Guia para Educação Ambiental em Costões Rochosos

Visualizações: 628
Classificação: (0)

Este Guia amplamente ilustrado vem sanar a falta de uma obra que forneça, ao mesmo tempo, informações sobre algas e animais presentes em ambientes marinhos e costeiros do litoral brasileiro, em especial da região sudeste do país. Com projeto gráfico dinâmico e moderno, que facilita a consulta de cada um dos organismos, a obra aborda os principais grupos do substrato consolidado, com suas características e curiosidades. Uma série de ícones foi criada para identificar tópicos comuns a todos os capítulos, como Alimentação, Reprodução e Importância Econômica.

FORMATOS DISPONíVEIS

Impresso
eBook

16 capítulos

Formato Comprar item avulso Adicionar à Pasta

1. Os ecossistemas de substrato consolidado

PDF Criptografado

1

os ecossistemas de substrato consolidado

Natalia Pirani Ghilardi-Lopes

Flávio B erchez

Diversos organismos marinhos, sésseis ou vágeis, vivem associados ao substrato, recebendo a denominação de bentônicos. As comunidades desses organismos marinhos bentônicos podem ser divididas nas de fundos arenolodosos, não consolidados, sobre os quais poucos organismos conseguem se fixar, e nas de fundos consolidados de origem geológica ou biológica. Nessa

última categoria podem ser destacados os costões rochosos, os recifes de arenitos, os recifes de corais e os bancos de algas calcárias (Fig. 1.1). O conjunto dessas formações ocorre ao longo de toda a costa do Brasil, ocupando vastas extensões costeiras e grande parte de nossa plataforma continental.

Os costões rochosos são ecossistemas costeiros sujeitos à influência dos processos marinhos e terrestres. São formados por rochas ígneas, como o granito e o basalto, e metamórficas, como o gnaisse. Os costões rochosos graníticos e gnáissicos ocorrem desde o norte do Estado do Rio Grande do

 

2. O berço da vida

PDF Criptografado

2

o berço da vida

Peterson Lásaro Lopes

A importância da vida marinha nos remete à importância da vida como um todo e à sua origem. Quase de forma consensual, os cientistas aceitam que a vida (já complexa, contando com aparatos de manutenção, isolamento e reprodução) deve ter se originado em oceanos primitivos há mais de 3,5 bilhões de anos, embora o modo como isso possa ter ocorrido ainda não esteja claro. Os indícios usados nesse processo de inferência são majoritariamente paleontológicos, físico-químicos e biológicos, mas até simulações eletrônicas têm sido feitas para explicar e entender alguns aspectos do processo.

Após terem surgido (possivelmente uma única vez — o que faz que toda a vida descenda desse primeiro micróbio), essas formas primitivas de vida começaram a sofrer mudanças (mutações) ao longo das gerações e passaram a interagir entre si e com o meio. Esses processos protoecológicos e protoevolutivos moldaram e influenciaram definitivamente os rumos da vida. É como se as infinitas possibilidades a partir do arcabouço inicial (um coacervato biológico) fossem moldadas, restringidas e selecionadas por forças ecológicas, geográficas e genéticas. O que se descreve na sequência, de forma bastante resumida, são as hipóteses científicas mais difundidas para explicar como a vida evoluiu.

 

3. Clorófitas (algas verdes)

PDF Criptografado

3

clorófitas

(algas verDE s)

H enrique Lauand Ribeiro

L Chlorophyta (do latim chloro = verde + phutón = alga ou planta)

As algas verdes compreendem um dos maiores grupos de algas se considerarmos a abundância de espécies (entre 16 mil e 17 mil), gêneros (entre 550 e 570) e a frequência com que ocorrem. Elas crescem em ambientes de água doce e ambientes marinhos saturados com solutos, e a maioria das espécies, aproximadamente 90%, é planctônica de água doce, apresentando distribuição cosmopolita, isto é, estão presentes amplamente em todo o planeta.

Algumas ordens de algas verdes são exclusivamente marinhas e se encontram em águas tropicais e subtropicais, podendo ser bentônicas ou planctônicas.

Existem algumas formas terrestres que crescem sobre troncos ou barrancos

úmidos, ou sobre camadas de gelo nos polos (Chlamydomonas). Há, ainda, formas saprófitas sem pigmentos e formas que vivem em associações com fungos – formando os liquens –, protozoários, cnidários (hidras) e mamíferos

(bicho-preguiça). O tamanho é variável, desde microscópicas (por exemplo,

 

4. Feofíceas (algas pardas)

PDF Criptografado

4

feofíceas

(algas pardas)

Guilherme H. Pereira-Filho

L Filo Ochrophyta (do grego okhros = ocre + phutón = alga ou planta)

L Classe Phaeophyceae

Abrange entre 900 e 2 mil espécies, popularmente conhecidas como algas pardas. São quase todas marinhas, apenas cinco gêneros são de água doce.

