Palavras, Brinquedos e Brincadeiras

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Este livro é um instrumento pedagógico voltado para o universo lúdico da infância. Sua proposta é valorizar as manifestações locais e regionais, salientando a diversidade da cultura brasileira. Professor, estabeleça uma via de mão dupla com os alunos.

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Valorização da cultura oral e formação do leitor

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VALORIZAÇÃO DA CULTURA

ORAL E FORMAÇÃO DO LEITOR

Preservação da cultura regional em um mundo globalizado

A cultura, expressa em manifestações que abrangem os conhecimentos, as crenças, os valores, os costumes, as artes, a tecnologia, assume formas diversas no tempo e no espaço. Sua diversidade configura-se pela natureza peculiar e plural das identidades e das expressões dos grupos, sociedades e povos que constituem a humanidade. Todavia, ainda que sejam bens coletivos, cujos traços singulares devem ser valorizados e preservados, as manifestações culturais sofrem, atualmente, os efeitos da homogeneização, como se fizessem parte de uma única cultura, ou como se estivessem em vias de tornar-se uma só, devido ao processo da globalização.

Constituído pela expansão dos meios de comunicação e de informação, o processo de globalização afeta as relações espaço-temporais, permitindo que acontecimentos sejam divulgados no momento mesmo em que ocorrem e que pessoas interajam auditiva e visualmente, apesar de terem um oceano entre si. As novas tecnologias criam condições favoráveis para que se amplie e se intensifique a interação entre culturas, pois tornam próximo o que estava distante e familiar o que era estranho e inusitado. Entretanto, por estarem a serviço do poder econômico, elas representam também um obstáculo à preservação da diversidade cultural de comunidades, regiões e países, visto que, em nome do consumo, tendem a massificar os produtos culturais.

 

Manifestações culturais como instrumento de interação e de aprendizagem

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MANIFESTAÇÕES CULTURAIS COMO

INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM

A aproximação entre professor e aluno por meio da cultura oral

A leitura na escola pode ser um momento de encontro, de trocas de experiências afetivas e cognitivas que enriquecem não somente o aluno, mas também o professor. Ao recuperar a criança que já foi um dia, o professor estabelece uma via de mão dupla com seus alunos, acolhendo o conhecimento que eles trazem para a escola e com eles dividindo sua experiência de aprendiz.

Tanto os educadores quanto seus alunos têm uma história pessoal em que se entrelaçam muitas histórias. Entre elas, inclui-se a do modo como tiveram acesso ao mundo da ficção e da poesia, o qual, certamente, não se iniciou na escola. Muitos ouviram, nos serões familiares, histórias de assombração, “causos”, lendas e outras narrativas folclóricas; aprenderam com avós e pais, ou com outras pessoas que povoaram sua infância, quadras, trava-línguas, adivinhas, brincos. Para a maioria das pessoas, o primeiro contato com o mundo da cultura ocorreu por meio das canções de ninar que se inscreveram em sua memória como uma mensagem de ternura e de poeticidade.

 

Primeira Unidade - Folclore e infância: tema de aprendizagem

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PRIMEIRA UNIDADE

• Folclore e infância

BRINCADEIRAS, ARTES DO

SACI E OUTRAS ESTRIPULIAS

Atividade 1

Exercício de livre associação de ideias

O professor diz a palavra “brincadeira” e solicita aos alunos que escrevam em três cartões três outras palavras que eles lembram quando ouvem essa palavra, ou desenhem três objetos que a palavra brincadeira sugere. A seguir, os alunos apresentam sua produção para os colegas.

Atividade 2

Confecção de um jogo da memória

Os alunos, separados em duplas, escolhem cinco dos seis cartões e elaboram um jogo da memória.

Serão feitos quatro pares de cartões com palavras ou com desenhos e um não terá par, funcionando como “mico”. Quando os cartões apresentarem palavras, é importante que o professor verifique com seus alunos a escrita correta, já que memorizar a ortografia é um dos objetivos desse jogo.

Atividade 3

Prática do jogo da memória

Ainda em duplas, os alunos embaralham seus cartõezinhos virados de cabeça para baixo e os dispõem em três colunas de três filas a fim de praticar o jogo da memória. Em seguida, o professor reúne quatro alunos (duas duplas) e propõe que repitam o jogo, desta vez sem os

 

Segunda unidade - Poemas: convite para brincadeiras de versos – séries iniciais do ensino fundamental

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POESIA COMO BRINCADEIRA

Atividade 1

Leitura do poema “Convite”

O professor expõe na sala de aula o poema “Convite”, de José Paulo Paes (Apêndice 1A), transcrito em um cartaz, tendo o cuidado de cobri-lo com outra folha de papel. Assim, ele aguça a curiosidade dos alunos, desafiando-os a descobrir o que se encontra por debaixo da folha. Ele deve estimulá-los com perguntas até chegarem à resposta “brinquedo”, a qual será justificada pelo professor ao afirmar que o poeta brinca com as palavras ao mesmo tempo em que fala de brinquedos. A seguir, o professor lê o poema para os alunos.

