Compêndio de micologia médica

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Essencial à sua biblioteca!Clarisse | Compêndio de Micologia Médica é apontada como obra obrigatória para a formação de profissionais da área da saúde. Nesta segunda edição, revisada e ampliada, estão as mais importantes atualizações desta área da microbiologia em uma apresentação didática e clara.Clarisse | Compêndio de Micologia Médica trata de todos estes temas com uma abordagem didática e clara. A segunda edição da obra foi aprimorada e tem uma divisão de conteúdo pensada e desenvolvida para facilitar a consulta. Clarisse | Compêndio de Micologia Médica segue o ritmo veloz dos constantes avanços no campo da biologia molecular e se mantém como uma referência atual, completa e bem ilustrada. Uma obra importante para médicos, pesquisadores da área de microbiologia e estudantes de graduação e de pós-graduação.Principais características:-O Compêndio de Micologia Médica é divido em cinco partes bem definidas, facilitando a consulta-A obra conta com o trabalho de colaboradores com ampla experiência nos capítulos de sua responsabilidade-378  ilustrações auxiliam na compreensão do conteúdo abordado.

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1 Introdução ao Estudo da Micologia Médica

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1

Introdução ao Estudo da Micologia Médica

Clarisse Zaitz

IēęėĔĉĚİģĔ

Conscientes da importância do campo da micologia médica, em rápida expansão, nosso objetivo foi elaborar um livro-texto de referência, atual, completo e bem ilustrado, voltado para profissionais médicos e pesquisadores de cadeiras básicas, bem como para alunos da graduação e pós-graduação.

Dessa forma, convidamos colaboradores com experiência pessoal nos capítulos de sua responsabilidade.

Com os recentes e constantes avanços na

área de biologia molecular, mudanças taxonômicas ocorrem muito rapidamente. A divisão dos temas e sua forma de agrupamento têm também um significado especial: manter o

Compêndio atual, apesar das mudanças taxonômicas que, com certeza, estão por acontecer em futuro próximo.

Dividimos o Compêndio de Micologia Médica em cinco partes, procurando atingir melhor compreensão didática:

01-Clarisse.indd 1

1. Diagnóstico

2. Reino Fungi a. Aspectos Gerais b. Fungos Filamentosos Septados Hialinos c. Fungos Filamentosos Septados Demácios d. Fungos Filamentosos Cenocíticos e. Fungos com Características Particulares f. Fungos Leveduriformes g. Fungos Dimórficos

 

2 Técnicas Laboratoriais Utilizadas em Micologia Médica

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2

Técnicas Laboratoriais Utilizadas em Micologia Médica

Valéria Maria de Souza Framil

IēęėĔĉĚİģĔ

Várias técnicas são utilizadas para estabelecer ou confirmar o diagnóstico de uma infecção fúngica. A interpretação correta dos resultados laboratoriais depende não só de um profissional de laboratório experiente como

também da qualidade da coleta e processamento do material clínico analisado (Figs.

2.1 a 2.7). Um diagnóstico errôneo pode ser consequência de material inadequadamente coletado, estocado e processado. Informações essenciais como idade, profissão, local em que o material foi coletado, residência ou

Fig. 2.1 Escamas de piƟríase versicolor coletadas com lâmina de bisturi.

Fig. 2.2 Pelo tonsurado coletado com pinça.

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26/10/2009 14:19:37

8

Técnicas Laboratoriais Utilizadas em Micologia Médica

viagem recente do paciente podem auxiliar, no laboratório, para o diagnóstico correto e sugerir a seleção de outras técnicas laboratoriais para identificação do fungo. O laborató-

 

3 Técnicas para Diagnóstico Precoce das Infecções por Leveduras do Gênero Candida

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3

Técnicas para Diagnóstico Precoce das Infecções por Leveduras do Gênero Candida

Claudete Rodrigues Paula • Luciana da Silva Ruiz

As peculiaridades apresentadas por diferentes espécies de Candida spp., do ponto de vista epidemiológico, justificam a necessidade de identificarem-se as leveduras ao nível de espécie quando tais micro-organismos estão associados a doenças sistêmicas. A identificação de leveduras é etapa fundamental para a monitorização das taxas de infecção hospitalar, bem como para a identificação precoce de surtos de infecções por Candida.

