Métodos de Pesquisa em Atividade Física

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Internacionalmente reconhecido por sua abordagem acessível e bem-humorada, Métodos de pesquisa em atividade física chega a sua sexta edição apresentando um amplo panorama dos métodos e processos de pesquisa para estudantes das áreas voltadas às ciências do exercício, bem como para aqueles dedicados às áreas de reabilitação.

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1. Introdução à Pesquisa em Atividade Física

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Capítulo 1

INTRODUÇÃO À PESQUISA

EM ATIVIDADE FÍSICA

Pesquisar é ver o que todo mundo já viu e pensar o que ninguém tinha pensado.

Albert Szent-Györgyi

P

ara cada pessoa, a palavra pesquisa traz uma imagem diferente. Uma pensará em navegar na

Internet ou ir à biblioteca; outra imaginará um laboratório cheio de tubos de ensaio, frascos e, talvez, alguns ratinhos brancos. Portanto, antes de começar a escrever sobre esse assunto, devemos estabelecer um conceito comum de pesquisa. Neste capítulo, você será introduzido à natureza da pesquisa. Isso será feito por meio da discussão de métodos de solução de problemas e tipos de pesquisa. Explicaremos o processo de pesquisa e a sua relação com as partes da tese. Quando chegar ao final do Capítulo 1, terá compreendido o que a pesquisa realmente envolve.

Natureza da pesquisa

O objetivo da pesquisa é determinar como as coisas são em comparação ao que deveriam ser. Para alcançar essa meta, empregamos meios cuidadosos e sistemáticos para solucionar problemas, respeitando o fato de que a pesquisa envolve cinco características (Tuckman, 1978):

 

2. Desenvolvimento do Problema e Utilização da Literatura

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Capítulo 2

DESENVOLVIMENTO DO

PROBLEMA E UTILIZAÇÃO DA

LITERATURA

Penso que grande parte das informações que tenho foi obtida quando eu procurava algo, mas acabava encontrando alguma outra coisa no caminho.

Franklin P. Adams

A

preparação é a fase mais difícil de quase todo novo empreendimento, e a pesquisa não é exceção. Você não pode fazer qualquer pesquisa significativa se não determinar a área que deseja investigar, o que já foi publicado nessa área e como será conduzida a investigação. Neste capítulo, abordamos os modos de identificar problemas pesquisáveis, de procurar a literatura específica e de escrever a revisão da literatura.

Identificação do problema a ser pesquisado

Entre as muitas questões importantes enfrentadas pelo aluno de graduação, está a identificação de um problema de pesquisa. Este pode surgir a partir de situações do mundo real ou de quadros referenciais teóricos. De qualquer modo, um requisito básico para propor um bom problema de pesquisa é conhecer a fundo a área de interesse. Porém, quando o aluno expande seus conhecimentos a respeito de determinada área, parece-lhe que tudo já foi investigado. Mesmo querendo tornar-se um especialista, não limite demais seu campo de pesquisa. Relacionar o seu conhecimento básico a outras áreas costuma gerar bons insights sobre áreas significativas para pesquisa.

 

3. Apresentação do Problema

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Capítulo 3

APRESENTAÇÃO DO PROBLEMA

Ainda não li a sua proposta de dissertação, mas já tenho algumas boas ideias de como melhorá-la.

Randy Glasbergen do “Today’s Cartoon” (2006)

E

m uma tese ou dissertação, a primeira seção ou primeiro capítulo serve para introduzir o problema. Por isso, com frequência, essa é a “Introdução”. Várias partes da introdução destinam-se a destacar a significância do problema e a indicar as dimensões do estudo empreendido. Este capítulo discute cada uma das seguintes seções, frequentemente necessárias à primeira parte da tese ou dissertação:

Título

Introdução

Enunciado do problema

Hipótese

Definições

Suposições e limitações

Significância

Nem todos os orientadores defendem o mesmo formato de tese, porque não há um único formato aceito universalmente. Além disso, de acordo com a natureza do problema de pesquisa, o formato pode variar. Um estudo histórico, por exemplo, não se encaixa no mesmo formato utilizado em um estudo experimental; os títulos de seções podem variar em estudos descritivos e qualitativos. O que fazemos, portanto, é apresentar seções tipicamente encontradas na introdução e especificar seus propósitos e características.