As marinhas ocorrem desde o supralitoral até o infralitoral, e são abundantes no mediolitoral e no infralitoral até 40 m de profundidade (podendo atingir maiores profundidades em águas tropicais claras).

Todas as espécies são bentônicas e vivem sobre rochas ou como epífitas, mas existem também espécies flutuantes do gênero Sargassum, formadoras dos mares de sargaços. São mais diversas nas regiões frias, mas ocorrem desde regiões equatoriais e tropicais até regiões subpolares. O tamanho é variável, sendo que o talo pode ser de microscópico a gigante (por exemplo,

Macrocystis, que pode atingir até 60 m de comprimento).

g Estrutura do talo

As Phaeophyceae nunca são unicelulares. O talo dessas algas apresenta morfologia extremamente variável, podendo ser filamentoso, crostoso, em forma de fita, lâminas, vesículas, leques, tubos, entre outros. Além disso, algumas espécies podem possuir células diferenciadas que se assemelham ao caule e à raiz de plantas terrestres.

 

5. Rodófitas (algas vermelhas)

PDF Criptografado

5

rodófitas

(algas vermelhas)

Flávio Berchez

L Filo Rhodophyta (do grego rhodo = vermelho + phutón = alga ou planta)

Existem mais de 10 mil espécies descritas, embora se acredite que o número efetivo esteja entre 4 mil e 6 mil, por causa da grande quantidade de sinônimos. De qualquer forma, é o grupo de maior diversidade dentre as algas de costão. Tem distribuição ampla, ocorrendo, por exemplo, em regiões polares, em rios e reservatórios de água doce e em regiões de mar profundo.

São predominantemente marinhas e bentônicas (apenas três gêneros unicelulares são planctônicos), mas também podem ser epífitas, endofíticas, parasitas ou hemiparasitas, viver sobre solos úmidos ou dentro de conchas de moluscos. Parte das espécies é bastante sensível a diversos tipos de poluentes e até mesmo desaparece completamente em enseadas mais impactadas.

São encontradas desde o mediolitoral até regiões profundas, onde quase não há penetração de luz (268 m de profundidade). São, em geral, de tamanho médio (de alguns milímetros até algumas dezenas de centímetros).

 

6. Poríferos (esponjas-do-mar)

PDF Criptografado

6

poríferos

(esponjas-do -mar)

Natalia Pirani Ghilardi-Lopes

L Filo Porifera (do latim porus = poro + ferre = portador de)

São conhecidas cerca de 8 mil espécies de esponjas. A maioria é marinha, sendo que os adultos são sésseis e fixos. São encontradas em todos os mares e oceanos, das águas polares às tropicais, e ocorrem desde a zona costeira até profundidades de mais de 6.000 m.

A presença de tecidos dinâmicos e células totipotentes sugerem que as esponjas sejam uma forma intermediária entre as colônias e os indivíduos com tecidos e especializações celulares mais permanentes. O tamanho varia de alguns milímetros até mais de um metro em diâmetro e altura, e é bastante influenciado pelas condições ambientais e pela própria estrutura corpórea das diferentes espécies, sendo comum o crescimento indeterminado.

g Estrutura do corpo

As esponjas podem possuir simetria radial, mas a maioria apresenta assimetria do corpo (Fig. 6.1). Não possuem órgãos verdadeiros, apenas um sistema de canais revestidos por células flageladas. Esse sistema de canais pode ser simples, como nas esponjas do tipo áscon, ou mais complexo, como nas do tipo sícon e lêucon.

 

7. Cnidários (hidras, medusas, anêmonas e corais)

PDF Criptografado

82

Ghilardi-Lopes//Hadel//Berchez

epiderme e outra na base da gastroderme, unidas por neurônios que atravessam a mesogleia. Os neurônios sensoriais são ligados aos neurônios motores, os quais ativam músculos ou cnidócitos. Cnidaria é considerado um grupo monofilético que apresenta como uma sinapomorfia o cnidócito, que é uma célula preenchida por fluido e que contém uma longa invaginação tubular de sua parede, a qual everte quando excitada, podendo ferir ou paralisar uma presa a partir da liberação de toxinas em seus tecidos ou apenas aderir à sua superfície. Além disso, apresenta larva do tipo plânula, musculatura longitudinal na ectoderme e circular na endoderme, gônadas endodérmicas, entre outras.