Além disso, certas espécies são comumente associadas a resistência antifúngica. Resistência a anfotericina B tem sido demonstrada em

C. lusitaniae e em outras espécies de Candida tais como C. guilliermondii, C. inconspicua, C. kefyr e C. rugosa. Adicionalmente, resistência a azóis (como por exemplo o f luconazol) tem sido demonstrada repetidamente em C. glabrata e C. krusei, bem como uma resistência adquirida em C. dubliniensis. Uma suscetibilidade reduzida aos novos antifúngicos (como por exemplo as equinocandinas) também tem sido observada em espécies tais como C. guilliermondii e C. parapsilosis. Assim, para

 

4 Resposta Inflamatória nas Infecções Fúngicas. Identificação do Agente em Corte Histológico na Micologia Médica

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4

Resposta Inf lamatória nas Infecções

Fúngicas. Identif icação do Agente em

Corte Histológico na Micologia Médica

Cristiano Luiz Horta de Lima Junior • Mariangela Esther Alencar Marques

IēęėĔĉĚİģĔ

A resposta inf lamatória tecidual é o conjunto de reações do tecido diante de uma agressão.

Foi considerada doença até o século XVIII, quando Hunter a definiu como sendo uma reação benéfica.

Dependendo de sua duração, as inf lamações são divididas em agudas ou crônicas.

Porém, do ponto de vista funcional e morfológico, as inf lamações agudas se caracterizam pelo predomínio de fenômenos exsudativos

(edema, fibrina, leucócitos em especial neutrófilos e hemácias), e as inf lamações crônicas, por fenômenos produtivos (proliferação vascular, fibroblastos e deposição colágena, monócitos, linfócitos e plasmócitos). Embora haja exceções, os dois conceitos, temporal e morfológico, coincidem. Outros critérios podem ser usados para classificar as inf lamações; entre eles estão: a causa (física, química e biológica), o exsudato (seroso, fibrinoso, purulento, hemorrágico) e tipos especiais (úlcera e abscesso).

 

5 Histopatologia das Principais Doenças Estudadas em Micologia Médica

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5

Histopatologia das Principais Doenças

Estudadas em Micologia Médica

Helena Muller • Rute Facchini Lellis

IēęėĔĉĚİģĔ

O exame anatomopatológico utilizado como ferramenta diagnóstica nas infecções fúngicas é vantajoso por ser um método relativamente rápido e de baixo custo. É um método que tem condições de avaliar o tipo de reação inf lamatória tecidual e, às vezes, identificar a presença do agente etiológico da doença. É considerado método diagnóstico eficaz nas infecções cutâneas como rinosporidiose e lacaziose, pois nesses casos os respectivos agentes etiológicos não crescem em meios de cultivo.

O estudo anatomopatológico de qualquer tecido começa com cortes histológicos submetidos a coloração de rotina pelo método de hematoxilina e eosina (HE). A reação inf lamatória tecidual e algumas características particulares de cada infecção fúngica são visualizadas e sugerem ao patologista o próximo passo da investigação diagnóstica: qual coloração especial complementar a ser utilizada.

 

6 Aplicação de Métodos de Biologia Molecular em Micologia Médica

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6

Aplicação de Métodos de Biologia

Molecular em Micologia Médica

Marcia de Souza Carvalho Melhem • Maria José Soares Mendes Giannini •

Ana Marisa Fusco Almeida

Os métodos moleculares com aplicação no diagnóstico de infecções fúngicas são, atualmente, utilizados na detecção precoce de muitas infecções virais, bacterianas, parasitárias e fúngicas. Um número crescente de técnicas moleculares para o diagnóstico de infecções fúngicas tem sido desenvolvido nos

últimos anos, devido à crescente prevalência das micoses invasivas e do período de tempo necessário para o diagnóstico quando são utilizados métodos microbiológicos clássicos.

