Técnicas de Terapia Cognitiva para Crianças e Adolescentes

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Traz estratégias criativas adicionais para engajar pacientes difíceis, tratar problemas desafiadores e orientar determinadas habilidades cognitivas e comportamentais. Os terapeutas podem escolher entre várias intervenções colaborativas, de acordo com a idade, o nível de desenvolvimento, o problema apresentado, os interesses e as habilidades do cliente. A maior parte dos procedimentos deste livro pode ser aplicada em grupos e em famílias, bem como no tratamento individual.

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1 O começo

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O começo

E ste livro oferece aos cognitivo­‑comportamentais

terapeutas diferentes técnicas e procedimentos a fim de tornar mais acessível e mais efetiva a terapia, seja para as crianças, seja para os terapeutas. Seu objetivo é servir como complementação do livro que o antecede, Clinical Practice of Cognitive Therapy

With Children and Adolescents: The Nuts and Bolts (Friedberg e McClure, 2002). O primeiro livro oferecia informações básicas sobre o tratamento. Agora, o tema é aprofundado visando a apresentar mais técnicas e abordagens, abrangendo pacientes difíceis e problemas e casos mais complexos. Há exemplos ilustrativos de casos para ajudar os terapeutas a escolher a técnica que melhor se aplique ao paciente. Também se pensou em uma obra que reunisse os manuais de tratamento empiricamente embasados e aquilo que encontramos na prática clínica.

No Capítulo 1, apresentamos alguns dos achados da literatura a fim de orientar os terapeutas sobre meios de pôr em prática aspectos considerados efetivos em tratamentos empiricamente embasados. Além disso, é considerada uma abordagem paradigmática ao tratamento, avaliando­‑se como ela pode oferecer benefícios à vivência clínica.

 

2 Utilização de avaliação de maneira eficiente

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Utilização de avaliação de maneira eficiente

T

estagem e avaliação em psicoterapia são procedimentos contínuos cujos objetivos são a formulação de hipóteses sobre os pacientes, o apoio a estratégias de tratamento, a avaliação de progressos e de resultados (Nelson­‑Gray, 2003; Peterson e Sobell, 1994; Schroeder e Gordon,

2002). Os critérios formais e informais descritos neste capítulo oferecem dados para hipóteses a respeito da formulação do caso. Considerando­‑se as informações obtidas nos vários instrumentos descritos,

é possível identificar sintomas de humor específicos, crenças disfuncionais, comportamentos problemáticos, contingências comportamentais e esquemas não adaptativos. Todos esses fatores são centrais na elaboração da formulação de caso.

Os critérios referidos neste capítulo também permitem que se monitore o progresso do tratamento. É possível repetidamente administrar e pontuar os instrumentos para acompanhar ganhos do tratamento. Se for usado um critério formal, como o Inventário de Depressão de

 

3 Psicoeducação

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Psicoeducação

A psicoeducação cumpre uma função central na terapia cognitiva: orienta crian-

Informações aos pais

ças, jovens e famílias para a TCC. Seu propósito inclui dar informações à família a fim de que ela tenha clareza em relação a sintomas, tratamento e diagnósticos, facilitando, assim, o processo de mudança. O que se quer, na verdade, é que os pacientes sejam parceiros informados e preparados para o empreendimento psicoterapêutico.

Assim como Goldfried e Davila (2005) afirmaram, métodos e livros psicoeducativos dão esperança aos pacientes.

Informações fundamentais precisam ser comunicadas de forma acessível, compreensível e engajadora, evitando­‑se termos técnicos (Piacentini e Bergman, 2001).

Piacentini e Bergman também sugeriram o uso de histórias, anedotas e metáforas visando a exemplificar as informações.

Neste capítulo, oferecemos metáfo­ ras e tarefas criativas que tornam a porção psicoeducativa do tratamento significativa, inesquecível e efetiva. Também são analisados recursos (como livros e websi­ tes) que permitem aos terapeutas a escolha daqueles que se encaixam nos estilos de aprendizado e problemas apresentados pelas famílias com as quais estão trabalhando.

 

4 Intervenções comportamentais

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Intervenções comportamentais

E

xistem boas razões para começar com intervenções comportamentais ao longo da terapia na maior parte dos problemas da infância. Muitas crianças em tratamento não têm habilidades em autorregulação; portanto, terão um imenso benefício aprendendo a autocontrolar seus sentimentos e seus comportamentos. Quando são extremamente ansiosas ou raivosas, geralmente não conseguem manter­‑se atentas a cognições e, assim, serão resistentes a intervenções cognitivas mais sofisticadas. Além disso, introduzir abordagens comportamentais na fase inicial do tratamento constrói rapport, aumenta a motivação e o engajamento, amplia o repertório de coping e prepara­‑as para intervenções subsequentes. Intervenções comportamentais, muitas vezes, provocam mudanças mais imediatas e facilitam a continuidade do tratamento. As técnicas comportamentais também refletem­‑se na alteração de comportamentos fora das sessões, o que facilita a generalização.

As técnicas comportamentais diminuem a frequência e gravidade de comportamentos indesejados, ao mesmo tempo em que aumentam a frequência de comportamentos desejados. Somado a isso, mudanças nas atitudes, nas emoções e na cognição resultam em mudanças de comportamento; por conseguinte, levam a uma melhoria geral no funcionamento.