IAlimentação

A maioria é carnívora. As presas são capturadas pelos tentáculos – que contêm cnidócitos –, levadas até a boca e, finalmente, ao celêntero, onde enzimas são liberadas pelas células enzimáticas da gastroderme e promovem a digestão extracelular. O material digerido é absorvido por células da gastroderme, e fragmentos grandes de alimento são fagocitados e digeridos intracelularmente. O material não digerível é misturado com muco em uma massa fecal e é eliminado pela boca. Os cnidários associados a algas mutualísticas (zooxantelas) recebem até 90% de seus nutrientes a partir dos produtos fotossintéticos dessas algas.

 

8. Moluscos (ostras, mexilhões, caramujos, polvos e lulas)

PDF Criptografado

8

moluscos

(ostras, mexilhões, caramujos, polvos e lulas)

Leticia S pelta

L Filo Mollusca (do latim mollis = mole)

Os moluscos apresentam aproximadamente 100 mil espécies atuais e 35 mil espécies extintas descritas, constituindo o segundo maior filo animal em diversidade, abaixo apenas dos artrópodes. Esse sucesso pode estar relacionado à extrema variabilidade do grupo, já que reúne animais com diversas formas e tamanhos (desde animais planctônicos e intersticiais com 2 mm até lulas gigantes com mais de 20 m), os mais ágeis e os mais lentos de todos os invertebrados de vida livre, além de animais com cérebro e órgãos sensoriais dos menos desenvolvidos até os mais inteligentes dos invertebrados.

Podem ser encontrados em praticamente todos os ambientes do planeta, mas são principalmente marinhos, vivendo em profundidades variadas, desde o supralitoral até 7.000 m de profundidade. Incluem representantes de todos os hábitos alimentares e são organismos solitários. Alguns grupos de pesquisa colocam em dúvida a ancestralidade do filo, ao passo que outros apontam para uma origem comum com base em dados moleculares.

 

9. Poliquetas (vermes tubícolas, vermes-de-areia, vermes-de-escamas, vermes-gato, etc.)

PDF Criptografado

9

poliquetas

(vermes tubícolas, vermes-de-areia, vermes-deescamas, vermes-gato, etc.)

Peterson Lásaro Lopes

L Classe Polychaeta

(do grego polús = muitas + khaít = cerdas)

A classe dos poliquetas possui mais de 8 mil espécies descritas, o que representa cerca de dois terços do montante conhecido do Filo Annelida, os anelídeos. Compõe um grupo antigo, de hábitos muito plásticos; possivelmente existem há mais de 500 milhões de anos, com espécies cursoriais, pelágicas, fossoriais e tubícolas (sendo que algumas se enquadram em mais de uma categoria). São encontrados no mundo todo, quase exclusivamente em ambientes aquáticos, principalmente marinhos, em profundidades variáveis, desde o mediolitoral até 5.000 m. São solitários ou coloniais, e o tamanho dos indivíduos varia de 2 mm até 3 m de comprimento.

g Estrutura do corpo

Apresentam simetria bilateral e seu corpo – tipicamente revestido por cutícula de colágeno – apresenta formato quase cilíndrico e tubular, sendo que o celoma possui, dentre outras funções comuns, a de atuar como um esqueleto hidrostático, garantindo maior eficiência locomotora. Como nos demais anelídeos, o corpo é segmentado e, portanto, quase todas as estruturas presentes em um segmento estão repetidas nos demais, tais quais as projeções laterais, chamadas parapódios. Os parapódios comportam a maioria das muitas cerdas presentes no corpo dos poliquetas e assumem várias funções,

 

10. Crustáceos (camarões, lagostas, siris, caranguejos, cracas, etc.)

PDF Criptografado

10

crustáceos

(camarões, lagostas, siris, caranguejos, cracas, etc.)

Valéria Flora Hadel

L Subfilo Crustacea

(do latim crusta = concha)

Existem cerca de 30 mil espécies de crustáceos terrestres, marinhos e de

água doce. Ocorrem em todos os mares e oceanos, desde a zona do mediolitoral até as maiores profundidades, e em todas as latitudes, dos trópicos aos polos. São solitários, e o tamanho dos indivíduos é variável, desde menos de 1 mm de comprimento até 4 m de envergadura.

g Estrutura do corpo

Os crustáceos diferem dos outros membros do Filo Arthropoda por possuírem dois pares de antenas birremes. O corpo é dividido em cabeça, tórax e abdome, subdivididos em segmentos que variam de 16 a mais de 60, dependendo da espécie. Em alguns, a cabeça e o tórax fundem-se em uma estrutura única denominada cefalotórax. São cobertos por uma carapaça rígida formada por quitina, proteína e material calcário. Essa carapaça é mais fina e flexível nas articulações, o que faz com que o animal se locomova com agilidade. A carapaça é descartada no período da muda, ou ecdise, para que o animal possa crescer. Após a muda, uma nova carapaça protetora maior