Esses métodos são concebidos para resolver os seguintes aspectos do diagnóstico micológico: a) identificação de fungos em nível de espécie por meio de alvos moleculares de relevância taxonômica; b) diagnóstico precoce de infecções fúngicas invasivas; c) detecção de mecanismos moleculares de resistência aos antifúngicos; e d) tipagem molecular de fungos, todos métodos restritos a laboratórios altamente desenvolvidos. No entanto, algumas dessas técnicas deverão estar disponíveis na prática clínica, em futuro próximo.

 

7 Sorologia das Micoses

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7

Sorologia das Micoses

Mônica Scarpelli Martinelli Vidal

O diagnóstico das micoses, como o de outras doenças infecciosas, é realizado por meio da demonstração do agente etiológico no material da lesão. Para tanto, realiza-se exame direto a fresco e com utilização de corantes, bem como o exame histopatológico em biópsias dos tecidos afetados, com colorações específicas para fungos. O cultivo em diversos meios de cultura com subsequente isolamento e identificação do fungo completa o diagnóstico das infecções fúngicas. Entretanto, em grande parte das micoses profundas, a demonstração do agente causal é dificultada tanto pela baixa positividade nos exames diretos quanto pelo longo período de tempo necessário para o crescimento em cultivo, que pode levar de

15 a 60 dias.1

As reações sorológicas contribuem para um resultado mais rápido, simples e de menor custo, além de apresentarem valor prognóstico e servirem de monitorização da eficácia terapêutica, já que os níveis de anticorpos diminuem com a melhora do quadro clínico.

 

8 Morfologia, Reprodução Etaxonomia dos Fungos

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SEÇÃO 1

AĘĕĊĈęĔĘ GĊėĆĎĘ

8

Morfologia, Reprodução e

Taxonomia dos Fungos

Walderez Gambale

Por muito tempo, os fungos foram classificados como pertencentes ao Reino Vegetalia, apesar de apresentarem características conf litantes com as típicas desse Reino.

Diferentemente dos vegetais, eles não possuem clorofila nem pigmentos fotossintéticos, obtendo sua energia por absorção de nutrientes; não armazenam o amido e não apresentam celulose na parede celular, com exceção de alguns fungos aquáticos inferiores. Por outro lado, os fungos têm algumas semelhanças com o Reino Animalia, ou seja, armazenam glicogênio e possuem quitina na parede celular.

Alguns fungos apresentam, no processo de reprodução sexuado, a dicariofase, que é um fenômeno encontrado apenas entre esses organismos. Logo após a plasmogamia, não ocorre imediatamente a cariogamia, mas, sim, uma fase dicariótica prolongada na qual a frutificação é composta de células binucleadas com presença simultânea de dois núcleos haploides sexualmente opostos. Eventualmente, a cariogamia pode não ocorrer e o dicário se perpetuar na espécie.

 

9 Fungos Contaminantes

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9

Fungos Contaminantes

Walderez Gambale

EĈĔđĔČĎĆ ĉĔĘ ċĚēČĔĘ

Os fungos habitam os mais variados substratos. A maioria das espécies vive no solo, tendo um importante papel, ao lado de outros organismos, na reciclagem dos materiais na natureza, mas há fungos que vivem nos vegetais, na água, e alguns fazem parte da microbiota normal do homem e de outros animais.

No seu habitat natural, os fungos, a partir de nutrientes e condições ambientais adequadas, como temperatura e umidade, entre outras, multiplicam-se, crescem e reproduzemse, assexuada e/ou sexuadamente, de acordo com a espécie e com as necessidades de seu ciclo de vida.