 

4. Formulação do Método

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Capítulo 4

FORMULAÇÃO DO MÉTODO

A diferença entre o fracasso e o sucesso está em fazer a coisa quase ou inteiramente certa.

Edward Simmons

O

capítulo anterior forneceu uma visão geral da introdução da tese ou dissertação. Como já indicamos, no formato de artigo, a revisão da literatura (ver Cap. 2) costuma integrar a introdução.

(Quando se adota o formato de capítulos, a revisão da literatura pode constituir um capítulo separado ou uma parte da introdução.) De qualquer modo, após completar a introdução, o pesquisador tem de descrever a metodologia da pesquisa. Tipicamente, essa seção é intitulada “Método”. A seguir, apresentamos uma visão geral das quatro partes da seção de método:

1.

2.

3.

4.

Participantes

Instrumentos ou equipamentos

Procedimentos

Delineamento e análise

Para nosso propósito, vamos assumir a utilização do formato de artigo, estando a revisão da literatura incluída na introdução da tese ou dissertação, seguida da seção método. Muito do restante deste livro enfoca o método:

Aspectos importantes do estudo: quem são os participantes, quais são os instrumentos e procedimentos e como são o delineamento e a análise (descritos neste capítulo).

 

5. Questões Éticas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico

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Capítulo 5

QUESTÕES ÉTICAS DA PESQUISA

E DO TRABALHO ACADÊMICO

Entre dois males, prefiro sempre o que nunca experimentei antes.

Mae West

C

omo pós-graduando, você vai se deparar com uma série de questões éticas relacionadas à pesquisa e ao trabalho acadêmico. Neste capítulo, chamamos sua atenção para muitas delas e fornecemos uma base para discussões e tomada de decisões. No entanto, nem sempre as opções estão claramente definidas. Para tomar boas decisões, o aspecto mais importante é reunir informações pertinentes e aconselhar-se com professores confiáveis. Entre os principais tópicos apresentados, estão a má conduta científica, o trabalho com professores universitários e com outros pós-graduandos e o uso de seres humanos e animais como sujeitos de pesquisas.

Sete áreas da desonestidade científica

Nos Estados Unidos, o White House Office of Science and Technology Policy (Departamento da Casa

Branca para Assuntos de Ciência e Tecnologia) definiu má conduta científica do seguinte modo:

A má conduta científica consiste em fabricação, falsificação ou plágio na proposta, na execução ou na revisão de pesquisas ou, ainda, no relato de resultados de pesquisas. (Federal

 

6. Introdução aos Conceitos Estatísticos

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Capítulo 6

INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS

ESTATÍSTICOS

Na vida, tudo é 6 contra 5.

Damon Runyon

A

simples ideia de aprender estatística assusta muita gente. Mas você não precisa ficar intimidado.

A estatística é um dos poucos modos em que os dados podem ser apresentados uniformemente, permitindo fazer comparações e tirar conclusões relevantes e precisas. Ela não é aleatória, inconsistente ou aterrorizante; ao contrário, é metódica, lógica e necessária. Neste livro, enfocamos a estatística a partir dos conceitos básicos e fornecemos um conhecimento aplicável; não é nosso propósito fazer de você um estatístico, em especial considerando este famoso ditado: “Há os mentirosos, os mentirosos malditos e os estatísticos”.

Por que precisamos da estatística

Lembre-se de que, durante todo o processo de concepção, planejamento, execução e redação da pesquisa, você deve confiar principalmente nos seus próprios conhecimentos como cientista. Isso é válido tanto para os aspectos estatísticos quanto para todos os outros (Cohen, 1990, p. 1310).

 

7. Questões Estatísticas no Planejamento e na Avaliação de Pesquisas

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Capítulo 7

QUESTÕES ESTATÍSTICAS NO

PLANEJAMENTO E NA AVALIAÇÃO

DE PESQUISAS

As estatísticas mostram que, entre os que adquirem o hábito de comer, pouquíssimos sobrevivem.

Wallace Irwin

P

ara planejar o seu próprio estudo ou avaliar o estudo de outros, é preciso compreender os conceitos de alfa, poder, tamanho da amostra, tamanho do efeito e suas inter-relações. Neste capítulo, apresentamos esses conceitos e mostramos como usá-los no planejamento e na avaliação de pesquisas.

