Psicologia de Família: Teoria, Avaliação e Intervenções

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Psicologia de família: teoria, avaliação e intervenção reúne pesquisadores e profissionais brasileiros que apresentam as mais diversas configurações familiares, a partir de novas óticas teóricas, tendências e pesquisas em que o contexto familiar se encontra.Esta obra contribui para a consolidação da psicologia da família no Brasil e auxilia estudantes e profissionais nos seus cursos e na prática clínica.O leitor encontrará destaques dos principais conceitos ao longo do capítulo e, ao final, questões para discussão, que auxiliarão a compreensão e o debate sobre o texto.

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1 - Intergeracionalidade familiar

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1

Intergeracionalidade familiar

Makilim Nunes Baptista

Hugo Ferrari Cardoso

Juliana Oliveira Gomes

Introdução

O objetivo deste capítulo é o de abordar, mesmo que de forma introdutória, o conceito de intergeracionalidade e seus desdobramentos, bem como sua importância primordial para a compreensão do histórico e da dinâmica familiares. A intergeracionalidade não é

A intergeracionalidade um constructo recennão é um constructo recente nem pouco es‑ te nem pouco estudatudado na literatura in‑ do na literatura interternacional, sendo in‑ nacional, sendo incluclusive abordado por sive abordado por didiferentes teorias psi‑ ferentes teorias psi­ cológicas. cológicas, como, por exemplo, aquelas mais relacionadas aos princípios da aprendizagem, tais como a modelagem, a modelação, o reforçamento, entre outras.

Inicialmente, conceituaremos a expressão intergeracionalidade, com base nos estudos de Albert Bandura, a teoria da aprendizagem social, que se pauta no princípio da modelação para a aprendizagem da criança, a partir da qual há transmissão de conhecimentos não só de modo formal, mas também pautado na observação do comportamento de adultos tidos como modelo. Posteriormente, são apresentadas algumas características nas quais a transmissão geracional apresenta­‑se como fator de risco ou de proteção, como é o

 

2 - Concepção psicanalítica da família

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Concepção psicanalítica da família

Claudio Garcia Capitão

Rita Aparecida Romaro

Visão histórica da família

A família nem sempre teve a configuração e o desenho que visualizamos atualmente. Ela tem sofrido transformações contínuas, assim como os pressupostos teóricos que, pelos mais variados enfoques, tentam entendê­‑la. Pode ser compreendida como uma instância mediadora entre a pessoa e a sociedade, ou como a primeira referência para a criança, a partir da qual, com base nas inter­‑relações de seus membros, formam­‑se as primeiras regras, valores e crenças de uma pessoa. É ao mesmo tempo um espaço de sociabilidade e socialização primárias, de solidariedade e de proteção social (Carvalho e Almeida, 2003; Lopes, 1985;

Ribeiro, 1999; Baptista, 2004).

A família, no entanto, vai além da simples soma de seus componentes. Pode ser considerada como um organismo vivo, com leis intrínsecas em seu funcionamento que configuram uma estrutura estável, mas com certa flexibilidade para permitir alterações com o passar do tempo (Falceto, 1998).

 

3 - A família na visão sistêmica

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A família na visão sistêmica

Fátima Abad Sanchez

introdução

A relação entre as ciências permite compreender que toda a verdade sobre o homem só pode vir da diversidade dos elementos que a constituem. O grande desafio atual tem sido aproveitar o intercâmbio intercultural gerado pelo choque das diferentes percepções que compõem os elementos de uma família e comunidade. Os valores culturais e os vínculos interpessoais de um grupo social fazem os elementos desse grupo descobrir o sentido de pertencimento, legitimando a identidade e a inclusão.

A cultura é vista como uma teia invisível que integra e une os indivíduos. Tudo está ligado; cada parte na visão sistêmica depende da outra. As crises e os problemas só podem ser entendidos e resolvidos no âmbito dessa rede complexa que envolve o desenvolvimento biológico (corpo), o equilíbrio psicológico (mente e emoções) e a vida em sociedade. Esse pensamento que explora a multidimensionalidade tem como fundo epistemológico o entrelaçamento biológico cultural do viver humano em redes de conversações. A riqueza e a variedade das possibilidades de comunicação no sistema permitem compreender os significados ligados ao comportamento humano. As vivências tanto dolorosas quanto prazerosas são instrumentos de crescimento e de transformação pessoal e coletiva.

