Gestão de Relacionamento e Comportamento em Sala de Aula - 2ed

Autor(es): Bill Rogers
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Bill Rogers oferece aos professores um amplo repertório de habilidades em gestão de relacionamento. Fornece uma orientação clara para colocar a integridade profissional e o conhecimento emocional em prática. Ele não esconde as realidades que ocorrem dentro das escolas e das salas de aula e consegue encontrar um equilíbrio entre reconhecer as dificuldades e demandas sobre os professores, enquanto apóia os alunos a responder às suas necessidades, competências e ao seu direito de ter interações respeitosas. Ele faz isso com clareza, vitalidade e humor.

8 capítulos

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Capítulo 1 - A dinâmica do comportamento em sala de aula

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A dinâmica do comportamento em sala de aula

Alguns anos atrás, encontrei um antigo professor na Universidade de Notre

Dame. Analisando sua longa vida de ensino, ele disse, com um cintilar engraçado em seus olhos: “Eu sempre reclamei que meu trabalho era constantemente interrompido até que vagarosamente descobri que minhas interrupções eram o meu trabalho”.

Henri Nouwen

O ensino no dia-a-dia nas escolas acontece em um cenário um tanto incomum: uma pequena sala (para o que se necessita fazer nela), com mobília frequentemente inadequada e pouco espaço para se movimentar, um período de 50 minutos (ou menos) para desenvolver objetivos curriculares estabelecidos, e 25 a 30 personalidades distintas e singulares, algumas das quais podendo nem querer estar lá. Por que não haveria alguns estresses e tensões naturais associadas ao papel diário do professor?

NÓS ENSINAMOS UNS AOS OUTROS

Nesse cenário um tanto incomum no qual os alunos e os professores trazem agendas, sentimentos e necessidades pessoais e no qual certas obrigações e direitos devem ser equilibrados, tanto o professor quanto o aluno estão “ensinando” um ao outro por meio de seus comportamentos relacionais diários.

 

Capítulo 2 - Nova turma, novo ano: a fase de estabelecimento da gestão comportamental

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Nova turma, novo ano: a fase de estabelecimento da gestão comportamental

Os hábitos tornam-se caracteres.

Ovídio (45 a.C. – 17 d.C., autor de Metamorfoses)

NOVO ANO, NOVA TURMA, NOVO COMEÇO

Enquanto você fica parado em sua sala de aula no primeiro dia, sem alunos ainda, antes do primeiro dia do primeiro semestre, você examina cuidadosamente a sala e os móveis (algumas vezes inadequados e desconfortáveis). Você pensa: “Amanhã haverá de 25 a 30 alunos aqui dentro, cada um com uma personalidade única, com seu temperamento e necessidades próprias. Ufa!”.

Para alguns de vocês, será sua primeira aula “sozinho”; para outros, será um outro novo ano que (às vezes) logo se desenvolverá em artifícios de demandas diárias, por hora e minuto a minuto que formam o ensino normativo.

A maior parte dos professores consegue se lembrar de sua primeira aula – e até mesmo de todo o seu primeiro dia.

 

Capítulo 3 - A linguagem da gestão comportamental

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A linguagem da gestão comportamental

Para que vivemos se não for para tornar a vida menos difícil uns para os outros.

George Eliot (1819-1880)

SEM FÓRMULAS!

A linguagem da gestão e da disciplina opera em uma relação dinâmica.

Desenvolver prática nessa área não envolve simplesmente nossa escolha de palavras, expressões ou frases. Se nossa intenção é disciplinar com respeito e confiança, essa intenção precisa vir por meio da linguagem. Apenas assim nossa linguagem será relacionalmente dinâmica de uma maneira positiva.

Ser assertivo (por exemplo), quando necessário, requer alguma prática em comunicação e controle sobre o nosso comportamento não-verbal, mas a intenção é defender nossas necessidades ou direitos; ou proteger as necessidades, os sentimentos e os direitos de outra pessoa, o que realmente sinaliza um comportamento assertivo. O comportamento assertivo também precisa ser adequado ao contexto. A asserção frequentemente significa em nos comunicarmos com um tom de voz firme, resoluto, não-ambíguo e com boas maneiras, combinados com uma linguagem corporal confiante

 

Capítulo 4 - Ensino efetivo: entendimentos e habilidades funcionais

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Ensino efetivo: entendimentos e habilidades fundamentais

Um professor deve ter a máxima autoridade e o mínimo de poder.

Thomas Szasz

ENSINO EFETIVO: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS

O termo “efetivo” precisa de um pouco de pensamento reflexivo. Efetivo em quê? Para quem? A que custo? De que maneira?

Se “efetivo” for adotado meramente, ou apenas, em termos utilitários, então a humilhação intencional, a manipulação, o sarcasmo, a vergonha e o embaraço públicos podem ser todos utilizados por um professor desde que tal comportamento “efetivamente” faça o aluno se calar, acalme a turma, crie uma obediência ansiosa, ou faça que o trabalho seja feito. Felizmente, nenhum de nós iria querer isso. Muitos de nós crescemos com professores que nos fizeram ficar de pé quando tínhamos menos de cinco pontos entre dez em um teste de ortografia (ou o que fosse), ou fez que resolvêssemos um problema de matemática no quadro (e não conseguimos) ou dito que éramos “estúpidos” ou “grosseiros” porque não entendemos alguma coisa na primeira vez. Ainda bem que existem poucos professores como esses nas escolas agora. (Bem, eu espero).

