Cinema e Loucura

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Neste livro surpreendente, os autores se propuseram a uma tarefa pioneira: usar personagens de filmes clássicos e modernos para auxiliar o leitor a compreender os mecanismos dos transtornos mentais, criando uma obra de interesse não apenas aos estudantes de saúde mental, mas a todos aqueles apaixonados por cinema.

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Capítulo 1 - INTRODUÇÃO

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capítulo 1

INTRODUÇÃO

Poucas áreas do conhecimento têm fascinado tanto a humanidade como aquela voltada para o estudo da mente humana: é a mente buscando compreender a si própria. A questão se torna ainda mais fascinante ao se estudarem os transtornos mentais, situações em que o funcionamento da mente encontra-se alterado. A complexidade dessa

área é tão grande que algumas pessoas chegam mesmo a acreditar que o homem jamais conseguirá desvendar de forma plena os mistérios que permeiam nossas funções mentais e as alterações associadas a elas. Seria como tentar tirar os dois pés do chão puxando os próprios suspensórios, ou seja, algo impossível.

Os transtornos mentais fazem parte de nossa experiência diária.

Eles são muito mais comuns do que em geral se imagina. Dados epidemiológicos estimam que entre 30 e 40% dos brasileiros apresentaram pelo menos uma vez na vida um transtorno mental (Mello; Mello; Kohn,

2007). Dessa forma, inevitavelmente cada um de nós tem um vizinho, um amigo ou mesmo um familiar que já sofreu ou está sofrendo desse problema.

 

Capítulo 2 - TRANSTORNOS COGNITIVOS

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capítulo 2

TRANSTORNOS

COGNITIVOS

O termo cognição deriva da palavra latina cognitione, que significa conhecer. Representa o conjunto das funções mentais responsáveis pela aquisição, organização, interpretação e armazenamento de informações do mundo externo que possuem algum valor significativo para o indivíduo. São as habilidades cognitivas que nos permitem representar o mundo à nossa volta, prevendo e alterando o curso de eventos futuros. Dentre o grande número de funções cognitivas, destacam-se a consciência, a atenção, a orientação, a sensopercepção, a memória, o pensamento, a inteligência e as funções executivas. A seguir, discutiremos algumas dessas funções cognitivas.

A consciência é, sem dúvida, a mais complexa de todas as funções mentais. A própria palavra consciência é utilizada em nossa língua para expressar, pelo menos, dois processos mentais relativamente distintos. Assim, o termo consciência pode ser empregado para indicar a vivência subjetiva da atividade mental, o dar-se conta das vivências internas (pensamentos, sentimentos, recordações), dos estímulos corporais e do mundo externo (a sensopercepção). Nesse sentido, ela representa a integração de todos os processos psíquicos em determinado momento.

 

Capítulo 3 - TRANSTORNOS MENTAIS RELACIONADOS A SUBSTÂNCIAS

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capítulo 3

TRANSTORNOS

MENTAIS

RELACIONADOS

A SUBSTÂNCIAS

Substâncias psicoativas, também denominadas psicotrópicos, são substâncias naturais ou sintéticas que, quando consumidas, produzem alterações na atividade mental. Através dos tempos, diferentes culturas descobriram e criaram uma grande variedade dessas substâncias, muitas das quais podem levar a processos de dependência.

Frequentemente é utilizada em nosso meio a expressão droga-adicção para designar a dependência química. Todavia, a palavra adicção não existe em português, tratando-se de um anglicismo originado da palavra addiction, que, por sua vez, deriva do termo em latim addictu, que significa “escravo por dívidas” e era utilizado para expressar o fato de um homem, por não dispor de recursos, aceitar ser escravo para saldar dívidas contraídas.

A característica comum das substâncias psicoativas com potencial para causar dependência é a capacidade de aliviar sensações desagradáveis, como ansiedade ou dor, ou de produzir sensações de prazer e bem-estar. Substâncias que aliviam sensações desagradáveis atuam, em geral, inibindo circuitos neurais aversivos, enquanto aquelas que produzem sensações de prazer ativam sistemas de recompensa do cérebro (Cruz; Landeira-Fernandez, 2004).

 

Capítulo 4 - TRANSTORNOS PSICÓTICOS

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capítulo 4

TRANSTORNOS

PSICÓTICOS

Um dos principais aspectos na nossa relação com o ambiente é a capacidade que temos de processar e interpretar adequadamente os estímulos que se encontram ao nosso redor. A principal característica dos transtornos psicóticos é a perda do contato com a realidade. De fato, os sintomas psicóticos estão associados a alterações que impedem o indivíduo de se relacionar de forma apropriada com o mundo exterior, ou seja, estímulos ou informações do meio externo podem ser processados de forma falsa e, quando apreendidos adequadamente, interpretados de forma distorcida. Uma pessoa que sofre de um transtorno psicótico pode apresentar comportamentos em profunda discordância com o meio onde ela se encontra.

