Produção Lean Simplificada: Um Guia para Entender o Sistema de Produção Mais Poderoso do Mundo

Autor(es): Pascal Dennis
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Este livro sintetiza os conceitos da produção enxuta. Pascal Dennis conduz o leitor a entender os fundamentos desse sistema de modo sensato, passo a passo, abordando todos os componentes do sistema lean no contexto do sistema de produção lean como um todo. A abordagem do autor, prática, simples e direta, faz deste livro um recurso indispensável de primeira mão, acessível a todo operador.

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Capítulo 1 - O Nascimento da Produção Lean

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CAPÍTULO

1

O Nascimento da Produção Lean

Existem algumas possibilidades para melhorar o sistema de produção...

Eiji Toyoda na planta Ford Rouge, cerca de 1950

Novas idéias vêm em resposta a problemas concretos. Para compreendermos a produção lean, precisamos compreender o sistema de produção em massa em que lean está suplan1

2, 3, 4, 5

. tando . Vamos fazer um breve tour histórico

Produção artesanal

Se você quisesse comprar um carro em 1900, por exemplo, visitaria um dos produtores artesanais de sua região. O dono da oficina, em geral um empresário cujo trabalho incluiria desde a manufatura até consertos, tomaria nota de suas especificações. Alguns meses depois, você receberia seu carro. Você o testaria na estrada, acompanhado de um mecânico que o modificaria de acordo com seu gosto. O carro seria único e o custo seria alto.

Contudo, você teria a satisfação de lidar diretamente com o fabricante e sua equipe.

A produção artesanal apresentava as seguintes características:

 

Capítulo 2 - O Sistema Lean de Produção

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CAPÍTULO

2

O Sistema Lean de Produção

Adote a nova filosofia... estamos em uma nova era econômica.

W. Edwards Deming

A produção lean, também conhecida como o Sistema Toyota de Produção, representa fazer mais com menos – menos tempo, menos espaço, menos esforço humano, menos maquinaria, menos material – e, ao mesmo tempo, dar aos clientes o que eles querem.

Existem dois livros importantes que popularizaram o termo lean:

• The Machine That Changed the World, de James Womack, Daniel Jones e Daniel

Roos, publicado por Simon & Schuster em 1990.

• Lean Thinking, de James Womack e Daniel Jones, publicado por Simon & Schuster em 1996.

Apesar dos princípios lean terem sua origem na produção, vejo que eles podem ser aplicados universalmente. Nosso desafio é traduzir, adaptar e aplicá-los a nossa situação específica.

Por que produção lean?

A nova economia

Antigamente, as empresas podiam estabelecer seus preços de acordo com a seguinte

 

Capítulo 3 - Estabilidade

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CAPÍTULO

3

Estabilidade

Dê-me um ponto de apoio que ergo o mundo.

Archimedes

Na Toyota aprendi que melhorias seriam impossíveis sem estabilidade nos 4 Ms1:

Man/Woman – Homem/Mulher

Machine – Máquina

Material – Material

Method – Método

Para chegar à estabilidade, de vez em quando éramos obrigados a adotar ações nãolean, tais como aumentar buffers ou acrescentar pessoas ou máquinas. Essas ações nos davam tempo para resolver nossos problemas básicos e, ao mesmo tempo, cumprir com nossas obrigações com nossos clientes.

A estabilidade começa com gerenciamento visual e o sistema 5S. Os 5S dão suporte para o trabalho padronizado e a manutenção produtiva total (TPM), que são centrais

2 para a estabilidade de método e de máquina, respectivamente . Além do mais, os 5S dão suporte à produção just-in-time (JIT) fornecendo informações práticas que facilitam a tomada de decisões.

1

2

Documento de treinamento da Toyota.

 

Capítulo 4 - Trabalho Padronizado

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CAPÍTULO

4

Trabalho Padronizado

Melhorias são ilimitadas e eternas.

Provérbio da Toyota

O trabalho padronizado é nossa cartilha – é o jeito mais seguro, fácil e eficaz de fazer o trabalho que conhecemos hoje em dia. Na Toyota, passei a entender que:

• Não existe uma única maneira de fazer o trabalho.

• Os trabalhadores devem projetar o trabalho.

