Modelos pedagógicos em educação a distância

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A educação está vivenciando uma mudança paradigmática e com a introdução da educação a distância, fica mais evidente e clara a necessidade de renovar as práticas educacionais e consequentemente os modelos pedagógicos. Busca-se um novo olhar sobre o aprender, permeado pelo uso das tecnologias da informação e comunicação integrado às atividades educativas em tempos e espaços diversos. Neste livro são expostas perspectivas para o conceito de modelo pedagógico e seus elementos, focalizando a EAD, assim como propostas e experiências na área. Assim será possível subsidiar a consolidação de pilares bem-estruturados nos âmbitos epistemológicos, pedagógicos, organizacionais, tecnológicos e metodológicos, respondendo às necessidades emergentes de um novo perfil de aluno e professor, baseado em paradigmas educacionais inovadores.

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1. Modelos pedagógicos em educação a distância

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Modelos pedagógicos em educação a distância

1

Patricia Alejandra Behar

Introdução

Durante a última década, as instituições educacionais brasileiras vêm passando por um processo de mudança muito significativo, com destaque para a introdução da Educação a Distância (EAD) no processo educacional. Pode-se dizer que o atual momento é de transformação, no qual os paradigmas presentes na sociedade já não estão dando mais conta das relações, das necessidades e dos desafios sociais. Está se rompendo com a ideia de uma sociedade centrada no trabalho para a que dá valor à educação, dentro de uma nova totalidade, denominada em muitos contextos de Sociedade da Informação, ou ainda, em Rede. Com isso, está ocorrendo uma passagem da Sociedade Industrial, que privilegia a cultura do ensino, para uma Sociedade em Rede, que dá ênfase à cultura da aprendizagem, convergindo para a construção de um novo modelo educativo. Portanto, é preciso investigar quais são os elementos que se transformaram e continuam se transformando durante este período e quais entram em cena.

 

2. Parâmetros para a construção de materiais educacionais digitais do ponto de vista do design pedagógico

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Parâmetros para a construção de materiais educacionais digitais do ponto de vista do design pedagógico

2

Cristina A. W. Torrezzan

Patricia Alejandra Behar

Introdução

Os recursos digitais1 vêm sendo aplicados em diferentes áreas do conhecimento, permitindo que novas práticas ampliem antigas possibilidades. Especificamente na área da educação, eles possibilitam que conteúdos sejam abordados na forma de imagens digitais, vídeos, hipertextos, animações, simulações, objetos de aprendizagem (OA)2, páginas web, jogos educacionais, entre outros. Eles surgem como uma ferramenta capaz de potencializar a reestruturação de práticas pedagógicas, originando novas formas de pensar a respeito do uso da comunicação, da ciência da informação, da construção do conhecimento e da sua interação com a realidade. Desse modo, originam-se os materiais educacionais digitais (MEDs), conceituados neste capítulo como todo o material didático elaborado com objetivos relacionados à aprendizagem e que incorpora recursos digitais. Porém, a utilização da tecnologia pela tecnologia não é suficiente para a contemplação de uma nova concepção educacional. O diferencial está no planejamento pedagógico em que esses recursos digitais estarão inseridos. Será preciso contemplar uma pedagogia basea­ da na pesquisa, no acesso à informação, na complexidade, na diversidade e na imprevisibilidade, de modo a possibilitar a criação de novos ambientes cognitivos (Delcin, 2005).

 

3. Objetos de aprendizagem para educação a distância

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3

Objetos de aprendizagem para educação a distância

Patricia Alejandra Behar

Alexandra Lorandi Macedo

Ana Paula Frozi de Castro e Souza

Maira Bernardi

Introdução

No contexto educacional brasileiro, a produção de materiais educacionais digitais na forma de objetos de aprendizagem (OA) tem sido uma boa opção para a apresentação de conceitos e conteúdos de forma mais dinâmica e interativa.

