Psicoterapias abordagens atuais

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Esta terceira edição, completamente revisada, traz um grande número de capítulos novos, bem como os demais totalmente reformulados. Seu objetivo principal é o de orientar o leitor para a escolha do modelo de terapia mais efetivo para os diferentes pacientes que buscam ajuda. A consistência e a profundidade dos textos e sua linguagem clara e direta atendem tanto às necessidades do estudante como às do profissional interessado em se atualizar.

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Capítulo 1 - As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações econtra -indicações

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1 As principais psicoterapias: fundamentos teóricos, técnicas, indicações e contra-indicações

Aristides Volpato Cordioli

O presente capítulo apresenta um breve panorama das psicoterapias na atualidade, incluindo a origem, a evolução, o conceito e os elementos que caracterizam esse importante método de tratamento dos problemas emocionais e dos transtornos mentais. Serão descritos os principais modelos, seus fundamentos teóricos e técnicas, bem como suas indicações e contra-indicações.

Originalmente chamada de cura pela fala, a psicoterapia tem suas origens na medicina antiga, na religião, na cura pela fé e no hipnotismo. Foi, entretanto, ao final do século XIX que passou a ser utilizada no tratamento das assim denominadas doenças nervosas e mentais, tornando-se uma atividade médica inicialmente restrita aos psiquiatras. No decorrer do século

XX, outros profissionais passaram a exercê-la: médicos clínicos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, entre outros, ultrapassando as fronteiras do “modelo médico”. Houve uma grande proliferação de modelos e métodos apoiados em diferentes concepções sobre os sintomas e o funcionamento mentais, muitas vezes conflitantes e até antagônicas. Escolas surgiram, especialmente no pós-guerra, e sociedades científicas organizaram-se promovendo seus

 

Capítulo 2 - Como atuam aspsicoterapias: os agentes de mudança e as principais estratégias e intervenções psicoterápicas

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Cordioli e cols.

Como atuam as 2 psicoterapias: os agentes de mudança e as principais estratégias e intervenções psicoterápicas

Aristides Volpato Cordioli

Larriany Giglio

Os autores revisam, neste capítulo, as estratégias e intervenções psicoterápicas utilizadas pelos diferentes métodos de psicoterapia: cognitivas (insight), comportamentais (aprendizagem), afetivas, ambientais ou sociais. Destacam, ainda, a importância dos chamados fatores comuns ou não-específicos, inerentes à relação terapêutica, e mencionam as principais técnicas utilizadas pelas diferentes abordagens psicoterápicas. Destacam, também, as principais questões em aberto, as perspectivas futuras e, em particular, as possibilidades de integração com as neurociências.

As psicoterapias são métodos de tratamento realizados por profissionais treinados com o objetivo de reduzir ou remover um problema, uma queixa ou um transtorno de um paciente ou cliente, utilizando, para tal fim, meios psicológicos. São realizadas em um contexto primariamente interpessoal, a relação terapêutica, e utilizam a comunicação verbal como principal recurso. Caracterizam-se, ainda, por serem uma atividade eminentemente colaborativa entre paciente e terapeuta.

 

Capítulo 3 - Fatores comuns e mudança em psicoterapia

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Cordioli e cols.

Fatores comuns e 3 mudança em psicoterapia

Luciano Isolan

Gabriel Pheula

Aristides Volpato Cordioli

As psicoterapias têm se mostrado eficazes por meio de diferentes abordagens e em diferentes transtornos. Quando comparadas entre si, as psicoterapias, de uma maneira geral, tendem a apresentar resultados semelhantes. Uma das explicações para tal equivalência é o papel dos fatores comuns, ou não-específicos, os quais seriam elementos compartilhados por todas elas. Nesse contexto, tais fatores seriam os grandes responsáveis pelas melhoras obtidas com esses métodos de tratamento. Neste capítulo, os autores buscam revisar as questões referentes à eficácia das psicoterapias, aos processos de mudança em psicoterapia, aos diferentes fatores envolvidos nesse processo e, finalmente, apresentam um modelo geral de psicoterapia.

Uma extensa revisão de diversos estudos concluiu que a psicoterapia geralmente é benéfica por meio de diferentes abordagens e em diferentes transtornos (Lambert; Ogles, 2004).

