Infecção Hospitalar e Outras Complicações Não-infecciosas da Doença - Epidemiologia, Controle e Tratamento, 4ª edição

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A 4ª edição de Couto | Infecção Hospitalar e outras Complicações Não-infecciosas da Doença é produto do trabalho contínuo de melhoria do seu conteúdo ao longo de 12 anos, envolvendo colaboradores com vasta experiência no assunto. Seu foco é a prevenção, a epidemiologia e a terapêutica das infecções hospitalares, e seu formato tem por finalidade oferecer informações atualizadas e completas da maneira mais prática e simples possível.

 

9 capítulos

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I Introdução

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I

Introdução

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História do Controle de Infecção Hospitalar

Renato Camargos Couto

Ênio Roberto Pietra Cardoso

Tânia Moreira Grillo Pedrosa

A infecção hospitalar (IH) é tão antiga quanto a origem dos hospitais. As primeiras referências à existência de hospitais remontam a 325 d.C. O concílio de Nicéia determinou que os hospitais fossem construídos ao lado das catedrais. Durante séculos, os doentes foram internados em hospitais sem separação quanto à nosologia que apresentavam. Os pacientes em recuperação ou infectados conviviam em um mesmo ambiente. As doenças infecciosas se disseminavam com grande rapidez entre os internados e, não raro, o paciente era admitido no hospital com determinada doença e falecia de outra, especialmente de cólera ou febre tifóide. A condição sanitária nos hospitais era precária, com abastecimento de água de origem incerta, manejo inadequado de alimentos e até com camas partilhadas por mais de dois pacientes. A internação hospitalar ficava restrita às populações de baixa renda. Os abastados eram tratados em casa, com maior conforto e menor risco de contaminação.2

 

II Métodos de Mensuração e Gestão das Informações

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II

Métodos de Mensuração e

Gestão das Informações

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Epidemiologia Hospitalar

Renato Camargos Couto

Tânia Moreira Grillo Pedrosa

Débora Borges do Amaral

INTRODUÇÃO

A infecção hospitalar (IH) é um problema tão antigo quanto a existência dos hospitais.

O contexto atual é bem distinto em comparação ao da época da criação dos hospitais, e o entendimento do mecanismo de ocorrência e disseminação das infecções hospitalares só muito recentemente modificouse. Nos hospitais dos primeiros séculos, os pacientes eram agrupados em galpões, e o que se adquiria nesses nosocômios eram o cólera, a difteria e a febre tifóide, ou seja, doenças em geral comunitárias causadas por agentes com grande capacidade de invasão. No hospital moderno, os agentes causadores das infecções são germes oportunistas com baixíssima capacidade de invasão e que somente por condições especiais ligadas à baixa de defesa do hospedeiro conseguem invadir e multiplicar-se na intimidade dos tecidos. Essa diferença dos agentes determina uma mudança radical das relações “agente–meio–hospedeiro”, o que faz da epidemiologia hospitalar um campo peculiar. Somente em 1996, com a publicação do novo guia de isolamento do Centro de Controle de Doenças (CDC) dos EUA, esses conceitos se oficializaram, criando as bases necessárias para a desmistificação e desritualização das inúmeras práticas de controle do problema, fundamentadas nas relações epidemiológicas das grandes endemias e epidemias das populações abertas.

 

III Serviços de Apoio Hospitalar

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III

Serviços de Apoio Hospitalar

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Unidade de Processamento de Roupas dos Serviços de Saúde e o

Controle de Infecções

Gisele Marques

Adélia Aparecida Marçal dos Santos

INTRODUÇÃO

Anteriormente chamada de lavanderia hospitalar, a unidade de processamento de roupas (UPR) é considerada um setor de apoio com a finalidade de coletar, pesar, separar, processar, confeccionar, reparar e distribuir as roupas em boas condições de uso, higiene, quantidade, conservação e qualidade para todas as instituições de serviço de saúde (Anvisa, 2007). Além disso, deve transformar, em quantidade estabelecida, no tempo adequado e com segurança, a roupa suja e contaminada em roupa limpa. De fato, as roupas não precisam estar estéreis ao final do processo e, sim, higienicamente limpas: livres de microorganismos patogênicos em número suficiente para causar doença humana.