 

Capítulo 5 - Gestão além da sala de aula: consequências comportamentais

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Gestão além da sala de aula: consequências comportamentais

Quando se faz o bem, ninguém se lembra, quando se faz o mal, ninguém se esquece.

Anônimo

CONSEQUÊNCIAS COMPORTAMENTAIS (PUNIÇÃO?)

Durante a maior parte de minha carreira como professor, os professores usavam a palavra “punição” para descrever o que acontecia quando um aluno tinha que enfrentar as consequências de um comportamento inapropriado ou errado. O verbo “punir” era usado com frequência, de forma não-crítica, para significar qualquer coisa que fazíamos a uma criança, como ficar na escola após o término das aulas (detenção); dar limites; retirar um privilégio

(como perder uma atividade valorizada); usar o odiado boné de aluno relapso

(um chapéu cônico com um “D*” de “dunce” (burro)¹ escrito nele e usado pelo aluno enquanto ele ficava de pé no canto da sala de aula) ou, é claro, o bastão (Uuush! Aaai!). Eu passei por isso algumas vezes.

Coloco a palavra punir entre parênteses no cabeçalho (adicionando um ponto de interrogação) porque queria questionar a facilidade com que usamos essa palavra. O uso da palavra “punição” ou da palavra “consequências” pode significar menos para a criança. É o que acontece à criança por meio do processo consequencial que importa. O grau no qual a criança verá a ação do professor como “punição” justa depende de:

 

Capítulo 6 - Crianças desafiadoras e crianças com dificuldades emocionais e comportamentais

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Crianças desafiadoras e crianças com dificuldades emocionais e comportamentais

Há apenas uma coisa mais dolorosa do que aprender com a experiência, e esta

é não aprender com a experiência.

Archibald McLeish

COMPORTAMENTO ARGUMENTATIVO E DESAFIADOR DOS ALUNOS

Comportamentos argumentativos e desafiadores são muito mais comuns nas salas de aula hoje em dia. Trabalhei com várias escolas particulares (independentes), e os professores lá também notaram um aumento perceptível de mais comportamentos desafiadores.

Em uma de tais escolas, onde eu tinha trabalhado como consultor, uma professora iniciante contou como ela tinha perguntado a uma aluna da 2a série do ensino médio “por que” ela estava fora de seu assento durante o tempo de estudo. A jovem garota se virou, encarou a professora com um firme olhar de “eu já te conheço” e disse: “Por quê? Se você deve saber que eu estava apenas conversando com minha amiga sobre pedir emprestada uma caneta [suspiro]”. Então ela segurou o primeiro ponto em seu dedo.

 

Capítulo 7 - Gerenciando a raiva em nós mesmos e nos outros

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Gerenciando a raiva em nós mesmos e nos outros

Aquele carrega a raiva como a pederneira carrega o fogo; que, muito compelido, mostra uma faísca ligeira

Shakespeare, Julius Caesar (4, iii)

GERENCIANDO A RAIVA

A Inglaterra é cheia de rotatórias – ou assim me parece. Em uma de minhas viagens ao Reino Unido, há alguns anos, aluguei um carro no aeroporto de

Heathrow e estava saindo rapidamente em direção a um subúrbio chamado

Basildon (indo para um hotel). Eu tinha um mapa, mas estava perdido. Em uma das grandes rotatórias, fiquei sentado e esperando para entrar na massa circulante de carros. À minha direita estacionou um carro velho, e, com um breve relance, notei dois jovens, ambos bebendo em latas de cerveja e fumando cigarros feitos por eles. O camarada mais próximo da minha janela direita abaixou seu vidro e disse: “Ei, vai andando, tá certo!”. Aparentemente ele podia ver que era fácil para mim entrar rapidamente no tropel de tráfego a partir do vértice de uma curva dessa rotatória. Sentado nesse novo carro, com os carros passando velozes por mim, eu fui muito mais cauteloso.

 

Capítulo 8 - Quando as coisas se tornam difíceis: turma difícil, tempos difíceis

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Quando as coisas se tornam difíceis: turma difícil, tempos difíceis

As pessoas precisam se ajudar, é a lei da natureza.

Jean de la Fontaine (1621-1695)

Eu gosto de meu isolamento, desde que de fácil alcance a outras pessoas – amplos espaços abertos me irritam.

Roger McGough (1993)

Seu conselho indispensável que suplica por seu uso instantâneo.

Shakespeare, Rei Lear (2, i)

PROFESSORES LUTADORES – A TURMA DIFÍCIL

Alguns anos atrás, eu estava lutando com uma turma realmente difícil. Eu tinha tentado ser bondoso, tinha tentado a “luta de poder” (sic.) enfoque... Eu silenciava os alunos – até mesmo a turma toda... Também era orgulhoso e ingênuo demais para tentar discutir meus problemas com qualquer um de meus colegas que pareciam estar lidando tão bem com as coisas (citado em Rogers, 2002).

De tempos em tempos, uma turma difícil, como essa (aqui mencionada aqui), surge para nós. Uma turma que parece consumir a energia e tornar aquela brecha no horário, ou cada dia, uma luta. No caso do colega falando anteriormente, tratava-se de uma 8a série aparentemente recalcitrante.

 

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