Homens Maus Fazem o que Homens Bons Sonham

Autor(es): Robert I. Simon
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Esta é uma leitura essencial para os profissionais da saúde mental, mas sua narrativa rica, seus casos reais e suas conclusões indiscutivelmente eloquentes exercerão fascínio inclusive sobre leitores leigos. Homens maus fazem o que homens bons sonham é, ao mesmo tempo, uma análise dos desvios de comportamento, um olhar sobre os fatores protetores que garantem a “normalidade” da maioria de nós e uma reflexão sobre o que significa ser humano.

 

12 capítulos

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Capítulo 1: Iluminando o Lado mais Obscuro do Comportamento Humano

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Iluminando o Lado mais Obscuro do Comportamento Humano

Conhece-te, deixa a Deus os mistérios que Lhe apetecem; o homem é o único estudo de que os homens carecem.

Alexander Pope

A

humanidade tem um lado obscuro, e essa constatação não deveria causar surpresa às pessoas que se consideram boas. Quase todas as religiões concebem a humanidade como sendo má, incorrigível e carente de redenção. A história de Adão e Eva mostra como o homem foi privado de seu estado de graça e decaiu para uma condição de desespero. Daquele dia em diante, a história do mundo passou a ser marcada pela violência.

Atualmente, os jornais, a televisão e a Internet apregoam seus estoques de tragédias humanas. A violência pessoal é a matéria-prima dos noticiários de televisão – “Assassinato Medonho às 11”. Nos últimos 30 anos, dezenas de milhões de pessoas nos Estados Unidos foram feridas por criminosos: a cada 22 segundos alguém é espancado, esfaqueado, ferido a bala, assaltado, estuprado ou morto. Na era da violência imotivada, ninguém se sente seguro. Há países onde a terrível “limpeza étnica” – outro nome para genocídio – continua mais intensa do que nunca. Na Somália, dezenas de milhares de pessoas morriam de fome enquanto verdadeiros senhores feudais guerreavam entre si, para depois direcionar sua violência contra as pessoas que estavam lá para salvar os somalis da inanição. Em Darfur, desde 2003, milhares foram estuprados, torturados e deixados morrer de fome enquanto o governo e os rebeldes lutavam uns contra os outros.

 

Capítulo 2: Nós e as Máquinas Humanas de Matar: A Psicologia do Mal

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Nós e as Máquinas

Humanas de Matar

A Psicologia do Mal

Não existe pecado nem crime do qual eu não possa ser culpado.

— Johann Wolfgang von Goethe

O serial killer que mora ao lado

Por que as pessoas são fascinadas pelos assassinos em série? Os incontáveis livros, filmes e documentários de televisão sobre esses criminosos atestam a obsessão do público em relação a essas máquinas humanas de matar. Ainda assim, comparado ao número de cônjuges que matam seus parceiros ou ao número de motoristas alcoolizados que cometem homicídios com seus automóveis, existem relativamente poucos assassinos em série. O FBI estima que, em qualquer momento, entre 200 e 500 assassinos em série estão à solta e que eles matam

3.500 pessoas por ano. (Ver Capítulo 11 para uma discussão aprofundada sobre assassinos em série.)

O meu palpite é que as pessoas são fascinadas pelos assassinos em série devido à sua semelhança com a dupla Dr. Jekyll e Mr. Hyde. Assim como o Dr. Jekyll, a maioria dos assassinos em série se mostra como pessoas comuns – como o seu vizinho ou o meu –, vivendo um cotidiano normal no qual, assim como nós, enchem o tanque do carro, têm um emprego e pagam impostos. Então, por trás dessa fachada de pessoa comum, surge sua personalidade de Mr. Hyde, que representa o aspecto mais obscuro da humanidade, para matar suas vítimas – e nos chocar.

Os principais exemplos representam o estereótipo. Todos eles vivem camuflados bem na nossa frente. Dennis Rader trabalhou durante 14 anos como em-

 

Capítulo 3: Psicopatas: Predadores entre Nós

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Psicopatas

Predadores entre Nós

Eles são, sem dúvida alguma, os melhores mentirosos, manipuladores e fabricantes de verdades do mundo.

E fazem tudo isso de modo convincente porque acreditam em suas próprias mentiras. Afinal, suas vidas não são nada além de uma mentira, uma fraude, então como podemos imaginar que eles conheçam qualquer outra coisa além da mentira?

Hervey Cleckley, M.D.

