido fibroso ou cartilaginoso, respectivamente. As sinoviais, mais complexas, apresentam maior amplitude de movimento e são formadas por uma membrana sinovial (que produz o líquido sinovial) e uma cápsula fibrosa. As articulações sinoviais são mais susceptíveis a processos inflamatórios, infecciosos, vasculares e traumáticos, entre outros.

 

IV - Sistemas | 9 - Tegumentar

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Tegumentar

Silmara da Costa Pereira Cestari

D

urante muitos séculos, a pele foi considerada uma

“vestimenta fisiológica”, inerte, destinada apenas

à proteção mecânica.

Hoje, sabe-se que a pele é um órgão de excepcional transcendência biológica, anatomicamente importante, estruturalmente complexo, múltiplo em suas funções e estreitamente vinculado à fisiologia e adaptação do organismo humano.

FISIOLOGIA

A pele é o maior órgão do corpo humano e também o mais sujeito a sofrer alterações, pois está em constante exposição ao meio ambiente, funcionando como uma barreira física protetora.

A manutenção da integridade da pele é fundamental para o desempenho de funções essenciais para a vida, tais como: promover impermeabilização e barreira contra infecções e outras agressões externas, proteger os

órgãos internos, auxiliar na termorregulação, detectar estímulos sensoriais, armazenar gordura e excretar água e eletrólitos, absorver a radiação ultravioleta e sintetizar vitamina D.

 

V - Semiologia em Situações Específicas | 1 - Febre

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Febre

Sandra de Oliveira Campos

Ana Isabel Melo Pereira Monteiro

A

febre é o principal motivo de procura por atendimento médico em serviços de emergência pediátricos (20 a 30%), sintoma freqüente em grande variedade de quadros nosológicos; sempre que possível, deve ser avaliada pelo médico que acompanha o paciente, tem dados de seu histórico e pode realizar o seguimento da intercorrência do momento.

CONCEITO

É uma elevação da temperatura corporal acima da faixa considerada normal, em resposta a um estímulo inflamatório. Em condições normais, a temperatura corporal pode variar de 0,5 a 1ºC (menor na madrugada e maior no final da tarde).

Arbitrariamente definida, a maioria dos autores considera febre temperatura retal acima de 38,8ºC. As aferições por via oral (37,8ºC), axilar e timpânica (37,8ºC) são consideradas menos confiáveis. Em nosso meio, a medida axilar é a mais usada (0,5 a 1ºC mais baixa), tem indicação de medicação, também arbitrariamente definida, a partir de 37,8 a 38,5ºC.

 

V - Semiologia em Situações Específicas | 2 - Dor na Infância e na Adolescência

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Dor na Infância e na Adolescência

Ruth Guinsburg

Rosa Resegue Ferreira da Silva

Rudolf Wechsler

Claudio Arnaldo Len

Josefina Aparecida Pellegrini Braga

FISIOPATOLOGIA DA DOR

A Associação Internacional para o Estudo da Dor (IASP) define a dor como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial”. Em vista disso, observa-se que a sensação dolorosa envolve fenômenos sensoriais (ou somáticos), emocionais e cognitivos, não sendo necessária uma doença física para que uma criança ou um adolescente experimente essa sensação. Os receptores somáticos de dor, denominados nociceptores, são neurônios responsáveis por essa sensação nos diversos tecidos e no sistema nervoso periférico e central (SNC). O estímulo que desencadeia a dor pode ser central, por dano direto ao SNC, ou pode ser transmitido por nervos periféricos aferentes para o corno dorsal da medula espinal e, então, para o SNC, de tal forma que o reconhecimento da localização do estímulo seja preciso. Na seqüência, a dor é modulada e o indivíduo é capaz de tomar uma atitude defensiva.

 

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