Atividade 2

Reflexão sobre o desgaste dos brinquedos

O professor solicita aos alunos que leiam o poema e localizem os versos em que constam os nomes dos brinquedos citados por José Paulo Paes. O professor convida um aluno para circular esses nomes no cartaz. A seguir, pergunta se os alunos conhecem os brinquedos citados no poema e se sabem de que material são feitos. O professor anota de forma sintética, no quadroverde, as respostas dos alunos. Finalmente, pergunta de que maneira esses brinquedos se gastam e também registra as respostas junto às demais.

 

Terceira Unidade - Poemas: estímulo à escrita criativa – 3a e 4a séries do ensino fundamental

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TERCEIRA UNIDADE

• Poemas: 3a e 4a séries do ensino fundamental

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POESIA COMO

BRINCADEIRA

Atividade 1

Leitura do poema “Humor negro”

O professor desafia os alunos a darem nova utilidade a objetos descartados como lixo, preparando-os, com essa atividade, para a leitura do poema “Humor negro”, de Leo Cunha (Apêndice

1A). O professor pode nomear objetos como uma luva sem par, um aro de bicicleta, uma caixa vazia de aveia ou de fósforos, um carretel de linha, um pé de chinelo ou de sapato, estimulando os alunos a comporem um contexto em que esses ou outros objetos assumem uma função diferente da usual. A nova função deve ser representada em uma folha de desenho, e o aluno explica oralmente aos colegas o que pretendeu criar.

A seguir, o professor convida os alunos a acompanharem a leitura de “Humor negro” em um cartaz a ser exposto na sala. Feito isso, o professor solicita que façam a leitura silenciosa do poema e propõe sua leitura expressiva, distribuindo suas partes entre os alunos, conforme indicado no Apêndice 1B.

 

Quarta unidade - Fábulas: reflexão e articulação com as artes

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Atividade 3

Estudo do gênero sinopse

Com que tipo de texto a sinopse se parece: com um poema, com uma notícia, com um anúncio?

A sinopse

– revela detalhes do comportamento das personagens?

– traz detalhes dos lugares onde se desenrola a história?

– apresenta o final da história dos filmes?

– expõe a avaliação de quem a escreve sobre o filme?

– indica o nome de pessoas que realizaram o filme?

O professor acolhe as opiniões, que serão aproveitadas na orientação do trabalho a ser desenvolvido.

PARA O PROFESSOR

As características da sinopse são as seguintes: um texto narrativo, curto, que resume uma narrativa, apresentando os personagens principais e o conflito central, sem revelar o fim da história. O professor não deve dar essas explicações, mas incentivar os alunos a percebê-las gradativamente.

Atividade 4

Redação de uma sinopse

O professor identifica, junto com os alunos, outros filmes e desenhos animados conhecidos por eles e escreve os títulos no quadro. Os alunos já alfabetizados reúnem-se em duplas e escolhem um dos filmes ou desenhos animados listados para escreverem sua sinopse. Estimulados pelo professor, os alunos não alfabetizados formulam frases que sintetizam a sequência dos eventos de um filme ou desenho escolhido coletivamente, cabendo ao professor transcrevê-las no quadro.

 

Quinta unidade - Lendas: expansão do conhecimento

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Atividade 3

Leitura da lenda do Negrinho do Pastoreio

O professor passa a trabalhar com a lenda do Negrinho do Pastoreio, usando o Apêndice 1B nas turmas cujo nível de leitura é avançado e o Apêndice 1C nas turmas que ainda não leem textos verbais.

O professor distribui o Apêndice 1B aos alunos e faz sua leitura expressiva. Em sequência, um após o outro, os alunos devem ler parágrafos do texto, indicar os termos que desconhecem e, com o auxílio do professor, chegar à sua significação. O professor registra os termos e seus respectivos significados no quadro-verde e os alunos os copiam em seus cadernos.

Nas séries em estágio inicial de alfabetização, o professor lê pausadamente o texto (Apêndice

1C) e depois repete a leitura, parágrafo por parágrafo, fazendo o levantamento de vocábulos ou expressões que podem ser desconhecidos dos alunos e explicando sua significação. O professor transcreve os termos em um cartaz para ser afixado na sala de aula.

Atividade 4

PARA O PROFESSOR

O ideal neste exercício é que o desfecho da história caiba ao último aluno, isto

 

Sexta unidade - Contos populares: formas de expressão da fantasia

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Atividade 3

Análise da linguagem

O professor questiona os alunos sobre palavras e/ou expressões do texto, que sejam desconhecidas para eles ou que considerem diferentes, incomuns. Em seguida, destaca algumas delas

(Apêndice 1D) para que observem o seu sentido no contexto e escrevam frases com significação semelhante, porém com outros termos.

Para os alunos em fase de alfabetização, após uma conversa em que destaque as expressões incomuns e sua significação, o professor solicita aos alunos que representem literalmente algumas expressões retiradas da narrativa por meio de um desenho (Apêndice 1E).

Atividade 4

SEXTA UNIDADE

• Contos populares

Levantamento de dados da narrativa

O professor propõe a técnica Não repita a informação, que consiste em retomar elementos da narrativa sem repetir nenhum deles. Obedecendo a uma ordem predeterminada, o professor solicita a cada aluno que informe algo que considere relevante no texto, não sendo permitido repetir dados da narrativa. Os dados fornecidos pelos alunos são registrados no quadro-verde.

 

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