Exame clínico

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Este livro destina-se a alunos do quinto ao oitavo períodos de Medicina, mas internos, residentes e médicos também podem se beneficiar com seu conteúdo. O  texto apresenta técnicas de anamnese e exame físico, imprescindíveis à formulação de hipóteses diagnósticas e abordagens terapêuticas. O texto é objetivo e de agradável leitura; para tanto, todos os tópicos foram abordados do ponto de vista descritivo, limitando ao essencial as considerações etiopatogênicas e fisiopatológicas dos sintomas e sinais.Características gerais• Onze capítulos relacionados com a anamnese e o exame físico sistematizado de aparelhos e sistemas• Desenhos e fotografias coloridas• Listas de perguntas relacionadas aos temas abordados ao final de cada capítulo, que possibilitam que o leitor retenha melhor a matéria estudada.

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11 capítulos

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1- Observação Clínica– Atendimento do Doente – Anamnese

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1 Observação clínica

– atendimento do

doente – anamnese

Álvaro Oscar Campana

A prática médica visa à preservação e à restauração da saúde. Os desvios do estado de saúde correspondem às doenças. A matéria exposta a seguir descreve os procedimentos pelos quais o médico identifica situações de perturbação do estado de saúde.

A cada doença corresponde uma possibilidade terapêutica, e para isso é essencial que a doença seja corretamente reconhecida, isto é, que o seu diagnóstico seja corretamente feito.

O diagnóstico das doenças apoia-se na utilização de dois grupos principais de informações: as fornecidas pela observação clínica e aquelas fornecidas pelos exames complementares: exames laboratoriais, radiológicos e outros.

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Observação Clínica

A observação clínica compreende as informações obtidas pelo médico relativas à doença que motiva a consulta e o conjunto de anormalidades verificadas no momento da consulta.

As primeiras correspondem à anamnese.

 

2- Interrogatório Sobre os Diversos Aparelhos

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2 Interrogatório sobre os diversos aparelhos

Álvaro Oscar Campana, Francisco Habermann e Marina Politi Okoshi

Esta parte da observação clínica segue-se à HMA. De início, o médico portou-se principalmente como ouvinte; agora, ele faz uma série de perguntas, de modo a cobrir grande número de manifestações ligadas aos vários órgãos, aparelhos e sistemas do corpo. Ele não reincidirá nos tópicos já explorados, mas fará inquérito sistemático e organizado relacionado a outras manifestações. Pode, então, ocorrer que alguma manifestação, não lembrada pelo paciente, agora seja lembrada, dando mais elementos para estabelecimento do diagnóstico.

A pergunta que surge a essa altura é se o Interrogatório sobre os Diversos Aparelhos

(ISDA) inclui manifestações que ocorrem somente desde o momento do início da HMA ou inclui qualquer manifestação, mesmo as que existirem anteriormente àquele momento. A experiência parece mostrar que no ISDA devem constar todas as manifestações – as concomitantes aos sintomas e sinais registrados na HMA e, também, as anteriores. De fato, a manifestação referida pode, na realidade, ser um componente pouco comum ou pouco característico do quadro sintomático da doença básica; por outro lado, a manifestação pode não fazer parte do quadro clínico da doença básica, mas assinala novo tipo de problema, que é vantajoso vir a ser esclarecido.

 

3- Antecedentes Pessoais e Familiares

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3 Antecedentes pessoais e familiares

Álvaro Oscar Campana

Esta parte da observação clínica segue-se ao interrogatório sobre os diversos aparelhos.

Neste item, as informações relacionam-se a vários aspectos da vida do doente desde o seu nascimento e a dados de sua família.

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ANTECEDENTES PESSOAIS

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Condições de nascimento e desenvolvimento

Inquirir como decorreu a gravidez materna e como se processou o parto; se o pacien-

te recebeu leite materno e até quando; sobre aspectos da dentição, deambulação e fala; a quais imunizações foi submetido; como se processou o aprendizado escolar. Observação: a coleta dessas informações deve levar em consideração a idade do paciente; em pacientes adultos e na terceira idade, essas informações são dispensáveis.

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Condições de vida e hábitos

• Nacionalidade, naturalidade e roteiro – Registrar o país e o local (cidade, estado) de nascimento e os locais onde o paciente morou, mencionando o tempo de permanência.

 

4- Exame Físico Geral

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4 Exame físico geral

Marina Politi Okoshi e Álvaro Oscar Campana

O exame físico deve ser realizado em ambiente adequado, claro e bem iluminado, limpo e silencioso. O paciente ficará ou deitado sobre maca, em decúbito dorsal, ou sentado. A maca fica em posição tal que o médico possa locomover-se facilmente da direita para a esquerda do paciente. Durante o exame, o médico solicita ao paciente que, despindo-se, mantenha as roupas íntimas e que, ao deitar-se, cubra-se com o lençol.