• O objetivo do trabalho padronizado é fornecer uma base para melhorias.

Mesmo nossos melhores processos estão repletos de muda. Portanto, o trabalho padronizado se modifica constantemente.

Infelizmente, em muitas organizações, a padronização se torna uma camisa de força

– mais um instrumento de comando e controle da gerência. “Farás como eu mandar”, vocifera o gerente sênior, dessa forma engessando esforços de melhoria. Precisamos aprofundar nosso entendimento sobre a padronização.

Engenharia de métodos versus pensamento lean

Fred Taylor introduziu o conceito de que havia um “jeito certo de fazer as coisas” há um século atrás. Frank e Lillian Gilbreth apuraram o conceito e desenvolveram as ferramentas da engenharia de métodos que engenheiros industriais utilizam até hoje. A prática da

 

Capítulo 5 - Produção Just-in-Time

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CAPÍTULO

5

Produção Just-in-Time

Em um período de baixo crescimento econômico, a superprodução é um crime.

Taiichi Ohno

Produção just-in-time (JIT) significa produzir o item necessário na hora necessária na quantidade necessária. Qualquer outra coisa acarreta muda. A Toyota introduziu o JIT nos anos 50 como uma reação a problemas muito concretos, tais como:

Mercados fragmentados que demandavam muitos produtos em volume baixo.

Uma dura concorrência.

Preços fixos ou em queda.

Uma tecnologia que rapidamente mudava.

O alto custo de capital.

Trabalhadores capazes que exigiam maior nível de envolvimento.

Na Toyota, passei a entender que JIT deve ser apoiado por todo o sistema lean.

Por que JIT?

Fabricantes convencionais de produtos em massa “empurram”1o produto pelo sistema inde2 pendente da demanda real . Um cronograma mestre é elaborado baseado na demanda projetada. Pedidos diários são passados para cada departamento para que produzam as peças que a montagem final precisará. Como os tempos de troca são longos, lotes grandes são comuns.

 

Capítulo 6 - Jidoka

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CAPÍTULO

6

Jidoka

Pare a produção para que a produção nunca tenha que parar.

Provérbio da Toyota

A palavra japonês ji-do-ka consiste de três caracteres chineses. O primeiro, ji, se refere ao próprio trabalhador. Se ele sente que “algo não está bem”, ou que “está criando um defeito”, deve parar a linha. Do se refere ao movimento, ou trabalho, e ka ao sufixo “ação”.

Juntando as partes, jidoka tem sido definido pela Toyota como “automação com uma mente humana” e se refere aos trabalhadores e às máquinas inteligentes identificando os

1 erros e decidindo por contramedidas rápidas.

Na Toyota passei a entender que jidoka significa criar processos livres de defeitos por constantemente fortalecer:

• A capacidade do processo.

• A contenção. Os defeitos são rapidamente identificados e contidos em uma zona.

• O feedback. Para que rápidas contramedidas possam ser tomadas.

Também comecei a compreender que jidoka representa uma revolução no gerenciamento de qualidade que talvez ainda não tenha sido totalmente compreendido.

 

Capítulo 7 - Envolvimento - O Vento que Enche a Vela

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CAPÍTULO

7

Envolvimento – O Vento que Enche a Vela

Que terrível desperdício de material humano.

Taiichi Ohno

Assim como o vento dá vida a um belo barco a vela, o envolvimento anima o sistema Toyota. Envolvimento deve ser administrado tão intensamente quanto produção e qualidade. À medida que expandimos na Toyota Cambridge, aprendemos a fazer perguntas tais como:

De que forma envolveremos nossos membros de equipe?

Quais são as habilidades que esses precisarão para se envolver?

Como apoiaremos e manteremos o envolvimento?

Como mediremos o envolvimento?

Qual é o papel da gerência?

Essas perguntas orientaram nossa estratégia cultural.

Por que envolvimento?

Levou-me algum tempo para compreender a importância do envolvimento, já que aprendera tudo o que sabia dentro de uma prática administrativa contemporânea. Com efeito, aprendera que devemos manter as pessoas desinformadas, especialmente se pertenciam aos sindicatos.

