Clínica Analítico-Comportamental

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A terapia analítico-comportamental é uma das principais formas de psicoterapia utilizada para o enfrentamento dos problemas humanos. Com forte base experimental, e embasada no Behaviorismo Radical, tem sua prática pautada em princípios da aprendizagem. As análises e técnicas utilizadas por terapeutas desta abordagem baseiam-se no modelo explicativo da seleção pelas consequências e na análise de contingências enquanto ferramenta interpretativa.

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1. Comportamento respondente

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1 Comportamento respondente

Jan Luiz Leonardi

Yara Nico

Assuntos do capítulo

> O comportamento respondente ou reflexo.

> O condicionamento respondente.

> Estímulos e respostas incondicionais e condicionais.

> Características das relações respondentes: limiar, latência, duração e magnitude.

> Extinção respondente.

> Abuso de substâncias.

Este capítulo apresenta o conceito de compor‑ tamento respondente – ou reflexo – e seu processo de condicionamento. De início, é importante observar que o interesse de clínicos analítico­‑comportamentais pelo estudo das relações respondentes pode vir a ser restrito, na medida em que estas se referem apenas a instâncias comportamentais de cunho fisiológico responsáveis pela adaptação do organismo a mudanças no ambiente (Skinner, 1953/

1965).

Todavia, o entendimento dos processos respondentes é fundamental para a compreensão do comportamento humano. Embora reconheça que tais processos representam somente uma pequena parcela do repertório da maioria dos organismos e que

 

2. Comportamento operante

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2 Comportamento operante

Candido V. B. B. Pessôa

Saulo M. Velasco

Assuntos do capítulo

> Definição de comportamento como relação.

> Comportamento operante como relação resposta­‑consequência.

> Noção de classe de respostas definida pela relação com uma classe de estímulos.

> Operante discriminado, a tríplice contingência.

> Possibilidade de formação de cadeias comportamentais.

“Viva a operante! (Uma noção tão fecunda como o operante precisa ser feminina.)”

(Skinner, 1977, p. 1007). É dessa forma que estudantes de B. F. Skinner homenageiam esse conceito da análise do comportamento em uma carta escrita ao seu professor. De fato, a formulação do conceito de operante ajudou, e continua a ajudar muito, no entendimento do comportamento humano. O objetivo deste capítulo é apresentar o conceito de comportamento operante, relacionando­‑o com aspectos da atuação do analista do comportamento na prática clínica.

> Comportamento

Ao definir o que é comportamento, Skinner

(1938/1991, p. 6) afirma que “comportamento é a parte do funcionamento do organismo que está engajada em agir sobre ou ter intercâmbio com o mundo externo”. Essa forma de tomar o comportamento como ob-

 

3. Operações motivadoras

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3 Operações motivadoras

Lívia F. Godinho Aureliano

Nicodemos Batista Borges1

Assuntos do capítulo

> Definição de ambiente.

> Estímulos antecedentes e consequentes.

> Funções (papéis) de estímulos: evocativo ou alterador de função.

> História da motivação na análise do comportamento.

> Operações motivadoras e suas funções.

> Tipos de operações motivadoras: estabelecedoras versus abolidoras, condicionais versus

incondicionais.

Ao estudarmos o conceito de operação motivadora, continuamos a discutir fundamentalmente como os fatores ambientais influenciam nossas ações, sentimentos e pensamentos. Assim, antes de entrarmos nessa questão, vale a pena dedicarmos este início do capítulo para esclarecer o papel do ambiente na determinação do repertório comportamental dos indivíduos.

Se perguntarmos para alguém “o que é ambiente?”, a provável resposta será “tudo aquilo que nos cerca” ou “o lugar onde as coisas acontecem”, que coincide com a definição do dicionário Aurélio (Ferreira, 2008). Considerando essa definição, ambiente é entendido como algo que existe independentemente do fenômeno comportamental. No entanto, o Behaviorismo Radical propõe outra definição para ambiente, contrapondo­‑se à visão naturalista (Tourinho, 1997). Este autor discute que aquilo que cerca o organismo de

 

4. Episódios emocionais como interações entre operantes e respondentes

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4 Episódios emocionais como interações entre operantes e respondentes

Cassia Roberta da Cunha Thomaz

Assuntos do capítulo

> Compreensão analítico­‑comportamental das emoções.

> Múltiplas funções de estímulos.

> O cuidado na aplicação de termos subjetivos, tais como ansiedade.

> Análise do comportamento complexo chamado ansiedade.