 

Capítulo 4 - A relação terapêutica: transferência, contratransferência e aliança terapêutica

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Cordioli e cols.

A relação terapêutica: 4 transferência, contratransferência e aliança terapêutica

Cláudio Laks Eizirik

Zelig Libermann

Flávia Costa

A relação terapêutica é o veículo por meio do qual se processam os tratamentos psicoterápicos. O destino de cada psicoterapia resulta das características pessoais do paciente e do terapeuta, das reedições de vivências passadas que ambos trazem para a situação presente e da interação desses elementos com a relação atual, única e particular, que eles estabelecem entre si. Dessa forma, pode-se compreender a complexidade que envolve uma relação composta de tantos fatores que se superpõem, sucedem, complementam ou antagonizam.

Para efeitos de sistematização, este capítulo considerará, separadamente, a transferência, a contratransferência, a aliança terapêutica e a relação real. Deve-se ter em mente, contudo, que esses quatro conceitos devem ser considerados em conjunto, procurando-se atentar para o predomínio de um ou de outro, ou para o seu funcionamento conjunto, em cada situação ou período do tratamento, para que se possa ter uma idéia mais clara e abrangente da relação terapêutica.

 

Capítulo 5 - O diagnóstico do paciente e a escolha da psicoterapia

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5 O diagnóstico do paciente

e a escolha da psicoterapia

Aristides Volpato Cordioli

Fabiano Alves Gomes

As psicoterapias têm se firmado como um importante recurso com o qual contam os profissionais da saúde mental, fazendo parte da abordagem de praticamente todos os transtornos mentais. Escolher a modalidade de terapia mais adequada para cada paciente nem sempre é uma tarefa fácil, pois um número maior de métodos está disponível, e o terapeuta necessita conhecer seus alcances e limites, bem como as condições exigidas do paciente. No presente capítulo, é abordada a questão da avaliação do paciente e da escolha da melhor terapia para cada uma das situações que se apresentam. É discutida a importância do diagnóstico clínico e da formulação de uma hipótese etiológica e a escolha da terapia mais apropriada, considerando-se as evidências de eficácia disponíveis e a relação custo/benefício nos diferentes transtornos psiquiátricos.

As psicoterapias, juntamente com os psicofármacos, constituem os principais recursos de que dispõem os profissionais de saúde mental para o tratamento dos transtornos mentais e de problemas emocionais ou interpessoais, sendo, em algumas situações, o método mais efetivo disponível e, em muitas outras, um importante coadjuvante de outros métodos de tratamento, como os psicofármacos.

 

Capítulo 6 - As condições do paciente e a escolha da psicoterapia

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6 As condições do paciente

e a escolha da psicoterapia

Aristides Volpato Cordioli

Fabiano Alves Gomes

As psicoterapias são tratamentos de natureza psicológica que vêm cada vez mais se consagrando como um importante recurso na abordagem dos transtornos mentais. No capítulo anterior, foram discutidas três questões a serem esclarecidas na avaliação do paciente candidato à psicoterapia: os motivos da procura por tratamento e o diagnóstico psiquiátrico, a identificação de possíveis fatores etiológicos e a escolha do tratamento mais apropriado. No presente capítulo, examinaremos outras duas questões igualmente importantes: as condições pessoais do paciente e as possibilidades de acesso, uma vez que, na escolha do modelo tais fatores podem ter uma influência decisiva nos resultados da terapia ou até impossibilitar o tratamento.

Serão descritas as condições pessoais a serem levadas em conta na escolha de uma terapia bem como a forma de avaliá-las nas entrevistas iniciais. Será apresentado ainda um quadro geral dos diferentes transtornos, das psicoterapias mais indicadas para cada um deles e das condições pessoais associadas a resultados favoráveis.

 

Capítulo 7 - O início da psicoterapia

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7 O início da psicoterapia

Lúcia Helena Freitas Ceitlin

Aristides Volpato Cordioli

O início da terapia é uma das fases mais delicadas do tratamento psicoterápico e é decisiva para a permanência ou não do paciente em tratamento. Para tanto, é necessário vencer as eventuais resistências do paciente, sua falta de motivação e a dificuldade em aderir aos procedimentos propostos.

