Processo de Enfermagem na Prática Clínica: Estudos Clínicos Realizados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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A experiência pioneira do uso do processo de enfermagem no HCPA é apresentada neste livro – leitura fundamental para instituições de ensino e saúde que buscam implantar ou aprimorar o processo de enfermagem em sua prática. Resultado da reunião de professores e profissionais de enfermagem do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), instituição pioneira no uso do processo de enfermagem na prática clínica no País e referência no uso de linguagens padronizadas de enfermagem tanto no Brasil como no exterior, este livro apresenta desde a implantação do processo no cuidado aos pacientes, há mais de 30 anos, passando por suas constantes atualizações, até estudos clínicos reais que demonstram sua aplicação no dia a dia dos profissionais dessa instituição.
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Capítulo 1 - O processo de enfermagem e as classificações NANDA-I, NIC e NOC

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1

O processo de enfermagem e as classificações

NANDA­‑I, NIC e NOC

Miriam de Abreu Almeida

Amália de Fátima Lucena

O

processo de enfermagem (PE) pode ser entendido como um instrumento ou um modelo metodológico utilizado tanto para favorecer o cuidado quanto para organizar as condições necessárias para que ele aconteça.1 Em uma revisão histórica, podem ser identificadas três gerações distintas do PE.

A primeira geração compreende o período de 1950 a 1970, cuja ênfase era a identificação e a resolução de problemas. O modelo de PE apresentava quatro fases: coleta de dados, planejamento, implementação e avaliação. A identificação do problema e a busca de sua solução eram, muitas vezes, rotinizadas, sendo que o foco do cuidado de enfermagem estava relacionado a determinadas condições fisiopatológicas.2 Nessa época, Faye Abdellah introduziu um sistema de classificação para identificar os 21 problemas de enfermagem do cliente. Esse sistema passou a ser utilizado no currículo das escolas de enfermagem para auxiliar os alunos a identificarem as respostas do cliente à saúde e à doença que exigissem intervenção de enfermagem. Essa foi considerada a primeira classificação relevante para a prática de enfermagem nos Estados Unidos.1,3

 

Capítulo 2 - Construção do processo de enfermagem no HCPA e sua informatização

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Construção do processo de enfermagem no hcpa e sua informatização

Maria da Graça Oliveira Crossetti

Myrna Lowenhaupt d’Ávila

Vera Lúcia Mendes Dias

A

gestão da informação nas instituições de saúde tem­‑se constituído em um importante desafio. No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), esse desafio é decorrente das características de um hospital geral universitário ligado, de forma acadêmica, à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), cuja missão é prestar assistência de excelência e referência com responsabilidade social, formar recursos humanos e gerar conhecimentos, atuando de modo decisivo na transformação da realidade e no desenvolvimento pleno da cidadania.

A busca por modelos e referenciais teóricos que orientem a prática profissional, definindo domínios e atribuindo visibilidade ao saber e ao fazer da enfermagem, tem sido uma constante em sua história. Nesse continuum, a metodologia do processo de enfermagem (PE) revela­‑se como um diferencial na prática clínica, por conferir competência e autonomia profissional.

 

Capítulo 3 - Operacionalização do processo de enfermagem do HCPA

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3

Operacionalização do processo de enfermagem no HCPA

Lisiane Pruinelli, Isis Marques Severo, Miriam de Abreu Almeida

Amália de Fátima Lucena, Gabriela Gomes dos Santos

O

processo de enfermagem (PE) é o método científico com o qual o enfermeiro organiza seu conhecimento e sua prática, o que pressupõe a existência de uma abordagem sistematizada e norteada pelo pensamento crítico. O PE constitui­‑se das seguintes etapas: coleta de dados ou história de enfermagem (anamnese e exame físico), diagnóstico, planejamento (prescrição de cuidados), implementação e avaliação (evolução de enfermagem).1

No Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), o registro do PE integra o prontuário do paciente desde a década de 1970, e, a partir do ano 2000, passou a ser informatizado. A informatização do PE constituiu­‑se em uma ferramenta de auxílio à agilidade e à qualidade do trabalho do enfermeiro. É importante, porém, frisar que o uso de computadores e de softwares não substitui o raciocínio clínico do enfermeiro, essencial para a realização de todas as etapas do PE. O sistema informatizado oferece algumas opções aos profissionais que devem tomar decisões a partir dos dados colhidos, das informações teóricas e de seu raciocínio clínico.