É comum a concepção de que o comportamento é causado por aquilo que ocorre dentro da pele de uma pessoa (Skinner, 1953). As emoções costumam ser bons exemplos de causas internas do comportamento, e afirmações como “eles brigaram porque estavam com raiva” ou “eu não consigo falar em público porque fico ansioso” são comumente observadas na sociedade atual.

De acordo com Skinner (1974), o Behaviorismo Radical postula que a natureza daquilo que ocorre dentro da pele não difere

Apesar de não ser vista como “causa”, de qualquer compora emoção não é tamento observável negligenciada pela e, por isso, considera análise do comporta‑ mento. Ao contrário, que a emoção não

é compreendida deve ter status causal. enquanto “fenômeno

 

5. Controle aversivo

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Controle 5 aversivo1

Maria Helena Leite Hunziker

Mariana Januário Samelo

Assuntos do capítulo

> Alguns pressupostos da Análise Experimental do Comportamento.

> O uso dos termos positivo e negativo na Análise do Comportamento.

> Processos de reforçamento e punição.

> Reforçamento positivo, negativo, punição positiva e negativa.

> Controle aversivo ou coercitivo.

> Discussões sobre “patologia” e rótulos.

> A natureza dos aversivos.

> Interação respondente­‑operante.

> Incontrolabilidade.

> Extinção e seus subprodutos.

> Estudos sobre controle coercitivo.

Podemos dizer que o nosso cotidiano é repleto de eventos que variam do prazer ao desprazer, das coisas que desejamos às que evitamos, das que amamos às que odiamos, das que nos

Cada indivíduo se comporta de tornam felizes às que maneira particular, são fonte de infelicitornando­‑o único. dade, etc. Como reTodavia, apesar da individualidade gra geral, compor­ta­ das pessoas, seus mo­‑nos de forma a comportamentos se ocupar o mais próxidão e se mantêm a partir de processos mo possível do extresemelhantes. O mo que nos permite entendimento de tais acesso às coisas de processos é um dos objetivos da análise que gostamos, afas­ experimental do tan­do­‑nos do extrecomportamento. mo oposto. Apesar

 

6. Operantes verbais

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6 Operantes verbais

Ghoeber Morales dos Santos

Maxleila Reis Martins Santos

Vívian Marchezini­‑Cunha1

Assuntos do capítulo

> Comportamento verbal como comportamento operante especial.

> Audiência.

> Falante e ouvinte.

> Episódio verbal.

> Significado “de palavras”.

> Os operantes verbais: ecoico, textual, transcrição, intraverbal, tato, mando, extensão

metafórica do tato, extensão metonímica, autoclítico, tato distorcido, mando disfarçado.

Podemos dividir os comportamentos do tipo operante em dois grandes grupos: não verbais e verbais.

O presente capítulo pretende apresentar a definição e classificação propostas por

Skinner em 1957 sobre o comportamento verbal. A importância desse comportamento para a prática do psicólogo é indiscutível, visto que é um comportamento tipicamente humano, fruto de con­tingências sociais e sobre o qual as intervenções clínicas ocorrem com maior frequência.

O comportamento verbal é um comportamento operante, ou seja, é emitido em um

A importância do comportamento verbal para a prática do psicólogo é indis‑ cutível, visto que é um comportamento tipicamente humano, fruto de contin‑ gências sociais e sobre o qual as in‑ tervenções clínicas ocorrem com maior frequência.

 

7. Seleção por consequências como modelo de causalidade e a clínica analítico‑comportamental

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Seleção por 7 consequências como modelo

de causalidade e a clínica

analítico­‑comportamental

Angelo A. S. Sampaio

Maria Amalia Pie Abib Andery

Assuntos do capítulo

> Modelo de causalidade.

> Modelos de causalidade mecânica ou teleológica.

> O modelo de causalidade da Análise do Comportamento: modelo de seleção por consequências.

> A explicação do comportamento como multideterminado, histórico e inter­‑relacionado.

> Modelo de seleção natural e seleção por consequências.

> As funções selecionadora e instanciadora do ambiente.

> Populações ou classes de resposta.

> Variação e seleção nos diferentes níveis: filogenético, ontogenético e cultural.

Por que Paula tem “um ciúme doentio” do seu namorado, mesmo que ele não lhe dê motivo algum? O que teria levado Rodrigo a deixar de sair com os amigos e praticar esportes e a reclamar constantemente que sua vida não tem sentido e de que nada lhe dá mais prazer? O que fazer com toda a preocupação de Lígia com sua dieta e seus repetidos episódios de “compulsão alimentar” seguidos da indução de vômitos? As respostas a essas perguntas serão certamente diferentes entre si, envolvendo aspectos específicos das vidas de

 

8. O conceito de liberdade e suas implicações para a clínica

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O conceito de 8 liberdade e suas implicações para a clínica

Alexandre Dittrich

Assuntos do capítulo

> Ciência como busca de relações de determinação.