Probabilidade

Um conceito que lida com técnicas estatísticas é a probabilidade, cuja questão é quais as chances de algo acontecer. Usamos a probabilidade em eventos cotidianos. Quais as chances de chover? Pela previsão do tempo, ficamos sabendo que há 90% de probabilidade de chuva. Você pode ficar em dúvida se isso significa que vai chover em 90% dos lugares ou, mais provavelmente, que as chances de chover onde você está são de 90%, em especial se estiver planejando um jogo de tênis ou de golfe.

Um dos conceitos da probabilidade relacionado à estatística é chamado de eventos igualmente prováveis. Vejamos um exemplo. Quando jogamos um dado, as chances de ocorrência de cada um dos números de 1 a 6 são iguais (ou seja, uma em cada seis, a não ser que você esteja em Las Vegas). Outro aspecto pertinente à probabilidade envolve a frequência relativa. Para ilustrar, vamos supor que você jogue uma moeda para cima cem vezes. Espera-se que dê cara 50 vezes e coroa também 50 vezes; a probabilidade de qualquer resultado é de metade, ou seja, 0,50.

 

8. Relações entre Variáveis

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Capítulo 8

RELAÇÕES ENTRE VARIÁVEIS

As estatísticas são como um biquíni. O que revelam é sugestivo, o que escondem é vital.

Aaron Levenstein

N

o Capítulo 6, prometemos que, depois de apresentar algumas informações básicas para facilitar a compreensão das técnicas estatísticas, começaríamos a explicar algumas delas em detalhes.

Iniciaremos pela correlação.

A correlação é uma técnica estatística usada para determinar a relação entre duas ou mais variáveis. Neste capítulo, discutimos os vários tipos de correlação, a confiabilidade, a significação dos coeficientes correlacionais e o uso de correlações para previsões, inclusive as correlações parciais e semiparciais e as equações de regressão múltipla. Por fim, apresentamos uma breve visão geral de formas multivariadas de correlação: canônica, análise de fatores e modelagem estrutural.

Correlação

Técnica estatística usada para determinar a relação entre duas ou mais variáveis.

Objeto de investigação da pesquisa correlacional

Em geral, o pesquisador está interessado no grau da relação ou na correlação entre desempenhos, como a relação entre os desempenhos na corrida em distância e no teste de step, como medidas de aptidão cardiovascular. Algumas vezes, o investigador deseja estabelecer a relação entre traços da personalidade e comportamentos; por exemplo, qual a relação entre as características pessoais e a participação em atividades recreativas de alto risco? Outros problemas da pesquisa correlacional envolvem, ainda, relações entre medidas antropométricas, como a espessura das dobras cutâneas e a percentagem de gordura calculada pela pesagem debaixo d’água. Nesse caso, talvez o pesquisador queira até prever o percentual de gordura das dobras cutâneas.

 

9. Diferenças entre Grupos

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Capítulo 9

DIFERENÇAS ENTRE GRUPOS

Lembre-se: metade dos seus conhecidos está abaixo da média!

C

onforme abordado nos Capítulos 6 e 8, as técnicas estatísticas são usadas para encontrar e descrever relações entre variáveis. Também são usadas para detectar diferenças entre grupos.

São muito frequentes na análise de dados de pesquisas experimentais e quase experimentais. Elas permitem avaliar efeitos de uma variável independente (causa ou tratamento) ou categórica (sexo, idade, raça, etc.) sobre outra dependente (efeito, resultado). Lembre-se, no entanto, de que as técnicas descritas neste capítulo não são usadas de modo isolado para estabelecer relações de causa e efeito, mas apenas para avaliar a influência da variável independente. Relações de causa e efeito não são estabelecidas por estatísticas, mas pela teoria, pela lógica e pela natureza total da situação experimental.

Como a estatística testa diferenças

Na pesquisa experimental, os níveis da variável independente podem ser estabelecidos pelo experimentador. Pode ser, por exemplo, que o experimento envolva a investigação dos efeitos da intensidade do treinamento sobre a resistência cardiorrespiratória. Portanto, a intensidade do treinamento é a variável independente (ou o fator de tratamento), enquanto alguma medida da resistência cardiorrespiratória é a variável dependente. A intensidade do treinamento pode ter

 

10. Técnicas Não Paramétricas

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Capítulo 10

TÉCNICAS NÃO PARAMÉTRICAS

Ele usa a estatística como os bêbados usam o poste como ponto de apoio, e não como fonte de luz.