 

Capítulo 8 - Planejamento Hoshin

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CAPÍTULO

8

Planejamento Hoshin

Passo a passo, percorra a estrada de mil milhas.

Miyamoto Musashi1

O desperdício de conhecimento talvez seja o desperdício mais difundido de todos. Com efeito, se a popularidade de Dilbert servir de sinal, o desperdício de conhecimento tomou

2 proporções epidêmicas na América do Norte. Segundo Thomas Homer-Dixon , estamos lutando contra uma deficiência de inventividade: uma lacuna entre nossa crescente necessidade por inventividade e nosso suprimento inadequado. Homer-Dixon argumenta que existem dois tipos de inventividade: a técnica e a social. Temos a primeira em abundância. O limite não está na tecnologia, mas em governança.

É necessário que tenhamos engenhosidade social para responder as seguintes perguntas:

Como identificar nossas metas cruciais?

Como desenvolver planos e alinhar nossas atividades?

Como comunicar nossas atividades de metas a cada nível dentro do trabalho?

 

Capítulo 9 - A Cultura de Produção Lean

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CAPÍTULO

9

A Cultura de Produção Lean

Dança melhor quem dança com vontade.

Irving Layton

A intensidade é a alma da produção lean e os membros de equipe são seu coração. Eu havia experimentado emoções intensas antes de ir para a Toyota – a intensa emoção de constantemente apagar incêndios. Com efeito, em muitas organizações, as pessoas são valorizadas conforme sua habilidade de apagar incêndios. A intensidade da Toyota é completamente diferente.

Descobri que o Departamento de Recursos Humanos (RH), um setor periférico em muitas organizações, é central na Toyota porque fornece o input mais importante – pessoas. O RH precisa lidar com questões difíceis:

• Quais são as qualidades que procuramos em nossos membros de equipe?

• Como recrutamos essas pessoas?

Como as treinamos e desenvolvemos?

Como as motivamos?

Com quais atividades podemos envolvê-las?

Como mediremos cada um desses parâmetros?

 

Apêndice I - Glossário

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APÊNDICE

I

Glossário

A produção lean se constitui de uma linguagem que, em boa parte, é em japonês. Em meu trabalho, deparei-me, em igual número, com pessoas que gostam dos termos em japonês e outras que preferem seus equivalentes em inglês. Elaborei o glossário a seguir para acomodar os dois grupos.

Palavras em japonês tendem a ser visuais e metafóricas. Com freqüência não há um equivalente em inglês. Tentei fornecer o termo em inglês mais próximo, a metáfora mais vívida para dar uma idéia mais próxima possível do significado*.

4 Ms: Mulher/homem, máquina, material e método.

5S: Um sistema de padronização e organização do local de trabalho. Os 5S querem dizer separar, organizar, limpar, padronizar e manter.

Análise dos Cinco Porquês: Uma técnica para resolver problemas que implica em continuamente perguntar por que até que se encontre a causa original.

Andon: Uma parada de linha; normalmente uma corda que o trabalhador pode puxar para parar a linha de montagem quando este detecta um defeito; um exemplo de jidoka.

 

Apêndice II - Bibliografia

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APÊNDICE

II

Bibliografia

Eu acho os livros abaixo particularmente úteis na compreensão do sistema lean.

Sistema 5S e Gerenciamento Visual

Galsworth, Gwen. Visual Systems: Harnessing the Power of a Visual Workplace. NewYork:

AMACOM, 1997.

Grief, Michel. The Visual Factory: Building Participation Through Shared Information.

NewYork: Productivity Press, 1991.

Hirano, Hiroyuki. 5 Pillars of the Visual Workplace. New York: Productivity Press, 1990.

Hirano, Hiroyuki. Putting 5S to Work: A Practical Step by Step Guide. Tokyo: PHP

Institute, 1993.

Manutenção Produtiva Total (TPM)

Hartmann, Edward. Successfully Installing TPM in a Non-Japanese Plant. Allison Park,

PA: TPM Press, Inc., 1992.

Japan Institute of Plant Maintenance. TPM for Every Operator New York: Productivity

Press, 1996.

Nakajima, Seiichi. Introduction to TPM. NewYork: Productivity Press, 1988.

176

Produção Lean Simplificada

 

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