Os fungos dispersam-se na natureza por várias vias, como ar atmosférico, água, insetos, homem e animais. A eficiência na dispersão dos fungos está estreitamente relacionada à alta produção de propágulos de disseminação, principalmente os esporos de origem assexuada. No processo assexuado de reprodução, os fungos produzem grande quantidade desses

 

10 Imunologia das Micoses

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10

Imunologia das Micoses

Eva Burger

AĕėĊĘĊēęĆİģĔ

Em uma definição imunológica, micoses são condições nas quais os fungos ultrapassam as barreiras de resistência de animais e estabelecem infecções, compreendendo doenças com manifestações clínicas bastante variadas.

Neste capítulo, abordaremos os mecanismos de resistência de hospedeiros para controlar infecções ou doenças causadas por fungos, levando em conta que a evolução de uma doença é o resultado dos mecanismos patogênicos do fungo e dos de resistência do hospedeiro, levando ao controle da infecção ou à sua progressão, dependendo do equilíbrio que se estabelece em cada situação.

IēęėĔĉĚİģĔ

Os agentes etiológicos de micoses são organismos eucarióticos que não segregam em um grupo taxonômico, mas sim estão espalhados pelo Reino Micota, o qual compreende um número de espécies que estão associadas a

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um amplo espectro de doenças em humanos e animais, incluindo manifestações alérgicas, autoimunes e infecções que ameaçam a vida.

 

11 Micologia Médica Molecular: Impacto na Epidemiologia Eecologia dos Fungos

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11

Micologia Médica Molecular:

Impacto na Epidemiologia e

Ecologia dos Fungos

Eduardo Bagagli • Sílvio Alencar Marques

IēęėĔĉĚİģĔ

A micologia médica, semelhantemente a outras áreas da biologia e da medicina, vem se beneficiando enormemente dos avanços da biologia molecular. Uma compreensão muito mais clara sobre o grupo dos fungos está emergindo, com esclarecimentos de suas origens evolutivas, relações filogenéticas, conceitos de espécies, organização dos genomas, manipulação de genes de interesse e desenvolvimento de novos alvos terapêuticos, com importantes repercussões e/ou consequências na atuação clínica.

A constatação de que os fungos representam um grande reino de organismos, filogeneticamente mais próximos dos animais que dos vegetais, longe de ser uma mera curiosidade acadêmica, forneceu as bases biológicas para um correto entendimento da grande dificuldade de tratamento das infecções sistêmicas. A razão fundamental de existirem poucas drogas, e muitas delas serem tóxicas ao hospedeiro humano, se deve exatamente

 

12 Micoses: Classificação Clínica

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12

Micoses: Classif icação Clínica

Ligia Rangel Barboza Ruiz

IēęėĔĉĚİģĔ

São encontradas na literatura diversas formas de classificação clínica das micoses, agrupando-as de acordo com a localização da infecção, estado imunológico do hospedeiro, gênero dos fungos envolvidos, entre outras.1

A classificação clínica proposta por Odds e cols. em 1992,2 baseada na recomendação da Sociedade Internacional de Micologia Humana e Animal (ISHAM), é apropriada, por englobar as infecções ocasionadas por fungos, actinomicetos e algas.

Classificação das micoses (Odds e cols.)

