Vocabulário contemporâneo de psicanálise

Autor(es): Zimerman, David
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A

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A

A (abreviatura do Vínculo do Amor; primeira fileira da Grade) [BION]

Em muitas traduções latino-americanas da obra de BION, a letra A designa a inicial de

Amor (vínculo do). Em muitos outros escritos, a inicial utilizada para designar esse tipo de vínculo é a letra L, inicial do original inglês Love.

Por outro lado, BION emprega a letra A como constituindo a primeira fileira da sua Grade, mais exatamente a que designa o estádio da função de pensar, que ainda está no nível dos protopensamentos, ou seja, dos elementos β. (Ver figura 1, que acompanha o verbete “Grade”).

A, a (abreviatura de Autre e autre) [LACAN].

Em LACAN, a letra A maiúscula é a inicial do vocábulo francês Autre, que LACAN chama de “grande outro”, termo com o qual ele refere mais propriamente a figura do pai interditor, como representante exterior da lei, opondo-se à díade imaginária com a mãe. Como letra minúscula, é inicial de autre ou “pequeno outro” e refere mais geralmente (mas não unicamente) a mãe, tal como está situada no plano do imaginário.

 

B

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B

B [BION]

Essa letra, na Grade de BION, designa a segunda fileira, correspondente aos elementos α, que são a matéria-prima para possibilitar o prosseguimento da formação dos pensamentos propriamente ditos. Vide Figura 1.

Balint, Michael

Foi um importante médico psiquiatra e psicanalista, considerado um dos sucessores das idéias de FERENCZI, com quem ele se analisou. Nasceu na Hungria em 1896 e

faleceu em Londres, em 1970. Em 1926, com 30 anos, organizou a Policlínica e o

Instituto de Psicanálise de Budapeste. Em

1938, emigrou para a Inglaterra, onde trabalhou mais particularmente na Tavistock

Clinic, da qual foi um dos fundadores.

Ao tratar de pacientes com graves problemas emocionais, Balint deduziu que o principal fator etiológico deste tipo de pacientes, bastante regressivos, não seria tanto a clássica conflitiva entre pulsões e defesas, mas muito mais um problema gerado pelo fato de que lhes “faltava algo” desde o início do desenvolvimento emocional.

Para esse algo que faltava deu o nome de falta básica, destacando a diferença com a conflitiva edípica. Assinalou, ainda, a predominância de relações objetais de natureza diádica. enfatizou o prejuízo da comunicação em vista da linguagem prevalentemente de natureza pré-verbal. Também alertou os psicanalistas para o fato de que esses pacientes têm um baixíssimo limiar de tolerância às frustrações, e que reagem às interpretações, não tanto pela sua adequação, mas, sim, pelo fato de lhes causarem gratificação ou frustração.

 

C

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C

C [BION]

Essa letra, na Grade de BION, ocupa a terceira fileira, a que designa a etapa evolutiva dos pensamentos que estão no registro onírico sob a forma de sonhos, devaneios e mitos. Dessa forma, a função de rêverie do analista, também pode ser enquadrada na fileira C.

A letra C também aparece nas traduções em português da obra de BION designando a inicial da palavra conhecimento (do original knowledge e da correspondente letra K).

Cadeia (rede) de significantes [LACAN]

Uma das mais importantes concepções de

LACAN, segundo a qual, desde que nasce, através do discurso dos educadores, o sujeito passa a formar parte de uma cadeia de significantes, na qual deverá estruturarse, sendo justamente o inconsciente essa cadeia articulada.

Assim, tal qual se passa nas conexões dos fios de uma rede, também os diversos significantes, pelo fenômeno psíquico do deslizamento, se interconectam. Ver os verbetes deslizamento e significante.

Calma do desespero (conceito de prática clínica) [BION]

BION atribuiu grande relevância à dor psíquica que o analisando sofre no processo analítico, quando está fazendo mudanças profundas e verdadeiras no seu psiquismo, a ponto de poder atingir um estado de um sofrimento turbulento. A esse sofrimento

 

D

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D

D [BION]

Letra da Grade de BION, onde ocupa a quarta fileira, que corresponde ao estágio evolutivo da capacidade de pensar das préconcepções.Vide o verbete Grade e a Figura 1.

