Transporte e turismo: perspectivas globais (2a. ed.)

Autor(es): Page, Stephen J.
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9 capítulos

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1. Introdução

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CAPÍTULO

1

Introdução

INTRODUÇÃO

O transporte é considerado um dos fatores que mais contribuíram com o desenvolvimento internacional do turismo. De acordo com o World Travel and Tourism Council, em 2004, o turismo internacional empregou 73,6 milhões de pessoas diretamente em todo o mundo e mais de 214 milhões indiretamente e gerou mais de 10% do PIB mundial. Em 2003, 694 milhões de turistas viajaram ao exterior (Organização Mundial do

Turismo 2004) (abaixo do pico de 703 milhões de 2002), gerando US$ 474 bilhões em gasto turístico e uma demanda significativa por transporte turístico. Em termos globais, a expansão do turismo internacional continua a gerar uma demanda insaciável por viagens ao exterior. A Europa se mantém como a região mais visitada do mundo, com metade de todas as chegadas de turistas e quase dois terços das chegadas internacionais em 2003. Apesar do impacto da SARS* e do terrorismo global, o setor do turismo tem bastante flexibilidade e habilidade para recuperar-se.

Em nível global, boa parte da demanda por turismo e viagens entre as regiões

 

2. Abordagens para a Análise do Transporte Turístico Perspectivas multidisciplinares

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CAPÍTULO

2

Abordagens para a Análise do Transporte Turístico

Perspectivas multidisciplinares

INTRODUÇÃO

O turismo, assim como os estudos em transportes, é um campo multidisciplinar de estudo que pegou emprestado e refinou conceitos e teorias de outras disciplinas, já que o mesmo se estabelece como uma área legítima de estudos acadêmicos. Isso implica uma série de problemas para pesquisadores quando exploram a relação entre transporte e turismo no contexto dos sistemas do transporte turístico. Por exemplo, que abordagens e métodos de estudo devem ser utilizados para analisar os sistemas de transporte turístico? Na maioria dos casos, as pesquisas são baseadas naquelas disciplinas das ciências sociais com um interesse em estudos em turismo e/ou transporte. Isso exerce influência na análise dos sistemas de transporte turístico porque o tipo de perguntas que um pesquisador faz, e o foco do seu trabalho, são geralmente determinados pelo seu histórico disciplinar. Em outras palavras, cada área tem sua própria gama de conceitos e maneira de visualizar o mundo que constrói baseado no conhecimento e pesquisa naquela área.

 

3. O Papel das Políticas Governamentais e o Transporte Turístico

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CAPÍTULO

3

O Papel das Políticas

Governamentais e o

Transporte Turístico

Regulamentação versus privatização

INTRODUÇÃO: GOVERNOS, TRANSPORTE E TURISMO

O desenvolvimento do turismo em alguns países depende da predisposição do governo em relação a esse tipo de atividade econômica. No caso do turismo emissivo, os governos podem restringir o desejo de mobilidade e de viagens, limitando as oportunidades de deslocamento através de restrições financeiras (como na Coréia do Sul na década de

80), e ainda assim estimular o deslocamento interno. Da mesma forma, na URSS, sob o antigo sistema comunista, as oportunidades para o turismo doméstico eram controladas através da limitação da oferta de infra-estrutura. Porém, tais exemplos não servem como regra, pois a maioria dos governos procura maximizar as oportunidades da população para o deslocamento interno através do fornecimento de diversos meios de transporte, assim, facilitando o movimento eficiente de bens e pessoas em nível nacional. De fato, o desenvolvimento do transporte para facilitar o turismo interno geralmente é motivado pelo anseio do governo de aumentar os ganhos com a receita do turismo, principalmente em países menos desenvolvidos que procuram modernizar suas economias pós-coloniais (ver Schyvens 2002).

 

4. Analisando a Demanda por Viagem Turística

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160

S E Ç Ã O II A Análise, o Uso e o Fornecimento do Transporte Turístico

o mais próximo possível da demanda. No entanto, existem também situações nas quais tais serviços são subsidiados para alcançarem objetivos sociais, não relacionados ao turismo. Nesse caso, o turismo é, na verdade, um bônus adicional para os subsidiados, como os serviços ferroviários, de ônibus e aéreos que atendem regiões mais periféricas e remotas com um setor turístico altamente sazonal.

