Dentística: saúde e estética (2a. ed.)

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1 ATUAÇÃO EM DENTÍSTICA

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capítulo 1

ATUAÇÃO EM DENTÍSTICA

CONCEITO DE DENTÍSTICA

A dentística pode ser definida como sendo a especialidade da odontologia que estuda e aplica de forma integrada o diagnóstico, o tratamento e o prognóstico dental. Os tratamentos preventivos ou restauradores devem resultar na manutenção ou no restabelecimento da forma, da função e da estética, mantendo ainda a integridade fisiológica do dente em relação harmônica com a estrutura dental remanescente, os tecidos moles e o sistema estomatognático.

ATUAÇÃO DA DENTÍSTICA

RESTAURADORA TRADICIONAL

Ao longo deste século, a doença cárie foi predominantemente tratada em um modelo cirúrgico-restaurador que incluía o diagnóstico das cavidades de cárie seguido da remoção de tecido cariado e confecção de restaurações.

Estabeleceu-se uma forma mecanizada de tratar uma doença infectocontagiosa, ou seja, todos os indivíduos eram tratados da mesma maneira. Esse modelo de tratamento fracassou, pois, ao invés de propiciar um controle da doença cárie, era comum observar a ocorrência de novas lesões de cárie em dentes que tinham sido recentemente restaurados. Com isso, novas restaurações eram executadas e maior desgaste da estrutura dental era promovido (Figura 1.1). A etiologia da doença cárie não era considerada porque era limitado o conhecimento do processo histopatogênico e microbiano no desenvolvimento das lesões cariosas quando esse modelo de tratamento foi proposto no início do século, permitindo que houvesse um ciclo repetitivo na progressão da doença. Outro inconveniente dessa prática era que os princípios de preparo que foram estabelecidos por G.V. Black1, no início do século, incluíam a execução de preparos cavitários com formas geométricas pré-estabelecidas e com “extensão para prevenção”, que recomendava a extensão do preparo até áreas do dente que se acreditava serem menos suscetíveis à cárie1 (Figura 1.2). Isso gerava, por sua vez, um desgaste adicional de tecido hígido do dente e conseqüente diminuição da resistência à fratura do dente restaurado.

 

2 DOENÇA CÁRIE: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA

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capítulo 2

DOENÇA CÁRIE: MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS, DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICA

INTRODUÇÃO

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE DE CÁRIE

Atualmente, para permitir uma atuação realmente abrangente e visando à promoção de saúde por parte do dentista, é essencial conhecer o processo de desenvolvimento da doença cárie. Há muitos anos observamos que, apesar dos esforços em executar uma abordagem preventiva, a cárie dental ainda é a principal responsável pela perda dos dentes. Portanto, é necessário que o profissional inicialmente entenda o conceito de cárie e os mecanismos envolvidos na sua evolução a fim de evitar sua instalação, interferir na sua progressão ou reparar as suas seqüelas, quando necessário1. A cárie é resultado de um processo dinâmico em que a presença de microrganismos, transmissíveis ou não, na placa dental, que cobre alguns sítios específicos sobre a superfície dos dentes, pode levar a um distúrbio do equilíbrio entre a fase mineral do dente e o meio bucal circundante por meio da produção de ácidos pela microbiota. Assim, é produto direto da variação contínua do pH da cavidade oral, sendo um resultado de sucessivos ciclos de desmineralização e de reprecipitação de minerais presentes na saliva, como o cálcio e o fosfato, sobre a superfície dental. Consequentemente, o equilíbrio fisiológico do processo des-re (desmineralização-remineralização) pode ser restaurado e levar clinicamente a uma

 

3 EXAME CLÍNICO E RADIOGRÁFICO

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capítulo 3

EXAME CLÍNICO E RADIOGRÁFICO

INTRODUÇÃO

Para que o profissional possa ter uma atuação em dentística vinculada à promoção de saúde, como mencionado no Capítulo 1, é essencial que realize um exame clínico e radiográfico bastante detalhado. Tão importante quanto essa etapa é não esquecer que o profissional está diante de um ser humano, que apresenta um perfil psicológico, social e de saúde geral que obrigatoriamente deve ser observado na fase inicial do diagnóstico.