A utilização de OAs remete a um novo tipo de aprendizagem apoiada pela tecnologia, na qual o professor abandona o papel de transmissor de informação para desempenhar um papel de mediador da aprendizagem. Logo, cada vez mais recursos didáticos para uso no computador vêm sendo desenvolvidos e publicados para serem agregados ao processo de aprendizagem, adaptando-os

às diferentes necessidades, tais como de público, conteúdo, tempo e prática pedagógica.­

Nesta perspectiva, os OAs convertem-se em um recurso viável para enriquecer o espaço pedagógico. O conjunto de características que são explicitadas no decorrer deste capítulo enfatizam as vantagens que os OAs agregam à educação como um todo. Nesse sentido, é possível identificar a valorização do conteúdo trabalhado, bem como os cuidados que se deve ter com a qualidade neste processo.

 

4. Avaliação da aprendizagem em ambientes virtuais

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Avaliação da aprendizagem em ambientes virtuais

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Patrícia Scherer Bassani

Patricia Alejandra Behar

Introdução

Este capítulo apresenta uma reflexão sobre a avaliação em ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs). Muitas nomenclaturas são utilizadas para referenciar tais ambientes, como VLE (virtual learning environment), ambiente digital de aprendizagem, sala de aula virtual, ambiente de ensino a distância, entre outras. Apesar da diversidade de ambientes disponíveis atualmente, percebese que existem características em comum entre eles: permitem acesso restrito a usuários previamente cadastrados; disponibilizam espaço para a publicação de material do professor (material das aulas) e espaço destinado ao envio/ armazenamento de tarefas realizadas pelos alunos; possuem um conjunto de ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona, como chat (bate-papo on-line) e fórum de discussões. Além disso, cada um deles apresenta ferramentas de comunicação específicas, como correio eletrônico (e-mail), mural de recados e sistema de mensagens instantâneas entre participantes conectados simultaneamente. Dessa forma, se por um lado os ambientes permitem a centralização de todas as informações referentes a um curso, por outro lado o gerenciamento desse grande fluxo de informações fica sob a responsabilidade de cada participante. O professor, neste contexto, percebe-se diante de um emaranhado de informações, diluídas entre as várias ferramentas.

 

5. A construção de ambientes virtuais de aprendizagem através de projetos interdisciplinares

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5

A construção de ambientes virtuais de aprendizagem através de projetos interdisciplinares

Sílvia Meirelles Leite

Patricia Alejandra Behar

Maria Luiza Becker

Introdução

Este capítulo reflete sobre a construção de ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) em projetos interdisciplinares, enfocando a constituição do objeto de estudo desses projetos e as relações interdisciplinares entre os projetistas e destes com o referido objeto. Para tanto, propõe-se um estudo de caso com a equipe dos projetos do Núcleo de Tecnologia Digital Aplicada à Educação

(NUTED) que trabalha com a construção de AVAs, o que envolve a sua concepção, o seu desenvolvimento e a sua avaliação. Entende-se que os projetos interdisciplinares voltados à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico para educação a distância (EAD) são um fenômeno presente em contextos nacionais e internacionais.

Assim, define-se como contexto deste estudo o NUTED, grupo que trabalha com a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias digitais, visando dar suporte a situações de educação presencial e a distância. Dentre suas linhas de pesquisa, destaca-se a denominada Ambientes Virtuais de Aprendizagem, na qual estão inseridos os projetos dos AVAs ROODA1, PLANETA ROODA2 e

 

6. Princípios da pesquisa científica para investigar ambientes virtuais de aprendizagem sob o ponto de vista do pensamento complexo

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Princípios da pesquisa científica para investigar ambientes virtuais de aprendizagem sob o ponto de vista do pensamento complexo1

Marcia Paul Waquil

Patricia Alejandra Behar

Introdução

Desde a cultura da oralidade até hoje na cultura digital vivenciamos inúmeras transformações sociais que são produzidas pelos avanços tecnológicos e produtoras deles. Estamos vivenciando uma revolução nos suportes da informação que cria uma nova cultura. Essa cultura está baseada na aceleração das trocas, na eliminação de limites geográficos e no tempo real. Esses são fatores que têm criado novas formas de relacionamento, novos espaços e novas formas de aprendizagem.