 

5 Métodos de autoinstrução e reestruturação cognitiva

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Métodos de autoinstrução e reestruturação cognitiva

Métodos de autoinstrução representam a primeira tentativa de intervenções da TCC para lidar com pensamentos disfuncionais e perturbadores. Esses métodos envolvem o treinamento em técnicas de fala interna, a qual reflete “o conteúdo cognitivo ou o que as pessoas dizem a si mesmas em seus pensamentos” (Spiegler e Guevremont, 1998, p. 306). Os procedimentos de fala interna atuam no sentido de modificar o que crianças e adolescentes dizem a si mesmas ao experienciarem uma emoção perturbadora ou uma circunstância problemática. A reestruturação cognitiva mostra à criança que, se é possível mudar seus pensamentos, também é possível mudar as sensações (Deblinger et al., 2006). Portanto, as intervenções cognitivas lidam com a fala interna.

A fala interna e outras intervenções de reestruturação cognitiva apoiam a construção de esquemas de coping

(Kendall e Suveg, 2006). A chave em qualquer intervenção cognitiva não é acabar com cognições negativas e perturbações emocionais, mas sim sua redução e sua mudança em direção a perspectivas mais adaptativas. Padesky (1988) reconhecidamente afirmou que o objetivo da

 

6 Análise racional

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Análise racional

O

s procedimentos de análise racional são as intervenções cognitivas mais sofisticadas, sendo geralmente usados com o objetivo de provocar dúvidas nas crenças mais arraigadas dos pacientes. Bandura

(1977b; 1986) afirmou que crenças ou regras pessoais são formuladas pela razão, e que processos racionais são formas de validar as conclusões. Além disso,

Bandura observou que os erros lógicos podem emergir de aparências enganadoras, evidências inconsistentes, supergeneralizações, aspectos de seleção e processos indutivos e dedutivos falhos.

Este capítulo aborda vários métodos que avaliam a precisão e a utilidade de pensamentos, pressupostos e crenças, e que alteram padrões desadaptativos e/ou imprecisos. Em função da análise racional envolver a coleta e a avaliação de dados, o processo precisa permanecer colaborativo, e não diretivo. Crianças com mais idade e adolescentes com boas habilidades verbais tendem a se beneficiar de técnicas de análise racional. Metáforas fazem com que a análise racional seja mais acessível para crianças com menos idade. Uma aquisição básica de habilidades de identificação cognitiva deve ocorrer antes de se usar estratégias de análise racional com o objetivo de desafiar e modificar pensamentos.

 

7 Performance, aquisição e exposição

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Performance, aquisição e exposição

A cultura popular reconhece a importância de demonstrar competência por meio da performance ou da aquisição comportamental. Frases como “Menos conversa e mais atitude”, “Mais jogo e menos enrolação” e “Faça acontecer” refletem o valor da ação. O slogan da

Nike, Just do it, bem como o comando do

Capitão Picard de Jornada nas Estrelas a seu tenente, “Faça com que seja”, são baseados na noção de enfrentar tarefas difíceis apesar dos obstáculos emocionais.

Por último, o princípio de que quando se cai do cavalo, tem­‑se que montar de volta, comunica o valor da persistência em face do desconforto e do medo.

Esta parte final do livro aborda novamente o tema discutido no início, tor­ nan­do­‑o circular de diversas maneiras. No

Capítulo 1, abordou­‑se o papel crucial da excitação emocional e do jogo de aprendizagem experimental com a TCC. O aprendizado experimental ajuda “a cabe­ça e o coração a chegarem a um consenso”

(Padesky, 2004, p. 434). Experimentos comportamentais e a aprendizagem experimental explicitamente evocam a excita­

 

8 Considerações finais

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Considerações finais

E

ste livro reflete aproximadamente quatro anos de planejamento, prática clínica, pesquisa e redação. Decidir sobre as palavras finais foi uma tarefa difícil, visto que nosso trabalho continua. Ainda assim, reforçamos o que cremos ser um conjunto importante de atitudes: encorajar os terapeutas a persistir, apesar dos inevitáveis desafios clínicos e a retornar ao texto como se procurassem um colega confiável para ter apoio e orientação. Portanto, sugerimos as seguintes atitudes:

ENVOLVA E ENGAJE AS CRIANÇAS E

SUAS FAMÍLIAS NO PROCESSO

Diga­‑me e eu esquecerei. Mostre­‑me e eu posso não lembrar. Envolva­‑me e eu compreenderei.

Provérbio indígena

A psicoterapia cognitivo­‑compor­ tamental não é um exercício intelectual estéril; ao contrário disso, requer o envolvimento emocional do paciente. O uso impessoal e abstrato de tabelas, formulários e outros procedimentos raramente atinge seu objetivo. A colaboração e a parceria com pacientes engaja­‑os no processo; ou seja, quando eles são coarquitetos de suas intervenções, o trabalho clínico torna­‑se mais significativo. Usar este texto já é colaboração em si; somos parceiros no processo de tratamento. Enquanto proporcionamos

 

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