Educação infantil: pra que te quero?

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1. Escola Infantil: Pra que te Quero?

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capítulo

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Escola Infantil:

Pra que te Quero?

Maria Isabel Edelweiss Bujes

UM POUCO DA HISTÓRIA...

Durante muito tempo, a educação da criança foi considerada uma responsabilidade das famílias ou do grupo social ao qual ela pertencia. Era junto aos adultos e outras crianças com os quais convivia que a criança aprendia a se tornar membro deste grupo, a participar das tradições que eram importantes para ele e a dominar os conhecimentos que eram necessários para a sua sobrevivência material e para enfrentar as exigências da vida adulta. Por um bom período na história da humanidade, não houve nenhuma instituição responsável por compartilhar esta responsabilidade pela criança com seus pais e com a comunidade da qual estes faziam parte. Isso nos permite dizer que a educação infantil, como nós a conhecemos hoje, realizada de forma complementar à família, é um fato muito recente. Nem sempre ocorreu do mesmo modo, tem, portanto, uma história.

Este percurso (esta história), por outro lado, só foi possível porque também se modificaram na sociedade as maneiras de se pensar o que é ser criança e a importância que foi dada ao momento específico da infância. Para entendermos isso, basta perguntar aos nossos pais ou aos nossos avós como eram tratados em sua infância meninas/meninos, que tipo de educação eles/ elas receberam, quem era a/o responsável imediata/o pela sua educação. Suas respostas vão demonstrar, tenho quase certeza, como variam, de época para

 

2. Educação Infantil e as Novas Definições da Legislação

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Craidy & Kaercher

da que os pais, a sociedade e o poder público têm que respeitar e garantir os direitos das crianças definidos no artigo 227 que diz:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência e opressão.

Assim, nem os pais, nem as instituições de atendimento, nem qualquer setor da sociedade ou do governo poderão fazer com as crianças o que bem entenderem ou o que considerarem válido. Todos são obrigados a respeitar os direitos definidos na Constituição do país que reconheceu a criança como um cidadão em desenvolvimento. Outras duas definições importantes da Constituição foram que os trabalhadores (homens e mulheres) têm direito à assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até os seis anos de idade em creches e pré-escolas; (art. 7º/XXV) e ainda: O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de

 

3. O Desenvolvimento Infantil na Perspectiva Sociointeracionista: Piaget, Vygotsky, Wallon

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Educação Infantil

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O Desenvolvimento Infantil na

Perspectiva Sociointeracionista:

Piaget, Vygotsky, Wallon

Jane Felipe

Piaget, Vygotsky e Wallon tentaram mostrar que a capacidade de conhecer e aprender se constrói a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio.

As teorias sociointeracionistas concebem, portanto, o desenvolvimento infantil como um processo dinâmico, pois as crianças não são passivas, meras receptoras das informações que estão à sua volta. Através do contato com seu próprio corpo, com as coisas do seu ambiente, bem como através da interação com outras crianças e adultos, as crianças vão desenvolvendo a capacidade afetiva, a sensibilidade e a auto-estima, o raciocínio, o pensamento e a linguagem. A articulação entre os diferentes níveis de desenvolvimento (motor, afetivo e cognitivo) não se dá de forma isolada, mas sim de forma simultânea e integrada.

Embora nem sempre concordantes em todos os aspectos, os estudos desses teóricos têm possibilitado uma nova compreensão do desenvolvimento infantil, influenciando de forma importante as ações em muitas das escolas infantis brasileiras.1

 

4. Temas de Saúde em Instituições de Educação Infantil

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Temas de Saúde em

Instituições de Educação Infantil

Cibeli de Souza Prates

Maíra Sanhudo de Oliveira

Saúde envolve a busca do equilíbrio físico, mental e social, bem como a relação do indivíduo com o seu ambiente. Saúde é movimento, ação. Por isso, falar sobre saúde nas Instituições de Educação Infantil implica promover ações de higiene, prevenção de doenças e de acidentes e a realização de atividades que busquem o crescimento e o desenvolvimento da criança em sua “totalidade”. Procuramos trabalhar “higiene” com a concepção de que além de prevenir a doença, também promove a saúde física e mental de cada indivíduo.