 

Capítulo 4 - Bioética e processo de enfermagem

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Bioética e processo de enfermagem

Rosmari Wittmann-Vieira

José Roberto Goldim

Na área da saúde, trabalhar na promoção e na prevenção de problemas e/ou

no tratamento de agravos de saúde é o objetivo de todos os profissionais. Para o atendimento adequado das diversas necessidades do indivíduo, da família ou da comunidade, é imprescindível que este seja realizado por uma equipe multiprofissional, em que a soma dos diferentes conhecimentos e habilidades possibilitará um atendimento integral.

Nesse contexto, é necessário que cada categoria profissional delimite suas atribuições, o que evita a sobreposição das atividades desenvolvidas por cada uma.

Assim, cada integrante da equipe precisa saber qual é o seu papel, bem como conhecer o dos demais integrantes.

Na enfermagem, uma importante ferramenta que pode auxiliar nessa delimitação da área de atuação profissional é o processo de enfermagem (PE). Esse método, além de possibilitar o planejamento, a organização, a execução e a avaliação do trabalho com base em conhecimentos científicos, também propicia o registro das atividades práticas, o que serve de parâmetro para a avaliação diária dos pacientes, que é realizada por enfermeiros e demais profissionais da equipe multiprofissional.

 

Capítulo 5 - Desenvolvimento de novos diagnósticos de enfermagem

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Desenvolvimento de novos diagnósticos de enfermagem

Beatriz Cavalcanti Juchem, Deise dos Santos Vieira

Miriam de Abreu Almeida, Amália de Fátima Lucena

A

importância de um diagnóstico de enfermagem (DE) acurado, que expresse as respostas do paciente aos problemas de saúde e/ou processos vitais reais ou potenciais para um adequado planejamento de resultados e intervenções é reconhecida pelo enfermeiro. Contudo, para que isso ocorra, é necessário que exista, na taxonomia diagnóstica, um vocabulário que dê conta das mais diversas situações clínicas, nas diferentes especialidades da enfermagem.

Em função disso, os sistemas de classificação estão em constante desenvolvimento e aperfeiçoamento, o que é evidenciado pelo avanço dos estudos na área, que evoluíram de uma primeira lista de 80 DEs, elaborada na década de 1970, para o sistema multiaxial da Taxonomia II da NANDA­‑I,1,2 que dispõe, atualmente, de mais de 200 DEs aprovados. Nota­‑se que, em alguns domínios e classes da NANDA­‑I, os DEs ainda precisam ser desenvolvidos. Isso significa que ainda existem muitas lacunas a serem preenchidas e que, portanto, cabe aos enfermeiros perceber essas necessidades e auxiliar no desenvolvimento e no refinamento da taxonomia diagnóstica de enfermagem, de forma a contemplar as demandas da prática clínica.

 

Capítulo 6 - Validação de diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem

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Validação de diagnósticos, intervenções e resultados de enfermagem

Maria da Graça Oliveira Crossetti, Gislaine Saurin

Michele Antunes, Thaíla Tanccini

O

s fenômenos que estruturam a enfermagem como disciplina têm sido descritos ao longo de sua história, fato que se atesta pela crescente produção do conhecimento específico. Nesse sentido, a busca de modelos de cuidado adequados às respostas humanas é um desafio constante para os enfermeiros, na medida em que se constatam mudanças no perfil epidemiológico das populações, assim como o rápido desenvolvimento da tecnologia em saúde. Esses determinantes atestam a necessidade da enfermagem em fundamentar suas práticas de assistência, ensino e pesquisa em modelos que ofereçam eficiência, eficácia e resolutividade aos problemas de saúde do indivíduo, da família e da comunidade.

A busca de referenciais para o cuidado de enfermagem tem demarcado iniciativas profissionais no sentido de construir e testar modelos teóricos e taxonomias, de modo a permitir a apreensão de maneira uniforme dos fenômenos que caracterizam a prática da enfermagem. Tal fato pressupõe uma linguagem padronizada, capaz de resultar na qualidade da informação e na consequente tomada de decisão no cuidado ao ser humano. Assim, os enfermeiros, em diferentes realidades, têm procurado estruturar uma linguagem padronizada por meio de sistemas de classificação dos elementos da sua prática.1

 

Capítulo 7 - Paciente com diagnóstico de Integridade tissular prejudicada submetido a intervenção coronariana percutânea (ICP)

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7

Paciente com diagnóstico de

Integridade tissular prejudicada submetido a intervenção coronariana percutânea (ICP)