> Definição de comportamento.

> Explicações causais em psicologia.

> A posição determinista do Behaviorismo Radical.

> As vantagens de uma posição determinista para o psicólogo.

> Alguns dos principais significados de “liberdade” e como o analista do comportamento os

compreende: como sentimento, como diminuição ou eliminação da coerção, como autocontrole.

> O analista do comportamento como profissional que busca a “liberdade” para a sociedade,

incluindo os seus clientes.

> Análise do comportamento: por que as pessoas fazem o que fazem?

A ciência é um empreendimento que pode ser descrito e definido de muitas formas. Uma maneira comum de definir a ciência é afirmar que ela é uma busca

A ciência é, entre por relações causais, outras coisas, uma ou relações entre caumaneira sistemática sas e efeitos. Os terde tentar responder a questões causais. mos “causa” e “efeito” têm suas limitações, e podem ser discutidos do ponto de vista da filosofia da ciência (Laurenti, 2004;

 

9. Discussões da análise do comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos

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Discussões da análise do 9 comportamento acerca dos transtornos psiquiátricos

Denise de Lima Oliveira Vilas Boas

Roberto Alves Banaco

Nicodemos Batista Borges

Assuntos do capítulo

> Transtornos psiquiátricos.

> Os motivos que levam um cliente a procurar um psicólogo clínico.

> Problemas clínicos.

> Multideterminação do comportamento.

> Semelhanças e diferenças entre “transtornos psiquiátricos” e os demais comportamentos.

> Modelos metafísico, estatístico e normalidade.

> ‘Transtornos psiquiátricos’ como déficits ou excessos comportamentais.

> Vantagens do modelo analítico­‑comportamental para ‘psicopatologias’.

> Sofrimento como critério para intervenção.

Influenciado pelo modelo de seleção natural de Darwin, Skinner propôs o modelo de sele‑

ção por consequências como explicação para o aparecimento e manutenção dos comportamentos dos organismos. Desse modo, as diferenças de comportamento dos indivíduos, e consequentemente entre os indivíduos, deveriam ser explicadas pelos mesmos processos básicos que explicam a existência das diferentes espécies: variação e seleção.

 

10. Avaliação funcional como ferramenta norteadora da prática clínica

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Avaliação funcional como 10 ferramenta norteadora da prática clínica

Jan Luiz Leonardi

Nicodemos Batista Borges

Fernando Albregard Cassas

Assuntos do capítulo

> Definição de avaliação funcional.

> Objetivos da avaliação funcional na clínica.

> Etapas da avaliação funcional.

> Elementos da avaliação funcional.

> Elementos “suplementares” para planejar a intervenção.

Avaliação funcional é a identificação das relações de dependência entre as respostas de um organismo, o contexAvaliação funcional to em que ocorrem

é a ferramenta

(condições antecepela qual o clí‑ dentes), seus efeitos nico analítico­

‑comportamental: in‑ no mundo (eventos terpreta a dinâmica consequentes) e as de funcionamento do operações motivadocliente que o levou a procurar por terapia ras em vigor.1 Ela é a e que determina a in‑ ferramenta pela qual tervenção apropria‑ o clínico analítico­ da para modificar as relações comporta‑

‑com­portamental inmentais envolvidas terpreta a dinâmica na queixa. de funcionamento do cliente, a qual o levou a procurar por terapia, e que determina a intervenção apropriada para modificar as relações comportamentais envolvidas na queixa. Em poucas palavras, é a avaliação funcional que permite a

 

11. A apresentação do clínico, o contrato e a estrutura dos encontros iniciais na clínica analítico‑comportamental

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11

A apresentação do clínico, o contrato e a estrutura dos encontros iniciais na clínica analítico­‑comportamental

Jocelaine Martins da Silveira

Assuntos do capítulo

> Vínculo terapêutico.

> Contrato.

> Cuidados éticos.

> Motivação para a adesão ao tratamento.

> Apresentação do clínico.

> Fornecimento de informações e o acolhimento.

> Estrutura dos encontros iniciais.

O objetivo deste capítulo é apresentar medidas e procedimentos adotados pelo clínico analítico­‑comportamental nos encontros iniciais do tratamento. E, sempre que possível, oferecer interpretações analítico­‑com­ por­ta­men­tais sobre os eventos mais frequentes na relação terapeuta­‑cliente nesta fase da terapia.