Os tipos de informações requisitadas por aqueles que tomam as decisões associadas ao fornecimento de transporte turístico são geralmente reunidas através de pesquisas de marketing (ver Capítulo 2) e geralmente incluem o seguinte:

• as características demográficas e sócio-econômicas da demanda por viagens turísticas (p.ex., idade, sexo, estado civil, classe social, renda e gastos)

• a origem geográfica e distribuição espacial da demanda na região de origem

• as preferências geográficas, comportamento enquanto consumidor e a imagem dos turistas em relação aos destinos de viagens e aos hábitos de viagem, incluindo a duração da visita

 

5. Analisando a Oferta no Transporte Turístico

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CAPÍTULO

5

Analisando a Oferta no

Transporte Turístico

INTRODUÇÃO

No Capítulo 4, a demanda por transporte turístico foi discutida em relação às oportunidades comerciais que esta proporciona aos operadores que são capazes de entendê-la e explorá-la. Para atender a demanda por transporte turístico, as empresas e os operadores podem utilizar uma série de conceitos para analisar o que é necessário fazer para combinar oferta e demanda. Por essa razão, os dois capítulos seguintes examinam questões referentes à oferta de duas formas independentes e ainda, inter-relacionadas.

Primeiro, este capítulo considera alguns dos temas mais amplos que afetam a oferta de transporte turístico, particularmente, uma estrutura conceitual na qual, tanto as perspectivas do viajante quanto as do fornecedor de transporte, são consideradas para tentar maximizar as oportunidades comerciais ou não dentro do setor turístico.

Em seguida, o Capítulo 6 discute como os operadores e o setor de transporte aplicam ferramentas administrativas específicas (p.ex., logística e tecnologia da informação) e estratégias de negócio para proporcionar ao turista, sendo ele o usuário e consumidor do sistema de transporte, inúmeras oportunidades para engrandecer a sua experiência turística. Enquanto que os dois capítulos examinam a questão da oferta de forma diferente – analisando a complexidade de questões analíticas e operacionais separadas, em seções independentes – na verdade, é preciso visualizar esses dois elementos de maneira holística, uma vez que estão entrelaçados no mundo real.

 

6. Administrando as Questões da Oferta no Transporte Turístico

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CAPÍTULO

6

Administrando as

Questões da Oferta no

Transporte Turístico

INTRODUÇÃO

A provisão de serviços de transporte turístico por organizações do setor público e privado é um processo complexo que requer uma variedade ampla de habilidades gerenciais e de recursos humanos e um entendimento claro do setor de transportes e como ele opera. De alguns anos para cá, o atendimento às necessidades dos consumidores

(viajantes) tornou-se prioritário na prestação de serviços. No Capítulo 5, a conceituação e a análise de questões da oferta de transporte turístico mostraram a importância de se entender questões mais amplas e contextuais, que afetam a maneira como as diferentes formas de ofertas de transporte reagem no mercado. Neste capítulo, a ênfase será dada em diversas questões levantadas no estudo de caso da Singapore Airlines, especialmente em como os fornecedores de transporte de sucesso podem produzir, administrar e operar eficientes sistemas de oferta para atender as necessidades dos consumidores. Em particular, o capítulo foca nos mecanismos e ferramentas utilizadas pelos operadores para administrar as questões da oferta, juntamente com o papel do setor público. Esse ponto fornecerá uma comparação entre os diferentes objetivos almejados por operadores do setor privado, tais como companhias aéreas, companhias ferroviárias e operadoras de cruzeiros. Os operadores do setor privado são motivados pelo desempenho financeiro do negócio para garantir que uma operação eficiente proporcione produtos para os seus consumidores. Por outro lado, as agências do setor público, direta ou indiretamente associadas ao fornecimento de serviços de transporte turístico, nem sempre são motivadas pelo lucro. Estas geralmente possuem uma visão mais estratégica e estão preocupadas com as funções de planejamento, coordenação e parcerias para garantir que a provisão de transporte turístico atenda os objetivos das políticas públicas nas mais variadas escalas. O capítulo inicia com uma revisão de estratégias utilizadas pelos operadores de transporte, como as companhias aéreas, para aprimorar a oferta e a competitividade – especialmente as alianças e o papel de grupos cooperativos do setor ilustrado no caso da Association of Asia Pacific

 

7. Administrando a Infra-estrutura de Transporte Turístico

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CAPÍTULO

7

Administrando a Infra-estrutura de Transporte Turístico

A função do aeroporto

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento do turismo requer infra-estrutura de transporte para facilitar o movimento livre do tráfego turístico e grande parte da pesquisa neste contexto foca nos tipos de transporte (p.ex., viagem ferroviária, viagem aérea e viagens em automóvel).