Marta Georgina Oliveira de Góes, Márcia Weissheimer, Rose Cristina Lagemann

Simone Pasin, Amália de Fátima Lucena, Miriam de Abreu Almeida

Estudo de caso

Paciente masculino, 79 anos, viúvo, aposentado, procedente de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Acompanhado do filho. Admitido na unidade de hemodinâmica para submeter­‑se a intervenção coronariana percutânea (ICP). Apresentava história de tabagismo e etilismo, encontrava­‑se lúcido, orientado e coerente, ansioso e com episódios de perda de memória e regular capacidade de apreensão das orientações. Desconhecia alergias e os medicamentos em uso. Apresentava hipoacusia bilateral e perda da visão do olho direito. Pulsos periféricos débeis e enchimento vascular lento. Normotenso, eupneico, afebril, sem queixas de dor. Peso: 61,3 kg; altura:

1,61 m; índice de massa corporal: 21 kg/m2. Submetido a cineangiocoronariografia há alguns dias por precordialgia, quando foi identificada lesão no segmento proximal da artéria circunflexa.

 

Capítulo 8 - Ventilação espontânea prejudicada em pacientes em pós-operatório imediato de transplante hepático

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Ventilação espontânea prejudicada em paciente em pós­‑operatório imediato de transplante hepático

Enaura Helena Brandão Chaves, Isis Marques Severo

Daniela Marona Borba, Soraia Arruda

Gilda Maria Baldissera Ben, Teresinha Maria Scalon Fernandes

Patrícia Maurello Neves Bairros, Letícia Orlandin

Estudo de caso

Paciente masculino, 43 anos, casado, procedente da região metropolitana de Porto Alegre, internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) após ter sido submetido a transplante hepático. Portador do vírus da hepatite C (genótipo I, não tratada) contraído após transfusão sanguínea aos 10 anos de idade durante apendicectomia. Desenvolveu cirrose, diagnosticada em 2005, quando começou a apresentar sintomas relacionados a complicações da doen­ça, como encefalopatia portossistêmica (EPS), ascite e síndrome hepatopulmonar (SHP) leve. Alcoolista em abstenção há seis meses.

O transplante teve duração de oito horas, houve sangramento volumoso, evoluindo para choque hipovolêmico. Durante e após o procedimento, necessitou de suporte de ventilação mecânica, apresentando como sinais e sintomas evidentes frequência cardíaca aumentada, uso da musculatura acessória para respiração, taxa metabólica aumentada, PaO2 diminuída e PaCO2 aumentada. Foram realizadas a politransfusão

 

Capítulo 9 - Confusão aguda em paciente submetida a neurocirurgia

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Confusão aguda em paciente submetida a neurocirurgia

Lisiane Pruinelli, Mara Regina Ferreira Gouvêa

Maria Lúcia Pereira de Oliveira, Vanessa Kenne Longaray

Estudo de caso

Paciente feminina, 46 anos, casada, aposentada, procedente da região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Admitida na unidade de internação cirúrgica de um hospital universitário para submeter­‑se a microcirurgia de tumor intracraniano.

História de tabagismo, hepatite C, artrite reumatoide, doença de refluxo gastresofágico, síndrome de Sjögren, alérgica a sulfa e dipirona.

Há nove meses teve início cefaleia constante, acompanhada de náuseas e vômitos, com piora significativa nos últimos dois meses. Eventualmente, apresentava vertigens e visão embaçada. Após investigação, exames mostraram uma lesão na região suprasselar do encéfalo, sugestiva de craniofaringioma, com indicação cirúrgica de craniotomia.

No pré­‑operatório, encontrava­‑se lúcida, orientada, eupneica, normotensa, afebril, aceitando pouco por via oral, negava dor. Eliminações fisiológicas espontâneas.