Considerando que a criança permanecerá grande parte do seu dia neste local, devemos proporcionar um ambiente saudável, conforme as condições existentes, para que esta criança também seja saudável.

Mas, o que seria uma criança saudável?

O conceito de “criança saudável” varia muito de acordo com as condições de vida e cultura das pessoas. Por exemplo, para as mães, em geral, se o filho dorme bem, se alimenta bem e brinca normalmente, ele é saudável. Outras podem avaliar o conceito de saudável através da disposição de ânimo, do estado de espírito, da interação e da aprendizagem de seu filho. Com isso, verificamos que esse conceito depende de pontos de vista e de valores, pois alguns o relacionam com a parte física, outros com a emocional ou simplesmente à ausência de queixas da criança.

 

5. Sexualidade, Gênero e Novas Configurações Familiares: Algumas Implicações para a Educação Infantil

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Sexualidade, Gênero e Novas

Configurações Familiares: Algumas

Implicações para a Educação Infantil

Jane Felipe

A sexualidade está presente e faz parte da nossa vida, podendo ser vista como “a base da curiosidade, a força que nos permite elaborar e ter idéias, bem como o desejo de ser amado e valorizado à medida que aprendemos a amar e a valorizar o outro” (Britzman, 1998, p. 162).

Este tema tem sido cada vez mais discutido por especialistas leigos e figuras importantes da mídia, que vêm a público dar depoimentos sobre suas preferências sexuais, fantasias, etc.

Vivemos também um momento em que as crianças têm tido amplo acesso à informação. A mídia, através das propagandas, novelas, minisséries, programas de TV, inclusive aqueles dirigidos ao público infantil, têm procurado explorar com bastante freqüência cenas erotizadas dos mais diversos tipos.

Alguns programas abordam a sexualidade de forma jocosa e discriminatória, como têm mostrado algumas pesquisas. É possível observar ainda o quanto homens e mulheres, meninos e meninas são vistos de forma estereotipada, mostrando o homem como agressivo, forte, racional, ousado, empreendedor e a mulher como passiva, frágil, sentimental.

 

6. Organização do Espaço e do Tempo na Escola Infantil

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Educação Infantil

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Organização do Espaço e do

Tempo na Escola Infantil

Maria Carmen Silveira Barbosa

Maria da Graça Souza Horn

Organizar o cotidiano das crianças na Escola Infantil pressupõe pensar que o estabelecimento de uma seqüência básica de atividades diárias é, antes de mais nada, o resultado da leitura que fazemos do nosso grupo de crianças, a partir, principalmente, de suas necessidades. É importante que o educador observe o que as crianças brincam, como estas brincadeiras se desenvolvem, o que mais gostam de fazer, em que espaços preferem ficar, o que lhes chama mais atenção, em que momentos do dia estão mais tranqüilos ou mais agitados. Este conhecimento é fundamental para que a estruturação espaço-temporal tenha significado. Ao lado disto, também é importante considerar o contexto sociocultural no qual se insere e a proposta pedagógica da instituição, que deverá lhe dar suporte.

Conseguir apurar essas dimensões da vida no grupo das crianças garante que as atividades realizadas não se transformem numa monótona seqüência, que nada tem a ver com o grupo de crianças com o qual interagimos diariamente. A forma de organizar o trabalho deve possibilitar o envolvimento das crianças em sua construção, que terá dimensões diferentes se tomarmos como referência a idade das mesmas. Com as crianças bem pequenas, por exemplo,

 

7. E Por Falar em Literatura...

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E Por Falar em Literatura...

Gládis E. Kaercher

O ato de ouvir e contar histórias está, quase sempre, presente nas nossas vidas: desde que nascemos, aprendemos por meio das experiências concretas das quais participamos, mas também através daquelas experiências das quais tomamos conhecimento através do que os outros nos contam.

Todos temos necessidade de contar aquilo que vivenciamos, sentimos, pensamos, sonhamos...

Dessa necessidade humana surgiu a literatura: do desejo de ouvir e contar para, através desta prática, compartilhar.

Contadas em verso ou em prosa, as histórias permitiram que a humanidade passasse, de geração a geração, sua história – seus feitos, suas decepções, seus amores, seus sonhos, seus temores, suas esperanças...