Alucinação e delírio são os dois principais sintomas psicóticos. A alucinação é uma falsa percepção, na qual o paciente vivencia uma experiência sensorial, mas o estímulo físico correspondente a essa experiência está ausente. Por exemplo, um indivíduo que apresenta uma alucinação auditiva pode ouvir vozes sem que outras pessoas estejam de fato falando nas proximidades. As alucinações podem ser classificadas de acordo com as diferentes modalidades sensoriais: auditivas, visuais, táteis, olfativas, gustativas, corporais (envolvendo as vísceras) ou de movimento

 

Capítulo 5 - TRANSTORNOS DO HUMOR

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capítulo 5

TRANSTORNOS

DO HUMOR

Afetividade e humor são conceitos estreitamente relacionados. Os afetos consistem em estados psíquicos subjetivos que se caracterizam pela propriedade de serem agradáveis ou desagradáveis. O humor, por sua vez, representa um somatório de todos os afetos presentes na consciência em um dado momento, constituindo o estado afetivo basal.

Caracteriza-se por ser difuso e persistente e não relacionado a um objeto específico. O humor imprime ao indivíduo um importante componente motivacional e é capaz de influenciar, praticamente, todas as outras funções mentais, assim como o seu comportamento.

Tradicionalmente, pode-se descrever o humor de acordo com duas dimensões: intensidade e valência. Como ilustrado na Figura 5.1, a intensidade ou ativação do humor pode variar entre um polo de alta e outro de baixa intensidade. A valência, por sua vez, pode ser subdividida em positiva, quando o estado afetivo é agradável para o próprio indivíduo (p. ex., alegria), ou negativa, quando se apresenta desagradável (p. ex., tristeza, raiva e ansiedade). O termo euforia refere-se a um humor positivo de grande intensidade, enquanto o termo disforia está relacionado a uma valência negativa de humor.

 

Capítulo 6 - TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

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Figura 6.1

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

Grupos de sinais e sintomas que caracterizam uma reação de ansiedade.

de atividades comportamentais, como inquietação, definida pela movimentação das mãos, dos pés ou de qualquer outra parte do corpo, ou por andar de um lado para o outro; e reações fisiológicas associadas, como sudorese, palpitação, náusea e a sensação de vazio no estômago.

Tanto o DSM-IV-TR como a CID-10 definem diferentes transtornos de ansiedade, dentre os quais estão o transtorno de pânico, a agorafobia sem história de transtorno de pânico, a fobia social, a fobia específica, o transtorno obsessivo-compulsivo, o transtorno de estresse agudo, o transtorno de estresse pós-traumático e o transtorno de ansiedade generalizada.

TRANSTORNO DE PÂNICO

O transtorno de pânico possui dois componentes principais: os ataques de pânico inesperados e recorrentes; e o medo e a preocupação constantes quanto a apresentar novos ataques de pânico.

Um ataque de pânico consiste em uma crise aguda de ansiedade de grande intensidade, de início abrupto e curta duração, com destaque para os seguintes sintomas: falta de ar (dispneia), vertigem, sensação de desmaio, palpitação, tremor, sudorese, náusea, formigamento

 

Capítulo 7 - TRANSTORNOS SOMATOFORMES

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capítulo 7

TRANSTORNOS

SOMATOFORMES

Todo ser vivo é dotado de instintos de autopreservação. Nesse sentido, para o ser humano nada é mais assustador do que algo que põe em risco a sua sobrevivência. Nossos órgãos sensoriais nos dão informações sobre o funcionamento do nosso corpo. Sensações desagradáveis transmitidas por eles podem ser bastante úteis, porque nos alertam sobre ameaças a nossa integridade física e nossa saúde corporal. Todavia, um sistema de automonitoramento, ou a interpretação dos sinais que ele detecta, pode estar alterado. Esse é o caso dos transtornos somatoformes.

Os transtornos somatoformes (ou somatomorfos) caracterizam-se pela presença de sintomas físicos (soma significa “corpo”) que não podem ser explicados por uma condição médica geral. Ou seja, há o componente subjetivo de um sofrimento localizado em alguma região corporal, mas exames clínicos e laboratoriais não revelam nenhuma alteração significativa que corresponda à queixa do paciente. Embora os sintomas físicos possam ser extremamente variados, desde dores de cabeça até a paralisia de um membro, todos compartilham uma mesma particularidade: a ausência de comprovação objetiva de uma doença.