Anteriormente, o profissional que iria atuar em dentística era preparado apenas para diagnosticar as seqüelas da doença cárie, ou seja, as cavidades de cárie. Havia, contudo, dois inconvenientes importantes nessa abordagem: o primeiro era o fato de que a atenção do exame clínico e radiográfico estava vinculada apenas aos dentes, esquecendo-se das estruturas adjacentes da cavidade bucal, como língua, mucosas e periodonto, por exemplo.

Esse fato talvez explique o motivo pelo qual uma quantidade considerável de manifestações bucais de doenças locais ou sistêmicas passem despercebidas por um grande número de profissionais; o segundo inconveniente era a detecção somente das seqüelas da doença cárie que induzia o profissional a realizar um tratamento restaurador desvinculado de uma visão geral de saúde do paciente. Tal fato gerava uma continuidade na progressão da doença cárie e conseqüente ocorrência de novas lesões – situação responsável pelo fracasso do modelo cirúrgico-restaurador.

 

4 OCLUSÃO: FUNDAMENTOS APLICADOS À DENTÍSTICA RESTAURADORA

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capítulo 4

OCLUSÃO: FUNDAMENTOS APLICADOS À DENTÍSTICA RESTAURADORA

ETIOLOGIA DAS DISFUNÇÕES

CRANIOMANDIBULARES (DCMs)

A articulação temporomandibular (ATM) se comporta mecanicamente de modo semelhante às outras articulações do corpo humano. Como exemplo, um defeito ósseo congênito em uma perna ou uma fratura consolidada fora de posição ortopédica obrigam os músculos esqueléticos a modificarem seu tônus postural e a trabalharem em uma hiperatividade constante para compensar a condição

ósseo-esquelética alterada. Os ligamentos e os demais componentes da articulação também podem ser afetados por esse desvio, podendo haver modificações estruturais adaptativas. Dor, limitação de movimento e ruídos articulares podem ser algumas das conseqüências clínicas dessas alterações1.

Um exemplo contemporâneo de disfunção musculoesquelética é a tendinite e a mialgia da articulação mão/ antebraço, comuns em digitadores. Essas alterações são decorrência de posição postural de trabalho inadequada.

Dessa forma, é possível entender o que uma interferência oclusal pode gerar nos componentes do sistema mastigatório.

 

5 PROCEDIMENTOS CIRÚRGICO-PERIODONTAIS APLICADOS À DENTÍSTICA

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capítulo 5

PROCEDIMENTOS CIRÚRGICO-PERIODONTAIS APLICADOS À DENTÍSTICA

INTRODUÇÃO

A dentística e a periodontia são disciplinas intimamente relacionadas, e o sucesso do tratamento e a satisfação do paciente dependem da execução e da manutenção correta dos procedimentos nas duas áreas. O controle inadequado de placa pode levar à inflamação dos tecidos periodontais em sua fase inicial1 e à mudança da composição da placa bacteriana, o que aumenta drasticamente o número de anaeróbicos gram-negativos, responsáveis pelo início e avanço da periodontite2. Esse processo pode terminar com a destruição do periodonto do elemento dentário nos casos em que essa condição se perpetua ao longo do tempo

(Figura 5.1). Qualquer restauração, por menor que seja, tem um grande impacto sobre o periodonto quando não executada de maneira correta. Por fim, toda restauração deve ser checada clínica e radiograficamente após sua confecção. Tão importante quanto a construção de uma restauração adequada, estética e funcionalmente, é criar no paciente a consciência da importância do controle adequado de placa bacteriana para o sucesso do tratamento.

 

6 ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO

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114 |

capítulo 6

ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO

INTRODUÇÃO

A realização de adequado isolamento do campo operatório

é essencial para favorecer a obtenção de melhores resultados durante as etapas de preparo cavitário e principalmente de confecção da restauração1. Três fatores estão diretamente envolvidos na realização do isolamento do campo operatório: controle da umidade, acesso ao campo operatório e prevenção de acidentes2.

Um adequado controle da umidade inclui evitar a presença de saliva, de fluido sulcular ou de sangue no campo operatório. O acesso ao campo operatório envolve a manutenção da boca do paciente aberta, a depressão ou a retração da língua, dos lábios e do tecido gengival. A prevenção de acidentes significa evitar cortes acidentais nos tecidos moles e aspiração, por parte do paciente, de resíduos de material restaurador ou até de pequenos instrumentos3.