Defesas, mecanismos de [FREUD, M.

KLEIN, LACAN, BION]

Designação dos distintos tipos de operações mentais que têm por finalidade reduzir as tensões psíquicas internas, ou seja, das angústias. Os mecanismos de defesa processam-se pelo ego e praticamente sempre são inconscientes. Admitindo a hipótese de que a angústia está presente desde o nascimento, como muitos autores postulam, impõese a convicção de que o ego do recém-nascido está pugnando para livrar-se dessas ansiedades penosas e obscuras. É óbvio que quanto mais imaturo e menos desenvolvido estiver o ego, mais primitivas e carregadas de magia serão as defesas.

FREUD, no início de sua obra, assinalou as defesas mais evidentes no tipo de pacientes que então atendia. Assim, nas histéricas, ele descobriu o mecanismo defensivo da repressão (também nomeado recalcamento)

 

E

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E

E [BION]

Letra que na Grade de BION ocupa a fileira que designa o nível concepção na gênese da função de pensar. A concepção segue, na grade, à letra D que designa as pré-concepções e permite a passagem para a letra

E, que refere a formação de conceitos.

Econômico, ponto de vista [FREUD]

FREUD definiu a metapsicologia pela síntese de três pontos de vista: o tópico, o dinâmico e o econômico. Este último, seguindo as tendências das ciências da época, deveria levar em conta a quantidade de energia psíquica. Também deveria considerar, nas oposições a ela, a possibilidade de avaliar seu destino através de variações de intensidade, como acontece nos contra-investimentos, ou nas suas transformações, como sucede com a energia livre, própria do processo primário, quando é transformada em energia ligada, mais característica do processo secundário.

Igualmente, FREUD descreveu as perturbações da descarga libidinal que promovem as neuroses atuais. Também referiu que, levando em conta a tolerância de cada sujeito em particular, um afluxo excessivo de

 

F

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F

F [BION]

Essa letra, na Grade de BION, designa a sexta fileira, alusiva ao nível da capacidade de formação de conceitos.

FREUD que, numa correspondência com LOU

ANDREAS-SALOMÉ escreveu que “é preciso cegar-se artificialmente para se ver melhor”.

Essa analogia fica ainda mais clara com a metáfora de que “as estrelas somente são visíveis no escuro”.

Facho de escuridão (conceito de técnica) [BION]

Fairbairn, Ronald

Para BION, o cerne da psicanálise se constitui na busca de O (inicial de origem), ou seja, da verdade absoluta, da realidade última, e essa busca fica prejudicada caso a sensorialidade prevaleça sobre a sensibilidade intuitiva. Assim, ele afirma que o “desejo é uma intrusão no estado mental do analista, que esconde, disfarça e obscurece aquele aspecto do O que se mantém desconhecido e desconhecível. Este é o ponto escuro, que precisa ser iluminado pela cegueira”. BION (1970, p. 76) completa essa concepção com a seguinte frase: “Memória e desejo são iluminações que destroem o valor da capacidade do analista para observação, como a penetração da luz numa câmara destrói o valor do filme exposto”.

 

G

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G

G [BION] Na Grade de BION, G ocupa a sétima fileira, onde designa o sistema dedutivo científico, o qual se forma de uma combinação lógica de conceitos, de hipóteses e de teorias, que já foram alcançadas e que estão representadas na fileira anterior, a F.

Essa fileira G está preenchida unicamente na casela G2, porquanto a Grade visa a fazer uma representação gráfica unicamente daquilo que se passa na experiência emocional da situação do par analítico, pois um sistema dedutivo científico tem pouco a ver com a finalidade de uma análise.

Um exemplo do enunciado de G2 (a coluna 2, representada pela letra grega Y, designa as falsificações e mentiras) consiste no entendimento segundo um modelo que mostra quanto uma alta abstração científica – por exemplo, a teoria geocêntrica de

Ptolomeu que durou vários séculos – pode estar a serviço de uma mentira para cuja manutenção foi necessária uma cruel perseguição a Galileu e a Giordano Bruno, que ousaram desafiar a falsidade.