E

m fevereiro de 2001, quando Robert Philip Hanssen, na época supervisor do

FBI, foi preso, acusado de vender segredos do governo para a União Soviética e depois para a Rússia durante 15 anos, por 1,4 milhão de dólares em dinheiro e diamantes, suas atividades de espionagem foram definidas como “possivelmente, o pior desastre na história dos serviços de inteligência dos Estados Unidos”. Filho de um policial de Chicago, Hanssen, segundo consta, sofrera abuso emocional na infância. Disse ter tomado a decisão de trair o país aos 14 anos de idade. Ele estudou odontologia e russo e concluiu um mestrado em administração de empresas, mas acabou indo trabalhar no departamento de polícia de Chicago como investigador de assuntos internos. Ingressou no FBI aos 35 anos e rapidamente foi promovido a supervisor na central de contrainteligência em Washington, D.C.

 

Capítulo 4: Por que Eles Estupram? A Vida Interior dos Estupradores

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Por que Eles Estupram?

A Vida Interior dos Estupradores

“Súbito golpe: as grandes asas a bater; sobre a virgem que oscila...”*

William Butler Yeats

O

s ataques hediondos a mulheres nas praias de San Diego começaram na primavera. Nas primeiras horas da manhã, quando um casal estava sentado na praia, um homem armado, usando uma meia de náilon na cabeça, assaltou-os e estuprou a mulher. No dia 4 de julho, um homem com descrição semelhante estuprou uma mulher em outra praia. Duas semanas depois, em uma terceira praia, o homem armado se aproximou de duas meninas de 13 e 14 anos e ordenou que elas amarrassem seu acompanhante, um menino um pouco mais velho.

Depois disso, ele as estuprou repetidamente. Durante os ataques, o criminoso pediu a uma delas, que estava em prantos, para que se mostrasse mais envolvida sexualmente no ato. Perguntou à outra se era virgem e, quando ela disse que sim, afirmou que isso logo mudaria.

A polícia tinha muito poucas pistas e nenhuma delas cabal. Foram designadas equipes para servir de isca, mas o estuprador escapou delas. Oficiais da polícia que tentaram compreender o padrão de comportamento do criminoso observaram que, na maioria das vezes, ele forçava a mulher a amarrar seu acompanhante e criava a aparência de um assalto, como se o estupro fosse uma consequência deste. Na opinião desses profissionais, esse método tinha um propósito psicológico fundamental: obter prazer ao aterrorizar suas vítimas.

 

Capítulo 5: Perseguidores: Para Sempre Seu

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Perseguidores

Para Sempre Seu

Se você me abandonar, eu vou te encontrar e vou te matar.

— Ameaça profética de um perseguidor contra uma mulher que ele acabou assassinando

K

ristin Lardner, uma universitária de 21 anos, de Boston, conheceu Michael Cartier, de 22 anos, em janeiro de 1992, quando ele era segurança de uma boate.

Eles começaram a namorar. Em 16 de abril de 1992, tiveram uma discussão e ele a agrediu com uma bofetada, jogou-a no chão, chutou-a várias vezes e disse:

“Levanta ou eu te mato”. Quando Kristin finalmente conseguiu se erguer, Michael havia sumido. Dois motoristas pararam e a ajudaram a voltar para casa. Ela decidiu que nunca mais o veria.

Mas Kristin teve muita dificuldade para se livrar de Michael. Rejeitado, ele voltava ao apartamento dela 10 vezes por dia e vivia aparecendo na loja de bebidas onde ela trabalhava meio turno. Lá, ele alternava entre o choro e a violência, dizendo a ela que não sabia por que sempre magoava as pessoas que amava. Talvez fosse porque sua mãe nunca o amara. Ele sabia que precisava de ajuda.

 

Capíutlo 6: A Violência no Ambiente de Trabalho: O seu Emprego é um Beco sem Saída?

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A Violência no Ambiente de Trabalho

O seu Emprego é um Beco sem Saída?

Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor.

— Romanos 12:18

G

ian Luigi Ferri, um corretor de imóveis de 55 anos de idade, entrou no hall de um edifício da Rua Califórnia, número 101, um arranha-céu de granito e vidro no centro da cidade de São Francisco. Ele levava uma pasta de lona preta, do tipo que os advogados usam para carregar documentos. Trajando um terno preto, Ferri se assemelhava aos advogados e seus clientes. Pegou o elevador até o 34o andar do prédio de 48 andares e entrou no escritório de advocacia Pettit

& Martin. Em sua pasta, em vez de documentos legais, carregava duas pistolas 9 mm Intratec Tec-9, compradas legalmente e capazes de disparar 50 vezes sem precisar de recarga; uma pistola semiautomática calibre 45; e centenas de pentes de munição. Ferri caminhou vagarosamente até uma sala de conferência com paredes de vidro. No interior, Jody Jones Sposato, uma mãe de 30 anos de idade, era o centro de um pequeno grupo de pessoas envolvidas em um depoimento que fazia parte de uma ação por discriminação sexual movida contra seu antigo chefe. Junto com Jody estava o advogado Jack Berman, de 35 anos de idade, que a aconselhava enquanto estava sendo questionada por Sharon O’Roke, também de 35 anos de idade, da Pettit & Martin, advogada de defesa do ex-chefe. O depoimento estava sendo gravado pela relatora escrevente Deanna Eaves, de 33 anos de idade.