 

11. Briozoários ou ectoproctos (animais-musgo)

PDF Criptografado

11

briozoários ou ectoproctos

(animais-musgo)

H enrique Lauand Ribeiro

L Filo Ectoprocta (do latim ecto = externo + procto = ânus)

Os briozoários são animais invertebrados predominantemente marinhos e possuem uma diversidade de aproximadamente 5,5 mil espécies. Dentre elas, apenas 50 são habitantes de água doce. A maioria das espécies é cosmopolita e ocupa uma grande variedade de hábitats em diferentes ecossistemas, desde o mediolitoral até pelo menos 20 m de profundidade. Esses organismos, em geral, vivem afixados em rochas ou substratos duros nos fundos de rios, lagos e mar.

Outra característica geral do grupo consiste no fato de os indivíduos formarem colônias; apenas um gênero é de vida solitária. O aspecto visual dessas colônias assemelha-se muito à estrutura das plantas, com formas arborescentes, incrustantes e foliáceas na mesma escala de tamanho das briófitas (por isso o nome popular de animais-musgo). Podem também ser confundidos com os corais (Filo Cnidaria) por causa da sua estrutura arborescente e também quando apresentam coloração aposemática, ou seja, cores berrantes, como alaranjado intenso.

 

12. Equinodermes (estrelas-do-mar, lírios-do-mar, ouriços, pepinos e ofiuroides)

PDF Criptografado

12

equinodermes

(estrelas-do -mar, lírios-do -mar, ouriços, pepinos e ofiuroides)

Valéria Flora Hadel

L Filo Echinodermata (do grego echinos = ouriço + derma = pele + ata

= caracterizado por)

Existem atualmente 6 mil espécies descritas para esse grupo. São exclusivamente marinhas e distribuem-se desde a zona do mediolitoral até as regiões abissais, a 10.540 m de profundidade; ocorrem em todas as latitudes, dos oceanos polares aos tropicais. Com exceção de uma espécie de holotúria pelágica, capaz de nadar, todas as demais são bentônicas e vivem associadas a substratos rochosos, arenosos ou lodosos. A cor varia do cinza e do marrom ao alaranjado, vermelho e azul, sendo comuns espécies multicoloridas.

Existem cinco classes de Echinodermata: Asteroidea (estrelas-do-mar),

Crinoidea (crinoides), Echinoidea (ouriços-do-mar), Holothuroidea (pepinosdo-mar ou holotúrias) e Ophiuroidea (ofiuroides).

g Estrutura do corpo

A forma do corpo varia, podendo ser arredondada, cilíndrica ou em forma de estrela. Apresentam simetria radial pentâmera quando adultos, apesar de as larvas serem bilateralmente simétricas. O esqueleto é interno, formado por ossículos calcários. Um sistema hidrovascular, por onde circula a água do mar, e um tecido conjuntivo mutável, que permite ao animal mudar a forma do corpo, são características exclusivas do filo e não são encontrados em nenhum outro animal. Os pés ambulacrais, movidos pela ação hidrostática da água do sistema hidrovascular, servem para locomoção, captura do alimento e como órgãos sensoriais, captando sinais táteis e químicos.

 

13. Tunicados (ascídias)

PDF Criptografado

13

tunicados

(ascídias)

Guilherme H. Pereira-Filho

Gustavo Muniz Dias

L Filo Chordata (do latim chorda = corda + ata = caracterizado por)

Esse filo compreende todos os vertebrados e alguns invertebrados marinhos que compartilham as seguintes características: notocorda, cauda pós-anal muscular, tubo nervoso dorsal oco e fendas branquiais. Como esse livro é voltado para organismos de costões rochosos, trataremos apenas dos invertebrados marinhos desse grupo.

L Subfilo Urochordata ou Tunicata (do grego ourá = cauda)

São conhecidas cerca de 2.150 espécies de tunicados. Nesse subfilo, são classificados os animais marinhos que não possuem notocorda e cordão nervoso quando adultos (apenas na fase larval). E, mesmo apresentando simplicidade morfológica, como veremos, esses são os nossos parentes mais próximos quando observamos um costão rochoso.

Os tunicados podem ser solitários ou coloniais, neste último caso sendo os únicos exemplos de animais verdadeiramente coloniais entre os cordados.