CLASSIFICAÇÃO

O isolamento do campo operatório pode ser absoluto ou relativo. Na maioria das situações clínicas, o profissional deve optar pelo isolamento absoluto, visto que propicia mais facilmente a conjugação dos fatores básicos do isolamento do campo operatório, que são o controle da umidade, o acesso ao campo operatório e a prevenção de acidentes. Entretanto, em algumas situações nas quais não for possível realizar o isolamento absoluto ou quando sua realização puder limitar a avaliação estética do campo operatório, estará indicada a realização do isolamento relativo, que ainda pode ser tradicional ou combinado.

 

7 SISTEMAS ADESIVOS

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132 |

capítulo 7

SISTEMAS ADESIVOS

INTRODUÇÃO

A evolução significativa que ocorreu na área dos sistemas adesivos dentais, em especial nos últimos anos, proporcionou uma alteração importante na abordagem restauradora praticada na Dentística. Os métodos restauradores tradicionais que implicavam a necessidade de realizar preparos cavitários retentivos estão sendo cada vez mais substituídos por procedimentos restauradores menos invasivos, ou seja, adesivos.

Essa modificação importante teve como marco referencial o trabalho desenvolvido por Buonocore, que introduziu a técnica de condicionamento ácido do esmalte em

19551. Apesar da grande resistência inicial na aceitação desta técnica no meio científico, foi graças à continuidade das pesquisas desenvolvidas por Buonocore1, Gwinnett2 e outros pesquisadores, que estabeleceram o mecanismo de ação e a segurança biológica da técnica, que vivemos atualmente a era da “odontologia adesiva”.

Nesse caminho evolutivo dos sistemas adesivos, o desafio seguinte foi conseguir união à dentina, que é um substrato mais complexo do que o esmalte dental, já que apresenta menor conteúdo inorgânico e maior quantidade de matéria orgânica, umidade e relaciona-se intimamente com a polpa dentária. Por muitos anos, fracassaram as tentativas de desenvolver sistemas adesivos dentinários confiáveis. A partir dos trabalhos de Fusayama3, que sugeriu não só o emprego da técnica de condicionamento

 

8 MANEJO DO COMPLEXO DENTINA-POLPA EM DENTÍSTICA

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148 |

capítulo 8

MANEJO DO COMPLEXO DENTINA-POLPA EM DENTÍSTICA

INTRODUÇÃO

A polpa dentária suscita uma série de interpretações no profissional da área odontológica, quando manifestações clínicas ocorrem como fruto de alterações na sua fisiologia normal. A sua condição de aprisionamento por paredes rígidas, que ela mesma construiu, produz um ambiente de baixa tolerância às agressões. Isso, para muitos, serve de justificativa para que, no momento em que haja qualquer modificação na normalidade de resposta da polpa dentária, ela seja removida e o tratamento endodôntico seja instituído. Por outro lado, há aqueles que acreditam que a polpa seja capaz de resistir a tudo. Colocam sobre ela qualquer tipo de substância ou material, sem a preocupação quanto à solidez ou fragilidade de referências científicas que levem em conta trabalhos longitudinais, biológicos, que apontem para respostas previsíveis quando da utilização de determinada técnica ou material.

O objetivo deste capítulo é abordar, o menos apaixonadamente possível, o manejo do complexo dentina-polpa em procedimentos restauradores, levando em consideração aspectos da estrutura pulpar e o estado atual da questão envolvendo os avanços da odontologia adesiva e os limites biológicos para a adoção de determinadas técnicas restauradoras.

 

9 MATERIAIS RESTAURADORES DIRETOS

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capítulo 9

MATERIAIS RESTAURADORES DIRETOS

INTRODUÇÃO

Os procedimentos restauradores diretos apresentam a vantagem de não necessitarem de etapas laboratoriais para a conclusão do trabalho; entretanto, o sucesso clínico depende, em grande parte, do material e da técnica restauradora empregados. Além disso, a atuação do profissional tem influência significativa no desempenho clínico das restaurações diretas.