Andrew Lang

N

os capítulos anteriores, descrevemos várias estatísticas paramétricas. Lembre-se de que elas incluem pressuposições sobre a normalidade e a homogeneidade da variância da distribuição.

Outra categoria de estatísticas é chamada de não paramétrica. Essa última também é chamada de estatística de distribuição livre, pois não se faz nenhuma suposição sobre a distribuição dos escores. As estatísticas não paramétricas são versáteis, porque podem lidar com escores ordenados e categorias.

Isso consiste em uma vantagem definitiva quando o investigador trabalha com variáveis que não se prestam a dados precisos, de intervalos ou de razões (com maior probabilidade de atender a suposições paramétricas), tais como categorias de respostas a questionários e vários instrumentos de classificação de comportamentos afetivos. Os dados de pesquisas quantitativas muitas vezes são avaliações numéricas de eventos que podem ser analisados com eficácia por estatísticas não paramétricas.

 

11. Medidas de Variáveis de Pesquisa

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Capítulo 11

MEDIDAS DE VARIÁVEIS

DE PESQUISA

A vida média de uma bola de beisebol da liga principal é de sete arremessos.

U

m passo básico no método científico de solução de problemas consiste na coleta de dados; por isso, é necessário algum conhecimento sobre a teoria básica de medida. (Podemos destacar que, embora seja discutida aqui como ferramenta de pesquisa, a medida, por si só, é uma área de pesquisa.) Neste capítulo, evidenciamos os critérios fundamentais para julgar a qualidade das medidas usadas na coleta de dados de pesquisa: a validade e a fidedignidade. Explicamos diferentes tipos de validade e diferentes modos de estabelecer a validade e a fidedignidade. (A confiabilidade da pesquisa qualitativa é abordada no Cap. 19.) Concluímos com alguns temas relativos às medidas de movimento, de respostas escritas em instrumentos de papel e lápis, de comportamento afetivo e de conhecimento.

Validade

Ao reunir os dados que darão origem aos resultados, também nos preocupamos muito com a validade das medidas usadas. Vejamos um exemplo. Se o estudo busca comparar métodos de treinamento para produzir ganhos de força, o pesquisador deve obter escores capazes de gerar uma medida válida de força para avaliar os efeitos desses métodos. A validade da medida indica em que grau os escores do teste ou do instrumento medem o que se pretende medir. Portanto, ela se refere à solidez da interpretação dos escores de um teste, a consideração mais importante na medida.

 

12. Pesquisa Histórica em Atividade Física

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Capítulo 12

PESQUISA HISTÓRICA EM

ATIVIDADE FÍSICA

NANCY L. STRUNA

University of Maryland

Muitas vezes, parece realmente uma pena Noé e a sua turma não terem perdido a arca.

Mark Twain

H

istória é o exame e a explicação sistemáticos das mudanças, ou da falta delas, ocorridas ao longo do tempo nas relações humanas. Em nossa área, o termo relações humanas significa praticamente tudo o que está relacionado ao movimento e ao corpo. De fato, a subárea comumente chamada pelos acadêmicos de história do esporte enfoca exames e explicações sistemáticos de uma série de sistemas, entre eles os esportes, a saúde, o corpo, a medicina esportiva, o exercício, a recreação e o lazer.

Ao buscar indícios e significados de mudanças ou de permanência de atitudes e comportamentos humanos em relação a esporte, saúde, lazer, os historiadores agem de modo semelhante, mas não igual, aos cientistas. Em primeiro lugar, fazem a maioria das pesquisas em laboratórios: bibliotecas, arquivos e organizações dedicadas à história. Em segundo, nesses laboratórios, trabalham para identificar e analisar padrões nos “indícios”, equivalentes aos “dados” dos cientistas. Em terceiro, assim como os bons cientistas, os bons historiadores esperam elaborar generalizações significativas a partir de indícios ou dados históricos. Generalizações são declarações abrangentes e sintéticas que dão sentido histórico a uma série de indícios ou dados variados. Elas apresentam uma interpretação dos dados, informações de e sobre um conjunto de experiências ocorridas em determinado momento ou ao longo de um período de tempo. Em quarto lugar, muitos historiadores do esporte fazem uso de teorias, como discutiremos mais extensivamente na próxima seção deste capítulo. Alguns acadêmicos também testam teorias em relação aos indícios e usam estas como base para generalizações.