 

4 - Família, depressão e terapia cognitiva

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Família, depressão e terapia cognitiva

Maycoln L. M. Teodoro

Makilim Nunes Baptista

Aline Abreu e Andrade

Mayra Silva de Souza

Gisele Alves

introdução

A cada ano vem sendo mais debatida nas universidades e na mídia a importância do diagnóstico e do tratamento das alterações do humor, especialmente a depressão. A gravidade desse transtorno torna­‑se mais dramática quando levamos em consideração as suas consequências, como o risco de suicídio do paciente. É comum que o episódio depressivo apareça após um fator estressante, que é considerado por amigos e parentes como o fator causador da depressão. Mas por que nem todas as pessoas reagem da mesma forma ao mesmo evento estressor? Por que algumas pessoas se deprimem após uma separação e outras não? Neste capítulo, abordaremos a relação entre família e depressão juntamente com a importância das relações com os pais para a aprendizagem das crenças disfuncionais, um constructo central na explicação da depressão para a terapia cognitiva.

 

5 - Sistemas e psicodinâmica: uma visão binocular para a terapia de casal

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Sistemas e psicodinâmica: uma visão binocular para a terapia de casal

Orestes Diniz Neto

Terezinha Féres­‑Carneiro

Introdução

O objetivo deste capítulo é descrever algumas contribuições das abordagens sistêmica e psicanalítica à terapia de casal, discutindo sua articulação em uma perspectiva epistemológica batesoneana orientada pelo conceito de dupla descrição. Esta tem como metáfora a visão binocular, na qual diferentes descrições, irredutíveis entre si, podem ser articuladas em suas diferenças e semelhanças, levando à emergência de uma nova descrição, com novas informações, e irredutível às visões anteriores. Aspectos teóricos de ambas as abordagens são delineados, relacionando diferentes perspectivas e posições em seu desenvolvimento histórico. As possibilidades de articulação de diferentes perspectivas e técnicas são discutidas em termos epistemológicos e metodológicos.

A expressão terapia de casal refere­

A expressão terapia de

‑se a uma vasta gama casal refere­‑se a uma de modalidades de vasta gama de modali‑ dades de tratamento tratamento que busque buscam modificar cam modificar o relao relacionamento con‑ cionamento conjugal jugal com o objetivo de com o objetivo de melhorar a satisfação melhorar a satisfação conjugal e superar difi‑ culdades do relaciona‑ conjugal e superar mento. dificuldades do rela-

 

6 - Saudade da família no futuro ou o futuro sem família?

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Saudade da família no futuro ou o futuro sem família?

Dinael Corrêa de Campos

Noite de sábado. Recebo o convite para jantar com uma família amiga: Talita e Nílson, casados há pouco mais de duas décadas. À mesa também estão os dois filhos do casal (é necessário que se diga do casal para os objetivos do capítulo), Cleison, 21 anos, que estuda na escola militar, e Cássia, 18 anos, que estuda medicina. Ao lado da mesa, também está Lili, 11 meses, que faz parte da família como “filhinha mais nova”, a cachorra. Durante o jantar, Talita tece o seguinte comentário:

– Se eu não insistisse, ele (referindo­‑se ao filho), ficaria mais um final de semana sem aparecer.

– Eh, mãe, que pegação de pé, dá um tempo.

Eu não tô aqui?

Ao receber o convite para escrever um capítulo neste livro sobre família, em especial sobre a família do futuro, passei semanas refletindo sobre os temas que exigiam minhas reflexões para compor tal capítulo. Primeiro, levei dias tentando delimitar o que quero escrever sobre família e, depois, refletindo sobre que futuro quero dialogar, ou mesmo se no futuro haverá família, ou se a família se fará presente no futuro. Parecia estar correndo em círculos, como um cachorro atrás do próprio rabo (algumas pessoas podem não perceber a ironia da figura de linguagem), mas o fato é que falar sobre família e futuro, ou o futuro da família, parece­‑me redundante, pois não há como imaginarmos um futuro sem família.

 

7 - Família ribeirinha: um estudo de suas relações

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Família ribeirinha: um estudo de suas relações

Simone Souza da Costa Silva

Fernando Augusto Ramos Pontes

Júlia S. N. F. Bucher­‑Maluschke

Kátia Carvalho Amaral

Thamyris Maués dos Santos

Introdução

A importância da família como um espaço privilegiado no qual se estabelecem relações fundamentais que estruturam o desenvolvimento dos indivíduos é antiga e há muito constitui um dos principais objetos de interesse da psicologia clínica (Nichols e Schwartz,

1998). Todavia, com o crescente reconhecimento dos aspectos dinâmicos do ambiente, a família tornou­‑se o foco das pesquisas em psicologia do desenvolvimento humano.