 

Capítulo 10 - Risco de infecção em paciente submetida a gastroplastia

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Risco de infecção em paciente submetida a gastroplastia

Marta Georgina Oliveira de Góes, Catiuscia Ramos da Silva

Márcia Weissheimer, Rosane da Silva Veiga Pirovano

Adriana Maria A. Henriques

Estudo de caso

Paciente feminina, 55 anos, casada, dois filhos, procedente da capital do Rio Grande do Sul. Portadora de obesidade grau III, com peso de 116 kg, altura 1,58 m e IMC de 46 kg/m2. História de diabetes, hipertensão, hipotireoidismo e tabagismo no passado. Internada para submeter­‑se a gastroplastia com derivação intestinal, sob anestesia geral endovenosa, sem intercorrências. Foi admitida na unidade de recuperação pós­‑anestésica (URPA) no período pós­‑operatório imediato, apresentando­‑se letárgica, gemente, com expressões faciais de dor, ventilando espontaneamente, com oxigênio suplementar por óculos nasal a 3 L/min e saturação periférica de 96%, mucosas coradas e desidratadas, pressão arterial média (PAM) de 75 mmHg, pela linha arterial no membro superior esquerdo (MSE), frequência respiratória (FR) de 19 movimentos por minuto, glicemia capilar de 160 mg/dL, frequência cardíaca (FC) de 59 batimentos por minuto, temperatura axilar (Tax) 34,9 ºC. Recebendo solução fisiológica 0,9% por acesso venoso periférico no membro superior direito (MSD), com dispositivo de aquecimento corporal por condução por meio do uso de fluxo de ar aquecido (manta térmica). Ao exame físico, após 20 minutos na URPA, a paciente encontrava­‑se acordada, orientada no tempo e no espaço, referindo dor na ferida operatória (FO) e nos ombros, 3/10 na escala numérica verbal. Abdome globoso, depressível à palpação,

 

Capítulo 11 - Dor aguda em paciente doador de rim no período pós-operatório imediato

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11

Dor aguda em paciente doador de rim no período pós­‑operatório imediato

Simone Pasin, Marta Georgina Oliveira de Góes

Márcia Weissheimer, Rose Cristina Lagemann

Estudo de caso

Paciente masculino, 52 anos, viúvo, dois filhos adultos, procedente do interior do Rio Grande do Sul, ASA 1 (American Society of Anesthesia), ou seja, hígido 78 kg,

1,74 m, internado para submeter­‑se a nefrectomia para doação do rim para a filha. Realizou o procedimento cirúrgico sob anestesia geral endovenosa e regional, com bloqueio epidural, anestésico local e morfina epidural 2 mg no perioperatório.

Foi ­implantado cateter peridural (CPD) nos espaços intervertebrais toracolombares

(TXII–LI) para analgesia perioperatória. Permaneceu em posição de Sims para abordagem cirúrgica adequada, e o período transoperatório deu­‑se sem intercorrências relevantes. Foi admitido na unidade de recuperação pós­‑anestésica (URPA) no período pós­‑operatório imediato, ainda sedado, com tremores moderados, gemente, ventilando espontaneamente, com saturação periférica de oxigênio de 97%, pressão arterial (PA) de 140/100 mmHg, frequência respiratória (FR) de 15 movimentos por minuto, frequência cardíaca (FC) de 98 batimentos por minuto, temperatura axilar

 

Capítulo 12 - Paciente com risco de sangramento submetido a terapia trombolítica

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12

Paciente com Risco de sangramento submetido a terapia trombolítica*

Betina Franco, Ana Valéria Furquim Gonçalves

Lisiane Manganelli Girardi Paskulin, Beatriz Hoppen Mazui

Estudo de caso

Paciente masculino, 76 anos, branco, casado, aposentado, procedente de Porto

Alegre, portador de hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes melito (DM), em atendimento no ambulatório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Chegou ao serviço de emergência acompanhado pela filha, com queixa de cefaleia, tontura, perda de força e de sensibilidade no hemicorpo direito e dificuldade para falar.

Conforme relato da família, os sintomas haviam iniciado uma hora antes da chegada do paciente ao serviço de emergência.

No primeiro momento, o paciente foi acolhido pela enfermeira, que, durante a avaliação inicial, reconheceu os sinais e sintomas de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCI) agudo, avaliando­‑o de alto risco, cor vermelha, de acordo com o protocolo de acolhimento com avaliação e classificação de risco do serviço de emergência do HCPA.1 No momento da classificação de risco, o paciente apresentava os seguintes sinais vitais: PA: 145/77 mmHg, FC: 90 bpm, FR: 20 mpm, Tax: 36 °C,

 

Capítulo 13 - Integridade tissular prejudicada em paciente adulto com múltiplas úlceras por pressão

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Integridade tissular prejudicada em paciente adulto com múltiplas úlceras por pressão

Carla Daiane Silva Rodrigues, Marli Elisabete Machado

Rejane Marilda Avila, Sandra Fialkowski

Estudo de caso

M.R.S., 58 anos, masculino, branco, procedente do interior do Rio Grande do Sul, proveniente do serviço de emergência, internado em unidade clínica para tratamento de múltiplas úlceras por pressão (UP) em diferentes graus e locais. Possui história de várias internações na instituição, tendo ficado com sequelas de cinco acidentes vasculares cerebrais (AVCs) – o primeiro há oito anos – e hipertensão arterial sistêmica. As sequelas foram: afasia, dificuldade de deglutição e hemiplegia à esquerda. É ex­‑etilista e ex­‑tabagista.