Essas mudanças são sentidas social e culturalmente, pois fazem parte da chamada cibercultura, que é definida por Lévy (1999, p.17) como “o conjunto de técnicas (materiais e intelectuais), de práticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço”. Para Lemos (2002, p.95), “a cibercultura se constitui como uma cibersocialidade”. O autor entende que a cibercultura se forma a partir da relação entre as tecnologias digitais, a sociedade e a cultura. Mesmo sem percebermos, a cultura digital está presente diariamente na nossa vida, em todas as atividades que envolvem a nossa relação com a máquina, como, por exemplo, no uso de cartões de crédito, de celulares, de terminais bancários e em tantas outras atividades que realizamos.

 

7. A comunicação matemática on-line por meio do ROODA Exata

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A comunicação matemática on-line por meio do ROODA Exata

7

Patricia Alejandra Behar

Márcia Rodrigues Notare

Introdução

Sabe-se que, até o momento, as ferramentas de comunicação on-line são predominantemente escritas. Assim, a interação em meio virtual depende fortemente dessa forma de comunicação. Com isso, constatou-se que a aprendizagem on-line de áreas pertencentes às ciências exatas, como matemática, física e química, necessita de meios de interação e comunicação que possibilitem a utilização de símbolos, fórmulas e equações. As ciências exatas possuem uma linguagem formada por uma simbologia própria, indispensável à comunicação científica e de extrema importância para o seu processo de aprendizagem.

Acredita-se que tal suporte deve estar presente nos mais diversos meios de comunicação e interação on-line, como bate-papo, e-mail, fórum de discussão, mensagens instantâneas, entre outros. Somente com esses recursos, será possível usufruir, de forma satisfatória, das vantagens oferecidas pela EAD nas

 

8. A busca pela dimensão afetiva em ambientes virtuais de aprendizagem

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8

A busca pela dimensão afetiva em ambientes virtuais de aprendizagem

Magalí Teresinha Longhi

Patricia Alejandra Behar

Magda Bercht

Introdução

Educação não existe sem interação. As direções do ensinar e do aprender são fortemente fundamentadas nas relações e ações efetuadas entre professores, alunos e meio ambiente. As práticas pedagógicas apoiam-se cada vez mais na tecnologia e, com isso, o processo de aprendizagem está determinando o repensar da ação do ensinar. É mediante a avaliação da aprendizagem que se obtêm as informações relevantes sobre o aluno, de como ele se desenvolve e constrói conhecimento. Entretanto, a avaliação do processo de aprendizagem1 deve ir além da verificação do alcance dos objetivos em relação ao conteúdo, procurando levar em consideração o afeto e os atributos afetivos subjacentes do aluno, uma vez que interferem profundamente nos processos mentais, como memorização, raciocínio, atenção, motivação, etc. (Piaget,

1962; Wallon, 1986; Vygotsky, 2001; Damásio, 2004).

Disso deriva uma nova abordagem para ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs), constituídos por uma infraestrutura tecnológica (interface gráfica, comunicação síncrona/assíncrona e outras funcionalidades) e por todas as relações (afetivas, cognitivas, simbólicas, entre outras) estabelecidas pelos participantes (Behar et al., 2005). Tais relações se dão a partir da estratégia2 aplicada pelo professor, de acordo com um determinado modelo pedagógico.