O avanço dos estudos em família têm­

‑se dado de modo significativo à luz do modelo sistêmico. Nessa perspectiva, a família é compreendida como um todo constituído por partes que mantêm relações de interdependência entre si, de modo que alterações em uma das partes alteram o funcionamento das demais (Minuchin, 1985). Essa concepção traz consequências importantes, como a interdependência entre os subsistemas parentais e conjugais. Em sua metanálise, Erel e

 

8 - A pessoa idosa no contexto da família

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A pessoa idosa no contexto da família

Deusivania Vieira da Silva Falcão

Introdução

A participação de idosos na população brasileira aumentou significativamente entre 1999 e 2009, movimento contrário ao que ocorreu com a população de até 19 anos. O número de idosos passou de 14,8 milhões em 1999 para

21,7 milhões em 2009. Esses dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais 2010 e retrata a tendência de envelhecimento da população brasileira, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesse cenário, um fato que chama a atenção é que a longevidade humana e as mudanças sociais enfrentadas pela família têm propiciado a vivência do papel de avós e bisavós, além da convivência e da corresidência de três ou mais gerações. Além disso, é preciso destacar que a feminização da velhice (fenômeno em que a presença das mulheres na população idosa é superior à dos homens), se observada em um enfoque conjugal, revela que existem mais viú­vas do que viúvos, pois, além da maior longevidade feminina, as mulheres costumam casar­‑se com homens mais velhos, que findam morrendo mais cedo. Por isso, muitas idosas responsáveis pelos domicílios vivem sem o cônjuge, mesmo que ainda morem com outros parentes.

 

9 - Família e escola: promoção da saúde e prevenção ao abuso de drogas

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Família e escola: promoção da saúde e prevenção ao abuso de drogas

Marília Saldanha da Fonseca

Evely Boruchovitch

Considerações iniciais

O consumo de drogas tem­‑se intensificado em escala mundial, difundindo­‑se sem fronteiras entre os países. A droga tornou­‑se parte do nosso universo, constituindo um fenômeno que atravessa espaço ou tempo e desconhece idades. Na sociedade contemporânea, as drogas representam uma ameaça à estabilidade das estruturas e dos valores econômicos, políticos, sociais e culturais das nações, agravando os problemas de cunho social e de saúde pública. Tal fato vem trazendo sérias consequências, já que o abuso de drogas afeta os setores mais jovens da população, sendo cada vez mais comum entre adolescentes. Os levantamentos epidemiológicos entre estudantes brasileiros apontam uma tendência de uso crescente e de iniciação precoce (Galduróz et al., 2004).

Charbonneau (1982), ao refletir sobre tais problemas no nível da educação, sugere que é impossível não ficarmos preocupados com a tão complexa

 

10 - Violência familiar: rompendo o ciclotransgeracional e seguindo em frente

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Violência familiar: rompendo o ciclo transgeracional e seguindo em frente

Denise Falcke

Larissa Wolff da Rosa

Marcela Madalena

Os dados de violência familiar aparecem desde a Antiguidade, nas mais diferentes civilizações, mas apenas há algumas décadas é que o tema começou a ser discutido de maneira mais enfática pelos profissionais da saúde. A violência familiar é, sem dúvida, um problema de saúde pública e tem ganhado bastante espaço na mídia nos últimos tempos, desde jornais que noticiam as mais diversas formas de agressão familiar (abandono de crianças, ferimentos causados pelos pais ou familiares próximos, exploração sexual e casos de infanticídio) até algumas campanhas publicitárias destinadas a combater a violência familiar. Essa exposição midiática denuncia a necessidade de uma maior reflexão sobre o fenômeno da violência intrafamiliar.

Quando a família deixa de ser um lugar de proteção e favorecimento do desenvolvimento saudável de seus membros, e constata­

 

11 - Suportes e recursos familiares: relações com o contexto escolar

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Suportes e recursos familiares: relações com o contexto escolar

Acácia Aparecida Angeli dos Santos

Selma de Cássia Martinelli

Rebecca de Magalhães Monteiro

Introdução

Estudos dedicados a avaliar o contexto familiar e suas relações com o desenvolvimento infantil não são recentes. Esse interesse deve­‑se, fundamentalmente, ao fato de que, desde o nascimento e durante toda a primeira infância, os principais cuidados e estímulos neDurante toda a primei‑ ra infância, os princi‑ cessários ao desenvol­ pais cuidados e estí‑ vimento infantil são mulos necessários ao for­necidos pela famídesenvolvimento infan­ lia, sejam eles físicos, til são for­necidos pela econômicos ou sofamília, sejam eles físi‑ cos, econômicos ou so­ cioafetivos. Esses facioafetivos. tores são considerados essenciais, já que a família também desempenha o papel de mediadora entre a criança e a sociedade.