 

13. Pesquisa Filosófica em Atividade Física

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Capítulo 13

PESQUISA FILOSÓFICA EM

ATIVIDADE FÍSICA

R. Scott Kretchmar

Pennsylvania State University

A razão da filosofia é começar com algo tão simples que parece não valer a pena declarar e finalizar com algo tão paradoxo que ninguém acreditará.

Bertrand Russell

A

pesquisa filosófica é considerada, de certa forma, por alguns em nossa área, como uma contradição. Esse ponto de vista se deve ao surgimento da ciência empírica, às relações históricas entre a educação física e a profissão médica e à disseminação de dúvidas contemporâneas sobre a validade de procedimentos de reflexão com base na razão (Kretchmar, 1997; 2005). Alguns acreditam que a filosofia envolve um pouco mais do que compartilhar opiniões, ainda que usando sentenças muito longas e palavras incompreensíveis. Os filósofos, por sua vez, não chegam a um acordo sobre a utilidade de seus métodos e a validade de seus resultados. Além disso, com todos os avanços da ciência, somados às tradicionais tendências antifilosóficas de alguns profissionais de educação física, e apesar de certo grau de desordem no campo da filosofia, análises não empíricas e especulações esclarecidas não desapareceram completamente do horizonte da pesquisa. Pelo menos o reconhecimento da necessidade de compreensões filosóficas relacionadas à atividade do movimento pode ter crescido ao longo das duas últimas décadas (Fahlberg e Fahlberg, 1994; Glassford, 1987; ICSSPE

 

14. Síntese de Pesquisa (Metanálise)

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Capítulo 14

SÍNTESE DE PESQUISA

(METANÁLISE)

Em primeiro lugar, obtenha os fatos; depois, você pode distorcê-los o quanto quiser.

Mark Twain

A

análise da literatura é parte de todos os tipos de pesquisa. O estudioso está sempre a par de eventos passados e de como eles influenciam a pesquisa atual. Algumas vezes, entretanto, a revisão da literatura constitui, por si só, um trabalho de pesquisa que envolve a análise, a avaliação e a integração da literatura publicada. Um termo utilizado para descrever isso é síntese de pesquisa.

Conforme mencionado no Capítulo 1, muitas revistas consistem inteiramente em artigos de revisão de literatura, e quase todas as revistas de pesquisa publicam artigos de revisão ocasionalmente.

Os procedimentos abordados em detalhe no Capítulo 2 aplicam-se à síntese de pesquisa. A diferença é que o propósito aqui é o de utilizar a literatura para conclusões empíricas e teóricas, em vez de documentar a necessidade de um problema de pesquisa específico. Uma boa síntese de pesquisa resulta em diversas conclusões tangíveis e deve despertar interesse em direções futuras para pesquisa. Eventualmente, ela leva a uma revisão ou proposta de uma teoria. A questão é que uma síntese de pesquisa não é apenas um resumo da literatura a que se refere: é um tipo lógico de pesquisa, que resulta em conclusões válidas, avaliações de uma hipótese e revisão e proposta de teoria.

 

15. Surveys

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Capítulo 15

SURVEYS

A maioria dos surveys representa a opinião comum de pessoas que desconhecem o assunto.

A

pesquisa descritiva é um estudo do status, sendo amplamente utilizada na educação e nas ciências comportamentais. Seu valor tem como base a premissa de que os problemas podem ser resolvidos e as práticas melhoradas por meio de descrição objetiva e completa. O método mais comum de pesquisa descritiva é o survey. Em geral, seus objetivos amplos. O pesquisador procura determinar as práticas (ou opiniões) presentes em uma população específica. O survey é utilizado na educação, na psicologia, na sociologia e na atividade física. O questionário, o método Delphi, a entrevista pessoal e o survey normativo são os principais tipos de survey.