Neste capítulo, serão discutidas questões relevantes da fase inicial, como a confirmação do diagnóstico e da indicação da terapia, uma melhor avaliação das capacidades e condições pessoais do paciente para levar adiante a terapia e o estabelecimento do contrato terapêutico, do vínculo e da aliança terapêutica.

O início de uma psicoterapia é bastante especial, despertando uma variedade de sentimentos e emoções em seus participantes: expectativa, dúvida, esperança, simpatia, rejeição ou rechaço, desejo de ajudar, pena, desesperança, etc. De seu entendimento e manejo adequado depende, em grande parte, o sucesso do tratamento. Nessa fase da terapia, paciente e terapeuta precisam, antes de tudo, conhecer-se e adaptar-se à maneira de ser e ao estilo pessoal de cada um, ao mesmo tempo em que dão início ao empreendimento ao qual se propuseram.

 

Capítulo 8 - Alta em psicoterapia de orientação psicodinâmica

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Cordioli e cols.

Alta em psicoterapia de 8 orientação psicodinâmica

Eneida Iankilevich

Ana Flávia Barros da Silva Lima

Claudia Maciel Szobot

Nosso objetivo não será dissipar todas as peculiaridades do caráter humano em benefício de uma ‘normalidade’ esquemática, nem tampouco exigir que a pessoa que foi ‘completamente analisada’ não sinta paixões nem desenvolva conflitos internos. A missão da análise é garantir as melhores condições psicológicas possíveis para as funções do ego; com isso, ela se desincumbiu de sua tarefa.

(Freud, 1969)

A alta em psicoterapia é um evento relevante na prática clínica. É a coroação de um resultado favorável em um processo de tratamento. Implica terem sido alcançadas as metas pretendidas, com melhora ou cura do quadro que trouxe o paciente a tratamento, e caracterizase por ser uma combinação de comum acordo da dupla terapeuta-paciente. Todos os tratamentos psicoterápicos visam à obtenção da alta; entretanto, nem todos os términos acontecem sob a forma de alta, podendo ocorrer interrupções por outros motivos (abandono do paciente, doença ou morte de um dos membros da dupla, dificuldades financeiras, mudança de cidade, etc.). Ainda que a alta seja um objetivo de todas as psicoterapias, é nas psicoterapias de orientação analítica que costumam ser examinados os intensos sentimentos despertados por esse momento de separação. Neste capítulo, considera-se a alta como um momento decisivo das psicoterapias. É apresentada uma revisão bibliográfica dos dados mais recentes em relação ao tema, aspectos técnicos, indicadores e modelos teóricos envolvidos para a compreensão desse fenômeno. São, ainda, descritas as dificuldades e implicações metodológicas da pesquisa nessa área.

 

Capítulo 9 - Psicanálise e psicoterapia de orientação analítica

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9 Psicanálise e

psicoterapia de orientação analítica

Cláudio Laks Eizirik

Simone Hauck

A psicanálise e a psicoterapia psicanalítica têm suas raízes no trabalho realizado por

Sigmund Freud, que, a partir da observação de pacientes psiquiátricos e da aplicação sistemática do método psicanalítico, fundou a psicanálise como ciência no início do século XX.

Uma grande variedade de tratamentos foi desenvolvida desde então para o tratamento das psicopatologias e distúrbios de natureza emocional. No entanto, a terapia analítica se caracteriza por buscar ampliar a capacidade da mente e as possibilidades de escolha do indivíduo, além da melhora dos sintomas.

Neste capítulo, apresentaremos a história da elaboração teórica e técnica da terapia analítica a partir dos estudos de Freud, os desenvolvimentos posteriores de maior relevância e os aspectos que caracterizam o método analítico. Serão também revisadas as evidências disponíveis de sua eficácia, além do seu papel na realidade atual.