I. Micoses superficiais

II. Micoses profundas

III. AcƟnomicoses e nocardioses

IV. Prototecoses e infecções por Chlorella spp.

V. Infecções oportunistas

VI. Doenças respiratórias por fungos e acƟnomicetos

VII. MiceƟsmo

VIII. Micotoxicoses

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Neste Compêndio, propomos uma classificação bastante didática, que é baseada na classificação recomendada pela Sociedade Internacional de Micologia Humana e Animal

 

13 Micotoxicoses Humanas e Micetismos

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Micotoxicoses Humanas e Micetismos

Benedito Corrêa

MĎĈĔęĔĝĎēĆĘ Ċ ĒĎĈĔęĔĝĎĈĔĘĊĘ

Introdução

Micotoxina é palavra originária da língua grega que se compõe dos termos mikes (fungos) e toxikon (toxina ou veneno). Constitui, portanto, metabólito secundário, tóxico, produzido por fungo filamentoso (bolor), por cuja ingestão, contato ou inalação se contraem doenças ou mesmo se chega à morte. São produzidas por fungos passíveis de contaminar alimentos de origem vegetal, tais como grãos de cereais, por exemplo, desde o cultivo, passando pela colheita, pelo transporte, até o armazenamento, lembrando que devem ser satisfeitas as condições ideais de umidade e de temperatura ambientes para a proliferação desses fungos.

Estima-se a existência de 100.000 espécies fúngicas; considera-se que, dessas, somente 250 sejam capazes de produzir micotoxinas. Em geral, são fungos ubiquitários, e as doenças por eles produzidas são observadas

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em todas as partes do mundo. De tal informação, pode-se inferir a presença de diversos fatores responsáveis pela presença de micotoxinas, destacando-se os fatores climáticos, as técnicas agrícolas regionais e as práticas de armazenagem; essas últimas são as mais importantes. No Brasil, as micotoxinas mais detectadas em alimentos são as af latoxinas, as fumonisinas, a zearalenona, as ocratoxinas e o deoxinivalenol.

 

14 Micoses em Imunodeprimidos

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Micoses em Imunodeprimidos

Sinésio Talhari • Carolina Chrusciak Cortez Talhari

IēęėĔĉĚİģĔ

MĎĈĔĘĊĘ ĘĚĕĊėċĎĈĎĆĎĘ

No homem, as principais causas de imunodepressão são a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), as doenças linfoproliferativas (linfomas, leucemias), corticoterapia, tratamentos com drogas citostáticas, diabetes, cânceres sólidos, alcoolismo, desnutrição, uso de drogas endovenosas e outras.

Neste capítulo, serão abordados os aspectos relacionados às micoses superficiais e profundas em doentes HIV-positivos, evoluindo para AIDS (síndrome da imunodeficiência adquirida) ou que já definiram critérios para serem classificados como portadores de

AIDS.

De acordo com o CDC (Centers for Diseases

Control and Prevention, dos Estados Unidos), são condições definidoras de AIDS: presença de contagem de linfócitos T-CD4-positivos inferior a 200 células/mm3 ou porcentagem do número total de células T-CD4-positivas inferior a 14 ou condição definidora de

 

15 Dermatofitoses

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SEÇÃO 2

FĚēČĔĘ FĎđĆĒĊēęĔĘĔĘ SĊĕęĆĉĔĘ HĎĆđĎēĔĘ

15

Dermatof itoses

Clarisse Zaitz

CĔēĈĊĎęĔ

Dermatofitoses são micoses superficiais cutâneas determinadas pela infecção superficial por dermatófitos. Podem acometer pele, pelos e unhas.

IēęėĔĉĚİģĔ

Dermatófitos constituem grupos de fungos ceratinofílicos que possuem semelhanças taxonômicas, morfológicas, fisiológicas e imunológicas. São capazes de invadir os tecidos ceratinizados do homem e de animais, causando as dermatofitoses.