 

IV Ambiente Hospitalar

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IV

Ambiente Hospitalar

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Os Resíduos de Serviços de

Saúde e o seu Gerenciamento

Noil Amorim de Menezes Cussiol

Liséte Celina Lange

João Alberto Ferreira

INTRODUÇÃO

Os resíduos de serviços de saúde, apesar de representarem uma pequena parcela do total dos resíduos sólidos gerados em uma comunidade, são particularmente importantes, tanto para a segurança ocupacional dos funcionários que o manuseiam como para a saúde pública e qualidade do meio ambiente, quando mal gerenciados.

A adoção de condutas seguras no manuseio, acondicionamento, armazenamento, transporte, tratamento e na forma de disposição final dos resíduos evita, em muito, os riscos de acidentes e impactos ambientais. Para isto, é necessária a implementação de estratégias cuidadosamente planejadas, o que é conseguido através de um programa de gerenciamento de resíduos.

 

VI Prevenção de Infecção em Grandes Sítios

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VI

Prevenção de Infecção em

Grandes Sítios

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Transmissão de Microorganismos e Precauções

Adriana Franca Araújo Cunha

David Sidney Dantas Johnson

INTRODUÇÃO

O bloqueio da transmissão de microorganismos de pacientes colonizados/infectados para pacientes susceptíveis e para profissionais de saúde é um dos fatores mais importantes no controle de infecção hospitalar. Esse tem sido o principal foco de estudo dos profissionais que lidam com o controle de infecções nosocomiais e a segurança dos profissionais da área de saúde.

Um marco recente nos estudos de transmissão de microorganismos aconteceu em 1985, quando, em vigência da epidemia de HIV, o CDC (Centers for Disease Control and Prevention) definiu as Precauções Universais, que são medidas a serem adotadas no cuidado de qualquer paciente, independentemente de conhecimento ou suspeita de doença infecto-contagiosa.

 

VI Prevenção de Infecção em Serviços e Populações Especiais

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VI

Prevenção de Infecção em

Serviços e Populações Especiais

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Prevenção de Infecção Hospitalar em Terapia Intensiva de Adultos

Nilton Brandão da Silva

Maria de Lourdes Ravanello

INTRODUÇÃO

Os centros de tratamento intensivo (CTI) são desenvolvidos para prover dois serviços principais aos pacientes criticamente doentes: (a) suporte de vida que possibilite a sobrevida a pacientes com falências orgânicas graves e (b) monitoração intensiva para permitir a identificação precoce e o tratamento apropriado das intercorrências clínicas graves. Nesse contexto, os centros de tratamento intensivos (CTI) representam 10 a 15% dos leitos hospitalares, cuja demanda tem crescido mais de 17% na última década, correspondente a uma tendência também crescente na complexidade dos pacientes que se internam em hospitais.3,12 Os CTI caracterizam-se pela alta especialização e tecnologia sofisticada, com manutenção dispendiosa, e, cada vez mais, deveriam ser direcionados aos pacientes com possibilidade de recuperação, e não àqueles com doenças terminais. Nessas unidades, pratica-se uma medicina ao mesmo tempo dinâmica e “agressiva”, com o objetivo de estabilizar disfunções orgânicas agudas e viabilizar a execução dos procedimentos médicos mais complexos, como as cirurgias de grande porte, manejo hemodinâmico invasivo, implantes de próteses e transplantes de órgãos. No entanto, como decorrência natural dessa assistência intensiva aos pacientes graves, aumenta também a probabilidade de dois desfechos inoportunos importantes: as iatrogenias e as infecções nosocomiais. As infecções são as complicações mais prevalentes dos pacientes internados em CTI e contabilizam 20 a 30% de todos os casos hospitalares.3