Ferri começou a disparar contra a sala de conferência pelo lado de fora, estilhaçando os vidros. Eaves se escondeu sob a mesa, mas foi atingida no braço

 

Capítulo 7: A Múltipla Personalidade e o Crime: Um Verdadeiro Mistério

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A Múltipla Personalidade e o Crime

Um Verdadeiro Mistério

Embora muitas coisas sejam estranhas demais para se acreditar, nada é tão estranho que não possa ter acontecido.

— Thomas Hardy

U

ma testemunha incomum foi chamada ao banco no julgamento de um caso de estupro em Oshkosh, no Wisconsin. A mulher, de 27 anos, disse em seu testemunho que Sarah era o “nome do corpo” em que ela habitava. Também era o nome de batismo da vítima de estupro. Sarah não se lembrava de ter visto o homem que estava sendo julgado por estuprá-la, o entregador da mercearia, de 29 anos, Mark Peterson. Entretanto, ela disse ter sido informada sobre o estupro por outras seis personalidades e 15 fragmentos de personalidades que também habitavam o seu corpo. Eles disseram que fora Jennifer, ingênua e amante de diversão, quem havia feito sexo com Peterson. Ele havia violado “o corpo”.

Segundo as leis de Wisconsin, é crime alguém ter relações sexuais com uma pessoa doente mental se essa pessoa não entender as consequências de sua conduta e se o acusado tiver conhecimento da deficiência mental. Durante o julgamento, Peterson manteve sua versão de que o sexo com Sarah havia sido consensual e que, portanto, não havia ocorrido estupro.

 

Capítulo 8: O Cúmulo da Traição

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O Cúmulo da Traição

A Transgressão Sexual nas

Profissões de Apoio

Juro por Apolo médico... jamais causar mal a alguém.

— Juramento de Hipócrates

A

cantora e compositora Barbara Noël acordou lentamente do sono induzido pelo amobarbital de sódio administrado por seu psiquiatra, Dr. Jules

Masserman, ex-presidente da American Psychiatric Association. Durante os 18 anos de tratamento no consultório do Dr. Masserman, ela havia retornado de um sono profundo muitas vezes, mas, dessa vez, o despertar foi surpreendentemente diferente. Havia um homem ofegante sobre ela. À medida que recuperava a consciência, Barbara podia sentir a respiração em seu ombro. Ainda sob influência do barbitúrico, ela se mexeu e gemeu. A respiração ofegante parou, e o homem levantou cuidadosamente e se distanciou. Com receio de que ele pudesse se tornar violento caso fosse descoberto, Barbara fingiu estar dormindo.

Alguns momentos depois, abriu seus olhos um pouco e enxergou um homem em pé, na pia, de costas para ela. Era calvo e tinha a pele morena, exceto pelas nádegas. Para seu desespero, reconheceu o Dr. Masserman. Pôde até ouvir as moedas se movendo em seu bolso enquanto ele vestia as calças. Em seguida, ouviu-o andar em sua direção, levantar sua roupa íntima e, depois, dobrar, de forma cuidadosa, o lençol sobre ela, antes de deixar a sala, fechando a porta.

 

Capítulo 9: Só se Morre Uma Vez – Mas Era Isso o que Você Queria?

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Só se Morre Uma Vez – Mas Era

Isso o que Você Queria?

O Psiquiatra Forense no Papel de Detetive

A dúvida não é muito agradável, mas a certeza é absurda.

— Voltaire

O que é, de fato, suicídio?

Vincent W. Foster Jr.

Na terça-feira, 20 de julho de 1993, ao sair de seu escritório na ala oeste da Casa

Branca, o assessor jurídico Vincent W. Foster Jr. disse à sua secretária que ela podia ficar com um pacote de confeitos de amendoim que ele havia deixado em sua bandeja de almoço. Em seguida, dirigiu pela George Washington Parkway em direção a Virgínia até chegar a um local bonito e sossegado do parque Fort Marcy, onde se matou com um tiro.