Embora as sessões iniciais pareçam menos complexas que as mais avançadas na sequência do tratamento, elas acabam sendo desafiadoras para os profissionais, mesmo para os mais experientes. Isto acontece, entre outras razões, porque os clínicos ainda não dispõem de informações suficientes para prever o comportamento de seus clientes.

 

12. A que eventos o clínico analítico‑comportamental deve estar atento nos encontros iniciais?

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A que eventos o clínico 12 analítico­‑comportamental

deve estar atento nos

encontros iniciais?

Alda Marmo

Assuntos do capítulo

> Aspectos importantes para se tornar um bom clínico.

> Relação terapêutica.

> Eventos aos quais se deve atentar antes do início do trabalho.

> Eventos aos quais se deve atentar no encontro inicial.

> Como conduzir o encontro inicial.

O título deste capítulo indica que, no início do processo terapêutico, há elementos resultantes da interação entre o clínico e o cliente que merecem um olhar mais atento por parte dos clínicos.

Levantar alguns dos eventos que ocorrem no início do processo terapêutico é, a meu ver, uma reflexão sobre a prática terapêutica, exercício imprescindível para o desenvolvimento de um profissional da área.

Apesar dos esforços dos mais experientes em planejar métodos e produzir conhecimento acerca da prática clínica, sabemos que, para tornar­‑se clínico, é preciso clinicar, é preciso estar em contato, atento e aberto para as possibilidades que a vida oferece ao “ser humano”.

 

13. Eventos a que o clínico analítico‑comportamental deve atentar nos primeiros encontros: das vestimentas aos relatos e comportamentos clinicamente relevantes

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13

Eventos a que o clínico analítico­‑comportamental deve atentar nos primeiros encontros: das vestimentas aos relatos e comportamentos clinicamente relevantes

Fátima Cristina de Souza Conte

Maria Zilah da Silva Brandão

Assuntos do capítulo

> Eventos relevantes que ocorrem antes do atendimento.

> Eventos relevantes durante os encontros iniciais.

> Expectativas do cliente e do clínico.

> Análise de comportamentos clinicamente relevantes (CRBs).

As publicações sobre a fase inicial dos processos terapêuticos analítico­‑comportamentais geralmente abordam a relação entre o clínico e seu cliente e os procedimentos típicos de avaliação clínica e sua fundamentação. O propósito deste capítulo é relatar um conhecimento construído através da experiência clínica das autoras sobre o comportamento informal dos profissionais, sua equipe e seus clientes, presentes desde o momento em que o cliente chega à clinica psicológica até o início do processo propriamente dito.

> Pré­‑terapia – os bastidores de uma sala de espera

 

14. A escuta cautelosa nos encontros iniciais: a importância do clínico analítico‑comportamental ficar sob controle das nuances do comportamento verbal

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14 A escuta cautelosa nos encontros iniciais: a importância do clínico

analítico­‑comportamental ficar sob controle das nuances do comportamento verbal

Ghoeber Morales dos Santos

Maxleila Reis Martins Santos

Vívian Marchezini­‑Cunha1

Assuntos do capítulo

> Os papéis de falante e ouvinte do cliente e do clínico.

> A escuta terapêutica e seus efeitos clínicos.

> Como o cliente tende a se comportar nos encontros iniciais.

> Algumas formas pelas quais o cliente pode testar o clínico.

> Audiência não punitiva como ferramenta clínica.

> Os perigos da punição no contexto clínico.

> O que investigar através da escuta terapêutica.

> A análise do comportamento verbal no contexto clínico.

> Principais operantes verbais emitidos no contexto clínico.

> Análise de correspondência entre comportamento verbal e não verbal do cliente.

> Análise das contingências que controlam os comportamentos do clínico e do cliente em suas

interações verbais.

Os encontros iniciais entre clínico e cliente exercem importantes funções para o processo clínico como um todo. São nesses primeiros encontros que o vínculo entre analista e cliente será formado, serão coletadas informações importantes acerca da queixa do cliente – o motivo que o trouxe à terapia – e acerca daqueles eventos e situações que se relacionam de alguma maneira à queixa. A partir das in-

 

15. O uso de técnicas na clínica analítico-comportamental

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O uso de técnicas 15

na clínica analítico­ ‑comportamental1

Giovana Del Prette

Tatiana Araujo Carvalho de Almeida

Assuntos do capítulo

> Definição de técnicas.

> Discussão sobre o uso de técnicas.