Uma conexão fundamental que tem sido subestimada no sistema de transporte turístico é a forma na qual a demanda e a oferta são agrupadas e administradas em conjunto, e a infra-estrutura utilizada para garantir que o sistema funcione de forma eficiente.

Tanto na literatura em transporte ou em turismo, às facilidades de terminais, que fornecem o contexto no qual o turista embarca no meio de transporte (para garantir que a interação entre oferta e demanda ocorra harmoniosamente), não tem se destinado a importância necessária. Também é amplamente reconhecido que, sob uma perspectiva da psicologia, a “experiência de viagem” inicia quando o turista chega a um terminal, pronto para embarcar para uma jornada (Ilustração 7. 1). Inclusive, alguns críticos até mesmo sugerem que a experiência efetivamente inicia quando o viajante deixa o ambiente da sua casa.

 

8. O Impacto Ambiental e Humano do Transporte Turístico

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CAPÍTULO

8

O Impacto Ambiental e Humano do Transporte Turístico

Rumo à sustentabilidade?

INTRODUÇÃO

A expansão internacional do turismo e o desenvolvimento de sistemas de transportes que atendam a esta demanda tiveram diversos impactos sociais, culturais, econômicos e físicos diretos e indiretos tanto para a população receptora, afetada pela operação do transporte turístico, como para os destinos. Nas décadas de 70 e 80, este fato causou uma grande preocupação sobre o impacto do turismo no meio ambiente, mas pouca atenção tem sido dada às experiências dos turistas enquanto em trânsito. Este capítulo examina o efeito e o impacto do transporte turístico a partir de duas perspectivas: o efeito do deslocamento na experiência do turista e o impacto dos sistemas de transporte sobre o meio ambiente. Nos Capítulos 1 e 2, foi discutido o conceito de busca pelo serviço (com Bitner et al 1990), o qual reconhece que a insatisfação com serviços turísticos é associada a três tipos de incidentes: falha de funcionários ao responder adequadamente às necessidades dos consumidores; iniciativas indesejadas ou não solicitadas por parte de funcionários e falha na prestação do serviço (Ryan 1991: 42-43). A primeira parte deste capítulo enfoca nas falhas quando da prestação de serviços, particularmente sobre como os atrasos ou as interrupções podem influenciar no estresse da viagem turística, e em algumas das medidas tomadas por operadores de transporte para lidar com tais problemas. Em seguida, há uma discussão das questões ambientais sob a perspectiva do fornecedor de transporte, incluindo o papel da auditoria e da avaliação ambiental para lidar com as implicações em longo prazo de novos projetos de transporte turístico para o meio ambiente. O capítulo conclui considerando a extensão na qual o turismo sustentável e os projetos individuais

 

9. Perspectivas e Desafios para a Provisão de Transporte Turístico

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CAPÍTULO

9

Perspectivas e Desafios para a

Provisão de Transporte Turístico

Questões globais, nacionais e locais

INTRODUÇÃO

Este livro tem por objetivo conscientizar sobre a relação entre o turismo e o transporte com o desenvolvimento de um conceito de sistema de transporte turístico como sendo um meio de se analisar os processos que emolduram a provisão e o consumo de serviços de transporte pelos turistas. Ao longo do livro, o transporte é enfatizado como sendo um elemento dinâmico e ativo na experiência de viagem do turista, pois é uma parte vital do processo turístico. Alguns dos livros textos de turismo da primeira geração

(p.ex., Mathieson e Wall 1982) consideravam o transporte turístico uma parte essencial do turismo, mas não merecedora de estudo por si só. Até mesmo diversos livros-texto posteriores (p.ex., Cooper et al 1993, 1998) continuam a enxergar o transporte como um elemento passivo da experiência turística (Ryan 1996) e o assunto ainda caracteriza-se por uma parte descritiva em muitos textos. É um elemento dinâmico em todos os aspectos da experiência turística – sem ele, a mobilidade do turista não ocorreria, e o transporte ainda pode ser uma atração por si só (ver Ilustrações 9.1 e 9.2).

 

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