Paciente chegou ao serviço de emergência em mau estado geral, desidratado, febril, tendo permanecido cinco dias à espera de leito em unidade de internação. Na chegada

à unidade, encontrava­‑se em regular estado geral, sem febre e hidratado. Afásico, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Ventilando em ar ambiente, sem sinais de disfunção respiratória, ausculta pulmonar com presença de murmúrios vesiculares uniformemente distribuídos, mantendo uma oximetria digital de 94%, acianótico. Hemodinâmica estável, com TA 130/80 mmHg; FC 68 bpm; FR 22 mpm; Tax 35,5 ºC. Pulsos periféricos filiformes com enchimento lento, sem edema de extremidades. Sem condições de mastigação e deglutição, devido a fraqueza muscular, fazendo uso de dieta por sonda nasoentérica (SNE). Abdome flácido, depressível à palpação, sem massas palpáveis, ruídos­ hidroaéreos presentes. Emagrecido – com índice de massa corporal (IMC) = 18 kg/m2.

 

Capítulo 14 - Risco de perfusão tissular cardíaca diminuída em paciente com dor torácica

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Risco de perfusão tissular cardíaca diminuída em paciente com dor torácica

Andréia Martins Specht, Fernando Luiz Pierozan

Eneida Rejane Rabelo

Estudo de caso

Paciente masculino, 73 anos, aposentado, viúvo, procedente do interior do Rio

Grande do Sul, proveniente da emergência. Procurou o serviço de saúde, trazido pela companheira, com queixa de dor no peito irradiada para a região epigástrica e o ombro esquerdo. Apresentava história pregressa de tabagismo, fumou durante 15 anos (10 cigarros ao dia), parou de fumar há 30 anos. Informava ter colesterol elevado, hipertensão arterial sistêmica, com múltiplas intervenções coronarianas prévias.

Foi submetido a angioplastia coronariana (ACTP) com colocação de stent em artéria descendente anterior há cerca de quatro anos, e a ACTP com colocação de stent em artéria diagonal há cerca de três anos, além de ter realizado cateterismo cardíaco diagnóstico por duas outras vezes há um ano.

Durante a internação, o paciente encontrava­‑se lúcido, orientado, ansioso, agitado, referindo dor torácica importante, porém com boa capacidade de apreensão das orientações. Negava alergias. Afirmava estar fazendo uso diário dos medicamentos atenolol (100 mg, 1 vez ao dia), enalapril (10 mg, 2 vezes ao dia), AAS (200 mg, 1 vez ao dia). Ao exame físico, apresentava­‑se com mucosas hipocoradas e hidratadas; tinha expressão facial de dor. Ausculta cardíaca com ritmo regular, dois tempos, bulhas hipofonéticas. Ausculta pulmonar com murmúrios vesiculares preservados de forma difusa. Abdome normotenso à palpação, sem ruídos hidroaéreos à ausculta. Extremidades perfundidas e pouco aquecidas, com pulsos cheios. Os sinais vitais eram PA:

 

Capítulo 15 - Cuidados com a gestante com risco de glicemia instável

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Cuidados com a gestante com

Risco de glicemia instável

Aline Alves Veleda, Ana Maria Kerpp Fraga

Marcia Pozza Pinto, Márcia Simone Machado

Estudo de caso

Paciente feminina, 27 anos, procedente de Porto Alegre, Rio Grande do Sul; gestação (G) 7, cesariana (C) I, aborto (A) 5, idade gestacional estimada em 33 semanas, tipagem sanguínea A negativo, peso de 91,2 kg e altura de 1,65 cm. Admitida no serviço de obstetrícia (unidades de centro obstétrico e de internação obstétrica) para a compensação do diabetes melito gestacional (DMG). Encaminhada da unidade básica de saúde, onde realizou cinco consultas no pré­‑natal considerado de alto risco, devido a resultado alterado do teste de tolerância à glicose (353 g), com glicemia capilar de 164 mg/dL.