> Algumas técnicas de intervenção sobre comportamentos operantes e respondentes.

> Classificação das técnicas a partir do foco da intervenção.

Neste capítulo, faremos uma discussão a respeito do uso de técnicas pelo clínico analítico­

‑comportamental. Inicialmente, apresentaremos a definição de técnica e como situá­‑la dentre as diversas atividades realizadas pelo clínico. A seguir, descreveremos como utilizar técnicas ou outras intervenções menos sistemáticas a partir da coleta de informações e análise de contingências realizadas sobre um caso clínico hipotético. Em seguida, proporemos uma classificação de algumas intervenções segundo sua predominância sobre os antecedentes, respostas do cliente e consequências. A descrição minuciosa de cada técnica não é foco deste capítulo, entretanto, apresentaremos aqui algumas de suas características, conceitos e princípios subjacentes para discutir as implicações de sua escolha e utilização.

 

16. O papel da relação terapeuta‑cliente para a adesão ao tratamento e à mudança comportamental

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16

O papel da relação terapeuta­‑cliente para a adesão ao tratamento e à mudança comportamental

Regina C. Wielenska

Assuntos do capítulo

> Aspectos da relação terapêutica aos quais o clínico deve atentar.

> Avaliação funcional da relação terapêutica.

> Comportamentos clinicamente relevantes – CRBs.

> As cinco regras do trabalho com CRBs.

Os resultados da terapia analítico­‑compor­ta­ mental dependem, intrinsecamente, da relação que se estabelece entre um cliente e seu terapeuta. No trabalho de Skinner (1953/

1978), podemos situar a base dessa discussão, pertinente até os dias atuais. Segundo o autor, um cliente está em condição de estimulação aversiva ao começar a terapia. Se o terapeuta demonstra, de modo direto ou indireto, geralmente de modo verbal, ser capaz de modificar aquele sofrimento, tem início a construção de uma relação reforçadora entre o cliente e seu terapeuta. Skinner, em sua análise do papel do terapeuta, afirma que a primeira tarefa do terapeuta é conseguir tempo, criar meios do contato ter continuidade e de se tornar reforçador, por se mostrar efetivamente terapêutico. Trata­‑se de estabelecer um relacionamento de escuta não punitiva, que permita a livre expressão do cliente, o re-

 

17. A modelagem como ferramenta de intervenção

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17 A modelagem como ferramenta de intervenção

Jan Luiz Leonardi

Nicodemos Batista Borges

Assuntos do capítulo

> Modelagem como produto de contingências cotidianas ou procedimento de intervenção.

> Os critérios para se falar de modelagem.

> Como planejar e implementar um procedimento de modelagem.

> Limitações do procedimento de modelagem.

Modelagem é um processo gradativo de aprendizagem em que o responder é modificado gradualmente por meio de reforçamento diferencial de aproximações sucessivas de uma resposta­‑alvo final. Ela pode ocorrer de forma completamente acidental nas contingências cotidianas ou como um procedimento planejado por um analista do comportamento.

Dois são os critérios para se falar em modelagem:

1. o reforçamento diferencial, que consiste no reforço de algumas respostas e não de outras;

2. as aproximações sucessivas, que é a mudança gradual de critério para reforço.

Os critérios para reforçamento, geralmente, baseiam­‑se em propriedades das respostas, tais como topografia, força, duração, latência, direção, etc. A modelagem como

 

18. Considerações conceituais sobre o controle por regras na clínica analítico-comportamental

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Considerações conceituais 18 sobre o controle por regras

na clínica analítico­

-comportamental1

Dhayana Inthamoussu Veiga

Jan Luiz Leonardi

Assuntos do capítulo

> Comportamento governado por regras ou governado verbalmente.

> Comportamento modelado por contingências.

> Regras.

> O uso de regras como procedimento de intervenção.

> Vantagens do uso de regras no estabelecimento de novos comportamentos.

> Contingências envolvidas nos comportamentos verbalmente governados.

> Funções de estímulo que a regra exerce sobre comportamentos.

Muitos clínicos já devem ter se perguntado se

(e como) o que é dito para um cliente durante as sessões de atendimento afeta o que ele faz em sua vida cotidiana fora da clínica. Sem dúvida, o questionamento acerca da extensão da terapia verbal na produção de mudanças em comportamentos clinicamente relevantes destaca um dos aspectos centrais dos processos envolvidos na clínica analítico­‑com­por­ta­men­ tal: o comportamento governado por regras ou comportamento governado verbalmente (Catania, 1999; Skinner, 1963/1969, 1966/1969).

 

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