O contexto onde a criança está inserida, conforme apontado por Silva e Hasenbalg

 

12 - O contexto familiar e o desenvolvimento vocacional de jovens

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O contexto familiar e o desenvolvimento vocacional de jovens

Marucia Patta Bardagi

Maria Célia Pacheco Lassance

Marco Antônio Pereira Teixeira

“Carreiras não surgem, elas são construídas.”

(Mark Savickas, 2002)

Introdução

A família é o contexto a partir do qual se constroem percepções, valores e crenças sobre si e sobre o mundo, inclusive o mundo do trabalho. Avaliações acerca das próprias capacidades e habilidades, das opções consideradas aceitáveis ou inaceitáveis, assim como a construção de projetos ou metas pessoais e profissionais que acontecem ao longo da trajetória de trabalho do indivíduo, são resultado, entre outros aspectos, de um histórico de relações estabelecidas com os outros âmbitos significativos da rede de cada pessoa.

Este capítulo pretende descrever alguns modelos teóricos que destacam a importância da família no desenvolvimento inicial de carreira dos filhos, identificar estudos brasileiros que tenham investigado tais questões tanto na perspectiva dos filhos quanto na perspectiva dos pais e, por fim, indicar sugestões para inserir os aspectos familiares nas intervenções em orientação de carreira com os jovens.

 

13 - Famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social

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Famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social

Silvia H. Koller

Clarissa De Antoni

Maria Elisa Fontana Carpena

introdução

Este capítulo tem como objetivo apresentar algumas ideias relacionadas às famílias de crianças em situação de vulnerabilidade social. Agrega­‑se a essa situação também a vulnerabilidade pessoal, porque ela está intrinsecamente relacionada à anterior.

Uma criança poderá ser considerada em situação de vulnerabilidade social e pessoal quando seu desenvolvimento não ocorrer de acordo com o esperado para a sua faixa etária, segundo os parâmetros de sua cultura. A presença de fatores de risco externos ou internos, como físico (doenças genéticas ou adquiridas, prematuridade, problemas de nutrição, entre outros), social (exposição a ambiente violento ou a drogas) ou psicológico (efeitos de abuso, negligência ou exploração) pode determinar tal caracterização.

Eventos externos de risco relacionam­‑se

às condições adversas do ambiente no qual as crianças se desenvolvem. Estes podem ser riscos proximais (em microssistemas nos quais elas interagem face a face) ou distais (sistemas nos quais elas não estão presentes, mas que têm influência sobre elas – nível exo ou macrossistêmico). Os comportamentos de risco também podem expor as crianças à vulnera-

 

14 - Alguns instrumentos para avaliação familiar no Brasil

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Alguns instrumentos para avaliação familiar no Brasil

Maycoln L. M. Teodoro

introdução

A avaliação psicológica no Brasil vem ganhando cada vez mais espaço nos meios acadêmicos e profissionais nas últimas décadas. Isso se deve, em grande parte, à formação de grupos de pesquisas nos programas de pós­‑graduação e à regulamentação do uso, da elaboração e da comercialização dos testes psicológicos pelo

Conselho Federal de Psicologia (Resolução no

002/2003, CFP, 2003) e à criação do SATEPSI

(http://www2.pol.org.br/satepsi/sistema/ad­ min.cfm).

O grande interesse pela avaliação psicológica reflete­‑se especificamente na avaliação familiar. No entanto, ainda se percebe uma considerável distância desta com outras áreas da avaliação, como a inteligência e a personalidade. Um indicativo dessa diferença é o número de instrumentos produzidos para a avaliação familiar. A razão para essa discrepância

é possivelmente histórica, já que o interesse pela avaliação da inteligência e personalidade

 

15 - Entrevista familiar: técnicas de escuta e investigação

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Entrevista familiar: técnicas de escuta e investigação