Gangue narcisista [ROSENFELD]

 

H

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H

H [BION]

Hans, O menino ou O pequeno [FREUD]

A letra H aparece com freqüência nos textos de BION com dois significados distintos:

1. Na Grade, ocupa a oitava fileira, designando a etapa evolutiva da capacidade para pensar que atingiu um alto grau de abstração, ou seja, a condição de realização de cálculos algébricos.

2. Um segundo significado refere-se ao uso que BION faz para designar o vínculo do ódio

(a letra H é a inicial da palavra inglesa hate,

ódio).

Ver o verbete Historiais clínicos.

Handling [WINNICOTT]

Expressão de WINNICOTT para destacar a importância da maneira com que a mãe dispensa ao bebê os cuidados que executa com as suas mãos (handling), ou seja, como ela manipula e maneja os movimentos pertinentes à higiene corporal da criança, além dos demais contatos físicos. WINNICOTT dá grande realce ao aspecto da identificação da mãe com o recém-nascido e também confere especial importância ao fato de o handling, juntamente com o holding, constituírem fatores básicos na construção do processo de personalização, outro conceito original de WINNICOTT.

 

I

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I

I [BION]

A letra I é utilizada por BION como inicial do termo idéia, o qual representa o que ele conceitua como idéias, isto é, objetos psicanalíticos compostos por elementos α. A essência dessa conceituação reside na noção de que a idéia preenche o hiato entre o impulso e sua satisfação.

Na Grade, equivale à coluna 5, isto é, o da

Investigação.

Id ou das Es [FREUD]

FREUD tomou o termo id emprestado de uma concepção de GRODDECK para caracterizar a instância psíquica que sedia as pulsões inconscientes. Fez essa escolha porque id – que no original alemão é das Es – e que em português ultimamente vem sendo traduzido pelo termo isso – designa um pronome da terceira pessoa do singular (es), neutro, sem gênero, nem número, assim caracterizando a maneira impessoal, biológica, de como as desconhecidas pulsões instintivas agem sobre o ego.

FREUD introduziu esse termo a partir do trabalho O ego e o id (1923), assim inaugurando sua segunda tópica que já vinha em gestação, ou seja, a teoria estrutural da mente, na

 

J

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J

Jacobson, Edith

Jogo da espátula

Renomada médica e psicanalista pertencente à escola da Psicologia do Ego, nasceu em 1897, na Alta Silésia. Em 1933 começou a lutar clandestinamente contra o nazismo, até ser detida pela Gestapo em 1935.

Acusada de alta traição, foi condenada a dois anos e meio de prisão. Aproveitando uma permissão para submeter-se a uma cirurgia, fugiu para Praga, de onde foi para os Estados Unidos, integrando-se ao grupo psicanalítico de Nova York.

E. JACOBSON fez importantes contribuições, principalmente para a psicanálise norteamericana, acerca das primitivas relações objetais, tomando como base seus estudos centrados nas depressões e em estados borderline. Faleceu em 1978 e as suas contribuições mais originais à psicanálise estão contidas no livro O self e o mundo objetal

(1954), onde ela enfoca, entre outros, o conceito de self psicofisiológico.

Pode-se dizer que as concepções de

E.J ACOBSON acerca do desenvolvimento emocional primitivo conseguiram aproximar um pouco os Psicólogos do Ego da psicanálise kleiniana, aproximação essa que veio a ser reforçada com as contribuições de O. KERNBERG.

 

K

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K

K (e -K) [BION]

Nascido em Viena, Áustria, em 1928, KERNBERG estudou medicina na Universidade de

BION utiliza essa letra, inicial da palavra inglesa knowledge, ou seja, conhecimento na tradução portuguesa, para designar uma forma de vínculo, tanto positiva (que significa a atitude do sujeito de querer conhecer as verdades), ou de uma negativa, em cujo caso a grafia é -K, e sinaliza uma forma de negação e ataque às verdades intoleráveis.

Em muitos textos traduzidos para o português ou espanhol, no lugar da letra K, aparecem as letras C (de conhecimento) ou S (de saber).

Ver o verbete vínculo.

Kernberg, Otto

Santiago do Chile, onde se especializou em psiquiatria de fundamentação clássica.