Durante boa parte do exame, é hábito que o médico se mantenha à direita do paciente; algumas manobras, porém, são realizadas colocando-se o médico à sua esquerda. Como se constata pela leitura dos próximos capítulos, o exame físico obriga o paciente a mudar muitas vezes de posição. Então, é conveniente utilizar um esquema de sequência de procedimentos que reduza ao mínimo as mudanças de posição na maca. A seguir, é apresentado um esquema que inclui conjuntos de procedimentos visando atender aos objetivos mencionados. Assim:

 

5- Exame da Cabeça e do Pescoço

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5 Exame da cabeça e do pescoço

Álvaro Oscar Campana, Marina Politi Okoshi, Bertha Furlan Polegato e

Gláucia Maria Ferreira da Silva Mazeto

O exame físico especial corresponde à parte da observação clínica em que o médico procede ao recolhimento de dados objetivos do exame relacionados aos diversos segmentos do corpo ou a um aparelho ou sistema. O exame físico especial compreende o exame da cabeça e do pescoço, dos aparelhos respiratório e cardiovascular, do abdome, das articulações, do sistema vascular e do sistema nervoso.

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EXAME DA CABEÇA

Verificar a posição da cabeça em relação ao tronco. Inclinação lateral pode ser observada no torcicolo, que corresponde à contração prolongada de músculos do pescoço (esternocleidomastóideo, trapézio, escaleno), acompanhada de dor.

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Exame do crânio

Alterações do tamanho e da forma do crânio podem ser observadas na vida adulta; a

maioria delas origina-se de problemas na vida intrauterina ou nos primeiros anos de vida; após o quarto ou o quinto ano de vida, as suturas já estão fechadas, de modo que doenças adquiridas a partir dessa época não conseguem produzir alterações da forma ou do volume da caixa craniana. O crânio pode encontrar-se aumentado (macrocefalia) ou diminuído de tamanho (microcefalia) ou com forma alterada – alongado ou alargado. Uma forma de macrocefalia é a hidrocefalia, quando o obstáculo à drenagem do liquor determina seu acúmulo em nível cefálico, estabelecendo-se aumento das bossas frontais e do crânio em geral.

 

6- Exame do Tórax

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6 Exame do tórax

6.1  Semiologia do Aparelho Respiratório

Hugo Hyung Bok Yoo, Irma de Godoy, Marina Politi Okoshi, Thais Helena Abrahão Thomaz Queluz,

Liana Souza Coelho e Álvaro Oscar Campana

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INTRODUÇÃO

Os pulmões são os órgãos responsáveis pelas trocas gasosas. Por meio de processos complexos, promovem a passagem do oxigênio do ar para o sangue e, de forma inversa, eliminam o dióxido de carbono. Assim, garantem as necessidades metabólicas das células e auxiliam no equilíbrio acidobásico.

Anatomicamente, os pulmões são órgãos cônicos, que ocupam boa parte da cavidade torácica (Fig. 6.1). São circundados pelo saco pleural, que é formado por dois folhetos. O folheto parietal está em íntimo contato com a parede torácica, e o visceral, em contato direto com os pulmões. Entre os pulmões, encontra-se o mediastino, cavidade que contém diversas estruturas; entre elas, o coração, os vasos da base, a traqueia e o esôfago (Fig. 6.2). O pulmão direito é maior e mais largo, sendo dividido em três lobos (superior, médio e inferior); o pulmão esquerdo é dividido em dois lobos (superior e inferior). Devido à obliquidade da abertura superior da caixa torácica, os ápices pulmonares se estendem até 3 cm acima das primeiras costelas, o que permite sua avaliação semiológica nas fossas supraclaviculares.

 

7- Semiologia Cardíaca

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7 Semiologia cardíaca

Katashi Okoshi, João Carlos Hueb, Eder Trezza e Beatriz Bojikian Matsubara

O exame do aparelho cardiovascular constitui etapa da avaliação clínica que já deve ter incluído a história clínica completa e o exame físico geral, da cabeça e pescoço e do tórax.

Portanto, muitas informações importantes já estão devidamente registradas, e o médico tem boa chance de suspeitar qual é o órgão ou sistema comprometido, no caso específico em avaliação.

Sendo a suspeita de doença cardíaca, é de grande auxílio para o examinador ter em mente alguns princípios que nem sempre são descritos de forma sistematizada na literatura. Tais princípios foram elaborados depois de décadas de experiência, mas não se constituem em regras rígidas que devam ser seguidas, obrigatoriamente. Ao contrário, o examinador deverá ter senso crítico e estar atento para todas as exceções a essas regras.

Considerando-se o paciente com doença cardiovascular, pode-se estabelecer de forma genérica que sua doença se enquadra em cinco categorias de alterações cardíacas. Essas categorias incluiriam as cardiopatias congênitas, as doenças valvares, do miocárdio e das coronárias e as pericardiopatias. As exceções a essas categorias seriam aqueles pacientes que se apresentam com queixa isolada de “palpitações” ou “batedeira”, sem outra doença cardíaca detectável além da própria arritmia.