O método psicanalítico instituiu-se como ciência a partir da investigação empírica de

 

Capítulo 10 - Terapia focal: psicoterapia breve psicodinâmica

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10 Terapia focal: psicoterapia breve psicodinâmica

Vera Braga Lemgruber

A psicoterapia breve psicodinâmica tem sua origem na psicanálise freudiana. A terapia focal é uma modalidade de psicoterapia breve psicodinâmica que se desenvolveu, principalmente, a partir das contribuições de Ferenczi (Técnica Ativa), Alexander (Experiência Emocional Corretiva), Malan (Foco e Triângulos de Interpretação), Sifneos (Psicoterapia como experiência de aprendizado para o paciente) e McCullough (Integração de diferentes táticas terapêuticas). A terapia focal baseia-se nos conceitos de experiência emocional corretiva e efeito carambola, possuindo características técnicas específicas que a distinguem das outras psicoterapias breves psicodinâmicas.

O termo psicoterapia breve (PB) originouse da tentativa de Ferenczi e Rank (1924) de encurtar o tempo de duração dos tratamentos psicanalíticos. Na época, era imprescindível a referência à psicanálise, por não haver outra modalidade de tratamento psicoterapêutico.

Até a Segunda Guerra Mundial, a psicanálise foi utilizada quase como uma “panacéia universal” para qualquer tipo de problema mental. Somente a partir do desenvolvimento de múltiplas abordagens terapêuticas é que surgiram alternativas viáveis de atendimento psicoterapêutico. Com isso, atualmente as PBs são divididas em duas grandes linhas:

 

Capítulo 11 - Psicoterapia de apoio

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Cordioli e cols.

Psicoterapia de apoio 11

Aristides Volpato Cordioli

Cláudio Joaquim P. Wagner

Edson Machado Cechin

Ellen Alves de Almeida

A psicoterapia de apoio (PA) é um modelo de psicoterapia bastante utilizado em momentos de crise ou descompensações temporárias, com o objetivo de restaurar ou reforçar as defesas e integrar capacidades que foram prejudicadas. É utilizada, também, em diferentes psicopatologias nas quais há déficit das funções do ego. Caracteriza-se por ser uma modalidade de tratamento na qual o terapeuta mantém um relacionamento terapêutico e uma aliança de trabalho baseados na realidade, oferecendo apoio, esclarecimento e auxílio na solução de problemas.

Neste capítulo, pretende-se apresentar a psicoterapia de apoio: conceito, objetivos, indicações e contra-indicações, bases teóricas, técnicas e intervenções mais comuns, bem como mencionar as pesquisas que confirmam sua eficácia.

A psicoterapia de apoio (PA) é um modelo eclético de psicoterapia, provavelmente o mais praticado tanto em instituições como em consultórios privados. Embora seu ensino tenha sido negligenciado na formação dos profissionais de saúde mental, hoje a PA é considerada o modelo mais importante a ser aprendido durante a formação dos psicoterapeutas (Langsley;

 

Capítulo 12 - Terapia interpessoal: bases para sua prática e resultados dos principais estudos

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Cordioli e cols.

Terapia interpessoal: bases 12 para sua prática e resultados dos principais estudos

Marcelo Pio de Almeida Fleck

Neste capítulo são apresentadas, inicialmente, as origens da terapia interpessoal (TIP), bem como as bases teóricas que contribuíram para o seu desenvolvimento. Após isso, são descritas as fases do tratamento, a definição, o seu foco (área-problema), além das principais técnicas usadas em TIP e em que contexto elas são utilizadas. Por fim, são apresentados os resultados dos principais estudos com a TIP. Embora a TIP venha recentemente sendo aplicada como tratamento para uma gama grande de transtornos mentais, a ênfase deste capítulo é no tratamento da depressão maior não-psicótica.

A terapia interpessoal (TIP) é uma forma de psicoterapia limitada no tempo (breve), inicialmente desenvolvida para tratar a fase aguda da depressão unipolar não-psicótica. Foi criada por

Klerman e Weissman no final da década de 1970 e publicada sob a forma de uma manual, em

1984 (Klerman et al., 1984). Inicialmente, sua eficácia foi demonstrada em depressão maior por meio de vários ensaios clínicos randomizados. Junto com a terapia cognitivo-comportamental, representa uma das duas abordagens psicoterapêuticas com eficácia baseada em evidências indicadas para depressão maior. Posteriormente, foi modificada para ser aplicada em outros transtornos de humor, como, por exemplo, transtorno bipolar (Frank et al., 1997), distimia (Markowitz, 1998), depressão em paci-

 

Capítulo 13 - Terapia de família

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13 Terapia de família

Olga Garcia Falceto

Estudos baseados em evidências demonstram a eficácia da terapia familiar em transtornos do desenvolvimento, em psicopatologias e na alteração de doenças crônicas. O processo psicoterapêutico envolve todo o grupo familiar ou parte dele no tratamento de problemas individuais e/ou das relações. A terapia freqüentemente é focal e de curta duração, com grande poder preventivo. Pode, também, envolver outros sistemas importantes como a escola, a vizinhança e as instituições.