Desde o início do século passado, vários materiais foram introduzidos na tentativa de devolver a função e principalmente a estética aos elementos dentais debilitados, porém grande parte desses materiais desapareceu ou foi aperfeiçoada como resultado da evolução das pesquisas básicas em materiais dentários complementadas por estudos clínicos1. Na atualidade, existe uma variedade imensa de materiais restauradores diretos disponíveis no mercado. Essa situação normalmente gera uma dificuldade para o profissional, pois o apelo de marketing dos fabricantes é muito forte e a grande questão é esta: qual a melhor opção de material restaurador direto? Inicialmente, o dentista deve estabelecer de forma criteriosa o tipo de paciente e a situação clínica específica em que terá que atuar.

 

10 RESTAURAÇÕES DE AMÁLGAMA

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180 |

capítulo 10

RESTAURAÇÕES DE AMÁLGAMA

INTRODUÇÃO

CLASSIFICAÇÃO

Uma questão que certamente o leitor pode estar se fazendo neste momento é “qual o motivo de escrever um capítulo sobre restaurações de amálgama em um livro cujo título é Dentística: saúde e estética?”

Apesar da evolução significativa das técnicas e dos materiais restauradores estéticos, não podemos desconsiderar alguns aspectos importantes relativos às restaurações de amálgama, tais como a grande experiência clínica com esse material, sua facilidade de manipulação e o baixo custo1. Portanto, certamente o amálgama continuará a representar uma alternativa de tratamento restaurador em dentes posteriores em muitos países.

É essencial que o profissional despreze uma visão apaixonada entre a seleção e a utilização de restaurações de amálgama ou materiais restauradores estéticos em dentes posteriores, pois a atuação em dentística é muito mais abrangente do que essa simples indicação clínica. A análise cuidadosa tanto em relação ao perfil do paciente e de suas necessidades de tratamento quanto ao local de atuação e ao treinamento prévio do profissional é importante na definição do tratamento restaurador.

 

11 CONHECENDO O APARELHO FOTOPOLIMERIZADOR E LED

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200 |

capítulo 11

CONHECENDO O APARELHO FOTOPOLIMERIZADOR E LED

INTRODUÇÃO

Vários procedimentos clínicos, em diversas especialidades odontológicas, utilizam atualmente produtos fotoativados. Resinas compostas, adesivos dentinários, cimentos resinosos, bases de proteção cavitária, materiais para restauração provisória, barreiras gengivais, géis clareadores, cimentos cirúrgicos, selantes de fóssulas e fissuras são alguns dos produtos fotoativados presentes no mercado odontológico. Cada um desses produtos ou os protocolos clínicos a que eles se destinam apresentam tempos, potências e, muitas vezes, características distintas de ativação.

Estimuladas por tamanha diversidade de indicações e das variáveis que envolvem cada um dos procedimentos que dependem de uma unidade emissora de luz, as indústrias de equipamentos odontológicos introduziram no mercado aparelhos de altíssima tecnologia, providos de recursos específicos a determinados procedimentos, mas que nem sempre se prestam à utilização eficiente e segura com todos os materiais e em todas as manobras realizadas com ativação por luz.

 

12 APLICAÇÕES CLÍNICAS DOS MATERIAIS IONOMÉRICOS

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218 |

capítulo 12

APLICAÇÃO CLÍNICA DOS MATERIAIS IONOMÉRICOS

INTRODUÇÃO

Os cimentos de ionômero de vidro foram desenvolvidos na década de 70 a partir de estudos de Wilson e Kent1,2, e constituem um grupo de materiais restauradores que evoluiu significativamente, apresentando modificações em seus componentes, determinando melhora em suas propriedades e, desse modo, ampliando suas aplicações clínicas3,4. Os motivos que levaram ao grande interesse por parte dos profissionais e, conseqüentemente, por parte dos fabricantes pelo cimento de ionômero de vidro são as suas propriedades de adesividade à estrutura dental, liberação de flúor, biocompatibilidade e coeficiente de expansão térmica similar ao do dente5.

A possibilidade de utilizar um material restaurador que apresentasse tais propriedades fez com que novos produtos fossem desenvolvidos, com tamanhos de partículas e proporção pó/líquido diferentes, permitindo o uso dos cimentos de ionômero de vidro também como material para cimentação e base de restaurações.