 

VII Tratamento das Infecções e Uso Racional de Antibióticos

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VII

Tratamento das Infecções e Uso

Racional de Antibióticos

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Diagnóstico Laboratorial nas Doenças Infecciosas

José Carlos Serufo

FILOSOFIA E PROPÓSITOS

A equipe médica tem mostrado expressivo crescimento com a chegada de novos especialistas, incorporando novas e arrojadas tecnologias de promoção e recuperação da saúde. A cirurgia videoendoscópica fascina pela efetividade da intervenção sem os traumas da cirurgia tradicional, permitindo que pacientes sejam submetidos a procedimentos que, em outras épocas, os tornariam inativos por longos períodos.

Não menos fascinante tem sido o diagnóstico etiológico em tempo recorde e com alta confiabilidade de doenças até então não-detectáveis ou de difícil diagnóstico, propiciado pelo conhecimento dos genomas e disponibilização das técnicas moleculares de diagnóstico.

Especialistas em diagnóstico e tratamento das doenças infecciosas e parasitárias aumentam a cada dia.

 

VIII Segurança do Profissional de Saúde

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VIII

Segurança do Profissional de Saúde

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Prevenção das Infecções

Nosocomiais Ocupacionais

Renato Camargos Couto

Tânia Moreira Grillo Pedrosa

Rosana Coutinho Campos

INTRODUÇÃO

Os indivíduos que trabalham em hospitais estão potencialmente expostos a uma diversidade de doenças infecto-contagiosas, principalmente aqueles em contato direto com os pacientes ou com artigos e equipamentos contaminados com material orgânico. Esses indivíduos, aqui denominados “Trabalhadores da Área da Saúde”

(TAS), além de expostos às doenças infecciosas dos pacientes, podem, por sua vez, ser a fonte de transmissão de microorganismos para os pacientes e para outros profissionais. Além disso, há de se considerar a funcionária grávida, visto que inúmeras patologias infecciosas podem comprometer gravemente o desenvolvimento fetal.

A prevenção e o controle das infecções nosocomiais ocupacionais requerem uma abordagem ampla, com políticas bem definidas baseadas nas características da instituição hospitalar (considerando a nosologia prevalente, as áreas críticas para riscos biológicos e avaliação médica dos TAS, entre outros itens) e na legislação em vigor.

 

IX Auditoria Interna de Qualidade

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Auditoria Interna de Qualidade

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Auditoria Interna de Qualidade

Adriana Franca Araújo Cunha

Anatércia Muniz Miranda

Graziele Gonçalves Lucena

INTRODUÇÃO

O atendimento com qualidade, seguro e humanizado dos pacientes será sempre a missão das organizações que prestam assistência médico-hospitalar. Com o intuito de servir como instrumento de avaliação da qualidade assistencial, a auditoria interna realizada pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar é um feedback positivo, cujo objetivo é contribuir para redução das não-conformidades e estimular melhorias.

De acordo com a Norma ISO 9000:2000, a auditoria é um processo sistemático, documentado e independente para obter a evidência de que critérios estabelecidos previamente estão sendo atendidos.

Os auditores devem possuir atributos e habilidades pessoais que incluem, além de outros, a competência em expressar conceitos e idéias, de forma clara e fluente, escrita e oralmente, habilidade de conduta interpessoal, como diplomacia, tato e capacidade de ouvir, visando a um desempenho eficiente e eficaz da auditoria; habilidade de manter suficiente objetividade e independência, que permitam cumprir com as responsabilidades do auditor; habilidade em organização pessoal, necessária para um desempenho eficiente e eficaz da auditoria; e capacidade de compartilhar julgamentos concretos, comparados em evidências objetivas (NORMA ISO

 

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