No primeiro dia de internação no centro obstétrico, foram administrados corticoide (betametasona) e insulina regular pelo período de 14 horas, em bomba de infusão (glicemia capilar entre 110 e 180 mg/dL). Após o término dessa terapêutica, a paciente foi transferida para a unidade de internação obstétrica, onde permaneceu por um período de 25 dias. Nesse período, foi avaliado o bem­‑estar fetal diário com o perfil biofísico fetal (PBF), que apresentou escore adequado (8/8), índice de líquido amniótico (ILA) normal e controle da dieta materna para diabetes com resultados de glicemia capilar adequados.

 

Capítulo 16 - Icterícia neonatal

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Icterícia neonatal

Débora Calçada dos Reis, Tamara Soares

Rozimeli G. dos Santos

Estudo de caso

Recém­‑nascido (RN), masculino, com 40 horas de vida, procedente da unidade de internação obstétrica. Internado na unidade neonatal para tratamento de icterícia por suspeita de incompatibilidade Rh (mãe A­‑ e RN O+).

História materna de cinco abortos por doença hemolítica, diabetes gestacional, exames pré­‑natais com sorologias negativas, idade gestacional (IG) de 36 semanas +

5 dias, parto vaginal, bolsa rota de três horas, líquido amniótico claro; RN com Apgar

8/10, peso 3.140 g.

O RN apresentava­‑se ativo, eutônico, eupneico, eutérmico, com mucosas ocular e oral úmidas e coradas, ictérico (bilirrubina total 13,8 mg/dL). Boa perfusão periférica. Abdome normotenso, coto umbilical mumificando. Aceitando bem o seio materno e o complemento com fórmula láctea para RN oferecido em copinho. Eliminações normais.

Em virtude da história materna e da bilirrubina elevada, optou­‑se pela internação do RN e pela fototerapia.

 

Capítulo 17 - Paciente adulto com risco de suicídio

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Paciente adulto com

Risco de suicídio

Celina Marques Schondelmayer, Vera Beatriz Delgado

Mônica M. Tabajara, Márcio Silveira da Silva, Juciléia Thomas

Leliane Silva Morsch, Miriam Bolfoni, Christine Wetzel

Estudo de caso

Paciente feminina, 25 anos, solteira, universitária, procedente de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Admitida na unidade de internação psiquiátrica, acompanhada pela mãe, para tratamento devido a tentativa de suicídio, com cortes nos pulsos e no pescoço feitos por lâmina de barbear.

A mãe relata que a paciente apresentou o primeiro episódio de automutilação e sintomas depressivos aos 17 anos, em tratamento psiquiátrico desde então, com várias internações prévias por esse motivo. A tentativa de suicídio anterior havia ocorrido seis meses antes da atual internação, com ingesta excessiva de medicação. Há duas semanas, a paciente vinha apresentando piora dos sintomas depressivos, sem sair do quarto, ficando isolada, dormindo muito, sem se alimentar de modo adequado e sem falar com ninguém.

 

Capítulo 18 - Proteção ineficaz em paciente submetido a transplante de células-tronco hematopoiéticas alogênico não relacionado

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Proteção ineficaz em paciente submetido a transplante de células­‑tronco hematopoiéticas alogênico não relacionado

Claudete R. M. Pacheco, Angélica Pires Ghinato

Estudo de caso

Paciente masculino, 42 anos, casado, trabalhador de empresa avícola, proveniente de Santa Catarina, com diagnóstico inicial de aplasia medular em dezembro de 2009

– sendo esta refratária ao uso de ciclosporina (CSA), prednisona e timoglobulina.

Internado no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), na unidade de ambiente protegido (UAP), em meados de junho de 2010, com diagnóstico estabelecido de anemia aplásica grave, quando foi submetido ao transplante de células­‑tronco hematopoiéticas não relacionado (TCTHANR).

Apresentava diabetes melito e hipertensão arterial sistêmica, secundários ao uso de corticoides e CSA. No momento da internação, o paciente tinha micro­‑hemorragia ocular direita, com visão embaralhada, sem alteração de nível de consciência, orientação, motricidade, comunicação e comportamento. Negava alergias, previamente hígido, desportista amador (futebol), alimentação sem restrições, não fumante e com ingestão de bebidas alcóolicas socialmente. Possuía cateter venoso central totalmente implantado, colocado em março de 2010. Eupneico. Abdome e extremidades sem particularidades. Apresentava peso de 81,5 kg e altura de 1,69 m.

 

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