Trabalhou como residente de 1954 a

1957, chegando a atingir a condição de professor assistente do departamento de psiquiatria daquela Universidade, que era então dirigida pelo notável psicanalista

IGNÁCIO MATTE B LANCO , assim vindo aos poucos a se interessar pelo campo das psicoterapias.

O encontro com MATTE BLANCO foi marcante na carreira psicanalítica de KERNBERG, pois o influenciou a ingressar na Sociedade Chilena de Psicanálise, de cujo Instituto MATTE

 

L

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L

L (e -L) [BION]

BION emprega a letra L, inicial da palavra inglesa love, como signo que designa o vínculo do amor. Em textos espanhóis e portugueses, por vezes, aparece como A, inicial da palavra amor.

Ver o verbete vínculo.

Lacan, Jacques

Jacques Marie Emile LACAN nasceu na França em 1901 e faleceu em 1984. Provindo de uma família de classe média, sempre foi um aluno brilhante, tendo-se destacado nas disciplinas de filosofia, teologia e latim. Iniciou seus estudos de medicina em 1920 e, a partir de 1926, especializou-se em psiquiatria, na qual se interessou particularmente pelo estudo das paranóias. Por essa época,

Lacan integrou o movimento surrealista, juntamente com outros famosos artistas, escritores e intelectuais, como A.BRETON,

S.DALI e PICASSO.

Em 1933, complementando seus estudos sobre as paranóias, com vistas à obtenção de seu título de membro efetivo, LACAN apresentou a tese intitulada Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade, que serviu como ponto de partida para as suas concepções originalíssimas. Esse trabalho foi fundamentado no seu famoso caso

 

M

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M

Mãe, normalidade e patogenia da

De uma forma ou de outra, o papel da mãe aparece em todos os autores da psicanálise, embora com abordagens muitas vezes distintas, e partindo de distintos vértices de observação e de estudo. Mas invariavelmente ocupa um papel central no desenvolvimento emocional da criança e no psiquismo do futuro adulto.

FREUD deixa transparecer em muitos momentos de sua obra uma especial valorização do papel da mãe na estruturação do psiquismo da criança – o ensaio psicanalítico que ele faz de Leonardo da Vinci (1910)

é um bom exemplo disso – especialmente no que diz respeito à normalidade e à patologia da formação e resolução do universal complexo de Édipo. No entanto, no conjunto de sua obra, nitidamente falocêntrica, FREUD deu à mãe um papel significativamente menor do que o atribuído ao pai.

M.KLEIN, em contrapartida, ao longo de toda sua obra deu um papel central e fundamental à mãe em relação ao desenvolvimento emocional primitivo do bebê, num detrimento quase total à figura do pai. Por isso, sua teoria psicanalítica é considerada demasiadamente seiocêntrica. M.KLEIN destacou, sobretudo, a relação objetal mãe-bebê

 

N

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N

Não

O termo não aparece com bastante regularidade na literatura psicanalítica, com significações distintas, a partir de diversos autores, como pode ser evidenciado nas conceituações que seguem:

1. Não e Sim [SPITZ]

Essa terminologia foi empregada por R.

SPITZ, em seu livro No y Si (1957), no qual descreve a função estruturante que resulta de a criança poder dizer não numa fase evolutiva correlata à da analidade, porquanto serve de subsídio para ela começar a construir sua noção de direito à propriedade e uma abertura para o caminho da emancipação.

2. Não analisabilidade (conceito de técnica)

Na prática clínica, o critério de admitir pacientes para a análise clássica sempre foi uma fonte de controvérsias, polêmicas e de muitas transformações ocorridas paralelamente com os avanços da teoria e das técnicas psicanalíticas. Assim, durante muito tempo, predominou um critério de indica-

ções e de contra-indicações, levando em conta principalmente os aspectos relativos ao diagnóstico e ao prognóstico.

 

O

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O

O [BION]

Na obra de BION, levando em conta os textos no idioma original e os traduzidos, a letra O aparece de duas maneiras:

1. Designa o ponto de origem de uma verdade à qual não se consegue chegar e conhecer, a não ser através do produto de suas transformações. Na terminologia empregada por BION, esse termo guarda uma sinonímia com coisa em si mesmo, realidade

última, verdade absoluta, divindade, númeno. Para caracterizar a perspectiva mística desse termo, BION gostava de mencionar a frase do poeta Milton: “O infinito, informe, sem nome”.