 

13 CLAREAMENTO DENTAL

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236 |

capítulo 13

CLAREAMENTO DENTAL

INTRODUÇÃO

O crescente interesse dos pacientes por uma melhor aparência estética do sorriso, associado ao desenvolvimento significativo de novos materiais e técnicas, incentivados por uma divulgação na mídia desse conceito de beleza, propiciou uma evolução importante da odontologia estética. Como a alteração de cor dos dentes é um aspecto que prejudica significativamente o sorriso e há cada vez mais uma valorização dos procedimentos menos invasivos, a técnica de clareamento dental representa uma opção importante de tratamento estético.

As técnicas de clareamento podem ser empregadas tanto em dentes vitais quanto em não-vitais e baseiamse na aplicação de agentes químicos que, por uma reação de oxidação, removem pigmentos orgânicos dos dentes.

O primeiro relato de clareamento em dentes não-vitais

é de 1848, ao passo que, em dentes vitais, utilizando técnica em consultório, é de 18681. O agente clareador empregado era essencialmente o peróxido de hidrogênio.

Abbot1, em 1918, sugeriu o uso de instrumento aquecido para acelerar a reação química. Recentemente, outras formas de acelerar a reação química, tais como o uso de lâmpadas específicas, laser, Leds e de agentes clareadores fotossensíveis, têm sido utilizadas. Entretanto, há falta de evidência científica suficiente sobre sua real importância na técnica de clareamento em consultório2,3.

 

14 RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA DIRETA EM DENTES POSTERIORES

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266 |

capítulo 14

RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA DIRETA EM DENTES POSTERIORES

INTRODUÇÃO

CLASSIFICAÇÃO

A resina composta para uso em dentes posteriores tem sido, ao longo das últimas décadas, um dos materiais dentários mais intensamente pesquisados. Esse fato se deve a diversos fatores, tais como a solicitação cada vez maior dos pacientes por uma restauração agradável do ponto de vista estético, a constante busca por procedimentos restauradores menos invasivos e a controvérsia relacionada ao uso do amálgama.1,2,3

A evolução dos sistemas adesivos e das resinas compostas para dentes posteriores tem possibilitado minimizar algumas deficiências significativas das primeiras formulações, tais como a resistência ao desgaste, a falha de união à dentina, a contração de polimerização e o manchamento superficial. Entretanto, ainda existem limitações quanto ao emprego das resinas compostas em dentes posteriores, as quais serão discutidas neste capítulo.

Aliada a essa evolução das propriedades mecânicas e químicas dos compósitos está também uma melhora importante nas opções de cores dos materiais comercializados atualmente. Com a introdução, no mercado, das resinas compostas com diferentes graus de opacidade/translucidez associados ao uso dos corantes para caracterização intrínseca e a utilização da técnica de “estratificação natural” comumente empregada nas restaurações de porcelana, tornou-se possível confeccionar restaurações de resina composta em dentes posteriores com excelente resultado estético, aproximando-se muito da aparência dos dentes naturais.

 

15 PRINCÍPIOS DE ESTÉTICA APLICADOS À DENTÍSTICA

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300 |

capítulo 15

PRINCÍPIOS DE ESTÉTICA APLICADOS À DENTÍSTICA

INTRODUÇÃO

Um detalhe fundamental a ser salientado é o de que atualmente é possível atuar em dentística com ênfase em procedimentos estéticos de modo ético, comprometido com uma visão de promoção de saúde realmente integral e, o mais relevante, com previsibilidade de resultados sustentados por evidência científica em diversos procedimentos diretos e indiretos1,2,3,4,5,6,7. Assim como nas especialidades que envolvem um diagnóstico e eventual intervenção, é essencial que o profissional “enxergue” o indivíduo8,9,10 e seu respectivo quadro de saúde/doença, e não apenas o dente ou a lesão de cárie; na odontologia estética também é fundamental que o profissional desenvolva a capacidade de ter uma visão mais ampla – macroestética

– e uma observação mais focada nos dentes – microestética.

A macroestética compreende essencialmente os fatores estéticos relacionados à face e ao periodonto e a visão dos dentes em grupo, e a microestética analisa os detalhes que compõem a estética do dente individualmente.