Baseados no crescimento centrífugo da lesão de dermatofitose em pele glabra, que assume aspecto circular, os gregos denominavam-na herpes. Os romanos chamavam a infecção de tinea, que significa larva de pequenos insetos, pois relacionavam a doença a picadas de insetos. No Brasil, usamos o termo tinha ou dermatofitose (micose causada por dermatófitos).1

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Dermatófitos pertencem a um dos três gêneros dos fungos anamorfos ou imperfeitos, isto é, que não apresentam reprodução sexuada: Microsporum, descrito por David Gruby em 1843; Trichophyton, descrito por Malmsten em 1845; e Epidermophyton, descrito por

 

16 Dermatomicoses por Fungos Filamentosos Septados Hialinos

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Dermatomicoses por Fungos

Filamentosos Septados Hialinos

Clarisse Zaitz

DĊėĒĆęĔĒĎĈĔĘĊĘ

Dermatomicoses são micoses ocasionadas por uma variedade de fungos filamentosos não dermatófitos (FFND) que produzem principalmente lesões na pele e unhas clinicamente semelhantes às dermatofitoses. Excepcionalmente podem acometer pelos.

Os fungos filamentosos septados podem ser hialinos ou demácios. Podemos então subdividir as dermatomicoses em: dermatomicoses por fungos filamentosos septados hialinos e dermatomicoses por fungos filamentosos septados demácios.

Dentro da classificação das hialo-hifomicoses, as dermatomicoses por fungos filamentosos septados hialinos e as dermatofitoses correspondem às hialo-hifomicoses superficiais.

Já na classificação das feo-hifomicoses, as dermatomicoses por fungos filamentos septados demácios correspondem às feo-hifomicoses superficiais.

FFND hialinos são geofílicos e estão amplamente distribuídos na natureza, em maté-

 

17 Hialo-hifomicoses

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17

Hialo-hifomicoses

Clarisse Zaitz

FĚēČĔĘ ċĎđĆĒĊēęĔĘĔĘ ĘĊĕęĆĉĔĘ

čĎĆđĎēĔĘ

Fungos filamentosos septados hialinos são incolores por não possuírem melanina em sua parede celular. Pertencem à classe Hyphomycetes e estão amplamente distribuídos na natureza. São fungos sapróbios ou por vezes parasitam vegetais. Em raras porém crescentes ocasiões, estão envolvidos em infecção humana e animal.

São considerados fungos contaminantes e podem se dispersar por diferentes vias. Quando sua dispersão é feita pelo ar atmosférico, são também chamados de fungos anemófilos.

Além de serem importantes como contaminantes de substratos diversos, são responsáveis por desencadear alergias respiratórias, asma brônquica e rinites alérgicas e, eventualmente, são agentes primários de lesões cutâneas, onicomicoses, lesões oculares, otites, entre outras micoses.

Com o contínuo desenvolvimento humano e aumento da expectativa de vida, é conse-

17-Clarisse.indd 173

 

18 Dermatomicoses por Fungos Filamentosos Septados Demácios

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SEÇÃO 3

FĚēČĔĘ FĎđĆĒĊēęĔĘĔĘ SĊĕęĆĉĔĘ DĊĒġĈĎĔĘ

18

Dermatomicoses por Fungos

Filamentosos Septados Demácios

Clarisse Zaitz

DĊėĒĆęĔĒĎĈĔĘĊĘ ĕĔė ċĚēČĔĘ

ċĎđĆĒĊēęĔĘĔĘ ĘĊĕęĆĉĔĘ ĉĊĒġĈĎĔĘ

São micoses ocasionadas por uma variedade de fungos filamentosos septados e demácios que produzem principalmente lesões na pele, pelos e unhas.

Na classificação das feo-hifomicoses, as dermatomicoses por fungos filamentos septados demácios correspondem às feo-hifomicoses superficiais.

Fungos filamentosos septados demácios são geofílicos e estão amplamente distribuídos na natureza, em matéria orgânica e em detritos vegetais. O contato do homem se faz através do solo e plantas. O papel desses fungos como agentes patogênicos em paciente imunocompetente não era considerado. No entanto, atualmente observa-se um aumento considerável na prevalência e na incidência de dermatomicoses tanto em pacientes imunodeprimidos como em imunocompetentes.

Nenhum desses fungos é considerado ceratinofílico. Todos vivem à custa do cimento

 

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