O signo O tanto pode ser lido como letra

(inicial de origem) ou como zero (com o significado de ponto de partida). BION mostrou preferir que O fosse lido como letra.

Dessa forma, na situação analítica, se fizermos uma metáfora, cabe dizer que BION valorizou, sobretudo, uma linha imaginária, onde num pólo consta a origem desconhecida dos fatos e sentimentos, representada por O, enquanto no outro pólo está K, ou seja, o conhecimento dos aludidos sentimentos.

 

P

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P

Paciência [BION]

A psicanálise contemporânea valoriza sobremodo o que BION denomina condições necessárias mínimas do analista. Ter paciência com seu paciente, consigo mesmo e com a evolução da análise ganha uma alta relevância. Deve ficar esclarecido, no entanto, que a conceituação do termo paciência, do ponto de vista psicanalítico, não deve ser confundida com um estado de resignação e, muito menos, de uma espera passiva e conformada.

Pelo contrário, a paciência consiste numa atitude psicanalítica interna do analista pertinente à sua função de capacidade negativa (ver esse verbete) – a ser desenvolvida no analisando – no sentido de poder conter dúvidas, angústias e, sobretudo, respeitar o ritmo do paciente.

Em síntese, o termo paciência sugere significados de sofrimento e de tolerância à frustração, especialmente em relação à dimensão do tempo, condições inerentes à capacidade de pensar.

FREUD, ao descrever o caso Dora (1905, p.14), menciona a seguinte expressão do poeta Goethe: “Nem só a Arte e a Ciência servem; no trabalho deve ser mostrada a

 

Q

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Q

Q [FREUD]

Em seu trabalho “Projeto para uma psicologia científica para neurólogos” (1895),

FREUD emprega a letra Q para designar a quantidade, ou seja, a energia que circula pelos neurônios, capaz de deslocamento e descarga. No entanto, essa noção de quantum apresenta alguma dificuldade nos textos de FREUD pelo fato de ele representá-la, de forma algo ambígua, tanto por Q quanto por Qn.

GARCIA-ROZA, um profundo estudioso de

FREUD, em seu livro Introdução à Metapsicologia Freudiana I, sugere a conveniência de se considerar Q como designando a quantidade de excitação ligada à estimulação sensorial externa e Qn como designando a quantidade de excitação interna, de ordem intercelular. Ou ainda, Qn como sendo de ordem psíquica e Q indicando uma quantidade externa.

Quantidade de investimento libidinal [FREUD]

Essa terminologia corresponde ao ponto de vista econômico de FREUD. Assim, a pulsão

é postulada por ele como um elemento quantitativo da economia psíquica, segundo sua hipótese, que explicaria o funciona-

 

R

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R

R [BION]

Dentre os seis elementos de psicanálise propostos por BION, consta o da relação I – R, ou seja, da Idéia (ver esse verbete) com a

Razão.

No capítulo oitavo de Elementos em Psicanálise” (1963), BION afirma que a razão tem a função de administrar as pulsões de vida e de morte que, em sua forma rudimentar, servem de escravas da paixão. As pulsões são forçadas a submeter-se à razão que, assim, se torna “senhora das paixões e genitora da lógica”.

Desse modo, conclui BION, “a busca de satisfação de desejos incompatíveis conduz à frustração (...) e o predomínio do princípio da realidade estimula o desenvolvimento do pensamento e do pensar, da razão e a da percepção da realidade psíquica e ambiental”.

Rabisco, jogo do [WINNICOTT]

Ver o verbete Jogo do rabisco.

Racionalização

Termo freqüentemente empregado dentro e fora da psicanálise, foi introduzido por E.

JONES, em 1908, no artigo “A racionalização na vida cotidiana”. Como o nome sugere, está ligado ao uso da razão, por parte do sujeito, para apresentar uma explicação coerente, do ponto de vista da lógica, ou para encontrar uma justificativa do ponto de vista moral para uma atitude, uma conduta, uma idéia, um sentimento, etc., cujos motivos verdadeiros, de alguma forma, ele nega.

 

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