 

16 RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA DIRETA EM DENTES ANTERIORES

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322 |

capítulo 16

RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA DIRETA EM DENTES ANTERIORES

INTRODUÇÃO

A existência de alterações nos dentes anteriores, como as causadas por lesão de cárie, traumatismo, má formação, mau posicionamento no arco dental, restaurações deficientes, distúrbios oclusais, normalmente gera um prejuízo estético significativo nos pacientes. Aliadas a esse prejuízo estético, freqüentemente existem alterações funcionais1. Com a evolução dos sistemas adesivos e das resinas compostas fotopolimerizáveis, é possível solucionar um número cada vez maior de situações clínicas de alterações nos dentes anteriores de forma bastante rápida, com menor custo e preservando mais estrutura dental hígida.

Isso porque a técnica de condicionamento ácido de esmalte e dentina associada ao uso de sistemas adesivos permite limitar ao máximo o preparo dental nessas situações, geralmente necessitando apenas remover a alteração já existente2. O progresso nas formulações dos compósitos atuais, incluindo melhora das propriedades físicas e aumento das opções de cores, possibilita ao profissional obter resultados bastante interessantes e previsíveis quando há necessidade de restaurar dentes anteriores3. Antigamente, as opções de materiais restauradores diretos para dentes anteriores eram bastante limitadas. O cimento de silicato apresentava baixa resistência mecânica, alta solubilidade, pobre resultado estético e necessitava de retenções mecânicas para ficar retido na cavidade preparada.

 

17 FACETA DIRETA DE RESINA COMPOSTA

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358 |

capítulo 17

FACETA DIRETA DE RESINA COMPOSTA

INTRODUÇÃO

CLASSIFICAÇÃO

A evolução dos sistemas adesivos e das resinas compostas fotopolimerizáveis têm propiciado o desenvolvimento de diversas técnicas restauradoras adesivas estéticas menos invasivas, com o objetivo de reparar alterações de cor, forma ou posição dental que prejudiquem o equilíbrio estético e/ou funcional1.

Dentre essas alternativas está a confecção de faceta direta de resina composta que consiste na aplicação e escultura de uma ou mais camadas deste material sobre a superfície do dente, para favorecer principalmente um melhor resultado estético.

A realização de facetas diretas de resina composta permite ao profissional controlar e avaliar o procedimento restaurador desde a seleção da cor até o estabelecimento da morfologia final. Este tipo de restauração pode ser geralmente confeccionado em uma única sessão clínica. Por requerer pouco ou até mesmo nenhum desgaste do dente, a faceta direta de resina composta representa uma alternativa restauradora menos invasiva e de menor custo em comparação com a coroa ou o laminado de porcelana2.

 

18 COLAGEM DE FRAGMENTO DENTAL

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386 |

capítulo 18

COLAGEM DE FRAGMENTO DENTAL

INTRODUÇÃO

Antes do advento da técnica de condicionamento ácido do esmalte, os dentes fraturados eram restaurados com restaurações indiretas ou extraídos. A introdução das resinas compostas e a evolução dos sistemas adesivos associados à técnica de condicionamento ácido de esmalte e dentina propiciam a execução de tratamentos restauradores estéticos mais conservadores. Estes podem ser realizados de forma direta, como as restaurações de resina composta, ou indireta, como os laminados e os inlays/onlays de compósito ou porcelana.

Entretanto, a confecção de um procedimento restaurador normalmente implica a realização de algum desgaste dental, e seu sucesso está diretamente vinculado a uma correta indicação e à habilidade do profissional.

O traumatismo em dentes permanentes pode envolver danos a várias estruturas: esmalte, dentina, polpa, ligamento periodontal e osso. Segundo Andreasen1, mais da metade dos traumatismos envolve incisivos centrais, sendo a fratura coronária a ocorrência mais freqüente. Para decidir pela melhor alternativa de tratamento, o dentista deve realizar um cuidadoso exame clínico e radiográfico e lembrar que a capacidade de regeneração das diversas estruturas é diferente. A polpa, a dentina, o osso e o ligamento periodontal têm algum potencial de regeneração dependendo do grau do traumatismo a que foram submetidos, do estágio de desenvolvimento do dente e de uma adequada técnica de tratamento. Infelizmente, o esmalte não tem capacidade regenerativa. Portanto, a melhor forma de “substituir” um fragmento dental de um dente fraturado é com o próprio fragmento através da técnica de colagem.

 

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