Esse subfilo é divido em três classes, sendo os membros da classe Ascidiacea os observados em costões, pois são organismos de vida séssil. As ascídias, como são denominados seus representantes, são comuns em todo o mundo, ocorrendo principalmente em águas rasas tropicais, presas a rochas, cascos de navios ou ainda fixadas em substrato inconsolidado. O tamanho desses organismos varia de 1 mm a alguns centímetros de diâmetro.

 

14. Impactos das atividades humanas sobre a biodiversidade marinha

PDF Criptografado

14

impactos das atividades humanas sobre a biodiversidade marinha

F lávio Berchez

Marcos S. Buckeridge

O aumento da concentração de gás carbônico (CO 2) na atmosfera é o principal causador do aquecimento global. Por ser um gás que promove o efeito estufa, o CO 2 é uma das razões da existência de vida na Terra, já que sem o efeito estufa a temperatura seria muito mais baixa e imprópria para a maioria dos seres vivos. Porém, a atividade industrial humana e as mudanças no uso da terra vêm provocando um aumento excessivo do CO2 na atmosfera terrestre e, por esse motivo, alterações climáticas anormais estão ocorrendo no planeta. Um dos efeitos do aquecimento global está relacionado a alterações no clima, e um dos problemas principais é a provocação de alterações nas intensidades de eventos climáticos, ocasionando tempestades mais fortes e também acentuando secas e alagamentos.

Nos oceanos, um dos efeitos das mudanças globais mais discutidos é o possível aumento do nível do mar, provocado pelo descongelamento das calotas polares. No entanto, há outros efeitos que, apesar de mais sutis, poderão ter impactos significativos nas comunidades ecológicas nos oceanos.

 

15. A educação ambiental nos ecossistemas marinhos

PDF Criptografado

15

a educação ambiental nos ecossistemas marinhos

F lávio Berchez

Natalia Pirani Ghilardi-Lopes

V aléria Flora Hadel

Os ecossistemas terrestres e aquáticos vêm sendo impactados continuamente pela ação humana, sendo que ao longo do século XX essa degradação intensificou-se ainda mais. Populações inteiras já foram gravemente afetadas desde então, e esses efeitos deverão trazer consequências catastróficas para os ecossistemas de todo o planeta.

Como resultado desse processo, criou-se uma consciência ambientalista que levou a ações de diversos tipos, todas visando à conservação dos ecossistemas. A criação de uma legislação ambiental é um dos exemplos de reação aos impactos sofridos pelos ambientes naturais, sua flora, fauna e riquezas minerais.

Nos últimos anos, surgiu uma vertente educacional voltada para as questões ligadas ao meio ambiente: a Educação Ambiental (EA). Ela começou a ser desenvolvida de forma mais intensa e organizada a partir da década de

1990, sendo hoje amplamente aceita nos diferentes níveis governamentais, nas universidades e na sociedade em geral. Atualmente, a EA está inserida no estatuto de muitas escolas de nível superior e faz parte da legislação federal brasileira, contando com programa específico no âmbito do poder executivo federal, o Programa Nacional de Educação Ambiental (ProNEA).

 

16. Acidentes com invertebrados marinhos

PDF Criptografado

16

acidentes com invertebrados marinhos

Melisa Miyasaka Sakamoto Hsu

Acidentes provocados por animais marinhos são mais frequentes do que se imagina. A maioria ocorre por imprudência humana, pois alguns animais não devem ser tocados sem necessidade ou conhecimento. São comuns acidentes em que os animais foram provocados ou tocados bruscamente momentos antes do “ataque”, ou ainda quando são pisados ou retirados de redes ou anzóis.

Venenos e peçonhas fazem parte do mecanismo de defesa e comunicação de vários representantes da fauna marinha. O estudo sobre os acidentes causados por animais aquáticos no Brasil apresenta comunicações esparsas e pouco conclusivas no que diz respeito à epidemiologia, relato dos sinais, sintomas e medidas terapêuticas que devem ser empregadas. Não há estatísticas sobre a incidência dos acidentes nos Estados brasileiros, a época do ano em que ocorrem ou a notificação dos casos de morte provocada por eles.

A seguir serão apresentados os principais problemas causados por invertebrados marinhos encontrados nos costões rochosos e as medidas preventivas e de tratamento.

 

Detalhes do Produto

Livro Impresso
Book
Capítulos

Formato
PDF
Criptografado
Sim
SKU
B000000042458
ISBN
9788536327518
Tamanho do arquivo
35 MB
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
Formato
PDF
Criptografado
Sim
Impressão
Desabilitada
Cópia
Desabilitada
Vocalização de texto
Não
SKU
Em metadados
ISBN
Em metadados
Tamanho do arquivo
Em metadados