 

Capítulo 8 - TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

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Fenômenos dissociativos podem ocorrer em pessoas normais e são comuns em nosso cotidiano. Eles ocorrem quando estamos devaneando e quando estamos tão concentrados em uma atividade – como ler um livro – que ficamos totalmente alheios ao ambiente. Da mesma forma, o estado de transe induzido por hipnose constitui, também, um fenômeno dissociativo. O indivíduo hipnotizado fica tão aderido à voz e às instruções do hipnotizador que ignora tudo mais que está ao redor.

Dessa forma, a impressão que temos de que nossa consciência é um fenômeno unitário e de que nossa atividade mental se expressa por meio de um processamento em série – ou seja, uma atividade mental de cada vez, ao longo de um processo contínuo – é relativamente falsa. Diversas funções mentais podem se manifestar concomitantemente. Nossa atividade mental funciona de forma paralela. Somos capazes de realizar várias tarefas de forma simultânea, embora grande parte dessas tarefas não sejam necessariamente agregadas a um sistema único de consciência ou de identidade.

 

Capítulo 9 - TRANSTORNOS FACTÍCIOS E SIMULAÇÃO

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TRANSTORNOS FACTÍCIOS E SIMULAcãO

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(p. ex., cortando-se com uma lâmina). A síndrome de Münchhausen diferencia-se da hipocondria

(e de outros transtornos somatoformes; ver Capítulo 7) pelo fato de que o paciente com um transtorno factício sabe que está mentindo, enquanto o hipocondríaco realmente acredita estar doente.

Em uma forma especial de síndrome de Münchhausen, denominada Münchhausen por procuração, o indivíduo produz sinais clínicos em outra pessoa, a qual está sob seus cuidados, podendo acontecer em mães ou outras pessoas responsáveis por uma criança. A síndrome caracteriza-se pela invenção ou produção intencional de alterações clínicas na criança, fazendo com que ela seja considerada doente. Mais uma vez, esse comportamento tem como única motivação a obtenção de atenção médica. A síndrome de Münchhausen por procuração é uma forma de abuso infantil e, com frequência, envolve a ocorrência de outras formas de abuso, na ausência de qualquer violência explícita. Paradoxalmente, a pessoa responsável demonstra uma grande preocupação com a saúde da criança, que, com o passar do tempo, pode participar desse processo patológico e, até mesmo, sofrer, ela própria, da síndrome de

 

Capítulo 10 - TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE

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TRANSTORNOS DA SEXUALIDADE

164 to de interações sociais durante a infância e a adolescência. Assim, a sexualidade humana só se expressa de forma plena após sua completa maturação, com o advento da puberdade.

Três aspectos são importantes no desenvolvimento psicossexual: orientação sexual, identidade de gênero e papel do gênero. A orientação sexual está relacionada ao objeto ao qual se dirige a atração ou excitação sexual. Ou seja, o indivíduo pode ter uma orientação heterossexual

(atração pelo sexo oposto), homossexual (atração pelo mesmo sexo), bissexual (atração por ambos os sexos) ou assexual (indiferença à prática sexual). O termo orientação sexual é considerado mais apropriado que opção sexual ou preferência sexual, uma vez que a tendência sexual começa a se desenhar na infância, período em que a criança ainda não possui capacidade plena de avaliar e definir sua preferência sexual.

A identidade de gênero, por sua vez, representa a autoconsciência ou convicção que a pessoa tem quanto a ser homem ou mulher. Desenvolve-se durante os três primeiros anos de vida e está diretamente relacionada tanto ao sexo da criança quanto ao ambiente em que ela

 

Capítulo 11 - TRANSTORNOS DA ALIMENTAÇÃO

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TRANSTORNOS DA ALIMENTAcãO

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~

sível fazer uma refeição, por mais saborosa que ela seja, em um local que apresente aspectos desagradáveis, como pessoas sujas ou cheiro de esgoto.

De fato, a motivação alimentar é uma das características mais importantes para a sobrevivência do indivíduo e, certamente, modelou o desenvolvimento evolucionário de nossa espécie. Se hoje temos grande facilidade para obter alimento nos supermercados e armazená-lo em geladeiras, nossos primeiros ancestrais, que viveram cerca de 100 a 150 mil anos atrás, não possuíam tais facilidades. A comida era escassa. Acredita-se que, antes as dificuldades ambientais, o processo de seleção natural tenha privilegiado os fenótipos que pudessem armazenar o excesso de alimento ingerido sob forma de gordura. Hoje em dia, no entanto, como consequência da ampla disponibilidade de alimento observada em países desenvolvidos e em desenvolvimento, a obesidade tornou-se um problema de saúde pública. Estudos epidemiológicos indicam que a obesidade vem crescendo assustadoramente, chegando mesmo a níveis epidêmicos. Na América Latina, sua prevalência chega a ser maior do que a de desnutrição.

 

Capítulo 12 - TRANSTORNOS DO SONO

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TRANSTORNOS DO SONO

188 poral do ciclo sono-vigília também pode ser confirmando a partir de nossa própria experiência.