Às vezes, no dia-a-dia da Escola Infantil esquecemos o quanto ouvir e contar histórias é importante. Quando lembramos desta importância, transformamos este momento de partilha – que é o ato de ouvir e contar – em algo estranho. Nele, contadores de história e ouvintes transformam-se em professores e alunos. A partir daí, definidos os papéis (um conta o outro ouve) encerra-se a possibilidade da partilha.

 

8. Promovendo o Desenvolvimento do Faz-de-Conta na Educação Infantil

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capítulo 8

Promovendo o Desenvolvimento do

Faz-de-Conta na Educação Infantil

Vera Lúcia Bertoni dos Santos

Ao observar crianças em situação de jogo espontâneo, os adultos muitas vezes se impressionam com a forma como elas são absorvidas por essa atividade. Como é que não se cansam? De onde vem tanta energia? O que faz com que as crianças, mesmo esgotadas e sem fôlego, continuem a correr para não serem pegas numa brincadeira de “polícia e ladrão”, ou permaneçam escondidas num cantinho, apesar do medo do escuro, num jogo de esconde-esconde?

Se por um lado concordamos com os que pensam que na motivação dos jogos das crianças há algo que foge à compreensão racional dos adultos, por outro lado podemos dizer, sem medo de errar, que a causa de tamanha entrega e envolvimento por parte das crianças é o prazer, o divertimento que o brincar proporciona a elas.

O jogo espontâneo infantil possui, portanto, dois aspectos bastante interessantes e simples de serem observados: o prazer e, ao mesmo tempo, a atitude de seriedade com que a criança se dedica à brincadeira.

 

9. Na Escola Infantil todo Mundo Brinca se Você Brinca

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Craidy & Kaercher

fazer bolinho de chuva e depois saboreá-lo olhando a geada pela janela? Talvez confeccionarmos dobraduras de barcos e, pela janela, vê-lo sumir na chuva. Podemos também, sentar num canto da sala e bordar, costurar, fazer uma bela colcha de retalhos que irá para cada casa para ser enfeitada pelas famílias, um boneco de pano, um carro de lata, um fantoche...

Quantas vezes, depois de muitos dias de sol, deixamos de atravessar a rua e ir à praça em frente à escola para rolar na grama correr, subir na árvore, brincar na areia. Volto a perguntar: quem pára para ver do que as crianças brincam e como brincam? Ouvir sobre o que falam, cantam e dançam? Certamente elas brincam, e muito.

Muitas vezes, porém, deixamos por conta das apresentadoras de TV o ensinamento de canções, danças, confecção de brinquedos... Por outro lado, quantas crianças deste País têm nas ruas de suas vilas um espaço rico de atividades, brincadeiras e jogos que não podem ser usados na sala de aula? Quantas parlendas, atividades, danças e canções as crianças aprendem na rua e não podem realizá-las nem falar sobre elas no espaço escolar?

 

10. Os Materiais Artísticos na Educação Infantil

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Craidy & Kaercher

O ESPAÇO ADEQUADO

Certamente nenhuma criança, por menor que seja, pode sair por aí lambuzando e riscando tudo simplesmente porque esse ato é expressivo. Desde bebê precisa conhecer os limites e com um ano de idade já pode entender os espaços reservados para o trabalho artístico. Em uma sala de aula, mesas com as proporções das crianças são essenciais para o manejo da maior parte das técnicas, porém outros espaços devem ser explorados a fim de que a relação corpórea entre a criança e seu trabalho seja diversificada. Montagens com sucata e marcenaria são adequadas para serem trabalhadas no chão. Com crianças pequenas, este tipo de construções são técnicas que necessitam de constante atenção por parte da professora, que pode organizar os alunos em círculo, facilitando assim a troca de instrumentos (às vezes dispomos de apenas uma ferramenta de cada tipo) e os cuidados necessários com os alunos.