Terezinha Féres­‑Carneiro

Orestes Diniz Neto

Introdução

O objetivo deste capítulo é refletir sobre o desenvolvimento de técnicas de entrevista e avaliação familiar, apontando não só os desdobramentos epistêmicos, metodológicos e teóricos, mas também seus impactos sobre o estudo, a investigação e a abordagem clínica da família. A entreA entrevista psicológi‑ vista psicológica é a ca é a técnica mais an‑ técnica mais antiga e tiga e a mais valiosa no a mais valiosa no contexto de investiga‑ contexto de investição, avaliação e inter‑ gação, avaliação e invenção clínica. tervenção clínica. Em sentido mais amplo, toda situação de diálogo, com o objetivo de permitir um maior conhecimento psicológico do outro ou de determinada situação psicológica, é uma entrevista psicológica, diferenciando­‑se de outros usos e técnicas de entrevista. No entanto, sendo a psicologia uma ciência de um saber em dispersão (Figueiredo, 2004), também ocorrem diferentes maneiras de compreender, conceituar e atuar em uma entrevista clínica, diagnóstica ou de avaliação psicológica. Além disso, as técnicas de avaliação podem ser conceituadas como situações de entrevista estruturada (Féres­‑Carneiro, 1996). Cabe ressaltar que toda técnica de entrevista diagnóstica ou

 

16 - Intimidade conjugal: principais modelos teóricos

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Intimidade conjugal: principais modelos teóricos

Lina Wainberg

Claudio Simon Hutz

Introdução

A capacidade de construir e manter relações interpessoais íntimas tem sido considerada pelos teóricos uma necessidade vital para

A capacidade de cons‑ a saúde mental e psitruir e manter relações interpessoais íntimas cossocial dos seres tem sido considerada humanos (Descutner pelos teóricos uma ne‑ e Thelen, 1991), um cessidade vital para a importante preditor saúde mental e psicos‑ de bem­‑estar psicosocial dos seres huma‑ nos. lógico (Gore, Cross e

Morris, 2006) e também um critério de maturidade (Feldman e

Gowen, 1998). Para a área da saúde, tornou­‑se por isso mesmo um critério fundamental para avaliar a “qualidade de vida” de uma pessoa ou de um casal.

Percebe­‑se, no entanto, que os estudos que investigam a temática da “intimidade” confundem esse conceito com outros próximos, como é o caso da sexualidade. Muitas vezes, os dois termos aparecem juntos (por exemplo, intimidade sexual ou intimidade e sexualidade). Nesse caso, os dois fenômenos não são diferenciados (Rowland et al., 2009).

 

17 - A família no judiciário

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A família no judiciário

Evani Zambon Marques da Silva

Sonia Liane Reichert Rovinski

Introdução

As importantes transformações operadas na sociedade durante o século XX, referentes aos papéis sociais de homens e mulheres, trouxeram mudanças significativas na constituição da família, refletindo maior diversidade decorrente da ampliação dos direitos individuais e das conquistas tecnológicas. Se antes os

“hábitos de família de classe média” guiavam o comportamento das pessoas e todas as demais formas eram consideradas “erradas”, agora o padrão das relações familiares pode ser considerado plural e em constante modificação (Tondo, 2001). A busca de legitimação e reconhecimento dessas mudanças na sociedade moderna passa, necessariamente, pela dimensão jurídica, trazendo a “judiciarização” das relações e dos conflitos interpessoais (Rifiotis, 2008). Nesse sentido, observa­‑se, nos dias atuais, um incremento no foco do Judiciário sobre o grupo familiar, na tentativa de legitimar direitos que vêm sendo conquistados por seus membros individualmente, como a guarda por genitores masculinos, ou por novas configurações que já obtiveram reconhecimento social, como a união de casais homoafetivos.

 

18 - Avaliação da rede de apoio familiar: a utilização do Mapa dos Cinco Campos

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Avaliação da rede de apoio familiar: a utilização do Mapa dos Cinco Campos

Débora Dalbosco Dell’Aglio

Aline Cardoso Siqueira

Introdução

A avaliação da rede de apoio – e especialmente do apoio familiar – constitui­‑se em um grande desafio para os profissionais da área de família, tendo em vista a importância dessa variável para a compreensão da dinâmica familiar. O apoio familiar tem sido descrito como um dos mais relevantes amortecedores do efeito de diversos estressores no desenvolvimento de crianças e adolescentes, tornando­

‑o fundamental nos estudos de resiliência psicológica (Baptista, 2005; Rutter, 1987; Ungar,

2008; Walsh, 1996). Para avaliar o apoio familiar, pesquisadores têm se debruçado sobre a construção e a padronização de instrumentos próprios para essa avaliação. Então, o objetivo deste capítulo é discutir a importância da rede de apoio socioafetivo e apresentar o instrumento Mapa dos Cinco Campos, como um dos possíveis instrumentos para tal avaliação.

 

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