A ciência ocidental tem evoluído graças à pesquisa empírica, que isola os fenômenos para estudá-los em profundidade. Esse método nos leva a saber cada vez mais sobre áreas cada vez mais restritas. Entretanto, o estudo das interconexões não faz parte dele, o que torna indispensável a busca por outros métodos, devido à necessidade de entendermos as inter-relações e sua influência sobre os processos em estudo.

Atualmente, já há ênfase na interdisciplinaridade em várias áreas do conhecimento. No campo médico, o desenvolvimento da medicina de família e de comunidade inclui a família e o contexto na avaliação e tratamento de cada paciente. Essa é, provavelmente, a abordagem que cada um dos leitores gostaria de receber caso adoecesse, já que estudos de clínica médica e de pediatria demonstram a importância do apoio adequado da família e da rede social ao paciente para a obtenção de melhores resultados no tratamento (Heru, 2006).

 

Capítulo 14 - Terapia de casal

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Cordioli e cols.

Terapia de casal 14

José Ovídio Copstein Waldemar

Os clientes que procuram a terapia de casal cada vez mais refletem a diversidade das situações de parceiros em relações duradouras na nossa sociedade. Atualmente, vemos casais legalmente casados sem filhos, uniões estáveis com filhos, parceiros que coabitam e casais com conflitos no recasamento. Os problemas mais comuns nas várias fases do casamento e as principais abordagens usadas são descritas neste capítulo, com ênfase na tendência seguida pela maioria dos psicoterapeutas que trabalham com a integração de modelos. Os melhores resultados são obtidos com casais jovens e comprometidos. Os casais cronicamente disfuncionais apresentam resultados mais modestos. O divórcio, pela sua freqüência, já não pode mais ser considerado algo “anormal”, mas um desenvolvimento que pode tanto ser positivo ou negativo para as pessoas envolvidas. A terapia de casal no recasamento merece considerações especiais.

Vivemos em uma época de muitas mudanças e contrastes. Por exemplo, na classe média, os filhos estão saindo de casa e casando-se cada vez mais tarde, pressionados pela crise econômica e pela popularização dos cursos de pósgraduação. Por outro lado, também é freqüente encontrar muitos jovens, com a aceitação dos seus pais, vivendo juntos sem o contrato legal do matrimônio. A maioria das primeiras coabitações no nosso meio leva ao casamento, mas isso já não acontece na Escandinávia, por exemplo, onde a maioria dos casais prefere continuar vivendo em uma união estável. Naquele país, como aqui, os direitos adquiridos dos parceiros em uniões estáveis são os mesmos das uniões formais.

 

Capítulo 15 - Terapia cognitiva

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15 Terapia cognitiva

Bernard Rangé

Conceição Reis de Sousa

A terapia cognitiva (TC) é um método psicoterapêutico fundamentado no modelo cognitivo, segundo o qual a emoção e o comportamento são influenciados pela forma como o indivíduo interpreta os acontecimentos.

Neste capítulo, são apresentados os conceitos básicos da TC, o processo terapêutico, com uma descrição de caso como exemplo, algumas das aplicações clínicas e recursos terapêuticos, além de técnicas cognitivas e comportamentais. Por fim, é discutida a efetividade e são feitas algumas considerações sobre seu futuro.

Embora o elemento central na compreensão dos problemas do indivíduo seja a cognição, a TC reconhece a interação recíproca entre pensamentos, estados de humor, comportamento, reações físicas e o ambiente (Greenberger;

Padesky, 1999).