 

9. Experiências de aplicação de modelos pedagógicos em cursos de educação a distância

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9

Experiências de aplicação de modelos pedagógicos em

Cursos de Educação a Distância

Patricia Alejandra Behar

Alexandra Lorandi Macedo

Maira Bernardi

Introdução

Este capítulo relata experiências relevantes no que tange à pesquisa e à aplicação de modelos pedagógicos em educação a distância (EAD), com o apoio de objetos de aprendizagem (OAs) em cursos de graduação, pós-graduação e extensão. Esses modelos foram construídos e aplicados considerando a demanda de cada modalidade de ensino (presencial, semipresencial ou totalmente a distância), enfocando uma prática apoiada na tecnologia, voltada para a construção do conhecimento e privilegiando a interação entre os sujeitos.

Entende-se que o uso de conteúdos organizados em forma de mate­riais educacionais digitais (no caso, objetos de aprendizagem), como um dos elementos do modelo pedagógico em questão, proporcionaram condições para o papel ativo do estudante frente à proposta a ser trabalhada. Essa ação possibilitou a adaptação do conteúdo, no intuito de concatenar re­quisitos técnicos (recursos tecnológicos), metodológicos (visando a diferentes práticas educacionais), epistemológicos (relacionados ao processo de aprendizagem propriamente dito) e visuais (articulando o design de interface com o conteúdo e sua adequação ao uso de uma plataforma educacional).

 

10. Trabalho com projetos: práticas pedagógicas de professores em formação continuada

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Trabalho com projetos: práticas pedagógicas de professores em formação continuada

10

Patricia Alejandra Behar

Silvia Ferreto Moresco

Introdução

Neste capítulo é apresentada uma experiência de formação continuada para professores de diferentes áreas do conhecimento que atuam no ensino fundamental e médio da rede pública estadual. Ela foi realizada por meio de um curso de extensão cuja temática foi o trabalho com projetos.

Para isso foi desenvolvido um modelo pedagógico baseado na teoria interacionista de Jean Piaget. A arquitetura pedagógica do modelo foi constituída pelo Objeto de Aprendizagem Trabalho com Projetos1 (OATP), integrado a uma plataforma de educação a distância (EAD) denominada Rede Cooperativa de Aprendizagem (ROODA).2 Os objetivos do curso foram disponibilizar informações, promover a construção do conhecimento e investigar o processo de tomada de consciência dos professores sobre o tema projetos educacionais e sua prática educativa em formação continuada.

Este modelo pedagógico foi utilizado tanto na modalidade presencial quanto a distância, pois a plataforma ROODA disponibiliza ferramentas sín­ cronas e assíncronas da web para interação e comunicação entre os sujeitos.

 

11. Planeta ROODA: um ambiente virtual de aprendizagem para a educação infantil e ensino fundamental

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PLANETA ROODA: um ambiente virtual de aprendizagem para educação infantil e ensino fundamental

Patricia Alejandra Behar

Daisy Schneider

Caroline Bohrer do Amaral

Introdução

O ambiente virtual de aprendizagem (AVA) PLANETA ROODA tem como finalidade possibilitar o trabalho coletivo na internet com alunos e professores de Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. Sua interface baseia-se na temática “espaço sideral”, por ser um tema recorrente nas escolas e por despertar interesse nas crianças da faixa etária entre 4 e 10 anos.

Este AVA foi desenvolvido a partir de um projeto de pesquisa1 e está disponível em http://www.nuted.edu.ufrgs.br/planetarooda. O PLANETA ROODA integra funcionalidades que podem potencializar a aprendizagem, uma vez que oportunizam a interação síncrona e assíncrona, o compartilhamento de arquivos e produções, bem como o gerenciamento de turmas. Também pode se adaptar às diferentes práticas pedagógicas, visto que o professor tem a possibilidade de habilitar e desabilitar recursos conforme sua metodologia de trabalho. Tem como um dos principais objetivos incentivar a realização de trabalhos em grupo e intergrupos. Caracteriza-se por ser centrado no usuário, pela personalização da interface gráfica e pela forma como as funcionalidades são disponibilizadas.

 

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