 

8- Semiologia do Abdome

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8 Semiologia do abdome

Giovanni Faria Silva, Carlos Roberto Victória, Carlos Antonio Caramori,

Tibirê Alves de Rezende (in memoriam), Pedro Achilles, Ligia Yupie Sassaki e

Álvaro Oscar Campana

O abdome é a parte do corpo do homem e de outros animais vertebrados situada entre o tórax e a bacia e cuja cavidade, revestida pelo peritônio, está separada do tórax, em seu limite superior, pelo diafragma. É limitada anteriormente pela parede abdominal, constituída pelos músculos reto e oblíquos do abdome. Posteriormente, seus limites são os músculos paravertebrais, juntamente com a coluna vertebral. Lateralmente, suas paredes são formadas pelos músculos oblíquos. Inferiormente, seu limite é o assoalho pélvico. Contém em seu interior numerosos órgãos dos aparelhos digestório e urinário, do sistema endócrino, e, na mulher, órgãos do sistema reprodutor.

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Divisões do Abdome e Regiões Abdominais

Externamente, na parede anterior, podemos dividir o abdome em nove regiões. Para tal, utilizamos três linhas horizontais: a) uma que passa pela base do apêndice xifoide; b) outra que une os pontos de encontro da linha hemiclavicular com o rebordo costal, à direita e à esquerda; c) e a terceira, que une as espinhas ilíacas anteriores superiores, também à direita e à esquerda. São utilizadas, também, duas linhas verticais, que se originam, superiormente, no ponto de encontro da linha hemiclavicular com o rebordo costal e que se dirigem obliquamente para a extremidade do ramo horizontal do púbis, à direita e à esquerda. Desse modo, temos as seguintes regiões abdominais: 1. hipocôndrio direito,

 

9- Semiologia do Aparelho Locomotor

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9 Semiologia do aparelho locomotor

Beatriz Funayama Alvarenga Freire

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ANAMNESE

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Artralgia versus artrite

A abordagem geral do paciente foi amplamente discutida em capítulo anterior. Porém,

cabe ainda ressaltar algumas peculiaridades quando se depara com paciente apresentando queixas articulares ou musculoesqueléticas. A causa mais frequente de procura pelo atendimento médico é o sintoma doloroso. A dor articular – artralgia – pode ter caráter mecânico ou contínuo. A dor mecânica é típica de degeneração da cartilagem articular que ocorre na osteoartrose. Surge somente quando o paciente realiza movimentos com a articulação comprometida e desaparece com o repouso. A dor que caracteriza processos inflamatórios articulares de qualquer etiologia é tipicamente contínua, pode piorar com os movimentos, mas se manifesta mesmo em repouso. Pode vir acompanhada de aumento de volume articular, vermelhidão, aumento de temperatura local e, principalmente, perda da função da referida articulação. Quando esses cinco sintomas/sinais estão presentes, pode-se afirmar que há inflamação (flogose) articular e, portanto, artrite, não somente artralgia.

 

10- Semiologia Vascular

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10 Semiologia vascular

10.1  Semiologia do Sistema Arterial

Andrea de Fátima Gracio e Winston Bonetti Yoshida

Não obstante seja indubitável a contribuição fundamental da moderna tecnologia para o diagnóstico das doenças em geral, o estudante de medicina e o médico também devem dominar um sistema definido de registro de informações e de dados de exame físico para o esclarecimento das afecções com que se defrontam. No que concerne às doenças arteriais, por exemplo, é reconhecido que a anamnese cuidadosamente conduzida pode indicar o diagnóstico em questão com alta porcentagem de acerto, antes até da realização do exame físico.

Acrescentada à matéria exposta nos Caps. 1 a 4 deste livro, esta seção contém informações relacionadas especificamente a doenças de natureza vascular, complementando os conhecimentos relativos à anamnese. Na segunda parte, o texto presente ocupa-se dos dados concernentes ao exame físico, visando às doenças arteriais.

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Dados relativos à anamnese

 

11- Semiologia Neurológica

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11 Semiologia neurológica

Arthur Oscar Schelp, Fernando Coronetti Gomes da Rocha, Luiz Antonio de

Lima Resende, Ricardo Nitrini, Rodrigo Bazan e Ronaldo Guimarães Fonseca

A avaliação neurológica possui dois objetivos principais: procurar sintomas e sinais de acometimento do sistema nervoso central e periférico e definir a topografia da lesão.

Uma avaliação normal também é importante para afastar comprometimento neurológico na vigência de alterações subjetivas como cefaleia ou distúrbios psiquiátricos e doenças sistêmicas como neoplasias, colagenoses, diabetes e no alcoolismo, entre outras possibilidades.

Normalmente os sintomas e sinais neurológicos são muito objetivos, como hemiplegia, diplopia ou coma, condições em que a topografia da lesão passa a nortear a avaliação, na procura de sinais associados ao fenômeno clínico principal.

O exame neurológico deve ser dividido em grandes etapas, descritas a seguir.

Quando o examinador compreende bem seus objetivos, o exame neurológico pode ser breve.

 

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