A TC foi desenvolvida por Aaron Beck no início da década de 1960. Buscando uma base empírica para a teoria da melancolia de Freud, ele atendeu pacientes com depressão, nos quais chamou a sua atenção as características negativas do pensamento depressivo. Aos poucos, foi estruturando um modelo cognitivo da depressão (Beck, 1967) que resultou no livro Terapia

 

Capítulo 16 - Terapia comportamental e cognitivo-comportamental

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16 Terapia comportamental e

cognitivo-comportamental

Fabiana Saffi

Mariângela Savoia

Francisco Lotufo Neto

A terapia comportamental utiliza na clínica os conhecimentos derivados das teorias da aprendizagem. A principal fonte teórica é o comportamento operante, cujos estudos iniciaram-se com Skinner. Ao contrário do que comumente é dito, não se trata de uma terapia superficial e que aborda apenas sintomas. É possível aplicá-la a toda gama de problemas humanos, tanto para o autoconhecimento como para dificuldades e conflitos interpessoais. Ela exige conhecimento teórico e técnico sofisticado e o terapeuta deve possuir empatia, interesse pelo paciente e calor humano.

A terapia cognitiva é trabalhada de diversas formas. Apresentaremos, neste capítulo, o modelo descrito por Aaron Beck (1993). Essa forma de trabalho terapêutico tem sido estudada extensamente e mostra bons resultados em diversos problemas de saúde mental e transtornos psiquiátricos.

É discutida, também, a terapia cognitivo-comportamental, pois muitos terapeutas usam na sua prática clínica conceitos e técnicas das duas abordagens.

 

Capítulo 17 - Psicoterapia psicodinâmica de grupo

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17 Psicoterapia

psicodinâmica de grupo

Gilberto Brofman

A psicoterapia psicodinâmica de grupo é uma modalidade de terapia com eficácia semelhante à da psicoterapia psicodinâmica individual. Ela tem uma ampla gama de aplicações e se baseia no uso da maioria dos conceitos e técnicas psicanalíticas adaptados ao setting grupal, no qual se desenvolvem todos os fenômenos da dinâmica grupal. Este capítulo inclui uma introdução e um histórico com as principais contribuições teóricas e técnicas, um resumo dos fenômenos da dinâmica grupal, bem como uma discussão dos vários aspectos da formação do grupo e da sua evolução. São comentadas, também, as questões em aberto e as perspectivas futuras dessa modalidade de terapia.

É difícil definir “grupo” em poucas palavras, abarcando toda a imensa gama de ações e emoções que se desenvolvem no processo de interação grupal e que se denomina dinâmica grupal. O grupo é o “meio ambiente” natural do homem (psicossocial). Crescemos e vivemos em grupos nos quais experimentamos as nossas primeiras lições de relacionamento humano, sendo que é somente por meio do grupo que adquirimos a nossa identidade e, como em um espelho, reconhecemos a nossa própria imagem. Dessa forma, a sensação de sentir-se excluído do grupo familiar ou do grupo social constitui uma das mais importantes fontes de sofrimento psíquico.

 

Capítulo 18 - Terapia cognitivo comportamental em grupo para transtornos de ansiedade

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18 Terapia cognitivo-

comportamental em grupo para transtornos de ansiedade

Elizeth Heldt

Aristides Volpato Cordioli

Daniela Zippin Knijnik

Gisele Gus Manfro

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) em grupo é uma modalidade de terapia que, cada vez mais, vem sendo utilizada no tratamento de vários transtornos psiquiátricos em razão da sua confirmada eficácia, de seu custo menor e de possibilitar o acesso a um número maior de pacientes. Particularmente nos transtornos de ansiedade, o seu uso vem se ampliando a cada dia. O presente capítulo descreve a TCC em grupo nos transtornos de ansiedade, salientando os fatores terapêuticos grupais como facilitadores para o uso das técnicas cognitivas e comportamentais. São apresentados os protocolos para TCC em grupo para transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de pânico e ansiedade social. É abordada a formação de um grupo de TCC, desde a seleção dos participantes até aspectos como a duração da terapia, a estrutura das sessões e o papel do terapeuta. Por fim, são discutidas as evidências de eficácia, as limitações da TCC em grupo nos transtornos de ansiedade, as questões em aberto e as perspectivas futuras.

 

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