Questionário

O questionário e a entrevista são essencialmente a mesma coisa, exceto pelo método de questionamento. Os questionários costumam ser respondidos por escrito, enquanto as entrevistas são conduzidas oralmente. Conforme será observado mais tarde neste capítulo e no Capítulo 19, as entrevistas para pesquisa qualitativa em geral são abertas e podem ter diferentes metas do survey baseado em entrevista. Os procedimentos para desenvolver os itens do questionário e da entrevista são semelhantes. Em consequência, muito da discussão a respeito dos passos na construção do questionário também concerne à entrevista. Da mesma maneira, parte desta orientação é a mesma tanto para artigo survey quanto para aquele conduzido eletronicamente na Internet. O método de enviar o survey pode depender da amostra – eletrônico, se os participantes estão geograficamente dispersos, e por papel, se for mais fácil ganhar acesso direto aos participantes pessoalmente.

 

16. Outros Métodos de Pesquisa Descritiva

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Capítulo 16

OUTROS MÉTODOS DE

PESQUISA DESCRITIVA

É melhor saber algumas das perguntas do que todas as respostas.

James Thurber

D

iferentes formas do método de levantamento de pesquisa descritiva foram abordadas no Capítulo 15. Neste capítulo, tratamos de várias outras técnicas de pesquisa descritiva. Uma delas é a pesquisa desenvolvimental. Mediante estudos transversais e longitudinais, pesquisadores investigam a interação das variáveis crescimento e maturação, além de aprendizagem e desempenho. O estudo de caso, em que o pesquisador reúne uma grande quantidade de informações sobre um ou poucos participantes, é amplamente utilizado em várias áreas. Já a análise de cargo

é uma técnica utilizada para descrever as condições de trabalho, as exigências e a preparação necessárias para determinado cargo. Mediante pesquisa observacional, o pesquisador obtém dados quantitativos e qualitativos sobre pessoas e situações observando seu comportamento. Alguns estudos de pesquisa empregam métodos discretos, em que o participante não é informado de que está sendo estudado. Os estudos correlacionais determinam e analisam relações entre variáveis e fazem predições.

 

17. Pesquisa Epidemiológica em Atividade Física

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Capítulo 17

PESQUISA EPIDEMIOLÓGICA EM

ATIVIDADE FÍSICA

Barbara E. Ainsworth

Charles E. Matthews

Um dia, quando estiverem deitados em uma cama de hospital, morrendo de uma doença qualquer, os obcecados pela saúde vão se sentir estúpidos.

Redd Foxx

A

emergência da doença cardíaca epidêmica, em meados do século XX, alimentou muitos estudos epidemiológicos observacionais de larga escala, que se destinavam a identificar seus fatores determinantes para que medidas preventivas pudessem ser tomadas, a fim de melhorar a saúde pública. Muitos estudos observacionais iniciaram entre o final da década de 1940 e o começo dos anos

1960. Vários deles mostraram-se particularmente importantes para o desenvolvimento do campo da epidemiologia do exercício físico, pois foram os primeiros a desenvolver métodos de medida da atividade física e realizar estudos sistemáticos da ligação entre esta e doenças que ameaçam a vida.

Esses estudos, para citar apenas alguns (e pessoas importantes a eles associadas), incluíam Framingham Heart Study, London Busmen/British Civil Servants (Jeremy Morris), Tecumseh Health Study

 

18. Pesquisa Experimental e Quase Experimental

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Capítulo 18

PESQUISA EXPERIMENTAL E

QUASE EXPERIMENTAL

Eu vi o futuro, ele é muito parecido com o presente, porém muito mais longo.

Dan Quisenberry (ex-jogador da liga principal de beisebol dos Estados Unidos)

A

pesquisa experimental tenta estabelecer relações de causa e efeito. Isto é, a variável independente é manipulada para que seja avaliado o seu efeito sobre a variável dependente. Porém, o processo de estabelecer causa e efeito é difícil. Para isso, três critérios tem de ser estabelecidos:

1. A causa tem de preceder o efeito no tempo. Por exemplo, em uma corrida, o tiro de largada precede o início do movimento do corredor; não é o início do movimento que causa o disparo.

2. A causa e o efeito têm de estar correlacionados. Conforme afirmamos, o simples fato de estarem relacionados não significa que um causa o outro; contudo, eles só podem existir se houver alguma correlação entre as duas variáveis.

3. A correlação entre causa e efeito não pode ser explicada por outra variável. Lembre-se de que, em um exemplo anterior, a relação entre o desempenho acadêmico da criança no ensino fundamental e o número do calçado era explicada por uma terceira variável, a idade.

 

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