Sob vários aspectos, Foster era a versão moderna de “Richard Cory”, do poema de E. A. Robinson. Como advogado de empresas privadas em Little Rock, no

Arkansas, Foster era um profissional respeitado e ganhava 300 mil dólares por ano. No entanto, em Washington, D.C., ao lado dos Clintons, a vida era diferente, e difícil. Na semana anterior à sua morte, Foster se mostrara preocupado com uma possível investigação do Congresso sobre a agência de viagens da Casa Branca. Suas conexões com a agência desacreditada haviam sido condenadas por veículos como o The Wall Street Journal. Ele procurou indicações de psiquiatras, mas depois teve medo que suas sessões pudessem ser “grampeadas”. Conversou com a esposa sobre renunciar e voltar para Little Rock, para a vida confortável que tinham antes. Na sexta-feira, 16 de julho, confidenciou à sua irmã que vinha

 

Capítuo 10: A Loucura Messiânica

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A Loucura Messiânica

Cultos Assassinos para Guerreiros Sagrados

Do fanatismo à barbárie é apenas um passo.

— Diderot

N

a manhã de 11 de setembro de 2001, 19 membros de um grupo suicida da

Al-Qaeda embarcaram em quatro aviões comerciais em três cidades dos Estados Unidos. Seu líder, Mohammed Atta, disse a eles: “O céu está sorrindo, meu filho”, uma expressão de alegria em relação à morte. Dentro de alguns minutos, os membros da seita sequestrariam os aviões e voariam contra as torres do World

Trade Center, em Nova York, contra o Pentágono, no norte da Virgínia, e provocariam a queda do quarto avião em um campo na região oeste da Pensilvânia, cometendo suicídio e provocando a morte de centenas de passageiros dos voos e mais de 3.000 pessoas nos prédios atingidos.

No Rancho Apocalipse, perto de Waco, Texas, o autoproclamado “messias”

David Koresh reúne, em sua seita, pessoas originárias de Israel, Jamaica, Grã-Bretanha, Nova Zelândia e Austrália, além de adeptos dos Estados Unidos. Diz a eles que ninguém sobreviverá à batalha que se aproxima, que será o Armagedom. Em

 

Capítulo 11: Assassinos Sexuais em Série

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Assassinos Sexuais em Série

Vidas em Troca de Orgasmos

Embora nada seja mais fácil que denunciar um criminoso, nada é mais difícil que compreendê-lo.

Fiodor Mikhailovich Dostoievski

P

oucos transeuntes que circulavam pelas escadarias da biblioteca de Rostov notaram Andrei Romanovich Chikatilo, típico funcionário público russo, 44 anos, óculos, bem vestido, portando uma pasta e conversando de modo amigável com uma estudante de 17 anos, Larisa Tkachenko. Quando viajava a trabalho, o que acontecia várias vezes por ano, ele gostava de ler jornais e revistas literárias nas bibliotecas públicas das cidades por que passava. Larisa era uma bonita menina loura, órfã, natural da Moldavia, que nas férias da escola viera ajudar na colheita na fazenda estatal de Kirov, não muito distante de Rostov. Ela decidira descansar alguns dias em Rostov e esperava o ônibus que a levaria, junto com outras adolescentes, de volta à escola. Depois de conversarem por alguns minutos sobre futilidades, Chikatilo convidou-a para um passeio até uma área de lazer onde havia restaurantes, cafés e diversão. Ficou claro para os dois que eles tomariam um refrigerante e depois procurariam um local sossegado para fazer sexo.

 

Capítulo 12: Caráter e Destino

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Caráter e Destino

Como se Fazem Mulheres e Homens Bons

O caráter de um homem é seu destino.

Heráclito

R

ecentemente, um de meus colegas, um pensador moderno, me fez a seguinte pergunta: Por que as pessoas boas não agem seguindo seus sonhos e suas fantasias destrutivas? Como de hábito, esse colega inverteu o tema do meu livro e me desafiou a examinar a questão sob uma ótica oposta. A pergunta é provocativa, mas acho que exagera na pressuposição de que não agimos segundo nossos impulsos mais obscuros. Na verdade, as pessoas boas conseguem manter seus sonhos e seus impulsos mais nefastos sob um razoável controle, embora não sob um controle perfeito. Como já disse neste livro, não existem santos entre nós.

Com base na minha experiência de psiquiatra, descobri que, durante nossa vida, experimentamos fantasias complexas e poderosas sobre nós mesmos e sobre o mundo. Nossa escolha de parceiros, o trabalho que fazemos, os amigos que procuramos ter ao nosso lado, as posses que adquirimos, o modo como nos vestimos, os carros que dirigimos, tudo isso reflete fantasias conscientes e inconscientes que temos a nosso respeito. Um de meus pacientes destruía, durante acessos de raiva, seus bens que não considerava perfeitos. Ele não podia suportar qualquer mancha em sua autoimagem como um ser perfeito.

 

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