Também é importante que as crianças possam desenvolver suas pinturas e desenhos verticalmente, em paredes escolhidas para serem pintadas ou painéis feitos especialmente para este fim. É melhor que a criança pinte ou desenhe sobre papéis protetores de parede, de tamanho grande, que são colocados no local escolhido e depois removidos do que pintar diretamente sobre a parede. Em alguns casos, muros ou paredes podem ser eleitos para conterem pinturas permanentes dos alunos, o que dignifica o espaço coletivo e valoriza a expressão das crianças, mas os espaços de sala de aula devem ser reservados para a constante execução de trabalhos e o desenvolvimento de técnicas. Em casa, também é adequado que a criança tenha um canto específico para a arte, com uma mesinha, ou uma parede para afixar papéis ou mesmo um espaço no chão onde possa fazer seus trabalhos e expressar seus gestos.

 

11. Práticas Musicais na Escola Infantil

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Práticas Musicais na Escola Infantil

Leda de Albuquerque Maffioletti

O cotidiano da Educação Infantil é repleto de atividades musicais, algumas tão conhecidas que já fazem parte do repertório usual das escolas. Devido à ampla divulgação da canção ‘De olhos vermelhos...’ gostaria de fazer alguns comentários.

De olhos vermelhos

De pêlo branquinho

De pulo bem leve

Eu sou o coelhinho

Sou muito assustado

Porém sou guloso

Por uma cenoura

Já fico manhoso

Eu pulo pro lado

Eu pulo pra atrás

Dou mil cambalhotas

Sou forte demais

Comi uma cenoura

Com casca e tudo

Tão grande era ela....

Fiquei barrigudo!

Certa ocasião cantei essa música, com todos os gestos que fazem parte de sua coreografia, e perguntei a um grupo de professoras qual seria o objetivo de tal tarefa para a formação das crianças. Fizemos uma lista enorme: esquema corporal, coordenação motora, lateralidade, expressividade e criatividade. Além disso, disseram que com essa canção poderíamos trabalhar os animais, as cores, a noção de número, a alimentação e a Páscoa – é claro!

 

12. Conversando, Lendo e Escrevendo com as Crianças na Educação Infantil

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Educação Infantil

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Conversando, Lendo e

Escrevendo com as Crianças na Educação Infantil

Gabriel de Andrade Junqueira Filho

A LINGUAGEM ORAL

Muitos pais e adultos têm a curiosidade de saber qual o trabalho que se realiza junto às crianças enquanto elas não falam, revelando, de algum modo, o pressuposto de que a fala é um a priori, um pré-requisito para que se inicie a interação entre a criança e o adulto, seja em casa ou no espaço da creche ou da pré-escola. “Quando é que ela vai falar?”, “Não vejo a hora dela começar a falar pra gente conversar!”, “A gente já pode contar histórias pra elas mesmo elas não sabendo falar?”, “Elas entendem alguma coisa do que a gente fala, mesmo não sabendo falar?”, “E quando elas assistem televisão, elas entendem alguma coisa?”, “Sobre o que a gente conversa com as crianças dessa idade?”

Estas são perguntas muito comuns entre pais e adultos, que reforçam a hipótese de um início de interação entre eles e as crianças a partir da conquista da linguagem oral pela criança. Além disso, tal hipótese traz no seu bojo a crença de que a fala se dará naturalmente, tal qual o nascimento dos dentes ou o crescimento dos cabelos. No entanto, tanto a hipótese quanto a crença são equivocadas. Por que será?

 

13. Ensino de Ciências e Educação Infantil

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Educação Infantil

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Ensino de Ciências e

Educação Infantil

Russel Teresinha Dutra da Rosa

PRINCÍPIOS DA ÁREA DE ENSINO DE CIÊNCIAS

O ensino de ciências na educação infantil acontece preferencialmente integrado às demais áreas de conhecimento, proporcionando, através dos conhecimentos acumulados das teorias, das metodologias e dos instrumentos da área, uma riqueza de possibilidades de exploração do mundo realizada pelas crianças. Muitos dos temas enfocados por essa área, são temas de interesse das crianças sobre os quais elas já vêm se perguntando e construindo concepções e representações, sendo fundamental, ao planejarmos qualquer atividade envolvendo conhecimentos da área de ciências, criar oportunidades para que as crianças interajam com diferentes materiais e expressem suas concepções, representações e hipóteses explicativas. Nesses momentos, através de diferentes materiais, é possível ampliar interesses e fornecer informações adicionais. Uma postura desejável no ensino de ciências é a de encorajar as crianças a realizar testes e expor suas dúvidas sobre os temas abordados.

 

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