Quanto mais tempo ficamos acordados, maior a nossa necessidade de dormir.

O sono é um estado de perda reversível, periódica e espontânea da consciência, em que se observa a presença de posturas estereotipadas, como ficar deitado com os olhos fechados, associadas à redução da atividade motora e processamento sensorial. Ao acordar, muitas vezes somos capazes de nos lembrar de imagens (predominantemente visuais) e vivências emocionais que experimentamos enquanto estávamos dormindo, as quais representam os sonhos.

Grande parte da aquisição do conhecimento acerca do sono e do sonho ocorreu com a observação de padrões de ondas elétricas do cérebro registradas por meio do eletroencefalograma (EEG). Além das ondas cerebrais, é importante também observar o movimento dos olhos e o tônus muscular, registrados, respectivamente, por meio do eletroculograma e do eletromiograma. Finalmente, pode-se ainda monitorar a atividade autonômica de uma pessoa durante o sono a partir de seus batimentos cardíacos e de seu padrão de respiração. Esses registros demonstram, de forma inequívoca, que o sono apresenta dois grandes períodos completamente distintos, denominados sono REM e sono não REM (NREM).

 

Capítulo 13 - TRANSTORNOS DO CONTROLE DOS IMPULSOS

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capítulo 13

TRANSTORNOS

DO CONTROLE

DOS IMPULSOS

O conceito de impulso vem da física e está relacionado ao esforço necessário para colocar um corpo em movimento. Matematicamente, um impulso “I” pode ser expresso pela fórmula “I = F.t”, onde “F” é a força aplicada sobre o corpo e “t”, o tempo de atuação da força. Em neurofisiologia, utiliza-se o termo impulso nervoso para descrever um sinal elétrico que é transmitido ao longo de um neurônio. Em psicologia, impulso representa uma força motivacional capaz de dar origem a um comportamento. Além do impulso, processos relacionados com a volição (ou vontade) são importantes para a ocorrência de uma ação.

Dentro desse modelo, o impulso representa o aspecto emocional relacionado à força que impele o indivíduo à ação. A volição, por sua vez, representa o componente cognitivo responsável pelo processo de escolha entre várias possibilidades de ação. Assim, embora a ausência de um impulso impossibilite uma ação, são as etapas do processo volitivo que determinam como o indivíduo irá agir.

 

Capítulo 14 - TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE

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TRANSTORNOS DA PERSONALIDADE

208 personalidade colérica (do humor bile amarela) seria enérgica, com espírito de liderança, ambiciosa e empreendedora. Dentre suas características negativas estariam agressividade e irritabilidade. Finalmente, a personalidade melancólica (do humor bile negra) se caracterizaria por ser perfeccionista e exigente. Dentre seus aspectos negativos destacariam-se a insegurança e a depressão. O conceito de personalidade associada a diferentes humores foi predominante até o final da Idade Média, permanecendo praticamente intocado durante 14 séculos.

No início do século XX surgiram algumas tentativas de se estabelecer relações entre os aspectos corporais (morfológicos) e as características da personalidade. Em relação a isso,

Ernst Kretschmer (1888-1964) e William Sheldon (1901-1985) propuseram duas teorias muito próximas. Tanto Kretschmer como Sheldon, com nomenclaturas diferentes, definiram três biotipos. Na nomenclatura de Kretschmer (1921), encontram-se o pícnico, o leptossômico e o atlético. Na de Sheldon (1940), estão definidos os biotipos endomorfo, ectomorfo e mesomorfo.

 

Capítulo 15 - TRANSTORNOS MENTAIS DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

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capítulo 15

TRANSTORNOS

MENTAIS DA

INFÂNCIA E DA

ADOLESCÊNCIA

Ao nascer, o bebê é totalmente dependente dos cuidados de um adulto.

Essa fragilidade faz com que necessite de atenção especial, sem a qual a preservação de sua vida seria inviável. Com o passar do tempo, a criança torna-se cada vez mais independente e autônoma ante as demandas do mundo externo, graças à aquisição de habilidades motoras, cognitivas e sociais. O desenvolvimento dessas habilidades depende da conjugação entre fatores genéticos, herdados dos pais, e informações adquiridas a partir das interações que faz com o seu ambiente.

Após o nascimento, a criança passa por períodos críticos ou sensíveis, durante os quais a influência do meio externo produz efeitos duradouros ou mesmo irreversíveis no funcionamento de sua atividade mental, em oposição a efeitos circunstanciais da experiência fora desses períodos. De fato, os períodos críticos representam momentos em que o sistema nervoso está extremamente sensível aos processos de aprendizagem capazes de produzir alterações permanentes em determinadas estruturas neurais.

 

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